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                  <text>Eixo 3 - Inovações
ANÁLISE DE DADOS E INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS APLICADAS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
DATA ANALYSIS AND BUSINESS INTELLIGENCE APPLIED IN UNIVERSITY LIBRARIES
Giuliano Ferreira1

Resumo: Este trabalho propõe, através de estudo, relatar o processo de desenvolvimento do Dashboard Interativo
das Bibliotecas PUC-Rio. Analisa as diversas abordagens e plataformas disponíveis para criação desses painéis de
informações e sua utilização como mediadores na gestão de instituições, particularmente em bibliotecas
universitárias. Apresenta os objetivos da utilização das técnicas de análise de dados e inteligência de negócios
para otimizar o fluxo de conhecimento dentro das bibliotecas. Descreve os procedimentos adotados no
desenvolvimento da ferramenta de dashboard e apresenta detalhes do sistema planejado para controlar o fluxo de
dados dentro do mesmo. Aponta as medidas aplicadas para otimizar o funcionamento do sistema a partir do
monitoramento dos usuários. Destaca as mudanças de tipo e volume dos dados existentes nessas instituições
atualmente e propõe uma nova abordagem para coletar, processar e visualizar esses dados, a fim de extrair o
máximo de conhecimento possível, para tomada acertada de decisões. Analisa, então, os resultados parciais
alcançados durante o período do projeto piloto. Conclui, apontando os aspectos vantajosos que devem ser
considerados na implantação de um projeto dessa natureza.
Palavras-chave: Dashboard. Análise de dados. Inteligência de negócios. Gestão. Bibliotecas universitárias.
Abstract: This paper proposes, through a study, to report the development process of PUC-Rio’s library
Interactive Dashboard. It analyzes the different approaches and the available platforms for creating these
information panels and their use as mediators in the institutions management, particularly in university libraries. It
presents the objectives behind the decision to use data analysis and business intelligence techniques to optimize
the knowledge flow within libraries. It describes the procedures adopted in the development of the dashboard
tools and presents details of the system planned to control the data flow within it. It highlights measures adopted
to optimize the functioning of the system based on user monitoring. It highlights the changes in type and volume
of existing data in these institutions today, and proposes a new approach to collect, process and visualize this data
in order to extract as much knowledge as possible for correct decision-making. It then analyzes the partial results
achieved during the period of the pilot project. It concludes, by pointing out the beneficial aspects that should be
considered in the implementation of such a project.

Keywords: Dashboard, Data analysis. Business intelligence. Management. University libraries.

1

Analista de Sistemas. Divisão de Bibliotecas e Documentação – PUC-Rio. giuliano@dbd.puc-rio.br

�INTRODUÇÃO
Desde o início da Era da Informação, por volta de 1980, que não se gera tantos dados como
atualmente. Segundo NASSER (2020), já é definitivo, estamos vivendo a “Era dos Dados”. Nos
últimos dois anos geramos mais dados do que toda a humanidade gerou ao longo dos tempos.
SARKAR-BASU (2018) cita que pesquisas do International Data Corporation (IDC) estimam que em
2020 toda a informação digital mundial estaria na casa dos 44 ZB (zetabytes de informações - são 44
com 21 zeros no final, ou aproximadamente 9 trilhões de DVDs). Não estamos nem começando. O
Big Data que conhecemos hoje, só vai aumentar em volume e diversidade dos dados, com a
popularização iminente de tecnologias como IOT (Internet das Coisas), realidade virtual e aumentada
e impressões em 3D, citando apenas alguns exemplos.
Dentro desse contexto, estão inseridas as nossas bibliotecas universitárias. As “guardiãs da
informação”, da produção acadêmica e das bibliografias. Passamos os últimos 40 anos salvando tudo
que pudemos. Estudamos sobre bancos de dados, repositórios, preservação digital, armazenamento
em nuvem e ferramentas de descoberta.
Gerar e armazenar dados era o nosso objetivo, mas não o fim. Pouco se discutiu, naquela
época, sobre como realmente extrair conhecimento daquele volume monstruoso de dados que estava
para se formar. Focamos mais na catalogação e na recuperação da informação, do que na geração de
conhecimento, através da análise mais profunda dos dados.
Os tradicionais relatórios e listagens não fornecem mais uma visão ampla suficiente, para
visualizar o contexto de cima, e assim enxergar novas perspectivas em torno dos mesmos dados,
porém apresentados de uma forma mais eficiente.
Os estudos nas áreas de inteligência de negócios, normalmente mais focados no ambiente
corporativo, nos departamentos de marketing e finanças das grandes empresas, já utilizam de diversas
ferramentas e despendem um bom investimento, focado em novos tipos de visualizações de dados,
totalmente customizadas, para que equipes de cargos específicos possam realizar tomadas de decisões,
cada vez mais acertadas nos momentos críticos do negócio.
Foi em cima desse modo de pensar que iniciamos nas Bibliotecas PUC-Rio, os estudos nas
áreas de Business Intelligence (BI) e Data Science. O intuito era extrair o máximo de respostas
possíveis das nossas bases de dados, já existentes, que vinham armazenando dados de todo o

