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                  <text>Eixo: Inovações
A INOVAÇÃO EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO E A “BIBLIOTECA DAS COISAS”: O
CASO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS
INNOVATION IN INFORMATION SERVICES AND THE “LIBRARY OF THINGS”: THE CASE
OF BRAZILIAN UNIVERSITY LIBRARIES
Diego Leonardo de Souza Fonseca1
Francisco Carlos Paletta2

Resumo: Tem como objetivo analisar algumas iniciativas de inovação a partir da implementação do serviço
informacional “bibliotecas das coisas” em bibliotecas universitárias brasileiras, com base nas perspectivas do
consumo colaborativo, da economia compartilhada e da sustentabilidade organizacional. Trata-se de uma pesquisa
descritiva e exploratória com base em uma abordagem qualitativa, cujo percurso da pesquisa foi divido em duas
etapas: levantamento da literatura cientifica a partir da pesquisa bibliográfica e levantamento de informações
através da ferramenta Google Trends para recuperar informações sobre bibliotecas universitárias que desenvolvem
a “biblioteca das coisas” como serviço informacional no Brasil. Identificaram-se quatro bibliotecas universitárias
que desenvolvem a “biblioteca das coisas” como serviço de informação no seu planejamento de atividades:
Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina, Biblioteca Universitária da Universidade do
Estado de Santa Catarina, Biblioteca da Universidade Feevale e a Biblioteca Universitária da Unochapecó.
Discutiu-se na pesquisa a inovação em serviços de informação a partir da adoção da “biblioteca das coisas” como
uma prática de fomento ao consumo colaborativo, a economia compartilhada e a sustentabilidade organizacional
no contexto do planejamento de atividades das bibliotecas universitárias brasileiras analisadas. Foi possível
concluir que essas iniciativas são consideradas inovações em serviços de informação, cujas propostas inovadoras
estão alinhadas aos princípios da economia compartilhada, do consumo colaborativo e da sustentabilidade
organizacional.
Palavras-chave: Inovação em serviços de informação. Biblioteca das coisas. Bibliotecas universitárias. Economia
compartilhada. Consumo colaborativo.
Abstract: Its objective is to analyze innovation initiatives from the implementation of the information service
"libraries of things" in Brazilian university libraries, based on the perspectives of collaborative consumption,
shared economy and organizational sustainability.This is a descriptive and exploratory research based on a
qualitative approach, whose research path was divided into two stages: survey of scientific literature from the
bibliographic research and information gathering through the Google Trends tool to retrieve information about
university libraries that develop the "library of things" as an information service in Brazil. Four university libraries
that develop the "library of things" as an information service in their planning activities were identified:
University Library of the Federal University of Santa Catarina, University Library of the Santa Catarina State
University, University Library of Feevale and the University Library of Unochapecó. The research discussed the
innovation in information services from the adoption of the "library of things" as a practice to promote
collaborative consumption, the shared economy and organizational sustainability in the context of activity
planning of the Brazilian university libraries analyzed. It was possible to conclude that these initiatives are
1
2

Doutorando em Ciência da Informação. Universidade Estadual de Londrina. diego.leonardo@uel.br
Doutor em Tecnologia Nuclear. Universidade Estadual de Londrina. fcpaletta@gmail.com

�considered innovations in information services, whose innovative proposals are aligned with the principles of
shared economy, collaborative consumption and organizational sustainability.
Keywords: Innovation in information services. Library of things. University libraries. Sharing economy.
Collaborative consumption.

