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                  <text>Eixo 2 – Práticas
MODELO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA AS BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIAS
STRATEGIC PLANNING MODEL FOR UNIVERSITY LIBRARIES
Célia Regina Simonetti Barbalho1
Resumo: Apresenta um modelo de planejamento estratégico para bibliotecas universitárias. Examina as questões
conceituais que envolve o planejamento, discutindo seus conceitos, importância e benefícios para prospectar as
ações que devem ser desenvolvidas pelas bibliotecas universitárias considerando o contexto em que atuam. Discute
os níveis de planejamento para introduzir uma reflexão acerca das características que envolvem o planejamento
estratégico. Expõe, de forma ampla, sobre dois modelos de planejamento estratégico desenvolvido para bibliotecas
universitárias. Descreve o modelo propostos discorrendo sobre suas etapas e implicações. Conclui que o contexto
do ensino superior é recorrentemente impactado pelas mudanças produzidas pelas tecnologias e pelas exigências de
uma formação que favoreça o amplo entendimento da ação do profissional e sua contribuição para o fortalecimento
da sociedade, o que exige que a biblioteca universitária se coloque como um agente proativo, corroborando para os
objetivos institucionais.
Palavras-chave: Planejamento. Planejamento estratégico. Bibliotecas universitárias.
Abstract: Presents a strategic planning model for university libraries. It examines the conceptual issues involved
in planning, discussing their concepts, importance and benefits to prospect the actions that should be developed by
university libraries considering the context in which they operate. It discusses planning levels to introduce a
reflection on the characteristics that involve strategic planning. Exhibits, in a broad way, about two strategic
planning models developed for university libraries. Describes the proposed model, discussing its steps and
implications. It concludes that the context of higher education is recurrently impacted by changes produced by
technologies and by the demand for training that favors a broad understanding of the professional's action and its
contribution to the strengthening of society, which requires the university library to position itself as a proactive
agent, supporting the institutional objectives.
Keywords: Planning. Strategic planning. Academic libraries.

1 INTRODUÇÃO
O preceito de atuar dinamicamente para favorecer o atendimento dos objetivos institucionais
tem sido foco de debates, pesquisas e estudos que buscam dimensionar a ação e importância do
planejamento para as unidades de informação.

1

Doutora em Comunicação e Semiótica. Professora titular do Curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Amazonas (UFAM). simonetti@ufam.edu.br

�Especialmente quanto ao planejamento estratégico, enquanto um modelo para apoiar a ação
antecipada da gestão em eventos que afetem biblioteca com base na criatividade, inovação e intuição,
sua aplicação tem se configurado como uma postura gerencial necessária para promover a eficácia e
eficiência organizacional. A despeito desta assertiva, a pesquisa de Pacheco e Bedin (2017) apontou
que o planejamento estratégico para as bibliotecas se configura como uma ferramenta que auxilia na
tomada de decisões para o gestor, permitindo o monitoramento antecipado das ações que serão
executadas juntamente com toda a instituição para o alcance das situações pretendidas.
De fato, a postura estratégica é adotada com o intuito de oferecer um padrão que integre os
principais objetivos, políticas e ações da biblioteca em um todo institucional coeso a partir da reflexão
sobre a alocação de recursos, capitalização sobre os pontos fortes e mitigação dos pontos fracos, dentre
outros aspectos.
Contudo, no que pese a extensa literatura existente sobre a temática voltada para as bibliotecas,
independente de sua tipologia, a teoria do planejamento foi desenvolvida para atender as questões
relacionadas aos ambientes organizacionais competitivos e de organizações públicas, carecendo de uma
adequação para que possa se constituir em um conjunto sucessivo de fases que interagem
sistematicamente para fortalecer o melhor desempenho da biblioteca universitária, amparado no
conhecimento da sua realidade que apoia a decisão, a ação bem como uma posterior avaliação.
Neste sentido, é primordial que a biblioteca universitária dimensione seu planejamento
estratégico a partir de modelos que atentem para suas condições enquanto uma organização prestadora
de serviços informacionais especialmente no contexto em que a universidade passou a atuar como
centro de geração, transferência e implementação de inovação, mantendo as suas funções tradicionais.
Isso impacta de forma significativa na biblioteca, exigindo dela uma postura proativa e comprometida
com o projeto de desenvolvimento institucional. De fato, as bibliotecas universitárias estão enfrentando
enormes pressões que exigem respostas e adaptações constantes para que possam se manter relevante
para a comunidade universitária.
As bibliotecas universitárias estão cotidianamente envolvidas com o rápido desenvolvimento da
tecnologia, bem como com as mudanças nos processos de comunicação científica, gerenciamento de
dados e as mudanças nos métodos e técnicas que envolvem o ensino superior, elementos esses que
afetam as expectativas dos usuários e forçando-as a desenvolver novos recursos e serviços de forma
dinâmica. Concomitantemente, essas bibliotecas devem equilibrar as novas iniciativas com os serviços
tradicionalmente oferecidos, respondendo às tendências atuais e enfrentado o desafio de antecipar
necessidades futuras e desenvolver iniciativas inovadoras para atender a essas demandas. Diante tais
instigações, é fundamental que estas unidades de informação assegurem o emprego de mecanismos que

