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                  <text>Eixo 3 - Inovações
CÂMARA OBSCURA: AÇÃO INOVADORA EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
EM PARCERIA COM CURSOS DE GRADUAÇÃO
CÂMARA OBSCURA: INNOVATIVE ACTION IN UNIVERSITY LIBRARIES
IN PARTNERSHIP WITH UNDERGRADUATE COURSES
Bruna Heller1
Janice Moser Correa2
Tatiane de Oliveira Bourscheidt3

Resumo: O objetivo deste artigo é descrever ações inovadoras no contexto da biblioteca universitária, em especial
a implementação de uma câmara obscura, parceria da biblioteca com o curso de Fotografia da Universidade
Feevale. As avaliações institucionais têm como um dos componentes a infraestrutura da biblioteca, não somente
os espaços em si, mas o que eles agregam de inovador no processo de ensino-aprendizagem. A instalação de uma
Câmara Obscura, sala escura onde há apenas um buraco - específico para inserção de lente - que reflete a imagem
invertida do exterior da sala, contribui para a oferta de serviços diferenciados no âmbito da biblioteca, bem como
na relação de parceria com o curso de Fotografia da instituição e na redescoberta dos primórdios da fotografia,
aproximando a comunidade acadêmica da história do curso. Conforme algumas pesquisas, não foi relatado
nenhuma câmera obscura em bibliotecas no Brasil, assim sendo a Universidade Feevale pioneira e sempre
pensando na inovação em todos os seus espaços.
Palavras-chave: inovação; bibliotecas universitárias; curso de Fotografia; câmara obscura; avaliações
institucionais.
Abstract: This article is intended to describe innovative actions in the context of the university library, in
particular the implementation of a camera obscura, a partnership between the library and the Photography course
at Universidade Feevale. One of the components of institutional assessments is the library's infrastructure, not
only the spaces themselves, but what they add as an innovation in the teaching-learning process. The installation
of a Câmara Obscura, a dark room where there is only one hole - specific for the insertion of a lens - which
reflects the inverted image of the outside of the room, contributes to the offer of differentiated services within the
scope of the library, as well as in the relationship of partnership with the institution's Photography course and the
rediscovery of the beginnings of photography, bringing the academic community closer to the history of the
course. According to some researches, no camera obscura was reported in libraries in Brazil, thus being the
Feevale University a pioneer and always thinking about innovation in all its spaces.
Keywords: innovation; university libraries; Photography class; camera obscura; institutional assessments.

1 INTRODUÇÃO
As tendências mundiais acompanham a mudança de comportamento das sociedades, o que
exige das bibliotecas adaptações, seja no quesito tecnológico ou pela situação econômica de um país
1

Mestre em Ciência da Informação (PPGCIN/UFRGS). Bacharel em Biblioteconomia (FURG). Atualmente é
bibliotecária na Universidade Feevale. E-mail: brunahellerbh@gmail.com
2
Especialista em Literatura infantil e juvenil (UCS). Bacharel em Biblioteconomia (UFRGS). Atualmente é
bibliotecária na Universidade Feevale. E-mail: janmcor@gmail.com
3
Especialista em Gestão de Pessoas (Anhanguera Educacional). Bacharel em Biblioteconomia (FURG). Atualmente é
bibliotecária na Universidade Feevale. E-mail: tathyooliveira@hotmail.com

