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                  <text>Eixo 2 – Práticas
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
QUANDO O ESTÁGIO NÃO ACONTECE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
SUPERVISED CURRICULUM INTERNSHIP IN UNIVERSITY LIBRARIES: WHEN THE
INTERNSHIP DOESN'T HAPPEN: AN EXPERIENCE REPORT
Sara Costa Coelho Rodrigues1
Vanusa Jardim Borges2
Rafael Lima Medeiros Ferreira3
Resumo: Apresenta as experiência das atividades desenvolvidas durante o Estágio Curricular Supervisionado 1
(ECS-1), no período letivo de 2019/2, no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas
(SISTEBIB/UFAM), local designado para a realização das atividades e da qual informa-se que sua
operacionalização não ocorreu por motivos institucionais não informados. Sendo assim, cada Coordenação de
Estágio em cada curso da graduação ficou responsável por elaborar um Plano Emergencial para as disciplinas de
Estágio de modo que não houvesse maiores prejuízos aos discentes do curso de Biblioteconomia. Como de
costume, os discentes foram encaminhados às instituições concedentes e, assim que as atividades de estágio foram
interrompidas, adotou-se o referido plano. Das experiências vivenciadas durante a realização da disciplina e dos
procedimentos que ocorreram mediante o plano emergencial, esta comunicação propõe reflexões que envolvem o
ensino e as relações de aprendizagem entre a teoria e prática envolvidas no cumprimento efetivo ou não do ECS.
Conclui-se que o ECS contribui, de forma relevante, para o desenvolvimento das competências profissionais e
para a formação completa dos discentes em Biblioteconomia e que a não realização deste constitui-se em prejuízo
para o processo formativo.
Palavras-chave: Estágio curricular supervisionado. Relato de experiência. Bibliotecas universitárias.
Abstract: It presents the experience report of the activities developed during the Supervised Curricular Internship
I (ECS-1), in the academic period of 2019/2, in the Library System of the Federal University of Amazonas
(SISTEBIB/UFAM), place designated for the realization activities and of which it is reported that is operation did
not occur for unreported institutional reasons. Therefore, each Internship Coordination in each undergraduate
course was responsible for drawing up an Emergency Plan for the Internship subjects so the there would be no
greater damage to the students of the Library Science course. As usual, the students were referred to the granting
institutions and, as soon as the internship activities were interrupted, the aforementioned plan was adopted. From
the experiences lived during the execution of the discipline and procedures that occurred through the emergency
plan, this communication proposes reflections that involve teaching and the learning relationship between theory
and practice involved in the effective compliance or not of the ECS. It is concluded that the ECS contributes, in a
relevant way, to the development of professional skills and to the complete training of students in Library Science
and that the failure to do this constitutes a detriment to the training process.
Keywords: Supervised curricular internship. Experience report. University libraries.

1. Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas; E-mail: sararod@bol.com.br;
2. Mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia pela UFAM; Docente do Curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal do Amazonas; E-mail: jardim.vanusa@gmail.com;
3. Doutorando em Educação pela Universidade Cidade de São Paulo, bolsista CAPES; Mestre em Políticas Públicas
pela Universidade de Mogi das Cruzes; Bibliotecário-Documentalista da Universidade Federal do Amazonas; Email: faelmedeiros.br@gmail.com.

�1 INTRODUÇÃO
O O Estágio Curricular Supervisionado (ECS) faz parte da formação acadêmica dos
estudantes de Biblioteconomia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por ser, não apenas
um componente curricular complementar ao seu aprendizado teórico, mas também um elemento
integrante de sua qualificação profissional e pessoal. O ECS é fundamental para o aprendizado do
discente, pois propicia dentre outras coisas, o conhecimento das atribuições técnicas inerentes ao
trabalho do bibliotecário, bem como de suas funções cotidianas dentro da instituição, favorecendo o
desenvolvimento das habilidades necessárias ao desempenho da profissão.
Todos os campos de estágio, sejam instituições públicas ou privadas, por seu perfil
organizacional e tecnológico, possibilitam novos conhecimentos e apresentam diferentes desafios
profissionais, exigidos para suprir as necessidades informacionais em uma sociedade em constante
transformação. Desta forma, as Unidades de Informação onde se realizam as etapas do ECS, bem
como os profissionais que ali atuam, são fundamentais para a concreção dos objetivos propostos,
habilitando ou não, o futuro profissional para a inserção no mercado de trabalho.
O ECS em Biblioteconomia da UFAM se divide em quatro etapas possibilitando ao aluno
conhecer e atuar em diversos tipos de Unidades de Informação, identificando suas demandas e
peculiaridades, além de compreender a importância e multiplicidade do “fazer bibliotecário”.
Para contextualizar esse relato, parte do início das atividades de estágio no período letivo
2019/2, no qual foram designados discentes para realizar a disciplina no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM), estrutura de gestão e operacionalização de
produtos e serviços de informação acadêmica administrada pela Biblioteca Central da UFAM (BCUFAM).
O SISTEBIB/UFAM é um campo permanente de Estágio Curricular Supervisionado do Curso
de Biblioteconomia da Universidade, dada a sua importância enquanto parte integrante e essencial do
processo formativo dos discentes, além de exercer um papel fundamental de apoio às atividades de
Ensino, Pesquisa e Extensão no âmbito geral da instituição.

