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                  <text>VI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇAO
BELO HORIZONTE, 4 A 10 DE JULHO DE 1971

TEMA

V - COMUNICAÇAO

E INFORMAÇAO

documentaçAo têcnico-administrativa e seu contrôle com
TÊRMOS COORDENADOS
POR
SILVIA AUGUSTA MARQUES
Bibliotecária da SUDENE/Assessoria Técnica - CRB-4/06

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�suM Ario

1 -

INTRODUÇJ^O

2 -

FL/.NEJAMENTO, INF0RMAÇ7.0
DOCUMENTAÇTíO

3 -

4 -

5 -

6 -

1 - 2
E

CICLO DA D0CUMENTAÇ7.0 - INPL_I
CAÇÕES ADN^INISTRATIVAS

5-6

BIBLIOTECAS E SERVIÇOS DE DOCU
MENTAÇj^O

6-9

DOCUIviENTAÇ;^0 TÉCNICO
NISTRATIVA

9-10

-

ADiv^_I

REC.UISITOS PARA
IlV! FLANTAÇ7.Õ
DE UIV! SERVIÇO DE DOCUNíENTAÇJiO EIVl ÓRG/OS DE PLANEJAMEN
TO
•

11

6. 1 - CONDIÇÕES TÉCNICAS

11

6.2 - CONDIÇÕES ADMINISTRATIVAS

12

documentação TÉCNICO - ADM_I
NISTRATIVA E TÊRMOS COORDENA
DOS

12

8 -

CONCLUSÕES

16

9 -

ANEXOS

7 -

9. 1 - Papeleta de Indexaçao
9. 2 - Ficha de Empréstimo
9. 3 - Papeleta de Empréstimo
9.4 - Ficha Topográfica para
mentos Legislativos
RESUMO
BIBLIOGRAFIA

cm

1

3-4

Docu-

�documentaçAo têcnico-administrativa e seu contrôle
TÊRMOS

com

COORDENADOS

1 - introdução

No limiar da era da INFORMÁTICA, a DOCUMENTAÇAO re
presenta um dos mais amplos, mais indevassados e sedutores campos de
atividades humanas. Por ser indevassado, e campo propício a
gramdes
saltos sobre as praticas tradicionais, propício a aparentes improvisações
que, em realidade, não são outra coisa que preparação do futuro,
pela
mao daqueles que nao temerh ousar idéias e aos quais a necessidade ens_i
na o que a universidade não ensinou.
Equívocos, distorções e percalços rodeiam-na. Não temos
noticia em nosso Paí*s de que ela, a técnica de que todos precisam
e de
que todos inconscientemente se servem para INFORMAR-SE, DECIDIR ou
COMUNICAR-SE, tenha sido objeto de conotações ao se debaterem temas
de ADMINISTRAÇAp e de PLANEJAMENTO, temas esses de interesse
prioritário e permanente para governantes, técnicos ou empresários.
Na vivência de uma experiencia em orgao de planejamento e
desenvolvimento, ha que ressaltar necessidades sempre crescentes de in
formações, numa fase de transição de tecnologias que reclamam estrutu
ras compatíveis com a adoção de métodos atualizados de trabalho,
inclu
sive na DOCUMENTAÇAO, cuja importância, embora por todos
reconãe^
cida, nao tem sido equacionada em termos de realizações praticas,
isto
é, criação de SERVIÇOS DE DOCUMENTAÇAO devidamente estruturados
e condizentes com as atribuições atualmente impostas ao SETOR
PÚBLJ
CO, quer pelos avanços da sistemática do planejamento, quer pelo
anda
mento da REFORMA ADMINISTRATIVA do Brasil, a partir do Decretolei n9 200 de 25 de fevereiro de 1967,
Nosso proposito é expor idéias ao debate; somente uma arn
pia confrontação de pensamentos e opiniões, de fatos e resultados em to£
no da DOCUMENTAÇAO far-nos-â remontar às causas de seus problemas
e dificuldades e abrir à imaginaçao novos horizontes de reflexões
para
as soluções ou alternativas de ação daí decorrentes.

