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                  <text>VI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Delo Horizonte,

TEMA 5

4 a 10 de Julho de

1971

- COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

5.2 - Instrumentos de Comunicação de Massas

"A INFORMAÇÃO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO"

por
Thais Caldeira Henriques (CRB - 7a. R - n9 367)
e
Regina Maria Soares de Oliveira (CRB - 7 a. R - n9 428)
Bibliotecárias do Instituto Brasi leiro
de Bibliografia e Documentação

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�SINOPSE

A informação - "matéria-prima abstrata" - só passa a ter
nalidade prática quando e registrada.
básico na existência humana e,
cial,

portanto,

utilizando canais, veículos

atingir seu objetivo.
lefone,

teletipos,

serviços

em vários

vos processos de

Os

livro.

setores da atividade humana.

telerreprodução,

sopara

os

As máquinas de traduzir,

te^

maiores

Aplicaçao de no-

através da. fotografia e da xecora o fim de promover o en-

sao complementados pela palavra ou
procuram derrubar

as

o -

barreiras

tornando-se uma exigência para melhor comunicação.

sejam centralizadas.

As bibliotecas

ção precisam trabalhar em bases
ções desnecessárias
cisa,

variados

telecatalogaçao - vêm prestando

A complexidade da automaçao necessita que as
ticas

fator

sistemas de comunicação - telégrafo,

a assimilação,

1 inglli s t i cas ,

e um

no desenvolvimento

e dispositivos

rografia e os recursos audiovisuais,
tendimento,

A comunicação

comunicações autom^

e centros de documenta^

cooperativas,

evitando

duplica-

e dando ao usuário o atendimento que ele pre^

na devida ocasião.

�SUMÁRIO

1

- INTRODUÇÃO

2

- TRANSMISSÃO DA INFORMAÇÃO

3

- MEIOS DE COMUNICAÇÃO

3.1 - Telecomunicação
3.2 - Te1erreprodução
3.3 - Recursos

audiovisuais

3.A - Traduções
4

- AUTOMAÇÃO NAS COMUNICAÇÕES

5

- CONCLUSÃO

6

- PROPOSTA DE RECOMENDAÇÕES

7

- BIBLIOGRAFIA

2

3

4

5

6

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m..

�2.
1

- INTRODUÇÃO
Uma das

características do

ser humano

e poder concretizar

seus pensamentos através da linguagem oral
guindo-se assim dos animais.
os homens,

isto e,

ou escrita,

Do estado primitivo em

do barbarismo até ao século XX,

volutivo da linguagem foi

lento,

distin-

que

viviam

o processo e-

dando origem às varias

línguas

faladas nos nossos dias.
A transmissão oral da informação,
te usada, mas
mens
mais,

tornando-se altamente perecível,

cada

vez

os meios de propagar notícias.
as Torres de Sinais usadas no

transmitir de una torre a outra,
fumaça,

constituem um dos

Os antigos persas

para o envio de sinais

Império

por meio de

luzes,

Romano

comunica-

serviara-se do reverso de escudos
luminosos,

Transvaal

(1899 a

siderado,

na antigUidade,

pela reflexão,

para

bandeiras ou

sistemas mais primitivos de

gem ao moderno heliégrafo,

fone,

fez com que os h£

sentissem a necessidade de estudar e aperfeiçoar,

Assim,

ção.

sendo a mais freqílentemeri

polidos

o que deu

ori-

já muito utilizado durante aGuerrado

1902). Alexandre Magno utilizava o que foi con
uma das maravilhas da ciência:

o mega-

corneta acústica que podia ser ouvida a alguns quilômetros.
Contudo,

embora houvesse o deslocamento da informação,

armazenagem se fazia imprescindível,

a fim de que os

tos adquiridos nao desaparecessem com o

seu criador,

sua

conhecimensendo

de

grande importância a forma em que nos foram legados.
Os homens primitivos,
tefatos,

reuniram,

sem o

com suas pedras

saber,

lascadas e outros ar-

elementos que hoje permitem

constituir sua cultura. A civilização

greco-romana

re-

contribuiu

�3
com o desenvolvimento da escrita e da arte de escrever.
'

ta

A escri-

teve origem nos primeiros desenhos rudimentares de que se va-

lia o homem para exprimir suas

idéias

e desempenhou importanti^

simo papel na historia das

comunicações.

des estudos nos

ciência

campos da

criaram um alfabeto,

e da filosofia.

