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                  <text>Eixo 2 - Práticas

TÍTULO: O PAPEL

DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO CONTEXTO DA
INFORMAÇÃO DIGITAL

TITLE IN ENGLISH: THE

ROLE OF UNIVERSITY LIBRARIES IN THE CONTEXT OF
DIGITAL INFORMATION
Autor Robson da Silva Teixeira1

Resumo: O tema do relato de experiência é o uso do canal de vídeos da Biblioteca Plínio Sussekind Rocha do
Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IF UFRJ como ferramenta para desenvolver habilidades
informacionais dos usuários. O relato aponta uma problemática contemporânea a respeito da utilização de mídias
sociais nas Unidades de Informação e organização de conteúdos virtuais. Tem como objetivo avaliar a funcionalidade
do canal de vídeos da Biblioteca, objetivando assim enquadrá-lo como uma ferramenta de disseminação de informação
em consonância com as demandas do público alvo. O estudo se caracteriza na tipologia de caráter exploratório, teor
qualiquantitativo. E envolveu no seu desenvolvimento atividades ligadas a métodos e técnicas aplicados, e teve por
fontes basicamente as documentais e primárias. Os resultados indicaram que o canal de vídeos é uma importante
ferramenta para capacitar usuários na utilização de fontes de informação ligadas ao cenário científico da Física. Esperase que este relato contribua para a reflexão acerca do papel das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas
Bibliotecas Universitárias, de maneira que, tais instituições e seus profissionais encontrem, através dessa plataforma,
meio de comunicar, capacitar e disseminar informação. E por fim, a investigação se mostrou, no decorrer da pesquisa,
como um campo pouco explorado na literatura especializada.

Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Serviço de Referência. Canal de vídeos na Internet. Mídias Sociais.
Tecnologia da Informação e Comunicação.

Abstract: The theme of the experience report is the use of the video channel of the Pliny Sussekind Rocha Library of
the Institute of Physics of the Federal University of Rio de Janeiro - IF UFRJ as a tool to develop informational skills of
its users. The report points to a contemporary problem regarding the use of social media in the Information Units and
organization of virtual content. It aims to evaluate the functionality of the library's video channel, thus aiming to frame
it as a tool for disseminating information in line with the demands of the target audience. The study is characterized in
the exploratory typology, qualiquantitative content. And involved in its development activities related to applied
methods and techniques, and had basically documentary and primary sources. The results indicated that the video
channel is an important tool to train users in the use of information sources linked to the scientific scenario of Physics.
It is expected that this report will contribute to the reflection on the role of Information and Communication
Technologies (ITCs) in university libraries, so that such institutions and their professionals find, through this platform, a
means of communicating, empowering and disseminating information. Finally, the investigation proved, in the course
of the research, as a field little explored in the specialized literature.

Keywords: University Library. Reference Service. Internet video channel. Social Media.Information and
Communication Technology.

INTRODUÇÃO
O tema do relato de experiência é o uso do canal de vídeos da Biblioteca Plínio Sussekind Rocha do Instituto de
Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IF UFRJ, identificado no relato com a nomenclatura Biblioteca do IF
1

Doutor em Museologia e Patrimônio (UNIRIO/MAST). Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
teixeira@if.ufrj.br

�UFRJ ou simplesmente Biblioteca IF, e tem como função ser ferramenta para desenvolver habilidades
informacionais dos usuários. Para tanto, a Biblioteca utiliza uma plataforma de compartilhamento de vídeos disponível
na Internet2.
O relato aponta para uma problemática contemporânea a cerca do papel das Bibliotecas Universitárias no
contexto da informação digital. Elas têm como função desenvolver competências e habilidades para que os usuários
saibam gerenciar a informação e transformá-la em conhecimento. Ou seja, sinaliza questão atual e relevante a respeito
da utilização de mídias sociais nas Unidades de Informação e organização de conteúdos virtuais.
Porém, segundo Assmann (2000, p. 8) “as bibliotecas vivem atualmente um momento de redescoberta, onde são
cobradas para que melhorem a qualidade dos serviços prestados aos seus usuários, ao mesmo tempo que há uma
explosão de recursos e fontes de informação eletrônicos”. Segundo a autora, “desenvolver produtos e serviços acertivos
aos usuários das bibliotecas através das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação - TICs é o desafio da Era da
Informação” (ASSMANN, 2000, p. 8).
No entanto, faz-se importante ressaltar que as Bibliotecas Universitárias desempenham um papel fundamental no
processo educacional no contexto universitário, a partir do apoio a pesquisa, ensino e extensão e oferecem suporte ao
aprendizado por meio do acesso à informação. Além disso, também apresentam serviços voltados ao ensino de métodos
e técnicas de busca e uso da informação e exploração de recursos informacionais, a fim de desenvolver as habilidades
informacionais dos seus usuários.
O desafio portanto é adaptar os recursos informacionais ao ambiente Internet, permitindo assim desenvolver
habilidades informacionais neste novo contexto, ou seja, o que falta é o aprimoramento e uso acertivo das mídias
sociais.
Neste sentido, compete às Bibliotecas Universitárias prover à comunidade acadêmica de recursos de informação,
oferecendo serviços e produtos diferenciados, como por exemplo, um canal de vídeos na Internet como ferramenta para
desenvolver habilidades informacionais do público alvo (PUPO, MELO, FERRES, 2008).
Dentro desta realidade, pode-se afirmar que há uma expressiva oportunidade de estudos para o Serviço de
Referência em Bibliotecas Universitárias. Cabe às universidades zelar pela excelência na prestação de serviços e
produtos. Corroborando Anjos e Martins (2012, p. 90) ressalta que é papel das Bibliotecas Universitárias, entendidas
neste relato de experiência como sendo as Unidades de Informação, oferecerem serviços e produtos especializados,
agregando valor, com criatividade em sua realização e formato, sem perder o foco nos usuários e na satisfação de suas
necessidades de informação.
É na perspectiva de facilitar o acesso à informação científica e tecnológica na área de Física que se insere o
presente relato, que visou à constituição de um canal de vídeos dinâmico, ágil e eficaz, que permita a busca de todo um
conjunto de conteúdos digitais originários da pesquisa e do ensino gerados pela comunidade científica do Instituto de
Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
Elaborar questão é a etapa importante de todo e qualquer relato de experiência, assim, a fim de realizar uma
pesquisa relevante, que gere desdobramentos positivos na prática profissional, foi necessário elaborar questões
importantes dentro da temática escolhida e que sejam factíveis em sua realidade profissional. Portanto, dentro deste
cenário indagou-se:
Qual a importância de um canal de vídeos no contexto da informação digital, objetivando desenvolver
habilidades informacionais dos usuários?
2