�ou ainda pelas mudanças sociais, para que o seu objetivo seja alcançado: atrair novos interagentes
quanto aos serviços e ao espaço da biblioteca.
Hoje muito mais do que o viés apenas bibliográfico, as bibliotecas são lugares em que o
principal objetivo do bibliotecário vem a ser criar o sentimento de pertencimento, para que o usuário
encontre nas bibliotecas o sentido de comunidade. Logo, as bibliotecas passam de simples lugares
para caminhos para encontrar sentidos e significados.
A biblioteca universitária é vinculada a uma instituição de ensino superior, pública ou
privada, tendo o alinhamento constante às atividades desenvolvidas por essa unidade. Apoia
atividades da tríade ensino, pesquisa e extensão, atende toda comunidade acadêmica: alunos,
professores, pesquisadores etc. Vem a ser fundamental com a oferta do acervo bibliográfico e
inovação a partir de seus serviços.
Esta preocupação com ofertar serviços diferenciados vai ao encontro de atender as
expectativas dos usuários que fazem parte dessa comunidade e que buscam por novas experiências,
captando a sua atenção para que conheçam o espaço de inter-relações que é a biblioteca, ou ainda,
continuem frequentando-o. Facilitar a vida dos usuários é tido como uma missão, proporcionando
rapidez nos processos e novas experiências.
Assim, o objetivo deste artigo é descrever ações inovadoras no contexto da biblioteca
universitária, em especial a implementação de uma câmara obscura, parceria da biblioteca com o
curso de Fotografia da Universidade Feevale.
2 CONTEXTO DA BIBLIOTECA FEEVALE

A Universidade Feevale tem como um de seus princípios norteadores a inovação,
entendendo esta como a melhoria ou a criação do novo que agregue valor tanto à instituição quanto à
sociedade, promovendo o conhecimento através de seus espaços e fazeres criativos e empreendedores.
Com o desafio de repensar suas ações, a Biblioteca Feevale diante do contexto de inovação
dá ouvidos às sugestões de seu público-alvo a partir de avaliações institucionais e sugestões,
acompanha tendências mundiais, com intuito de atender as necessidades do público, seja na questão
informacional como na questão de experiências. A exemplo disso, cita-se a implementação da
Biblioteca das Coisas, assim como do autoatendimento, que serão brevemente explorados neste
artigo.
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, que foi
institucionalizado por proposição do Ministério da Educação e Cultura (MEC), através da aprovação

�da Lei n.º 10.861/2004 alinha os objetivos da biblioteca universitária com a instituição na qual está
vinculada. É um importante sistema que exigiu das Instituições Superiores a adaptação a esse
processo de avaliação.
O sistema não apenas modificou os processos internos da avaliação nas universidades como
também reforçou a importância de se seguir o documento. A avaliação das bibliotecas universitárias
fica fortemente atrelada à Dimensão 7 - Infraestrutura, que será o foco deste trabalho.
As avaliações institucionais por parte dos acadêmicos manifestaram quesitos de melhoria na
infraestrutura e nos serviços, que contribuíram para a remodelação da infraestrutura física da
Biblioteca do Câmpus II, considerada a biblioteca central da universidade que localiza-se na cidade de
Novo Hamburgo-RS. A biblioteca foi ampliada e seguiu tendências mundiais contemporâneas no que
se refere aos seus ambientes, tornando-se mais convidativa e fugindo da tradicional biblioteca guardiã
de livros.
No total, a Universidade Feevale é composta por outras duas bibliotecas, além da biblioteca
do CII: a biblioteca do Câmpus I, também localizada em Novo Hamburgo-RS e a biblioteca do
Câmpus III, localizadas em Campo Bom-RS. A nova estrutura da biblioteca central, contou com um
investimento de cerca de R$ 10 milhões em 2017, foi ampliada em 3.300m², totalizando 5.900m²,
duplicando a sua área total.
Um novo conceito de biblioteca foi instaurado, configurando um espaço de inter-relações,
multifuncional, de experiências, instigando à comunidade com ambientes mais convidativos e
acolhedores, de certa forma interativos, saindo da função de somente depositária do acervo
bibliográfico para um conceito totalmente voltado para experimentações e vivências. Essa nova
proposição contribui para o estímulo ao acesso e construção do conhecimento, pelo seu ambiente
propriamente dito e pela oferta de novas tecnologias de informação e comunicação - TIC.
A interação com as TIC já inicia com a oferta de duas estações de autodevolução que são
disponibilizadas do lado de fora do prédio da biblioteca. A ideia é oportunizar ao aluno uma
experiência autônoma para efetuar as suas devoluções, além da agilidade e flexibilidade para aqueles
momentos em que o aluno precisa devolver o material emprestado inclusive em momentos em que a
biblioteca se encontra fechada ou antes de uma aula, por exemplo.
No andar Térreo, encontram-se duas estações de autoempréstimo, para que o público tenha a
experiência de pegar um livro na estante e se emprestar, com total autonomia no processo. Todos os
livros podem ser emprestados ao mesmo tempo graças à tecnologia de identificação por

