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                  <text>Eixo Tradição
PRÁTICAS CULTURAIS E CIDADÃS DO BIBLIOTECÁRIO: EVIDENCIANDO AS POTENCIALIDADES
DA PRAÇA CÍVICA NA CIDADE DE GOIÂNIA
CULTURAL AND CITIZEN PRACTICES OF THE LIBRARY: EVIDENCE THE POTENTIALITIES OF
THE CIVIC SQUARE IN THE CITY OF GOIÂNIA
Johnathan Pereira Alves Diniz1
Bethania Oliveira Silva2
Hevellin Estrela3
Resumo
Discute-se a potencialidade, a partir da Praça Cívica em Goiânia-GO, para a formação cidadã dos bibliotecários. Partiuse da questão: o exercício da formação cidadã proporciona aos bibliotecários viver a cidade e executar suas práticas
sociais? Objetivamos, especificamente, mostrar que a Praça Cívica é retratada por meio dos seus diversos usos e
apropriações, pode ser discutida/compreendida enquanto lugar do encontro, de múltiplos usos e simbolismos,
reforçando seu potencial ao exercício das práticas cidadãs. Fundamentada numa abordagem qualitativa, buscou-se
ressaltar a relevância de incentivar a prática cidadã em espaços não-formais como estratégias complementares.
Aprender sobre a cidade formulando intervenções no espaço vivido, fazem os bibliotecários agregarem, em seus
olhares, proposições que contemplem a necessidade de exercício da cidadania e influenciam a promoção de práticas
culturais como mediadores da informação e valorizar o espaço que nela frequenta e ocupa.
Palavras-Chave: Bibliotecários. Formação Cidadã. Práticas culturais.
Abstract
It discusses the potential, from the Civic Square in Goiânia-GO, for the citizen formation of the Librarians. It started
from the question: does the exercise of citizen training provide the Librarians to live the city and perform their social
practices? Specifically, we aim to show that the Civic Square is portrayed through its diverse uses and appropriations,
can be discussed/understood as a place of encounter, multiple uses and symbolism, reinforcing its potential to exercise
citizen practices. Based on a qualitative approach, the study sought to highlight the importance of encouraging citizen
practice in non-formal spaces as complementary strategies. Learning about the city by formulating interventions in the
living space, make the Librarians aggregate, in their views, propositions that contemplate the need to exercise
citizenship and influence the promotion of cultural practices as mediators of information and value the space that
frequents and occupies.
Keywords: Librarians. Citizen Training. Cultural practices.

1 INTRODUÇÃO
O bibliotecário exerce atividades de organização, tratamento e disseminação de informações,
em bibliotecas tradicionais, centros de informação especializados ou em sistemas eletrônicos, em
arquivos, centros culturais e de memória, museus e hemerotecas. Se antes o foco era o acesso físico
ao documento, hoje a preocupação é com o acesso cognitivo da informação ao cidadão. Nesse
sentido, interessa-se por compreender a cidade, seus espaços e usos como elementos potenciais para
o exercício da cidadania, numa perspectiva que integra as práticas culturais com o cotidiano, a partir
1

Doutorando em Geografia pela UFG. Servidor do IF Goiano. bibliojohn@hotmail.com.
Mestra em Educação pela UFG. Servidora do IF Goiano. bethaniaoliveirasilva@gmail.com.
3
Mestra em Comunicação pela UFG. Servidora do IF Goiano. hevellinestrela@gmail.com.
2