YouTube é uma plataforma de compartilhamento de vídeos criada em fevereiro de 2005. Hospeda uma
grande variedade de filmes, videoclipes e materiais caseiros. A plataforma desenvolveu uma nova forma para
pessoas se entreterem, se educarem uma maneira como nunca foi vista. Os canais de YouTube permitem a
difusão de trabalhos ou de informações e ensinamentos variados. Por outro, são usadas estratégias de
Marketing com o objetivo de captura da atenção, de partilhas ou mesmo no encaminhamento para consumos
(de produtos ou de serviços) A tecnologia de reprodução dos vídeos do YouTube é baseada no Adobe Flash
Player. Essa tecnologia permite que o site exiba os vídeos com qualidade comparável a tecnologias mais
estabelecidas no mercado (como o Windows Media Player, QuickTime e RealPlayer) que geralmente
requerem um download e instalação de um plugin no navegador para a visualização. Fonte: Google lança
novo canal Youtube Edu. Disponível em: https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,google-lanca-novocanal-youtube-edu,1099490. Acesso em: 02 set. 2021.

�A ideia de desenvolver o canal de vídeos da Biblioteca do IF surgiu a partir do questionamento dos usuários
sobre a capacidade do Serviço de Referência de uma Biblioteca Universitária em atender de forma satisfatória às suas
necessidades. A partir desse questionamento e da constatação de que a Unidade de Informação necessitava de um canal
dinâmico e atual para capacitação e disseminação da informação, surgiu à necessidade de desenvolver o canal de vídeos
da Biblioteca do IF UFRJ.
Fato comprovado pela pesquisa de Teixeira (2018, p. 178), que no primeiro semestre de 2018 elaborou uma
pesquisa com 176 usuários sobre o Serviço de Referência da Biblioteca do IF UFRJ. A partir desta pesquisa de
avaliação chegou-se a alguns resultados que demandam ações a serem implementadas para otimizar o Serviço de
Referência, pois o serviço foi considerado relevante pela comunidade acadêmica do IF UFRJ, o que motivou o
engajamento da equipe para a criação do produto - canal de vídeos da Biblioteca do IF UFRJ (TEIXEIRA, 2018, p.
178).

Dentro desta perspectiva, complementa-se que os resultados da citada pesquisa permitiram
concluir que independente do Serviço de Referência está informatizado, ainda há muito trabalho a
ser realizado. Ele necessita de constantes revisões, ajustes e criação de novos canais de informação
através das mídias sociais (TEIXEIRA, 2018, p. 178).
Portanto, o movimento de criar um canal de informação baseado nas atuais mídias sociais é uma iniciativa dos
profissionais da informação da Biblioteca do IF UFRJ para enfrentamento aos desafios impostos pelas novas
Tecnologias da Informação e Comunicação, que alteraram significativamente a forma das Bibliotecas Universitárias
oferecerem produtos e serviços ao público alvo, fazendo com que elas tivessem que reavaliar e/ou adaptar seus produtos
e serviços.
Outra justificativa pertinente, que se fez presente no intuito de desenvolver o relato de experiência está voltada
para o “novo normal”, ou seja, durante a pandemia da COVID-193, com as medidas de distanciamento social que
levaram as instituições de ensino em todo o mundo a fecharem temporariamente os seus espaços físicos, as mídias
virtuais despontaram como alternativa de divulgação e possibilidade de serem ferramentas para oferecer produtos e
serviços voltados ao ensino de métodos e técnicas de busca e uso da informação e exploração de recursos
informacionais, a fim de desenvolver as habilidades informacionais dos usuários.

Portanto, o presente relato de experiência tem como objetivo avaliar a funcionalidade do canal
de vídeos da Biblioteca do IF UFRJ, objetivando assim enquadrá-lo como um instrumento de
disseminação de informação em consonância com as demandas dos usuários. Dentro desta
perspectiva, delimitou-se aos seguintes objetivos específicos: Identificar e descrever o quantitativo
de vídeos do canal da Biblioteca do IF produzido no período de outubro de 2019 a agosto de 2021;
Identificar o número de inscritos no canal no mesmo período; Identificar e analisar as visualizações
dos referidos vídeos no período temporal relatado.
Dessa forma, este relato de experiência, para fins didáticos, apresenta-se subdividido em seções que tratam
respectivamente da Biblioteca Universitária e o Setor de Referência; histórico da Biblioteca do Instituto de Física da
Universidade Federal do Rio de Janeiro; assim como aborda o seu canal de vídeos. A respectiva metodologia utilizada
pra criar e organizar a ferramenta; e por fim, apresenta os resultados, considerações finais e a lista de referências
utilizadas.

