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�V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCOTIENTAÇÃO.

SSO PAULO

-

8 a 15 de JANEIRO DE 196?. PATROCINADO PELO INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO

TEMA 4 - BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E ESPECIALIZADAS
4.1 - BIBLIOTECAS

UITIVERSITÁRIAS

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS; análise da situa
ção brasileira e sugestões
por
Alfredo Américo Hamar

027.70981

-

GDD - 17a.

027.7(81)

-

CDU

Bibliotecário chefe da Escola de Engenharia de São Carlos e Diretor da
Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos.

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SUMÁRIO

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1.

Ânálise geral da situação

1

2é

Estrutura das biUliotecas universitárias

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3*

Edifícios e instalações

3

4*

Padrões mínimos

5

4*1

Material bibliográfico

5

4*2

Equipamentos

6

4.3

Píocessos técnicos

7

4*4

Recursos financeiros

7

4*3

Pessoal

8

3.

Recomendações

6.

Bibliografia

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�Sinopse

Análise geral da situação das bibliotecas universitárias
brasileiras, sob ponto de vista de: estruturação, edifícios e instalações, padrões mínimos de material bibliográfico, equipamentos, pr£
cessos técnicos, recursos financeiros e pessoal.

São sugestões vi-

sando trazer uma recuperação do atraso e efetivo cumprimento das recomendações do Seminário Regienal para Bibliotecas Universitárias na
América Latina.

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�Sinopse

Análise geral da situação das bibliotecas universitárias
brasileiras, sob ponto de vista des estruturação, edifícios e instalações, padrões mínimos de material bibliográfico, equipamentos, pro&gt;
cessos técnicos, recursos financeiros e pessoal,

São sugestões vi-

sando trazer uma recuperação do atraso e efetivo cxunprimento das recomendações do Seminário Regional para Bibliotecas Universitárias na
América Latina,

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1, Análise geral da situapão
Com 0 melhor desenvolvimento das escolas superiores e universidades e na contingência de contar com um completo recurso para pesquisas, as
bibliotecas universitárias foram, pràticamente, instaladas sem uma programação básica e mínima,

Êsse desenvolvimento das bibliotecas resultou

da

necessidade em completar os instrumentos de trabalho para investigação, no
setor científico e tecnológico,
A criação, organização e expansão das bibliotecas universitárias
se fez de maneira isolada, para atender condições de premência e uso ime diato, sob o aspecto de literatura operacional,

0 desenvolvimento, portan

to, se estabeleceu de maneira heterogênea, alheio às condições básicas

de

planificação, em qualquer fase, com programas que tendessem para uma sist_e
mática integração, visando um estreito vínculo de colaboração.
As bibliotecas universitárias se organizaram em forma que atendia
pequenos grupos de usuários, gerando então uma desproporcional e dispersiva aplicação de recursos.
Dentro das próprias unidades de ensino ou mesmo nas universidades
brasileiras, é raro encontrarmos programas autênticamente identificados com
o moderno conceito de bibliotecas universitárias.
Geralmente, em nosso país, as bibliotecas foram objeto de preo cupação, inclusive direção e administração, pelos próprios componentes do
corpo docente que, inevitavelmente, desviavam seu tempo valioso para tar£
fas diferentes de sua especialização; criou-se então um círculo viciosoem
que 0 pesquisador por sua própria escassez de tempo, dedicado aos seus e£
tudos e trabaliios, não podia se absorver, como necessário, no problemadas
bibliotecas.
Por não estar bem compreendida a função de bibliotecário, a admi_
nistração e execução dos trabalhos passou a ser exercida por pessoas leigas, sem a experiência necessária, que se encontram, como ó natural, inca
pacitadas de atuar dinamicamente e com a visão global dos problemas,
são os exemplos de bibliotecas departamentais, às vêzes tão de senvolvidas que afetam a expansão harmônica de outras unidades, com assun
tos mais amplos.
Influindo sobremaneira, encontramos a falta de integração

com

as outras unidades similares, fato que persiste, acarretando duplicação de
aquisições com dispêndio de verbas, incompatível com a realidade fina. o
ra de nosso país.

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0 resultado é a insuficiência de acervo e logicamente a ineficiên
cia da maioria das unidades que, absorvendo vultosas verbas, não prestamos
serviços desejados.
De forma prática a aplicação de verbas é apenas de sentido patrimonial em grande escala,.