�conduzam com maior segurança a priorização e a alocação de recursos bem como a concentração de
esforços para atender as exigências do contexto em que estão inseridas.
Tendo em vista o exposto, este artigo tem por objetivo apresentar um modelo para o
planejamento estratégico de unidades de informação, sobretudo para as universitárias, desenvolvido
a partir das reflexões teóricas, estudos e práticas ocorridas nesse ambiente e previamente testado em
bibliotecas especializadas e universitárias.
Para atender a este objetivo, o texto foi estruturado em três momentos que fundamentam seu
desenvolvimento: uma breve revisão de literatura sobre o planejamento e sua tipologia, a exposição
e discussão do modelo e as conclusões.
2 PLANEJAMENTO COMO TRILHA
Enquanto um caminho existente ou estabelecido, com diferentes formas, comprimentos e
larguras, com o objetivo de aproximar ou conduzi-lo alguém a um lugar especial, uma trilha
representa uma rota segura a ser seguida. Em analogia, o planejamento se configura em um caminho
constituído com o propósito de conduzir uma instituição ao contexto em que ela deseja se inserir.
Drucker (1962, p.13) afirma que: “O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas as
implicações futuras de decisões presentes e por isso é um processo sistemático e constante de tomada
de decisão cujos efeitos e consequências ocorrerão no futuro” e que, quando bem articulado, favorece
a composição de uma trilha a ser percorrida com base em processo lógico que determina a direção a
seguir, mensurando os recursos disponíveis e os necessários, implicando na compreensão da dinâmica
das mudanças oriundas do contexto.
As questões que envolvem o planejamento como um instrumento de gestão, emergiram da
necessidade de estabelecer uma racionalidade para a execução das atividades com o intuito de atingir
aos propósitos para as quais elas foram dimensionadas. Nesse sentido, a história destaca que desde a
Antiguidade, por meio de projetos como a construção das pirâmides no Egito ou a expansão do
Império Romano, por exemplo, é possível notar a existência da ação planejada para que um objetivo
seja atingido denotando que se trata efetivamente de um processo racional que requer a inteligência
organizada do homem para ser executado.
De uma maneira geral, a literatura aponta que a evolução do planejamento pode ser
compreendida pelo foco oferecido ao ato de planejar, como destaca a Figura 1.

�Figura 1: Linha do tempo do foco do planejamento.

Fonte: Elaboração própria (2021).