3

É uma doença causada pelo novo tipo de coronavírus identificado neste ano, que leva o nome de SARSCoV-2. Em 31 de dezembro de 2019, o escritório da Organização Mundial de Saúde na China foi informado
sobre casos de pneumonia de causa desconhecida, detectada na cidade de Wuhan, na província de Hubei.
Entre 31 de dezembro de 2019 e 3 de janeiro de 2020, um total de 44 pacientes foram notificados. Em 7 de
janeiro as autoridades chinesas identificaram em exames laboratoriais que a causa era um novo tipo de
coronavírus.Segundo a Fiocruz o Coronavírus chegou ao Brasil em janeirode 2020. Em 26 de fevereiro,
quando foi anunciado oficialmente o primeiro caso, o vírus já circulava pelo país fazia um mês. Fonte:
Secretaria de saúde do Rio Grande do Sul. Disponível em:https://coronavirus.rs.gov.br/o-que-e. Acesso em:
23 de dezembro 2020.

�BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E AS MÍDIAS SOCIAIS: CONSTRUINDO DEFINIÇÕES E
TEORIAS
Para Batista (2011, p. 61) “mídias sociais são ambientes disponibilizados na Internet que permitem aos
indivíduos compartilhar opiniões, ideias, experiências e perspectivas com os outros indivíduos. Estas mídias podem
permitir tanto a construção das redes sociais como a construção de comunidades virtuais”. Diante da ampla
possibilidade de interação, o uso de mídias sociais em vários setores da sociedade ganhou força e se estendeu também
às Bibliotecas Universitárias, já que suas funcionalidades proporcionam recursos possíveis de interagir, capacitar,
disseminar e comunicar-se com seus usuários (PRADO; CORREA, 2016; VIEIRA; BAPTISTA; CERVERÓ, 2013).
Dentro deste contexto, destaca-se a ferramenta utilizada pela Biblioteca do IF UFRJ, o canal de vídeos na
Internet, conhecido como plataforma de compartilhamento de vídeos4. De acordo com Muriel-Torrado e Gonçalves
(2017, p. 111), “os vídeos são um complemento ideal dentro da estratégia de capacitação de usuários interpostos pelas
mídias sociais”.
Observa-se ser evidente que as mídias sociais possibilitam a interação e a comunicação com o usuário das
Bibliotecas Universitárias e são significantes para a atuação do bibliotecário como disseminador de informação em
meio a um público que está conectado a diversos tipos de tecnologias, este é um caminho de aproximação com usuários
reais e potenciais (SALCEDO; ALVES, 2018).
Portanto, como parte integrante da Universidade, a Biblioteca Universitária pode ser definida, conforme Gomes
(2000, p. 65) como
[...] uma biblioteca dedicada ao fornecimento de suportes informacionais às instituições de
ensino superior para desempenhar suas atividades de ensino, pesquisa e extensão
universitária.
Esta unidade atua em um contexto acadêmico, desempenhando um papel importante para o desenvolvimento do
país. E vê nas novas Tecnologias da Informação e Comunicação uma parceira neste processo.
Portanto, os Sistemas de Informação e as Tecnologias da Informação e Comunicação nas instituições de ensino
representam, para a sociedade, potenciais ganhos de eficiência no uso de recursos, com impactos na produtividade e na
competitividade em um cenário nacional e internacional cada vez mais globalizado e competitivo. Desse modo, o
referencial teórico calcou-se, também, em alguns estudos sobre Sistemas de Informação.
Segundo Silva (2008, p. 11):
O Sistema de Informação pode ser tecnicamente definido como um conjunto de
componentes interrelacionados que coleciona ou recupera, processa e distribui informação.
Segundo a autora, os Sistemas de Informação priorizam adequar/adaptar, de forma constante, coleções e
arquivos disponíveis às necessidades de seus usuários, ordenando a demanda no uso do serviço para satisfação do
usuário (SILVA, 2008). Tendo em vista compreender as características do Serviço de Referência e Informação de uma
Biblioteca Universitária o estudo partiu para a sua definição que, conforme as ideias de Alves (2006), Serviço de
Referência é “o serviço pessoal prestado pelos profissionais da informação aos usuários na busca por informações”.
Assim, o serviço representa a relação direta entre a informação e o usuário, através do bibliotecário, que
responde às questões e auxilia com seus conhecimentos profissionais. Esta conceituação mais ampla do Serviço de
Referência e Informação permite vislumbrar o Setor de Referência na sua completude e a correta disseminação dos
recursos de informação disponíveis.
Acredita-se que este pensamento de Burin e Hoffmann (2015) vem de encontro com o papel desempenhado pela
Biblioteca do IF UFRJ no momento que ela pensou na criação de um canal de vídeos pela plataforma digital. Ou seja, as
Bibliotecas Universitárias estão diante de uma gama de oportunidades, via Internet, para melhorar o atendimento aos
seus usuários, e o surgimento dos canais de vídeos é uma dessas vias de melhorar os serviços e produtos oferecidos
através do Serviço de Referência.

4

Biblioteca do IF UFRJ. YOUTUBE. Disponível em: https://www.youtube.com/channel/UCHRoKh6bF1uZLY8rndZPIeA.
Acesso em: 09 set. 2021.