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�2.
Em outubro/novembro de 1968 a Assessoria Técnica da Supe
rintcndencia do Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE - promoveu o I
SEMINArIO interno SÔBRE INFORMAÇAO E DOCUMENTAÇAO com a
finalidade de estudar e discutir o papel da INDORlVlAÇAO e da DOCUMEN
TAÇAO em orgão de planejamento sócio-econômico. Êsse seminário, de
que fomos organizadorc, na qualidade de Secretário Geral, reconheceu co^
mo valida a experiencia por nos empreendida no Serviço de Informação da
Divisão de Coordenação do Plano Diretor (integrante da Assessoria Tecn^
ca - AT/CP), tendo sido elaborado, a fim de ampliá-la, um Programa de
Trabalho por ele proposto como uma solução: implantação gradativa
de
UM SISTEMA DE INFORMAÇÕES TÉCNIC04ADMINISTRATIVAS na Asses
soria Técnica, na SUDENE e, posteriormente, em toda a região
norde^
te, com participaçao dos Conselhos ou Secretarias Estaduais de Planeja
mento e das Universidades.
Êsse Programa foi incorporado aos Planos Anuais de Traba
Iho da Assessoria Técnica de 1969 e 1970, mas a documentação relativa
as sessões de estudos (subsídios, debates e recomendações) e o
Relato
rio Final, embora mimeografados, não foram objeto de circulação inte£
na ou divulgação,
O Ministério do Interior (Portaria n9 275 - 01.8. 1969 e D£
ereto n9 66, 882 - 16. 7. 1970) vem se ocupando da organização de sistema
similar para o conjunto de órgãos que o constituem, cujas diretrizes, e£
truturas administrativas e procedimentos corroboram nosso pensamento
e as providencias por nos preconizadas naquele Seminário.
O presente documento reafirma, assim, idéias, conceitos e
medidas administrativas que, ao longo de oito anos vimos defendendo no
desempenho de nossas atividades profissionais na SUDENE, em
estudos
publicados e palestras proferidas e registra, de modo especial,
a exp£
riência acima referida que, iniciada em abril de 1967, se revela hoje
,
conquanto incipiente em termos quantitativos, promissora, podendo
vir
a tornar-se ponto de partida para um novo campo de conhecimento:
a
DOCUMENTAÇAO TÉCNICO-ADMINISTRATIVA.
Antes, porém, de uma tomada de posição sobre o assunto ,
convém apresentar breves considerações a respeito de INFORMAÇAO e
DOCUMENTAÇAO no contexto dos trabalhos de órgãos de planejamento ,
consideradas a natureza de suas funções, a responsabilidade delas resvü
tante e, simultaneamente, o esforço contínuo que lhes compete despender
para aperfeiçoamento do processo de elaboração, coordenação e. controle
dos planos de desenvolvimento.

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2 - PLANEJAMENTO, INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO

Planejar e calcular a açào futura condicionada aos imprevis
tos do acaso, calculo esse a fundamentar-se em plenos e extensos
levan
tamentos-pirâmide de informações basicas - da situaçao vigente para pos
sibilitar a pretendida mudança sócio-econômica.
Planejar não pode ser pretensão; é ação coerente com os
meios disponíveis e deles consequente. É atividade estruturada, só exis
te em certas condiçoes de organizaçao; o que, quem, como, onde,
quan
do e para que. É iniciativa para o que ha de vir e consequência de trab^
Iho técnico CERTO com utilidade SOCIAL.
Planejamento sao decisões com base na coleta e analise de
INFORMAÇÕES registradas em DOCUMENTOS e pertinentes a
determi
nados assuntos e o ato de concluir, graças a tais elementos, qual devera
ser o modo de agir.
Ha uma constamte no ato executivo: a AFERIÇÃO, o FUTU
RO e imprevisível e incontrolavel, so o fato ocorrido e suscetível de ser
aferido, pois, a própria dinamica da natureza e caprichosa.
Um
sist£
ma de CONTRÕLE e um centro de vigilância geral que pode ser ramifica
do - DESCENTRALIZAÇÃO EXECUTIVA - de acordo com as proporçõesCUESTÃO DE DIMENSIONAMENTO - e e, também, centro de regulamen
taçao, de disciplina, quanto aos objetivos a atingir e à metodologia a s£
guir; significa amalgama, unidade de procedimentos em meio à divers£
ficaçao das especialidades, possibilitando adequaçao, coerencia e propor
cionalidade entre meios e fins.
Qualquer sistema de CONTRÕLE DE PROGRAMAS tem la£
gas implicações nas ATIVIDADES DOCUMENTAIS, INFORMAÇÃO e DO
CUMENTO assumem posição de destaque no exercício da função
TÉCN_I
CA de qualquer organismo publico ou privado e, em particular, na ação
desenvolvimentista da SUDENE, campo fertilíssimo para um sem- numero de trabalhos cientííicos, técnicos e administrativos, inclusive
DOCU
^MENTAÇÃO, Vale lembrar que num orgão de desenvolvimento
o trab£
■Iho técnico tem características de voltar-se para todos os ângulos e ocu
par-se, nao e exagero afirmar, de quase tõdas as ciências.
PLANEJA
MENTO e DESENVOLVIMENTO fazem-se com tõdas aquelas
INFORMA
ÇÕES que possam caracterizar a região a ser estudada e isto de forma
exaustiva. INFORMAÇÕES amplas sobre meio físico, população, ativida
des econômicas, sociais e culturais e sobre o andamento dos programas
em curso ou os resultados alcançados com aqueles jâ concluídos.