Os

romanos

um dos grandes passos no progresso da civi-

lização,

que até hoje é usado,

não

preservando-a como

sõ

Os gregos fizeram gran-

e assimilaram a cultura

difundindo-a

nas

suas

helênica,
conquistas

r
pelo Oriente e Ocidente.
grandemente,

0 sistema árabe de numeração facilitou,

a armazenagem do conhecimento.

conventos e os

senhores

anos atrás,

Idade Média,

feudais mantinham copistas,

tuia privilégio dos eruditas
Assim,

Na

que a forma de

com o

da de apresentaçao,

até quinhentos

invento da imprensa por Gutenberg,

transmissão das

homem novas perspectivas.

o que const^

e da nobreza.

a historia da civilização mostra que,
ou seja,

informações

Os documentos,

acumulados

acumuladas

cm milênios,

puderam ser

coloca-

I

do

i

grande diversificação de usos,

i

-

a finalidade de

ao

na sua forma mais vari£

dos ã disposição de um maior numero de pessoas. A imprensa
com

é

trouxe

f;

livro,

os

transmitir

informação,

teve

alem
uma

imprimindo rotulos,

jornais e re-

o progresso social esta intimamente

ligado ao de-

vistas.

[

Portanto,

senvolvimento dos meios de comunicação.
f'
í'
I

2

- TRANSMISSÃO DA INFÕRMAÇÃO

^

A informação é a "matéria-prima abstrata",

I

cm

é a idéia ou men

sagem contida em um documento e funciona como base do conhecimen

2

3

4

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�&amp;

u.
rív
V

A.
to e da açao.

í

Zo passa a

ter

existência prática

trada. A transmissão da informação ê,
a atividade mais

quando ê regis

do ponto de vista

importante. Da ás novas gerações

social,

a possibilida-

i
de de utilizar os
i

conhecimentos

equilíbrio social,

até mesmo,

ções para a aquisiçao dc novos
mação para ser
1
f-

un indivíduo,

meio dc

sons

reunidos
tais
r

ou gestos.

e .-.rmazunactos

fias,

filmes, inccas,

chas,

fitas magnéticas

nedicto Silva,

sas,

seres

humanos

Sao utilinados,
e c,oleçoes de
impressos

desçnhos,

criando condi-

Portanto,

a infor-

geralmente através de

nao se faz apenas

também,

sinais

documentos

(livros

plantas,

e

por

e

sons

inteligíveis,

folhetos),

pinturas,

fotogra-

discos,

fi-

Segundo o Prof.

Be-

as comunicações humanas dividem-se em "orais,

grá

telegráficas,

e cartões pf&gt;rfurados.

sonoras,

olfativas,tácteis

Assiu,

existência humana

portanto,

c,

gesticulares,

c cemaforicas,

cer convencion'idas.

3

conhecimentos.

coloridas,

lumino-

além de outras que

podem

a comunicação é um fator básico

na

no desenvolvimento social.

- MEIOà DE COMUNICAÇÃO
0 desenvolvimento dos meios de comunicação propiciaram,

L

forma incontestável,
visa r

o progresso da civilização.

transferencia da informação;

ou indiretos,
por esta,

A

de

comunicação

é .um processo que estabelece

a interação entre tima emissora e um receptor.

Í

o

vale-se cie um sistema de comunicação.

cono manuscritos,

ficas,

possibilitando

um certo progresso,

levada de iim ponto a outro,

A comunicação entre os

!

acumulados,

uma pessoa influencia a outra

Por meios
ou é

diretos

influenciada

o que demonstra que a comunicação torna pos

ivel

a

aproximação do gênero humano.

