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                  <text>7. 0 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTACAO

Discurso proferido por Laura Garcia Moreno
Russo. presidente de honra do conclave. na
solenidade de abertura, em 29 de julho de
1973.

Reune-se, mais uma vez, a c1asse bibliotecaria, em obediencia as
Hesolucoes do VI Congresso, realizado em Belo Horizonte ha dois anos,
quando resolveu aceitar 0 arnavel convite dos bibliotecarios paraenses, a
fim de que na cidade de Belern fosse realizado 0 7. 0 Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Docurnentaciio,
Curnpre-nos, primeiramente, agradecer a distincao que nos deram os
bibliotecarios do Estado do Para, convidando-nos para ser presidente de
honra deste Congresso, homenaqern da qual fazemos partilhar todos
aqueles que lideram as quinze Associacoes filiadas a Federacao Brasileira
de Associacfies de Bibliotecarios,
NOSSOS CONGRESSOS

o conqracarnento de bibliotecarios teve infcio em 1954, quando foi
realizado no Recife, 0 1. 0 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia.
Naquela epoca, 0 termo docurnentacao nao era familiar a Classe, embora
nesse mesmo ana tivesse 0 IBBD iniciado suas atividades. Foi uma tornada
de consciencia de seu valor e utilidade que os bibliotecarios iniciaram,
po rem, terminado 0 conclave, dificuldades imensas ocasionaram 0
distanciamento de novo encontro, que s6 se deu em 1959, em Salvador.
o 2. 0 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Docurnentacao
fixou a denorninacao que iria ser adotada pelos demais: biblioteconomia e
docurnentacao. Foi nesse congresso aprovada a tese que deu origem a
F EBAB, unindo definitivamente os bibliotecarios, para a luta que entao se
iria travar, no sentido de coloca-Ios no lugar que ha muito tempo Ihes
deviam os altos escaloes da adrninistracao publica. Nessa epoca. os
bibliotecarios paulistas haviam conseguido que 0 Deputado Roge Ferreira
desse entrada no Congresso Nacional ao projeto que iria se transformar na
Lei 4084/62, a partir da qual 0 exercicio da profissao de bibliotecario seria
considerado de nfvel universitario,
o 3. 0 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentacjio,
realizado em Curitiba em 1961, caracterizou-se pelas lutas em plenario e
pelas inurneras teses apresentadas. A classe buscava com irnpaciencia sua
reafirrnacao social.

R. Bras. Bibliotecon. Doc. 2(1~3): 4-32. jul./set. 1973

13

�I

Em sequ encia normal veio 0 4. 0 Congresso, realizado em Fo rt aleza, em 1963, patrocinado pela Universidade Federal do Ceara. Ja ', entao,
tinharn os bibliotecarios a profissao regulamentada, porern, faltava a
reqularnentacao da lei. Parodiando 0 que , ja e uma parodia polltica, a
novela 0 BEM AMADO, faltava na lei alguns "considerandos" e "os
mais ou menos" que 0 Decreto 56.725/65 procurou introduzir.
H6 quem acuse essa legislac;ao de imperfeita. Certamente 0 e, como
tooas as leis etanoracas pelo homem, para servir a um deterrrunado
grupo, sociedade ou civilizacao. Se assim nao fosse, 0 Corpus Juris
Civilis, que tao bem serviu aos Romanos, poderia vigorar no seculo 20.
So as leis ffsicas sao perfeitas e imutaveis. Ninquern as ousa criticar,
porque foram feitas por Deus, para reger 0 Universo.
Tres anos eram passados, quando a FEBAB solicitou ajuda ao
Instituto Nacional do Livre para realizar em Sao Paulo 0 5. 0 Congresso.
.D urant e 0 ana de 1966, a Comissao Organizadora trabalhou intensamente para a concretizacso de urn ideal: realizar um conclave, cuios
participantes fossem agrupados, segundo seus campos de atividades. Os
que estavam habituados ao velho sistema reagiram de inlcio, mas logo
entenderam que a atividade bibliotecaria 'ja estava por demais diversificada, para admitir discussoes em grandes sessoes p lenarias. Elas serviam
como espetaculo, mas seus beneflcios ja entao eram bem discutfveis.
o 6.0 Congresso TOI patrocinado, tambern, pelo Instituto Nacional
do Livro. Teve 'luqar em Belo Horizonte, em 1971. Seu grande merito
foi 0 de reafirmar a orientacao sequida no conclave anterior. Os bibliotecarios procurararn, avidamente, realizar reunifies especializadas, onde
discutiram problemas comuns e acertaram providencias para atividades
futuras. Viu, assim, a FEBAB, naquela semana de intense trabalho,
concretizado urn de seus objetivos: reunir os bibl lot ecarios de cada area,
para trabalhar pela homogeneidade de metodos e processos especfficos.
Integram a Federacao seis Comissoes Permanentes:
Comissao
Comissao
Comissao
Comissao
Comissao
Comissao