�4.
A organização do desenvolvimento econômico é tarefa essen
cialmcnte racional: medir alternativas, estabelecer prioridades,
esco
lher tecnologias. Para cada uma dessas atividades existe uma
DOCUIvlENTAÇÃO específica que funciona como apoio direto e contínuo.
INFORMAÇÃO são IDÉIAS E OCORRÊNCIAS - fatos, e atos .
DOCUMENTOS são os REGISTROS dessas IDÉIAS e OCORRÊNCIAS;
DO
CUMENTAÇÃO ô GESTAO DE PAPÉIS - REGISTROS - para
recuperar
IDÉIAS e OCORRÊNCIAS; COMUNICAÇAO é troca de IDÉIAS e de MATÊ
RIA; na DOCUMENTAÇAO a troca de idéias efetiva-se por meio de
DO
CUMENTOS.
DOCUMENTO é FONTE de INFORMAÇAO, mas a INFOR
MAÇAO que se transmite sem DOCUMENTO é assunto de COMUNICAÇAO,
A INFORMAÇAO é a substancia da COMUNICAÇAO.
Nas
ciências da Informação ou da Comunicação a enfase e dada a COMUNICA
ÇAO como um PROCESSO fundamental e vital para os indivíduos; na DO
CUMENTAÇAO a ênfase recai na INFORMAÇAO enquanto representa
o
conteúdo de um DOCUMENTO.
A documentação envolve, igualmente, um
processo, cujo ciclo se completa na divulgação de documentos,
veículos
de informações que visam à comunicação, de modo a servir de base para
a açao. Forçoso convir que a interdependencia e a interaçao
caracter_^
zam, de modo geral, a ciência e a técnica de nossos dias.
O primeiro passo para a documentação é o registro de qua^
quer ideia ou ocorrência, não importa a natureza dêsse registro, de on
de concluir que todo documento se vincula a uma informação, mas
nem
toda informação deve ser objeto de documentação, ou pelo menos de uma
documentação especíífica.
INFORMAÇAO e DOCUMENTAÇAO d esenvolvem ações com
plementares. SÔ é possivel informar sobre aquilo que foi registrado, do
cumentado. Portanto, no campo administrativo de realizações praticas,
qualquer Serviço de Informação pressupõe um Serviço de Documentação,
A documentação far-se-ã em função de um objetivo cientíjfi
CO, técnico ou administrativo; sera, consequentemente, hierarquizada e
funcional e integrada nos problemas básicos dêsse objetivo cientifico, te£
nico ou administrativo.

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�5.
3 - CICLO DA DOCUMENTAÇÃO - IMPLICAÇÕES
A DM IN IS T R/i TI VA S

A documentação estabelece um ciclo altamente dinâmico
,
uma informação gerando outras informações, integradas num sistema de
cadeia, resultante de fluxos de idéias e ocorrências.
REUNIR -

detectar as informações e documentos para localizar,
cionar, coletar.

organizar -

campo especííico das técnicas documentais que visam à
classificaçaõ e guarda do acervo e cujo objetivo primário
e a pronta recuperação do documento ou da informação.

DIVULGAR - circulação de documentos e de informações para
çao: troca de informações e de documentos.
PROCESSAR -

sele

comunica

justapor, combinar, somar indagações condicionadas
conteúdo do documento jâ explorado, para
çao da informação selecionada.

ao

a multiutiliza

Reunir e organizar documentos e/ou informações envolvem
atividades comuns a uma biblioteca e a um serviço de documentação e di^
positivos administrativos - decretos, regimentos, portarias - as
concH
cionam e regulam.
Divulgar - atividade própria de um serviço de documentação
mas também desenvolvidas pelas bibliotecas especializadas que,
para
manter-se eficientes, terão de converter-se em serviços ou centros
de
documentação. Atividade igualmente pendente das estruturas administra
ti vas.
Processar - atividade exclusiva da documentação, cujo pr_i
meiro passo e a exploração minuciosa dos documentos. A documentação
começa a nível da coleta da informação, firma-se na organizaçao
(espe^
cialmente na classificaçaõ) mas e o processamento que a define.
Para
processar a informação - sentido anteriormente referido, porque proce^
sar idéias e atividade especíjfica de tal ou qual ciência ou técnica - a d£
cumentaçao téra de abandonar as técnicas tradicionais e voltar-se
para
os sistemas mecânicos, eletro-mecanicos e eletrônicos, estes
últimos
o grande percalço.

�6.
Comprometem o processo deficiências ou hiatos
na evolu
çao de cada um desses estágios, convertendo-os em gargalos, ou seja ,
em pontos de estrangulamentos da informação.
Biblioteca e serviço de documentação defrontam-se na ãrea
administrativa como serviços que reclamam estruturas diversas.
As universidades brasileiras e os orgaos da nossa
adminis
traçao publica seguem uma orientação unica; biblioteca central e biblio^
tecas departamentais com centralização dos serviços técnicos.
Estrutu
ra valida apenas para bibliotecas escolares (primarias, secundarias, un_i
versitarias) e bibliotecas publicas. Institutos de pesquisas, orgaos
da
administraçao publica ou privada terão de organizar-se como
serviços
de documentação, com CENTRALIZAÇAO DE PLANEJAlviENTO e
CON
TRÔLE e descentralização de EXECUÇAO.
Tais considerações tornam evidentes as implicações
nistrativas no processo documental.

adrm

4 - BIBLIOTECAS E SERVIÇOS DE DOCUMENTAÇAO

Antes de traçar um esquema para um Serviço de Documenta
ção em orgão de planejamento, à guisa de esclarecimento, convem fixar
a posição da DOCUMENTAÇAO numa estrutura administrativa.
A ciência da administração criou uma nítida
diferenciação
de natureza e atribuições entre os serviços executivos, FIM e os
servi
ços MEIO, cujo papel consiste em fornecer aos orgãos executores os in^
trumentos necessários para cumprir os objetivos que lhes sao impostos .
Êsses serviços MEIO consistem em atividades de dois tipos:
atividades
auxiliares, serviços executivos de administraçao, tais como pessoal, m^
terial e recursos financeiros, e atividades de assessoramento ou''STAFA"
atividade essa de carater técnico, compreendendo a programação, coord£
nação , controle e também a DOCUMENTAÇAO, sem a qual, realmente ,
não é possível planejar nem executar operação alguma.
A documentação é, pois, um serviço MEIO, mas sua esfera
de ação - e aqui esta o grande equívoco - nao e da alçada dos departamen
tos ditos auxiliares de administração e isto em razão de sua natureza; e
uma técnica com metodologia própria e que existe em função
de
uma