�Esta modalidade de biblioteca oferece uma grande diversidade de atividades atinentes ao fazer
de um bibliotecário. O estagiário inserido nesta unidade tem a oportunidade de conhecer sua estrutura,
produtos, serviços, seus usuários e demandas, bem como das diversas Bibliotecas Setoriais que
compõem o SISTEBIB/UFAM.
O ECS 1, objeto desse relato, teve início em agosto de 2019 na Biblioteca mencionada, sendo
esta, responsável por tratar e encaminhar os materiais bibliográficos para as Bibliotecas Setoriais, bem
como em gerir as questões administrativas relacionadas à biblioteca. As atividades decorridas nessa
etapa da disciplina de Estágio e a turma de discentes direcionadas para essa Biblioteca teve como
supervisora acadêmica a Professora Vanusa Jardim Borges e como supervisão de campo, o
Bibliotecário-Documentalista Rafael Lima Medeiros Ferreira, Vice-Diretor do SISTEBIB/UFAM.
O fato informado às Coordenações de Estágio Supervisionado da graduação foi que devido
aos trâmites burocráticos da instituição, o Seguro de Vida obrigatório dos discentes em estágio,
amparado por lei, não foi renovado em tempo hábil e todas as atividades de estágios em andamento na
Instituição foram suspensas. Como medida alternativa, as Coordenações de Estágio também foram
informadas que deveriam elaborar ações pedagógicas e de gestão administrativa para que se
cumprisse o mínimo de conteúdo e carga horária exigida ao cumprimento da disciplina. Com isso, a
Coordenação de Estágio do Curso de Biblioteconomia elaborou o documento denominado Plano
Emergencial de Estágios, apresentou aos professores da disciplina e do qual se obteve a aprovação
para executá-lo.
Este artigo trata do relato de experiências relativo ao ECS 1 do Curso de Biblioteconomia,
desenvolvido, parcialmente, no SISTEBIB/UFAM e em sala de aula, pautado neste último ambiente
pelo Plano Emergencial de Estágio e, tem como objetivo apresentar e descrever as atividades
desenvolvidas no decorrer do mesmo, bem como tecer considerações acerca da importância do
estágio na formação profissional e inserção no mercado de trabalho do futuro bibliotecário, bem
como, propõe refletir sobre a teoria e a prática e a não-prática do ECS 1, tecendo considerações e
sugestões acerca da disciplina.
A revisão do assunto na literatura, com base em obras de autores que se debruçam sobre o
tema, buscou os principais conceitos e conhecimentos acadêmicos e pedagógicos que nortearam a
situação vivenciada. Outrossim, este relato pretende contribuir, como parte do processo coletivo e
contínuo de construção de conhecimento sobre o tema na área da Biblioteconomia.

�2 O ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM BIBLIOTECONOMIA

Nos Cursos de Biblioteconomia, o ECS é prospectado de acordo com Projeto PolíticoPedagógico do curso, segundo orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais aprovadas pelo
Ministério da Educação para a área, e em consonância com a Lei 11.788/2008, que regulamenta a
prática do estágio de estudantes no país. Em seu Art. 1.º, a Lei estabelece:

Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que
visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o
ensino regular em instituições de educação superior e de educação profissional; e faz parte
do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando [...]
visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização
curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho
(BRASIL, 2008).

Os trechos acima destacados deixam claro que o estágio objetiva a preparação do discente
para suprir as demandas pedagógicas e do mercado de trabalho, apontando para a necessidade de
um processo educativo completo, que permita a formação de profissionais competentes na sua área
de atuação. Marran (2008, p.3) assevera a indissociabilidade das dimensões teórica e prática, como
um espaço de interação, “a partir da dinamicidade entre o saber e o saber fazer, entre situação de
formação e situação de trabalho”.
Destarte, o ECS deve oportunizar aos acadêmicos as experiências necessárias para suprir as
demandas de um mercado de trabalho cada vez mais exigente. Essa preparação para o trabalho
produtivo deve ser a mais completa possível, com a aquisição de conhecimentos e competências
próprias à profissão.
Nas palavras de Alves (2013, p. 830) “Sem a vivência da prática haveria um distanciamento
do aluno em relação ao mercado de trabalho e à sua futura profissão”. Além disso, o estágio
oportuniza o conhecimento de regras de conduta de princípios profissionais e éticos, também
necessários para a formação profissional. A autora destaca ainda a importância do estágio como um
elemento “possibilitador” de competências bem como, de desenvolvimento de comportamentos e
atitudes que se espera de um profissional:

�Os estágios vêm assumindo maior importância diante das novas exigências do mercado de
trabalho que exige profissionais que além da capacidade técnica possuam criatividade,
liderança, ética e adaptabilidade às rápidas transformações informacionais e sociais além de
integração, conhecimento e familiaridade com o meio em que vão atuar (ALVES, 2013,
p.833).

Por sua vez, Marran (2008) ressalta a necessidade se formar um profissional crítico e
reflexivo, com autonomia para compreender e transformar a realidade ao seu redor, posto que o
estágio também permita ao aluno fazer sua própria leitura da realidade, o que favorece a apreensão
de informações necessárias para ações intencionais de uma prática emancipadora, de uma formação
profissional diferenciada para o trabalho produtivo, mas não-alienado. E acrescenta:

Este momento é uma possibilidade de reflexão e paralelismo sobre o curso, sobre as
solicitações das categorias destinadas à formação, no caso, a de trabalho produtivo, sobre a
interdisciplinaridade e a suficiência ou aprimoramento necessários à constituição da
inteireza profissional (MARRAN, 2008, p. 5).