A verdadeira missão de bibliotecas universitárias

não é cvimprida por falta de uma organização adequada.
Surge então a reação de desprestígio, pelos próprios usuários, de
nossas unidades bibliotecárias, dentro das próprias instituições universitárias, inclusive com comparações dos serviços bibliotecários do exterior,
de países mais desenvolvidos.
É uma atitude que deve ser combatida, pois o campo das institui ções biblioteoonômicas em uma universidade é complexo,

Uma compreensão de

nossas condições de deficiência ó importante e, prinoipalmente, xim traba Iho de cooperação, procurando estabelecer uma rêde autêntica de bibliote cas universitárias, organizada a partir de um verdadeiro planejamento epr£
gramação.
Nada de estabelecer comparações

existente em outros paísesraais

avançados e desprestígio dos nossos serviços bibliotecários.

A energia

dispendida nessas críticas poderia ser melhor aproveitada no aperfeiçoamen
to de nossas falhas, dentro do setor de bibliotecas universitárias.
È evidente que nem mesmo os maiores recursos poderão trazer resul
tados eficientes sem \iraa forma lógica, planejada e efetivamente aplicada,
considerando, principalmente, as condições características, tão variadas
nas diversas regiões do país,
0 planejamento deve abranger não só um programa unitário como gl£
bal, estreitamente vinculado, fixando-se períodos de aplicação e avaliação
dos resultados obtidos.
Numa análise genérica, nota-se grande carência e atraso nas

bi-

bliotecas universitárias brasileiras.
Assim é que para as bibliotecas universitárias deve-se estabele cer um planejamento, envolvendo aspectos importantes como:

I

1 - estruturação
2 - edifícios e instalações
5 - padrões mínimos:
de material bibliográfico
de equipamento
de processos técnicos
de recursos financeiros
de pessoal

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�- 5 que, por sua vez, não podem, de modo algum, serem considerados isoladamente.

5 uma planificação de certa forma complexa, com muitas peculiarida -

des e interligações,
2i

Estrutura das bibliotecas universitárias
Nas Universidades Brasileiras não há uma estruturação claramente

estabelecida para o campo de suas bibliotecas, provendo segura orientação
aos trabalhos, hierarquia, competência, execução e formação dos acervos.
0 entrosament 0 entre as diversas bibliotecas, dentro da mesma UnjL
versidade, raramente é praticado, justamente pela falta de um órg^ que t_e
nha a função de reunir os diversos responsáveis pelas Bibliotecas, a fimde
determinar um trabalho conjunto, nos seus vários aspectos.
Naturalmente, as consequências imediatas se têm refletido na

si-

tuação reinante de carência de verbas, insuficiência de acêrvos, dispersão
de recursos diversos, má formação do pessoal, falta de conjugação de esfor
ços para os objetos do interêsse comum, etc.
Há falta de uma Comissão de Bibliotecas nas Universidades, inte grada por bibliotecários, com representação do corpo docente e dis_c^ente,pa
ra elaborar programas que se desenvolvan no atendimento de todos os aspectos necessários para uma rêde de bibliotecas universitárias.
Igualmente há falta de legislação ou código para as bibliotecas u
niversitárias incluindo a estrutura das bibliotecas, funções administrativas e técnicas, fixando atribuições dos bibliotecários, compreendendo obr^
gaçÕes, direitos e relação com a direção universitária.
É evidente que a estruturação deve existir para criar um ambiente
de intensa colaboração, impossível de existir atualmente pela forma em que
estão colocadas as bibliotecas das universidades.

Na estruturação diver-

sificada que prova ser insuficiente, nunca se poderá conseguir evolução

e

aperfeiçoamento.
A rêde de bibliotecas universitárias deve possuir uma hierarquia
perfeitamente definida e constituida, segundo sistemas que deram ótimos r£
sultados e propostos pela UNESCO.
A distribuição hierárquica em Bibliotecas Centrais, de Institutos
ou de Setores especializados, a participação dos responsáveis bibliotecá rios nos organismos máximos da Universidade ou Faculdade e a fixação de l£
gislação sobro os trabalhos e funções, são condições indispensáveis.
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Edifícios e instalações
0 grau de variação nas condições de prédios e instalações em nos-

sas bibliotecas universitárias é o mais discrepante possível.