A Figura 1, ao expor a linha do tempo do planejamento, destaca que incialmente as
preocupações estavam pautadas em criar condições para a gestão financeira na década de 50,
chegando aos dias atuais com a visão pautada na projeção de ações que visem atentar para a
responsabilidade social e ambiental, elementos primordiais para a sociedade contemporânea.
Esta evolução permite compreender o planejamento como um processo utilizado para o
estabelecimento de objetivos alinhados com as políticas, metas e princípios, bem com os fatores de
relevância ao meio-ambiente organizacional.
Barbalho e Beraquet (1995, p.24), ao apresentarem um modelo para elaboração de um
planejamento estratégico para as bibliotecas, destacam que ele “surgiu com a necessidade das
organizações se adaptarem às constantes mudanças do ambiente, proporcionando além da
sobrevivência, o seu desenvolvimento integrado ao contexto onde atuam.”
Deste modo, pode-se inferir que o planejamento se configura como uma ferramenta
administrativa para tomada decisão, que por meio do processo de coleta, seleção, organização e
análise de evidências, transforma, dados em informações indicativas de tomada de decisão,
possibilitando assim a diminuição dos riscos e a melhoraria do desempenho nos processos decisórios.
Por se tratar de uma ferramenta de gestão, o planejamento se constitui como um processo que
envolve:

�a) um conhecimento da realidade sobre onde vai atuar, expressada por meio de um
diagnóstico;
b) uma intervenção no curso de certos acontecimentos com o propósito de alterar o contexto
em que se propõe a intervir;
c) tomada de decisões racionais que se traduzem uma série de atividades que procuram
alcançar determinadas metas e objetivos.
No sentido de ser uma ferramenta processual que emerge do conhecimento da realidade para
promover a tomada de decisões que promovam o cenário prospectado, o planejamento objetiva
antecipar situações previsíveis de modo a preparar a biblioteca universitária para enfrentar eventos
futuros conhecidos ou bastante prováveis a partir do dimensionamento para um futuro ou situação
desejável, considerando a coerência entre meios e fins para os quais ela foi criada e, sobretudo,
observando sua ação pautada nos preceitos estabelecidos pela instituição ao qual está vinculada.
Neste sentido, Crowe (2018), destaca que é fundamental para o sucesso de qualquer plano,
que a biblioteca constituía suas ações de planejamento de modo a corresponder à missão da
instituição, incluindo em seu diagnóstico, dados da organização que impactem de modo significativa
nas suas atividades. Corroborando com este preceito, a Association of College and Research Libraries
(ACRL), uma divisão da American Library Association (ALA), destaca que os padrões para as
bibliotecas de instituições de ensino superior devem estar alinhados com o contexto e a missão
institucional, cabendo a ela constituir meios para contribuir com os resultados organizacionais
almejados (CROWE, 2018).
De fato, o planejamento da a biblioteca universitária precisa estar atento àquilo que se a
instituição de ensino superior almeja para consolidar seu papel enquanto parte integrante e ativa deste
contexto. Assim, se a instituição almeja, por exemplo, aumentar a proporção de disciplinas de
pesquisa e líderes de pesquisa com classificação elevada para produção de conhecimento científico
de alto valor para a sociedade, a biblioteca pode dimensionar em seu planejamento elementos
contribuam para a existência a produção de materiais de aprendizagem que colaborem com a inovação
nas aulas por meio, por exemplo, da disponibilização de informações sobre ferramentas para a criação
de apresentações, linhas do tempo, mapas mentais, questionários, gerenciador de referências ou
outros que sejam importantes para o trabalho docente.
Para que tal princípio norteador seja observado, ou seja, gerenciar os recursos e prioridades
da biblioteca universitária de maneira organizada de modo a contribuir para o todo organizacional, é
necessário compreender que o planejamento se constitui de tipos diferenciados que se dedicam a
delinear de modo amplo ou mais detalhado a trilha a ser percorrida para atingir os objetivos propostos.