Brasileira
8rasileira
Brasileira
Brasileira
Brasileira
Brasileira

de
de
de
de
de
de

Documentacao
Documentacao
Documentacao
Docurnentaca o
Documentaca o
Documentacso

Blornedica:
Tecnol oqica:
Jurfdica:
Agricola;
de Bib liotecas Pu b licae:
de Bibl iotecas Esco la res;

Outras areas de ativid ad es ja sao do intere sse de algumas Associ acoes
fil iad as, porern; nao constituem Co rnissfies Nacion ais.
E com grande orgulh o que ostentamos esse panoramade lnteqracao
de nossa c1asse. Enqu ant o em grandes e pequenos parses os b ibl iotecarios

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R. Bras. Bibliotecon. Doc. 2(1/3): 4-32, jul./set. 1973

se d ivide m em associacoe s especia lizad as, en fr aqu ecend o 0 conj un to
associativo, no Brasil, os G rupos de T rab alhos da s Associ acoes Estadu ais se
fi liam as Corni ssoes Nacionai da FEBAB. Abriu-se, d essa forma, um vasto
campo de estudos biblioteconomlcos, enquanto os Cursos de pos gradua&lt;;ao estao em compasso de espera.
o exito obtido nor essas Comissoes Nacionais nos leva a crer que
estamos trilhando 0 caminho certo da especializacao do bibliotecario. Esperamos que as diretorias das Associacoes de Bibliotecarios .
prestigiem, cada vez mais, as atividades dos Grupos de Trabalrns, compartilhando de seus exitos e dificuldades.

o INTERESSE PELA PROFISsAo NO SECULO 20

o Correio Brasiliense, em sua edicao de 9 de janeiro do corrente ano,
publicou interessante entrevista de uma recern-forrnada em biblioteconomia, numa das escolas do pais. Disse a colega: "Ha muita gente com
diploma, procurando emprego e nada consegue, porque 0 mercado est a
saturado". Em que pesem as razoes apresentaaas, dlscordamos completemente de seu modo de ver a atividade bibllotecaria assim exercida, sem
familiaridade com os problemas das bibliotecas das cidades interioranas,
onde raream os bibuotecarlos, Sabemos que a culpa nao cabe sornente aos
bibliotecarios, que preferem trabalhar nos grandes centros, mas, ' tarnbern,
as autoridades estaduais e municipais, que na grande maioria, ainda nao
consideram a biblioteca .corno entidade indispensavel as suas coletividades.
Em face da complexidade e relevancia do assunto, 0 CFB e a FEBAB
se preocupam com a necessaria e urgente adequacao de medidas, que
venham assegurar a conveniente vitalidade de nossas bibliotecas.
Apesar de todo esforco de conscientizacao, reconhecemos que ha um
lange caminho a percorrer, porque, em certos setores da educacao e da
cultura, 0 oroblema da falta de bibliotecas nao esta sequer equacionado,
para solucao a curto, medic 011 lange prazo. Disto tivemos prova, quando
ha dois meses, solicitamos a Secretaria do Inteiror do Estado de Sao Paulo
a publicacao do levantamento das bibliotecas publicas municipais.
Alegou a Secretaria que nao dispunha de verbas para publicacoes e recomendon-nos ao Mobral, que repetiu 0 estribilho "
temos verbas para
publ icacoes".
o trabalho oferecido, eTa 0 fruto de pesquisas realizadas ao longo de
dois anos. Tinha seus dad os tabulados e estava acompanhado de mapas,
grMicos e tabelas de pad roes. Apesar de tudo, ele continha um gra nd e
d efeito: nao fora apresen t ado po r uma Empresa d e' Planeja me nt o, tao a
gosto de alguns admin istrado res da atualidade.

