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Gereacbinimio

�"A Biblioteca e os deficientes visuais"

0 livro,

através do seu contacto manual,

grada que permite ao cego,
dos mistérios universais,
Tem,

sentir e compreender toda a "beleza
que 8, vista nos apresenta.

por isso, uma ■ import‘ância decisiva em sua vida.

Artes mudas como a pintura,
tro,
go,

é a fonte sa-

cinema,

a escultura,

bem como o tea

seiúam total ou parcialmente inacessíveis ao ce-

se pelo livro, pela leitura manual,

trar no âmago

dessas artes,

êle não pudesse pene-

compreendendo-as em seu sentido

mais profundo e talvez mais real,
I)aí,

fácil é compreender-se a importância do tema

"A

Biblioteca e os deficientes visuais".
Para o perfeito conhecimento do assunto,

é impresoindl

vel que se faça uma síntese da realidade contempor^^nea do prc
cesso educacional d_o cego.
Poi* esta razão, procuraremos,
trabalho,

em nosso despretencioso

retratar aquilo que de mais evidencia se ccnJiece naa

preocupações da educação do deficiente visual.
Antes que o Cristianismo influenciasse na vida e no pen
sarnento do mvindo civilizado,

os cegog eram seres à parte.

He-

nlmma assistência lhes era dada e nada se fazia para que êles
pudessem viver noimalmente na sociedade.
Com a aceitação cada vez mais difundida da idéia de que
a vida tem válor e de que todos os seres humanos têm direito à
vida,

transformou-se a atitude para com os cegos que passaram

a ser considerados

como indivíduos membros da sociedade.

liirante mtiito tempo,

acreditou-se serem^ as Instituições

o línico meio de oferecer aos cegos elementos de educação cajjazes de torná-los auto-suficientes.
Em 1784, na.Prança,
cegos no mundo,

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foi fundada a primeira escola para

o "Instituto Nacional para os jovens cegos".

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Surgiu esta escola,
a histdria muito

graças aos esforços de Vaieiitiu TTnüy,

justfamente,

cognorninou "Vai

QTTe
dos

da ‘Rdiu-açao

cegos".
^odas as grandes ca-

Na primeira matade do St^cnlo TiT,
pitais européias,

possuiam escolas para cogos i Tispi 1-a.d.a.s,

na

sua maioria, na oVra de IT.ai’iy, Mais tres grandes Iní Ti.tn~ coef
apareceram nos Estados Unidos, por volta de 1330,

tamlom,

tÔ-

das loasea.das nos principies edn.cnc ionai.s da escola de KaUy.
demorou tamlém o Ei'asil cm cria,r uma

Não
para cegos,

e,

Instituição

em 1854, fiindoii-sa no Rio de Janei..ro,

tuto len^jamin Constant,

o Insti,-

seguido de perto por outras Institui,-

çoes nos diversos estados.
Em

,

surgiu ern São Faulo,

que é considexvado

0 Insti ttito Padre Olii.cc,

como una das melliores escolas residenciais

pa3:'a cegos do Brasil.
Todas estas insti.tui ções tem pi*oi)0.rcionado aos cegos,
educação,

traValhe e ensinamenL;o^í tornando-os memiros parti.-

cipantes das sociedades e.m que vivom.
Enti’etanto,
educacionais,
cação

seg^iindo o dese.nvolvimento

a filosofia moderna,

dos deficientes visuais,

dos prinoipios

no que diz respeito a

chegou a conclusão de qrie

as

crianças cegas devem ser. educadas ao lado das videntes,.
mesmas escolas,

nas' mesmas classeS,

na,s

com grandes vantagens

s

resultados para ambas.
Assim,
go,

em 19UO criou-se nos Estados Unidos,

em Onica-

a primeira cla,sse Braille numa escola pública,
• Desde então,

todas cidades americanas possuem classee

Braille nas escolas px*!.Dlicç5.s,

e

dia a dia cresce o número

urianças cegas que nelas ingressam.
No Brasil,

o Estado de São Paulo foi o pioneiro

Classes Braille, Em 1950,
tal,

foi iniciada,

das

em caráter experjmen-

a prj.meira classe Braille, no Instituto de Educação Cae-

tano de Campos.
1960 que;

