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                  <text>APRESENTAÇÃO DO TEMA

Adalgisa
Âdalgisa Moniz de Aragão
Divisão de Bibliotecas do Estado da Bahia
Salvador, BA

RELATÓRIO
BELATÔBIO
Com satisfação aceitamos o convite da Comissão do 7*? Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação para relatar o tema: BIBLIOTECAS - INFANTIL E ESCOLAR.
Embora se tratem de Bibliotecas destinadas a um grupo específico de consulentes, essas Bibliotecas estão enquadradas na classe de Bibliotecas Públicas, o que deu ensejo a inservir no tema um trabalho sobre
BIBLIOTECAS MUNICIPAIS.
O Relato a seguir trata da análise de trabalhos sobre Bibliotecas
Municipais e Escolares apresentados pelos Estados de Pernambuco, Paraná e pelo Distrito Federal.
1.

BIBLIOTECAS MUNICIPAIS

Do Estado de Pernambuco foi apresentado mn
lun trabalho da autoria das bibliotecárias: Maria Celeste Firmo Pires, Celeste de Oliveira Azevedo e Maria de Lourdes Diniz Gomes, da Bibhoteca
Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco, sob o título “Participação das Bibliotecas Universitárias e Escolas de Biblioteconomia, das atividades do
CRUTAC para efetividade do Serviço Nacional de Bibliotecas Municipais e
MOBRAL.”
Nesse trabalho as colegas focalizam as condições das Bibliotecas
Bibhotecas
nos 3.950 Municípios brasileiros, esclarecendo que cerca de 1/3 desses
Mvmicípios são carentes de:
Municípios
a) recursos bibliográficos;
b) locais apropriados à leitura pública;
c) livros ao nível da compreensão dos Munícipes.
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gentílmente por:
gentilmente

�Embora o trabalho não focalize os outros 2/3, a experiência nos
mostra que esses Mimicípios dispõem de Bibliotecas em condições precárias de fimcionamento.
Informam ainda que cerca de 40.000 leitores que necessitam de
adquirir ou aprimorar os seirs
seus conhecimentos, estão impossibihtados
impossibUitados de
fazê-lo por falta de:
a) inn
um acervo bibliojgráfico
bibliográfico organizado e em número suficiente;
b) profissionais capacitados para orientar os leitores na utilização dos livros;
hvros;
c) localização adequada das pequenas coleções que
possuem, o que dificulta, por isso mesmo, a sua utiliutiUzação por parte dos interessados.
Sentindo que o Serviço Nacional de Bibliotecas
Bibhotecas (criado há anos)
ainda não está bastante divulgado no Brasil, chamam a atenção dos profissionais para o potencial de trabalho que ele pode oferecer.
Ponderam que o MOBRAL, cujo objetivo é instalar centros de
educação social e cívica com a missão de alfabetizar e educar, não poderá conseguir êxito sem a participação de uma rede de Bibliotecas
Bibhotecas que
lhe assegure a permanência e continuidade
continiridade de seus serviços.
Dão conhecimento de que a Universidade de Pernambuco, por
meio de seus serviços de extensão, coloca ao alcance da população as
experiências científicas e cultirrais
culturais de seus professores e pesquisadores.
Sahentam o trabalho da Comissão Incentivadora dos Centros
Salientam
Rurais Universitários de Treinamento e Ação Comimitária
Comunitária “CINCRUTAC”,
que colabora para o processo de desenvolvimento do País através de programa de INTERIORIZAÇAO,
INTERIORIZAÇÃO, INTEGRAÇÃO ou PARTICIPAÇÃO procurando solucionar os problemas presentes da sociedade.
Conscientizam a responsabilidade dos Bibliotecários
Bibhotecários a quem
cabem o dever de desenvolver os serviços de Bibliotecas,
Bibhoteeas, especificando a
situação de Pernambuco, que conta com a participação do CRUTAC.
Lembram aos estudantes de Biblioteconomia que ao se integrarem no movimento biblioteconômico
bibhoteconômico terão ocasião de aplicar
aphcar os conheco^ecimentos adquiridos na Universidade e acinnular
acumular experiências.
Como sugestão, lembram os princípios básicos de como fazer
aquilo que a sociedade necessita:
“a) despertar a sensibihdade dos Prefeitos, Secretários de Educação e outros membros da Comunidade,
como posição de hderança
liderança para o aspecto Biblioteca
como suporte do sistema educativo e cultural;
-270Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�b) dar assistência técnica às condições locais para
que possam aproveitar os seus recursos humanos, físicos, financeiros e documentais;
c) formar grupos locais que se interessem pelo movimento dos serviços bibliográficos;
d) incentivar a formação de grupos que possam liderar movimentos para angariar recursos no campo federal e particular;
e) controlar e aquilatar os trabalhos executados por
meios modernos de avaliação.”
Solicitam ainda aos que têm experiência nesse campo, os seus
valiosos depoimentos.
Finalizam com vistas especiais à situação de Pernambuco, com
a seguinte recomendação:
“As Bibliotecas Universitárias e Escolas de Biblioteconomia que
atendem para a responsabilidade de sua atuação no CRUTAC para efetividade do Serviço Nacional de Bibliotecas Municipais, do MOBRAL,
e dos demais programas do próprio CRUTAC.”
No trabalho, as colegas arrolam uma bibliografia para os que
desejam completar as informações nela contidas.
2.