�Dentro desta perspectiva, e tendo como norte o uso das mídias sociais no Serviço de Referência das Bibliotecas
universitárias, pode-se afirmar que “as mídias sociais são sites na Internet que permitem a criação e o compartilhamento
de informações e conteúdos pelas pessoas e para as pessoas, nas quais o consumidor é ao mesmo tempo produtor e
consumidor da informação” (TORRES, 2009, p.113). Neste sentido, o serviço digital pelas redes sociais pode ser visto
como uma ferramenta fundamental para a prestação de serviços de referência aos usuários, uma vez que otimiza a
prestação de serviços e promove o acesso rápido ao trabalho prestado.
Considera-se as redes sociais digitais como um meio de possibilidades, estabelecido a partir dos elementos
virtuais e das relações entre os usuários. Estão inseridas no ciberespaço (LÉVY, 1999) cujo crescimento é agenciado
pela conexão entre computadores e celulares. Ou seja, reflete a necessidade de capacitação de pessoas para atuar nesse
novo contexto das mídias sociais, visando garantir o desenvolvimento do potencial dessas tecnologias e sua utilização
de forma eficiente.
Por assim dizer, “as redes consistem não apenas em pessoas e grupos sociais, mas também em artefatos,
dispositivos e entidades” (SANTAELLA; LEMOS, 2010, p. 40), isto é, consistem na interrelação entre sistemas de
objetos, e pessoas, pois “uma rede social é sempre um conjunto de atores e suas relações” (RECUERO, 2011, p. 69),
caracterizando-se como “[...] sites na Internet que permitem a criação e o compartilhamento de informações e conteúdos
pelas pessoas e para as pessoas” (TORRES, 2009, p. 113), onde os consumidores dos conteúdos aí veiculados são, ao
mesmo tempo, produtores e consumidores dos mesmos através da informação.
Pode-se afirmar que, neste período técnico-científico-informacional, a Internet, através das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TICs), como possibilidade de comunicação e informação está modificando a maneira como
as pessoas se relacionam, se capacitam, aprendem e se comunicam. Nesse sentido, uma “convergência dos momentos”
(SANTOS, 2021, p. 196) se configura no substrato sócio-espacial em que se conjugam, num mesmo direcionamento,
mídia e TICs configurando, em grande medida, o aumento das redes sociais digitais que se tornam latentes na cultura e
sociedade contemporâneas.
Por outro lado, nas relações estabelecidas pelas redes sociais digitais existe o poder simbólico, isto é, um “poder
invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou
mesmo que o exercem” (BOURDIEU, 2010, p. 7-8). Neste sentido, em sua forma estruturante (meio comunicacional) é
possível encontrar a força das instituições de ensino, que dominam sobremaneira as ideais. Conforme Castells (2000),
as redes sociais digitais se configuram como a nova forma de organização social, quando diz que as
[...] redes constituem a nova morfologia social de nossa sociedade, e a difusão da lógica de
redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos processos produtivos e
de experiência, poder e cultura. (CASTELLS, 2000, p. 497).
Para Santos (2014), tais aparatos de comunicação e informação representam uma simbiose extremamente
significativa entre as instituições de ensino superior público e o desejo latente dos indivíduos por se relacionarem
através dessas ferramentas comunicacionais. Nos dias atuais, é notório que as redes digitais, possibilitadas pelos
diversos objetos comunicacionais (computadores, celulares com acesso à Internet etc.), permitem que as pessoas criem
novos espaços sociais de relacionamento.
O autor ainda destaca que as redes sociais possibilitadas pela Internet estão gerando novas maneiras de
comunicação, novas formas de contato social. Nesse sentido, em função da rápida ascensão desses dispositivos e de
inter-relações diversas em evolução contínua, impõem-se a necessidade de implementação desses recursos em
Bibliotecas Universitárias.
Dentro deste cenário, Ferreira (2015) relata a importância do uso do canal de vídeos como ferramenta de
informação e comunicação em vários setores, incluindo aí também o ambiente de Unidades de Informação. Segundo o
autor, o uso desse recurso tem como um dos objetivos estabelecer um canal de comunicação com os seus usuários, que
através dele se capacitam e disseminam informação (FERREIRA, 2015).
Nesse contexto, conforme Shiozawa (2020), tem-se observado uma forte tendência de crescimento no uso de
mídias sociais, demonstrando o pioneirismo do uso das novas TICs no processo de comunicação nos variados
ambientes, como por exemplo nas Bibliotecas Universitárias e/ou Unidades de informação.
Portanto, pode-se afirmar que soluções simples, voltadas a inovação em Serviço de Referência em Bibliotecas
Universitárias, através da apropriação de um canal de vídeos via redes móveis revelam como as plataformas digitais
podem potencializar as relações tradicionais entre bibliotecas e usuários, mas não somente modificar a dinâmica das
relações de uso dos serviços e produtos das bibliotecas, mas também capacitar, otimizar e transformá-las em
mecanismos de excelência.

�O CANAL DE VÍDEOS DA BIBLIOTECA DO IF UFRJ
As Bibliotecas da UFRJ obedecem às normas estabelecidas pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (SiBI/UFRJ), que tem o objetivo de dar apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão,
desenvolvendo-se de acordo com o planejamento da Instituição e formando o seu acervo em consonância com as
ementas das diferentes disciplinas oferecidas, em nível de graduação e de pós-graduação.
Compondo o SiBI/UFRJ, a Biblioteca Plínio Sussekind Rocha, vinculada ao Instituto de Física, tem um acervo
de aproximadamente 13.000 livros e 267 títulos de periódicos (nacionais e estrangeiros). E seu público alvo são alunos
de graduação, pó-graduação, professores e funcionários, perfazendo um total de 2.847 usuários inscritos na Biblioteca
(2017-2020)5.
Dentro deste contexto, o canal de vídeos da Biblioteca do IF UFRJ foi criado em 2019 com a intenção de
facilitar o processo de busca de informação, assim como viabilizar um espaço colaborativo de informação e
conhecimento, abarcando uma gama de vídeos voltados para a comunidade acadêmica da Física e áreas afins. Sendo a
Biblioteca do IF UFRJ uma unidade com tradição de pesquisa consolidada, levou-se em consideração para a elaboração
do referido canal os benefícios que os interessados buscam como ganhar tempo na obtenção de dados ou, segundo
Arellano (2001, p. 12), de "informação útil e relevante via fontes de informação especializadas [...]". Neste diapasão, as
Unidades de Informação estão sendo designadas para cumprir essa função por facilitarem o acesso simples e efetivo a
recursos online.
As atuais Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) acarretaram mudanças no acesso à informação e
consolidaram a Internet como fonte de informação ampla e multivariada. Esta afirmativa encontra respaldo nas
argumentações de Prado, Peruzzo e Ohira (2005, p. 77), quando eles dizem que “por meio da Internet muitos produtos e
serviços passaram a ser oferecidos, gerando uma maior promoção das Unidades de informação”. Dentre elas, dá-se
destaque aos canais de vídeos das Bibliotecas universitárias, que necessitam de um planejamento e monitoramento para
obterem bons resultados.
A implementação do canal de vídeos tem como missão facilitar o acesso dos alunos, professores e funcionários à
informação e fornecer suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão. E nesse sentido, a principal motivação para
o desenvolvimento do canal consistiu em agir conforme as necessidades do público alvo e capacitá-los no uso dos
produtos e serviços prestados pela Biblioteca Plínio Sussekind Rocha do Instituto de Física da Universidade Federal do
Rio de Janeiro – IF UFRJ.