�funcionamento do Sistema Integrado de Bibliotecas, desde a aquisição, a catalogação até a consulta e
circulação dos materiais nos últimos vinte e poucos anos.
Decidimos criar um projeto piloto para avaliar a capacidade de extração de conhecimento,
utilizando essas técnicas, comparado aos relatórios do sistema que eram utilizados para as tomadas de
decisões na Biblioteca, até o momento. Nesse piloto seriam contemplados os dados relacionados a
uma área crítica na gestão das bibliotecas universitárias, que é a aquisição de novos títulos. Queríamos
entender todo o ciclo de utilização desses exemplares adquiridos. Decidimos então, avaliar a
aquisição, os empréstimos, as reservas e também, as consultas online nas bases de dados da versão
digital desses exemplares.
As perguntas a serem respondidas giravam em torno de entender o quanto eram
representativos aqueles títulos dentro da coleção. Queríamos visualizar também a participação nos
empréstimos e reservas, tentando justificar as aquisições ao longo do tempo. Indo mais longe,
procuramos identificar nas consultas e downloads dos usuários, a demanda por esses acervos.
Extrair dados não seria suficiente, pois isso já fazíamos antes com os filtros e relatórios do
nosso sistema. Queríamos mais! Queríamos poder ver a informação mais de cima, mais agregada e
mais customizada para as métricas que gostaríamos de representar. Foi aí que nos aprofundamos nas
técnicas e ferramentas de visualização de dados.
Ao primeiro contato já sabíamos que tínhamos acertado em cheio, pois os gráficos e tabelas
agrupadas na mesma página, com todos os filtros e possibilidades de separação dos dados, encantam e
informam ao primeiro olhar.
Era disso que precisávamos! E assim, decidimos que o nosso desafio seria criar um
Dashboard Interativo em tempo real, para monitorar todos os dados relacionados aos acervos da
Divisão de Bibliotecas e Documentação da PUC-Rio (DBD). Para construir tudo isso, estávamos
conscientes de que haveria muito estudo e trabalho a serem realizados.

REVISÃO DE LITERATURA

Dados, informação e conhecimento: estamos acostumados a ouvir sobre esses elementos o
tempo todo. Lidamos com muitos termos relacionados como processamento de dados, sistemas de
informação, gestão do conhecimento, entre outros. Mas qual a real diferença entre estes elementos, e
por quê estamos vivendo a Era dos Dados? De acordo com REZENDE (2015): “Dados são códigos