Depois pela Lei 5»991 de 26 de dezembro

de

"'Bi.spõe sebre o ensino de cegos e amiblíopes nas es-

colas públicas" foram oficializadaS' as classes Braille
ensino etinerante no Estado
Picaram,

e

o

de São Paulo.

dessa maneira,

liberados os bancos escolares'

às crianças deficientes visuais,

oferecendo-lhes as miesmas o-

porcuuidades que às crianças videntes.

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�- 3 Os mais modernos processos e conceiios,

encaram os de-

ficientes visuais como um ser igual em tudo aos outros,

faltan

â-0“l^-&gt;-SS apenas um dos sentidos - a visão.
As oportunidades de integração

do cego tem

aumentado

dia a dia,

e para que haja um. maior aprove j tamcnl;o dessas opor

tunidades,

é necessário que os responsáveis pela eduoaçMo

mesmos,

forneofuri as condições,

dos

que os tomem cc..po;,,os de enfren_

tar de i.gual. j'ara igual os outros memh:t.‘os do sgu meio na

luta

diária.
Quando Luis hrai 11 e oivi ou o sistema de gx-a:í±a. em relevo,

criou para o cego o caminlio da vida em igUcaldade de condi

ções com seu semelhante, pois com hase neste sistema encontrou-se a fóimiula necessária,
tir destes,

para se editar livi’os,

e,

a par

foimar-se as hihliotecas especializadas,

Com o aperfei.çoamento do sistema Braille,

que de luòi-

mentar e manual, pa,ssou a ser mecanizado permitindo o nascimeá
to

da Im.prensa Braille,

começaram a surgir as gra.ndes biblio-

tecas especializadas.
A biblioteca para defic"entes visuais,
tre as bibliotecas especiali.zadas porquanto,
respeito a certo e determinado assunto,

a vista totalmente,

embora

como estas,

exclusivamente a um tipo especial de leitor,
perdido

classifica-se en
não

diga

destina-Sfj

àqueles que teniiam

ou até o ponto, que não os permita

utilizar a imprensa comum.
Segundo notícias existentes,
em Braille,

as primeiras

bibliotecas

surgiram junto às Instituições para cegos.

A Biblioteca Braille da Associação Valentin Ha'ly,
França, foi criada em 1886,

na

e é até hoje das mais importantes

bibliotecas para cegos na Europa.
Ela possui, graças a uma contínua renovação mais
130,000 volumes de literatura, histéria,

de

ciências e ainda mais

de 23.000 volumes de música.
Não é exagero dizer que todos os cegos do muudo recorrem a esta biblioteca.

Conta atualmente com 8.900

leitores,

tanto pertencentes aos depart.amentos da França como aos
tra-mar,

e também nos países que pertenceram a antiga com.uni-

dade francesa,
nor,

de -ij,-

como o Vietnã,

etc,

e até mesmo,

em número me-

em algiins paises estrangeiros.
Ela empresto, os livros gratúitajnente.

0 movimento

da bi-

blioteca no ano de 1965 foi de 120.000 volumes de empréstimo,
dos quais 4.000 foram para o estrangeiro.

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Trabalham na Biblioteca e Imprensa Braille da Associação Valentin Haüy,

40 funcionários fixos é 800

Possui a secção do "livro falado"
modernas e clássicas,
La Fayette,

voluntários.

com 71.925 discos

de obras

como exemplo as obras de André Maurois,

Cornelius e outras.