FABRICANDO UMA METODOLOGIA
A metodologia utilizada no presente relato de experiência foi de cunho quantitativo/qualitativo. E em se
tratando da metodologia, o relato se formaliza na tipologia de caráter exploratório 6, e apoiado em fontes documentais
primárias. O estudo se classifica, também, como pesquisa documental7. E envolveu no seu desenvolvimento atividades
que aplicaram recursos ligados a métodos e técnicas para a investigação.

Quanto aos fins, o estudo é descritivo, pois expõe características de determinada população
ou de determinado fenômeno (usuários da Biblioteca do IF UFRJ), isto é, informações sobre
5

Panorama do Sibi. Disponível em: http://www.sibi.ufrj.br/index.php/estatisticas-panorama. Acesso em: 07
set. 2021.
6
A pesquisa exploratória tem como objetivo maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo mais
explícito ou a construir hipóteses. A maioria dessas pesquisas envolve: levantamento bibliográfico,
entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos
que estimulem a compreensão. Fonte: GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed.São Paulo: Atlas, 2010.
7
A pesquisa documental é um tipo de pesquisa que utiliza fontes primárias, isto é, dados e informações que
ainda não foram tratados científica ou analiticamente. Permite fazer análises qualitativas sobre determinado
fenômeno, mas também é possível fazer análises quantitativas, quando se analisam bancos de dados com
informações numéricas.Fonte: J. R , Sá-Silva; C. D. Almeida and J. F. Guindani. “Pesquisa
documental: pistas teóricas e metodológicas.”Revista Brasileira de História &amp; Ciências Sociais, São
Leopoldo, ano. I, n.I, jul. 2009. 15 p.

�situações específicas e relacionadas de forma a proporcionar a visualização de uma totalidade (GIL,
2007). Além disso, segundo Gil (2007), utilizou-se o levantamento de dados, que é um
procedimento metodológico.
Portanto, este método de pesquisa foi desenvolvimento através de uma metodologia dividida
em procedimentos metodológicos. E utilizou-se, também, levantamento estatístico dos vídeos do
canal da Biblioteca IF UFRJ8, que é a plataforma de análise.
O primeiro procedimento metodológico foi levantamento de dados, ou seja, quantificar os vídeos existentes no
canal da Biblioteca, no período de 08 outubro de 2019 (data que o canal foi criado) e 09 agosto de 2021 (data da
postagem do último vídeo analisado);
Já o segundo procedimento consistiu em identificar quais eram os vídeos mais assistidos do canal. Para tanto,
baseou-se no número de visualizações do vídeo, através das informações disponíveis no endereço eletrônico:
www.youtube.com, pesquisa: biblioteca IF UFRJ, número de visualizações;
Em seguida, elaborou-se o levantamento de dados para calcular a movimentação dos vídeos no canal da
Biblioteca num determinado tempo, ou seja, número de novas visualizações; novos inscritos e quais os vídeos mais
acessados no período de 13 de julho a 9 de agosto de 2021. Nesta etapa, utilizou-se também, a plataforma de análise;
O quarto procedimento metodológico estava voltado para identificar os tipos de origem de tráfego 9, isto é, quais
os locais onde os usuários acessaram os vídeos do canal da Biblioteca IF UFRJ. Cabe ressaltar que o acesso pode ser de
dois tipos: 1. Interno: através do canal Youtube; 2. Externo: via redes social (aplicativo de mensagem), ou e-mail.
Por fim, o último procedimento analisou o desempenho do canal Biblioteca IF UFRJ, período 14 de dezembro de
2020 a 10 de agosto de 2021, desempenho do vídeo nas primeiras 24 horas. Foco da análise: 1. visualização, 2.
impressões, 3. taxas de cliques de impressões; 4. duração média da visualização; e 5. porcentagem de visualizada
média.

RESULTADOS
Como dito anteriormente, o canal de vídeos da Biblioteca do IF UFRJ foi criado em 08 de outubro de 2019. E até
o dia 10 de agosto de 2021, contava com 17 vídeos; 123 inscritos e 2.518 visualizações.
Desde total de vídeos baixados no canal da Biblioteca, 08 são voltados exclusivamente ao intuito de desenvolver
habilidades informacionais dos usuários (47,05%), outros 03 representam lives, ou seja, entrevistas com os professores
do Instituto de Física (17,65%). Já 04 vídeos destacam os produtos e serviços da Biblioteca do IF UFRJ (23,53%) e os
outros últimos 02 vídeos (11,77%) são sobre assuntos diversos, identificado como “outros” (vide Gráfico 1).