Desta feita, espera-se que o ECS permita, além da prática e da autonomia do aluno, o
desenvolvimento do sendo crítico e de atitudes essenciais para o bom desempenho profissional, tais
como: ética, compromisso, responsabilidade e espírito de equipe.
A formação no campo da Biblioteconomia exige o domínio de um conjunto de
conhecimentos, habilidades e competências vinculados aos conteúdos teórico-práticos presentes nos
componentes curriculares, dentre eles o ECS. Para concreção dos objetivos propostos para o ECS,
este deve promover a realização de atividades programadas, de cunho profissionalizante, com vistas
a aprofundar os conhecimentos teórico-práticos do educando, capacitando-o para organizar e
administrar centros de informação.
Neste sentido, Alves (2013) destaca o papel do estágio como instrumento pedagógico e
ressalta que a boa relação entre a Instituição de Ensino Superior (IES) e a instituição concedente é
vital para o seu sucesso, sendo fundamental o acompanhamento e o comprometimento do
supervisor (a) de campo e do orientador (a) pedagógico, para a efetividade e qualidade das ações
desenvolvidas na prática do educando e sua integração ao meio profissional.
O Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) por meio da Resolução nº 192/17, em seu
Art. 10, concede orientações quanto à supervisão de estágios de estudantes de Biblioteconomia e
quanto às normas de conduta do Bibliotecário quando em atividade de supervisão de estágio:

�O agente de educação e coordenador do curso deve:
a) assegurar-se que o orientador seja um professor com bacharelado em Biblioteconomia;
b) manter permanente supervisão dos procedimentos realizados por estudantes de
Biblioteconomia no trato com os problemas e soluções bibliotecárias;
c) dar a conhecer aos estudantes de Biblioteconomia todas as implicações éticas dos
diferentes procedimentos e das diferentes situações encontradas no trato com a
armazenagem, processamento, recuperação e disseminação da informação;
d) dar a conhecer aos estudantes de Biblioteconomia sob sua supervisão, as altas
responsabilidades sociais de Bibliotecário como classe e dos Bibliotecários em particular.

O ECS deve, portanto, ser um espaço para a complementação da base teórica do curso, sob a
supervisão de profissionais competentes e comprometidos com a formação do educando. Essa
interação com o meio profissional possibilita a reflexão do aluno quanto à realidade dos campos de
atuação profissional, preparando-o para enfrentar os desafios futuros.
Apesar de todas as legislações e orientações quanto à prática do estágio, inúmeras situações
podem dificultar sua efetivação ou mesmo, impedir os resultados propostos e esperados. Marquetis
(2001, p. 08) elenca como causas mais comuns, relacionados à supervisão e orientação: a falta de
envolvimento de professores orientadores, insuficiência da supervisão e postura de bibliotecários
supervisores; falta de integração/respeito dos profissionais, estagiar com profissionais
desmotivados.
Na maioria das vezes esses profissionais se encontram sobrecarregados de afazeres, ficando
desmotivados para mais esse ofício, mas isso não deve justificar esse tipo de postura. Nestes casos,
a postura do profissional bibliotecário fere ao código de ética profissional e enfraquece a imagem e
conduta profissional de uma categoria, não reconhecendo a importância de seu papel na formação
do aluno e deixando uma imagem negativa para o aprendiz.
Com relação às atividades realizadas, Souza e Nascimento (2009) e Marquetis (2001)
relatam em suas pesquisas, que para uma parcela das instituições concedentes, o estagiário é
encarado como mão de obra gratuita ou de baixo custo, sem os encargos trabalhistas,
especificamente no caso dos estágios obrigatórios.
Em outros casos, essa mão-de-obra dos estudantes que deveria ser tão proveitosa e
promissora para o aprendizado de conteúdos e condutas de sua futura profissão, se reduz ao
executar somente atividades técnicas, funções e tarefas não relacionadas aos seus cursos, ou para
suprir a carência da instituição, outros são encarregados de trabalhos repetitivos ou maçantes, sem
supervisão e sem possibilidade de expansão de seus conhecimentos.

�A execução do estágio dessa maneira é extremamente prejudicial, pois o estudante adquire
pouca ou nenhuma aprendizagem e deixa de construir as relações entre o conhecimento teórico e
prático relativo à profissão. O discente precisa vivenciar o maior aproveitamento em qualidade do
aprendizado e das experiências técnicas e administrativas ligadas ao seu curso, para que adquira
uma visão ampla da profissão e possa proporcionar a segurança para desenvolver suas futuras ações
profissionais.
Na mesma direção, Alentejo (2010) aponta para a questão do descumprimento do plano de
estágio pela Instituição concedente. A desvinculação entre teoria e prática, ocasionada por
problemas no planejamento do estágio, Alves (2013, p. 832) comenta que “a dissociação entre a
teoria e a prática pode ser ocasionada pela inadequação dos currículos dos cursos à realidade
profissional, impedindo a aplicação do conteúdo aprendido ou exigindo conhecimentos não
repassados pelos cursos universitários”. Neste caso, seria importante que orientadores pedagógicos
e supervisores de campo programassem em conjunto e de maneira periódica as atividades que a
instituição concedente tem condições de desenvolver com os estagiários, avaliando-as e adequandoas, quando necessário.
Alves (2013) também aponta para o despreparo de algumas bibliotecas quanto à realização
do estágio devido ao seu horário de funcionamento e tipos de serviços oferecidos e ainda a falta de
compromisso de alguns alunos. Para que haja uma aprendizagem significativa no decorrer do
estágio, além da adequação do currículo, das atividades e empenho dos profissionais, também é
essencial o comprometimento do aluno nesse processo e do reconhecimento individual da
participação deste no processo de aprendizagem e de progresso dos conhecimentos da própria área
de atuação e de seu campo profissional.
Pelo exposto pode-se observar que somente as legislações não são suficientes para
assegurar o alcance dos resultados projetados para o ECS, sendo necessário um empenho coletivo,
de todos os atores envolvidos, bem como, há que se pensar em novos modelos ou propostas de
contribuições técnicas e acadêmicas advindas de todos que envolta o tema.
Marquetis (2001, p.115) conclui que mesmo da experiência negativa na fase de estágio,
pode-se tirar proveito: “que o aluno tenha consciência do que não se deve fazer. Isso acaba
enriquecendo o aluno, se ele tiver uma postura positiva. Enxergar os problemas e as dificuldades e
os defeitos também contribuem para sua formação”.