í.
cm

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�i'k.
^.
5,
A mensagem,
duo,

oral ou escrita,

enviada de

G encaminhada por canais, veículos

necessariamente baratos,
tingir seu objetivo.

indivíduo a indiví-

e dispositivos variados,

rápidos c facilmente acessíveis.para a-

Portanto,

os meios de comunicação de massa,

compreendem um sistema técnico - as comunicações - que dá

a po£

f
sibilidade de uma unica pessoa poder comunicar-se de maneira raí

pida e simultânea com uma multidão de outras pessoas.

r

Com a tão.comentada e real "explosão documental",
acelerada da pesquisa e o

incontestável

a

marcha

impulso dado âs Ciências

\
a avidez de

informações

tornam-se cada vez maiores e os veículos

tradicionais de comunicação já nao satisfazem plenamente
biblioteca ou

a

uma

serviços de documentaçaO e informação.

Embora o Serviço Postal continui
transmissão de mensagens,

sendo indispensável para a

outros meios de comunicação vêm surgiii

do para facilitar a disseminação da informação.
i.

3.1

I
I

“ Tc 1ecomunicação
A telecomunicação,

:

na

legislação brasileira,

"transmissão e recepção de símbolos,
tos,

imagens,

sens ou

caracteres,

refere-se

â

sinais escri-

informações de qualquer natureza,

por fio,

t
rádio,

»
^5

-

!

eletricidade, meios oticos

ou qualquer processo eletroma^

nético".
A comunicação a longa distância c parte integrante dos pro-

í
ir

cessos

sociais e a sua interrupção

seria a causa

de proporçoes

I

cação,

f

gação, vêm prestando os maiores

serviços em vários

da humana.

inventos

imprevisíveis. Assim é que os

seja o telégrafo,

E â medida que

o telefone,

os

os

de um

colapso

sistemas de

comuni-

teletipos ou telecatalo-

se

setores da v^

aperfeiçoam,

sua

�6.
importância crecce consideravelmente nas comunicações.
0

telefone ainda é o mais utilizado,

mita ao uso extritaraentc
'

'

comercial, jnas,

uma vez que nao se
pelo contrario,

e

libas-

tantc usado para assuntos domésticos.
As microondas na telefonia interurbana vêm faci1itando,gran
demente,
télites

as

comunicações,

artificiais

o mesmo vindo a acontecer quando os

tornarem-se uso constante nas

■

continentais.

í

. .
- ,
de transmitirem programas de radio e

Os

Ira continente,

satélites de comunicações ponta a

quanto mais

f

ligações

inter^

ponta,

alem

.
de continente pa^

entrarem em uso possibilitarão o cre£

cimento rápido do número de canais
disponíveis,

~
televisão,

s^

telefônicos e

telegráficos

reduzindo o custo das comunicações,

Cora o emprego da radiotelegrafia e da radiotelefonia,

t
;

gou o homem ao

I

ciai de comunicação.

[;

se aperfeiçoando de tal forma que,

i
í
t

nais,

aparelhos a serem denominados de teleimpres sores.

I

de permitir,^ evidentemente com a participaçao de um datilografo,

?

um diálogo com um aparelho idêntico,

I

do circuito,

I'

0 teletipo,
.

.
teletipo ou

che-

foram gravando,

diárias,

Os

telex,

teletipos,

também,

...
que constitui ura sistema essen
nestes últimos 40 anos,

vêm

além de receberem apenas

si-

as palavras,

passando,assim,

colocado

esses

Tem a vantagem

no outro

extremo

aliando ã rapidez a fidelidade da mensagem escrita.
como o

telefone,

presta serviços

podendo receber mensagens mesmo na

0 uso de

teletipos vem se difundindo,

durante 24

horas

ausência do

opera-

I

dor.

||

partições publicas

I

des possibilidades. Desde

I

instalado nos Estados Unidos para ligar a Racine Public

e empresas particulares,
1950,

quando foi,

rapidamente,
graças as

nas

re-

suas gran-

pela primeira

vez,
Library

�e a Milwaukee Public Library,
bliotecas
tema,

no Wisconsin,

grande numero de bi-

e centros de documentação passaram a adotar o novo

sis^

em vista das vantagens que apresenta.
A telecatalogação,

experiência cujo início era 1964 foi

rea-

lizado na Biblioteca da École de Mines de Paris, visa à atualiz£
ção dos

catálogos

e fichãrios de bibliotecas e centros de

docu-

mentação que se interessem em trabalhar em bases cooperativas. A
catalogaçao elaborada individualmente por cada biblioteca,
de causar grande perda de