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�estrutura administrativa , variando em conformidade com os objetivos e
necessidades do órgão que integra. Sua atividade e típica de
ASSESSO
RAIviENTO e se exerce com base numa especialização, seja uma ciência,
seja uma técnica ou mesmo a administraçao publica, e manipulando
os
materiais mais diversos.
Concluindo, um serviço de documentação deve, necessariamente, identificar-se com o orgao a que deve servir. Em se tratando de
orgao de desenvolvimento, devera ele necessariamente integrar-se na e£
trutura administrativa como um dos mecanismos propulsores da AçaoPl^
nejadora, desenvolvendo-se suas atividades em duas etapas:
A primeira, por força de dispositivos regimentais,
seria
representada pelo trabalho de coleta, seleção, sistematizaçao e guarda
das informações registradas em qualquer tipo de documento;
a segunda
compreenderia as atividades criadoras, positivas , de processamento da
informação, pelas quais essa massa de elementos informativos conhe^
cimentos, estatísticas, experiencias, resultados - e posta a serviço
de
cada um dos departamentos, divisões ou setores, através de um
fluxo
contínuo que se forma ao nível dos setores, cresce nas divisões e depar_
tamentos e se inter-relaciona nas Assessorias Técnicas, ante-salas
da
decisAo.
Caberia, ainda, a esses órgãos indistintamente, como apoio
a planejamento nacional, regional ou estadual, montar e controlar amplo
SISTEMA DE INFORMAÇÕES, o qual se ramificaria por todos os
orga
nismos públicos ou privados (internacionais, regionais, estaduais) cujos
trabalhos se relacionassem com seus programas ou servissem de subs_i
dios a sua ação desenvolvimentista.
Neste contexto, a biblioteca e um componente do serviço de
documentação, depósito de livros e periódicos, ao lado de outros depos_i
tos de mapas, microfilmes, leis, relatórios ou tabelas estatísticas. Sua
finalidade, como, alias, também a dos outros depositos, e a guarda
e
conservação do seu acervo para uma posterior e eventual utilização.
Ora, as necessidades de documentação de um orgão de pia
nejamento depassam aquelas compreendidas por um mero acervo
biblm
grafico. Eis a DISTORÇAO,

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�8.
Os livros e periódicos representam, apenas, um meio
de
atualizaçao para os seus técnicos, contrariamente ao que ocorre,
por
exemplo, em uma universidade (exceção feita aos Institutos de Pesquisa)
onde os livros sao o objetivo final das bibliotecas escolares e instrumento básico para os estudantes,
Lembramos que os órgãos de planejamento são uma
expe
riencia nova e, como tal, exigem uma concepção nova de documentação ,
Estruturas administrativas tradicionais , técnicas e sistemas
obsoletos
comprometem o seu funcionamento.
Na totalidade dos trabalhos desenvolvidos por um órgão
de
planejamento, o elemento dé base é a INFORMAÇAO.
Esta
INFORMA
ÇAO e constituída pelas informações cientilficas e técnico-administrativas
por êle elaboradas (monografias, relatórios, informes de qualquer tipo,
laudos técnicos, levantamentos), informações de origem externa
(exp£
riencias de entidades nacionais e estrangeiras que podem, eventualmente^
fornecer subsídios para a solução de seus problemas), e o processamen
to desses dois tipos de informação, gerando uma nova informação, que S£
ra utilizada por êle proprio e demais organismos com os quais se comu
nica.
Evidentemente, as informações requeridas por esses órgãos
para consecução de seus objetivos, cuja diversificação de atividades
en
volve técnicas, organização e os materiais mais variados, não poderão
ser atendidas através de uma estrutura de biblioteca e sim de um serviço
de documentação propriamente dito. Tal serviço, para atingir os obje^
vos pretendidos, deveria compreender:
- Uma unidade central, cujo objetivo seria o planejamento
da documentação e seu controle, alem de assessoramento permanente* em
assuntos de informação, às demais unidades, com uma biblioteca
de
obras de referência, obras de assuntos gerais, livros e periódicos tecn_i
COS e cientxíicos, e um arquivo historico de suas publicações;
- Documentações especializadas nas unidades que as
recla
massem por força de suas atribuições; atenção especial para a documen
tação estatística;

da

- E outros serviços, cuja necessidade venha a ser
(mapoteca, reprografia .. .).

justifica^

�9.
Uma observação: o volume de documentos ou de
informa
çoes a registrar condiciona a criaçao ou desdobramento de serviços.
Em face do caráter dos serviços dessa UNIDADE CENTRAL
de documentação, serviços tipicos de assessoramento e infra - estrutura
para a programação , tal UNIDADE deveria estar, òbviamente, subordina
da a Assessoria Técnica, situação, aliás, de direito em alguns órgãos pu
blicos, como a SUDENE - Decreto n9 52, 346 - 12 de agosto de 1963 - e o
Ministério do Interior, Decreto n9 66. 882 de 16 de julho de 1970,

