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                  <text>Eixo 2
GESTÃO POR COMPETÊNCIA: MODELO DE GESTÃO NAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS
COMPETENCY MANAGEMENT: MANAGEMENT MODEL IN FEDERAL UNIVESITY
LIBRARIES
Michelle Flores1
Wanda Aparecida Machado Hoffmann2
Resumo: A presente pesquisa visa identificar se as bibliotecas universitárias federais utilizam algum modelo de
gestão visando a competência. A pesquisa é quali-quantitativa, descritiva e exploratória. Através de questionário
aplicado à 65 gestores de bibliotecas universitárias federais, sendo que foram retornados 34 questionários
devidamente respondidos, correspondendo à 52,30% de respostas, foi possível identificar que: A gestão por
competência é um assunto de conhecimento dos gestores, porém sua aplicação não é seguida na íntegra. O
mapeamento de competências é feito na biblioteca toda ou em alguns setores, e gestores que não fazem, há
grande interesse em conhecer um modelo de mapeamento a ser aplicado. Os que fazem o mapeamento tem clara
a definição da missão, visão e objetivos da organização e identificam lacunas existentes. Os pontos positivos
mais apontados: Identificação de Competências individuais; Satisfação Profissional e Ambiente colaborativo, e
os pontos negativos, a Não participação e envolvimento dos servidores com o projeto e também a Dificuldade de
remanejamento dos servidores nos setores que necessitam. Contudo, os gestores apontam a importância de mais
discussão sobre a temática. O gestor é de “meia idade” entre 41 e 50 anos, com 1 e 4 anos na gestão,
predominantemente do sexo feminino, bibliotecário (a) de formação, com curso de especialização, nas áreas da
Ciência da Informação, e acreditam na importância da Gestão por Competência nas organizações, porém
encontram dificuldades para sua implantação, uma vez que a universidade é um órgão público e que há muitas
barreiras para serem derrubadas para alcançar um modelo diferente de gestão.
Palavras-chave: Competências. Gestão por Competência. Bibliotecas Universitárias Federais. Gestores de
bibliotecas universitárias.

Abstract: This research aims to identify whether federal university libraries use any management model aimed
at competence. The research is quali-quantitative, descriptive and exploratory. Through a questionnaire applied
to 65 managers of federal university libraries, with 34 properly answered questionnaires being returned,
corresponding to 52.30% of responses, it was possible to identify that: Competency management is a matter of
knowledge for managers, but its application is not followed in full. Competency mapping is done in the entire
library or in some sectors, and managers who do not do it, there is great interest in knowing a mapping model to
be applied. Those who do the mapping have a clear definition of the organization's mission, vision and
objectives and identify existing gaps. The most pointed positive points: Identification of individual competences;
Professional Satisfaction and Collaborative Environment, and the negative points, the non-participation and
involvement of servants with the project and also the difficulty of reallocating the servants in the sectors that
need it. However, managers point out the importance of further discussion on the topic. The manager is "middle
age" between 41 and 50 years old, with 1 and 4 years in management, predominantly female, trained librarian,
with a specialization course, in the areas of Information Science, and they believe in the importance
Management by Competence in organizations, but they face difficulties for its implementation, since the
university is a public agency and there are many barriers to be overcome in order to reach a different
management model.

1

Mestre em Ciência da Informação. Universidade Federal de Goiás - UFG. miflores@ufg.br.
Professora Titular no Departamento de Ciência da Informação. Universidade Federal de São Carlos - UFSCar.
wanda@ufscar.br.
2

�Keywords: Skills. Competency Management. Federal University Libraries. University library managers.

1.

INTRODUÇÃO
As frequentes mudanças ocorridas na sociedade advindas da globalização e da