nao

R. Bras. Bibliotecon. Doc. 2(1/3) : 4-32, jul./set. 1973

15

�Por toda essas razfies, nec ess it amos fo rt alec er nossas en tidades d e
class e, cujo elenco ja e bastante nu meroso, destacando-se no ensino 20
escolas; na fiscal iza&lt;;:ao profissional urn Conselho Fede ral e 10 Conselhos
Regionais; na atividade associativa de aprimoramento e defesa profi ssionais, uma Federacao e 15 Assoc iac oes de Bibliotecarios. Repetim os,
Associacoes de Bibliotecarios e nao de documentaristas, de tecnicos em
intorrnacao, de informatas, de inforrnoloqos, de pesquisadores legislativos,
coordenadores de publ icacoes e docurnentacao, nem de t ec n icos em
informatica. Essa complicada e diversificada nomenclatura, para denominar a atividade profissional do bibliotecario, nos parece de urn ridlculo
ollmpico.
Compreendemos, mas nao justificamos a atitude daqueles que, para
fugir a urn reenquadramento injusto, arranjam novas denorninacoes para a
atividade nobre de buscar em livros ou em documentos os dados
necessaries de atendimento de consul entes, nao importando a entidade
onde trabalhe, se numa biblioteca infantil ou num sofisticado centro de
docurnentacao.
A continuar assirn, os bibliotecarios que aspiram a poeira dos
assuntos econ6micos, levantada nos debates das mesas redondas, conferencias e entrevistas, logo serao intitulados tecnicos em rentabilidade da
inforrnacao, ou tecnicos em rentabil idade das bibl iotecas.
Respeitadas as devidas proporcfies que 0 caso requer, podemos
pensar: sera que Cahrnaco , 0 prime iro bibliotecario que a hist6ria registra,
se envergonhou algum dia de ser bibl iot eca rio , quando poderia'ter-se
intitulado assessor de Pt o lo meu I, com funcoes na Biblioteca de
Alexandri a? Cremos que nao .
Sera que os pacie ntes e dedicados bibliotecarios dos Con ven t o s da
Idade Medi a, se hoje ressuscitassem, gost ariam de ser chamados documentaristas? Nao acreditamos. Eles nao precisaram de a rtiflcios para bern
exercer a profissao e deix ar como te ste munho d e su a atividade, atraves dos
seculos e d as fronteiras dos idiomas, as colecoes p recio sas q ue aju d a ram a
formar, pa ra que servi ssem as qeracces futuras .
En tr e as pecas que constituem essa d ad iva do passad o, destacamos a
se rie de doze c6d igos c onhecida po r Beatos, em homenagem aq ue le que
passo u mais d e t rin t a anos escre ven do e i1 u mina ndo sua o br a be lfssima. 0
Beat o d e Lieb ano , q ue viveu na Espanh a, durante a Idade Media.
Parece -nos ver 0 Professo r Esteves Ba rba, d a Bibliotec a Nac ion al de
Mad rid , mostand o os c6d ices a seus alu nos, ca rinhosamente, ta l co mo
acar iciamos uma pesso a a mada .
A hist6ria nos ensina que, desde os tempos antigos da pedra de
Roseta, ate a era moderna da pedra lunar, 0 homem tern feito 0 possfvel

16

R. Bras. Bibl iot econ . Doc . 2(1 /3): 4·32, ju l./s et . 19 73

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              <text>Discurso proferido por Laura Garcia Moreno Russo, presidente de honra do conclave, na solenidade de abertura, em 29 de julho de 1973. Originalmente publicado na Revista Brasileira de Bibliotecononimia e documentação, v.2 (1/3), p. 4-32, jul./set. 1973.</text>
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