�2.1 NÍVEIS DE PLANEJAMENTO
A teoria destaca que existem três níveis de planejamento constituídos em relação ao aspecto
intencional e nível hierárquico ao qual está relacionado. Ao refletir sobre esta divisão tipológica
Almeida (2005, p.7) afirma que:
O planejamento é função de todos os membros de uma organização, podendo ser uma
atividade mais ou menos complexa e abrangente, dependendo do nível da estrutura
organizacional em que cada um está situado. Todos os níveis da organização estão envolvidos
na implementação de meios para a execução de planos. Como esses meios envolvem a
organização como um todo, são distribuídos em níveis ou subsistemas na organização. Por
isso, do ponto de vista das instâncias organizacionais, podemos identificar o planejamento
institucional, o intermediário e o operacional.

Conforme destaca a autora, os níveis envolvem o todo organizacional, atingindo todos as
esferas, conforme destaca a Figura 2.
Figura 2: Níveis de planejamento.

Fonte: Elaboração própria (2021).

A Figura 2 permite dimensionar a alcance dos níveis do planejamento envolvendo todo o
contexto organizacional sendo o estratégico constituído para o orientar a visão da instituição
favorecendo o entendimento de onde ela pretende chegar, o tático que desdobra essa visão em planos
de ação menores capazes de constituir elementos efetivos para que o operacional promova sua
execução.
Nesse sentido, observa-se o aspecto processual e lógico do planejamento que envolve desde
as etapas mais detalhadas do planejamento como um todo, definindo o que será realizado, quais

�colaboradores estarão envolvidos em determinada atividade e suas respectivas responsabilidades
conforme suas funções e divisão de tarefas, o que caracteriza o aspecto operacional, passando pelo
estabelecimento de elementos capazes de criar as condições necessárias para que as ações
estabelecidas no planejamento estratégico sejam atingidas, definindo as táticas para o alcance das
metas organizacionais em médio prazo.
O planejamento operacional e o tático são constituídos a partir das decisões constituídas pelo
nível estratégico, o qual define os objetivos centrais e a trajetória de crescimento do negócio, motivo
pelo qual a compreensão de sua composição é de extrema relevância para a biblioteca universitária.
2.1.1 Planejamento estratégico
Saunders (2015, p. 286), citando (Roberts e Wood (2012, p. 10) afirma que o planejamento
estratégico é “um processo sistemático de prever um futuro desejado e traduzir essa visão em metas
ou objetivos amplamente definidos e uma sequência de etapas para alcançá-los”, desatacando os
aspectos que influem no seu desenvolvimento.
Barbalho (1997, p.30) destaca que:
Entende-se por planejamento estratégico o processo utilizado para o estabelecimento de
objetivos alinhados com as políticas, metas e princípios, bem como os fatores de relevância
ao meio-ambiente organizacional, levando-se em conta o meio externo. Isto implica em uma
constante disposição pró-ativa, analisando as tendências do microambiente utilizando, em
ocasião oportuna, as suas vantagens e os possíveis impactos para a Unidade de Informação,
buscando a constante melhoria institucional.

Conforme exposto, o planejamento estratégico está pautado na busca da excelência
organizacional alinhada com contexto em que a biblioteca está inserida. Deste modo, ele cria o espaço
de pensamento para alinhar o trabalho da unidade de informação com a sua instituição. Esta é uma
ótima maneira de dimensionar o trabalho e ver como ele atende ao cenário mais amplo.
Enquanto um processo para articular a estratégia às metas institucionais, o planejamento
possibilita criar um diálogo próprio e demonstrar o valor e a relevância do trabalho executado para
os usuários além de oportunizar o preceito para conectar a biblioteca para atender aos objetivos que
lhe são apontados pela organização.
Para cumprir com os objetivos organizacionais, o planejamento estratégico da biblioteca
universitária deve ser motivado para pensar estrategicamente e desenvolver estratégias; vislumbrar
direcionamentos; estabelecer prioridades; dimensionar as consequências futuras de ações presentes;
desenvolver uma base coerente e defensável para a tomada de decisão; controlar as atividades; tomar