tempo,

constitui um

além

trabalho que

e,

muitas vezes,

a repetição de outro realizado en entidades congê-

neres. Assim,

a telecatalogação procura o aperfeiçoamento da pe£

quisa documentária artesanal

sobre fichas, uma divisão de traba-

lho coordenado entre diversos

centros,

resultando na

duplicação

automática da catalogação.
Contudo,

as

entidades

integrantes do sistema conservam

autonomia e personalidade,
por
chas

teletipo,

logado deve

isto e,

ser rigorosamente

as assinaturas efetuadas.
te,

propendo-se tao somente a transmitir,

o texto das fichas

entre os centros,

elaboradas.

transmitido ou

Há bibliotecas

das catalogações elaboradas

em fichas,

0 intercâmbio de f_i

o fornecimento do

interesse era serem apenas receptoras,

Portanto,

sua

material cata-

recebido

que

tem,

isto e,

conforme

exclusivamenreceber

copia

sem fornecer fichas matrizes.

a informação em forma de catalogação,

por um sistema cooperativo,

através

de

transmitida
teleimpress£

res,

é mais um avanço no campo da biblioteconomia e da document£

ção,

um grande passo na comunicação.

g

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*■

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�8.
3.2

“ Tclerreproduçao
Com o avançado nível

a que chegaram as pesquisas

tecnológi-

cas,

um conceito inteiramente novo de reprodução revolucionou, as
.f
comunicações impressas. Os resultados
dos estudos
tecnológicos
fazem-se sentir sempre presentes, quando é apresentado
um
novo
f
processo. Assim, "o fac-simile e um processo que permite transm^

*

tir,

pelo radio ou por fio,

duzi-la ém papel".

comumente distribuídos.
o

tradicional

depois,

Vem sendo empregado hã alguns anos

a constituir uma ameaça de

to,

qualquer fotografia e,

substituição

aos jornais

Suplementa e substitui,

telegrama. Ê possível que,

camente praticável,

e pode vir
impressos,

também,

caso seja

um único satélite poderia

repr£

largame£
economi-

controlar

toda

a

portanto,

a

correspondência transatlântica de hoje,

acelerando,

entrega postal.

estudos que vem sendo e-

É mais um dos arrojados

laborados para transmissão de fac-similc entre
e mais um passo nos

longas distancias

sis temas d e comunicações por satelite

ponta

a ponta.
As vias de

telecomunicação,

ne, vêm permitindo mais

ou seja a televisão e o

fácil acesso ãs

fontes de informação.Pr£

cessos baseados na telefotografia e na televisão,

possibilitando

a transmissão isolada de documentos pouco extensos,
*

to bem aceitos.

As

telecópias,

do sistema o uso de linhas
didas,

telef£

tem sido mu£

processos que utilizara como

telefônicas,

por serem de instalaçao simples

estão sendo muito difune fácil de

"Picturephone" permite a transmissão de documentos,
cartas dentro de \im mesmo local ou,

base

como foi

manusear.

0

desenhos

ou

testado ha

anos

l
r
E.
È
í
.K-,

atrás nos Estados Unidos,

a longas distancias ou

seja

de

Nova

�York a Chicago.

Inclui uma câmara e um receptor de televisão.

A xerografia,

que ja vem sendo

consiste em um processo seco,

usada

com grande

que emprega luz,

sucesso,

eletricidade e c_a

lor .
A Xerox do Brasil S.A.

vem lançando novos modelos que,

quiridos por centros de documentação,
o trabalho, dos especialistas
dimento mais
ra,

rápido.

cio para menor,

e proporcionariam ao usuário

poderiam ser obtidas cópias do tamanho

A Xerox 400 Telecopier e

carta - datilografados,

telefones padrões,
impressos,

por

tamanho

mapas ou

fotogra-

desenhos,

Pesa, mais ou menos

te doado ao Presidente Mediei,

silia.

