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                  <text>Eixo 3: Inovação
INTERNET DAS COISAS: OPORTUNIDADES E USOS NA EDUCAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
INTERNET OF THINGS: OPPORTUNITIES AND USES IN EDUCATION IN UNIVERSITY
LIBRARIES
Emmanuel Bohrer Júnior 1
Helena Alencor da Silva 2
Resumo: A Internet of Things (IoT) tem uma importância significativa nas discussões sobre empreendedorismo e
inovação tecnológica na atualidade, tendo em vista ser baseada em artefatos como a Internet e outros objetos
inteligentes, que afetam diretamente nos processos educativos. A pesquisa é qualitativa, exploratória e bibliográfica,
voltada para a Internet das Coisas, utilizando um viés direcionado para educação, onde se busca fazer os usuários a
pensar em sua vida produtiva e a programar suas ações para o futuro profissional, bem como a otimização dos serviços
e processos realizados nas bibliotecas universitárias. Os modelos convencionais de negócio não deixarão de existir, mas
modelos emergentes que utilizam plataformas, dispositivos e softwares específicos para IoT, com tecnologias que
propõe interconectar todos os dispositivos, equipamentos e coisas que utilizamos no dia a dia, criando uma rede global
de comunicação e informação.
Palavras-chave: Internet das Coisas. Empreendedorismo. Educação. Bibliotecas Universitárias.
Abstract: The Internet of Things (IoT) has a significant importance in discussions about entrepreneurship and
technological innovation today, considering that it is based on artifacts such as the Internet and other intelligent objects,
which directly affect educational processes. The research is qualitative, exploratory and bibliographical, focused on the
Internet of Things, using a bias directed towards education, which seeks to make users think about their productive lives
and plan their actions for their professional future, as well as the optimization of services and processes performed in
university libraries. Conventional business models will not cease to exist, but emerging models that use platforms,
devices and specific software for IoT, with technologies that propose to interconnect all the devices, equipment and
things we use on a daily basis, creating a global network of communication and information.
Keywords: Internet of Things. Entrepreneurship. Education. University Libraries.

1 INTRODUÇÃO
Em um cenário mundial onde a necessidade de se ampliar a interatividade, com custos
reduzidos é uma constante, a Internet of Thing (IoT), em português Internet das Coisas (IdC),
aparecer como um modelo para práticas inovadoras. Empreender em coisas inovadoras exige uma
avaliação estratégica, dos benefícios e dificuldades enfrentadas na aplicação da tecnologia e nessa
quebra de paradigma.

1

Doutorando do Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências – Química da Vida e Saúde / UFRGS. Ministério
da Saúde/SESAI – Brasília/DF. bohrer2303@yahoo.com.br. ORCID 0000-0002-8826-4996.
2
Mestranda em Ciência da Documentação e Informação – Universidade de Lisboa. Cidade Universitária, Alameda da
Universidade, 1649-004 – Lisboa, Portugal. helena.alencor@gmail.com. ORCID 000-0002-2064-6832.