1 INTRODUÇÃO
A busca pela competitividade no atual cenário mercadológico global vem estimulando as
organizações a desenvolverem ações estratégicas orientadas para melhorar o oferecimento de seus
serviços e produtos, a fim de atender, com maior grau de qualidade, as necessidades dos seus clientes.
Observa-se, no contexto da competitividade de mercado, uma remodelação na proposta de
oferecimento de serviços, em que as organizações vêm priorizando a adoção de ações mais orientadas
para a inovação centrada no consumidor.
Compreende-se que as unidades de informação estão cada vez mais imersas no processo de
competitividade organizacional dos ecossistemas de inovação, tendo em vista que a informação é um
insumo que agrega um alto valor na construção do capital intelectual. Não obstante, pensar no
conceito de inovação em ambientes organizacionais, que desenvolvem suas ações estratégicas a partir
do uso da informação, é observar a necessidade de inovação como parte integrante da realidade atual.
Compreende-se, portanto, que inovar não é uma questão meramente estratégica de posicionamento de
mercado, mas trata-se de uma tática de sobrevivência mercadológica.
No contexto organizacional das bibliotecas, o aprimoramento de estratégias de gestão para
analisar tendências de mercado também devem ser desenvolvidos, principalmente no que se refere aos
estudos de usuário e de marketing. Deve-se salientar, ainda, a centralização das análises sobre a
percepção da tendência social das bibliotecas, centrada no usuário, e sobre o eixo de serviços
informacionais baseado na disseminação de produtos não tradicionais, como a “biblioteca das
coisas”.
Diante do exposto, objetiva-se analisar algumas iniciativas de inovação a partir da
implementação do serviço informacional “bibliotecas das coisas” em bibliotecas universitárias
brasileiras, com base na perspectiva do consumo colaborativo e da economia compartilhada. Como
contribuição, a pesquisa busca fomentar as discussões sobre o movimento da “biblioteca das coisas”
como um caminho viável de inovação em unidades de informação.
2 INOVAÇÃO

�De acordo com Schumpeter (1988), o termo “inovação” diz respeito a uma exploração ou a
um processo de geração de novas ideais a partir da identificação de uma necessidade de aplicação. Em
suma, o conceito de inovação pode ser definido a partir da complexidade dos fenômenos de
investigação em que se propõe um contexto de mudança. Há, basicamente, quatro linhas de pesquisa
sobre a inovação no cenário acadêmico: processos de inovação, contexto organizacional, perspectivas
teóricas e os atributos de inovação (WOLFE, 1994).
A Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento – OCDE, por meio do
Manual de Oslo (2005, p.50), define a inovação como “um novo ou relevante recurso para a empresa,
com o intuito de reafirmar uma posição competitiva”. Nesse sentido, compreende-se que a inovação
possui uma relação direta com a estratégia de gestão e planejamento da organização, estando no cerne
da mudança econômica e na remodelação dos padrões de desenvolvimento de novos serviços e
produtos.
Observando as interações e as relações da inovação com o mercado e o cenário
organizacional, pode-se inferir que o contexto de aplicação da inovação está inserido em um
complexo ambiente de agentes que compartilham entre si uma rede de relações: os ecossistemas de
inovação. De acordo com Teixeira et al (2015), um ecossistema de inovação pode ser definido como
um conjunto de interações e relações que influenciam o contexto e a dinâmica dos sistemas de criação
e co-criação em um determinado mercado.
Paralelo aos fluxos de interações que ocorrem na composição dos ecossistemas de inovação,
observa-se que, dentre os principais insumos de produção, está a informação. Segundo Castells
(1999), a denominada “nova economia” ou “economia da informação” refere-se aos diversos
domínios de atuação da informação no campo da ciência, da tecnologia e da inovação – o CT&amp;I.
Logo, compreende-se que a informação é um ativo de inovação, pois ela viabiliza o processo de
criação de novos serviços e produtos para atender a diferentes demandas.
2.1 INOVAÇÃO EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO
Para definir a inovação em serviços, é imprescindível compreender o conceito de serviço. De
acordo com Kotler e Keller (2006), serviço é qualquer ação ou ato, essencialmente intangível, que
resulta em um oferecimento de algo ou prestação do seu resultado para atender a uma determinada
demanda. Para Rozados (2006), os serviços ofertam a um consumidor o usufruto do seu conteúdo,
seja por meio da prestação, do acesso ou do uso momentâneo. Pode, ainda, referir-se a uma tipologia

�de serviço que almeja garantir que a informação requerida pelo consumidor seja disponibilizada, a fim
de preencher uma lacuna de conhecimento.
Segundo abordam Zaninelli, Nogueira e Horimi (2019), a estrutura da inovação em serviços
de informação pode ser contextualizada no ambiente de uma biblioteca (unidade de informação), que
precisa organizar o seu setor de serviços para atender ao usuário a partir do uso de estratégias de
inovação, com a finalidade de satisfazer as necessidades dos seus usuários.
Desse modo, compreende-se que a inovação em serviços no contexto da informação está
atrelada, sobretudo, à necessidade do usuário-consumidor, ao passo que a garantia do acesso e uso
desse serviço deve permitir uma experiência e, consequentemente, uma satisfação de sua
desejabilidade em consumir um determinado serviço ou produto informacional. A Figura 1 busca
ilustrar o processo cíclico de inovação em serviços de informação:
Figura 1 – Processo cíclico de inovação em serviços de informação