5 - DOCUMENTAÇÃO TÊCNICO-ADMINISTRATIVA

É questão pacíífica nos tempos atuais o reconhecimento
da
importância que assume a documentação nos domínios da ciência, da te£
nica e da administraçao, A aplicaçao de novas técnicas de planejamento
economico, intensificada pelos orgaos públicos encarregados de
prom£
ver nosso desenvolvimento nacional, regional ou estadual, veio aumentar
o interesse pela documentação, em consonância com essas
concepções
que procuram dar ênfase aos problemas globais do País,
especialmente
no campo da ação governamental, Êsse interesse de tal modo
se
acen
tuou na administração publica que passou a pressionar,
ininterruptamen
te, as fontes de informação, evidenciando a carência dos dados
de
que
necessitam esses orgãos planejadores para os diagnósticos dos
vários
setores da economia brasileira e dêles partirem para a elaboração
dos
planos de desenvolvimento, Uma documentação TÉCNICO - ADMINISTRA
TIVA surgira, sem du\T.da, em larga escala, mantido êsse atual ritmo do
crescimento econômico, Elaboraçao, acompanhamento e execução
de
programas exigem que se tenham a mao vastos recursos informativos s£
bre o setor a que se vinculam êsses programas, inclusive
informações
de tecnologia e ciência.
Especialistas apontam como indispensáveis e ate essenciais
ao planejamento, a sistematização de considerável soma de informações
sobre o meio ambiente, estrutura social - o homem no seu
comportamento e manifestações culturais - e setores economicos, pois sao
e£
ses elementos informativos que definem, situam e justificam os progra
mas.

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Para eficiência da administração pública torna-se
impre£
cindíVel um sistema de INFORMAÇÕES TÉCNICO-ADMINISTRATIVAS^m
que cada um dos orgãos processe as suas próprias informaçõese coitrole
as dos que Ihq ustao subordinados ou coordenados, de modo que os
che
fes dos altos niveis hierárquicos, isto e, os que têm o encargo de DECI
DIR e ORIENTAR, possam a qualquer momento, dispor dc amplas
infor
mações, PRECISAS e ATUALIZADAS, sobre os assuntos de sua
comp£
tência e, lastreando suas DECISÕES, imprimir OBJETIVIDADE
à
sua
atuação,
A documentação têcnico-administrativa ê uma realidade no
va no mundo dos papéis, ramo especializado que reclama estudos sistema
ticos por parte das universidades, Ê desafio para os sistemas
tradicio
nais de classificação, Negligencia-la significa desatualizar-se,
ConsU
tuem-na esses documentos, em numero sempre crescente, que tramitam
através da hierarquia administrativa e que aparecem como imposição de
obrigações administrativas ou técnicas, representando o trabalho dos pr£
prios orgaos e integrando-se em seus objetivos operacionais, São ,
em
resumo, os ANEXOS dos documentos administrativos - ofícios
e
m£
mos - expedidos para leva-los aos escalões competentes.
Definindo: DOCUMENTO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO ê to
do DOCUMENTO ADMINISTRATIVO
(ou TÉCNICO) que, pela
natureza
de seu conteúdo, desempenha função TÉCNICA (ou ADMINISTRATIVA) na
entidade que o produz ou a que se incorpora.
Feitas estas considerações, cabe-nos concluir que a implan
tação de um SISTEMA DE INFORMAÇJ^O TÉCNICO-ADMINISTRATI VA e£
tabelecera uma disciplina para a coleta , o controle e o aproveitamento ,
dos documentos técnicos internos, como forma de dinamizar e corrobo
rar os estudos e experiências do proprio õrgao. É a integração dos a£
quivos técnicos na documentação, com o proposito pratico de
servirem
êles de repositorio para a ação presente e futura da administraçao,
si£
tematizado o registro da informação.
Nao confundir, porem, a documen
tação tecnico-administrativa com a documentação administrativa que as^
segura o fluxo de informações burocráticas.

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6 - REQUISITOS PARA IMPLANTAÇÃO DE UM
SERVIÇO
DE DOCUMENTAÇÃO EM ÓRGÃO DE PLANEJAMENTO

A compreensão da importância da informação no processo
de planejamento e condição primordial para a estruturação de um
setor
especifico de documentação.
O cerne da questão, em nosso entender, reside numa
con£
cientizaçao do corpo técnico, na sua sensibilidade maior ou menor em en
carar os fatos novos da informação e da documentação.
Qualquer reforma ou reestruturação não é, exclusivamente,
um problema de técnica de organização. Ê muito mais do que isto.
É
um problema de política ou de filosofia de administração, isto e,
uma
maneira de entendermos o seu funcionamento. Ê antes um problema
de
comportamento nosso, e de nossas concepções, do que propriamente de
estrutura. Um nõvo organograma, por si so, não opera
reestruturação
alguma. Sustentando-o devem existir princípios técnicos e atitudes
de
adesao condicionantes da ação decisoria.
É necessário, òbviamente, que criação e funcionamento de^
se serviço sejam regulados por documento oficial emitido pela autoridade
competente. Apos sua implantação formal, deverão ser oferecidas concH
ções técnicas e administrativas para sua atuação efetiva e eficiente,
6.1- CONDIÇÕES TÉCNICAS:
O exercício da açao planejadora exige, antes de tudo,
se definam quais as informações de que ira precisar,