Entre as grandes bibliotecas para cegos, podemos citar
as da Ingla,terra;

a "Eoya.l National Tnstitute for the Blind",

a "National Library for the Blind"

e a "Studenfs library of

the Eoyal National Tnstitute for the Blind".
Na, Alema,hlia há também gra.ndes bibliotecas Braille, bem
como

em todos pauses europeus.
Em Portugal,

ca do

encontra-se em plena formação a bibliote-

Centro de Produção do Livro.
Nos Estados Unidos,

o serviço de fornecimento do mate-

rial de leitura para cegos é dos mais completos do mundo.
0 Instituto PerEins, uma escola residencial para cegos,
iniciou sua biblioteca de Referência em 1880.
Possui aproximadamente 15.000 livros e panfletos em 23
línguas,

e é chemada a "Perkins Blindicna Library".

A PerEins Library,

ainda possui ume. grande biblioteca

de livros didáticos e de ficção,

como pa,rte integrante das 31

bibliotecas reg;ionais para cegos da America do Norte.
"The Libra,ry for the Blind" ,

um ramo

Library", foi fundada em 1903. Hoje,
bibliotecas regionais paro. cegos

da "New York Public

também faz parte das

da America do N^rte,

trada pela Biblioteca do Congresso,

31

adminis-

de Washington.

Esta biblioteca oferece aos leitores 40.500 livros
Braille e mais de 30,000 em "livros falados",
diversas revistas,

comxO Reader's Digest,

A leitura em caracteres Braille,
sibilidade nos dedos.
serviços manuais,

Assim,

Braille Science,

etc.

requer um.i grqnde sen-

para os leitores que trabalham em
como também,

para os quais com- a idade vai se tornan-

do dificil a leitura, com os dedos.
"livro falado",

ainda possuindo

diminue a sensibilidade táctil,

para os cegos idosos,

em

Daí então,

o aparecimento do

que veio’suprir aquela deficiência.

0 "livro falado"

começou a circular em 1934,

em 33 l/3 rotações e fitas ma.gneticas.
existem em discos,

com discos

Além de livros,

o Reader's Digest, Mystery Magazin,

A Biblioteca de cegos em Nova York,
corpo de copistas voluntárias,

ainda
etc.

possui também um

que auxiliam has transcrições

de livros e gravações de discos.

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A ílraillQ tnslrltute of Amerlaa Inc,

Califórnia,

f||

f^&gt;ll(Sada em 1919. E uma grande bil^lioijeea, possuindo • ”liv«o
falado”,

que circula por todo o sul^da Califo:|nia,

de de voluntários po-ra transcrição,

e,

e, uma r_e

voluntários leitures

para estudantes cegos.
A American Printing House for the Blind,

é especializa

da em música.
0 serviço de Bibliotecas em base nacional,
Estados Unidos,

em 1931,

começou nos

quando o Congresso assinoTi uma sub-

venção de 100.000 dálares,

para a produção do livro em Braille, '

ficando assim a Biblioteca

do Congresso em Washington,

rizada a imprimir a distribuir os livros em Braille,

auto-

para as

demais Bibliotecas regionais.
Um corpo de -especialistas,

trabalha na biblioteca fa-

zendo a seleção dos livros que devem ser transcritos ou gravados.

Bibliotecários especializados,

bibl4-&lt;^"tecas,
sificação,

na parte técnica,

supeinrisionam as outras

resoluções de catalogação,

cla_s

etc.

Na União Soviética se imprime livros para cegos desde
1885.

Cada ano nais de 450 obras são publicadas naquele país,

não sá em russo,

como em outro idiomas.

A principal editora é

a "Editora Nacional de Publicações Didáticas e Pedagógicas".
As editoras procuram selecionar as obras mais úteis,
entre a grande quantidade de material impresso em caracteres
videntes.

Com o resultado

editada a "nata"

dessa cuidadosa seleção,

da literatura.

somente é

Cabe mencionar o grande núme-

ro de revistas publicadas em caracteres Braille.
0 "livro falado",

começou a ser utilizado a poucos anos,

mas está se difundindo cada vez mais,
notadamente,
ria,

contribuindo para ampliar

o número de obras destinadas a cegos.