�radiofrequência (do inglês radio frequency identification - RFID). Ainda na linha de autoatendimento,
a biblioteca disponibiliza uma máquina digitalizadora específica para materiais bibliográficos.
Configurando um espaço mais social, o Térreo possibilita o consumo de alimentos e bebidas,
diferente dos demais pisos que não é permitido este consumo. Há uma cafeteria neste piso. A questão
do silêncio também é mais flexível em virtude da proposta mais sociável do andar. Não há acervo
neste piso.
Como é um andar de maior proposição de serviços, ainda se tem: autosserviço de impressão,
balcão de atendimento, miniauditório com capacidade de 40 lugares e uma sala multimídia que possui
uma SmartTV e um computador, que possibilita realizar atividades diversas em pequenos grupos, e
utilizar a TV como monitor para diferentes dispositivos e aplicativos. Há estantes no estilo expositor
em que são destacados alguns livros do acervo, bem como novas revistas, convidando o usuário à
leitura em poltronas contemporâneas.
O layout dos pisos 1, 2 e 3 são semelhantes com pequenas variações de serviços entre eles.
Em todos os três pavimentos há lounge com poltronas confortáveis para leitura e estar, estações para
consulta ao acervo, balcão de informações, sanitários, ambiente aberto com mesas para estudo
compartilhado e salas de estudos em grupo fechadas. A distribuição das estantes que abrigam o acervo
de livros e periódicos conta com a mesma programação visual e diferenciam-se pelas áreas de
conhecimento. Os pisos se diferenciam na oferta de outros espaços como: um laboratório (35 lugares),
uma sala de estudo individual (35 lugares), três salas para estudo silencioso (8 lugares cada) e dois
acervos especiais ligados ao Curso de História. As salas de estudos fechadas já mencionadas,
totalizam 27 e estão distribuídas pelos três pisos e são inspiradoras porque oferecem vista privilegiada
para a cidade e para o câmpus.
A biblioteca da Feevale que já tinha iniciativas inovadoras como o empréstimo de recursos
inusitados, tais como sacolas retornáveis, guarda-chuvas, e notebooks, conhecido como Biblioteca das
Coisas, pôde inovar ainda mais com a nova estrutura. Com um ambiente mais convidativo, foi
possível consolidar o papel de agente cultural com ações propostas pela equipe de bibliotecárias, bem
como parcerias com a área acadêmica, e a partir disso, várias exposições ocorrem na biblioteca.
Como iniciativa da própria biblioteca, vem ocorrendo a Mostra Colecionáveis, já em sua
quinta edição em 2021, que tem por objetivo proporcionar um espaço na Biblioteca para a exposição
de coleções institucionais ou pessoais da comunidade, e compartilhar a partir de objetos diversos, um
pouco de história, conhecimento e experiências. A segunda edição, por exemplo, contou com a
exposição de aproximadamente 300 câmeras fotográficas e mais objetos com a temática fotografia. O