Necessidades
do consumidor
Unidades de
informação
Estratégias de
inovação

Novas
desejabilidades

Experiências
de consumo

Tendência de
consumo

Fonte: Elaborada pelos autores

No processo de inovação em serviços de informação, as unidades de informação devem
analisar e acompanhar, orbitando de maneira holística e estratégica, todo o encadeamento cíclico de
construção da demanda informacional do seu usuário/consumidor, orientando a sua atenção,
principalmente, para as estratégias de inovação. É o que Passos et al (2016) observam como a
necessidade de garantir com que o usuário da informação obtenha uma experiência desejável de
consumo, o que tende a gerar um maior grau de relacionamento e confiança com a organização que o
forneceu o serviço de informação.

�A inovação em serviços de informação, conforme argumenta Rozados (2006), deve contribuir
para melhorar os processos organizacionais, a fim de agregar valor à criação de serviços e produtos
informacionais. Sendo assim, alude-se que o processo de criação de valor para a geração de novas
ideias, no contexto dos serviços de informação, deve levar em consideração a identificação das
necessidades dos consumidores da informação e a garantia de acessibilidade desse serviço.
Passos et al (2016) analisam que o processo de inovação em serviços de informação deve
priorizar, além da criatividade, a qualidade e o engajamento dos consumidores da informação, a fim
de que seja garantida a experiência do usuário. Logo, compreende-se que o processo de inovação em
serviços de informação deve estar centrado nas experiências e na desejabilidade do usuário quanto ao
tipo de informação que ele busca satisfazer as suas necessidades de consumo da informação.
3 “BIBLIOTECA DAS COISAS”
Por séculos, as bibliotecas foram tradicionalmente observadas como espaços de
oferecimento de serviços e produtos, cujo insumo principal do seu rol de atividades era o material
bibliográfico, em especial, o livro. Conforme argumenta Milanesi (2002), a biblioteca é um espaço
que surgiu, historicamente, como um local que armazena e disponibiliza livros e obras
bibliográficas para a consulta do leitor. A etimologia “biblion – livro” e “theca– depósito”
representa bem a sua origem histórica.
Milanesi (2002), argumenta que a biblioteca evoluiu como suporte, missão e representação
social. A evolução das bibliotecas, tanto como espaço de interação e disseminação, como de
produção e compartilhamento de informação e conhecimento, possibilitou o surgimento de novos
conceitos sobre criação e oferecimento de serviços e produtos, observando o usuário da informação
como o objeto central nesse novo processo de uso e apropriação da informação.
Queiroz (2017) discute sobre o surgimento de uma nova tendência na concepção de
biblioteca no que tange à disponibilização de serviços e produtos: a economia compartilhada e o
consumo colaborativo. O movimento “Library of things” (Biblioteca das coisas) surgiu
originalmente no Canadá, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, mais especificamente
na Inglaterra, em Londres. Uma das primeiras iniciativas de implantação desse serviço foi realizada
pela Biblioteca Pública de Sacramento, na Califórnia (EUA), que passou a incluir o empréstimo de
materiais de costura, videogames, scanners 3D e até instrumentos musicais em seu acervo
(JOHNSON, 2016).

�Outra iniciativa que representa bem esse movimento ocorreu na Biblioteca Pública de
Londres, que, após realizar uma campanha de crowdfunding3 em 2014, conseguiu implementar a
atividade de empréstimo de diversos materiais, tais como: vaporizador de papel, churrasqueiras,
bicicletas, kits de ferramentas, materiais de escritório, equipamentos de jardinagem, dentre outros
materiais (JOHNSON, 2016). Nota-se que, entre as características que representam a ideia de
inovação da “biblioteca das coisas” como serviço, destaca-se a sua relação com as necessidades do
usuário: ela pode atender a diferentes demandas.
O movimento da “biblioteca das coisas” caracteriza-se por acompanhar o cenário das novas
tendências de consumo e comportamento de consumidores, observando que as bibliotecas são
espaços que podem ofertar produtos não convencionais para atender a demandas que, geralmente,
não são disponibilizadas em bibliotecas tradicionais (QUEIROZ, 2017). Logo, a “biblioteca das
coisas” é um serviço de informação que pode ser representado por meio do tripé: economia
compartilhada, consumo colaborativo e sustentabilidade organizacional.
No Brasil, esse movimento foi influenciado pelas iniciativas das bibliotecas públicas
estrangeiras e pela mudança de comportamento do usuário, sendo adotado, principalmente, pelas
bibliotecas universitárias. Algumas iniciativas nas bibliotecas brasileiras, como na Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Biblioteca Central da
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), podem ser observadas como um caminho
viável para a adoção dessa inovação em serviços de informação, compreendendo que a biblioteca
deve direcionar o seu olhar estratégico para as tendências sociais de comportamento do seu usuário
e para as novas necessidades de consumo da informação, independente do seu formato.
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória com base em uma abordagem qualitativa.
Quanto aos procedimentos, optou-se por uma pesquisa bibliográfica, a partir do acesso à literatura
científica sobre os temas abordados: “Biblioteca das coisas” e “Inovação em serviços de
informação”. Todo o processo de investigação foi realizado por meio de comunicação remota:
acesso ao atendimento virtual das bibliotecas, disponibilizado nos websites das instituições
(síncrona e assíncrona), e pelo contato direto por meio dos canais de comunicação digital: redes
sociais e serviços de mensagens instantâneas.