�da vivência da e na cidade, como aspiração a uma formação cidadã dos bibliotecários da cidade de
Goiânia.
O recorte espacial escolhido para este estudo é a Praça Doutor Pedro Ludovico Teixeira,
conhecida usualmente como Praça Cívica, localizada na região central da cidade de Goiânia, Estado
de Goiás, por representar um marco político-administrativo e histórico-cultural importante da
cidade, além de uma referência espacial bastante conhecida da maior parte dos moradores da
cidade.
A diversidade de usos que a Praça Cívica possui (lazer, político, religioso, comercial, social,
histórico e educativo) pode ampliar e dar outra dimensão ao campo de trabalho do bibliotecário.
Essas necessidades compõem a nova realidade, que, por sua vez, convocam estes profissionais a
participarem de forma transformadora, favorecendo a ação cultural, o impacto na sociedade e a
mediação informacional (DANTAS; GARCIA, 2016). Diante o exposto, houve a necessidade de
pesquisar acerca da atuação cidadã do bibliotecário, mediante as práticas culturais, com o interesse
em compreender os arranjos da cidade e suas dinâmicas, assim como os agentes que dela se
utilizam ou são apartados e, deste como contribuir para que o espaço da cidade seja ao mesmo
tempo lido, ensinado, utilizado e, sobretudo, compreendido como elemento ativo no exercício da
cidadania.
Parte-se do pressuposto que as práticas cidadãs ocorrem nos espaços públicos, no qual os
sujeitos podem exercer práticas emancipatórias, democráticas e participativas e as bibliotecas e os
bibliotecários possuem papel de grande importância no exercício da cidadania completa. Assim, a
formação biblioteconômica dialoga muito estreitamente com a cidade e a espacialidade dos sujeitos.
Contudo, questiona-se, o exercício da uma formação cidadã proporciona aos bibliotecários viver a
cidade e executar suas práticas sociais? Essa foi a questão que norteou a elaboração deste texto e a
proposta de caminho a ser seguido por estes profissionais.
2 CIDADE, CIDADANIA E INFORMAÇÃO
Informação e cidadania são conceitos imprescindíveis um do outro, uma vez que o acesso à
informação está diretamente vinculado ao exercício da cidadania. A cidadania para Marshall (1967),
que pode ser considerada como uma abordagem mais tradicional sobre o tema, pode ser entendida
como o direito a ter direitos, pois este autor fez um estudo baseado na realidade britânica e
estabeleceu o que se conhece como a tipologia dos direitos da cidadania que são: os direitos civis,
os direitos políticos e os direitos sociais.

�Desse modo, a informação é um direito comum a todos. Targino (2006, p. 71) afirma que
“não há exercício da cidadania sem informação. Isto porque, até para cumprir seus deveres e
reivindicar seus direitos, sejam eles civis, políticos ou sociais o cidadão precisa conhecer e
reconhecê-los, e isto é informação”. Nesta perspectiva entende-se o conceito de informação sendo
contribuição social à conscientização dos sujeitos acerca dos seus direitos e seus deveres.
Marshall (1967) endossa que a cidade é permeada por um conjunto de direitos e deveres,
mesmo estando estendida a todos, mas que a cidadania em si transcende esse conjunto de direitos e
deveres, uma vez que há outros elementos que interferem na sua atuação, como a situação social
dos sujeitos.
Para Cavalcanti e Souza (2014) a cidade é um espaço multicultural, ambiente de copresença,
da coexistência. A sua gestão e seus projetos devem levar em consideração as diferenças entre os
grupos que habitam este espaço, bem como seus desejos, anseios, rotinas, estilos e a desigualdade
de participação social. Considerando a proposta de trabalhar a potencialidade da Praça Cívica na
cidade de Goiânia à formação cidadã é importante apresentar as contribuições de Gomes (2006) ao
tratar do conceito de espaço público. Para o autor este conceito deve ser pensado por duas vertentes:
por sua configuração física e pela dinâmica e práticas sociais. O autor conclui que assim, o espaço
público, se torna conjunto indissociável das formas com as práticas sociais (GOMES, 2006).
Essa linha argumentativa contempla o espaço a partir da ideia de bem comum, não se
resumindo à dicotomia entre o público e o privado, sendo que, nesse espaço as ações estão sujeitas
às normas e instituições (GOMES, 2012, p. 25), também sendo no espaço público o local onde os
problemas e tensões urbanas se tornam mais perceptíveis, a exemplo da mobilidade urbana,
segurança pública, dentre outros.
As práticas sociais desenvolvidas nos espaços públicos assumem características comuns
entre os indivíduos, dado à dimensão dos direitos iguais, previstos por exemplo na Constituição
Federal de 19884. A formação de cidadãos requer um projeto que contemple a participação política
da população nas decisões da sociedade e da cidade. No Brasil as propostas para o exercício da
cidadania se materializaram, por exemplo, nas legislações competentes, a exemplo do direito à
moradia, presente na Constituição Federal de 1988, ou mesmo no estatuto da cidade (2001), que
4

Preâmbulo: Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um
Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o
bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e
sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução
pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus (BRASIL, 1988).