É portátil

avisando automaticamente quando a transmissão

12 cm de altura. No Brasil,

Laranjeiras,

Transm^

documentos

fias - com uma velocidade de 4 minutos por página.

completada.

composta

ou seja um transmissor e um receptor.

através de

auto-testãve1,

ofi-

podendo reduzir 38,5% do original e serem duplica

aparelhos,

te e recebe,

aten-

Partindo do original do tamanho mâx£

das ate 60 cópias por minuto.
de dois

grandemente,

0 modelo Xerox 7000 consiste em uma copiad£

duplicadora e redutora.

mo de duplo oficio,

facilitariam,

ad-

no Rio de Janeiro,

8 kg,

com 47

cm

de

e
é

comprimento

o único exemplar foi recentementendo sido

instalado

no

e no Palácio do Planalto,

Palacio
em Br£

Foi-lhe doado um terceiro aparelho que é utilizado por o-

casião de suas viagens.

Sendo leve e portátil e podendo ser uti-

lizado apenas com ligação em linha telefônica,

e de grande util£

dade .
Acoplado á duplicadora Xerox 7000,

pode ser utilizado o Cla£

sificador Xerox que "classifica as cópias

com a mesma

rapidez

�10.
com que

sao

feitas c prepara conjuntos de copias na mesma

dos originais,

alceando automaticamente,

ordem

até o máximo de 50 con-

juntos que estarao prontos para encadernaçao e distribuição".
Realizado em Londres,

de

15 a 19 de março proximo

o 39 Congresso Internacional de Reprografia
novidades,

cação

apresentou

grandes

como o uso da microficha transparente e obtenção

cópia em papel,
feição,

passado,

da

através de processo eletrostãtico de total

fidelidade

per-

técnica e durabilidade. A tônica foi a dupli-

imediata e precisa.
Portanto,

os processos de reprodução de documentos

desenvolvendo dia a dia,
tomar conhecimento,

vem

se

possibilitando aos estudiosos meios

de

o mais

rapidamente possível,

das

proporçoes

que a literatura especializada veio a atingir com a explosão

de

informações deflagrada pelo crescimento da tecnologia.
3.3

- Recursos Audiovisuais
Os meios de comunicação vêm sofrendo grandes

com as modernas

invenções,

cujos nomes recebidos

em cada campo empregado. Assim é que,

transformações
tem um

sentida

para os jornalistas,

a ex-

pressão audiovisual refere-se ao jornalismo não gráfico, mas
ao destinado ã televisão ou aos
mas.

0 têrmo,

ducacionais,
.

de ensino,

contudo,

informativos projetados em cine-

foi utilizado,

substituindo expressões

priraeiramente,
tais

auxiliares didáticos e outras

Recursos audiovisuais

sim

sao todos os

como meios

nos meios _e
auxiliares

tantas.
suportes da comunicação

que constituem os meios utilizados para se transmitir uma ideia,
imagem,

informação ou conteúdo.

ver o entendimento,

cm

2

3

4

5

6

Sao

a compreensão,

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todos os meios de
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Crereflclamento

assimilação e

*■

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se promoa educaçao,

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�complementando a palavra ou o

livro.

0 uso do material

sual vem se estendendo nos mais variados campos - nas
bliotecas, museus,

au-

aquela realizada através de veículos

cientes - diapositivos ,

A televisão,

escolas,

era empresas publicitárias. A comunicação

diovisual S,portanto,

gramas de rádio e

audiovi-

discos,

televisão,

éfi-

gravações em fita magnética,

cenas

pro

teatrais.

além dos programas recreativos, mantém as mas-

sas

informadas do que ocorre no mundo. Realiza um importante tr£
#
balho, ultrapassando a fronteira dos lares. Suas
possibilidades
educativas
que,

são numerosas

e atingem a um numero enorme de pessoas

principalmente em zonas mais

afastadas,

não

teriam,

talvez,

outro recurso.
0 cinema é,
já nao atinge

de

um poderoso veiculo da informação,

tao diretamente ac publico,

dade das pessoas
transtorno.

também,

se deslocarem constitui,

Tem aplicações

■?
ção,

uma vez que a necessipara

muitas,

importantes nas escolas,

treinamento e pesquisas,

mas

nos

algum
centros

como instrumento da educaçao visual.