Em sua maio-

consiste em gravações de literatura contemporânea.
Editam-se anualmente mais de 100 obras em forma de "li-

vro falado" na Rússia. Para isso, há estúdios de gravações sonoras em Moscou,

Kiev,

No princípio,
piados a mão,

Vilna,

e outras cidades.

os livros em caracteres Bra,ille eram co-

e a Biblioteca para cegos,

portantes livros de composição manual.
quase nao se utiliza este procedimento,

em Moscou,

possui imr-

Porém desde algims anOs
devido ao incremento

dos livros impressos em caracteres Braille,

e graça também aos

"livros falados".

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As edições de livros para cegos da URSS permitem o funoò.onamerto das BiUliotecas existentes,
lo para ox^ganização

e constituem um estimu-

de novas Bibliotecas,

e o fomento

da lei tu

ra enLre os cegos.
0 desenvolvimento de uma, rede de Bibliotece,s especializadas para os cegos,

na.quele país,

data de 10 anos.

Em 1956 h.a,via, na Rússia 26 bi.blioLecas para cegos,
em 1962,

e

o número foi aumentado para 54.

Essas bibliotecas constituem entidades autonomas destinadas a atender não só os cegos de, cidade em que estão radicados como taxa bem a todos os cegos

das provincia.s corresponden-

tes ,
0 total do acervo da,s bibliotecas especializadas para
cegos era cm 1962,

para mais de 725.000 livx’OS em Braille

gravações sonoras,

à disposição de 40.000 leitores cegos.

e

A mais imjiortante das bibliotecas é a Biblioteca Central
para cegos,

em Moscou,

bibliotecas desse tipo.

que presta serviços técnicos a,s demais
Nela se prepara as noimas fundojnentais

que regem as n,tividades das bibliotecas especializadas p.?,ra cegos,

e que se referem tanto a orientação geral de suas ativida-

des como as questões relativas às operações técnicas.
Em 3.962 possuia un acervo de 82.0O0 livrow em caracteres
Braille,

e 4.000 fiscos fale-dos,

e atendeu 5.000 leitores.

Os especialistas em biblioteconomia,
Moscou,

da Biblioteca de

visitum regularmente as bibliotecas para cegos,

de recolher a experiência adquirida,
sários.

a fim

o prestar serviços neces-

Para tratar dos problemas dessas bibliotecas especia-

lizadas organizam-se seminários em que participam bibliotecários e diretores das Bibliotecas.
Além dessas bibliotecas do Estado,

existem ainda outras

pequenas bibliotecas a cargo das instituições para cegos.
Porém,,

à medida que vai se desenvolvendo a rede de bi-

bliotecas do Estado,

diminue o número

tituições. Essas bibliotecas seguem,

de bibliotecas das .Insentretanto,

funcionando

com o mesmo pessoal, mas com caráter de bibliotecas embulan~es,
utilizando os livros

das bibliotecas do Estado,

que coordenem

e dirigem suas atividades.
Os livros para cegos,
o país.

Assim, mediante o envio de livros pelo correio,

mioílio,

cm

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gozam de franquia postal em todo

as bibliotecas para cegos,

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fometam os hábitos de

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�- 7 leitura entre cegos,

principalmente para aoueles que não as

podem frequentar,
Muitas "biloliotecas possuem mios de transportes para o
serviço à domicílio.
E,
que,

como vemos, um sex-viço perfeito,

a favor daqueles,

não i^ossuindo um dos sentidos mais aguçados do homem,

por isso deixam de perceber o contemplar sub.ietivamente,

nem

toda

a gama, de conhecimentos humanos,
No Bra,sil,
neiro,

o Instituto Benjromin Consta,nt,

do Rio de Ja-

foi 0 pioneiro da imxjrensa, Braille.
Lá foraja editados os primeix-os livros em Bxoaille,

tinu8,ndo até hoje,

nesse mister.