tecnologia foram sentidas nas organizações e na maneira de administrá-las. Segundo Dutra
(2009), as mudanças nos modelos tradicionais de gestão de pessoas inspirados nos modelos
fordista e taylorista começaram a ocorrer a partir dos Anos 1960 e consolidaram-se no início
dos Anos 1980. Essas mudanças causaram impacto também nos comportamentos sociais e nas
relações interpessoais, influenciando nas relações com o ambiente interno e externo da
organização (HOFFMANN, 2012).
A gestão de pessoas surge nesse cenário como mudança da forma que a organização
passa a perceber as pessoas, não mais como insumos a serem administrados, mas como peça
importante e fundamental, agregando valor e competência à organização. E por sua vez, a
Gestão por Competência vem para auxiliar os gestores a utilizar as competências de seus
colaboradores, visando uma gestão mais igualitária, de qualidade nos produtos e serviços e
também de qualificação dos seus colaboradores.
Diante disso, a pesquisa pretendeu investigar o seguinte questionamento: A gestão das
Bibliotecas Universitárias Federais tem se baseado nas competências existentes? A Gestão por
Competência é modelo de gestão aplicado nas BUFs?
O objetivo geral ficou definido como: Analisar os tipos de Gestão por Competência
existente na literatura e identificar se esta é o tipo de gestão aplicada nas bibliotecas
universitárias federais, e os objetivos, como:
Compreender se a Gestão por Competência (GC) é o modelo adotado pelas bibliotecas
universitárias federais;
1) Identificar as bibliotecas que adotaram a GC como modelo de gestão;
2) Identificar os pontos positivos e negativos ao se adotar a GC;
3) Analisar os métodos e técnicas de mapeamento de competências existentes;
2.

COMPETÊNCIA
O conceito competência foi primeiramente abordado de forma estruturada em 1973,

por McClelland (1973), o qual abordou práticas mais efetivas, do que os testes de
inteligências realizados nas organizações em processos de escolha de pessoas para os cargos.

�A abordagem foi tão bem aceita que rapidamente o conceito “competência” passou a fazer
parte dos processos de avaliação e orientação de ações para o desenvolvimento profissional.
Outra abordagem mais estruturada foi de Boyatzis (1982) que passa a exigir ou esperar
comportamentos e ações a partir das especificações e demandas dos cargos. Foi Boyatzis
(1982) que apresentou, de forma ainda tímida, a preocupação de entrega da pessoa para a
organização, porém os autores americanos balizavam o conceito competência a capacidade de
efetuar tarefa ou um conjunto de tarefas prescritas de um cargo.
Os pensadores franceses Le Boterf (1994) e Zarifian (1996) trouxeram uma nova
discussão para o conceito competência, a de entrega e agregação de valor. Le Boterf (1995,
apud Fleury; Fleury 2001, p. 190) define competência como entrecruzamento de três eixos,
formados pela pessoa (sua biografia, socialização), por sua formação educacional e por sua
experiência profissional. Segundo Le Boterf, competência é um saber agir responsável, como
tal reconhecido pelos outros.
No Brasil, o conceito de competência começou a ser empregado a partir dos anos 90, e
de acordo com Dutra (2009) iniciou-se um novo período para gestão de pessoas no país,
buscando uma integração com os objetivos estratégicos da empresa e com a gestão de pessoas
em si.
Valentim (2002) aposta que as competências profissionais provem da capacidade que
o indivíduo possui em ministrar e aplicar seus conhecimentos e experiências em seu trabalho
de forma eficiente. A autora pesquisadora da área de Ciência da Informação defende que a
formação profissional precisa se apoiar nas competências, habilidades, atitudes,
procedimentos e novos paradigmas.
2.1

Competências organizacionais
Os debates sobre competências organizacionais foram iniciados por Wernerfeld (1984)

trazendo a discussão das competências para a teoria sobre os recursos da firma (Resource
Based view of the Firm), que afirmam que para as competências terem papel fundamental nas
organizações, elas devem atender três requisitos, como apontados abaixo, o que corroboram
com as core competências defendidas por Prahalad e Hamel (1990): a) Oferecer reais
benefícios aos consumidores; b) Ser difíceis de imitar; c) Prover acesso a diferentes mercados.
Para Zarifian (2001) as competências em uma organização são: sobre processos:
entender o processo de trabalho; técnicas: conhecer especificamente o trabalho a ser

