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                  <text>Eixo 3 – Inovações
A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E O USO DO GOOGLE LENS NA
CATALOGAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E INDEXAÇÃO:
PARA ALÉM DAS OBRAS RARAS
THE UNIVERSITY LIBRARY AND THE USE OF GOOGLE LENS IN
CATALOG, CLASSIFICATION AND INDEXING:
BEYOND THE RARE WORKS
Eliane Maria da Silva Jovanovich1

Resumo: As tecnologias estão cada vez mais incorporadas nas atividades dos bibliotecários. Atualmente várias
tarefas desenvolvidas pelos profissionais da informação são realizadas com a ajuda do computador ou dos
aparelhos smartphones ou androides. O presente artigo apresenta a história da catalogação mundial e no Brasil,
relata a experiência na utilização do aplicativo Google Lens na tradução das obras raras estrangeiras e
concomitante na atividade de catalogação, classificação e indexação das obras que incorporam o acervo corrente
do Sistema de bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina que é formado por quatro bibliotecas: Biblioteca
Central, Biblioteca Setorial de Ciências Humanas, Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos
Jurídicos e Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde. Todo material é processado tecnicamente na
Divisão de Processamento Técnico da Biblioteca Central e encaminhado para as bibliotecas setoriais. Os
aplicativos são ferramentas que facilitam o trabalho do bibliotecário e auxiliam no papel intelectual e objetivo do
catalogador.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Google Lens. Catalogação. Inovação. Bibliotecário.

Abstract: Technologies are increasingly incorporated into the activities of librarians. Currently, several tasks
performed by information professionals are carried out with the help of a computer or smartphones or androids.
This article presents the history of cataloging worldwide and in Brazil, reports the experience of using the Google
Lens application in the translation of rare foreign works and concomitantly in the activity of cataloging,
classifying and indexing works that incorporate the current collection of the Library System of the Londrina State
University which is formed by four libraries: Central Library, Human Sciences Sectoral Library, Legal Affairs
Application Office Sectoral Library and Health Sciences Center Sectoral Library. All material is technically
processed in the Technical Processing Division of the Central Library and forwarded to sector libraries.
Applications are tools that facilitate the librarian's work and assist in the cataloguer's intellectual and objective
role.
Keywords: University library. Google Lens. Cataloguing. Innovation. Librarian.

1

Doutoranda em Ciência da Informação. Universidade Estadual de Londrina. Biblioteca Central. Divisão de
Catalogação. E-mail: emsjovanovich@uel.br.

�1 INTRODUÇÃO
A catalogação é uma responsabilidade inerente à função de catalogador, é uma das atividades
executadas pelos bibliotecários. No atual contexto com o uso exacerbado da internet, o profissional
bibliotecário tem à disposição uma quantidade de ferramentas que podem ser utilizadas para facilitar o
seu trabalho.
Muito aplicativos são lançados, são conhecidos, mas não são utilizados para desenvolver
nossos trabalhos. Outras acabam totalmente desconhecidas, por isso o bibliotecário precisa revisitar
de tempos em tempos as plataformas que disponibilizam as ferramentas no intuito de atualizar-se e
verificar a possibilidade de agregá-las no exercício das suas atividades biblioteconômicas.
O profissional bibliotecário precisa ter competências técnicas para desenvolver as suas
atribuições de catalogador, indexador e classificador. É um processo que exige etapas para exercer
essa atividade. O bibliotecário catalogador como é mais comum chamá-lo, precisa ter familiaridade
com esses instrumentos e fazer um bom manuseio para que faça o uso efetivamente dos mesmos.
Para que a catalogação, a indexação e a classificação se tornam eficientes e objetiva, o
bibliotecário deve desempenhar o seu papel técnico com o objetivo de facilitar o encontro entre uma
obra e um usuário da informação na busca. O bibliotecário exerce o papel de mediador entre a
informação (fonte) que está inserida no catálogo da biblioteca e o pesquisador.
Na catalogação utilizamos vários instrumentos, tais como: o Anglo-American Catalouguing
Rules (AACR2), tabela de Classificação Decimal Universal (CDU), de Classificação Decimal de
Dewey (CDD), Classificação Decimal de Direito (CDDDóris), as tabelas de notação de autor
Tabela Cutter, Tabela da Heloisa de Almeida Prado (PHA), Thesauros, Vocabulários Controlados,
entre outros instrumentos e dependendo do tipo de biblioteca ainda se faz uso do Manual de
Catalogação da Faldini (1987) e o AACR 2002 da Ribeiro (2004).