�estabeleceu as diretrizes gerais para o uso e ocupação do solo nas cidades brasileiras (BRASIL,
1988; BRASIL, 2002)
De acordo com Morigi, Vanz e Galdino (2002) a cidadania tem a ver com os direitos civis
que estão ligados à liberdade individual, como o direito de ir e vir, o direito à justiça, direito à
propriedade, à liberdade de expressão individual e a de imprensa. Além dos direitos civis, temos
também os direitos sociais que são constituídos de condições que asseguram a vida digna, o bemestar social que está relacionado ao direito à educação, saúde, segurança, habitação e emprego
(MORIGI, VANZ, GALDINO, 2002).
Marfetan (2015) elucida a potencialidade dos espaços públicos para o desenvolvimento da
formação cidadã, tendo em vista que é possível a livre ocupação dele. De igual forma, a Praça
Cívica em Goiânia, deve ser considerada a partir de suas potencialidades como espaço que favorece
a formação cidadã para o exercício das práticas culturais dos sujeitos, especialmente, aos
bibliotecários.
Ortega y Gasset (2006) afirma, como missão do bibliotecário, um cuidado que vá além dos
recursos bibliográficos. O profissional deve ser aberto ao novo, deve ser perseverante, inovador e
apaixonado, para que possa compartilhar seu conhecimento, na união da técnica com o social,
favorecendo, dessa forma, o desenvolvimento informacional e cultural, dando prioridade às ações
de maior impacto na sociedade. E uma das formas de acesso que o cidadão pode adquirir
conhecimento dos seus direitos e deveres é através da mediação do bibliotecário que apresenta e
media esse acesso tornando assim o sujeito de fato cidadão.
Assim o exercício da cidadania deve possibilitar a leitura de mundo para além dos conceitos,
que permitam que os bibliotecários possam compreender seu papel enquanto cidadão no exercício
de suas práticas culturais, fazendo estes atuarem efetivamente no exercício de direitos e deveres, em
práticas emancipatórias do sujeito.
3 A PRAÇA CÍVICA E A FORMAÇÃO CIDADÃ A PARTIR DOS BIBLIOTECÁRIOS
O município de Goiânia é edificado no ano de 1933 para atender às demandas originárias do
governo federal. Inicialmente, destacava-se a relevância da localização do município que
contribuiria na proposta de ocupação do Oeste e Norte brasileiro. A edificação de Goiânia marcou,
nas palavras de Arrais (2016, p. 119) a redenção de um projeto regional, a partir das forças
modernizantes do Sul.

�Em Goiânia, a Praça Cívica representa o marco da centralidade goianiense. Além da
relevância de sua localização é perceptível a centralidade política, em conta do desenvolvimento da
gestão estadual no Palácio das Esmeraldas. Entretanto a função política da referida espacialidade
não se restringe, meramente às ações governamentais, tendo em vista que, nos últimos anos, a
exemplo de 2013, 2015 e 2019 manifestações políticas de diferentes cunhos ideológicos tiveram
como ponto de chegada à Praça Cívica.
A praça também é utilizada para outros usos e fins, como por exemplo festividades
tradicionais, como a festa de ano novo, eventos religiosos, atividades de cunho social, de lazer e
educativo. O acesso normalmente é gratuito, mas a questão que se coloca à reflexão é quais as
condições reais de acesso? Qual a interferência da questão social no acesso a tal equipamento?
Parte-se do pressuposto que as práticas cidadãs ocorrem nos espaços públicos, no qual os
sujeitos podem exercer práticas emancipatórias, democráticas e participativas e acreditamos que a
sala de aula possui papel relevante no exercício da cidadania. A Praça congrega a
multiculturalidade, a contradição, o conflito de ideais e as tensões, ou seja, uma arena de debates.
Todos estes usos do espaço público estão associados a uma observação inicial e refere-se à relação
do espaço público na cidade com o próprio meio urbano, sua morfologia e diversas formas de
apropriações, indicam que podem ser exercidas práticas cidadãs no cotidiano da cidade.
Diante os usos e finalidades que a Praça Cívica possui destaca-se o uso cultural, na qual
acreditamos ser essencial na constituição da cidadania, mediante práticas emancipatórias. Sendo
assim, levanta-se a seguinte problemática como exercer a cidadania completa, em um país de tantas
desigualdades socais? A resposta pode até parecer utópica, porém é possível se as entidades de
Classe se unirem e cobrar ação efetiva do Governo para proporcionar a emancipação cidadã. Diante
de todas as contradições existentes, reitera-se que o acesso à informação pode proporcionar o
exercício pleno da cidadania através, principalmente, da atuação do bibliotecário como um
profissional mediador e orientador do acesso à informação, às práticas culturais e, portanto, à ação
emancipatória.
4 COMPREENSÃO DOS ESPAÇOS DA CIDADE: A FUNÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO
MEDIADOR
Para Barreto (2002) a informação é um instrumento capaz de modificar a consciência do
indivíduo e de um grupo social, pois sintoniza o sujeito ao passado e as perspectivas do futuro. Com
isso entende que a informação não pode ficar presa em um local, ela deve se estender e alcançar
grande circulação estando disponível para aqueles que desejam.