�Esse fenômeno M2M, a comunicação máquina a máquina chamada Internet of things, possui
inúmeras definições para este fenômeno, seguindo o pensamento de Segura e Hildebran (2014), os
quais afirmaram que a IoT é como um grande sistema de monitoramento de dados e informação que
auxilia a tomada de decisões em todos os aspectos, do ambiente empresarial, podendo formar
estratégias de gestão muito eficientes.
Singer (2012) menciona que a grande maioria dos eventos nacionais e internacionais sobre
Internet of Things são voltados para o meio empresarial sem grandes preocupações com a
privacidade, veracidade e propriedade intelectual das informações geradas nesse âmbito. Exemplifica,
ainda, o uso da Internet of Things no cotidiano e o foco quase sempre era o empresarial, no qual se
visa o processo de tomada de decisões e concorrência de mercado, mas, hoje em dia, podemos tratar
em diversas outras situações, como por exemplo, em uma situação de uma pessoa dirigindo um
automóvel onde este vai mostrando a rota menos congestionada e em sua casa um aspirador de pó
inteligente já está em ação limpando os cômodos, ou então programar uma máquina de fazer pão para
o horário em que se deseja que o pão esteja assado.
A nova geração dos nativos digitais, definida por Dutra, Novellato e Vianna (2016) como as
crianças que já cresceram na geração conectada, desde pequenos em contato com a internet,
computadores, smartphones e outros objetos conectados à rede, estão inseridos no meio do fenômeno
da IoT, mas pessoas mais velhas que nasceram em uma geração mais antiga percebem bem as
mudanças que ocorreram com a Internet.
É necessário refletir sobre o que se passa no âmbito da sociedade, pois influi nos fenômenos
educativos, principalmente em decorrência das transformações culturais e tecnológicas e, em especial
seu uso em bibliotecas universitárias, assim como na abordagem em que se deve ter para aproximar
cada vez mais os usuários ao que está acontecendo nesse mundo transformado.
Nesse contexto, por meio de busca em bases de dados – Web of Science, Scopus e Scielo, bem
como em livros, sites e outros documentos, foi efetuada uma revisão bibliográfica e integrativa sobre
o tema, elaborou-se uma pesquisa exploratória e aplicada para métodos qualitativos, focando os
princípios para o desenvolvimento da Internet das coisas, com oportunidade inovadora e
empreendedora na educação em bibliotecas universitárias. Fazem parte do corpus deste artigo 25
documentos. A seleção dos materiais foi realizada a partir da leitura dos resumos deles, para dar
embasamento teórico na pesquisa.

�1.1 OBJETIOS
Levando-se em conta o cenário inovador e transformador nos processos educativos em
bibliotecas universitárias, o objetivo geral deste estudo é analisar a IoT no contexto educacional do
ensino superior. Diante disso, foram considerados os seguintes objetivos específicos: descrever as
possibilidades empreendedoras e inovadoras na educação; conhecer conceitos relacionados a IoT; e
identificar as iniciativas empreendedoras e inovadoras em IoT na educação.
2

REFERENCIAL TEÓRICO
À medida que os dados deixam de ocupar espaços físicos e se começa a utilizar aplicativos e

processos analíticos com armazenamento na nuvem, o gerenciamento dos dados e da informação se
torna mais complexo. O mundo se tornou híbrido e, exigindo também, uma plataforma híbrida, com
gerenciamento de dados de modo seguro e rápido para os ambientes locais, nas nuvens e os híbridos
e, em muitas vezes de um centro integrador para essas competências.
2.1 INTERNET OF THINGS
Nesse início de século XXI, no qual acaba-se de passar pela primeira década do milênio, já
aconteceram inúmeras mudanças na sociedade. A internet desde seu aparecimento (CASTELLS,
1999) obteve uma aceitação e um crescimento exponencial; o seu alcance foi tanto a ponto de
conectar o mundo todo. Como resultado temos um mundo globalizado e interconectado entre si.
Inúmeros fenômenos e inovações surgiram com as mudanças na sociedade no século XXI, e
uma delas é a Internet of things. O termo que surgiu em 1999, formulado pelo pesquisador britânico
Kevin Ashton (2009), do Massachussets Institute of Tecnology (MIT) que veio a ser cofundador do
Auto-ID Center trabalhando com a criação de padrões para sensores para conectar coisas
(CARVALHO; SOUZA, 2015).
Konomi e Roussos (2007), definem o papel da Internet of Things como sistema, afirmando
que qualquer objeto físico do globo possui uma representação digital. Isso traz novas possibilidades
computacionais, por meio da ligação direta entre matéria e bits, tema explorado na computação
ubíqua.