�decisões em diferentes níveis e funções; otimizar a performance; responder a situações mutantes e
desenvolver expertise (BRYSON, 1988).
Assim visto, o planejamento estratégico deve ser:
a) preciso, devendo prospectar os objetivos e metas mensuráveis além de incluir estratégias e ações
concretas para atingir tais objetivos;
b) viável, pois considera os recursos e a capacidade real da biblioteca. Não deve propor objetivos ou
estratégias que estejam fora do escopo de possibilidades organizacionais;
c) consistente uma vez que considera as diretrizes e planejamento da organização, quer a longo, curto
ou em médio prazo, para promover a eficiência institucional.

Para que tais requisitos sejam constituídos, o planejamento deve envolver elementos que estão
relacionados aos aspectos dispostos na Figura 3.
Figura 3: Aspectos do planejamento estratégico.

Fonte: Elaboração própria (2021).

As questões dispostas na Figura 3 apontam para os elementos que constituem o planejamento
estratégico para a biblioteca universitária constituindo os eixos norteadores dos modelos para sua
composição.
2.1.2 Modelos de planejamento estratégico
A literatura aponta alguns modelos para a elaboração de planejamento estratégico para as
bibliotecas universitárias especialmente baseados na estrutura proposta do Bryson (1988) para
organizações publicas e sem fins lucrativos. Um destes modelos foi constituído por Birdsall e Hensley
(1994 apud HIJJI, 2014) composto de seis etapas, a saber:

�a) selecionar os membros mais adequados da biblioteca para conduzir o planejamento;
b) promover a análise do ambiente, a partir da revisão da missão e visão da biblioteca universitária,
seguida por uma revisão da análise do impacto principal dos pontos fortes, pontos fracos,
oportunidades e ameaças;

c) analisar opções estratégicas que se apresentam a partir da análise ambiental;
d) projetar planos em consonância com as estratégias prospectadas;
e) conduzir o desenvolvimento das estratégias, o que envolve consolidar os objetivos existentes e
desenvolver novos, se necessário; e

f) promover a adoção do plano estratégico por todos os setores da biblioteca.
Na literatura nacional, Vital e Floriani (2009), ao alinharem os objetivos do planejamento
estratégico com as necessidades das unidades de informação propõem uma Metodologia para
Planejamento Estratégico e Gestão em Unidades de Informação (METUNI), composta de quatro
etapas, a saber:
A primeira etapa da METUNI é denominada ‘diretrizes operacionais’. Esta etapa constitui
uma fase essencial do planejamento, pois, nesse momento, a unidade de informação buscará
se conhecer melhor e estabelecer os princípios que a nortearão. A segunda etapa, nomeada
de ‘diagnóstico’, consiste no levantamento de informações internas à organização, bem como
a análise macro-ambiental referente ao ambiente externo. A terceira etapa consiste na
definição das estratégias onde a organização deverá nortear suas políticas referentes à gestão
de pessoas, marketing, segmentação de mercado, além de outras que considerar imperativo.
A última etapa da metodologia, denominada de controle e avaliação, supõe que a organização
se preocupe com formas de desempenho que venham mensurar as demais etapas do processo.
(VITAL; FLORIANI 2009, p.5).

Tanto o modelo proposto por Vital e Floriani (2009) como o de Birdsall e Hensley (1994 apud
HIJJI, 2014) apontam para a necessidade de inicialmente a biblioteca universitária dimensionar a sua
identidade como elemento primordial para a composição do planejamento estratégico.
Hijji (2014), ao discorrer sobre um modelo de gestão estratégica desenvolvido para as
bibliotecas universitárias, destaca que ele é composto de três etapas denominadas de: estágio de préplanejamento; estágio de planejamento; e estágio de pós-planejamento. A primeira etapa começa
fornecendo à equipe de planejamento habilidades e conhecimentos sobre gestão estratégica. A
segunda etapa é alcançada por meio do cumprimento de dois componentes: formulação e
implementação da estratégia. A última etapa, diz respeito ao processo de avaliação da estratégia para
garantir que a qualidade dos serviços prestados e o desempenho da biblioteca e de seus funcionários