�Dessa forma, seja a experiência positiva ou negativa, a realização do estágio viabiliza
valiosas contribuições à formação dos sujeitos, mas para que isso aconteça, é necessário abastecer e
conduzir o processo de estágio de maneira consciente, profissional e cidadã efetiva ao papel que
cada ator envolvido desempenha e da importância das funções e contribuições que esses atores
podem incrementar ou inovar nas disciplinas.
A não realização do estágio em Biblioteconomia implica, portanto, em andar na contra mão
do processo formativo de qualidade que se espera de um profissional da informação, o que afeta na
construção do seu perfil e consequentemente, em sua atuação profissional, tendo em vista que todos
esses aspectos estão interacionados.
Sobretudo no contexto atual, com o processo contínuo de mudanças e novas exigências
sociais e tecnológicas intervém no fazer na área, exigindo um profissional cada vez mais
qualificado e altamente competente na utilização desses recursos. Não basta a execução das rotinas
técnicas e de gestão, esse atual cenário exige que o profissional seja perspicaz, dinâmico, criativo,
crítico, flexível e multifacetado de modo a oferecer serviços informacionais e socioculturais
diferenciados e qualificados, fazendo um com que a unidade onde atue exerça influência ativa,
suprindo demandas da instituição e dos usuários da comunidade em que esteja inserida.
Na UFAM, as atividades de estágio estão regulamentadas pela Resolução nº 004, de
29/02/2000 do Conselho de Ensino e Pesquisa – CONSEPE e de acordo com Projeto Pedagógico do
Curso de Biblioteconomia da universidade, o Estágio Curricular Supervisionado (ECS) é requisito
obrigatório na formação do discente, como atividade integrante do curso, com vistas a proporcionar,
além da complementação curricular, a reflexão acerca dos conteúdos teóricos desenvolvidos na
academia, por meio de atividades práticas e das rotinas de trabalho em unidades de informação.
Desta forma, o estágio permite que a teoria apreendida seja posta em prática. O Projeto descreve o
perfil do profissional a ser formado:

A expectativa é formar profissionais para o desempenho proficiente e criativo das
atividades do ciclo documentário (reunião, tratamento e difusão de documentos e
informação) e do ciclo informacional (produção, transferência e uso de documentos e
informação) e a participação ativa nos processos de construção e reconstrução da realidade
social. (UFAM, 2008, p. 10).

�A disciplina compreende 240 horas/aula, distribuídas em quatro fases do curso,
integralizando 8 créditos, a serem cumpridas a partir da 4º período, com o Estágio I (60 horas)
informado nesse artigo como ECS 1. Estão incluídos na Matriz Curricular distribuídos nos demais
períodos do curso em ECSs II, III E IV, sendo realizado uma vez por semana, com carga horária
diária de 4 horas. Conforme o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) vigente desde 2009, destina-se a
execução de cada estágio em Unidades de Informação alternadas entre as tipologias Setor Público,
Setor Privado e Terceiro Setor, sendo que no último estágio ECS IV, a Coordenação de Estágio se
esforça para que o discente tenha a oportunidade de retornar à Unidade de Informação em que mais
estimou afinidade e identificação profissional para que a partir dessa experiência possa desenvolver
um projeto de pesquisa ou seu trabalho de conclusão de curso. Vale salientar que, nem sempre essa
alternância e retorno à Unidade de Informação preferida é oportunizada ao discente, visto a
quantidade de instituições concedentes e da disposição de profissionais regulamentados para
supervisão técnica em campo.
Além das documentações exigidas, relativas ao contrato de estágio, o seguro de vida é um
requisito obrigatório para a realização do ECS. O seguro obrigatório é estabelecido de acordo com a
Resolução 067/2011-CEG/CONSEPE/UFAM, em seu Art. 8º: “Ao estagiário será garantido seguro
obrigatório contra acidentes pessoais, o qual será custeado pela UFAM quando se tratar de estágio
obrigatório, e pela entidade concedente, quando se cogitar de estágio não obrigatório”.
A UFAM é uma Instituição de Ensino Superior pública, mantida pela União, por isso
mesmo, sua estrutura formal é muito rígida e dependente de órgãos superiores federais, inclusive,
dependente dos orçamentos financeiros governamentais. Na instituição, os procedimentos, bem
como, das legislações e normas que norteiam os Estágios Obrigatórios são atribuições da PróReitoria de Ensino de Graduação (PROEG) e, respectivamente no Setor específico denominado
Departamento de Programas Acadêmicos (DPA).