BIBLIOTECAS ESCOLARES

Do Estado do Paraná, foi apresentado um trabalho de autoria
das Bibliotecárias: Nylzamira Cunha Bejes e Marly Schafer Dias, Chefes,
respectivamente, da Seção de Processamento Técnico e da Seção de Assistência à Biblioteca, da Divisão de Extensão da Biblioteca do Estado,
sob o título Orientação de Pesquisa Bibliográfica Sistematizada em Bibliotecas Escolares.
As colegas, no trabalho, tecem considerações gerais sobre as condições atuais das Bibliotecas Escolares, em face à observação e análise
dos fatos ligados ao desenvolvimento da cultura do Estado do Paraná e
chegam à conclusão de que, apesar de estarmos em plena era da propulsão a jato e dos computadores eletrônicos, os sistemas de estudo e a mentalidade popular a respeito de Bibliotecas estão, positivamente, anacrônicos.
Ressaltam que o desenvolvimento verificado nos métodos de ensino não foi acompanhado pela Biblioteca, que assim sofreu um atraso
relativo e não consegue preencher as funções a que se destina.
Referem-se à Lei Federal n^
n*? 5.692, de 11-8-1971, que fixa diretrizes e Bases para o ensino do 1*?
l*? e 2^ graus, citando o capítulo 1*?,
l*?, art. 1*?,
l*?,
mostrando, com propriedade, que “proporcionar ao educando a formação
necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades, como elemento
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gentílmente por:

�auto-realizaçãoimplica-lhe
de auto-realização,”
implica-lhe fornecer informações e experiências tais,
que permitam ao educando realizar-se e conhecer o seu mundo, pois só
assim poderá ele desenvolver sua capacidade, ampliar suas possibilidades, qualificando-se para o trabalho que o elevará ao nível necessário para
se firmar na sociedade.
As autoras lembram aos profissionais que, para desenvolver esse
programa, se faz necessária uma anáhse
análise prévia da problemática, e um
planejamento sistematizado por parte do bibliotecário escolar em colaboração com os professores. E levando em conta a capacidade e o nível do
educando.
Realçam a essencial importância da orientação clara e precisa no
uso da Bibhoteca
Biblioteca e manejo dos hvros, porquanto é a Biblioteca Escolar
que inegavelmente atende às solicitações dos alunos no que tange a investigações bibliográficas,
bibhográficas, preparando-os para quando chegarem aos cursos
cmsos
superiores estarem aptos a organizar correntemente seus trabalhos curri. culares.
Como sugestão, relacionam tópicos a serem desenvolvidos pelos
Bibhotecários para orientação dos estudantes nas oito séries do 1*? grau
Bibliotecários
com as dificuldades graduadas.
Concluem admitindo como resultado imediato dessa orientação
nietodizada, que os alunos
metodizada,
alimos em geral:
“1. terão maior segurança dentro da Biblioteca;
2. estarão cada vez mais aptos para investigar por
conta própria dentro do acervo, os tópicos sugeridos pelos professores em Classe;
3. terão melhores condições de objetar sobre os
temas ou debates em equipe;
4. saberão garantidamente, melhor concatenar as
diversas partes dos trabalhos escolares, de modo a formar tun
mn todo conclusivo;
5. Em conseqüência, seus trabalhos, assim ordenados, serão mais fáceis e agradáveis para o professor corrigir.
6. Desenvolverão melhor seus princípios de higiene,
ordem, civismo, disciplina e auto-suficiência.”
Finalizando, consideram que essa continuidade de orientação do
Bibliotecário redundará
redimdará na formação de uma geração de jovens mais aptos
a servirem-se da Bibhoteca,
Biblioteca, quer Escolar, quer Pública,
Púbhca, ou Especializada.
3.