�Jessup e Robey (2009), defendem que a IoT é uma tecnologia que possibilita novas maneiras
de organização, colaboração, coordenação, combinação e gerenciamento, abrindo assim novos meios
de ação e interação, onde pode ser entendido em nível individual, grupal e organizacional.
Koo (2011) prospectou algumas tendências futuras para IoT, tendo em vista que o território
web crescerá em redes de inteligências, na MetaWeb, independentemente sejam estas inteligências
pessoais, coletivas, híbridas, artificiais ou humanas.
Corroborando com Koo (2011), Steve Wheeler (2012), apresentou algumas características
futuras para o IoT, tais como: comunidades descentralizadas, mercado inteligente, mente corporativa,
mente grupal, rede de conhecimento, Web de relacionamento, Lifelogs, Weblogs semânticos e
cérebro global.
Para Li, Hou, Heng e Yi (2012) a IoT é um conceito que tem como base conceituações de
informação e tecnologia, sabendo que a IoT está intimamente ligada com as tecnologias de
informação e comunicação. Para os autores anteriores e Friedewald e Raabe (2011) a Internet of
things pode estar sendo relacionada com ubiquidade e a pervasividade. Os autores defendem que a
IoT é um fenômeno tecnológico sem precedentes e pode vir a trazer mudanças significativas a nível
global.
Segundo Li, Hou, Heng e Yi (2012), afirmam que a teoria estudada de IoT que são utilizadas
em negócios possuem três perspectivas: a focada em recursos (oportunidades e benefícios), sistemas
de informação (e-business) e estratégia (tomadas de decisão). Será abordado cada perspectiva como
uma tratativa, onde será conceituada cada uma e serão utilizados exemplos para um aprofundamento
do conhecimento sobre cada viés do uso da IoT aplicada na educação.
A tecnologia de comunicação e de informação são a base da vivência em rede, onde tudo está
conectado e se comunicando todo o tempo. Quando se fala de tecnologias de informação e
comunicação (TICs), isso abrange inúmeros dispositivos como tablet, smartphones, kindle, notebook,
iPad entre outros dispositivos ligados à rede que possibilitam a comunicação e pesquisa. Calixto e
Carrão (2012) consideram as TICs um agente que impulsionou a globalização e ajudou a levar a
sociedade industrial para o patamar de sociedade da informação, comunicação e conhecimento.

�O termo IoT vem tomando força a cada dia, com novos trabalhos e novos tipos de sensores
por parte do mercado. O conceito basilar deste tema é de objetos conectados à rede que podem se
comunicar entre si e dar resultados para as pessoas, sem que o ser humano precise interferir nessa
comunicação e ainda permite a comunicação online entre aparelhos e também a conexão contínua à
internet, sobrepondo os limites de espaço e de tempo (SANTAELLA, 2013).
Gubbi et al (2013), abordam a monitoração de ambientes, e trazendo a ideia para dentro das
unidades educacionais, possibilita a verificação da quantidade de usuários na unidade, sua localização
relativa em relação aos materiais desejados e tempo despendido para acessá-los, trazendo informações
valiosas sobre o comportamento do usuário que, aliado a estratégias de análise em Big Data, permitese trabalhar com grande quantidade de dados, fornecendo um panorama de como a unidade se
comporta.
Outra visão mais explicativa do termo IoT é de Segura e Hildebran (2014) o qual interpreta a
Internet of things (eletrodomésticos, sensores, dispositivos, objetos, etc.) como um gigante sistema de
monitoramento de dados e informação que auxilia a tomada de decisões em todos os aspectos (lazer,
consumo, negócio, política, saúde, educação, etc.), isso se dá através da comunicação máquina a
máquina ou M2M, sendo o potencial de comunicação entre objetos inteligentes, na qual essa
comunicação divide-se em três partes: aquisição, transporte e análise de dados.
Baccelli e Raggett (2015) definem a comunicação máquina a máquina como dispositivos
conectados direto a celulares ou à rede. Como exemplo pode-se citar as geladeiras que avisam quando
termina determinado alimento e já inclui na lista de compras; ou carros que podem descrever sua
localização em caso de roubo ou acidente.