�3 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

Como centros de informação e de práticas sociais complementares, as bibliotecas
universitárias participam do processo de disseminação da informação e do conhecimento de forma
articulada com os projetos pedagógicos dos cursos, as atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão e
contribuem efetivamente para o cumprimento da missão e o alcance dos objetivos da instituição
onde esteja inserida, considerando as suas áreas de atuação e o perfil sociocultural e as necessidades
e demandas do seu público alvo. Além disso, a biblioteca universitária é a responsável por difundir
e resguardar a produção intelectual da instituição.
De acordo com Macedo e Dias (1992), como objetivos técnicos, uma biblioteca universitária
deve organizar tecnicamente o acervo, orientar seu uso e disseminar as informações, controlando
operacionalmente seus sistemas. Como objetivos institucionais, visa direcionar suas atividades ao
cumprimento dos objetivos da instituição, apoiando as necessidades de Ensino, Pesquisa e
Extensão, bem como as de caráter administrativo, a fim de incrementar a produtividade científica e
acadêmica.
O SISTEBIB/UFAM foi criado em 12 de setembro de 1974, sendo este, um Órgão
Suplementar, responsável pela administração do Sistema de Bibliotecas, é subordinado diretamente
ao Reitor. Desde abril de 2002, ocupa o prédio da Biblioteca Setorial da Faculdade de Ciências da
Saúde, situada na Av. Ayrão, 1033A - Praça 14 de Janeiro, Manaus.
O SISTEBIB/UFAM exerce um papel fundamental de apoio às atividades de Ensino,
Pesquisa e Extensão, tendo uma organização centralizada que promove o empréstimo de todo
material bibliográfico e audiovisual necessário demandado pela comunidade universitária, bem
como o repasse de materiais bibliográficos às Bibliotecas Setoriais de acordo com as solicitações
realizadas (UFAM, 2019).
Segundo dados disponíveis no site da instituição, o SISTEBIB/UFAM é responsável pelo
gerenciamento da programação orçamentária, relativa ao acervo bibliográfico, bem como de todo
material informacional pertencente ao acervo da Fundação Universidade do Amazonas (FUA),
independente de sua localização. Todo material recebido por doação pelas Bibliotecas Setoriais, é
obrigatoriamente, remetido à Biblioteca Central para seleção, registro e processamento técnico.

�O SISTEBIB/UFAM constitui-se de um conjunto de Bibliotecas integradas sob os aspectos
funcional e operacional, cuja filosofia de atuação visa a unidade e a racionalização de serviços,
materiais e métodos, tendo por finalidade:
a) Integrar as suas bibliotecas à política educacional e administrativa da UFAM, servindo de
apoio aos seus programas de ensino, pesquisa e extensão;
b) Estimular a produção técnico-científica e cultural mediante o desenvolvimento de
serviços e produtos de informação;
c) Cooperar com redes e sistemas de informação para melhor aproveitamento e
racionalização dos recursos disponíveis, integrando-se aos planos nacionais de bibliotecas
universitárias e demais programas cooperativos;
d) Contribuir para a atualização e o aperfeiçoamento profissional da classe bibliotecária da
UFAM, e demais servidores que nela atuam, através da produção de eventos ou incentivos à
participação em atividades técnicas, congressos, seminários, cursos, etc.

O SISTEBIB/UFAM, por meio de uma estrutura organizacional e administrativa
parcialmente centralizada, constitui-se de uma Biblioteca Central e sete Bibliotecas Setoriais
instaladas em Manaus e cinco Bibliotecas nas Unidades no Interior do Estado.
Além do Estatuto e Regimento da UFAM, cada divisão tem suas atribuições especificadas
no Regimento interno do SISTEBIB/UFAM, compostas da seguinte forma:
a) Biblioteca Central (BC) – responsável pela administração e planejamento das atividades
do Sistema de Bibliotecas;
b) Divisão de Intercâmbio (DI) – responsável pelo estabelecimento de programas de
intercâmbio com entidades nacionais e internacionais;
c) Divisão de Seleção e Aquisição (DSA) – responsável pelo controle e supervisão das
atividades relacionadas aos processos de aquisição e de incorporação ao patrimônio da
UFAM de todo material informacional;
d) Divisão de Processamento Técnico da Informação (DPI) – responsável pela coordenação,
execução e controle do processamento técnico de todo material informacional e de sua
inserção no sistema de gerenciamento da utilização do acervo;

�e) Divisão de Documentação (DD) – responsável pelo planejamento, supervisão e avaliação
das atividades desenvolvidas pelo Serviço de Informação e Divulgação bem como pela
reunião, organização e preservação da memória documental da UFAM;
f) Divisão de Bibliotecas Setoriais (DBS) – responsável pela coordenação, supervisão e
avaliação das Bibliotecas Setoriais e de Extensão. Consideram-se Bibliotecas Setoriais
aquelas localizadas nas Unidades Acadêmicas e Órgãos Suplementares onde prestam
serviços. Todas estão destinadas a atender a comunidade da UFAM, alunos de graduação,
pós-graduação e servidores.

O SISTEBIB/UFAM possui Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções, bem
como Política para Indexação de Acervo e utiliza o Sistema Pergamum de Gerenciamento de
Bibliotecas. Tanto a BC/UFAM quanto as sete Bibliotecas Setoriais contam com seus acervos
informatizados e as cinco Bibliotecas das Unidades fora da sede estão com seus acervos
parcialmente informatizados. O acervo das bibliotecas do SISTEBIB/UFAM é aberto ao público em
geral para consultas e pesquisas.
As universidades destacam-se por serem importantes geradoras de conhecimento, advindos
de pesquisas realizadas por pesquisadores, docentes e discentes. A BC/UFAM, a exemplo de outras
bibliotecas universitárias, contribui de forma significativa nesse processo, por intermédio de seus
recursos informacionais que são subsídios fundamentais para a pesquisa acadêmica, possibilitando a
construção de novos conhecimentos.

4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

As atividades aqui enunciadas foram desenvolvidas e descritas em relatórios parciais, como
requisito para cumprimento e avaliação da disciplina ECS 1, no decorrer do 4º período do Curso de
Biblioteconomia da UFAM, no segundo semestre de 2019. Aqui são apresentadas apenas um
resumo das mesmas.