8

Youtube Studio é uma ferramenta que facilita o gerenciamento dos canais com o objetivo de manter a
produtividade. Com isso, o criador de conteúdo pode conferir estatísticas, responder comentários, receber
notificações personalizadas etc. Fonte: Praticidade para gerenciar conteúdos: o que é Youtube Studio?
Disponível em: https://blog.eadplataforma.com/tecnologia/o-que-e-youtube-studio/#. Acesso em: 27
agosto de 2021.
9

O relatório de tipos de origem de tráfego mostra como os visitantes encontraram o
seu conteúdo no YouTube e em origens externas. O relatório externo mostra os
Websites (utilizadas para fazer referência a uma página ou a um agrupamento de
páginas relacionadas entre si, acessíveis na internet através de um determinado
endereço) e as apps (aplicativos como Whatsapp) externos específicos onde os
visitantes encontraram o seu conteúdo. Fonte: Suporte Google. Disponível em:
https://support.google.com/youtube/answer/9314355?hl=pt. Acesso em: 27 agosto
de 2021.

�Gráfico 1. vídeos do canal da Biblioteca do IF UFRJ

Vídeos do canal
50.00%

45.00%
40.00%
35.00%
30.00%
25.00%
20.00%
15.00%
10.00%
5.00%
0.00%
Habilidade
informacional

Live

Produto e serviço

Outros

Fonte: o autor, 2021.

Dentre os oito vídeos voltados para desenvolver habilidades informacionais dos usuários da
Biblioteca do IF UFRJ, selecionou-se quatro vídeos direcionados, especificamente, ao
desenvolvimento de competência informacional dos usuários. Isto é, os vídeos foram desenvolvidos
com o objetivo de capacitar o público alvo da biblioteca sobre as fontes de informação para estudo,
pesquisa e extensão. São eles: Base Minerva – UFRJ, catálogo eletrônico para acesso ao acervo
(livros) das Bibliotecas da UFRJ. A Base Minerva é um Catálogo de acesso público online que
reúne e recupera o acervo catalogado em todas as Bibliotecas da UFRJ. A Base Minerva também
oferece acesso a textos completos de várias dissertações e teses, além de acesso a E-books (livros
eletrônicos).
O outro é um Vídeo explicativo com o passo a passo para pesquisa na base de Livros
Eletrônicos (E-books) da EBSCO10. A coleção contém uma vasta seleção de livros eletrônicos
multidisciplinares, garantindo assim que os usuários tenham acesso a informações relevantes para
as suas necessidades de pesquisa e estudo.
O terceiro vídeo é o passo a passo para pesquisa no Portal CAPES, que é um portal de
periódicos (revistas científicas), ou seja, uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza o melhor
10

EBSCO.Business Source Complete Business Source Complete é a mais completa base de dados
acadêmica na área de negócios do mundo. Oferece conteúdo bibliográfico, texto completo, índices e resumos
de periódicos científicos acadêmicos, relatórios econômicos, perfis de empresas, etc. Fonte: Ebsco.
Disponível em: https://sistema.bibliotecas-bdigital.fgv.br/bases/ebsco-business-sourcecomplete#:~:text=EBSCO.%20Business%20Source%20Complete%20Business%20Source%20Complete%2
0%C3%A9,cient%C3%ADficos%20acad%C3%AAmicos%2C%20relat%C3%B3rios%20econ%C3%B4mic
os%2C%20perfis%20de%20empresas%2C%20etc. Acesso em: 02 set. 2021.

�da produção científica nacional e internacional. Para as áreas de Física, Astronomia e Astrofísica
são mais de 1.100 títulos de periódicos.
E por fim, o vídeo sobre Ficha Catalográfica, que é um serviço disponível para os alunos da
Pós-graduação do IF UFRJ na etapa final de elaboração da tese e/ou dissertação.
No entanto, faz-se importante ressaltar que todos os vídeos produzidos têm como objetivo assessorar o usuário,
de todos os níveis acadêmicos, da Biblioteca do IF UFRJ. Segue abaixo, a descrição de todo o acervo de vídeos da
mídia social da Unidade de Informação:

Quadro 1. Vídeos do canal do Youtube da Biblioteca do IF UFRJ
TÍTULO
CATEGORIA
1. Museu Virtual do IF UFRJ – Coleção de
Instrumentos Científicos
Produto/ serviço
2. Live – Biblioteca do IF Entrevista a Professor Live
Fernando Nicacio;
3. Passo a passo – Reserva On-line na Base
Minerva/UFRJ
Habilidade informacional
4. Tutorial de Acesso a E-books na Ebsco Host
Habilidade informacional
5. Biblioteca do IF na live do SIBI – Dia do Outros
bibliotecário 2021
6. Passo a passo – Renovação online
Habilidade informacional
7. Passo a passo – Empréstimo Entre Bibliotecas – Habilidade informacional
EEB
8. Íntegra da live com o professor
Maurício Live
Pamplona sobre a licenciatura
9. Íntegra da live com o professor Carlos Zarro sobre Live
a graduação no IF/UFRJ
10. Física Médica – Guia da Biblioteca do IF
Produto/ serviço
11. Passo a passo – Acesso Remoto ao Portal CAPES Habilidade informacional
12. Passo a passo – Gerador de ficha catalográfica
Habilidade informacional
13. Quarentena Serviços oferecidos pela equipe da Outros
Biblioteca remotamente
14. Quarentena Emissão de Nada Consta enquanto as Produto/ serviço
atividades estiverem sendo efetuadas de forma remota
15. Pesquisa de periódico na Base Minerva/UFRJ
Habilidade informacional
16. Pesquisa de livro na Base Minerva/UFRJ
Habilidade informacional
17. Você conhece os serviços da Biblioteca do Produto/ serviço
IF/UFRJ?
Fonte: Canal: Biblioteca do Instituto de Física UFRJ (2021).
Quando o relato de experiência se debruça nas visualizações do canal da Biblioteca do IF e tendo como recorte
temporal o período de 08 outubro de 2019 (data que o canal foi criado) e 09 agosto de 2021 (data da postagem do
último vídeo analisado), os três vídeos com as maiores visualizações foram: Você conhece os serviços da Biblioteca do
IF/UFRJ?, com 517 visualizações; em segundo lugar: Passo a passo – Gerador de ficha catalográfica, com 406
visualizações; e por fim o video: Passo a passo – Acesso Remoto ao Portal CAPES, com 290 visualizações.
Num total de 1.213 visualizações dos vídeos no período pesquisado; conforme quadro abaixo:

�Quadro 2. Vídeos do canal do Youtube da Biblioteca do IF UFRJ
TÍTULO
1. Você conhece os serviços da Biblioteca do IF/UFRJ?
2. Passo a passo – Gerador de ficha catalográfica
3. Passo a passo – Acesso Remoto ao Portal CAPES
TOTAL
Fonte: Canal: Biblioteca do Instituto de Física UFRJ (2021).