�realizado; sobre a organização: saber organizar os fluxos de trabalho; De serviço: aliar à
competência técnica a pergunta “que impacto esse produto ou serviço terá sobre o consumidor
final? Sociais: saber ser, incluindo atitudes que sustentam os comportamentos das pessoas
com três domínios: autonomia, responsabilidade e comunicação.
Segundo Fleury (2002) a proposta feita por Zarifian esclarece a formação de
competência ligadas diretamente ao processo de trabalho de operações industriais,
relacionando a formação de competências à definição da estratégia organizacional.
Nas organizações públicas as competências organizacionais são consideradas como
somatório de sinergias entre as competências individuais de seus servidores (conhecimento,
habilidades e atitudes) e as necessidades da sociedade, visando uma entrega de serviços e
produtos de qualidade e eficiência. (BRASIL, 2013).
As competências essenciais expressam uma dimensão estratégica e crítica para a
sobrevivência da organização. As competências organizacionais como as atividades-chaves de
cada área de negócio fazem com que a empresa se diferencie das demais, sendo reconhecida
por seus clientes pelo diferencial. As competências de suporte são essenciais para manterem e
desenvolverem os processos da organização. Por último, mas fechando com êxito as
categorias, trata da capacidade dinâmica, capacidade da organização se adaptar e modificar
suas competências ao longo do tempo. Essa categoria traz uma dinâmica ao tema competência
até então não abordado, uma dinâmica que permite perceber um movimento de aprendizagem
até então não percebido nas organizações. (SANCHEZ; HEENE; THOMAS, 1996 apud
TAKAHASHI; ROSELI; FISCHER, 2009).
Segundo Amaral (2006), para entender como se desenvolvem as competências em
uma organização, é necessário percorrer um caminho que vai da aprendizagem individual para
a aprendizagem em grupo e para a aprendizagem na organização.
2.2

Competências individuais
A competência individual vai além do conhecimento que o indivíduo adquiriu nos

formatos educacionais tradicionais, seu know-how e conhecimento só ganha status de
competência quando estes são comunicados, transferidos e utilizados com eficiência pelo
receptor. (FLEURY, 2002, p. 55).
Segundo Fleury (2002) a noção de competência vem acompanhada dos verbos e
expressões: saber agir, mobilizar recursos, integrar saberes múltiplos e complexos, ser capaz
de aprender, ter poder de se engajar, assumir responsabilidades, ter visão estratégica.

�Fleury (2002) observa que do lado da organização, as competências devem agregar
valor econômico e para o indivíduo, valor social. No caso de uma organização pública em que
o valor econômico não é o objetivo de sua existência, acredita-se que para organização o valor
agregado é o reconhecimento, este feito pela sociedade, com entrega de serviços de qualidade
e eficientes, objetivando o bem social das pessoas que necessitam desses serviços.
Ao profissional bibliotecário é exigido várias competências ao término de sua
graduação, pertinentes para que esses profissionais possam entrar no mercado de trabalho
capacitados para tais atividades. Segundo as diretrizes curriculares para o curso de graduação
de biblioteconomia (BRASIL, 2002), o graduando deverá apresentar as seguintes
competências e habilidades assim que se formarem:
Gerais: a) gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los; b)
formular e executar políticas institucionais; c) elaborar, coordenar, executar e avaliar planos,
programas e projetos; d) utilizar racionalmente os recursos disponíveis; e) desenvolver e
utilizar novas tecnologias; f) traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades
nas respectivas áreas de atuação; g) desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo
a orientar, dirigir, assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e
pareceres; h) responder a demandas sociais de informação produzidas pelas transformações
tecnológicas que caracterizam o mundo contemporâneo.
Específicas: a) interagir e agregar valor nos processos de geração, transferência e uso
da informação, em todo e qualquer ambiente; b) criticar, investigar, propor, planejar, executar
e avaliar recursos e produtos de informação; c) trabalhar com fontes de informação de
qualquer natureza.
Mesmo com as competências e habilidades adquiridas durante a sua formação, o
profissional bibliotecário precisará transformá-las em competências, pois essa mudança só
ocorre quando há uma transformação (ação) dos seus conhecimentos, habilidades e atitudes
(CHA) individuais, agregando valor tanto para o indivíduo quanto para organização a qual
está vinculado, entregando assim resultados de qualidade e eficientes.
3.