�4.1 Atividade 1: Repositório Institucional da UFAM (RIU) e Arquivamento de documentos

Essa atividade resulta dos dias de realização de atividades presenciais de estágio na
Instituição concedente e das ocorrências que puderam ser vivenciadas e aprendidas pelos discentes.
Nesta ocasião, foi apresentada a Divisão de Documentação responsável pelo Repositório
Institucional da UFAM.
O RIU, criado em 06 Julho de 2017, é uma plataforma digital, de acesso gratuito, público e
aberto, que tem por objetivo de armazenar, preservar e divulgar toda a produção técnica e científica
da UFAM, além de promover o intercâmbio intelectual com outras instituições nacionais e
internacionais.
Segundo a Portaria n° 1065/2017 que o institucionalizou, os conteúdos que integram o
repositório são: dissertações, teses, trabalhos de conclusão de cursos de graduação e pósgraduação lato sensu, artigos científicos, documentos de conferências, palestras, livros e capítulos
de livros, patentes, revistas da Ufam, relatórios e softwares livres, e outros documentos relevantes.
Estabelece ainda que o SISTEBIB/UFAM será responsável por sua operacionalização técnica,
garantindo a organização e atualização de seus dados.
O abastecimento do sistema é feito principalmente por meio de auto arquivamento de
documentos, que depois de revisados e aprovados pelo setor competente, são disponibilizados pelo
site, que se apresenta em três idiomas (português, espanhol e inglês).
O RIU é organizado em comunidades constituídas por um conjunto de coleções, nas áreas de
Ciências Agrárias; Biológicas; Saúde; Exatas e da Terra; Humanas; Sociais Aplicadas; Engenharias;
Linguística, Letras e Artes; e Multidisciplinar. As buscas podem ser feitas por autoria, assunto,
áreas de conhecimento, tipo de documento, data de publicação e tipo de publicação. O acesso é feito
pelo endereço eletrônico: http://riu.ufam.edu.br/.
Segundo Valentim (2017) as bibliotecas universitárias têm desempenhado um importante
papel na constituição de repositórios institucionais, uma vez que as universidades e os institutos de
pesquisa são os que mais geram conhecimento no país, conhecimento este advindo de pesquisas
realizadas por pesquisadores, docentes e discentes.

�Deste modo, o RIU é uma importante ferramenta digital criada para preservação e
divulgação da produção técnico-científica de pesquisadores, alunos e funcionários da instituição. A
disponibilização de seu conteúdo, de forma aberta, favorece o processo de comunicação científica,
oferecendo novas oportunidades para o compartilhamento da informação, contribuindo para o
desenvolvimento da ciência.
Após as devidas explanações acerca do histórico, das normativas, especificações e
funcionamento do sistema do Banco de Tese e Dissertações mantido pela BC/UFAM, o
bibliotecário responsável apresentou os formulários disponíveis no site, necessários para o
autoarquivamento de produções acadêmicas e cientificas. Também esclareceu como ocorre o
arquivamento de documentos de acesso embargado, posto que, normalmente, gerem patentes, é
feito de forma presencial.
Ato contínuo passou-se à demonstração prática do processo de alimentação de metadados no
RIU, de uma tese de acesso embargado. Os formulários de cada etapa foram preenchidos sob
orientação do supervisor de campo e a atividade foi executada com êxito.
O desempenho desta atividade ressaltou o reconhecimento de sua importância em relação à
disseminação do conhecimento em acesso aberto. Conhecer sua estrutura e funcionamento é
essencial para a formação profissional do bibliotecário, como gestor da informação.

4.2 Atividade 2: Realização do Estudo Dirigido

A segunda atividade realizada após a suspensão das atividades presenciais de Estágio e
prevista no Plano Emergencial de Estágio aconteceu mediante Estudo Dirigido, com base em um
texto intitulado: Estágio Curricular Supervisionado: algumas reflexões, de autoria de Ana Lúcia
Marran.
De acordo com Quadros (2011) o estudo dirigido é uma técnica didática cujo princípio é que
o professor não ensina, mas agiliza o processo de aprendizagem, auxiliando o aluno a aprender,
incentivando sua atividade intelectual, além de facilitar o desenvolvimento da criatividade e de
habilidades. Caracteriza-se pela divisão em etapas e Inclui atividades de leitura, exercícios e
autocorreção, sendo eficiente em qualquer área do conhecimento, pois auxilia no entendimento e na
memorização do conteúdo estudado.

�O texto em questão trata-se de um estudo que discute o ECS, suas concepções e desafios na
educação superior, por meio de reflexões fundamentadas em autores que se debruçam sobre o tema,
bem como por norteamentos trazidos pela Lei 11788/2008.
Dentre as reflexões do texto, a autora destaca a importância do ECS como sendo uma
atividade essencial à formação profissional do educando, pois cria oportunidades para a
complementação do processo de ensino-aprendizagem, unindo teoria e prática, devendo fazer parte
do projeto pedagógico de cursos de graduação.
Assevera a indissociabilidade entre a formação teórica e a prática e reitera que o estágio é
um espaço de interação interdisciplinar e produção do conhecimento numa perspectiva crítica, ética
e competente. Considera o estágio como o lócus propício ao desenvolvimento da identidade
profissional do aluno, construída a partir de uma ação vivenciada, reflexiva e crítica.
Aponta que a Lei n. 11.788/ 2008 (que norteia o ECS) traz em seu bojo uma conotação do
ECS como uma instrumentalização mecanicista para a execução de um “trabalho produtivo”. Tal
fato levanta os seguintes questionamentos: “que tipo de homem se pretende formar?” e encadeada a
esta: “Para que sociedade?” (MARRAN, 2008, p. 06).
Ressalta os desafios que envolvem a realidade do ECS perpassam por vieses ideológicos
diversos. Seu entendimento, através da prática reflexiva, confere aos atores envolvidos o
instrumental necessário para que o objetivo seja alcançado. E conclui que o principal objetivo do
estágio é construir a capacidade de autonomia profissional e política do estudante.
O estudo dirigido sobre o referido texto foi dividido nas seguintes etapas: a) destacar as
ideias principais do texto; b) esquematizar o texto partindo das ideias centrais para as ideias
secundárias; c) identificar no texto os conceitos, as características e outros elementos necessários à
compreensão do mesmo; d) pesquisar no dicionário ou glossário o significado de palavras ou
expressões desconhecidas; e) identificar ideias que se contradizem ou que se entenda alguma
contradição; f) quanto ao posicionamento do autor, você concorda ou não com ele? Justifique o seu
posicionamento relacionado ao autor.