3

Financiamento coletivo.

�O percurso da pesquisa foi definido a partir de duas etapas. Na primeira etapa foi realizada
uma busca avançada na Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da
Informação (BRAPCI) com os termos “Biblioteca das coisas - Brasil” e “Bibliotecas
universitárias”. Foi recuperado um relato de experiência na BRAPCI. Na segunda etapa, foi
realizado um levantamento de informações através da ferramenta Google Trends4 para recuperar
informações a partir do uso dos termos: “Biblioteca das coisas”, “Brasil”, “Economia
compartilhada” e “Consumo colaborativo”. Nesse levantamento, foram localizados três sites
institucionais de bibliotecas universitárias que apresentavam o uso do serviço.
A partir do processo de coleta, foram identificados quatro exemplos de aplicação do serviço
“Biblioteca das coisas” em bibliotecas universitárias brasileiras. Para ser considerado um case de
sucesso, três elementos-chave foram considerados: identificação do problema, solução da proposta
e resultados alcançados (SEBRAE, 2017).
Como instrumento de coleta de dados, foi aplicado um questionário via Google Forms5
junto aos bibliotecários responsáveis pela coordenação do serviço. Com base em suas respostas, foi
realizada uma analise qualitativa sobre os seguintes aspectos: processo de implementação do
serviço, impactos observados na comunidade, estudo prévio de necessidades da comunidade e a
tipologia dos materiais oferecidos para empréstimo na biblioteca. O questionário foi aplicado entre
os dias 13 e 20 de maio de 2021.
5

A

“BIBLIOTECA

DAS

COISAS”

EM

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS

BRASILEIRAS
Algumas bibliotecas brasileiras, em especial as bibliotecas universitárias, vêm adotando a
“biblioteca das coisas” como um serviço informacional inovador no seu planejamento estratégico de
oferecimento de serviços e produtos para os seus usuários. A implementação desse serviço tende a
romper com a cultura tradicional da biblioteca quanto ao fornecimento de materiais para acesso.
Para além da prática inovadora de promover o acesso a materiais não bibliográficos, o incentivo ao
consumo colaborativo e à economia compartilhada promovem a inserção da biblioteca em um
contexto social mais sustentável.

4
Produto desenvolvido pela Google, capaz de coletar um determinado tema citado demasiadamente em uma área a
partir da realização de buscas combinadas ou buscas simples.
5
Produto desenvolvido pela Google para gerenciar pesquisas e coletar informações por meio de questionários em
formulários.