�De acordo com o grande estudioso da área da Biblioteconomia o professor Almeida Júnior
(2008), a informação só acontece quando de fato ela é apresentada a um possível usuário, só a partir
do momento em que há a interação entre o usuário e a informação é que ela passa a existe e pode
assumir característica de conhecimento e entende-se que para facilitar a interação do usuário com a
informação o bibliotecário pode fazer a mediação.
A mediação da informação, ainda de acordo com Almeida Júnior (2008) trata-se de uma
ação de interferência realizada por um profissional da informação que pode fazer de forma
consciente ou inconsciente, direta ou indireta, de forma singular ou plural, individual ou coletiva,
mas propicia ao usuário ou indivíduo a apropriação da informação de forma a satisfazer a
necessidade informacional deste. Para Santos, Duarte e Lima (2014) o mediador possui um papel
fundamental no processo de desenvolvimento dos sujeitos, pois essa mediação é capaz de articular a
aproximação do usuário à informação desejada, auxiliando assim, o crescimento interpessoal e
potencializando as relações sociais. Neste sentido, temos os Bibliotecários como protagonistas neste
campo das práticas culturais.
O exercício das práticas culturais em espaços urbanos, possibilita inicialmente construir um
diálogo, no entendimento geral estabelecido para estes espaços são baseados essencialmente na
distinção configuram-se nas diversas localidades da cidade. Deste modo abre-se oportunidade de se
elaborar e aplicar atividades em espaços cujas funções não são essencialmente educacionais,
contemplando diferentes localidades urbanas como praças, monumentos, vias de circulação,
repartições, etc.
Assim, para alguma destas localidades urbanas terem alguma intencionalidade educativa, é
necessário abordá-la extrapolando sua função original, atribuindo um sentido instrutivo para os
frequentadores. Nesse sentido, a educação e as disciplinas escolares se articulam historicamente ao
projeto de formação da cidadania e das práticas cidadãs. Pela escola, pode-se empreender
significativos esforços para questionar o sentido mais restrito de cidadania e promover situações
que possibilitem o desenvolvimento da consciência crítica dos estudantes sobre a sua realidade
social, sobre seu direito a condições mais dignas de sobrevivência, direito às suas manifestações
culturais, sobre o direito de acesso ao conhecimento e aos espaços da cidade. Assim, atribui-se à
educação a responsabilidade direta e indireta com a cidadania. Direta, quando ela possibilita às
pessoas a construção do conhecimento e a tomada de uma consciência crítica sobre a realidade.
Indireta, quando se crê que o saber e a consciência crítica possibilitam outras práticas capazes de
mudar a realidade.

�Realizar uma prática educativa tendo como cenário as diferentes espacialidades da cidade
oportuniza aos sujeitos participantes, condições de ampliarem o entendimento e os sentidos de uso
dos espaços urbanos, superando a concepção de funcionalidades específicas destes locais, sobretudo
os classificados como públicos. Em aspecto mais amplo, o exercício de pensar as diversas
funcionalidades dos espaços públicos em uma atividade educativa consiste em entender a cidade
para além da lógica econômica-produtivista. Deste modo, denota-se aos alunos condições iniciais
para refletir e exercer uma participação cidadã.
Visando fortalecer a necessidade de bibliotecários socialmente envolvidos com a mediação
da informação e, consequentemente a promoção à cidadania, foi assinada em 2014 por mais de 600
organizações, inclusive pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), a declaração de Lyon, que apresenta um conjunto de
metas para uma maior democratização do acesso à informação. Os princípios desta declaração
defendem os grupos minoritários com dificuldade de emancipação, incluindo “mulheres, povos
indígenas, minorias, imigrantes, refugiados, pessoas com deficiência, idosos, crianças e jovens”
(IFLA, 2014, p. 2).
Essa declaração afirma ainda que o acesso à informação apoia o desenvolvimento,
capacitação das pessoas, proporcionando ações emancipatórias (IFLA, 2014). A atuação do
bibliotecário deve ser direcionada à emancipação das pessoas, para atuação em função de uma
sociedade mais justa e atuante nas esferas políticas, econômicas e sociais, garantindo um amplo
acesso à informação, para diferentes grupos, respeitando as singularidades e a identidade das
comunidades.
Os profissionais devem ser/estar proativos – perante a sociedade que dele mais necessita,
antecipando necessidades e suprindo aquelas óbvias que há tantos séculos rodeiam as sociedades,
atuar como mediadores da informação. O olhar sensível à prática profissional, atentará que ainda
existem sujeitos (e são muitos) que não têm acesso à informação e à cultura, portanto não exercem a
sua cidadania na sua completude (não são emancipados), sendo necessário pensar neles como parte
de uma sociedade para quem a informação também não chega, e proporcionar meios para que essa
informação possa chegar e que estes sujeitos possam desenvolver práticas culturais emancipatórias,
exercendo atuação cidadã.
O bibliotecário precisa agir de forma mais atuante em seu espaço, seja este qual for. Esta
perspectiva social não abrange apenas a biblioteca pública, mas também os diferentes espaços
informacionais. É seu papel realizar a provocação para fazer com que cada indivíduo reflita que é