�Respondidas as questões individualmente, o grupo foi reunido na sala de aula para
discussões sobre o texto e sobre as percepções da turma acerca do tema. O consenso geral foi de
que o texto é denso, porém as discussões são atuais e pertinentes e de que o ECS é de fato um
espaço de interação interdisciplinar e produção do conhecimento numa perspectiva crítica, ética e
competente, bem como é um importante instrumento para o processo formativo como um todo,
possibilitando o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais para os futuros
profissionais.

4.3 Atividade 3: Caracterização da Biblioteca

A terceira atividade consistiu em um relatório acerca das principais características da
biblioteca onde se iniciou o ECS, neste caso, a BC/UFAM, tendo por objetivo descrever, de forma
breve e sucinta, aspectos como sua tipificação, sua instituição mantenedora, sua função, seus
produtos e serviços, bem como, seus usuários.
A tipologia de uma biblioteca é determinada pelas funções e serviços que oferece, pela
comunidade que atende e pelo seu vínculo institucional. Dessa forma, a biblioteca universitária tem
características

diferenciadas

das

demais

(escolares,

especiais,

especializadas,

públicas,

comunitárias), sendo um equipamento não apenas cultural ou de apoio educacional, mas um espaço
privilegiado de mediação institucional na formação do pesquisador.
A UFAM, sua instituição mantenedora, é considerada uma das universidades mais antigas e
mais importantes do país e goza de grande destaque na Região Norte. Segundo informações
disponíveis no portal da instituição, a UFAM oferece atualmente 96 cursos de graduação e 39 de
pós-graduação stricto sensu credenciados pela Capes. Ao todo 31 cursos de Mestrado e 8 cursos de
Doutorado. Em nível de Pós-Graduação Lato Sensu, são mais de 30 cursos oferecidos anualmente.
No que se refere à Extensão, são mais de 600 projetos que beneficiam diretamente a população e 17
grandes programas extensionistas.
Entre os alunos dos cursos regulares de graduação ministrados em Manaus e no interior do
Estado e dos cursos de graduação conveniados, a Universidade reúne mais de 20 mil estudantes.
Nos cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrado e doutorado) e Lato Sensu são mais de 2 mil
estudantes.

�De acordo com portal da UFAM (2019), a BC/UFAM tem como principais atribuições:

a) Adquirir, preparar, manter atualizado e disseminar o material informacional sobre os
assuntos relativos aos programas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade do
Amazonas;
b) Atuar como um Centro Referencial de Informação Técnico-Científica e Cultural,
orientando os seus usuários às fontes que atendam a essas questões;
c) Reunir, preparar e manter a memória documental da UFAM;
d) Manter articulação permanente com o Departamento de Biblioteconomia para a
realização de estágios supervisionados;
e) Servir como entidade responsável pelo depósito legal da documentação bibliográfica
produzida e editada pela UFAM;
f) Programar, sistematicamente, em articulação com os Departamentos e Centros
Acadêmicos, curso de iniciação à pesquisa bibliográfica nos níveis básicos, profissional e de
pós-graduação, bem como treinamento de usuários;
g) Realizar cursos, treinamentos e outros que possam contribuir para o aperfeiçoamento do
pessoal técnico-administrativo.

Quanto aos serviços, o SISTEBIB/UFAM oferece: Circulação, Empréstimo Domiciliar,
Renovação (presencial ou online pelo MEU PERGAMUM) e Reservas; Referência, Comut
(Programa de Comutação Bibliográfica); Nada Consta (documento necessário para recebimento
de diploma, bem como para fins administrativos); Elaboração de ficha catalográfica; Depósito de
teses e dissertações e trabalhos de conclusão de curso; Salas de estudo.
Os Produtos ofertados são: Catálogo online; Repositório Institucional (RIU); Publicações e
Base de Dados nacional e internacional. Além disso, a BC/UFAM, por intermédio do
SISTEBIB/UFAM, oferece capacitações tais como: treinamento para usuários; tutoriais;
apresentações e materiais de apoio; apoio ao ensino. O apoio ao ensino consiste em uma série de
ferramentas digitais que estão disponíveis no portal da instituição.