BIBLIOTECAS ESCOLARES - PLANEJAMENTO

bibliotecária Inácia
O trabalho de Brasília foi apresentado pela bibhotecária
Rodrigues dos Santos Cunha, professora e bibliotecária na Fimdação
Fundação Edu-272Digitalizado
gentílmente por:

�cacional do Distrito Federal com o título; O Sistema de Bibliotecas Escolares da Fundação Educacional do Distrito Federal (um plano proposto).
A colega, inicialmente, informa que seu trabalho representa um
resumo do Plano original do Sistema de Bibliotecas Escolares do Distrito
Federal, do qual se apresenta a organização geral do plano.
Após expor os princípios do Sistema, mostra que ele atuará
apoiado na filosofia educacional, tendo como meta a educação integral
do alimo na esfera intelectual e social.
Apresenta, a autora, os objetivos do que chama “ação bibliotecária escolar,” como sejam: iniciar o educando no hábito de leitura e da
pesquisa em grupo ou individual; permitir que a Biblioteca participe de
sua formação global, pois é na biblioteca escolar que o educando enconthe abrem o caminho e lhe dão maior visão da vida
tra os incentivos que lhe
intelectual do amanhã.
Entre pontos básicos a serem seguidos pelas unidaimidades que poderão vir a compor o sistema, a autora cita
os seguintes:
a) seguir os princípios estabelecidos pela política
educacional, nacional ou regional;
b) objetivar o desenvolvimento cultural e social do
usuário;
c) manter-se em contato com as normas e princíf)ios administrativos ou pedagógicos do estabeÍ)ios
ecimento em que se inserirem.
Esses fimdamentos
fundamentos deverão servir de orientação ao Sistema de
Bibliotecas Escolares do Distrito Federal.
Antes de dar conhecimento da estrutura do sistema, a colega
chama a atenção para o fato de que, devido à orientação adotada na FimdaFundação Educacional, os serviços audiovisuais são desvinculados do sistema de bibliotecas escolares, que, em conseqüência, concentra as suas atividades básicas no livro, elemento indispensável como fonte de consulta e de fixação
do ensino, pois as atividades educacionais se baseiam e se completam nos
livros.
Dando prosseguimento à sua exposição, apresenta a Estrutura do
Sistema de Bibliotecas Escolares que se divide em:
a) Instituições Administrativas;
b) Instituições Executivas.
As Instituições Administrativas, neste caso denominado — Divisão
de Bibliotecas Escolares — teria a responsabilidade de planejar, coordenar,
supervisionar e controlar todas as bibliotecas escolares do Distrito Fede-273-

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i:

�lal através das Seções de Bibliotecas Escolares dos diversos graus. As Bibliotecas Escolares responderiam
responderíam diretamente pela orientação e funcionamento das bibliotecas nos seus respectivos níveis.
Estruturalmente, faz partè
parte ainda das Instituições Administrativas
a Seção de Documentação, que se responsabilizaria pela organização da
documentação central da Fundação
dociunentação
Fimdação Educacional.
As Instituições Executivas compor-se-ão dos seguintes setores:
setores;
a)
b)
c)
d)

Setor de Bibliotecas de Extensão;
Setor de Documentação;
Setor de Intercâmbio;
Bibliotecas Escolares.