�2.2 INTERNET OF THINGS E POSSIBILIDADES DE USO NOS PROCESSOS EDUCATIVOS
EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Segundo pesquisa TIC Domicílios3 152 milhões de pessoas usaram a rede regularmente em
2018. Metade da população rural e das classes C e D/E agora têm acesso à Internet., de forma
possibilitar cada vez mais fenômenos relacionados à rede e abrangendo mais o alcance da Internet
das Coisas (G1 ECONOMIA, 2020). De acordo com o relatório Digital in 20204, , que foi
divulgado pelos serviços online Hootsuite e We Are Social, o número de usuários da Internet em
2020 foi de 4,5 bilhões.
Por meio do uso da IoT novos conceitos nos processos de ensino e aprendizagem para a
educação estão sendo pesquisados, estudados e implantados. Os dinamismos das informações
permitem relacionar coisas à eventos, possibilitando melhorias no aprendizado, sendo este
convencional ou 3D, personalizando à educação.
Para que as organizações educativas e, neste caso inserindo neste contexto as bibliotecas
universitárias, possam efetivamente trabalhar com adoção de IoT se faz necessário que a unidade
de informação já tenha alguns pré-requisitos satisfeitos, tais como: possuir tecnologias apropriadas,
deter competência na arquitetura de serviços da informação e de comunicação, que sua equipe seja
inovadora, empreendedora, utilize ferramenta de Business Intelligence, Advance Analytcs ou outra
similar, que seja capaz de desenvolver plataformas para aplicações móveis, programas de sistemas
em tempo real, ter rede de sensores inteligentes, atuadores e interfaces de comunicação
devidamente instaladas, com garantias de segurança dos serviços. Além do mais, para todo os
projetos que forem desenvolver, se faz necessário flexibilidade de adaptação e ajustes do projeto
inicial, que se efetue prototipagem e testes de verificação, antes de colocarem os serviços à
disposição dos usuários e dos processos educativos nas bibliotecas universitárias.
Tendo em vista à ascensão das tecnologias móveis e da IoT, as bibliotecas universitárias
conseguem estar conectadas, em quase todos os processos: nas funções administrativas, tais como
recepção, segurança, bem como na própria gestão acadêmica, até nas atividades principais da lida
informacional, ou seja, o ato de compartilhar a informação e o conhecimento e, o profissional
atuante ser o mediador no ato de educar propriamente dito.
3

TIC Domicílios. Disponível em: http://basedosdados.org/dataset/tic-domicilios
We are social. Disponível em: https://datareportal.com/reports/digital-2020-global-digitaloverview#:~:text=Our%20new%20Digital%202020%20reports%20%E2%80%93%20published%20in,medi
a%20users%20have%20passed%20the%203.8%20billion%20mark.
4

�Atzori, Vieira e Morabito (2010) construíram uma caracterização da IoT, como sendo uma
presença pervasiva de múltiplos objetos/coisas com endereços únicos que seriam os sensores ou
RFID, onde é possível a interação e cooperação entre si com os objetos próximos que possuem
metas semelhantes. A base do funcionamento da tecnologia RFID é a utilização de etiquetas, esta
contém um microchip (o transponder) e uma antena; o microchip armazena dados do item que virá a
ser identificado, assim uma vez fixadas a um item ou objeto, possam ser ativados ao passarem por
um campo de ativação eletromagnético enviando seus dados para um leitor RFID, conectados e
presentes no ambiente, formando um sistema complexo de geração de troca de informação.
A Theorion Tec (2016) descreve algumas possibilidades de uso prático desta tecnologia,
como os portais instalados na saída das unidades que reagem aos micros sensores instalados nos
itens evitando o furto de objetos que fazem parte do acervo, bem como a possibilidade de rastreálos, dando mais segurança aos patrimônios, com uso de um sensor RFID conectado ao sistema,
mencionam que os serviços oferecidos devem ter ubiquidade – visão da sociedade que no futuro a
tecnologia será invisível, baseada tão somente em uma quantidade massiva de sensores que
permitem conexão em qualquer tempo e lugar através dos dispositivos móveis.
Os recursos de mídias locativas mais conhecidos são o GPS, sigla em inglês de Global
Positioning System, em português Sistema de Posicionamento Global e o GIS, sigla em inglês para
Geographic Information System, em português significa Sistema de Informação Geográfica. A
mídia locativa também pode ser nomeada como mídia tática, pois busca a produção de
sentido/direção, bem como de localização de qualquer ID móvel, mesmo quando é negado uma
posição estratégica, algo que está se difundindo cada vez mais no cotidiano da sociedade
(SANTAELLA, 2012).
Com o uso da metodologia BYOD5 (“traga o seu próprio aparelho”), os usuários são
estimulados a usarem seus próprios dispositivos e ou equipamentos dentro da sua rotina de
aprendizado (realização de tarefas educacionais) ou de trabalho. Com o uso de celular, tablets, etc. é
possível a leitura de QR Codes6, que unem o mundo físico com o mundo virtual, acessando a
recursos em tempo real para objetos e lugares, facilitando a aprendizagem virtual. Dentro dos QR
Codes podem imagens, textos, URL e uma gama de outras informações úteis aos professores e
alunos.
5
6