�sejam compatíveis com a visão e objetivos da biblioteca e alinhados com os objetivos gerais da
instituição.
Visto sob este prisma, observa-se que o planejamento estratégico se configura como uma etapa
deste modelo de gestão que se constitui como preceito para que a biblioteca constitua sua ação pautada
em usa visão de futuro com objetivos alinhados a uma atuação proativa. Para que isto se torne efetivo
é necessário constituir, como exposto pelo autor, os responsáveis pela condução dos trabalhos que
envolvem o planejamento estratégico, os quais deverão por sua vez estabelecer como os trabalhos
serão conduzidos e conscientizar todo o pessoal da biblioteca sobre os objetivos e formas de
desenvolvimento do planejamento estratégico.
No aspecto da definição da sistematização do método de trabalho, a equipe responsável pelo
planejamento estratégico deve definir as fontes de informação que serão empregadas para o
levantamento de dados que subsidiarão o que será prospectado. Neste sentido, o grupo poderá lançar
mão de:
a) fontes orgânicas: regimentos, estatutos, relatórios, manuais de serviço e outros
documentos produzidos na instituição e na biblioteca.
b) consulta a literatura publicada sobre o serviço de informação para o qual está sendo
realizado o planejamento; e
c) enquetes com base em objetivos claramente delineados e questões previamente
preparadas.
Estas fontes de informação não são excludentes, podendo a equipe utilizar todas elas para
constituir elementos que favoreçam o planejamento. Contudo, cabe destacar que o levantamento de
informações primárias junto as partes interessadas no serviço que a biblioteca realiza deve ser
dimensionado considerando questões como a previa definição da amostragem e forma de aplicação
dos questionários e/ou entrevistas para as pesquisas de campo junto aos usuários da biblioteca.
Após estas reflexões iniciais, a Figura 4 apresenta os elementos que constituem o modelo a
ser empregado para a elaboração do planejamento estratégico.

�Figura 4: Modelo de planejamento estratégico para bibliotecas universitárias.

Fonte: Elaboração própria (2021).

O modelo destaca incialmente a necessidade de o planejamento atentar para o fato de que a
biblioteca é um órgão de uma instituição maior, sendo necessário conhecer antecipadamente as
ferramentas de planejamento organizacional para poder projetar o da biblioteca.
A identidade institucional é a expressão que confere personalidade e traduz o que se considera
ideal para a instituição, representada nos conceitos de missão, visão e valores. Deve responder as
seguintes questões: o que a organização faz, deseja ser e em que acredita e valoriza?
A missão se configura como a finalidade, a razão de ser, a mais elevada aspiração que legitima
e justifica social e economicamente a existência de uma organização e para a qual devem se orientar
todos os esforços. Sua composição é resultante da resposta das seguintes questões: qual é o negócio da
biblioteca? porque a biblioteca existe? o que a biblioteca faz e para quem? quem é o cliente? o que tem
valor para o cliente da biblioteca? como deveria ser o negócio da biblioteca?
A visão está relacionada com uma perspectiva de futuro. É a inspiração para um objetivo que a
biblioteca busca alcançar em longo prazo, podendo ser o que ela pretende se tornar a partir da missão
que cumpre na instituição e na sociedade. Para favorecer sua elaboração, as respostas as seguintes
questões podem contribuir para consolidar a sua visão: qual é a direção que devemos apontar nossos
esforços? onde estaremos em 20 anos? o que estamos ajudando a construir?
Os valores são os princípios éticos ou crenças que norteiam a conduta da biblioteca, para que
assim se cumpra o propósito e alcance a sua missão. Sua descrição determina os comportamentos e