�que constituem a matéria prima da informação, ou seja, é a informação não tratada que ainda não
apresenta relevância.”.
Para se ter uma noção de para onde estamos indo, já se fala em Dataísmo, que segundo a
WIKIPEDIA (2021) seria “um termo que tem sido utilizado para descrever o modo de pensar ou
filosofia criada pela emergente importância da Big Data” e completa definindo como “uma ideologia
emergente ou mesmo uma nova forma de religião, em que o fluxo de informação é o valor supremo”.
Já a informação, seria mais relacionada com os dados já tratados. SILVA (2007) explica: “O
resultado do processamento de dados são as informações. As informações têm significado, podem
contribuir no processo de tomadas decisões“.
Por sua vez, completa SILVA (2007), “O Conhecimento vai além da informação, pois ele
além de ter um significado tem uma aplicação”, e adiciona “O saber, a instrução ou domínio científico
estão relacionados com o conhecimento”, e ainda conclui afirmando que “A soma da informação, do
conhecimento e das experiências aplicadas na prática (boas e ruins), é quando você adquire o
verdadeiro Know-How”.
Vivemos, portanto, um momento onde temos infinitamente mais dados do que informação e
conhecimento, principalmente quando se tratam dos nossos dados das bibliotecas universitárias.
Até o momento que este trabalho foi escrito, só na PUC-RIO, temos em mais de meio milhão
de exemplares cadastrados no sistema. Nossas bases de dados com os metadados dos acervos da
biblioteca, já passaram de 60 GB de informação puramente textual. Isso sem falar dos outros sistemas
da biblioteca e informações contidas em planilhas e outros formatos de dados.
Será que estamos conseguindo extrair todo o potencial de informação e conhecimento destes
dados, apenas emitindo relatórios nos nossos sistemas? Certamente não! Todos nós envolvidos na
gestão de informação das bibliotecas sabemos da dificuldade de avaliar qualitativamente todo aquele
dado quantitativo, listado em milhares de linhas e páginas dos relatórios, que cada seção da Biblioteca
emite periodicamente para a direção.
Então, como que os conceitos de BI, análise e visualização de dados podem nos ajudar nessa
tarefa? Com métricas, indicadores de desempenho, metas e gráficos! Muitos gráficos. A partir da
análise exploratória dos dados originais, conseguimos perceber de forma mais clara os
relacionamentos entre os dados, e assim mapear e projetar a melhor forma de exibir a informação
certa, para a pessoa certa, no tempo certo.

�Para definir esses elementos, ELIAS (2019) afirma que “Métricas são medidas brutas que
servem de subsídios aos indicadores. São compostas por vários tipos, como valor, quantidade, peso,
volume ou outro formato quantitativo. São a base para a constituição dos indicadores de desempenho
(Key Performance Indicator - KPI) ” e ainda complementa afirmando que “As métricas têm foco
operacional e os indicadores possuem foco no nível tático. Ambos dão suporte as metas no nível
estratégico da organização”.
Em um exemplo prático no nosso cotidiano das bibliotecas, GRANDI (2009) sugere criar um
novo indicador de desempenho chamado “Uso da coleção”, que seria calculado através de métricas
como “número de empréstimos”, “número de consultas” e “número total de acervos”. A meta em
cima desse indicador seria por exemplo “aumentar em 10% o uso da nossa coleção no próximo ano”.
A Figura 1 a seguir, explica como ficaria a definição e a fórmula do indicador de desempenho
“Uso da coleção”:
Figura 1 - Indicador Uso da Coleção

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)

O Business Intelligence (BI) se refere a metodologias, ferramentas analíticas e aplicativos
utilizados para análise de informações de negócios. O BI fornece aos gerentes de negócios e analistas,
a capacidade de conduzir análises apropriadas. Ao analisar dados históricos e atuais, os tomadores de
decisão obtêm novas percepções, que lhes permitem tomar decisões melhores.