GESTÃO POR COMPETÊNCIA

Pensar em competitividade organizacional é necessário entender a organização como todo, ou
seja, sua missão, visão, objetivos, produtos, serviços, mas principalmente é necessário
entender o seu recurso humano, ou seja, as pessoas que fazem a organização. Brandão e

�Guimarães (2001) apontam que as pessoas são recursos determinante do sucesso
organizacional, uma vez que as empresas para se tornarem cada vez mais competitivas,
apostam com profissionais altamente capacitados.
A Gestão por Competência surge então como uma ferramenta para que o gestor
reconheça sua organização como um todo, identificando as lacunas existentes e suprindo-as
com recursos e qualificações, buscando assim uma maior competitividade no mercado,
oferecendo produtos e/ou serviços de qualidades para seus clientes e gerando pouco risco de
concorrência.
Para Carbone et al. (2009) a Gestão por Competência tem como objetivo orientar as
empresas nos esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da
organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias à consecução
de seus objetivos. Corrobora Brandão e Guimarães (2001), quando defende que a Gestão por
Competência proporciona uma estratégia empresarial para direcionar e desenvolver as
competências necessárias para alcançar os objetivos da organização.
O gerenciamento dessas competências conforme Araújo Júnior e Martins (2014)
evidenciará uma integração maior entre os vários níveis de atuação da organização e
resultados planejados, dando a oportunidade para que a instituição possa adquirir certa
competitividade perante suas concorrentes.
4.

MATERIAIS E MÉTODO
Esta pesquisa é de abordagem quali-quantitativa, descritiva e exploratória e tem como

instrumento para coleta de dados, o questionário estruturado.
Para elaboração do questionário, a organização das respostas, o controle dos
respondentes e não respondentes, elaboração dos gráficos, foi escolhido o Google Docs, que
se demonstrou o ideal para esse tipo de instrumento.
O questionário é composto por 19 questões, sendo, 6 questões são abertas, porém 4
são de identificação e 2 referentes a temática, e 13 questões fechadas, divididas entre escala
binária (sim e não) e escala Likert (para mensurar a avaliação do respondente). O tempo
médio para responder o questionário varia entre 4 a 7 minutos.
O questionário é composto de duas partes: Parte 1 – Perfil Profissional e Parte 2 –
Perfil Social.

�A parte 1 é composta por 12 questões, que objetiva entender como a gestão por
competência é familiar aos gestores, as questões referem-se sobre o sistema de bibliotecas,
quantidade de bibliotecas gerenciadas, conhecimento do gestor sobre Gestão por
Competência, conhecimento sobre mapeamento de competências, interesse do gestor sobre a
Gestão por Competência.
A parte 2 é composta por 7 questões, que visa conhecer as características do gestor,
como: faixa etária, tempo de gestão, sexo, escolaridade e a última questão refere-se a um
espaço livre para o respondente expressar livremente sobre a pesquisa, ou sobre a temática, ou
fazer críticas, elogios ou sugestões.
Diante da quantidade de universidades federais foi possível chegar até o número de
bibliotecas universitárias federais, que conforme pesquisa em cada uma das universidades,
foram identificadas 639 bibliotecas de universidades federais.
As 639 bibliotecas estão divididas 69 grupos, ou seja, elas fazem parte de um sistema,
rede, biblioteca central ou biblioteca universitária, que as direcionam conforme políticas,
diretrizes, condutas, uniformização de produtos e serviços, e que possuem um gestor a frente
da organização e administração dessas instituições.
Após a identificação dos 69 grupos de bibliotecas foi realizada uma pesquisa exaustiva
dos sites das bibliotecas em busca de informações de contatos, como: nome do gestor(a),
diretor(a) ou coordenador(a) da biblioteca ou sistema ou rede; contato endereço eletrônico (email) e contato telefônico, que após contatos com alguns gestores, ficou confirmado que 4
(quatro) bibliotecas, ainda faziam parte de outro sistema, mesmo constando um
desmembramento, porém ficou decidido trabalhar com a quantidade de 65 bibliotecas
universitárias federais.
4.1

Análise de dados
Para análise de dados, a presente pesquisa adotou a análise de dados quantificáveis,

para as questões fechadas do questionário, sendo que sua mensuração é feita de forma a
quantificar e percentuar as respostas dadas pelos seus respondentes.
Para as questões abertas, onde há a necessidade de uma interpretação e percepção do
que o respondente quis comunicar com suas respostas, foi utilizado como método a Análise de
Conteúdo de Bardin (1977), pois segunda a autora e definição dada por Berelson, a análise de

�conteúdo é “uma técnica de investigação que através de uma descrição objetiva, sistemática e
quantitativa do conteúdo manifesto das comunicações tem por finalidade a interpretação
destas mesmas comunicações” (BARDIN, 2011, p. 42)
Como mencionado anteriormente, as questões abertas, as quais possibilitam a análise e
também a aplicação de inferências, são no total de duas questões, sendo:
Q11

Quais os pontos positivos e negativos verificados após a implantação da Gestão por
Competência?