2 HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA CATALOGAÇÃO

Segundo Mey (1995), Ruth French Strout (1956), foi responsável pelo primeiro
levantamento sobre a história dos catálogos e da catalogação. De acordo com seus estudos, as
primeiras listas de livros foram descoberto em 2.000 a.C., posteriormente no Egito e, 1.400 a.C., na

�Turquia pelos hititas em 1.300 a.C., em Níneve nas escavações da biblioteca de Assurbanipal por
volta de 650 a.C.,
Nos séculos III e II a.C., cerca de 20 mil tabletes foram descobertos no Egito, que
registravam o título, o número do tablete ou volume, as primeiras palavras do
tablete seguinte, o nome do possuidor original, o nome do escriba e um selo,
indicando tratar-se de propriedade real, o que foi inferido pelos pesquisadores ser
um embrião de catálogo. Nas as bibliotecas de Alexandria e Pérgamo, Calímacus
um dos sábios de Alexandria, elaborou seus Pínakes [Tabulas], cerca de 250 a.C.,
onde registrava o número de linhas de cada obra e suas palavras iniciais, assim
como dados bibliográficos sobre os autores. (MEY, 1995, p.12).

Quanto aos catálogos, os mais conhecidos (MEY, 1995) surgem no século IX: a biblioteca
de Richenau na Alemanha entre 822 e 842, em 831 no mosteiro beneditino de Saint Requier, na
França, no século X temos o catálogo do mosteiro de Bobbio, na Itália, o de Lorsch, na Alemanha
em 1247 a biblioteca de Glastonbury, na Inglaterra, no século XIV em York, 1372 organizada pelos
frades agostinianos, a lista do convento St. Martin, em Dover, de 1389.
As bibliotecas universitárias surgem no século XIV porém, elas não trouxeram contribuições
à catalogação. Foi n século XV que surgiram as remissivas pela primeira vez. (registros que
remetem a outros registros ou obras), no catálogo compilado por Amplonius Ratnick de Berka entre
1410 e 1412. O catálogo classificado do mosteiro Syon, em Isleworth, Inglaterra incluindo um
índice alfabético de autor surge no início do século XVI.
Ainda nos estudos de Stroutch (1956), o século XVII traz alguns avanços significativos. Sir
Thomas Bodley, diplomata aposentado, no início do século, ofereceu-se para a reconstituição da
biblioteca da universidade de Oxford, Inglaterra, destruída por um incêndio. Bodley criou um
código minucioso de catalogação. Entre outras normas, indicava o arranjo sistemático, com um
índice alfabético organizado pelo sobrenome dos autores, e incluía as entradas analíticas. No século
XVIII surge a pesquisa científica e as atividades de estudo, oportunizando um crescimento das
bibliotecas na Europa.
No século XIX e na concepção de Mey (1995, p. 4) é o período que acontecem diversos
episódios que “caracteriza-se por fatos notáveis na história da catalogação, com trabalhos de grande
importância e muita influência em nossa prática moderna. Bibliotecários e estudiosos publicavam
então inúmeros estudos a favor ou contra os catálogos alfabéticos e classificados.”
Mas é no século XX, especificamente no ano de 1901, onde cada biblioteca deveria fazer
sua própria ficha catalográfica que a Library of Congress (LC) dos Estados Unidos passa a imprimir
e vender fichas idênticas.