�de sua responsabilidade minimizar as diferenças, por meio do conhecimento que pode ser obtido no
acesso à informação, seja nos parques, nas praças, nas ruas, o profissional precisa estar atento a sua
missão que é de mediador cultural. Os espaços, os processos e os estímulos a mediação cultural
capacitam os sujeitos a perceber, ver, sentir, apreciar e produzir, sendo assim, atores de sua história.
Além disso, conhecer as diversidades do cotidiano da cidade, ou seja, vivenciar, circular e
fruir no espaço urbano permite aos alunos terem contato com um vasto repertório de modos de ver,
pensar, agir e interagir na cidade. Deste modo, as práticas culturais atribuem aos diferentes
equipamentos públicos urbanos possibilidades de se ensinar e aprender não apenas ‘na cidade’, mas
‘para cidade’. Ou seja, ter processo de ensino-aprendizagem que extrapola a identificação das
formas espaciais da cidade e que contemple o entendimento sobre a organização espacial presente
no espaço urbano.
Parte-se da premissa de que os processos de mediação cultural que ocorrem nos espaços
educativos podem estimular o contato com a arte e, nessa interação, pode-se levar os sujeitos a
serem capazes de perceber, ver, sentir, apreciar e produzir, percebendo-se atores de sua história.
Duarte Junior (2010) explana que esse sujeito deve partir da educação dos sentidos, bem como a
forma como se habita, caminha, dialoga, se alimenta e interage entendendo seu papel cultural. Ao se
referir à palavra cultura, é necessário retomar o seu sentido primordial que é definido por Chauí
(2008) pois a palavra é oriunda do verbo latino colere, na origem cultura significa o cultivo, o
cuidado. Como cultivo, a cultura era concebida como uma ação que conduz à plena realização das
potencialidades de alguma coisa ou de alguém; era fazer brotar, frutificar, florescer e cobrir de
benefícios.
Com o tempo esse sentido de cultura foi entrando em desuso até que a expressão cultura
ressurge no século XVIII como sinônimo de civilização (CHAUÍ, 2008). Assim a cultura se
transforma em algo hierarquizado que remete ao sentido de evolução e progresso. Chauí (2008, p.
57) salienta que a cultura passa a ser compreendida como campo na qual os sujeitos elaboram
símbolos e signos, instituem práticas e valores, definem o sentido da linha do tempo, as diferenças
no interior do espaço e os valores que determinam o sentido da vida, da morte e das relações entre o
sagrado e o profano.
Borges (2013, p. 74) reitera, “assim concebida, a cultura é mediadora do mundo e da
existência, além de também ser reguladora de práticas sociais”. A autora enfatiza também que “na
condição [de] produto histórico, a cultura não é perpétua: ela é construída, reconstruída, elaborada e
reelaborada na interação do ser com o outro, com o espaço, com o território, enfim com o mundo”