VISUALIZAÇÕES
517
406
290
1.213

Este relato fez, também, um levantamento de dados das visualizações, usuários inscritos no canal e principais vídeos
acessados. O estudo possui recorte entre o período de 13 de julho a 9 de agosto de 2021, num total de 28 dias.
Percebeu-se que o canal da Biblioteca do IF UFRJ avaliado neste desenho temporal, têm os seguintes resultados: 235
visualizações, 11 inscritos e 6 principais vídeos acessados, o que demonstra o excelente desempenho do canal num
curto espaço de tempo, isto é, vinte e oito dias de análise do canal na plataforma digital. Fato comprovado através do
quadro abaixo:

Quadro 3. Vídeos do canal do Youtube da Biblioteca do IF UFRJ
TÍTULO
DURAÇÃO
MÉDIA
VISUALIZAÇÃO (%)
1. Museu Virtual do IF UFRJ – Coleção de 1:46 (27,7%)
Instrumentos Científicos
2. Passo a passo – Gerador de ficha 1:26 (47,5%)
catalográfica
3.
Pesquisa
de
livro
na
Base 0:56 (17,2%)
Minerva/UFRJ
4. Você conhece os serviços da Biblioteca 2:15 (34,9%)
do IF/UFRJ?
5. Tutorial de Acesso a E-books na Ebsco 0:46 (19,4%)
Host
6. Passo a passo – Renovação online
0:42 (38.3%)
Fonte: Canal: Biblioteca do Instituto de Física UFRJ (2021).

DE VISUALIZAÇÕES
123
20
19
15
14
9

Na plataforma de compartilhamento de vídeos, o termo tráfego se refere à movimentação de usuários que
navegam entre páginas no espaço cibernético. Ou seja, o tráfego na internet trata do fluxo de usuários. Por
isso, gerar tráfego significa atrair atenção, estabelecer relacionamentos, capacitar, segmentar a audiência e dialogar com
seu público-alvo
Dentro deste cenário, o relato de experiência analisou os tipos de origem de tráfego do canal de vídeos da
Biblioteca do IF UFRJ, isto é, como os visitantes encontraram o conteúdo do canal. Portanto, levantamento de dados
gerou os seguintes resultados: Externa (36,2%); Origem direta ou desconhecida (22,1%); Páginas do canal (14,0%);
Pesquisa do Youtube (13,2); Vídeos sugeridos (5,1%); Outros (94%). Conforme gráfico abaixo:

�Gráfico 2. Tipos de origem de tráfego

Fonte: Canal: Biblioteca do Instituto de Física UFRJ (2021)
A importância dos vídeos nas redes sociais no contexto do campo da Física é cada vez mais reconhecida, os
dados demonstraram que os vídeos do canal da Biblioteca do IF são mais acessados de forma externa, isto é, via rede
social (Whatsapp, Twitter, Instagram) ou por E-mail, o que reforça o trabalho bem sucedido na divulgação dos serviços
e produtos através das redes sociais da Biblioteca do IF UFRJ e do e-mail institucional.
A partir da analise da plataforma de vídeo online, apresentou-se uma lista dos vídeos mais vistos nas primeiras
24 horas, isto quer dizer, contém os principais vídeos online que receberam o maior número de visualizações em até 24
horas após o lançamento no canal da Biblioteca do IF UFRJ. Isto significa que, quando analisou-se o canal de vídeos,
delineando os vídeos baixados no período de 14 de dezembro de 2020 a 10 de agosto de 2021, desempenho do vídeo
nas primeiras 24 horas, têm-se os seguintes resultados:

�Gráfico 3. Desempenho do vídeo em 24 horas

Fonte: Canal: Biblioteca do Instituto de Física UFRJ (2021)
Como resultado dessa análise pode-se afirmar que os vídeos com os melhores desempenhos nas primeiras vinte e
quatro horas foram: Museu virtual do IF UFRJ; em seguida “Tutorial de Acesso aos E-books; depois o vídeo com a live
Biblioteca IF com o professor Fernando Nicacio.
O quarto vídeo no ranking foi Biblioteca do IF live com o Professor Zarro, e logo depois o vídeo de treinamento
de como fazer a reserva online de livros. Em seguida, a íntegra da live com o coordenador do curso de licenciatura em
Física Professor Maurício Pamplona.
Já o sexto vídeo com melhor desempenho foi outro vídeo de capacitação de usuário, “o passo a passo para
renovação de online de livros” e por último, outro importante vídeo para desenvolver habilidades informacionais dos
usuários, “Passo a passo para empréstimos entre bibliotecas”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O relato de experiência abordou o canal de vídeos da Biblioteca Plínio Sussekind Rocha do Instituto de Física da
Universidade Federal do Rio de Janeiro - IF UFRJ como ferramenta para desenvolver habilidades informacionais dos
seus usuários. Para tanto, a Biblioteca utiliza uma plataforma de compartilhamento de vídeos disponível na Internet.