�No Brasil, adotou-se como código padrão de catalogação o AACR (1967). Durante a década
de 1970. Em 1977, a Biblioteca Nacional (BN) divulgava o CALCO, e a Fundação Getúlio Vargas
adotou o formato, implantado em 1980. “A entrada da BN na rede, em 1982, projetou o CALCO
como a rede nacional por excelência para acervos multidisciplinares. Durante a década de 1980,
adotou o nome de BIBLIODATA/CALCO.” (MEY, 1995, p. 9).
Gerenciado pela FGV, o Bibliodata/Calco se tornou um sistema de abrangência nacional,
hospedeiro do maior catálogo coletivo de bibliotecas brasileiras, contudo, o Bibliodata/Calco de
acordo com Vasconcellos (1996, p. 2) “[...] nunca atingiu plenamente a condição de uma rede
cooperativa, reservando-se às instituições filiadas uma atuação pouco participativa, limitando-se as
interações entre elas, quando existentes, às discussões para alimentação das bases de cabeçalhos de
assuntos e autoridades.” As bibliotecas cooperantes recebiam as fichas prontas para inserir em seus
catálogos.
Cunha (2011, p.1) salienta que “Em 7 de dezembro de 2011 foi realizada na sede do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), um encontro intitulado
“Reunião de Análise Estratégica dos Serviços CCN, COMUT, ISSN e BIBLIODATA.”, com o
intuito de decidir se o Bibliodata/Calco passaria a ser responsabilidade do Instituto Brasileiro de
Ciência e Tecnologia (IBICT).

2 A CATALOGAÇÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEL

O bibliotecário deve estar o tempo todo atento, tanto com as novidades da área tecnológica,
como nos instrumentos de trabalho, quanto com os colegas de trabalho, pois na Universidade
Estadual de Londrina (UEL), o Sistema de Bibliotecas (SB/UEL) é composto por quatro bibliotecas
setoriais e a Divisão de Processamento Técnico é responsável pelo processo técnico (catalogação,
indexação, classificação) e o processo físico das obras (carimbagem, e etiquetagem).
A Divisão atualmente conta com 3 bibliotecárias, 2 técnicas de biblioteca e 1 bolsista. Duas
bibliotecárias diretamente com o processamento técnico das obras e 1 bibliotecária responsável pelo
setor e atuante no Sistema Virtua e no que tange o processo técnico dos periódicos.

�As duas bibliotecárias são responsáveis em catalogar, indexar e classificar todo o material
que chega na biblioteca por compra e/ou doação. De acordo com o site da universidade, são 149
cursos ofertados pela UEL entre graduação, especialização, mestrado e doutorado.
Uma das tarefas desenvolvidas pelo bibliotecário é o tratamento das informações para que os
usuários possam acessá-la. Para isso a catalogação, a classificação e a indexação são etapas distintas
e relevantes, porém, com uma certa complexidade considerando que para desenvolver essas
atividades é necessário o uso de instrumentos e um certo rigor metodológico no processo de registro
de cada obra.
Para as atividades de catalogação descritiva são utilizados diversos instrumentos,
construídos sobre princípios, modelos e aspectos teóricos e práticos e apoiados em diversas
tecnologias. É necessário conhecer os sistemas de gerenciamento de bibliotecas, no caso da
BC/UEL, o Virtua, é importante conhecer sobre o MARC 21 e também as novidades quanto ao
RDA.
O Marc 21 é um formato bibliográfico que surgiu em 1960 para acompanhar o
desenvolvimento tecnológico. E no contexto da Biblioteconomia, especificamente da catalogação
automatizada na padronização do formato de intercâmbio de dados bibliográficos e catalográficos
MARC 21 em XML, importante formato de representação que auxiliam na recuperação e
disseminação de informações documentárias.
O formato MARC 21 compreende cinco formatos: para dados bibliográficos, de autoridade,
de coleção, de classificação e para informação comunitária. Inclui informação sobre material textual
impresso ou manuscrito, arquivo de computador, mapas, música, recurso contínuo, material visual e
material misto; os dados bibliográficos normalmente incluem título, nome, assunto, nota, dado de
publicação e descrição física.
O RDA Recursos: Descrição e Acesso (Resource Description and Access), segundo Modesto
(2011, p. 1):
Apesar de tratar da produção de registros que sejam armazenáveis, para
pesquisa e recuperação em catálogos tradicionais, aplica-se à utilização no
ambiente digital e com tecnologias de bases de dados existentes. O impacto
da sua aplicação é previsível nos catalogadores e, também, nos fornecedores
de sistemas para bibliotecas e de documentação.