...
Os recursos audiovisuais,

.
.
'
aumentando os meios de comunica —

procuram aproximar o ser humano e diminuir a solidão a

cada um estaria sujeito nao fosse o papel

importante que

que

repre-

sentam na vida diária, de cada um.
Assim,

as bibliotecas,

centros de documentação ou de pesqu^

sas podem ser bastante favorecidos

se utilizarem os recursos au-

diovisuais como meio de comunicação nas
3.4

suas várias

- Traduções
A exploração do conhecimento e o progresso

monstram que as barreiras

2

iniciativas.

3

4

5

g

tecnologico

lingüisticas constituem uma das

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I Ciereaclamento

*■

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demaio-

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�12.
res dificuldades para a aproxiraaçao do homem e,
menor possibilidade cm ampliar e divulgar
fundir a atualização das

informações,

por conseguinte,

idéias,

assim como di-

propiciando maior entendi-

mento e comunicação entre os povos.
As maquinas de
de solucionar,
que,

computadores

era curto espaço de

anteriorraente,

listas,

traduzir,

tempo,

automáticos
intrincadas

capazes
operações

exigiriam o esforço de uma equipe de especi£

ainda lutam com certos

mente serão solucionados

embaraços

técnicos,

que possivel-

satisfatoriamente.

Existem grandes organizações encarregadas da tradução

e d^

vulgação de textos e seu numero vem crescendo cada vez mais,

tao

grande é a importância da intercomunicaçao dos povos. Assim,

a

Federação Internacional de Tradutores

a UNESCO

e

outras

instituições

internacionais

problema.

centros de documentação sobrecarregados com

Os

ou não,

(FIT),

têm se preocupado com

este
traba-

lhos os mais diversos possíveis, muitos dos quais por eles
cutados devido ã falta de érgaos competentes,
bidos da tarefa de

traduçao,

o que so

ção de organismos especializados.
garam os

computadores

borados,

a armazenagem e

das

ficariam desincura-

seria possível cora a cria-

Com o avanço

e com programas de

técnico a que che^

traduçao altamente ela-

a recuperação da informação seriam obt^

com a rapidez desejada,

a fim de que o usuário

um texto era língua desconhecida por ele,
assunto de seu

exe-

tomar

pudesse,

de

conhecimento

do

interesse na língua que lhe conviesse. A necessi-

dade de se informar do que vem sendo escrito, muitas
línguas pouco acessíveis,
da tradução mecanizada,

vezes

torna cada vez mais urgente

o

em

estudo

que, vindo a servir a maior numero de u-

L
cm

2

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2ca n
st em
Ciereaclamento

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�13.

suarios,
4

teria também um custo mais razoável,

- AUTOMAÇÃO NAS COMUNICAÇÕES
As

comunicações

foram das primeiras atividades humanas a em

pregarem a automação. A automaçao nas

comunicações veio

tar a maneira de as

sociedades viverem,

ções de

portanto,

trabalho e,

aumentarem

se desenvolverem.

suas

0

facilicondi-

aparecimento

de novos meios de comunicação e o aperfeiçoamento dos já existeii
tes

talvez representem,

futuro no campo das

apenas,

uma pequena mestra do que

comunicações

automatizadas.

A explosão de conhecimentos
obter

trouxe a necessidade de o homem

infermaçoes cada vez mais rápidas

baratas.

Contudo,

necessário,

as comunicações

custos

automatizadas,

tralizadas. A tendência das
vamente maiores,
necessário que,
ja feito,

e,

conseqUentemente,mais

a complexidade da automação

pelos altos

mais
ao ser

prêviamcnte,

Entre alguns

será o

torna

e especializações
sejam,

sempre que

comunicações

grandemente
I
envolvidas,que

possível,

cen-

é tornarem-se progressi^

centralizadas- e mais poderosas.

Assim,

é

implantada a automação em um serviço, 'seum plano adequado.

sistemas de automaçao já citados

pode-se

in-

cluir o elaborado e posto em prática pela Bell Telephone Laboratories,

que estabeleceu um sistema

do duas

terminais,

em cada uma de suas

ao computador central.
outras questões

Assii;i,

sao respondidas

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

circulação de linha 1igm
três maiores

empréstimos,

tá agora sendo usado em mais de

2

de

bibliotecas

devoluções e

em tempo adequado.

muitas

"Bellrel" es-

1500 transações por dia.