Em 28 de agosto de 1942,
blicava uma portaria,

o órgão oficial da União, jm-

na qual detexmina,va o ministro

do de Educação e Saáde,
cegos e emblíopes,

con-

do Esta-

a fim de facilitar meios de cxiltura aos

que a Biblioteca da Secção Braille do Ins-

tituto Benjamim Constant,

fosse franqueada diariamente aos ce-

gos e amblíopes. Eoi adotado,

então o regime circulante

erapréstiu.0 das obras solicitadas,

de

estipulando os mesmos prazos

de entrega e devoluções adotadas nas Bibliotecas Circulantes
comeins.
Além disso,
lante,

a portaria,

criou,

da empréstimo pelo correio,

também o regime circu-

extensivo a todos os cegos

i^esidentes no Brasil.
Para auferir dessas vantagens,
inscrição no I.B.G.,

basta ao leitor a sua,

e, ma,triculando-se regularmente com

requisitos necessári.os,

receberá

carta aviso,

os

o livro

solioitfido ,
Um bem organizado catálogo contém as indicações

dae

obras já publicadas na Imxorensa Braille do Instituto,
Mais recentemente,
Braille,

foi fundada a primeira biblioteca

integrada na Biblioteca Pública do Estado da G-uena-

bai’a,
No ano de 1946,
ção para o Livro

foi instituida em São Po,ulo,

do Cego no Brasil,

consistia na divixlgação

a Eundo,-

cujo objetivo primordial

da leiturcO para o cego,

através

do

sistema Braille,
Integrando-se em tão nobre empreendimento a Cruz Vermelha Brasileira,

bem compreendendo o sentido útil e humano c,a-

quela, instituição,
para,

prontificou-se a instruir suas associadas,

como copistas voluntárias,

realizarem'as primeiras trang

crições de livros para o Braille.

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�A. publicidade eii torno
sp^das e assim;,

do assunto trouxe pessoas interes_

dessa gentil colaboração foi surgindo aos poucos,

uma Tjequena biblioteca,
Pelo vulto

de livros manuscritos em Braille

do interesse causado,

para o desdobramento daquela biblioteca,

não houve dificuldades
em bibliotecea circu-

lante c
Poi então,

elaborado um j-lano para a divulgação do li-

vro em caracteres Braille que veio suprir uma incompreensivel
lacuna,

isto é,

a falta do leitura escrita para cegos.

Logo apds,

recebia SrXc Paulo,

como doa.ção

de entida,des

Americanas iima imprensa Braille iniciando-se assim,

a. Imprensa

Braille da fundação para, o Livro

no ano

do Cego no Brasil,

â,e

1949.
0 seu desenvolvimento

vem seXiipre creocorrdo,

tornando-se

uma dtiS grandes imprensas Braille de Língua rortrgueaa,
Suas publ.icagões,
gr&lt;-:.nde vulto o são
Estados

do país,

de livros, músicas 0 revistas toiuarom

distribuídas regularmente para quase todos

e at^5 mesmo pc,ra o

exterior ,

no t a dam ente p o,r a

Fort\:t,gal.
Conta essa xiriprensa com 169.716 obrc,s tr&lt;inscritas,

num

total de 194.164 volumes.
Quanto h parte circulante,

a Biblioteca da

E.L.C.B.,

qiiG tambím não estacionou conta com 1.336 obras em 51.419
volumes de livros

de ficção e didáticos,

pelas copisto.s voluntárias,

como tambdm pola imprensa.

Ampliando suas atividades,
conta,

também,

transcritos não s6

a Biblioteca Circulante

com livros em caracteres aumentados,

para

leitores amblíopes.
Estão matricul-idos na Biblioteca Circul/nte da
P.L.C.B.,

530 leitores.