Q19

Questão livre para deixar uma consideração final sobre gestão por competência, podendo
ser dúvidas, críticas, sugestões, entre outras questões.

As

demais

questões,

totalizando

17

questões

fechadas,

serão

analisadas

quantitativamente, conforme a frequência de aparição do índice utilizado, que no caso foi a
escala de Likert, a qual faz a medição de atitude do respondente, e a escala binária, a qual
mede a frequência de aparição de dois pontos opostos (exemplo: sim ou não; feminino ou
masculino).
A análise das questões fechadas é de fundamental importância para a construção de
conhecimento e comunicação, que juntamente a teoria, dará base fundamentada para fazer
inferência e interpretação das questões abertas, necessário na análise de conteúdo.
5.

RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para a identificação das bibliotecas universitárias federais que adotaram a Gestão por

Competência (GC) foi aplicado o questionário a 65 (sessenta e cinco) gestores de bibliotecas
universitárias federais, e até o momento foram retornados 22 questionários devidamente
respondidos, correspondendo, a 33,84% de respostas.
Os resultados e suas análises serão apresentados conforme a ordem das perguntas do
questionário que está dividido em Parte 1: Perfil Profissional e Parte 2: Perfil Social, onde as
questões abertas serão analisadas utilizando a abordagem de Análise de Conteúdo de Bardin
(1977).
5.1

Perfil Profissional
Os resultados que serão apresentados são relacionados as respostas dos gestores

conforme aplicação e devolução dos questionários.

�Optou-se em identificar primeiramente o perfil profissional dos gestores para que ao
responderem o questionário percebe-se o intuito da pesquisa e também a importância de sua
participação, motivando-os a responder com mais entusiasmo e coerência.
O quadro 1 apresenta resumidamente o perfil dos gestores das bibliotecas
universitárias federais.
Quadro 1 – Perfil Profissional dos gestores de bibliotecas de universidades federais
Categoria
Região

Perfil Profissional dos Gestores
Variável
%
Nordeste
29,4
Norte

23,5

Mais de onze bibliotecas

20,6

Bom conhecimento

44,1

Bem seguido

35,3

Sim

26,5

Não

73,5

Interesse em conhecer um
modelo de mapeamento

Sim

100

Definição Missão, visão e
objetivos

Sim

100

Sim
Na biblioteca toda

77,8
44,4

Apenas em alguns setores

44,4

Identificação de Competências
individuais;
Satisfação Profissional;
Ambiente colaborativo;
Participação dos servidores (não);
Remanejamento dos servidores
(dificuldade)

50

Muito importante

76,5

Responsabilidade por gestor
Conhecimento em GC
GC como modelo seguido na
biblioteca
É realizado mapeamento de
competências

Identificação de lacunas
Aplicação do mapeamento

Pontos positivos após a GC

Pontos negativos após a GC
Importância da discussão
sobre GC em eventos da área

30
30
40
20

Fonte: Dados da pesquisa (2020)

Análise
Regiões com maior número de
universidades federais
Consolidação de sistemas de
bibliotecas ou rede
Gestores atualizados com a
temática
Modelo seguido, porém não na
íntegra
A maioria dos gestores não
fazem o mapeamento de
competências
Todos que não fazem o
mapeamento (73,5%) tem
interesse em conhecer um
modelo
Todos que fazem o mapeamento
(26,5%) tem definido a missão,
visão e objetivos da biblioteca
ou sistema.
Há identificação de lacunas
A aplicação de mapeamento é
feita na biblioteca toda e/ou em
setores.
A maioria aponta pontos
positivos após a implantação da
GC
Há pontos negativos
consideráveis na implantação da
GC
A temática deve ser mais
discutida nos eventos da área