�Para que esse estudo seja possível, os sistemas de BI dependem de datawarehouses como
fonte de informação. Um datawarehouse é um banco de dados centralizado que armazena dados
históricos. Esses dados são a princípio imutáveis e são obtidos por meio da coleta e processamento de
dados de várias fontes. Estes armazéns de dados são usados como suporte para a tomada de decisões
de negócios.
Então por que precisamos destes armazéns de dados? Por que a forma como emitimos nossos
relatórios atualmente, afeta diretamente diversos fatores da biblioteca como um todo. Podemos
destacar três grandes impactos: a performance, a customização e a visualização dos dados.
A performance, pois quando emitimos o relatório diretamente do sistema estamos na maioria
das vezes, utilizando como base de dados, a nossa própria base de produção. E quando precisamos
emitir relatórios que afetam várias tabelas do banco de dados, todas as seções da biblioteca sentem o
impacto na performance, prejudicando a produtividade dos colaboradores envolvidos.
A customização, porque os relatórios dos sistemas vêm pré-definidos e normalmente não
podem ser muito customizados. Embora tenhamos diversos relatórios para emitir, muitas vezes não
encontramos um que responde as perguntas específicas da gestão da biblioteca.
E por último, e talvez a mais importante, a visualização de dados, que consiste em exibir os
dados de forma agregada e customizada para o público alvo em questão. Nesse quesito entram
também os conceitos de Storytelling, que procura destacar as informações mais importantes de um
contexto como se fosse uma história.
Nesse momento, mais uma vez, a inteligência de negócios vem para nos ajudar com o
conceito de Dashboards Interativos, que contém dados agrupados, praticamente em tempo real,
extremamente customizados e com todos os filtros necessários para que as pessoas envolvidas na
gestão das bibliotecas, possam analisar as informações apresentadas de forma compacta e direta para
realizar a tomada de decisões com mais confiança.
A esse processo completo de extração, transformação e carga dos dados para o datawarehouse
a fim de ser analisado, dá-se o nome de ETL (Extract, Transform, Load). Existem vários desafios
nessa fase, pois as origens de dados são diversas e muitas vezes não padronizadas. Essa etapa costuma
ser a mais trabalhosa e mais custosa para o projeto. Precisa-se gastar um longo tempo analisando e
projetando a migração dos dados, para que eles estejam disponíveis de forma adequada no
datawarehouse.

�Existem muitas ferramentas no mercado que nos auxiliam nesse momento, mas elas costumam
ser apenas dominadas pela equipe de Tecnologia da Informação (TI). Portanto, é necessária uma boa
comunicação com o pessoal dá área tecnológica, para operacionalizar a automação do processo de
ETL e por fim, disponibilizar os dados em um formato de dashboard, para que a efetiva extração de
conhecimento aconteça. Esses passos serão descritos a seguir.

METODOLOGIA

A série de procedimentos proposta nesse trabalho, visa demonstrar como foi o ciclo de
desenvolvimento do Dashboard Interativo das Bibliotecas da PUC-Rio, desde a concepção do
projeto, passando pelo desenvolvimento das estratégias de extração de dados, até a criação do
datawarehouse e a integração com as ferramentas de visualização. Todo esse processo foi dividido
em cinco grandes etapas, que podem ser visualizados na parte inferior da Figura 2 a seguir:

Figura 2 - Fluxo de dados da automação

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)

�A primeira etapa foi a coleta de dados, onde mapeamos as diversas fontes que continham as
informações sobre os acervos. Nessa etapa mapeamos também os campos das tabelas e os
relacionamentos entre as fontes.
O levantamento é a segunda etapa, pois é necessário avaliar o que foi extraído e como foram
unificados os dados de tabelas diferentes, que possuem relacionamentos entre elas. Diversas limpezas
de dados são efetuadas e ocorre a desnormalização dos dados, para que os registros deixem de existir
em diversas tabelas e passem a ocupar uma grande tabela imutável e unificada.
O terceiro momento é a modelagem, processo no qual os dados são projetados para serem
recuperados da melhor forma possível, com a melhor performance disponível pelos servidores.
A quarta fase é a transformação. É quando escolhemos os dados que estarão disponíveis para
as ferramentas de visualização e tomada de decisões. Para esta tarefa utilizamos a automação
disponível nas ferramentas de ETL para agendar as cargas de dados, do datawarehouse para as
planilhas, que vão alimentar a visualização de dados.
O quinto e último procedimento é construir a ferramenta de visualização de dados, o
Dashboard Interativo das Bibliotecas PUC-Rio. Para essa etapa, utilizamos as plataformas gratuitas
disponíveis na Internet, que permitem a criação de painéis interativos com os dados que foram
extraídos e preparados nas etapas anteriores. Nosso objetivo era desenvolver uma ferramenta que
fosse acessada de qualquer lugar, em qualquer dispositivo, utilizando apenas um navegador.