G-raças à franquia postal,
rá receber,

se solicitar,

0 livro que desejar,
Assim,

qualquer p&gt;es30a cega,,

pode-

em qualquer Estado ou Cidade do país,

tendo um mes

de prazo para devolvê-lo.

desse esforço coletivo,

de copistas voluntárias,

de resoluções governamentais,

e,, sobretudo da importo.nte doa-

ção

pôde o Brasil,

das entidades americanas,

iniciar a, grande

realidade que 6 a integração completa do cego,

na vida da oomu

nidade.
Um £r;3,nde poisso foi dado,
ral do cego adulto,

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o,

como ponto

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para o desenvolviraoato cultude partida,

foi lembrada em

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Tooa hora,
cegas„

a criação

S(5 assim,

da leitura,

de ima pequena, hihliotc-ca para as crianças

encaminhe,ndo a nova geração cega. para a gosto

poderia o Brasil ver solucionado aquilo que os gran

des pais es de há muito vêm recalizando.
Visando a formação cultural da nova geração cega,
horizontes foram abertos e foi criado
1947j

um serviço

em São Paulo,

novos

no ano

de

de atendimento às crianças cegas em uma sala

apropriada da Biblioteco, Infantil "Monteiro Lobato",
Divisão de Bibliotecas Infanto-Juvenis

sede da

da Prefeitura de São

Paulo o
A essa sala. foi
Nowil",

d,ado o nome de "Sala Dorina de Gouvea

em homenagem àquela, que,

no Brasil tem sido incansá-

vel b.-.talhadora dos direitos dos cegos,
Essa sala,

que modestamente com.eçou a funciono.r para,le-

lamente á Biblioteca Infantil,

conta hoje com um grande mrnero

de pequenos leitores que regulaimento a procuram,
GrOi-nde movimentação foi feita e,
ção,

dia,nta de sua divulga.-

não tard.aram a agpirecer Copistas Voluntária,s,

tificav.am a colaborar para a formação
Entretanto,
no gênero,
senta,

que se pron

dessa biblioteca mirim.

essa pequena biblioteca,

que foi a primeira

a se fundar em nosso país,

pelo vulto que hoje apre_

loreenche as mesmas finalidades

das Bibliotecas Infajito-

Juvonís,

servindo

como centro de cultura e socialização

dcO,

criança..
Mas,sua finalidade não parou por aí,
foi instituído

e,

logo

em seus serviços a Secção Circulante,

em 1958,
que viria

da~s ás crianças deficientes visuais as mesmas vantagens das ou
tras crianças ou sejeom,

as da retirada do livro,

p..'.ra a leitu-

ra no lar,
Hoje,

regularmente frequentam a Sala Braille,

não só as

meninas e meni.os do Instituro Padre Chico como também todas
crianças cegas de 3ão Paulo,

r.ã© sé para se beneficiarem com a

leitura de seus livros prediletos,
atividades recrea,tÍAras,
ches,

jégos,

cerêmica,

0 seu acervo,
livros

didáticos,

como também participarem de

como a discoteca,

o teatro de fanto-

etc.

composto

biogra,fias,

de 1,500 obras,
dicionários,

incluo não

sd

como tembém 1 ivros

de ficção.
Seguindo sempre e sempre,
a•coletividade cega,

recentemente ma,is um serviço foi instituí-

do na, Secção Braille:

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na fina,lidade de bom servir

assistência aos antigos leitores, hoje,

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rapazes que&gt;

em sou contínuo afã de cultura^

sos clcássico,

científico

frequentam os cur

e as escolas superiores.

E com radiante felicido-de que os vemos cursando brilhan
temonte a,s
lismo,

Faculdades de Direito, Filosofia,

escola de jorna-

etc.
Mas ainda não nos contentemos, apenas ve-los vencer na

vida iniciados pela leitura,

e assim novo serviço foi cri.ado

na Sala Braillo dca Biblioteca. Infantil Monteiro

Lobato de São

Paulo: por intermédio de seus funcion.'rio que v.ão até eles,
ajudando-os não sé na leitura, de seus livros,
transcrições de trabalhos, bibliografias,
Par,a isso,
melhor,
las.

gravado,

iniciamos atualmente,

como também nas

etc.

o "livro f.o.lado",

ou

em gravadores para melhor fixação das aijosti-

Novo corpo de voluntárias está sendo criado, mas

desta

vez encarregadas da leitura pm estudc.ntes.
Nesse passo vai seguindo a Secção Braille,
da vez mais suas a,tividades,
tagnando,

ampliando ca

com mel'iores inici.otivas,

não se satisfazendo com o que

não es-

já tem realizado.