�De acordo com os dados apresentados observa-se que a maioria dos gestores
respondentes são da região nordeste e norte, sendo que a região nordeste é a que possui o
maior número de universidades federais. Os gestores fazem a gestão de uma grande
quantidade de bibliotecas, verificando, portanto, a existência de sistemas de bibliotecas
consolidado, garantindo, assim, uma maior uniformização dos serviços e produtos oferecidos
aos usuários, independentemente da localização da biblioteca, oferecendo qualidade nos
serviços e produtos. A GC é um assunto de conhecimento dos gestores, porém sua aplicação
não é seguida na íntegra. Os que fazem o mapeamento de competências, fazem na biblioteca
toda ou em alguns setores, e os que não fazem, há grande interesse em conhecer um modelo
de mapeamento a ser aplicado. Os que fazem o mapeamento tem clara a definição da missão,
visão e objetivos estratégicos da organização e também identificam lacunas existentes, e que
precisam ser sanadas. Esses gestores identificam pontos positivos após a implantação da GC,
sendo que os mais apontados são: Identificação de Competências individuais; Satisfação
Profissional e Ambiente colaborativo. Os gestores apontam também alguns pontos negativos
como a não participação e envolvimento dos servidores com o projeto e também a dificuldade
de remanejamento dos servidores nos setores que necessitam. Contudo, os gestores
identificam como muito importante a discussão da GC em eventos diversos da área, o qual
possibilitam a atualização de seus conhecimentos e que possam levar a prática para sua(s)
biblioteca(s), inovando e modernizando seu modelo de gestão.
5.2

Perfil Social
Neste momento, a pesquisa objetiva conhecer o perfil pessoal dos gestores, suas

características, escolaridade, faixa etária, entre outros aspectos. O quadro 2 apresenta
resumidamente o perfil dos gestores.
Quadro 2 – Perfil profissional dos gestores de bibliotecas universitárias
(continuação)
Categoria
Faixa etária
Tempo de gestão
Sexo
Graduação
Modalidade de pósgraduação

Perfil Profissional dos Gestores
Variável
41 e 50 anos
1 e 4 anos
Feminino
Masculino
Biblioteconomia
Especialização

%
44,1
44,1
55,9
44,1
100
58,8

Análise
“Meia idade”
Pouco experiente
Predominância das mulheres
Todos bibliotecários (as)
Predominância da
especialização

�(conclusão)
Categoria
Área da pós-graduação

Opinião sobre GC

Perfil Profissional dos Gestores
Variável
Ciência da Informação
Administração
Educação
Importância da GC
Dificuldade de implantação em órgãos
públicos

%
35,3
29,4
23,5
61,5
38,4

Análise
Três áreas importantes

Categorias mais citadas

Fonte: Dados da pesquisa (2020)

De acordo com os dados apresentados, a maioria dos gestores de bibliotecas
universitárias federais é um gestor de “meia idade” entre 41 e 50 anos, está no primeiro
mandato de gestão, de 1 e 4 anos no cargo, predominantemente do sexo feminino,
bibliotecário (a) de formação, com curso de especialização, nas áreas da Ciência da
Informação, Administração ou Educação, e acreditam na importância da Gestão por
Competência nas organizações, porém encontram dificuldades para sua implantação, uma vez
que a universidade é um órgão público e que há muitas barreiras para serem derrubadas para
alcançar um modelo diferente de gestão.
6.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa teve como objetivo “Analisar os tipos de Gestão por Competência

existente na literatura e identificar se esta é o tipo de gestão aplicada nas bibliotecas
universitárias federais”.
De acordo com o primeiro objetivo específico, “Identificar as bibliotecas que adotaram
a GC como modelo de gestão”, foi possível perceber que a GC não é seguida pela maioria das
bibliotecas, pelo menos não na íntegra, sendo que alguns gestores fazem uso de alguns
procedimentos da GC, mas não como um projeto de gestão de início ao fim, visando orientar
seus esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis de organização
(individual, grupal e organizacional), as competências necessárias à consecução de seus
objetivos. (CARBONE, 2009).
O segundo objetivo específico, “Identificar os pontos positivos e negativos ao se
adotar a GC”, foi apontado pelos gestores e foram categorizados os pontos positivos como:
Identificação das competências individuais; Satisfação profissional e Ambiente Colaborativo.
Os gestores respondentes acreditam na importância da implantação da GC na
organização e entendem que sua implantação proporciona muitos benefícios tanto para
organização quanto para os seus colaboradores, porém eles admitem dificuldades em sua