�atitudes sobre o modo de se relaciona com os colaboradores, usuários, fornecedores e sociedade. Para
auxiliar na sua elaboração, a biblioteca universitária deve atentar para os seguintes questionamentos:
qual deve ser o comportamento dos funcionários de modo individual, entre si e com os usuários? como
a biblioteca trata seus usuários? qual a relação e responsabilidades com a comunidade? que valores,
crenças ou princípios são importantes para a biblioteca fazer o que faz, para quem faz, e para o que ela
quer se tornar?.
Após o estabelecimento da identidade, a etapa seguinte envolve a elaboração do diagnóstico
estratégico que permite que a biblioteca universitária mapeie informações relevantes para nortear o
direcionamento de suas ações. É com base no diagnóstico estratégico que a unidade de informação irá
se antecipar às nuances de seu contexto e preparar-se para agir em seus ambientes interno e externo.
Esta etapa busca responder à uma pergunta básica: qual a real situação da biblioteca quanto a seus
aspectos internos e externos? verificando o que existe de bom, de regular ou de ruim no seu processo
administrativo.
O diagnóstico estratégico é composto de uma avaliação externa e interna, o qual deve ser
conduzido a partir da técnica conhecida como Análise SWOT que tem como objetivo auxiliar na
avaliação e na compreensão da atual situação da biblioteca. O emprego desta técnica visa facilitar a
elaboração de um planejamento estratégico mais adequado aos objetivos da organização, além de
contribuir para a tomada de decisão. Dessa forma, a análise consiste no mapeamento das Strenghts
(forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças), sendo as duas
primeiras integrantes do diagnóstico externo e as últimas do interno.
A análise do ambiente externo busca identificar quais são os eventos sobre os quais a biblioteca
universitária não possui influência e que irão ocorrer independente de sua vontade podendo beneficiála ou não. Deste modo, é necessário dimensionar:
a) Oportunidades: aspectos que afetam ou podem vir a afetar positivamente a biblioteca,
contribuindo para o cumprimento de sua missão; e
b) Ameaças: aspectos que afetam ou podem vir a afetar negativamente a biblioteca,
contribuindo para o cumprimento de sua missão.
A análise do ambiente interno envolve o exame dos aspectos internos à biblioteca que favorecem
ou dificultam seu desempenho, desenvolvimento e crescimento. São fatores sobre os quais as
instituições possuem influência e podem ser dimensionados como:
a) Pontos Fortes: aspectos da biblioteca e dos indivíduos que nela trabalham que contribuem
para sua sobrevivência e consolidação; e

�b) Pontos Fracos: aspectos da biblioteca e dos indivíduos que nela trabalham que impedem a
sua sobrevivência e consolidação.
Para o levantamento de informações sobre o diagnóstico estratégico, conforme exposto, a
biblioteca pode empregar o uso de enquetes com os usuários, com objetivos claramente delineados e
questões previamente preparadas, a fim avaliar as questões inerentes aos aspectos relacionados serviços
prestados.
Triagem das estratégias demanda inicialmente do estabelecimento de uma metodologia para
analisar os dados visando oferecer uniformidade a decisão sobre as estratégias, podendo ser pautada no
preceito de que a biblioteca deverá analisar todos os pontos levantados e estabelecer aqueles que, de
fato, são estratégicos em consonância com a sua missão e com a visão prospectada sendo necessário a
organização e o exame dos dados levantados.
Com objetivo de dimensionar os elementos mais relevantes para a composição do planejamento
estratégico, o emprego da ferramenta Matriz GUT pode auxiliar de forma significativa na priorização
dos aspectos levantados. A análise GUT é muito utilizada naquelas questões em que é preciso de uma
orientação para tomar decisões complexas e que exigem a análise de vários problemas tendo em vista
que é possível classificá-los de acordo com a Gravidade, Urgência e Tendência (GUT).
Aplicada a Matriz GUT é possível então definir as estratégias que resultam das decisões que
foram priorizadas na etapa anterior, possibilitando compor um mapa estratégico. As estratégias, para
serem efetivadas, precisam estabelecer os preceitos que envolvem pontos inerentes a sua execução,
constituindo o plano estratégico para que as ações sejam conduzidas, o que pode ser realizado com o
apoio da ferramenta 5W2H que é uma metodologia que auxilia a compor a execução do que foi
deliberado para atingir uma meta, resultado, objetivo desejado ou para a resolução de um problema. A
ferramenta 5W2H se caracteriza como é um checklist de atividades específicas para criar e organizar
um projeto com o intuito de realizá-lo com o máximo de clareza e eficiência.
Ao finalizar as etapas do modelo exposto, a biblioteca universitária pode constituir um mapa
estratégico que é a representação gráfica e resumida do planejamento das estratégias constituídas, que
evidencia os desafios que terão de ser superados para concretizar sua missão e visão de futuro. Trata-se
de uma ferramenta de gestão visual, que faz parte do método Balanced Scorecard (BSC), criado pelos
pesquisadores Kaplan e Norton com o objetivo de ajudar as organizações a colocarem sua estratégia
em prática. Por meio do mapa estratégico, é possível começar a estruturar um plano de execução, tendo
em vista a proposta de missão, visão e valores da empresa e os objetivos estratégicos que ela quer
atingir.