�acervo tratava-se da coleção pessoal de uma professora e ex-coordenadora do curso de Fotografia da
instituição.
Parcerias da biblioteca com o curso de Fotografia: a Câmara Obscura
Na perspectiva de parceria, foi formalizada uma com o curso de Fotografia que, devido às
características do local, escolheu a biblioteca como cenário para realizar a exposição dos trabalhos dos
formandos do Curso de Fotografia, ao qual vem ocorrendo semestralmente, e teve ao total seis
edições, interrompidas excepcionalmente devido à pandemia de Covid-19.
A partir deste ambiente de parceria, somado à existência da vista privilegiada que se obtém
dos lounges disponíveis em cada pavimento para apreciar a cidade e seu entorno, houve a proposta de
uma ex-coordenadora do curso de Fotografia para a construção de uma câmara obscura.
Trata-se de uma sala escura onde há apenas um buraco - específico para inserção de lente que reflete a imagem invertida do exterior da sala. As câmaras podem ser dos tamanhos mais
diversos. No caso da câmara implementada na biblioteca, esta reflete a imagem da cidade de Novo
Hamburgo/RS, uma vista privilegiada do 3º piso do prédio. Foi elaborada uma sala improvisada, no
tamanho de uma sala de estudos (aproximadamente 12 m²), junto ao lounge do 3º piso, conforme
ilustra a figura 1.
Figura 1 - Câmara Obscura vista da sua parte externa

Fonte: acervo da biblioteca.
A imagem projetada na sala aparece após alguns minutos em que o indivíduo está dentro da
sala. Conforme descreve Sabina (2017, não paginado)

�O princípio da propagação retilínea da luz permite que os raios luminosos que atingem o
objeto e passem pelo orifício da câmara sejam projetados no anteparo fotossensível na parede
paralela ao orifício. Esta projeção produz uma imagem real invertida do objeto na superfície
fotossensível. Quanto menor o orifício, mais nítida é a imagem formada, pois a incidência de
raios luminosos vindos de outras direções é bem menor.

A Câmara Escura foi a primeira grande descoberta da fotografia. É uma caixa composta por
paredes opacas, que possui um orifício em um dos lados, e na parede paralela a este orifício, uma
superfície fotossensível é colocada.
Existem poucas no mundo hoje, mas é possível ver algumas em Grahamstown na África do
Sul, Bristol na Inglaterra, Kirriemuir, Dumfries e Edinburgh na Escócia, Santa Monica e São
Francisco na Califórnia e no Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.
Figura 2 – Primórdios da câmara obscura

Fonte: Porto ([2015?]).

A proposta foi bem aceita pela gestão da biblioteca, principalmente impulsionada pela ação
inovadora, diante da não ocorrência de registros deste tipo de atração em uma biblioteca até então
conhecidas. Há registros de câmaras escuras que foram construídas como atrações turísticas, embora
poucas existam ainda hoje. Exemplos podem ser encontrados em Grahamstown na África; Bristol na

�Inglaterra; Kirriemuir, Dumfries e Edinburgh, na Escócia; Santa Monica e São Francisco, na
Califórnia. O projeto acabou sendo viabilizado em 2019 e contou com o apoio institucional,
culminando com a confirmação da visita in loco do MEC para renovação do reconhecimento do curso
de Fotografia.
Existe uma grande e bem montada câmara escura no Museu da Vida da Fundação Oswaldo
Cruz, no Rio de Janeiro. Em Lisboa, no Castelo de São Jorge, existe uma câmara obscura com
periscópio gigante, por meio do qual é possível observar imagens da cidade em movimento.
No ano de 2017 novos instrumentos de avaliação nos processos de regulamentação exercidos
pelo MEC foram publicados. O Instrumento de Avaliação Institucional Externa Presencial e a
Distância, no Eixo 5, que trata de Infraestrutura, engloba o indicador 5.9 referente à Biblioteca, e diz:

A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, apresenta
acessibilidade, possui estações individuais e coletivas para estudos e recursos tecnológicos
para consulta, guarda, empréstimo e organização do acervo, fornece condições para
atendimento educacional especializado e disponibiliza recursos comprovadamente
inovadores. (MEC, 2017, p. 28)