�(BORGES, 2013, p. 74-75). Portanto, o lugar da cultura está no espaço territorial vivido, onde há
ação humana que posse atribuir sentido a ela.
Nessa perspectiva, entende-se que a mediação cultural é fundamental para que os vínculos
criados nesses espaços (o vivido) ultrapassem a efemeridade, não sejam episódicos, e que levem a
repercussões por meio das relações estabelecidas e alimentadas no cotidiano. O processo de
mediação cultural nos espaços educativos pode contribuir para que se fortaleçam a produção, a
dinamização, a interação, a diversidade metodológica que promove a formação estética e artística
dos sujeitos. Daí a relevância de se pensar os espaços culturais como lugares diferenciados para a
aprendizagem. Canton (2009) entende como “espaço”, termo utilizado de natureza genérica e que
“lugar” direciona a uma especificidade do espaço. Por fim, nas palavras do autor, trata-se de “[...]
um lugar particular, familiar, responsável pela construção de nossas raízes e nossas referências no
mundo” (CANTON, 2009, p. 15).
A leitura dos espaços assim como a ação das pessoas sobre esses espaços sinaliza práticas de
compreender como eles o relacionam com o mundo. O vivido dá-se no trânsito dos espaços e nas
práticas socais, pois ambas são fatores determinantes na transitoriedade. Nesta perspectiva,
ampliamos o leque da atuação profissional para além das bibliotecas, pois entende-se que os
bibliotecários, possam atuar em outros espaços (ou outras espacialidades) culturais como a sala de
aula, mas também de outros lugares ocupados, imaginados ou inventados, das formas de uso e
ocupação de espaços culturais como museus, galerias de arte etc., porque são eles também lugares
de diálogo que permitem o encontro das pessoas.
A compreensão da mediação cultural no processo de relação com a formação artística e,
também, com a formação estética, entendendo que o sujeito que se conhece é sensível ao seu
contexto e transforma-o, resulta em ação (ou práticas) a qual se define como práticas cidadãs.
Considera-se o espaço cultural como possibilidade de educação dos sentidos, que o estimula a
alargar suas percepções a respeito de si mesmo e de suas capacidades críticas, criativas e
expressivas, percebendo o outro sujeito e o espaço vivido e sua espacialidade.
Por educação dos sentidos, compreende-se o envolvimento de uma atitude harmoniosa e
equilibrada diante do mundo, deslocando o lugar que normalmente atribuímos ao sensível, como
elemento central do conhecimento, sem apartar o sensível do inteligível (DUARTE JUNIOR,
2010). Para Cavalcanti e Souza (2014) afirmam que o exercício da cidadania, não está garantido
formalmente, ao contrário pressupõe movimentos sociais constantes que promovem a discussão e a

�definição de pautas específicas em cada contexto, para o que contribui a formação básica dos
grupos sociais.
A cultura é percebida como fonte de desenvolvimento humano e a mediação efetuada
assume a responsabilidade de orientar e intermediar o processo de fruição, promovendo o diálogo
entre obra e público. Arroyo (2010, p. 163) frisa que “[...] o conhecimento, os valores e as
competências se aprendem no intercâmbio humano”. Ficando aqui destacada a missão do
bibliotecário como agente/mediador cultural e responsável por proporcionar aos demais sujeitos a
importância de acesso à informação e ao conhecimento, para se (re)conhecerem como cidadãos e,
enfim, praticá-la em sua totalidade. Deste modo é possível não apenas aprender sobre a cidade, mas
também formular intervenções nas mesmas, para que estes agreguem em seus olhares proposições
que contemplem a necessidade de exercício da cidadania para a população que nela frequenta e
ocupa o espaço.
5 UMA PROPOSTA METODOLÓGICA À PRAÇA CÍVICA EM GOIÂNIA
Pensar em propostas que valorizem o cotidiano e aproximem os conhecimentos desta ciência
à realidade vivida das pessoas constituem-se como uma perspectiva consolidada entre os
pesquisadores da área (CAVALCANTI, 2012; COSTELLA, 2011; CALLAI, 2013), contudo, a
natureza deste trabalho é a pesquisa qualitativa com os objetivos exploratórios e bibliográfica. Para
Minayo (2008) o importante da pesquisa qualitativa é a objetivação durante a investigação
científica, sendo necessário reconhecer a complexidade do objeto do estudo, além de esclarecer os
conceitos e teorias pertinentes ao tema estudado, usar técnicas de coleta adequadas e saber analisar
o material de forma específica e contextualizada. Nesse sentido, constituiu-se uma proposta de uso
do espaço público, tendo como referência a Praça Cívica, localizada no centro da cidade de Goiânia,
no sentido de contribuir que o acesso à informação e a cidadania nesses espaços é possível, através
da principalmente da atuação do bibliotecário como um profissional mediador e orientador do
acesso à informação e ao conhecimento.
Essa proposta, assenta-se nos seguintes pilares: a) a Praça enquanto espaço público e
constituinte da cidade possui um potencial educativo, histórico e cultural e não se restringe a palco
de ações humanas e, b) compete aos bibliotecários, tencionar e mobilizar os conhecimentos
necessários para a leitura de mundo, como mediadores da informação e da cultura, visando sua
participação cidadã no contexto das cidades. Desta forma, apresentamos o espaço da Praça Cívica
para percepção dos profissionais no exercício de suas práticas culturais:

�Figura 1 — A Praça Cívica, em Goiânia, como espaço cidadão para o exercício de práticas culturais

Fonte: elaborado pelos autores, 2021.