que

- O CUE INFORMAR - Podemos distinguir 4 tipos de informações:

cm

1

2

3

4

5

ci)

informações gerais sobre o meio físico - o país, a r£
pião.• o Estado:* dados sobre recursos humcinos,
recur
O
sos naturais, infra-estrutura, agricultura,
industriaK
zação;

b)

informações administrativas: legislação federal e esta
dual sõbre planejamento e coordenação; estrutura
de
ação do setor publico federal, estadual, municipal;
o£
gãos , sua estrutura, competência e legislação; progra
mas; orçamentos federais, estaduais , municipais;

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�12.

-

c)

antecedentes sobre os programas;
cativas socio-economicas;

d)

.planos e informes sobre a execução dos programas; pl^
nos nacionais, regionais e estaduais; relatórios de a companhamento físico e financeiro dos programas
em
execução»

A QUEM INFORMAR

-

diagnósticos e justifi

A informação esta vinculada a estrutura adnrú

nistrativa do setor publico, isto e, à estrutu
ra administrativa dos orgãos que o compõem. O seu controle e assegura
do pelo fluxo das informações;
a comunicação.
-

COMO INFORMAR

-

A disciplina de um documento e imposta pelo
tipo de informação a registrar e controlar e,
evidentemente, esse registro e controle sao condicionados pela natureza
dos programas cujos resultados devem ser objeto de uma avaliaçao ou de
uma comunicação. Implica o estudo da adequação de formulários ao fun
cionamento do sistema de informações com vistas as técnicas de proce^
sarnento eletrônico de dados.

6. 2 - CONDIÇÕES ADMINISTRATIVAS
Satisfeitas as exigências de pessoal técnico e administrativo
inclusive seu treinamento, caberia instalar o serviço em local proprio e
adequadamente equipado.

7 - DOCUMENTAÇAO TÉCNICO-ADMINISTRATIVA E TÊR
MOS COORDENADOS

A Divisão de Coordenação do Plano Diretor (CP)
tem por
atribuição o acompanhamento da execução dos Planos Diretores da Supe^
rintendencia do Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE. Sao de suacom
petência a elaboração dos relatórios mensais, trimestrais e anuais
da
Autarquia, bem como seus orçamentos programas e piemos anuais, traba
Ihos esses que exigem memipulaçao de considerável massa
de
informa
ções.

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1

�13.
O Serviço de Documentação da CP reune , assim,
vários
tipos de documentos, de periodicidade regular, e registram as atividades
de todo o orgão, É documentação para acompanhamento físico e finance_i
ro, controle e avaliaçao de seus programas; envolve CONTRÔLE DE DO
CUIvlENTOS e DE INFORMAÇÕES. Do seu acervo constam: planos dire^
tores, orçamentos da União, estaduais e municipais, relatórios técnicos,
financeiros e de atividades, convênios, laudos técnicos, cronogramas . ..
em suma, PAPÉIS, cuja sistematização seria inviável com o emprego das
classificações decimais. Foi esse acervo que motivou os estudos de or_
ganizaçao de serviços de documentação e de documentação técnico - adrrú
nistrativa e constituiu campo de aplicação de TÊRMOS COORDENADOS,
TÊRMOS COORDENADOS - indexação por
DESDOBRAMEN
TO com FICHAS-MEMÓRIA de perfuração MANUAL, sistema divulgado
no V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, realizado
em são Paulo - 1967 e cuja comunicação foi publicada no Boletim Econ£
mico da SUDENE, v. 5, n. 1, jan./jun., 1969. Estrutura, metodologia
e funcionamento estão aá suficiente e adequadamente desenvolvidos. Aqui
deter-nos-emos, apenas, nos aspectos, novos de que se reveste o
sist£
ma,
Para a documentação técnico-administrativa o levantamento
do lÍMDICE GERAL - Idéias gerais: ÍNDICES SECUNDÁRIOS (IS) eIDÉI/iS
ESPECÍFICAS: TÊRMOS COORDENADOS (TC) - foi feito vinculando-se o
GRANDE ASSUNTO - Atividades da SUDENE - à sua estrutura administra
ti va.
A observância à sistemática científica ou técnica e relativa,
pois
a tônica da organizaçao do Sistema, entendido como montagem de servi
ços , são as estruturas administrativas, responsáveis pela produção
de
informações ou de documentos.
Atualmente existem 13 ÍNDICES SECUNDÁRIOS, a saber:
ÍNDICE GERAL:

ATIVIDADES DA SUDENE

ADM

Atividades dos Departamentos de Administração Geral
soai;

ADS

Atividades da Administração Superior;

AGA

Atividades do Departamento de Agricultura e Abastecimento;

ASS
'

Atividades das Assessorias Técnica, Jurídica e de
Internacional;

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Cooperação

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CTF

Atividades da Diretoria Financeira;

ECR

Atividades dos Escritórios Regionais;

IND

Atividades do Departamento de Industrialização;