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Predominam

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�- 4 -

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deficiências de espaços, móveis e outros equipamentos, além da falta de fun
oionalidade.
Os locais são verdadeiramente inadequados, com péssimas adaptações,
requerendo frequentemente improvisações que acarretam iima situação de

es-

trangulamento dos serviços, pela falta de prever o índice de expansão,
llão hã dúvida que os edifícios de bibliotecas universitárias prec^
sam ser estudados de forma peculiar, considerando-se as características pr£
prias dô rápida expansão de acôrvo e variedade de assuntos, acumulados

nos

mais diferentes tipos e formas do documentos,
É preciso haver, acima de tudo, uma compreensão clara e bem avalia
da da importância que ocupa uma biblioteca dentro da instituição universitá
ria.
Não se pode adotar uma previsão somente quanto ao acervo e sua expansão, mas também nas instalações que permitirão o uso racional d o mate rial bibliográfico.
A fünção de construir edifícios para bibliotecas contém peculiar^
dades que devem ser previstas e analisadas por um bibliotecário cuja forma
çaA e experiência são necessárias para assessorar os arquitetos, engenheiros e outros especialistas que se dedicam a êsse tipo de construção.
A participação de bibliotecário no planejamento de bibliotecas tem
sido quase nula*

Sm alguns casos, embora participe, o bibliotecário

possui 0 direito de atuar de forma igual aos demais componentes.

não

Além di^

so, a intromissão inadequada de algumas autoridades qUe se tomam de prerrjo
gativas de opinai?, desviando i:iuitas vêzes a função de uma biblioteca

do

verdadeiro sentido de organismo de acesso doletivo nas atividades de

uma

escola ou universidade.
De modo geral há uma abstração nos projetos de edifícios de que o
espaço de uma biblioteca deve comportar rápida expensão, que a cadalO anos
duplica, pela própria característica de movimento editorial de nosso sé culo.
Mesmo nas ampliações e adaptações de edifícios não é considerado
devidamente o interior, resultando num alojamento inadequado das bibliotecas, suas coleções e serviços.
Sobre as instalações nota-se uma precariedade absoluta.

Salas de

péssima localização e iluminação precárias, escassez de espaço e excessode
ruidos que não rferecem mínimas condições para a pesquisa bibliográfica

e

leitura,
A relação de espaço/leitor é deficiente, estando aquém da média de
capacidade de l/3 do número de elementos - corpo docente e discente - per-

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�- 5 tencents à instituição.
Quanto aos móveis há uma diversificação e superação, exigindo r£
visão imediata para a própria subsistência das bibliotecas e sua recondução ao ponto de destaque na instituição.
Torna-se indispensável a existência de um órgão destinado a fornecer segura orientação às autoridades universitárias, para a reformulação
de conceitos sobre as bibliotecas.

ílsse órgão seria estabelecido pela re-

presentação de bibliotecas das instituições.
Essa coçrdenação, sem dúvida alguma, trará uma homogeneidade,

o-

rientada pelos estudos que serão desenvolvidos e programados para adequada
implantação de edifícios de bibliotecas universitárias.
4•

Padrões mínimos
A formulação de padrões é vital para o desenvolvimento efici-

ente e lógico dos serviços bibliotecários.
4#1

Material bibliográfico
As melhores coleções e acêrvos bibliográficos em nosso país

estão localizados, numa análise global, nas bibliotecas universitáxias, p£
rém a eficiência dos serviços, expansão qualitativa e quantitativa de mat_e
rial bibliográfico poderiam ser melhor atingidas.
A variação dos tipos de documentos necessários num acervo bibliográfico universitário é bem acentuada, requerendo uma seleção e avaliação
cuidadosa.
Pela própria condição dessas bibliotecas nota-se que os documen tos dos acervos não podem abranger somente a forma tradicional do livro
periódico.

e

Há urgênciq que as coleções incluam tipos menos comuns como r_e

latórios, teses, anais, anuários, tabelas, obras de referência e coleções
especiais, incluindo informações das regiões onde estão localizadas.

Aqui

se sento a influência regional, para melhor coordenação dos assuntos em que
os acervos devem se desenvolver.
Vale a pena assinalar que, nada de útil resultará do propósito de
uma biblioteca, por mais rica que seja, agindo, em âmbito nacional, pro curando atender aos pedidos do informações, a não ser que se coordene

com

as outras congêneres,

com

Nem mesmo uma biblioteca de caráter universal,

a maior soma de recursos, poderia atender a um objeto formulado nesses têr
mos,
A expansão de acervo terá uma proporcionalidade entre os campos do
pesquisas desenvolvidas nas unidades e o número de usuários.
As bibliotecas universitárias são as unidades mais indicadas para
se integrarem num regime de aquisição cooperativa e planificada, redistri-

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buição dos acervos pela afinidade de assuntos.