BYOD. Disponível em: https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos16/352436.pdf
QR Codes. Disponível em: https://www.qr-code-generator.com/

�Existe uma gama de produtos oriundos das novas TICs que podem ser inseridas nas
bibliotecas, assim como o empréstimo dessas. As TICs são tecnologias que vêm sendo usadas em
inúmeras áreas inclusive no ensino, de forma a dinamizar o ensino e comunicação professor e aluno
(LOBO; MAIA, 2015), são tecnologias que podem ser aplicadas em muitas áreas inclusive na
educação.
Outro produto oferecido pelas escolas são os terminais de autoatendimento, que tomando
como exemplo de os serviços oferecidos em uma biblioteca, onde o usuário pode fazer empréstimo,
devolução e renovação do item desejado sem precisar ir ao balcão de atendimento, evitando filas e
trazendo mais autonomia no ambiente da biblioteca.
Além do uso governamental da tecnologia da IoT, empresas privadas no âmbito educacional
também oferecem serviços que utilizam essa tecnologia para otimização de serviços, como por
exemplo a CISCO (2020), garantindo a segurança de escolas e organizações educacionais que agora
precisam atuar de maneira virtual e remota, muitas vezes com o uso de uma VPN segura e estável, e
sobre outras abordagens de segurança cibernética como: Proteção DNS (proteção contra
ransomware na camada DNS no e-mail e no endpoint), Proteção de Endpoints (proteger as
empresas de malware e violações nas nuvens)

e Autenticação Multifatorial (verificando a

identidade dos usuários e se o dispositivo é confiável antes de conceder acesso às aplicações),
Webex Meetings (voltado para reuniões, sendo a solução ideal quando se tem como objetivo
interação entre os participantes, onde todos podem falar, mostrar vídeos, apresentar conteúdos,
sendo controlado pelo organizador sem tirar o foco da interação entre todos), Cisco Adaptive
Security Virtual Appliance7 (solução de segurança de rede virtualizada tradicional e de próximas
gerações) e Cisco AnyConnect Secure Mobility Client8 (permite que os usuários trabalhem de
qualquer lugar, nos notebooks da instituição educacional ou em seus próprios dispositivos móveis).
Fazendo uso destas facetas da tecnologia IoT, pode-se monitorar várias atividades
desenvolvidas nas bibliotecas universitárias, desde quantitativo de materiais emprestados, seleção
da tipologia desses materiais, bem como o de engajamento dos alunos em assunto específico.
Assim, é possível proporcionar mecanismos interativos de aprendizado personalizado, direcionado
ao estudante, de acordo com as características pessoais de cada um deles.
Cisco Adaptive Security Virtual Appliance. Disponível em:
https://www.cisco.com/c/en/us/products/security/virtual-adaptive-security-appliance-firewall/index.html
8
Cisco AnyConnect Secure Mobility Client. Disponível em:
https://www.cisco.com/c/pt_br/products/security/anyconnect-secure-mobility-client/index.html
7