Esses setores deverão ter, por suas características e natureza,
natmeza, a
responsabilidade do assessoramento para o planejamento e programa da
Divisão de Bibliotecas Escolares a fim de que todas as atividades sejam
executadas, pelas unidades competentes, com uniformidade
imiformidade e harmonia.
A autora do trabalho lembra que cada planejamento de biblioteca
escolar deverá atender às peculiaridades de cada escola.
Recomenda que se considerem como postos básicos para os planejamentos, os seguintes:
seguintes;
a)
b)
c)
d)

pessoal;
acervo bibliográfico;
equipamento;
instalações.

Como subsídio para o planejamento, apresenta, da autoria de
Mary Peacock, uma tabela de proporção que deve existir entre o número
de alimos,
alunos, acervo e funcionários.
Anexa, ao trabalho, organograma do Sistema de Bibliotecas Escolares do DF, e um quadro das funções de cada tipo de profissional,
assim como onde serão executados os seus serviços.
Tece considerações sobre o quadro de bibliotecários da FimdaFundação Educacional do Distrito Federal, que no momento é insuficiente para
o atendimento necessário dos seus usuários, porquanto as pesquisas hoje
noje
exigem o auxílio de um orientador profissional.
Apresenta o cronograma das atividades de instalação do Sistema
de Bibliotecas Escolares do DF relativo aos anos de 1973-1974.
Concluindo, diz que: “Iniciando as atividades biblioteconômicas
nos estabelecimentos escolares do DF, atendendo aos objetivos da pedagogia atual e fazendo com que a biblioteca seja realmente um organismo
vivo no corpo escolar, estarão aptos a obter três resultados:
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�a) melhora do nivel
nível de pesquisa nos estabelecimentos de
ensino;
b) aumento do campo de ação do bibliotecário no Distrito Federal;
c) alcance da verdadeira finalidade da biblioteca moderna: colaborar no aperfeiçoamento cultural da comimidade em que se instala.”
munidade
4.

APRECIAÇÃO DOS TRABALHOS

No espaço de tempo que nos sobra não cabe uma análise profunda
fimda dos trabalhos aqui relatados. For
Por esse motivo, vamos abordar panorainicamente
noramicamente a posição de cada uma dessas classes de Bibliotecas.
4.1

Bibliotecas Municipais

Considerando que o desenvolvimento econômico-social de uma
região não pode prescindir do desenvolvimento cultural de seus habitantes, evidenda-se
evidencia-se a necessidade de colocar à disposição da população instrumentos capazes de fomentar o desejo de melhorar a sua vida e transformar, por conseguinte, o nível social.
Analisando o trabalho das colegas de Pernambuco, chegamos à
conclusão de que além da conscientização às autoridades para dotarem
os municípios de entidades educacionais e culturais adequados, deverá
ser feito um esforço para esclarecer a necessidade de uma legislação que
garanta a continuidade dessas instituições, dotando-as de orçamento próprio para a efetivação de suas atividades. Além disso, as autoridades municipais deverão firmar convênios, nos seus Estados, com Entidades credenciadas e prestarem assistência técnica e com o Instituto Nacional do
Livro, de modo a garantir assistência permanente e renovação periódica
de acervo.
Antes de entrarmos na apreciação dos trabalhos sobre Bibliotecas
Escolares, gostaríamos de apresentar uma visão rápida da situação das
Bibliotecas Infanto-Juvenis que no Brasil estão assumindo, erradamente,
a função
fimção de Bibliotecas Escolares, cujos objetivos são bem distintos.
4.2

Bibliotecas Infanto-Juvenis

As Bibliotecas Infanto-Juvenis, ainda em pequeno número nesse
imenso Brasil, pois só alguns Estados as possuem, têm estruturas que lhes
garantem perfeitamente existência funcional. Todavia, devido à falta de
aparelhamento das Bibliotecas Escolares, aquelas assumem a posição destas, sendo obrigadas, para isso a adaptarem os seus programas específicos
às necessidades curriculares.
Assumindo as funções da Biblioteca Escolar, a Biblioteca Infanto-Juvenil compromete a sua estrutura e prejudica a formação de seus usuá-275-