Uma competência importante, além de conhecer esses instrumentos, é o conhecimento de
idiomas, pois em várias áreas do conhecimento muitas obras são estrangeiras e na coleção de obras

�raras da Biblioteca Central (BC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) muitos livros são
escritos em outras línguas, tais como: alemão, italiano, japonês, chinês, além das obras escritas em
letras góticas, entre outras. Observamos um volume maior de obras com essas características
quando fomos organizar e inserir os livros da coleção de obras raras no sistema.
O acervo de livros raros da Biblioteca Central (BC) da Universidade Estadual de Londrina
(UEL) está em fase de organização e inserção dos seus dados na base de dados do software Virtua
da VTLS2. O objetivo para a formação de coleções raras, é a necessidade de preservação de obras
que exigem cuidados diferenciados daquelas utilizadas frequentemente.
De acordo com os critérios de raridade estabelecidos pela Fundação Biblioteca Nacional
(BN), são livros raros:
todas as impressões dos séculos XV, XVI e XVII; impressões do século XVIII até
1720 (questões de espaço físico, alicerçada pela inclusão de mais 20 anos após a
virada do século, onde entende-se já estarem estabelecidas as técnicas de impressão
referente ao século anterior); obras editadas no Brasil até 1841(produção gráfica se
desenvolve a partir do Segundo Reinado – 1831-1840); edições de tiragens
reduzidas; edições especiais, de luxo para bibliófilos; edições clandestinas; obras
esgotadas; exemplares de coleções especiais, em geral com belas encadernações e
“ex libris”; exemplares com anotações manuscritas de importância, incluindo-se
dedicatórias. (BN, xxxx, p. 6).

Na BC a coleção de obras raras é formada por aproximadamente 2.000 livros. Dentre eles,
um número expressivo é da área de Direito. Muitas obras foram escritas em outras línguas que não a
língua portuguesa, como por exemplo italiano, alemão, letras góticas, e isso dificulta um pouco
mais na transcrição dos dados para o sistema.
Diante das dificuldades enfrentadas para catalogar, classificar e indexar algumas obras raras
por questões justamente dos idiomas, indaguei sobre a chatice de ficar utilizando o Google
Tradutor3 em uma conversa com a bolsista4 que é da geração Z5, e possui muita facilidade no uso
dos Smartphones com sistema operacional Andróide6 ou iOS7 e seus aplicativos.

2

É um software integrado para gerenciamento de bibliotecas da empresa VTLS (1996) Inc (USA).
Serviço gratuito da Google traduz instantaneamente palavras, expressões e até páginas da Web entre português e
mais de 100 outros idiomas.
4
Contratada temporariamente para exercer atividades de digitação na Biblioteca Digital da UEL. Ela é de uma geração
de jovens que nasceram em um contexto tecnológico desenvolvido. É uma geração nova que nasceu e cresceu com um
mundo mais conectado por meio dos aplicativos e possuem a facilidade de uso.
5
Uma geração de jovens que nasceram em um contexto tecnológico desenvolvido e completamente conectada e móvel,
e cresceu com um mundo mais conectado por meio dos aplicativos.
6
Conhecidos como telefones inteligentes, são telefones móveis que oferecem funções semelhantes às de um computador
e que se destacam pela sua conectividade.
7
iOS é um sistema operacional móvel da Apple Inc. desenvolvido originalmente para o iPhone, iPod Touch.
3

�Em uma rápida conversa ela me disse que estava fazendo uso de um aplicativo para leitura
de imagens. Fiquei curiosa e pedi que me mostrasse, ela foi muito solícita e me apresentou ao
aplicativo. Gostei muito do que vi e ouvi da bolsista, busquei o aplicativo no meu Smartphone e não
localizei instalado, na sequência acessei o Play Store8 do meu aparelho e fiz um download do
aplicativo Google Lens ou “Lente do Google” como é comumente chamado.
O logo do Google Lens é muito parecido com uma câmera fotográfica nas cores da Google:
amarelo, vermelho, azul e verde conforme a figura 1 apresentada.
Figura 1 – Logo do Google Lens.

Fonte: https://lens.google/ (2021).