�implantação também, e apontaram os seguintes pontos negativos: Não participação dos
servidores e a Dificuldade no remanejamento dos servidores.
Os gestores mencionam a dificuldade em fazer com que muitos servidores se
envolvam em um projeto como GC, não tendo interesse em participar e colaborar com o
projeto, assim também, relatam a dificuldade de remanejamento de servidor, quando tenta-se
alocar o colaborador conforme seus atributos e a necessidade da organização, por falta de
servidores, deixando alguns setores descoberto quando esse remanejamento é planejado.
O terceiro objetivo específico, “Analisar os métodos e técnicas de mapeamento de
competências existentes”, foi alcançado em partes, pois não foi possível identificar os
métodos e técnicas, mas sim como esse mapeamento é realizado.
Há na literatura muitos trabalhos referentes ao mapeamento de competências de
gestores, ou de um profissional específico, havendo poucas pesquisas abordando a
identificação das competências de todos os colaboradores, portanto, nesse estudo foi possível
identificar como é realizado esse mapeamento.
O mapeamento da biblioteca toda e em setores específicos foram as categorias que
mais foram apontadas, ou seja, há uma preocupação em inserir todos os colaboradores nesse
mapeamento, ou começando por um setor específico e ampliando futuramente para todos os
setores da biblioteca.
REFERÊNCIAS
AMARAL, R. M. Desenvolvimento e aplicação de um método para o mapeamento de
competências em Inteligência Competitiva. 2006. Dissertação (Mestrado) – Centro de
Ciências Exatas e de Tecnologia, Universidade Federal de São Carlos, 2006.
ARAÚJO JÚNIOR, J. A.; MARTINS, I. Gestão por competência na administração pública:
uma análise bibliométrica a partir do Decreto Lei 5.707/2006. Revista Gestão da Org., v. 12,
n. 2, p.153-162, 2014.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
BOYATZIS, R. E. The Competent Manager: a model for effective performance. New York:
John Wiley and Sons, 1982.

�BRANDÃO, H. P.; GUIMARÃES, T. de A. Gestão de competências e gestão de
desempenho: tecnologias distintas ou instrumento de um mesmo constructo? RAE-Revista de
Administração de Empresas, v. 41, n. 1, p. 8-15, jan-mar 2001. Disponível em:
https://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/10.1590_S0034-75902001000100002.pdf.
Acesso em: 15 set. 2020.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura (MEC). Diretrizes curriculares para os cursos
de biblioteconomia. Brasília: MEC, 2002. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0492.pdf. Acesso em: 23 mar. 2020.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Guia da Gestão por
Capacitação por Competências. Brasília: SEGEP, 2013.
CARBONE, P. P. et al. Gestão por competências e gestão do conhecimento. 3. ed. Rio de
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              <text>A presente pesquisa visa identificar se as bibliotecas universitárias federais utilizam algum modelo de gestão visando a competência. A pesquisa é quali-quantitativa, descritiva e exploratória. Através de questionário aplicado à 65 gestores de bibliotecas universitárias federais, sendo que foram retornados 34 questionários devidamente respondidos, correspondendo à 52,30% de respostas, foi possível identificar que: A gestão por competência é um assunto de conhecimento dos gestores, porém sua aplicação não é seguida na íntegra. O mapeamento de competências é feito na biblioteca toda ou em alguns setores, e gestores que não fazem, há grande interesse em conhecer um modelo de mapeamento a ser aplicado. Os que fazem o mapeamento tem clara a definição da missão, visão e objetivos da organização e identificam lacunas existentes. Os pontos positivos mais apontados: Identificação de Competências individuais, Satisfação Profissional e Ambiente colaborativo, e os pontos negativos, a Não participação e envolvimento dos servidores com o projeto e também a Dificuldade de remanejamento dos servidores nos setores que necessitam. Contudo, os gestores apontam a importância de mais discussão sobre a temática. O gestor é de “meia idade” entre 41 e 50 anos, com 1 e 4 anos na gestão, predominantemente do sexo feminino, bibliotecário (a) de formação, com curso de especialização, nas áreas da Ciência da Informação, e acreditam na importância da Gestão por Competência nas organizações, porém encontram dificuldades para sua implantação, uma vez que a universidade é um órgão público e que há muitas barreiras para serem derrubadas para alcançar um modelo diferente de gestão.</text>
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