�A BC/UFAM mantém um canal de comunicação direta através de chat, e-mail e telefones.
Também disponibiliza outras informações importantes por meio de informes e relatórios.
Com relação aos seus usuários, a BC/UFAM enquanto unidade técnico-administrativa do
SISTEBIB/UFAM, não oferece serviços de referência e empréstimos de obras como as Setoriais, a
maior parte de seus serviços e produtos são disponibilizados de forma virtual. Os usuários que,
presencialmente, procuram a BC/UFAM, o fazem para doação de obras, consulta às teses e
dissertações que são se encontram no repositório e depósito de teses e dissertações que vão gerar
patentes, além de servidores da UFAM, para emissão de Nada Consta.
Dessa forma, a BC/UFAM indiretamente atende a toda a comunidade acadêmica da UFAM,
por meio do SISTEBIB/UFAM, tendo como usuários: alunos dos cursos de graduação e pósgraduação, professores (efetivos, visitantes e substitutos), pesquisadores e técnicos administrativos.
Além de membros da comunidade em geral, sem vínculo com a instituição.
Esta etapa do trabalho permitiu a que se tivesse uma visão macro da estrutura organizacional
e funcional da instituição, bem como conhecer suas especificidades, o que a tornou ainda mais
interessante como campo de estágio.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não há dúvidas quanto à importância do ECS, seja pelo que se lê na literatura, seja pelo se
observa na prática. Teoria e prática são complementares. A teoria capacita o discente para a prática
e esta o aproxima da realidade do mercado de trabalho relativo à sua futura profissão.
Dada à sua importância para o discente, esta etapa do curso se reveste de grandes
expectativas, posto que a prática demonstre sua real aptidão e permita o conhecimento do seu perfil
profissional, sendo ainda o objetivo final de sua formação.
A BC/UFAM apresenta características diferenciadas, seja por sua estruturação complexa,
pela diversidade do público que atende ou pela variedade de atividades que desenvolve. Desta feita,
subtende-se, que a instituição seja um lócus privilegiado para o desenvolvimento do estágio e que as
práticas a serem desenvolvidas tenham um grande potencial para fomentar conhecimentos e
vivências que não se adquire na sala de aula o que, certamente, é de grande valia aos acadêmicos
em Biblioteconomia.

�De fato, O ECS 1 na BC/UFAM permitiu o conhecimento, parcial, do funcionamento uma
biblioteca universitária e um pouco do processo que envolve suas atividades, permitindo ainda a
percepção da realidade da ação profissional na Instituição e representando algo concreto quanto ao
mercado de trabalho.
Diante da interrupção das atividades regulares do Estágio nas Instituições, o que se pode
registrar é uma insatisfação coletiva de todos os envolvidos no processo pelos trâmites burocráticos
institucionais que impediram a operacionalização efetiva dos estágios, pois a BC/UFAM é um
excelente espaço de aprendizagem que oportuniza as relações de aprendizagem e experiências entre
teoria, prática e ação. Nesse local, os estagiários contam com ótima receptividade tanto da direção,
assim como, de toda a equipe de bibliotecários e demais funcionários, o que favorece a ambientação
do educando, facilitando a apreensão das novas práticas.
O Plano Emergencial de Estágio elaborado pela Coordenação de Estágio do Curso de
Biblioteconomia da UFAM foi satisfatório tendo em vista a busca de oportunidades e momentos de
aprendizado por meio de trabalhos que proporcionassem o essencial necessário para iniciar
experiência com o estágio no que se refere aos estudos e pesquisas sobre os aspectos teóricos da
disciplina, entretanto, cientes da privação de conteúdos, práticas e das expectativas naturalmente
criadas pelos discentes, considerando as demandas de aprendizagem exigidas pelo currículo,
contribuintes da formação profissional esperada.
Pode-se assim, afirmar que o estágio é de fundamental importância para o aprendizado e
para a formação do discente pelo valor agregado ao conhecimento teórico adquirido na universidade
e a não realização de uma das etapas, sem dúvidas, gera prejuízo ao processo formativo como um
todo. Em síntese, registrou-se a sensação de desapontamento individual e coletiva mediante a
interrupção do estágio já no primeiro contato onde se vislumbrou enxergar a teoria no campo de prática profissional, é
como se de fato, o estágio não houvesse acontecido.

Quando o estágio não acontece, perde-se a oportunidade de vivenciar novas experiências,
esclarecer dúvidas, realizar questionamentos, criar soluções inovadoras e conhecer novos espaços e
profissionais que exercem a profissão nas mais diversas tipologias de Unidades de Informação e da
percepção das condutas profissionais e cotidianas que são tão evidentes e perceptíveis ao processo
de aprendizagem e de formação. Enfim, o conhecimento adquire seu real valor, quando se pode
aplicá-lo.

�O que coube como sugestão é na próxima etapa em ECS-2, em 2020/1, que os discentes
possam ser direcionados novamente às instituições para as quais foram designados em 2019/2, a fim
de obter ganhos objetivos e subjetivos no aprendizado e nas experiências profissionais que os
discentes esperam vivenciar – o estágio curricular supervisionado.

REFERÊNCIAS

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BIBLIOTECONOMIA: o olhar dos estudantes, dos professores e dos bibliotecários das instituições
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em Santa Catarina, Florianópolis, v.18, n.1, p. 829-845, jan./jun., 2013. Disponível em:
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MACEDO, Neusa Dias de. DIAS, Maria Matilde Kronka. Subsídios para a caraterização da
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Apresenta as experiência das atividades desenvolvidas durante o Estágio Curricular Supervisionado 1 (ECS-1), no período letivo de 2019/2, no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM), local designado para a realização das atividades e da qual informa-se que sua operacionalização não ocorreu por motivos institucionais não informados. Sendo assim, cada Coordenação de Estágio em cada curso da graduação ficou responsável por elaborar um Plano Emergencial para as disciplinas de Estágio de modo que não houvesse maiores prejuízos aos discentes do curso de Biblioteconomia. Como de costume, os discentes foram encaminhados às instituições concedentes e, assim que as atividades de estágio foram interrompidas, adotou-se o referido plano. Das experiências vivenciadas durante a realização da disciplina e dos procedimentos que ocorreram mediante o plano emergencial, esta comunicação propõe reflexões que envolvem o ensino e as relações de aprendizagem entre a teoria e prática envolvidas no cumprimento efetivo ou não do ECS. Conclui-se que o ECS contribui, de forma relevante, para o desenvolvimento das competências profissionais e para a formação completa dos discentes em Biblioteconomia e que a não realização deste constitui-se em prejuízo para o processo formativo.</text>
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