�De acordo com Nunes e Carvalho (2016), as bibliotecas universitárias podem ser
identificadas e caracterizadas como espaços de organização, tratamento e difusão da informação e
do conhecimento com o objetivo precípuo de atender a comunidade universitária juntamente com o
seu entorno. Entende-se, a partir dessa perspectiva, as bibliotecas universitárias como ambientes de
fomento de produção e de geração de novas ideias para implementação de novos serviços e
produtos, a fim de acompanhar a evolução do seu usuário. Para essa pesquisa, foram analisadas
bibliotecas universitárias que já desenvolvem a “biblioteca das coisas” como serviço de informação
no planejamento de atividades da biblioteca. Deve-se pontuar que se compreendeu as bibliotecas
analisadas nesse estudo como cases de sucesso quanto a inovação a partir desse serviço de
informação.
A estrutura do questionário aplicado junto aos bibliotecários foi composta pelas seguintes
perguntas:
P1: “A equipe da biblioteca se inspirou em alguma iniciativa para implementar a ‘biblioteca
das coisas’? Se sim, qual(is)?”
P2: “Em qual ano foi implementado o serviço na biblioteca?”
P3: “Quais os principais objetos e utensílios que a biblioteca oferece como empréstimo para os
usuários? Pode citar os que são mais emprestados”
P4: “Foi realizado um estudo prévio com a comunidade para a conhecer as suas necessidades e
demandas, antes da implementação do serviço?”
P5: “Foi possível observar algum impacto na mudança de comportamento do usuário a partir
da implementação do serviço? Se sim, qual(is) mudança(s)?”
As identificações P1, P2, P3, P4 e P5 foram utilizadas para mencionar as análises abaixo.
5.1 BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (BU/UFSC)
A Biblioteca Professor Silvio Coelho dos Santos (Biblioteca Central – UFSC) faz parte da
estrutura administrativa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e, em 1968, com a
consolidação do Campus Universitário, foi criada com a finalidade de reunir os acervos de diversas
faculdades: Direito, Ciências Econômicas, Farmácia, Odontologia, Medicina, Filosofia, Serviço
Social e Engenharia Industrial. A partir do final da década de 70 e inicio da década de 80, a
BC/UFSC passou a consolidar com a comunidade universitária a prestação de serviços e a
centralização dos acervos das bibliotecas da universidade, permitindo o aumento das Bibliotecas
Setoriais e expandido os serviços de informação para a comunidade (BU/UFSC, 201-?).

�A BC/UFSC é uma unidade que atende a diferentes demandas informacionais da
comunidade universitária, podendo ser caracterizada como uma biblioteca multidisciplinar. Além da
consulta local, empréstimo domiciliar e o serviço de referência, ela também disponibiliza serviços
específicos, tais como: empréstimo local de notebook, orientação de estágios, projetos de extensão,
indexação de artigos de periódicos, espaço de inclusão digital, ambiente de acessibilidade
informacional (AAI), dentre outros (BU/UFSC, 201?).
Conforme relatado pela bibliotecária responsável, esse processo de oferecimento de serviços e
produtos de informação também possibilitou à BC/UFSC o oferecimento de um serviço
informacional que buscou atender a uma demanda com acesso a materiais não bibliográficos – o
serviço da “biblioteca das coisas”.
Com base na P1 e na P2, a bibliotecária responsável relatou que o serviço foi implementado
em 2018, sendo inspirado em iniciativas observadas no Brasil e no exterior, bem como na tendência
de consumo dos usuários. Com base na P3, ela relatou que a biblioteca da BC/UFSC disponibiliza
no acervo da “biblioteca das coisas”: calculadora, notebooks, equipamentos de tecnologia assistiva
para leituras, jogos de tabuleiro, adaptador, carregador de celular, tablets e similares, dentre outros
objetos.
Com base na P4, foi relatado que, referente a realização de estudo prévio com a comunidade
para o reconhecimento das demandas informacionais, não houve a realização de um estudo dessa
natureza ou qualquer outro levantamento prévio antes de implementar o serviço.
Com base na P5, foi relatado que a biblioteca conseguiu observar um impacto de
comportamento após a implantação do serviço. Relatou-se que, apesar da aceitação pela
comunidade, o serviço ainda está em fase de aperfeiçoamento, principalmente quanto a divulgação
junto a comunidade. Também foi relatado sobre as dificuldades apresentadas sobre a demanda por
materiais, que é quase que exclusiva por tecnologias. De acordo com a bibliotecária responsável
pelo serviço, é necessário ampliar o nicho de materiais para outros tipos de utensílios.
Posto isto, considerou-se que o serviço da “biblioteca das coisas” desenvolvido pela
BU/UFSC pauta-se como um caso de sucesso, visto que ela apresentou uma solução proposta para
ampliar o oferecimento de novos materiais no acervo da biblioteca por meio do serviço. Ademais, o
impacto observado na mudança de comportamento dos usuários, conforme relatado, trata-se dos
resultados alcançados a partir da implementação do serviço, orientado principalmente para o
incentivo da cultura de economia compartilhada e consumo colaborativo na biblioteca.
5.2 BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA (UDESC)