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gentilmente

�rios, porquanto a finalidade precípua da Biblioteca Infanto-Juvenil é preparar leitores futuros, incutindo neles o hábito de leitura.
Segundo pedagogos e bibliotecários especializados, a orientação
Segimdo
de leitura e recreação para crianças e jovens deve estar firmada em luna
uma
atuação planejada e sistematizada sobre coletividades infantis e juvenis
e sobre cada leitor individual a fim de ampliar e intensificar seus conhecimentos e formar sua sensibilidade, seus hábitos.
Esse planejamento congrega professores e bibliotecários, pois
exige métodos pedagógicos, na aplicação e fomento das atividades na Bibhoteca.
blioteca.
Para atingir esse objetivo, a Biblioteca Infanto-Juvenil deverá
ter um
mn bom e atualizado acervo de livros
hvros e revistas recreativas e ilustrativas, de formação cultural e educacional e um adequado aparelhamento
audiovisual que permita oferecer às crianças e jovens oportunidades de
recreação e intercâmbio cultural através de atividades que estimulem o
intelecto. Deverá ter jogos instrutivos e um bom acervo de material de
arte que desperte,nos
desperte nos seus consulentes as tendências artísticas, dando-lhes
oportunidade de criação.
Tendo a Biblioteca Infanto-Juvenil ensejo de executar o seu programa específico, ela estará beneficiando uma coletividade que será o esteio futuro da intelectualidade brasileira.
Estabelecida a função da Biblioteca Infanto-Juvenil sentimos
quanto ela é prejudicada na sua atuação específica por ser obrigada a assumir encargos que não são os seus.
smnir
4.3 Bibliotecas Escolares
Da análise dos relatórios apresentados, chegamos à conclusão de
que a Biblioteca Escolar no Brasil ainda é pouco conhecida pelas autoridades educacionais, por isso, pouco valorizada. Até agora, a Biblioteca
Escolar só existe por força da Portaria Ministerial n*?
n'? 501 de 19 de maio
de 1972, Diário Oficial da União, de 29 de maio de 1972, que exige a instalação de Biblioteca para que uma escola seja reconhecida. Essa biblioteca, na prática, consta quase sempre de uma pequena coleção de livros
que ornam uma sala com o título BIBLIOTECA, sem qualquer outra
função ou uso, mas apenas para registro de presença.
Se considerarmos o desenvolvimento da educação nas últimas três
décadas, salta à vista a necessidade de transpor o abismo que existe entre
os Serviços de Bibliotecas e Documentação e os Serviços de Educação propriamente dito.
O conceito moderno de educação dá razões cada vez mais fortes
para as mudanças nos métodos de ensino.
A reforma na educação, que por sua nova metodologia tenta substituir 0o livro básico por consultas em fontes diferenciadas, obrigando a
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�utilização de novos recursos para atender às necessidades do ensino, deu
ênfase à Biblioteca Escolar, tomando-a a Entidade mais credenciada para
atender a essa dinâmica da educação, porquanto ela alia a movimentação
do Livro, nos seus setores de empréstimo e consulta, a outros recursos
plmissensoriais.
plurissensoriais.
Reconhecendo, portanto, o que representa hoje, no ensino, a Biblioteca Escolar, tomam-se necessárias providências que a coloque à altura de sua importante missão. Para isso, ela deve ser beneficiada com
uma estmtura funcional e adequada a cada circunstância que lhe assegure
a sobrevivência, sem contudo desvincular-se dos princípios básicos adotados pelo Sistema do qual faz parte; ser dotada de instalações apropriadas; de um bom e atualizado acervo de livros de referência e livros didáticos com possibilidades de renovação periódica, garantida por um orçamento próprio; equipada com apropriados aparelhos audiovisuais, que
complementarão as atividades da biblioteca; dotada de pessoal quahfiqualificado e em número suficiente. Só assim, a Bibhoteca
Biblioteca Escolar corresponderá às necessidades dos seus encargos.
Asseguradas essas medidas, com uma estmtura adequada, a Biblioteca Escolar atenderá ao seu real objetivo, descongestionando as Bibliotecas Infanto-Juvenis e as Bibliotecas Públicas que vivem sobrecarregadas, prejudicando o desenvolvimento de seus programas específicos.

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