RESULTADOS

Uma das vantagens de se adotar uma plataforma para o desenvolvimento de dashboards, é
justamente o fato de ter a disposição uma série de relatórios modelos e tipos de visualizações,
extremamente variados, para subsidiar as decisões e melhorias na ferramenta.
Nas figuras a seguir, teremos alguns exemplos de métricas e gráficos exibidos no Dashboard
durante a fase de implantação do projeto piloto. Esse piloto durou de fevereiro a agosto de 2021, e os
dados analisados foram baseados nos anos de 2018 e 2019.
Foram analisadas diversas métricas e estatísticas dos acervos e exemplares das respectivas
bibliotecas, fornecedores, localizações, categorias dos usuários, departamentos envolvidos,
empréstimos, reservas, aquisições e usuários que interagiram com a obra.

�Alguns números surpreenderam pela simplicidade e pelo poder informativo, como foi o caso
das participações em empréstimos dos exemplares, e também o custo médio por exemplar e
fornecedor para cada departamento da universidade. Insights que eram difíceis de serem obtidos nos
relatórios, agora eram nítidos em minutos de análise do dashboard.
Outro fator surpreendente foi a capacidade dos filtros por biblioteca, departamento, categoria e
localização, para auxiliar na avaliação em tempo real, por parte da gerência da biblioteca.
O processo de automação da carga e transformação dos dados se confirmou como a etapa mais
complexa e se reafirmou a necessidade de modelar e monitorar cuidadosamente o processamento dos
dados, a fim de obter uma boa performance e um processo confiável para efetivar o agendamento
desse tratamento.
O monitoramento dos usuários foi essencial para validação dos dados e para sugestões de
novas métricas e campos a serem considerados. Aliás, projetos como esse devem envolver o máximo
de pessoas possíveis, pois a fase de descoberta é muito importante para os desenvolvedores poderem
saber o que extrair da base de dados.

Figura 3 - Capa do Dashboard das Bibliotecas PUC-Rio

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)

�Figura 4 – Menu do Dashboard, métricas e filtros

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)
Figura 5 – Exemplos de análises efetuadas

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)

�Figura 6: Exemplos de análises efetuadas

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)

Figura 7 - Exemplos de análises efetuadas

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)

�Figura 8 - Exemplos de análises efetuadas

Fonte: Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC-Rio (2021)

DISCUSSÃO

Dentro das bibliotecas PUC-Rio o processo de extração de valor dos antigos relatórios
emitidos pelas seções, era muito trabalhoso e muito custoso para ser processado e digerido de forma
qualitativa, para ser utilizado pela gerência da biblioteca em tomadas de decisões. O novo Dashboard,

além de atrativo e informativo, possibilita o acesso às principais estatísticas sobre a biblioteca e se
mostrou uma ferramenta que merece ser aprimorada e mais explorada nos ambientes acadêmicos.
O presente trabalho pretende levantar esta discussão, demonstrar como esse processo foi
executado nas Bibliotecas da PUC-Rio e também motivar outras instituições a adotar inciativas
similares, pois se trata de um projeto extremamente valioso para as pessoas que tomam decisões e
precisam lidar com grandes quantidades de dados, vindos de diversas fontes diferentes, como é
comum acontecer nas bibliotecas universitárias.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como mencionado, a ascensão da Era dos Dados não aconteceu da noite para o dia. O fato
hoje é que estamos sobrecarregados de dados e com pouco conhecimento. As técnicas de BI e análise
de dados vêm conquistando cada vez mais usuários e instituições de todos os portes. A figura a seguir
apresenta as principais vantagens de utilizar Business Intelligence na sua instituição.

Figura 9 - Vantagens de utilizar BI

Fonte: DEVMEDIA (2021)
Segundo GARCIA (2020), o Gartner Group definiu que “Business Intelligence é o processo de
transformar dados em informação e, através da descoberta, transformar a informação em
conhecimento”. Esse processo é representado pela Figura 10 a seguir.