I Sc a n
sí em
I Ciereaclamento

*■

14

15

16

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18

19

�14.
5

- CONCLUSÃO
Desde os primordios da civilização,

que o honen,

com seu es

pirito criador, vem procurando melhorar os meios dc comunicação,
utilizando veículos que,
fruto dc fertil

imaginação.

documentação ou de
mentos acumul íqos
do com as

ate hã poucos anos,
Todavia,

informação,

poderiam

as bibliotecas,

parecer

centros

depositários do acervo de conheci

em milênios, vêm

procurando utilizar,de acor-

suas possibi1idades , os recursos que os novos métodosde

comunicação vem proporcionando. Assim, mesmo que

todas as biblio

tecas brasileiras possuissem condiçoes de equipar um
altura de melhorar os

recursos

internos de cada uma,

serviço
isso

nao seria suficiente para resolver alguns problemas que,
velmente,
ções

de

com o passar do

tempo,

ã

ainda
inega-

se agravam e precisam de

solu-

imediatas.
A idéia de se criar um centro mundial de informação cienti-

fica vem sendo estudada de

longa data.

Um projeto de

do Conselho Internacional de Uniões Científicas
CO viria,

se concretizado,,

mentaçao científica e
determinados

(CIUC)

c da UNES

a aumentar as possibilidades da doc^

técnica,

critérios,

associação

uma vez que seriam

tais como o

estabelecidos

idioma internacional,

a cla^

sificaçao e a terminologia que se deveriam usar.
Todavia,

a automaçao constitui o próprio

desenvolvimento,

mas necessita de elementos básicos para sua inplantaçao nos
viços de comunicações

ser-

entre bibliotecas ou entre estas e cs usu£

rios.
6

- PROPOSTA DE RECOMENDAÇÕES
Para que a transmissão da informação possa utilizar

siste-

mas de comunicação que venham a obter maior rendimento nos trab^

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st e m
Ciereflclamento

*■

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�15.
Ihos de bibliotecas

o centros de docunentaçao ou

informação

é

preciso rjue seja mantida estreita colaboração entre eles.
Assim,
a)

além disso,

recomenda-se;

que sejam utilizados

todos os veículos da comunicação ao

alcance das bibliotecas e centros de documentação,
facilitar os

trabalhos dos mesmos e atender

com o fim

com maior

de

presteza

ao interessado na informação;
b)

que cada orgão constituinte de um sistema

integrado

bibliotecas, mantenha ã disposição da central uma linha de
para operar
c)

que

municipais,

telex,

com instituições de outros Estados;
sejam solicitados,

aos governos federal,

estaduais

e

auxílio para a manutenção de um sistema de comunica-

ção automatizado

ligando o maior numero possível de

’

e centros de documentação do nosso País.

I

7

í

ABREU,

bibliotecas

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■

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4

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Digitalizado
gentilmente por:

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2ca n
st em
Ciereaclamento

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I Ciereaclamento

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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              <text>A informação - "matéria-prima abstrata" - só passa a ter finalidade prática quando e registrada. A comunicação e um fator básico na existência humana e, portanto, no desenvolvimento social, utilizando canais, veículos e dispositivos variados para atingir seu objetivo. Os sistemas de comunicação - telégrafo, telefone, teletipos, telecatalogação - vêm prestando os maiores serviços em vários setores da atividade humana. Aplicação de novos processos de telerreprodução, através da fotografia e da xerografia e os recursos audiovisuais, cora o fim de promover o entendimento, a assimilação, são complementados pela palavra ou o livro. As máquinas de traduzir, procuram derrubar as barreiras linguísticas, tornando-se uma exigência para melhor comunicação. A complexidade da automação necessita que as comunicações automáticas sejam centralizadas. As bibliotecas e centros de documentação precisam trabalhar em bases cooperativas, evitando duplicações desnecessárias e dando ao usuário o atendimento que ele precisa, na devida ocasião.</text>
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