Assim, a Praça Cívica pode ser lida e interpretada sobre seus diferentes usos e
elementos/conhecimentos geográficos que abriga ou potencializa. Observa-se na imagem a
existência da Biblioteca Estadual Pio Vargas, fundada em 1967 e da Biblioteca Braile José Álvares
de Azevedo criada em 1988, em meio a ao centro administrativo da cidade, onde buscaram atender
às necessidades informacionais da comunidade desde que foram constituídas. Reafirmando como os
Bibliotecários podem agregar e contribuir na formação e desenvolvimento dos sujeitos, bem como,
explorarem as potencialidades de uso que esse espaço oferece, como o lazer, o cultural, trabalho,
político, como elementos que coexistem no mesmo espaço, conforme demonstrado pelas imagens
anteriormente.
Por meio das imagens e a associação com a experimentação do lugar, considera-se que a
leitura do espaço urbano se amplia e alcançam dimensões de difícil mensuração, na medida em que
o cotidiano citadino, contribui de modo contumaz para a constituição e sua construção como
cidadão habitante e usuário da cidade. Para justificar essa potencialidade, reflete-se a partir desta
questão: como não tencionar o pensamento dos bibliotecários ao confrontar os dilemas
socioculturais que podem ser percebidos (a exemplo do uso da Praça como moradia às pessoas em
condições de rua e aos espaços culturais que ali existem) e que influem nas suas práticas sociais?
Nesse entendimento, propomos a estes profissionais que concebam a Praça Cívica como
espaço de manifestações, artísticas, políticas, sociais, culturais e históricas, para tanto possa ser

�observada pela paisagem da cidade. A nosso ver, a observação da paisagem, representa um
importante elemento para o exercício das práticas culturais, uma vez que, permite a interpretação
desta, para além do caráter descritivo ou imagético estático, ultrapassa esses limites e alcança outros
sentidos, como, seus odores, movimentos, cheiros, sabores, sensações, enfrentamentos, oposições,
ou seja, uma apropriação mais completa do conceito de paisagem como preconizou Santos (2008).
Para o desenvolvimento desta proposta metodológica, exigiu-se a elaboração deste croqui de
todo o espaço da Praça Cívica, com todos os elementos básicos da cartografia que serão explorados.
Neste sentido, obtivemos contato com diversos estudiosos no campo da Geografia, para que
pudéssemos formular tal proposta. Nessa perspectiva, novamente, chama-se a atenção para a ação
combinada entre os bibliotecários, geógrafos e suas práticas pois, nesta atividade ambos os
profissionais devem, previamente, dominar os elementos de leitura e interpretação do espaço
público e realizar a mediação entre o exercício de sua atuação, enquanto cidadão e, também, em
relação ao seu pertencimento à cidade, enquanto habitante, evidenciando, portanto, o seu papel de
dinamizador da informação e do conhecimento, no exercício de práticas sociais, culturais e
emancipatórias.
Ao explorar os elementos de localização e orientação, a proposta ora construída, contribui
para o desenvolvimento das habilidades atinentes ao domínio da linguagem cartográfica, por meios
dos processos de alfabetização e letramento cartográfico, e associados à observação e leitura da
paisagem, contribuem para o desenvolvimento de um pensamento espacial que ultrapassam os
limites do olhar e alcançam os campos da autonomia do pensamento do sujeito, da ação e interação
social e da capacidade de compreender, mobilizar-se sobre o espaço vivido.
Uma forma de demonstrar que o bibliotecário pode e deve atuar nesse espaço geográfico é a
existência de aparelhos culturais dentro da Praça Cívica (biblioteca pública, Braile, Museus,
Cinema), que visa atender a demanda socioculturais da população. Posto isto, demostra que o
bibliotecário é, de alguma forma, entendido como profissional que agrega e contribui na formação e
desenvolvimento da cidade, pois está ali representada, juntamente com as áreas administrativas
mais importantes. E que pode não ter grande relevância ou visibilidade e reconhecimento
atualmente, mas pode ser bem simbólica a permanência e construção destes aparelhos culturais
neste espaço.
Portanto, apontamos a necessidade de integração entre bibliotecários, geógrafos,
comunicadores, entre outros, para o desenvolvimento desta e de outras metodologias, visando a real