�Os resultados da análise dos dados levantados e interpretados encaminharam verificar que uma parcela
significativa dos vídeos baixados no canal da Biblioteca do IF UFRJ estão voltados, exclusivamente, ao intuito de
desenvolver habilidades informacionais dos seus usuários. E, como já explicitado, cabe ressaltar que todos os vídeos
produzidos têm como objetivo assessorar o usuário de todos os níveis acadêmicos da Biblioteca do IF UFRJ.
O quadro investigativo elaborado pelo relato de experiência a partir do estudo do canal de vídeos da Biblioteca
do IF UFRJ identificou que é possível afirmar que os vídeos com as maiores visualizações tratam da capacitação dos
usuários na utilização das fontes de informação, tais como: Passo a passo na elaboração de fichas catalográficas; Acesso
Remoto ao Portal CAPES; Base Minerva – UFRJ;Vídeo explicativo com o passo a passo para pesquisa na base de
Livros Eletrônicos (E-books).
Quando tratou-se dos resultados no processo analítico e apresentados detalhadamente, estes apontaram
determinar que os vídeos são mais acessados de forma externa, isto é, via rede social (Whatsapp, Twitter, Instagram)
ou por E-mail, o que reforça o trabalho bem sucedido na divulgação através das redes sociais da Biblioteca do IF UFRJ
e do e-mail institucional.
E quando analisou-se os vídeos com os melhores desempenhos nas primeiras vinte e quatro horas encontrou-se,
dentre eles, vídeos para desenvolver habilidades informacionais do usuário; tais como “Tutorial de Acesso aos E-books,
“o passo a passo para renovação de online de livros” e “Passo a passo para empréstimos entre bibliotecas”.
Tendo como parâmetro o quantitativo de visualizações dos três vídeos com mais acessos ( 1.213 visualizações)
pode-se afirmar que o canal da Biblioteca do IF UFRJ é uma ferramenta para desenvolver habilidades informacionais
dos usuários, porque são vídeos que têm a função de desenvolver competências e habilidades, possibilitando assim
gerenciar a informação e transformá-la em conhecimento.
Nesta condição, afirma-se que o canal de vídeos da Biblioteca do IF UFRJ é uma importante ferramenta para
capacitar e disseminar informação aos usuários e, principalmente, permite aprimorar as fontes de informação
disponíveis na Unidade de Informação.

A situação abordada nos leva a perceber importância desse relato de experiência que
possibilitou demarcar o trabalho de qualidade exercido pela Biblioteca do IF UFRJ, um espaço
voltado para a pesquisa, ensino e extensão da comunidade acadêmica da Instituição que se mantém
em estado de prosseguimento. Os resultados obtidos permitiram, também, otimizar os serviços e
produtos oferecidos nas mídias sociais e organização de conteúdos virtuais pela Biblioteca do IF
UFRJ.
Portanto, todos os objetivos traçados para este relato de experiência foram cumpridos, os
resultados obtidos permitem comprovar a funcionalidade do canal de vídeos da Biblioteca do IF
UFRJ e, principalmente, enquadrá-lo como uma ferramenta de disseminação de informação em
consonância com as demandas do público alvo.
A forma tradicional de disponibilizar produtos e Serviços de Referência e Informação ainda é largamente
difundida, no entanto, acredita-se que buscar formas virtuais para melhor atender às necessidades de informação do
usuário é a forma dinamicamente mais efetiva de disponibilizar informação. Acredita-se que o canal de vídeos cumpre o
papel de ser disseminador da informação, fazendo com que a Unidade de Informação realize um trabalho ligado aos
interesses da comunidade científica, além de poupar o tempo do usuário, através da otimização do serviço.
Assim, a implementação do canal de vídeos aqui apresentado possibilitou alcançar de maneira mais ágil e efetiva
as demandas dos usuários que utilizam a Unidade de Informação e oferecer uma resposta eficaz e de fácil acesso, pois o
mundo contemporâneo exige das organizações uma gestão eficiente que pode ser facilitada com o suporte de recursos
inteligentes oferecidos pela Tecnologia e pelos diversos Sistemas de Informação à disposição.

Sendo assim, espera-se que este estudo contribua para a reflexão acerca do papel das mídias
sociais no contexto das Bibliotecas Universitárias, buscando ajustes no intuito de melhor exercer
seu papel como ferramenta de capacitação e disseminação da informação. Espera-se, também, que o
presente estudo possa contribuir para a discussão sobre o papel das novas TICs em relação ao
ambiente Biblioteca Universitária, de maneira que ela e seus profissionais encontrem através dessas
ferramentas meios de verdadeiramente revolucionar o fazer biblioteconômico.

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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 21 - Ano: 2020 (UFG - Goiânia/GO)</text>
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                <text>&#13;
Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>O papel das Bibliotecas Universitárias no contexto da informação digital.</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Teixeira, Robson da Silva</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Goiânia (Goiás)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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          <name>Language</name>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>O tema do relato de experiência é o uso do canal de vídeos da Biblioteca Plínio Sussekind Rocha do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IF UFRJ como ferramenta para desenvolver habilidades informacionais dos usuários. O relato aponta uma problemática contemporânea a respeito da utilização de mídias sociais nas Unidades de Informação e organização de conteúdos virtuais. Tem como objetivo avaliar a funcionalidade do canal de vídeos da Biblioteca, objetivando assim enquadrá-lo como uma ferramenta de disseminação de informação em consonância com as demandas do público alvo. O estudo se caracteriza na tipologia de caráter exploratório, teor qualiquantitativo. E envolveu no seu desenvolvimento atividades ligadas a métodos e técnicas aplicados, e teve por fontes basicamente as documentais e primárias. Os resultados indicaram que o canal de vídeos é uma importante ferramenta para capacitar usuários na utilização de fontes de informação ligadas ao cenário científico da Física. Espera-se que este relato contribua para a reflexão acerca do papel das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas Bibliotecas Universitárias, de maneira que, tais instituições e seus profissionais encontrem, através dessa plataforma, meio de comunicar, capacitar e disseminar informação. E por fim, a investigação se mostrou, no decorrer da pesquisa, como um campo pouco explorado na literatura  especializada.</text>
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