Isto evitará a dispersão em

campos que não se enquadrem nas especializações da instituição e, consequen
temente, da biblioteca.
Ha uma absoluta falta de mentalidade de intercâmbio entre as biblio
tecas.

Existem até exemplos de falta de intercâmbio entre unidades circuns-

critas a um raio de dez quilômetros de distância e contando com todos os recursos de comunicação disponíveis.
A avaliação cuidadosa dos diversos acervos certamente dará uma idéia concreta de aplicar a redistribuição, em benefício dos próprios usuários
e pesquisadores.
Determinadas barreiras devem ser contornadas pois, embora o mate rial bibliográfico seja enquadrado como permanente, deve ser encarado de f^
ma mais flexível, prevendo meios de descarte, movimentação, intercâmbio, c£
laboração frequente entre as bibliotecas, visando sempre a maior interligação dos acervos, no próprio conceito do uma verdadeira e autêntica rêde

de

bibliotecas universitárias.
4•2

Equipamentos
0 progresso dos equipamentos neste século, trouxe novos padrões de

sistemas de trabalho documentário o as bibliotecas, principalmente, as universitárias necessitam adotá-los.
líovas formas sucedâneas dos documentos trazem a necessidade de recursos em equipamentos aperfeiçoados,

É o progresso da fotografia no setor

documentário, com novos métodos de leitura.
sua ampla difusão,

A preservação dos documentos e

São os métodos aperfeiçoados da reprografia e eletrôni-

cos de seleção, armazenamento e recuperação de informações.

Enfim, são

a-

perfeiçoamentos que visam maior acessibilidade o racionalização do trabalho
e da pesquisa bibliográfica.
Os microfilmes, as microfichas, as fotocópias, as redes de comunicação, sçmpre mais aperfeiçoados exigem das bibliotecas universitárias o m^
nimo indispensável que permita a articulação entre tôdas as unidades,
são necessários os aparelhos modernos que auxiliem a elaboração dos
processos técnicos, tão importantes ga.xa se dina,mizar e racionalizar méto dos de execução nas bibliotecas,
Outors aspectos importantes que devem ser orientados devidamente;
o mobiliário, estantes, arquivos, fichários, laboratórios especializados de
preservação e recuperação de documentos.

Enfim o tratamento adequado de ma

terial bibliográfico que objetiva perpetuar o registro de conhecimento huma
no para futura o permanente utilização.

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�são esses recursos que devem ser objeto de uma preocupação constante dos bibliotecários universitários, inclusive na fixação de condições
mínimas,
4• 5

Processos técnicos
Pola própria o indispensável especialização de pessoal das biblio

tecas universitárias, os métodos do processamento bibliográfico estão se ra
cionalizando, embora num ritmo ainda insuficiente para a recuperação de atraso em que estamos situados.
Para os processos técnicos devem ser estabelecidas orientações de
centralização o cooperação, principalmente, no estudo de novos conceitos e
aplicação de métodos.
Normas próprias que disciplinem os métodos de catalogação,ciassi^
ficaçao o circulação do acervo bem como estudos de centralização que visem
maior volume e rapidez de processamento, utilizando recursos mecanizados e
automação, muitas vezes impossíveis de existir numa unidade isolada.
Os
meios fornecidos pola mecanização exigem grande massa de dados, pela pró pria característica de alta velocidade de processamento;

Do forma prática,

com as experiências e análises dos resultados, se determinarão as condiçõss
ideais para a implantação desses recursos.
Neste aspecto, a atenção deve girar em termo do trinômio;
simplificação
racionalização
eficiência,
4.4

Recursos financeiros
Há uma característica quase comum a todas as bibliotecas univer

sitárias - insuficiência do verbas e falta de plano de aplicação e desenvolvimento,
Muitas bibliotecas têm grande colaboração de instituições do ex
terior, despontando como um fenômeno no conjunto brasileiro,

São auxilies

proporcionados cm determinadas especializações, comoj medicina, agronomis^
enfermagem fornecidos por instituições como a Ford Foundation, Rockefeller,
Kelleg, etc.