Com a finalidade de prestar maior auxílio à leitores,
ja fori^un iniciadas transcrições de obras
inglês,

didátic ,s em fr-^.nces,

italiano e alemão.
A extensão de suas atividades alcança ainda outro fo-

ros,

como por exemplo,

da Capital,

o auxílio a professores especializados

Interior e de outros Estados,

estágios de aprendizagem e contacto
gas,

que a procur.m,

para

diário c"^m as cri..',nç.:.s ce-

integrando-se na .organização de uma Biblioteca Especiali-

zada p.;’ro, deficientes visuais.
Com a apres ntação do pequeno histérico sobre
ção do auxílio âo deficiente visual,
amos de dizer uma palavr^i ainda,

em nosso Estado,,

evolugostarí-

sobre a organização de uma bi-

blioteca cspecializo.da em Bromlle.
Partindo

da primasia hoje defendida por todos os espe-

cialistas no assTjinto,

d-" necessidade de se promover a integra-

ção do deficiente visual na, sociedade,

o. Biblioteca especia,li-

zada para cegos dov-e ser -um setor dentro de uma. biblioteca g_e
ral.
Na sua organização

deverão ser observa,dos os princípios

gerais de biblioteconomia quanto à p.arte técnica..
Sua instala ão estará sujeita a, certos requisitos especiais e apropriados ,aos consulente a que se destina.

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A sala deverá ser ampla,
facilite a locomoção
leitores.

As mesas

e proporcione uin ambiente agradável aos

Se possivel,

dar térreo,

e disposta de tal maneira que

a sala deverá esta,r loca.lisada no an-

com estantes não muito o,lta.s,

e de fácil acosso.

deverão ser-redondas e baixas com cadqiras adaptáveis

de tal maneira que facilite a leitui^a, ?:icaiido o leitor apoiado ou não5

pois,

o cego tom a facilido.de da leitura sobre o co_

lo,
Qxianto ao acervo,
cientes visuais,

a biblioteca especializada para defi-

deverá conter,

tcdas as cbras qr.e as outras

bibliotecas páblicas possuem.
Quanto à localização dos livros no.s estantes,
ser uma, localização fixq,

deverá

a fim de não confundir o leitor na

procura do livro.
Peqiienas etiquetas em Braille,
0 assunto pelas sutis

diversas

nas esta,ntcs,

indicarão

divisões.

Seguindo a mesma técnica da biblioteconomia,

a biblio-

teca deverá ter alem dos catálogos auxiliares do bi.bliotecário,

o catálogo era Braille para o público.
Será imprescindível que a Biblioteca possua máquinas

Braille,

regletes pare. transcrições de fichas,

de traba,lhos,

transcrições

bem c mo ura gravador,

0 pessoal deverá ser não so especializado no ensino
de cegos,

como bibliotecário prepc.rado psicolègicaraente pa-

ra o contacto cora o ccnsulente cego,

q.uc exige m.aior atenção

que 0 leitor vidente,
A aproximação tanto quanto possível do deficiente visual cuo leitor vidente,

atinge a finalidade principal que é a

integração completa do indivíduo na sociedade.