O Google Lens é um aplicativo que funciona com a ajuda de uma inteligência artificial e que
oferece diversas funções, dentre elas a pesquisa de imagens, fotografias e ainda traduz textos em
fotos e possibilita realizar pesquisas na internet usando a câmera do smartphone. Os smartphones
passaram a ser muito utilizados principalmente nesse período de pandemia.
Não é de hoje que os aparelhos de telefone celulares estão sendo utilizados no fazer do
bibliotecário, estudos realizados por Jovanovich e Ribeiro (2014), Jovanovich (2016), Jovanovich e
Souza (2018) e Jovanovich e Cavalcante (2019) todos eles tratavam do uso da tecnologia de
comunicação e o uso do celular no cotidiano de bibliotecários e alunos de uma biblioteca jurídica.
Todo esse aparato vem reforçar o quanto os smartphones estão ocupando um lugar de fala no
contexto do desenvolvimento de serviços/produtos nas bibliotecas, a começar pelo acesso aos
catálogos de acervos eletrônicos compatíveis com dispositivos móveis.

3 MÉTODOLOGIA E APLICABILIDADE

8

É a loja de aplicativos da Google.

�O Google Lens é uma ferramenta gratuita que reconhece imagens e possibilita a recuperação
de informações sobre elas. Por meio da câmera do celular, o recurso está disponível em um
aplicativo para smartphones Android. É possível identificar lugares, reconhecer produtos e escanear
textos, entre outras funções, além de reconhecer o conteúdo das fotos e recuperar diferentes
informações para o usuário.
Após instalar o aplicativo, foram realizados diversos testes para verificar se realmente
deveria ser usado para aquela finalidade. Percebeu-se que é um aplicativo muito eficiente, e que
torna a atividade muito divertida que além de minimizar esforços, ao mesmo tempo agiliza o
processo de catalogação, classificação e indexação dessas obras, e ainda causa uma sensação boa de
descobrimento.
Após utilizar o aplicativo para as obras raras, no intuito de minimizar esforços e ao mesmo
tempo agilizar o processo de catalogação, classificação e indexação das obras que incorporam o
acervo corrente do Sistema de Bibliotecas da UEL, passei a fazer uso do Google Lens. O tempo
para se traduzir uma obra, mesmo que traduza apenas a sua folha de rosto é muito menor do que
tempo gasto no processo de localizar a obra em outras bibliotecas ou até mesmo utilizando o google
tradutor do computador.
Para fazer o teste abra o assistente segurando o botão Home do celular. O botão do recurso
deve aparecer no canto ou procure na tela onde você o salvou. Clique em continuar e libere a
utilização da sua câmera. Logo após aponte sua câmera para o local ou objeto que deseja e encontre
os pontos identificados pelo recurso.
Itens semelhantes também podem ser recuperados como por exemplo uma roupa que está
sendo vendida na internet e basta um toque para que as informações surjam de imediato.
Ao se deparar com uma obra em outro idioma e com o objetivo de melhorar a gestão das
informações e inclusive acelerar a atividade de catalogação de livros utilizando boas ferramentas
tecnológicas como aliadas neste processo foi que optou-se pelo uso da ferramenta que funciona da
seguinte maneira: com a obra em mãos, basta abrir o aplicativo, tirar uma foto da obra que
automaticamente é reconhecido o idioma e na sequência é realizada a tradução. De acordo com as
fotos 1 e 2.

�Foto 1 - Folhas de rosto originais

Fonte: Crédito da foto da autora para a pesquisa.

Foto 2 - Folhas de rosto traduzidas

Fonte: Crédito da foto da autora para a pesquisa.

Muitas vezes a tradução é literal, porém a interpretação e conhecimento mesmo que
insipiente sobre o idioma colabora para o entendimento da obra, sobre o que ela trata de maneira
que facilita e deixa o processo célere de acordo com o exposto nas fotos 3.

�Foto 3 - Folhas de rosto originais

Fonte: Crédito da foto da autora para a pesquisa.

Verificamos que a detecção do idioma é muito rápida e além disse o aplicativo abre um leque
de opções, a foto 4 revela essas possibilidades.

Foto 4 - Folhas de rosto traduzidas.

Fonte: Crédito da foto da autora para a pesquisa.

O século XXI revelou a criação de aparatos tecnológicos que são ferramentas imprescindíveis
para minimizar o tempo gasto no desenvolvimento de determinadas tarefas na área da
Biblioteconomia e outras áreas do conhecimento.