�Figura 10 - Vantagens de utilizar BI

Fonte: CETAX (2021)

A utilização de ferramentas de automação é essencial e indispensável para conclusão de um
dashboard interativo, principalmente por causa da etapa de ETL. Portanto, esteja preparado para ter
que lidar com múltiplos ambientes de desenvolvimento. Provavelmente será necessário testar diversas
ferramentas para verificar qual se adapta melhor a realidade dos seus dados.
A impressão visual causada por estas tecnologias é um convite para outras pessoas da
instituição participarem em projetos dessa dimensão. Baseando-se nessa reflexão, a PUC-Rio optou
por estudar essa tecnologia e desenvolver sua própria ferramenta de visualização.
Com esse estudo conclui-se que todo esforço dispendido, para entender melhor os dados das
instituições acadêmicas, fazendo uso de tecnologias inovadoras e ferramentas modernas do mercado,
é justificado quando se percebe o poder de extração de conhecimento de análises mais profundas e das
respostas adequadas para os nossos questionamentos.

�REFERÊNCIAS
A ERA DOS DADOS. Direção de Latif Nasser. Disponível em:
&lt;https://www.netflix.com/br/title/81031737&gt; Acesso em: 04 ago. 2021.
SARKAR-BASU, Parna. Embrace The Data Deluge To Drive Customer Engagement.
Disponível em: &lt;https://www.forbes.com/sites/forbescommunicationscouncil/2019/03/18/embracethe-data-deluge-to-drive-customer-engagement/?sh=33e172671b3f &gt; Acesso em: 04 ago. 2021.
REZENDE, Eliana. Dados, Informação e Conhecimento. O que são?. Disponível em:
&lt;http://eliana-rezende.com.br/dados-informacao-e-conhecimento-o-que-sao&gt; Acesso em: 04 ago.
2021.
DATAÍSMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Disponível em:
&lt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Data%C3%ADsmo&gt;. Acesso em: 04 ago. 2021.
SILVA, Heide Miranda da. SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO. Disponível em:
&lt;http://www.profcordella.com.br/unisanta/textos/tgs21_dados_info_conhec.htm&gt; Acesso em: 04
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ELIAS, Diego. A diferença entre métrica e indicador. Disponível em:
&lt;https://www.binapratica.com.br/metrica-x-indicador&gt; Acesso em: 04 ago. 2021.
GRANDI, Marcia E. G. et al. Indicadores De Desempenho Para Bibliotecas Universitárias:
Projeto Desenvolvido No Sibi/Usp. Disponível em: &lt;https://pt.slideshare.net/esalq/si-bindicaprojeto-piloto&gt; Acesso em: 04 ago. 2021.
GARCIA, Marco. Business Intelligence tudo que você precisa saber. Disponível em:
&lt;https://www.cetax.com.br/blog/business-intelligence-tudo-que-voce-precisa-saber&gt; Acesso em: 04
ago. 2021.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Análise de dados e inteligência de negócios aplicadas em Bibliotecas  Universitárias.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Ferreira, Giuliano</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Goiânia (Goiás)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2020</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <text>Evento</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho propõe, através de estudo, relatar o processo de desenvolvimento do Dashboard Interativo das Bibliotecas PUC-Rio. Analisa as diversas abordagens e plataformas disponíveis para criação desses painéis de informações e sua utilização como mediadores na gestão de instituições, particularmente em bibliotecas
universitárias. Apresenta os objetivos da utilização das técnicas de análise de dados e inteligência de negócios para otimizar o fluxo de conhecimento dentro das bibliotecas. Descreve os procedimentos adotados no desenvolvimento da ferramenta de dashboard e apresenta detalhes do sistema planejado para controlar o fluxo de dados dentro do mesmo. Aponta as medidas aplicadas para otimizar o funcionamento do sistema a partir do monitoramento dos usuários. Destaca as mudanças de tipo e volume dos dados existentes nessas instituições atualmente e propõe uma nova abordagem para coletar, processar e visualizar esses dados, a fim de extrair o máximo de conhecimento possível, para tomada acertada de decisões. Analisa, então, os resultados parciais alcançados durante o período do projeto piloto. Conclui, apontando os aspectos vantajosos que devem ser considerados na implantação de um projeto dessa natureza.</text>
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