�A Biblioteca Universitária da Universidade do Estado de Santa Catarina – BU (UDESC) é
um órgão suplementar da UDESC vinculada ao Gabinete do Reitor e compõe, juntamente com
outras dez (10) bibliotecas setoriais, uma rede descentralizada que oferece serviços de informação,
tendo a BU/UDESC como coordenadora técnica. O acervo das bibliotecas é composto por materiais
bibliográficos e técnicos que atendem aos cursos de graduação e pós-graduação: livros, teses,
dissertações, mapas, CD-ROM, DVD, bases de dados, e-books, peças de teatro, dentre outros
(UDESC, 201-?).
O sistema de funcionamento e operacionalização da BU/UDESC é descentralizado, no qual
as bibliotecas setoriais junto com a BU/UDESC adotam um padronizado e cooperativo,
principalmente a partir do processo de informatização e com o investimento em recursos de
ampliação do espaço digital e físico na universidade (UDESC, 2016). A BU/UDESC, dentro da sua
estrutura sistêmica, oferece os seguintes serviços: visitas guiadas, serviço de assessoria para
periódicos científicos, comutação bibliográfica, verificação de plágio, atribuição de DOI,
normalização e levantamento bibliográfico, empréstimo entre instituições e a biblioteca das coisas.
Com base na P1, foi informado que o serviço “Biblioteca das Coisas” da BU/UDESC foi
implantado em 2017 a partir do oferecimento inicial do serviço de empréstimo, porém somente no
ano de 2020 ela foi institucionalizada por meio da Instrução Normativa nº 05/2020. Ela tem o
objetivo de oferecer aos alunos e servidores (ativos e inativos) o empréstimo de objetos com a
finalidade de promover e estimular a cultura do compartilhamento.
De acordo com a P2, foi informado que a inspiração para a implantação do serviço veio da
Biblioteca Prof.ª Oneida Belusso da Unochapecó, que já havia implementado um serviço dessa
natureza. A partir da P3, informou-se que o acervo do serviço “Biblioteca das Coisas” da
BU/UDESC é composto por: kit de notebook, tablets e similares, guarda-chuva, régua, fones de
ouvido, canetas, carregadores de celular, dentre outros.
Com base na P4, foi explicado que a BU/UDESC não realizou nenhum estudo prévio para a
identificação das necessidades informacionais, tendo então optado somente por construir o seu
acervo de objetos a partir do processo de observação das necessidades no atendimento cotidiano aos
usuários. Sobre a P5, foi relatado que o serviço atraiu um público diferente para a biblioteca,
ampliando o número de usuários, com destaque para a ampliação das doações de itens para a
biblioteca com a intensificação da ideia de economia compartilhada na divulgação do serviço.
Dessarte, foi observado que o serviço “Biblioteca das Coisas” da BU/UDESC se caracteriza
como um caso de sucesso. Apesar de não realizar um estudo prévio com a comunidade para

�identificar as necessidades informacionais dos usuários, ela conseguiu observar resultados a partir
da ampliação do serviço para outros tipos de usuários (potenciais), além da adesão pela comunidade
identificada pela realização das doações de objetos para o acervo, tratando-se aqui do incentivo a
cultura da economia compartilhada e consumo colaborativo, sendo então uma prática que incentiva
a sustentabilidade organizacional.
5.3 BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE FEEVALE
A Biblioteca Feevale faz parte da Universidade Feevale, localizada no Estado do Rio Grande
do Sul, sendo composta por três (03) unidades físicas: a Biblioteca Gastão José Spohr – campus I
(CI), a Biblioteca Paulo Sérgio Gusmão – campus II (CII) e a Biblioteca do campus III (CIII). Ela
integra todo o processo de gestão do acervo bibliográfico, técnico e cultural da universidade,
disponibilizando os seguintes serviços: acesso e divulgação do acervo, tratamento técnico, acesso
físico e virtual do acervo, capacitações, visitas guiadas, empréstimo entre bibliotecas, empréstimo
domiciliar e a Biblioteca das coisas (UNIVERSIDADE FEEVALE, 201-?).
Foi informado, com base na P1 e na P2, que o serviço da “Biblioteca das Coisas” na
Universidade Feevale foi implantado em 2015, porém já em 2013 em um projeto denominado
“Moda em Produção da Universidade”, vinculado ao Curso de Moda, a ideia já havia sido
inicialmente desenvolvida para atender a um projeto de fomento a socialização e responsabilidade
do trabalho em grupo para produzir bolsas e vestimentas. Sendo assim, ela pode ser apontada como
uma das bibliotecas universitárias precursoras na implementação do serviço de “biblioteca das
coisas” no Brasil.
De acordo com os bibliotecários, o objetivo do serviço foi de, inicialmente, atender a
demandas de acesso a materiais que não poderiam ser localizados na biblioteca, tendo depois
aperfeiçoado para as necessidades locais mais pontuais. Com base na P3 foi relatado que o acervo
oferece os seguintes objetos para empréstimo: sacola retornável, guarda-chuva, notebook, cabos e
carregadores USB e adaptadores de tomada.
Com base na P4, foi informado que a biblioteca não realizou nenhum estudo prévio com a
comunidade. Em relação a P5, foi informado que foi possível identificar o impacto do serviço na
mudança de comportamento dos usuários, que passaram a emprestar os objetos na biblioteca com
maior frequência, além também de ser possível ter observado um aumento na doação desses
materiais para o acervo.