�3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Brasil é incipiente ainda nos estudos de IoT, ainda há pouca literatura que relaciona a
Internet of Things com educação, entretanto, verifica-se que as unidades educacionais, para o
atendimento de seus serviços informacionais aos usuários, dentro das bibliotecas universitárias,
utilizam as ferramentas ligadas a IoT.
Existem muitas definições a respeito da IoT, que ligam com a computação ubíqua,
computação pervasiva, com os sensores ou microchips inteligentes conectados a suportes físicos,
que viabilizam as relações homem x objeto e máquina x máquina. Ressalta-se que as utilizações
podem ser pessoais e organizacionais.
Os benefícios verificados evidenciam de que as organizações educacionais terão o auxílio da
IoT no planejamento estratégico e na implementação dos recursos disponibilizados aos usuários,
trazendo mais agilidade e eficácia na comunicação, na recuperação da informação, na localização
dos objetos, na prestação dos serviços, nas questões de segurança e na tomada de decisão.
Segundo Schin e Callaghan (2013), com o uso da IoT, principalmente nas bibliotecas
universitárias os alunos podem tornar-se mais críticos. Aprender a gerenciar as informações,
entender melhor os algoritmos teóricos e, ainda, ser capazes de gerar soluções preditivas nos seus
estudos. A necessidade da interdisciplinaridade entre as matérias é necessária, para este tipo de
metodologia de aprendizado, criando e utilizando novas tecnologias.
Segundo Gerhard e Rocha Filho, (2012), os alunos perdem o interesse em absorver tantos
conteúdos diferenciados sem conexão, onde o conhecimento é separado por séries e disciplinas, as
avaliações têm notas individualizadas e não apresentam articulação. Por sua vez, exige-se de cada
educando desenvolvimento de capacidades e habilidades, tais como: autonomia intelectual,
pensamento crítico, ser capaz de resolver problemas, a frente de seu aprendizado e, assim por diante
(SANTOS; PINHEIRO, 2017).
O corpo docente pode transitar com interdisciplinaridade no uso da IoT, por diferentes áreas
do conhecimento e interagindo dentro e em suas propostas pedagógicas, com o desenvolvimento de
novas competências no processo de ensino e aprendizagem, usando metodologias ativas de
aprendizagem (SOUZA; FIALHO, 2018).

�A usabilidade, banda larga, conexão wi-fi (sem fio) e download, também tomaram outra
dimensão, tendo em vista a convergência das mídias, aumento exponencial de aplicativos e
aparelhos cada vez mais sofisticados com tela sensível ao toque – que deixam de ser um simples
telefone móvel e assumem um papel de conexão do indivíduo com a sociedade.

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                <text>SNBU - Edição: 21 - Ano: 2020 (UFG - Goiânia/GO)</text>
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Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Tema: Biblioteca universitária: tradição, práticas e inovações</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A Internet of Things (IoT) tem uma importância significativa nas discussões sobre empreendedorismo e inovação tecnológica na atualidade, tendo em vista ser baseada em artefatos como a Internet e outros objetos inteligentes, que afetam diretamente nos processos educativos. A pesquisa é qualitativa, exploratória e bibliográfica, voltada para a Internet das Coisas, utilizando um viés direcionado para educação, onde se busca fazer os usuários a pensar em sua vida produtiva e a programar suas ações para o futuro profissional, bem como a otimização dos serviços e processos realizados nas bibliotecas universitárias. Os modelos convencionais de negócio não deixarão de existir, mas modelos emergentes que utilizam plataformas, dispositivos e softwares específicos para IoT, com tecnologias que propõe interconectar todos os dispositivos, equipamentos e coisas que utilizamos no dia a dia, criando uma rede global de comunicação e informação.</text>
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