INF

Atividades dos Departamentos de Energiai Saneamento
Transportes;

LEG

Legislação de interesse para a Assessoria Técnica;

PCS

Atividades dos órgãos coordenados à SUDENE ( SU VALE, DNOCS);

PM A

Atividades relativas ao Projeto de Povoamento do Maranhão;

RHU

Atividades do Departamento de Recursos Humanos;

RNT

Atividades do Departamento de Recursos Naturais;

Básico e

TÊRMOS COORDENADOS (TC) são: nomes de órgãos;
SUDENE,
AT ,
MINIPLAN; tipos de documentos:
relatórios, cronogramas, balancetes;
nomes geográficos; Nordeste, Pernambuco, Vale do São Francisco;
datas;
1971, julho, 19 trimestre;
assxintos específicos; abastecimento de agua, irrigaçao, eletrificação ,
ensino primário, agropecuaria.
O sistema foi montado sem duplicação de fichas. NAO HÁ CATÂ
LOGOS, apenas o ÍNDICE GERAL em fichas de 12, 5 x 7, 5 e a MEMÓRIA
do Sistema que reune os TÊRMOS COORDENADOS transcritos nas
PT
CHAS“MEM6rL-\ padronizadas pelo sistema (1) uma para cada um
dos
Termos Coordenados de cada um dos índices Secundários, ordem alfabeU
ca dos Termos Coordenados dentro de cada um dos índices Secundários ,
por sua vez arranjados também alfabèticamente.
Classificados os documentos em um dos índices Secundários, d£
fine-se seu conteúdo por tantos Termos Coordenados quantos se fizerem
necessários. índices Secundários e Termos Coordenados são transcritos
pelo Documentalista na PAPELETA DE INDEXAÇÁO (ver 9. l)i
grampea
da no proprio documento, acompêinhando-o, assim, ao arquivo; arquivos

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de pastas suspensas. As indagações sao dirigidas ao índice Geral
que
responde se ha ou não, tal ou qual ideia específica registrada na documen
taçao e qual ou quais os índices Secundários em que se insere,
segundo
suas varias acepções , Se a resposta fõr afirmativa, resta levantar
as
Fichas-ív)emoria correspondentes aos Termos Coordenados selecionados;
tantas perfurações coincidentes sao tantos documentos sobre o assunto
procurado.
Apenas para os documentos legislativos do Diário Oficial
da
União - Leis, Decretos - são levantadas fichas topográficas (ver 9.4) em
duas vias. O original á encaminhado à Diretoria da AT para conhecimen
to e a copia, apos ser indexada e, consequentemente, lançada nas Ficha^
Ivíemoria, permanece arquivada numa pasta, Para recuperação
desses
documentos há que consultar as Fichas Topográficas; as Fichas - lvJem£
ria seleciona-os por assunto, mas e a Ficha Topográfica que os localiza
no Diário Oficial.
O empréstimo é controlado mediante preenchimento da FICHA e
da PAPELETA DE EMPRÉSTIMO. As FICHAS DE EMPRÉSTIMO
(ver
9.2) INDICAM QUE documentos foram emprestados, QUEM os tomou em
prestados e em que DATA. A PAPELETA DE EMPRÉSTIMO (ver 9.3) £
cupa no arquivo o lugar do documento retirado para empréstimo.
Devo_l
vido o documento, FICHA e PAPELETA sao arquivados para uso
posterior e eventual.
Integram este serviço mais duas pequenas coleções, documentos
que serviram à elaboraçao do III e IV Planos DIRETORES e cujo valor
e
sobretudo historico,
O acervo total montava, em 30 de abril ultimo, a 7.911 documen
tos processados, compreendendo 36. 935 informações registradas. Circu
laçao de documentos: 786 - media mensal em 1970.
O uso de TÊRMOS COORDENADOS permite manter o processa
mento de documentos no Serviço de Documentação da Divisão de Coord£
nação do Plano Diretor rigorosamente em dia. Suas deficiências nao sao
do sistema em si, mas da terminologia, das estruturas administrativas ,
da indisciplina nas comunicações e das limitações das pessoas, que com
êle lidam. Sua eficiência reclama, portanto, corretivos nos fatores men
cionados.

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Sua adoçao implica mudança de estrutura e de mentalidade.
A
linguagem de TÊRMOS COORDENADOS caminha no rumo da automaçao ,
entretanto, na ciência e na técnica não ha imposições, embora o proce^
so de conhecer seja evolutivo: evolução no sentido construir, avançar ,
progredir , esclarecer e compreender. Cualquer pretensão, porem,
de
inovar provoca, fatalmcntc, reações fortes e inevitáveis. Verdade incon
teste que as idéias funcionam como princípios, orientando a açao; as s£
luções, contudo, são impostas pelos RESULTADOS satisfatórios obtidos.
Em se tratando de processos técnicos ha que limitar as opções e o uso as
exigencias da eficacia e a disponibilidade dos recursos. A cienexa e ate£
nica de hoje tornam, as vezes, anacrôhicas e inoperantes a ciência e a
^
,
técnica de ontem.
Saliente-se que a documentação consta de uma parte teórica ,
com amplas implicações linguísticas, científicas e técnicas,
insistente^
mente dirigida para uma parte pratica, elemento esse preponderante, por
força da finalidade utilitária da própria documentação: disponibilidade ou
não, de tal ou qual documento, sobre tal ou qual assunto e seu
forneci mento em tempo habil.