�Identificou-se que os resultados e experiências observados com a implementação da
“Biblioteca das coisas” na Universidade Feevale foi apresentado no Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), no ano de 2019, por meio do
relato de experiência intitulado de “Biblioteca das coisas no contexto universitário: a experiência
da Biblioteca Feevale6”.
Assim sendo, foi possível considerar que o serviço “biblioteca das coisas” desenvolvido pela
Biblioteca da Universidade Feevale se caracteriza como um caso de sucesso. Observou-se que,
apesar de não ter sido realizado um estudo preliminar com a comunidade, o serviço foi originado
com base em um projeto de fomento a sustentabilidade, que serviu de base para a implementação do
serviço.
Quanto aos resultados alcançados, a identificação dos impactos de mudança do
comportamento dos usuários e a aderência dos usuários ao serviço, influenciou no aumento das
doações de materiais e no nº de empréstimos de materiais, caracterizando-se aqui uma influência na
cultura de economia compartilhada e consumo colaborativo na biblioteca.
5.4 BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE UNOCHAPECÓ
A Biblioteca Prof.ª Oneida Belusso integra a estrutura administrativa da Universidade
Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó. Ela está localizada no campus Chapecó e atende a
comunitária universitária e, também, a comunidade externa da região. Dentre os seus serviços e
produtos, ela oferece: acesso ao usuário, levantamento bibliográfico por meio do COMUT, acervo
online, guia do usuário, acesso aos portais de periódicos, acesso as bases de dados e bibliotecas
digitais, e a Biblioteca das coisas (UNOCHAPECÓ, 201-?).
Com base na P1 e na P2, foi informado que o serviço “Biblioteca das Coisas” foi introduzido
informalmente para teste em 2018, porém foi implantado oficialmente em 2019. A proposta do
serviço foi inspirada em cases de bibliotecas no Brasil e no exterior que implementaram como
tendência de inovação.
De acordo com a P3, informaram que o acervo do serviço é composto dos seguintes materiais:
chromebooks, guarda-chuvas, carregadores de celular, notebook, ecobags, mouse, fones de ouvido,
óculos para realidade virtual, dentre outros. Com base na P4, foi inforado que a biblioteca realizou um

6

Publicação nos Anais do CBBD, 2019: https://portal.febab.org.br/anais/article/view/2284

�estudo prévio de necessidade da comunidade para implementar o serviço, sendo possível identificar as
demandas iniciais para construir o acervo.
No que se refere a P5, foi relatado que os impactos observados após a implantação se
concentraram, principalmente, no comportamento dos usuários quanto a economia compartilhada e ao
consumo compartilhado, motivados pela política de multas da biblioteca, no qual o atraso na
devolução das obras pode ser substituído pela doação de objetos para o acervo, o que estimula o
usuário a coparticipar e contribuir na consolidação do serviço.
Outro aspecto relatado foi a ampliação do acesso ao acervo para os alunos de baixo poder
aquisitivo da universidade, que não possuem condições financeiras para adquirir determinados
equipamentos, no qual por meio da economia compartilhada houve a possibilidade do uso desses
utensílios na biblioteca.
Isto posto, observou-se que a Biblioteca Prof.ª Oneida Belusso pode ser caracterizada como
um case de sucesso quanto a implementação do serviço “biblioteca das coisas” no seu planejamento
de atividades. A realização do estudo preliminar com a comunidade para identificar as demandas
informacionais foi uma etapa fundamental para planejar o acervo. O impacto observado quanto a
adesão da comunidade no empréstimo dos objetos pode ser configurada como um incentivo à cultura
da economia compartilhada e do consumo colaborativo, visto que os usuários categorizados pela
biblioteca como “alunos de baixo poder aquisitivo” pôde ter acesso a equipamentos disponibilizados
pela biblioteca. Aponta-se, nesse caso, o claro cumprimento do exercício da biblioteca como uma
organização de fomento a prática de inclusão social.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O contexto da inovação em bibliotecas pode ser ilustrado pelas iniciativas de implementação
e desenvolvimento de ações inovadoras com fomento a serviços e produtos informacionais que
atendam às necessidades do usuário. Pensar em inovação nas unidades de informação, hoje,
significa investir em um planejamento a longo prazo para otimizar o posicionamento estratégico da
organização frente ao cenário social, ambiental e econômico.
As bibliotecas universitárias têm se destacado em algumas iniciativas de inovação em
serviços de informação, principalmente no âmbito da tecnologia, da responsabilidade social e da
sustentabilidade organizacional. Como foi apresentado no estudo, a “biblioteca das coisas” pode ser
observada como uma inovação em serviços de informação a partir do contexto social na qual a
biblioteca está inserida. Compreende-se que o objetivo da sua adoção, como prática de serviço por