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�CONCLUSÕES;
Após a exposição

desse trabalho^

e diante da exigen

cia sempre crescente da atuação dc poder público no setor
íocali^ado,

ora

impõe-se como primeira e mais importante conclusão,

a necessidcLde de serem torneadas providências por parte do poder
público,

visando a amipliação e a certralização dos serviços

bibliotecas especializadas para os

deficientes visuais e

de

suas

implicações,
Êsse fim poderá ser atingido através das medidas;
/
12 - No_ âmbito municipal - em São Paulo - como vimos há um ca
bedal de realizações,

com base numa experiência de apro-

ximadamente 20 anos,
Essa experiência deve ser aprovej.tada e para tal os poderes públicos miinicipais,
serviço
to,

seus

detentores,

devem amplia,r o

já existente na Biblioteca■Infantil Monteiro Loba

criando o Centro Municipal de Leitura para Deficientes

Visuais,
Ao Centro caberão as tarefas;
1 - Produção de livros em Bróiille loela transcrição?
2 - Assistência aos deficientes visuais nas atividades da
Biblioteca- leitura,

estudo e demais atividades rela

cionadas?
3 - Orientação na criação o organização

de Bibliotecas e_s

pecializadas para deficientes visuais,

proporcionando

estágios aos interessados,
.1 -

Para a produção do livro em Braille,

o Centro necessita es_

tar aparelhe,do com todo o material necessário,
quinas,
ção,
2 -

regl^^fces, papel,

ou seja má-

serviço de encadernação,

restaura

etc,

A assistência aos

deficientes visuais será pela difusão

do

livro atra,vGS da rede de bibliotecas públicas mantidas pela Prefeitura de São Paulo. Em todas elas deve existir um
setor de atendimento rx&lt;

cego,

por pessoa especializada.

Naauelas que não haja condições para a instalação
sala de leiturapara deficientes visuaisum serviço

de empréstimo

de livros,

de

uma

haverá pelo menos,

em Braille,

para leitu

ra a domicílio,
3 -

Ao Centro caberá orientar a criação e organização
tecas especializadas

para deficientes visuais,

pre como parte de uma Biblioteca gerc.l.
integração

do cego nc, sociedade,

estágios aos interessadc’s,
especializado,

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A direção

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de Biblio;

que será sem

visando enn isto a

0 Cencro

deve proporcionar

formando nm,’. equipe de pessoal

dessas biblio:ecas será entregue a

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�-•0.3 Bibliotecários especializados ean atendimento a deficientes
visuais,

atre.vés de estágios no Centro.

Como conclusão prática, pedimos sejam enviadas, por
Congresso,

este

as moçõess

1 - Ao Poder Municipol, pedindo a criação do Centro Municipal
de Leitura para Deficientes Visuais.
2 - aos poderes Municipal, Estadual e Federal pedindo reforço
das dotações orçrmontárias, q’ae

se destinam à Imprensa

Brr.ille,
3 - ao Poder Federal,

pedindo isenção de taxa de importação p^

ra máquinas e todo o material necessário à produção do livro para cego.

BIBLIOGRAFIA;
N0?/ILL,

Dorina de Gouvea -

Lento - Revista Especializada
ja? 7 - vol.III -Classes Braille

SAPOSNIKOV,

A. E.-

Boletin de la luiesco para Ias
bibliotecas;
Se.rviço

vol. XTE n2

5 -

da biblioteca para c_e

gos na União Soviética.

Association Valentin Haby pour
le bien des aveiigles;

Eaxoport

sur l‘activité de la Bibliote\
que Braille - 1562,

KTUFER, Marilyn S.-

The Lantern; Perkins school for
the blind - vol.

XIZII - n2 3 _

Braille Library Service - The
Regional Library,

cm

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Scan
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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              <text>O livro, através do seu contato manual, é a fonte sagrada que permite ao cego, sentir e compreender toda a "beleza dos mistérios universais, que a vista nos apresenta. Tem, por isso, uma importância decisiva em sua vida. Artes mudas como a pintura, a escultura, bem como o teatro, cinema, seriam total ou parcialmente inacessíveis ao cego, se pelo livro, pela leitura manual, ele não pudesse penetrar no âmago dessas artes, compreendendo-as em seu sentido mais profundo e talvez mais real.</text>
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