�mediação da informação e da cultura. Por mais que o bibliotecário tenha uma formação cultural e
erudita, é importante agregar conhecimento e olhares de outras áreas, visando à atuação cidadã.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir do debate realizado, entende-se que o estudo da cidade possui elementos potenciais
para o processo de formação do bibliotecário cidadão. Assim considera ser de grande relevância a
constituição de propostas metodológicas que avancem na relação entre as práticas culturais e a
cidade, assim como nas bibliotecas e nos espaços públicos. Ao propor a leitura da/na/para a cidade,
propomos aos bibliotecários dinamizar seu papel emancipador, assim como, oportuniza que os
conteúdos informativos e culturais se efetivem, materializam e tenciona a realidade vivida.
Mesmo existindo esse potencial a ser explorado, pouco se tem feito a respeito, percebe-se
uma postura passiva dos bibliotecários frente ao seu papel na formação cidadã. Direcionam o foco
para o trabalho técnico, fazendo com que práticas tradicionais da profissão fiquem arraigadas no
fazer profissional. Esse fenômeno poder se dar por duas situações, a primeira pela falta de
habilidade e competência, tendo como justificativa a deficiência na abordagem humanística e a
priorização da técnica, na formação profissional do bibliotecário. A segunda pelo mercado de
trabalho, onde as instituições de ensino superior absorvem o maior percentual desses profissionais,
com intuito de explorarem principalmente, o conhecimento técnico. O que ocasiona um
subaproveitamento destes profissionais, que poderiam ser direcionados a exercerem funções
educativas voltadas para o interesse coletivo, com finalidade de oferecer subsídios para o
desenvolvimento social e cultural.
Nessa conjuntura, considera-se, que há um grande caminho a percorrer para que propostas
dessa natureza avancem entre os profissionais, sobretudo, no que se refere à atuação cidadã, no que
tange à promoção de suas práticas culturais. Esse caminho exige que a prática cultural se inclua o
debate e as práticas que valorizem os espaços comuns a população da cidade como elementos
culturais distintos e complementares à vivência na cidade. Do mesmo modo que compreendam a
importância de aproximar o cotidiano da cidade à formação bibliotecária.
Os desafios que se colocam, mostram a necessidade de articulação entre as discussões
teóricas e as finalidades político-socioculturais, a partir das quais é possível promover junto aos
bibliotecários uma verdadeira formação cidadã. O bibliotecário, juntamente com sua formação
erudita e cultural, instituídas ao cotidiano citadino, demonstram a necessidade de compreender e
considerar, assim como estimular experiências para além das bibliotecas, emulando assim, uma

�Biblioteconomia mais social, valorizando práticas mais criativas e que sejam alternativas a estrutura
rígida de sua formação.
Deste modo, talvez, elucidamos que a atuação bibliotecária responda de modo efetivo a um
dos seus principais desafios: aprender a ler o espaço e suas interseções. Por isso esta proposta se
torna relevante, no tocante de compreender a Praça Cívica como espaço público e seus usos
direcionados à formação cidadã e à emancipação dos sujeitos, considerando-a como um espaço que,
potencialmente, possa ser requerida em suas práticas culturais.
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              <text>Diniz, Johnathan Pereira Alves, Silva. Bethania Oliveira, Estrela, Hevellin </text>
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              <text>Discute-se a potencialidade, a partir da Praça Cívica em Goiânia-GO, para a formação cidadã dos bibliotecários. Partiu-se da questão: o exercício da formação cidadã proporciona aos bibliotecários viver a cidade e executar suas práticas sociais? Objetivamos, especificamente, mostrar que a Praça Cívica é retratada por meio dos seus diversos usos e apropriações, pode ser discutida/compreendida enquanto lugar do encontro, de múltiplos usos e simbolismos, reforçando seu potencial ao exercício das práticas cidadãs. Fundamentada numa abordagem qualitativa, buscou-se ressaltar a relevância de incentivar a prática cidadã em espaços não-formais como estratégias complementares. Aprender sobre a cidade formulando intervenções no espaço vivido, fazem os bibliotecários agregarem, em seus olhares, proposições que contemplem a necessidade de exercício da cidadania e influenciam a promoção de práticas culturais como mediadores da informação e valorizar o espaço que nela frequenta e ocupa.</text>
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