Entretanto, há um atendimento parcelado e a coordenação to-

tal deveria competir a um órgão nacional, que estabelecesse um plano

de

recursos, procurando incentivar as regiões menos aparelhadas, no campo das
bibliotecas universitárias, estabelecendo normas rígidas que desenvolvam
o espírito de intercâmbio e colaboração e evitando concentração nos grandes centros que estejam melhor equipados.
Procurar evitar a pulverização de verbas.

É preciso um planodo

aplicação prèviamonte traçado, baseado num levantamento real das condi ções existentes nas universidades brasileiras.

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Nosto aspecto, principalmente para o governo federal, se aplica
ria bem uma orientação de centralização dc verbas o administração

porem

com a descentralização executiva.
Essa descentralização executiva permitira uma visão real

das

necessidades, as quais, inclusive, poderão ser anotadas, tabuladas o estu
dadas para a disciplina de programação e atendimento,
jfi ideal a fixação de determinadas normas para elaboração de pr£
gramas de aplicação de recursos, contando com a cooperação entre os órgâbs
federal, estaduais e municipais, aliados à colaboração de instituições par
ticulares, nacionais ou estrangeiras,
A coordenação de recursos devo existir tanto no desenvolvimento
das bibliotecas quanto no amparo e incremento de edições de livros,

nas

próprias unidades universitárias.
Poucas bibliotecas universitárias recebem o mínimo de 5^ ào orçamento total da instituição a que pertence, conforme fixado pelo Seminário de Bibliotecas Universitárias da América Latina, realizado pola UííESCO, em Mendoza, 1962 que, do forma bem clara e real, analisou a situação
na América Latina,
Frequentemente não há unida.de na distribuição dos recursos para
aplicação nas Escolas Superiores e Universidades.

Geralmente a bibliot_e

ca é contemplada com material bibliográfico, esquecendo-se dc ampliar pr_o
porcionalmente os espaços, estantes e mesmo recursos para a organizaçao
necessária,

A consequência é a inatividade o acumulação de' material

bi-

bliográfico por largo espaço de tempo, impossibilitando sua plena utiliza
ção,

Há uma falta do equilíbrio nas dotações específicas aumentando os £

quiparaentos do laboratórios, o número de pesquisadores, alunos, criam-se
condições de tempo integral, sem a proporcional expansão da biblioteca.
Faltam, portanto, estudos e padrões que forneçam as condiçoespa
ra 0 desenvolvimento homogêneo, sem influencias negativas,
4,5

Pessoal
A política de pessoal, embora esteja se reformulando há

algum

tempo, não tem sido’devidamente considerada polas autoridades, dentro

do

conceito de qualidade c funções necessárias,
líá uma descoordenação entre os profissionais c a instituição,
principalmente pelo fato de não se reconhecer a participação do bibliotecário na formulação da política educativa da instituição,

J indisponsa -

vel a representação do bibliotecário nos Conselhos Universitários e Con gregações das Escolas,
A política salarial nas universidades, inclusive as particula -

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�- 9 res

e autarquicas, tem contribuído para o desestimulo

do profissional bi-

bliotec»írio de melhor nível que se desvia para atividades em emprêsas particulares ou viaja para trabalhar no exterior.

E preciso reformular os níveis

de vencimentos, equiparando-se aos melhores da instituição.
Com respeito â formação do pessoal bibliotecário as universidades devem considerar não s6 a graduação mas a criação de cursos de especialização,
pós-graduação e mesmo a obrigação de realizar-se estudos em grupo, principa_l
mente, sob a forma de seminários.

Essa orientação irá obrigando os profissio.

nais bibliotecários à melhor formação e atualização para prestarem eficiente
trabalho, no modo necessário às bibliotecas universitárias e centros de

docu

mentação.
As Escolas de Biblioteconomia e Documentação por sua vez devem se incorporar às Universidades.