Nos fóruns de discussão da área de bibliotecas universitárias, diversos bibliotecários
levantaram muitas dúvidas a respeito do que pode ser considerado pelo avaliador um recurso
inovador. E alguns profissionais, que receberam visita do MEC, fizeram relatos de que os avaliadores
não consideraram somente a oferta de recursos eletrônicos, via assinatura, como sendo uma ação
inovadora.
De acordo com o Glossário dos Instrumentos de Avaliação Externa, com respeito ao termo
inovação, esclarece que uma ação inovadora “[...] relaciona-se com a adoção de práticas e
procedimentos que oportunizem a criação ou o desenvolvimento de novos produtos ou ideias e
permitam a melhoria de processos, apontando para ganhos de eficiência e para a adaptação inédita a
situações que se apresentam.” (CAMERA…, 2019).
Logo, a implementação da Câmara Obscura não só culminou itens pontuados no instrumento
de avaliação, como a proposição de inovações, mas também implementou a possibilidade à
comunidade em geral de novas vivências na biblioteca, além de conhecer um recurso que hoje faz
parte da história da fotografia, e que por muito tempo foi a primeira e única forma de fotografar além
de registrar imagens por meio do reflexo.
3 RESULTADOS DA AÇÃO

�O curso de Fotografia recebeu a visita in loco, ainda no ano de 2019. No final do processo, o
curso recebeu o conceito 5, que é o conceito máximo. A biblioteca, como item individual, também
recebeu a nota 5. Um dos itens evidenciados como inovador foi a Câmara Obscura, assim como a
exposição da Mostra Colecionáveis com sua coleção de máquinas fotográficas.
Durante a visita, que a foi conduzida por integrantes da biblioteca, do instituto acadêmico,
professores do curso e os avaliadores, foi perceptível observar a curiosidade quanto à câmara, visto
que além de uma ação inovadora trata-se de um recurso que muitos desconheciam, logo instiga-se
para além da sua curiosidade.
No relatório, os avaliadores fizeram a seguinte observação em relação ao item 4.9
Laboratórios didáticos de formação específica:

[...] Como comemoração aos 50 anos da Feevale, a Coordenadora do curso de Fotografia
propôs a IES a instalação de uma "câmara obscura" em área específica da Biblioteca. Tendo
sido aceita, vale registrar que esse processo está em andamento e, mesmo sem estar
finalizado, o efeito obtido é merecedor de destaque, tanto quanto sua iniciativa. Do mesmo
modo, uma exposição de seu acervo de câmeras fotográficas que, do mesmo modo, chama
atenção. Em relação ao item 2.16. Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no
processo ensino-aprendizagem, os avaliadores ainda relataram:
[...] Na Biblioteca, os recursos tecnológicos para empréstimos e devoluções de títulos são
diferenciados e chegam a surpreender pela agilidade do processo automatizado. Apesar de
reconhecido como tendência mundial, acredita-se que sejam poucas as IES brasileiras que
podem contar com esses recursos.

Diante deste exemplo de parceria, dos resultados das autoavaliações e pelos bons conceitos
recebidos nas últimas visitas, que variaram entre o conceito 4 e 5, incluindo o resultado da visita do
curso de Fotografia, a biblioteca entende que diante do texto descrito no instrumento, somado ao
esclarecimento do glossário, teria condições de receber boas avaliações, visto a adoção de novas
tecnologias e pelas práticas inovadoras percebidas em processos e instalações. O pioneirismo é
verificado pelos registros de instituições que entram em contato com a Biblioteca Feevale, com vistas
a conhecer o processo e replicar em suas instituições.
Além da boa pontuação em avaliações futuras, diversas visitas foram recebidas no ano de
2019 de turmas do curso em questão, além da comunidade acadêmica e geral para conhecer a Câmara
Obscura. Em visitas guiadas da própria biblioteca, realizadas pela equipe de bibliotecárias, pôde-se
perceber curiosidade e admiração dos discentes e docentes quanto à implementação da ação
inovadora, pois muitos sequer conheciam um recurso semelhante.
Também, por meio da câmara obscura, a Universidade contribui contando a história da
Fotografia e dessa importante ferramenta que registra fatos, momentos históricos, experiências e
outros.