�bibliotecas tradicionais, está envolto em um contexto que agrupa os princípios da economia
compartilhada, do consumo colaborativo e da sustentabilidade organizacional.
Discutiu-se nessa pesquisa, além da inovação em serviços de informação, a realidade de
algumas bibliotecas que estão desenvolvendo serviços e produtos informacionais de caráter
sustentável. Essa percepção de “inovar para sobreviver” é apresentada por Trott (2012) ao discutir
sobre a importância de inovar para além do âmbito interno da organização, ou seja, é crucial
repensar como a organização pode oferecer serviços e produtos que atendam a demanda do usuário
e, sejam viavelmente sustentáveis e contribuam para construir uma sociedade melhor.
Foi possível identificar, nos estudos de caso apresentados, um conjunto de características
que definem a “biblioteca das coisas” como um serviço de informação que potencializa o papel da
biblioteca como uma organização estratégica que viabiliza o processo de inovação na sua
comunidade. Observou-se que a influência das bibliotecas na imersão da comunidade em uma
cultura organizacional sustentável caracteriza a relevância do seu papel social. As bibliotecas
precisam estar mais centradas na necessidade do usuário e na evolução do seu comportamento como
consumidor da informação.
O movimento “library of things”, como foi apresentado nessa pesquisa, representa um
cenário prospectivo de inovação para as bibliotecas, compreendendo que a ideia da “biblioteca das
coisas” vai muito além do empréstimo de materiais não convencionais, ela aponta para um futuro
necessário de adaptação das unidades de informação como um contributo para a transformação da
sociedade em um ambiente mais sustentável, que atenda aos novos comportamentos informacionais
e tendências de consumo da informação.
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              <text>Fonseca, Diego Leonardo de Souza, Paletta, Francisco Carlos</text>
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              <text>Tem como objetivo analisar algumas iniciativas de inovação a partir da implementação do serviço informacional “bibliotecas das coisas” em bibliotecas universitárias brasileiras, com base nas perspectivas do consumo colaborativo, da economia compartilhada e da sustentabilidade organizacional. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória com base em uma abordagem qualitativa, cujo percurso da pesquisa foi divido em duas etapas: levantamento da literatura cientifica a partir da pesquisa bibliográfica e levantamento de informações através da ferramenta Google Trends para recuperar informações sobre bibliotecas universitárias que desenvolvem a “biblioteca das coisas” como serviço informacional no Brasil. Identificaram-se quatro bibliotecas universitárias que desenvolvem a “biblioteca das coisas” como serviço de informação no seu planejamento de atividades: Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina, Biblioteca Universitária da Universidade do Estado de Santa Catarina, Biblioteca da Universidade Feevale e a Biblioteca Universitária da Unochapecó. Discutiu-se na pesquisa a inovação em serviços de informação a partir da adoção da “biblioteca das coisas” como uma prática de fomento ao consumo colaborativo, a economia compartilhada e a sustentabilidade organizacional no contexto do planejamento de atividades das bibliotecas universitárias brasileiras analisadas. Foi possível concluir que essas iniciativas são consideradas inovações em serviços de informação, cujas propostas inovadoras estão alinhadas aos princípios da economia compartilhada, do consumo colaborativo e da sustentabilidade organizacional.</text>
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