8 -CONCLUSÕES

3

a)

A INFORMAÇÃO e a DOCUMENTAÇAO assumem PAFEL d£
cisivo em entidades cuja atividade fundamental e instruir o
Poder Público, traçando-lhe as diretrizes socio-economicas
e indicando-lhe os procedimentos técnicos de açao.

b)

Introduzir equipamentos sofisticados, por exemplo, eletron_i
COS, em sistemas arcaicos, por exemplo,
biblioteconomicos, sobre ser anti-economico, desvaloriza o
equipamento
em si, pouco ou nada acrescentando em termos de
eficien
cia.
Cualquer trabalho deve ser efetuado segundo sistemas
compatibilizados. Portanto, para desenvolver trabalhos on
de existem sistemas de caracteristicas metodologicas anU
gas e novas, urge testar a compatibilidade de uns e outros.
Daí ser condenável utilizar-se equipamentos
aperfeiçoados
para operar sistemas anacrônicos e em conflito. Isto
po£.
que, alem dos prejuízos resultantes do conjunto forçado
antigo-nõvo - deprecia aqueles equipamentos, em si
me£
mos eficientes.

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O Serviço de Documentação da Divisão de Coordenação do
Plano Diretor (CP) confirma a posição de
TÊRMOS COOR
DENADOS como uma SISTEMÁTICA GERAL DE CLASSIF_I
CAÇAO, EFICIENTE, quer se adote a sua forma atual não
mecanizada, quer se adote o automatismo.

-

ANEXOS

9. 1 -

Papeleta de Indexação.

9. 2 -

Ficha de Empréstimo.

9. 3 -

Papeleta de Empréstimo.

9.4 -

Ficha Topográfica para Documentos Legislativos.

RESUM O

MARCUES, Silvia Augusta. Documentação Técnico-Administrativa e seu
controle com Termos Coordenados. Belo Horizonte, Assoe, de Bi
bliotecarios de Minas Gerais, 1971. "Trabalho apresentado ao VI
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação ,
Belo
Horizonte, 4 a 10 de julho de 1971".
Papel da Informação e da Documentação em orgãos de planie
jamento e desenvolvimento, cujos trabalhos carecem da manipulaçao
de
considerável massa de informações e de documentos. Estrutura admini^
trativa preconizada para os serviços de documentação desses orgãos: cen
tralização de planejamento e controle e descentralização de execução. D£
cumentação Tecnico-Administrativa um novo ramo da documentação. Con
ceito: conjunto de documentos técnicos ou administrativos que aparecem
como imposição de obrigações administrativas ou técnicas, ou se
int£
gram nos objetivos operacionais dos orgãos. Experiência pioneira
no

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Serviço de Documentação da Divisão de Coordenação do Plano Diretor da
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).
Classific^
ção e ordenamento dos documentos pelo sistema TÊRMOS
COORDENADOS - indexação por desdobramento; um ÍNDICE SISTEMÁTICO
e
FI
CHAS-MEMÓRIA, de perfuração manual, padronizadas pelo sistema.
O
Indico Geral desdobra-se em 13 índices secundários e os Termos Coorde
nados especificam o conteúdo dos documentos processados.
Montagem
do sistema sem CATÁLOGOS: informações e documentos são
recupera
dos diretamente das Fichas-M emoria. A linguagem do sistema caminha
no rumo da automação.

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�9 - ANEXOS

9. 1 - Papeleta de Indexaçao

N9 de Acesso

N9 do Documento

sadena at/cf
sec.inf - 2

9.2 - Ficha de Empréstimo

N9 do Documento

N9 de Acesso

Título :
Técnico

Dep/j Empréstimo j
Div

Devolução

sudene at/cp
sec. inf. - 4

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�9.3 “ Papeleta de Empréstimo
N9 de Acesso

N9 do Documento

Título

T

e c n i c o

Devolução

Sudene at/cp
sec. inf. “ 5

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�9. 4-Ficha Topográfica para documentos legislativos

N9

DIÁRIO

OFICIAL

SECÇAO

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I

PARTE

LEG-

I

Data;

P. -

EMENTA;

AT/CP - NÚcleo Central de Informação - Recife,

DIÁRIO

SEÇAO

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OFICIAL

-

PARTE

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Data:

P.

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EMENTA;

AT/CP - NÚclco Central de Informação - Recife

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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              <text>Documentação Técnico-Administrativa e seu controle com termos coordenados</text>
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              <text>Marques, Silvia Augusta</text>
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              <text>Febab</text>
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              <text>Evento</text>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Documentação </text>
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              <text> Indexação (biblioteconomia)</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>No limiar da era da INFORMÁTICA, a DOCUMENTAÇÃO representa um dos mais amplos, mais indevassados e sedutores campos de atividades humanas. Por ser indevassado, e campo propício a grandes saltos sobre as práticas tradicionais, propício a aparentes improvisações que, em realidade, não são outra coisa que preparação do futuro, pela mão daqueles que não temem ousar ideias e aos quais a necessidade ensina o que a universidade não ensinou.</text>
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          <name>Language</name>
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