As entidades de classe prestarão constante colabo_

ração para que as Escolas ainda não incorporadas consigam essa inclusão,pois,
em muitos casos, as autoridades universitárias precisam ser bem esclarecidas
compreendendo, então, a importância das bibliotecas e do profissional bibliotecário, indispensáveis para os trabalhos didáticos e de pesquisas.
Condições de cooperação financeira e de outros recursos devem ser pr^
vistos pelas instituições oficiais ligadas â educação a fim de auxiliar as E^
colas de Biblioteconomia e Documentação, oferecendo assim melhores condições
para o aperfeiçoamento do nível de ensino, muitas vêzes, impossíveis de serem
atingidas pela falta de meios.
5. Recomendações
Considerando que não existe um planejamento real e siriamente elaborado sôbre as bibliot-ícss universitárias brasileiras;
Considerando que 0 desenvolvimento das bibliotecas universitárias tem
sucedido de forma desequilibrada no conjunto brasileiro, em detrimento

de

regiões menos desenvolvidas;
Considerando a falta de planos diretores que envolvam uma orientação
homogênea nos vários setores da biblioteca universitária;
Considerando que não houve ainda real preocupação do govêrno em atuar
de forma a regularizar e orientar os serviços bibliotecários;
Considerando que não existe nos meios universitári■&gt;s brasileiros meii
talidade bem definida e clara sobre o real valor das bibliotecas, no conjunto das unidades universitárias;
Considerando que não existe 0 espírito de integração de bibliotecas
universitárias, dentro de uma eficiente rede local, estadual, regional e nacional;

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Considerando o grande atrazo em que estão as bibliotecas univeroitárias brasiláiras;
Considerando a falta de programa para aperfeiçoamento do pessoal
que trabalha nas bibliotecas;
RECOMENDA-SE
5.1 - Que seja criado no Ministério da Educação e Cultura, um ,érgão
que se inc\imba, íinicamente, de estudos, análise e orientação das bibliotecas
universitárias, visando real integração e melhor aproveitamento dos acervos
bibliográficos, com o indispensável aparelhamento das unidades;
5.2 - Que a distribuição de recursos federais e estaduais, bem como
de particulares, seja feita mediante um planejamento que vise o desenvolvi mento das bibliotecas universitárias, dentro de programas exequíveis e de eficiente aproveitamento para sup:i-ir as deficiências existentes;
5.? - Que na política de pessoal se aplique a legislação prevista
na Lei n. 4O84/62 e Decreto 56.725/65» a fi® de que, contando com profissionais verdadeiramente preparados se obtenha a dinamização e elevação do nível
dos serviços bibliotecários no Prasil;
5.4 ~ ^ae a direção das bibliotecas universitárias tenham participa
ção na Administração Universitária, ou seja nas Congregações e Conselhos,das
instituições de ensino superior;
5.5 - Que, para aplicação de um programa de desenvolvimento, haja uma reformulação da estrutura da biblioteca universitária, implantando o sistema de Biblioteca Central, bem equipada, principalmente para os processos técnicos e aquisição centralizada e bibliotecas setoriais especializadas,jun
to aos Institutos, acompanhando, assim, a reformulação que se implanta

em

tôda a estrutura universitária;
5.6 - Que dos orçamentos das Universidades e Escolas Superiores se
consigne, no mínimo, 5?^ àas verbas totais para aplicação no desenvolvimento
e manutenção das bibliotecas;
5*7 “ Que as Universidades mantenham cursos de graduação, especialj^
zação e doutoramento para bibliotecário;
5.8 - Que sejam elaboradas regulamentações próprias para os servi çes bibliotecários, estabelecendo medidas que proporcionem colaboração e rápido desenvolvimento nas diversas unidades bibliotecárias;
5.9 - Que seja obrigatória a observância do sistema de aquisição planifiçada e cooperativa;
5.10 - Que sejam constituidos, pelas Universidades, grupos de trabalho locais e regionais para estudo permanente e aperfeiçoamento de servi-

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ços, inclusive prevendo a aplicação da mecanização e automação.
6. Bibliografia
- Boletin de la Uneaco para Ias bibliotecas, 17(2). sup. mar.-abr.
1963.
- Gelfand, Morris - Construção e equipamento de bibliotecas universitárias } tradução de Laura Garcia Moreno Russo.

(in PEBAB

boi. ^(5/6)162-100, nov./dez. 1963.
- Wilson, Louis R. y Tauber, Maurice F. - La biblioteca universitária.

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Washington, Union Panamericana, 1963»

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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              <text>Análise geral da situação das bibliotecas universitárias brasileiras, sob ponto de vista de: estruturação, edifícios e instalações, padrões mínimos de material bibliográfico, equipamentos, processos técnicos, recursos financeiros e pessoal. São sugestões visando trazer uma recuperação do atraso e efetivo cumprimento das recomendações do Seminário Regional para Bibliotecas Universitárias na América Latina.</text>
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