�4 REFLEXÕES FINAIS

A Câmara Obscura foi implementada no ano de 2019, em tempo da avaliação in loco para o
curso de Fotografia. No momento decidido a relatar a experiência de inovação na Biblioteca Feevale
neste artigo, pelo momento vivenciado da COVID-19, o projeto não teve um avanço quanto à sua
divulgação para o público. Não foi possível realizar uma grande divulgação até o momento, o que será
feito com toda cautela e tomando todas as medidas de segurança.
Cabe ressaltar que o estudo teve suas limitações, por não contemplar uma pesquisa
qualitativa junto aos usuários. Ainda assim, todos os visitantes até o momento ficaram encantados
com a Câmara Obscura, dada a sua proposta inovadora e experiência. Também, até a presente escrita,
não encontramos registros de haver uma câmara obscura em uma biblioteca.
Por fim, espera-se que o artigo sirva de referência para encorajar outras bibliotecas na oferta
de serviços semelhantes aos descritos neste estudo, visto os resultados positivos que pode vir a trazer
para a biblioteca e seus usuários, além das avaliações institucionais e dos processos avaliativos, como
o do MEC. Sem contar com a possibilidade de inspirar outros adoradores de fotografia a visitarem a
biblioteca para apreciar uma câmara obscura, apreciando essa experiência.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira. Instrumento de avaliação institucional externa: presencial e a distância. Brasília: Ministério
da Educação, out. 2017. Disponível em:
http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_institucional/instrumentos/2017/IES_recred
enciamento.pdf. Acesso em: 3 abr. 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira. Glossário dos instrumentos de avaliação externa. 3. ed. Brasília: Ministério da Educação,
2018. Disponível em:
http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_institucional/apresentacao/glossario_3_edic
ao.pdf. Acesso em: 3 abr. 2019.
CAMERA Obscura. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú
Cultural, 2019. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo82/camera-obscura.
Acesso em: 23 set. 2019. Verbete da Enciclopédia.
PORTO, Gabriella. Câmara Escura. Infoescola, [S.l], [2015?]. Disponível em:
https://www.infoescola.com/fotografia/camara-escura/. Acesso em: 20 out. 2021.

�QUEIROZ, Matheus. Propriedade vs Acesso: as Bibliotecas de Coisas podem mudar hábitos de
consumo?. Co.cada. [Brasil], 4 jul. 2017. Disponível em:
https://medium.com/cocadacolabora/propriedade-vs-acesso-as-bibliotecas-de-coisas-podem-mudarh%C3%A1bitos-de-consumo-4fb4dcade975. Acesso em: 19 mar. 2019.

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              <text>Câmara obscura: ação inovadora em Bibliotecas Universitárias em parceria com cursos de graduação.</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Heller, Bruna, Correa, Janice Moser, Bourchaidt, Tatiane de Oliveira </text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>O objetivo deste artigo é descrever ações inovadoras no contexto da biblioteca universitária, em   implementação de uma câmara obscura, parceria da biblioteca com o curso de Fotografia da Universidade Feevale. As avaliações institucionais têm como um dos componentes a infraestrutura da biblioteca, não somente os espaços em si, mas o que eles agregam de inovador no processo de ensino-aprendizagem. A instalação de uma Câmara Obscura, sala escura onde há apenas um buraco - específico para inserção de lente - que reflete a imagem invertida do exterior da sala, contribui para a oferta de serviços diferenciados no âmbito da biblioteca, bem como na relação de parceria com o curso de Fotografia da instituição e na redescoberta dos primórdios da fotografia, aproximando a comunidade acadêmica da história do curso. Conforme algumas pesquisas, não foi relatado nenhuma câmera obscura em bibliotecas no Brasil, assim sendo a Universidade Feevale pioneira e sempre pensando na inovação em todos os seus espaços.</text>
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