�4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

O Google Lens facilita e agiliza o processo da catalogação, classificação e indexação das obras
em outros idiomas. No início foi utilizado para as obras raras, porém posteriormente foi inserido no
cotidiano da atividade, pois ao invés de usar o site do google tradutor, a praticidade e a agilidade no
uso do Google Lens fizeram com que fosse substituído o uso do site do Google tradutor com maior
rapidez e satisfação.
O aplicativo faz a leitura de qualquer objeto físico desde que seja localizado pela câmera do
smartphone, o aplicativo verifica o cenário e busca os resultados existentes na internet usando
realidade aumentada e inteligência artificial.

5 CONCLUSÕES

É sabido que no século XXI os bibliotecários precisam estar atentos para as tecnologias que
estão sendo criadas para auxiliar no fazer das atividades humanísticas. É inegável que o uso do
aplicativo dá uma autonomia ao bibliotecário, é possível fazer traduções instantâneas ao apontar a
câmera para um texto, além de que facilitou realizar pesquisas dos mais diversos tipos além dos
textos, livros ainda contamos com roupas e até códigos de barras.
Não se esqueça que o Google Lens é um recurso que transforma a câmera dos smartphones
em uma fonte de pesquisa. Assim, tudo que for fotografado pode ser buscado automaticamente na
internet. E a busca trará informações mais detalhadas.

�REFERÊNCIAS

JOVANOVICH, E. M. S. Dispositivos móveis e a utilização dos códigos qr na divulgação e
compartilhamento de informações em biblioteca jurídica. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 2016, Manaus. Anais do XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias,
2016. p. 1-3.
JOVANOVICH, E. M. S.; CAVALCANTE, L. E. O uso do aparelho celular no inventário de
acervo: a experiência da Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos da
UEL. In: XXVIII CBBD, 2019, Vitória, ES. Anais do XXVIII CBBD, 2019. v. 28. p. 1-6.
JOVANOVICH, E. M. S. ; RIBEIRO, S. S. . Tecnologia de comunicação: o uso do celular no
cotidiano dos estudantes, uma mudança de comportamento. 2014. (Blog).
JOVANOVICH, E. M. S. ; SOUZA, S. O uso das TICs na realização do inventário do acervo da
Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos: relato de experiência da
BSEAAJ. 2018.
MEY, E. S. A. Breve histórico dos catálogos e da catalogação. In: MEY, E, S. A. Introdução à
catalogação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995. Cap. 2, p. 12-35.
MODESTO, F. O formato da RDA reformata a formatação do formato bibliográfico e a reforma do
catalogador não reformado. INFOhome. Disponível em:
https://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=609. Acesso em: 11 set. 2021.
STROUT, R. F. The development of the catalog and cataloging codes. The Library Quarterly:
Information, Community, Policy, Chicago, 1956. v. 26, n. 4, p. 254–275. Dispinível em:
http://www.jstor.org/stable/4304573. Acesso em: 13 out. 2021.
VASCONCELLOS, Paulo A. G e. Bibliodata/CALCO: informação bibliográfica para o
desenvolvimento. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 450-453, 1996.
VTLS.

VIRTUA system guides: circulation.Version 16.0.

Blacksburg, VA : VTLS,1999.

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Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A Biblioteca Universitária e o uso do Google Lens na catalogação, classificação e indexação: para além das obras raras.</text>
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              <text>As tecnologias estão cada vez mais incorporadas nas atividades dos bibliotecários. Atualmente várias tarefas desenvolvidas pelos profissionais da informação são realizadas com a ajuda do computador ou dos aparelhos smartphones ou androides. O presente artigo apresenta a história da catalogação mundial e no Brasil, relata a experiência na utilização do aplicativo Google Lens na tradução das obras raras estrangeiras e concomitante na atividade de catalogação, classificação e indexação das obras que incorporam o acervo corrente do Sistema de bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina que é formado por quatro bibliotecas: Biblioteca Central, Biblioteca Setorial de Ciências Humanas, Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos e Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde. Todo material é processado tecnicamente na Divisão de Processamento Técnico da Biblioteca Central e encaminhado para as bibliotecas setoriais. Os aplicativos são ferramentas ferramentas que facilitam o trabalho do bibliotecário e auxiliam no papel intelectual e objetivo do catalogador.</text>
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