�Com a elaboração do mapa estratégico, que possui a mesma função dos mapas militares, ou
seja, mostrar as trilhas e fazer com que todos caminhem na mesma direção, a composição do que foi
prospectado pode ser mais bem assimilada por todos favorecendo um amplo comprometimento com a
sua execução.
O modelo apresentado se configura como um instrumento a ser explorado de forma a favorecer
uma ação proativa das bibliotecas universitárias no contexto em que sua atuação se faz essencial para
atender as demandas impostas pela ampla gama de questões que envolver o ambiente universitário.
3 CONCLUSÕES
De uma maneira geral, a composição de estratégias que favoreçam a ação eficiente e eficaz da
biblioteca universitária contribui de forma significativa para ampliar a sua visibilidade no contexto
institucional.
Projetar o planejamento estratégico da biblioteca em torno dos objetivos da universidade é
condição essencial para o sucesso do trabalho considerando que seu papel e função é apoiar os
programas educacionais, de pesquisa, extensão e inovação desenvolvidos para atender aos preceitos
constituídos para a academia.
Nesse ambiente, as bibliotecas universitárias devem monitorar as tendências da do contexto em
que atuam a fim de determinar onde concentrar recursos e esforços, motivo pelo qual a execução de
uma ação planejada e articulada é condição fundamental para a sua sobrevivência.
O modelo proposto, composto por quatro eixos, deve ser amparado pelo uso do ferramental
disponível para a prospecção e gestão de um planejamento que conduza a biblioteca a cumprir com sua
função e se fazer competente para a comunidade universitária para a qual foi criada.
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file:///Users/celia/Downloads/Metodologia_para_planejamento_estrategico_e_gestao.pdf. Acesso
em: 12 jul. 2021.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Apresenta um modelo de planejamento estratégico para bibliotecas universitárias. Examina as questões conceituais que envolve o planejamento, discutindo seus conceitos, importância e benefícios para prospectar as ações que devem ser desenvolvidas pelas bibliotecas universitárias considerando o contexto em que atuam. Discute os níveis de planejamento para introduzir uma reflexão acerca das características que envolvem o planejamento estratégico. Expõe, de forma ampla, sobre dois modelos de planejamento estratégico desenvolvido para bibliotecas universitárias. Descreve o modelo propostos discorrendo sobre suas etapas e implicações. Conclui que o contexto do ensino superior é recorrentemente impactado pelas mudanças produzidas pelas tecnologias e pelas exigências de uma formação que favoreça o amplo entendimento da ação do profissional e sua contribuição para o fortalecimento da sociedade, o que exige que a biblioteca universitária se coloque como um agente proativo, corroborando para os objetivos institucionais.</text>
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