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                  <text>Eixo 3 - Inovações
DESINFORMAÇÃO E FAKE NEWS NO CONTEXTO DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
DISINFORMATION AND FAKE NEWS IN THE CONTEXT OF UNIVERSITY LIBRARIES

Cibele Andrade Nogueira1
Roger Pereira Domingues2
Vagner Almeida dos Santos3
Resumo: Este trabalho discute sobre a desinformação e as fake news sob olhar das áreas da Biblioteconomia e
da Ciência da informação. A reflexão teve por objetivo identificar como os (as) bibliotecários (as) lidam com
este fenômeno no contexto da Biblioteca Universitária. Pela literatura, verificou-se que a desinformação e as fake
news estão atreladas à disseminação de informações potencialmente prejudiciais às pessoas e à sociedade,
propagadas principalmente em ambiente digital pela internet nas redes sociais. A pesquisa se caracteriza como
exploratória, sendo este estudo realizado com os (as) bibliotecários (as) das bibliotecas de seis universidades do
Estado de Mato Grosso do Sul. O instrumento de coleta de informações foi um formulário online com sete
questões enviadas aos informantes da pesquisa. O resultado indicou que os profissionais percebem o fenômeno
da desinformação e das fake news de forma tímida e, portanto, ainda não desenvolvem ações institucionais para
prevenir e orientar sobre a problemática.
Palavras-chave: Bibliotecário. Biblioteca universitária. Desinformação. Fake news.
Abstract: This work discusses misinformation and fake news under the perspective of Librarianship and
Information Science. The reflection aimed to identify how librarians deal with this phenomenon in the context of
the Academic Library. In the literature, it was found that misinformation and fake news are linked to the
dissemination of potentially harmful information to people and society, mainly propagated in the digital
environment. The research is characterized as exploratory, and this study was carried out with librarians from the
libraries of six universities in Mato Grosso do Sul. The data collection tools was an online form with seven
questions sent to the informants. The result indicated that professionals perceive the phenomenon of
misinformation and fake news timidly and, therefore, do not yet develop institutional actions to prevent and
provide guidance on the problem.
Keywords: Librarian. Academic Library. Misinformation. Fake news.

1Mestre em Ciência da Informação. Bibliotecária. Universidade Federal da Grande Dourados - cibelenogueira@ufgd.edu.br
2Graduado em Biblioteconomia pelo Instituto de Ensino Superior da FUNLEC - roger.b.p.domingues@gmail.com
3Mestre em Biblioteconomia. Bibliotecário. Universidade Federal da Grande Dourados - vagnerbibliotecario@hotmail.com

�1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária (BU) por natureza é um ambiente de informação e de
conhecimento. Seus principais recursos informacionais estão nas fontes tradicionais de
informação. Por serem mais difundidas, elas fornecem alguma segurança em relação à
qualidade e confiabilidade das informações, como é o caso dos livros, periódicos, bases de
dados, portais institucionais, repositórios etc.
Contudo, a BU pode ampliar seu compromisso com a mediação da informação nos
meios menos convencionais como é o caso das mídias eletrônicas e redes sociais. Assim, a
biblioteca e o(a) bibliotecário(a) como agentes de transformação necessitam assumir o
cuidado com as fontes, especialmente comprometidos com o enfrentamento à desinformação
e as fake news.
A desinformação é aqui entendida como “informações falsas e disseminadas de forma
deliberada e muitas vezes secretamente [...] a fim de influenciar a opinião pública ou
obscurecer a verdade” (MERRIAN-WEBSTER DICTIONARY, 2021).“Fake news” [...] são
informações falsas ou mentirosas que são compartilhadas como se fossem reais e verdadeiras,
em contextos virtuais, especialmente em redes sociais [...]” (DICIONÁRIO, 2021).
Então a BU assume responsabilidade sobre isso, uma vez que o “objeto de trabalho do
bibliotecário é a informação, artefato cultural, [...] oral, gestual, audiovisual e digital, por
meio da articulação de linguagens natural e/ou artificial” (CONSELHO FEDERAL DE
BIBLIOTECONOMIA, 2018 p. 1). Sendo os usuários ao mesmo tempo produtores e
consumidores de informação para estudos, pesquisas e informações gerais que têm direitos, as
bibliotecas e os bibliotecários(as) não podem ficar alheios a estes acontecimentos.
Por conta disso, decidiu-se realizar esta pesquisa cujo questionamento central foi
verificar qual a percepção dos(as) bibliotecários(as) da BU sobre a desinformação e as fake
news. Definiu-se como objetivo geral, identificar como os(as) bibliotecários(as) percebem o
fenômeno desinformação no contexto da BU. Os objetivos específicos são: a) identificar quais
ações de enfrentamento às fake news os(as) bibliotecários(as) realizam e; b) identificar quais
as razões que mais contribuem para propagação da desinformação.
Esta pesquisa foi realizada no contexto da pandemia de COVID-19 em que muitas
BUs estão com portas fechadas e muitas delas oferecendo serviços online. Quanto ao

�instrumento de coleta de informações, usou-se um formulário online semi-estruturado. O
instrumento foi enviado por e-mail aos(às) bibliotecários(as) das seis principais universidades
do Estado do Mato Grosso do Sul (MS).
2 INFORMAÇÃO, DESINFORMAÇÃO E FAKE NEWS
O ato de se informar é um fenômeno constante na sociedade humana, no âmbito da
BU tal fenômeno intensifica-se, com o surgimento da tecnologia o processo de obtenção da
informação tomou novas formas e adquiriu dinamicidade nunca vista: "É lugar comum
considerar-se a informação como condição básica para o desenvolvimento econômico
juntamente com o capital, o trabalho e a matéria-prima, mas o que torna a informação
especialmente significativa na atualidade é sua natureza digital" (CAPURRO, 2007, p. 149).
Segundo Araújo (2018), devido ao incremento tecnológico, exigiu-se maiores
capacidades humanas de abstração para se compreender suas próprias ações no contexto
social no que tange os aspectos de acesso e manipulação da informação. Ainda de acordo com
Araújo (2018), buscaram-se formas comuns de se definir informação na perspectiva da CI,
compartilhando das contribuições de diferentes autores, ele concluiu que o primeiro conceito
de informação na CI era restrito e vinculado à sua dimensão material, física; evoluindo
posteriormente para a dimensão cognitiva - dada por intermédio da interação entre dados e
conhecimento - e seu estudo profundamente relacionado à identificação de significados,
interpretações. Percebe-se que há complexidade em se definir o que seja a informação.
Em determinados contextos o uso estratégico da informação é capaz de moldar as
relações de poder: “[...] a ausência de informação pode estar à relação de poder e o que
uma classe dominante quer compartilhar com um grupo, o que teria relação direta com
a intencionalidade de omissão ou até mesmo engano proposital” (HELLER; JACOBI;
BORGES, 2020, p. 194). Assim, percebe-se a informação como processo social que está
passível de manipulação por intermédio do agente humano. Um agente disseminador de
desinformação pode se beneficiar com fins de suprir suas necessidades e interesses próprios,
trabalhando com a ambivalência da informação: a desinformação.
Mesmo que a desinformação sempre tenha existido paralelamente ao conceito de

�informação, ela nem sempre esteve evidente em seu aspecto social “é importante compreender
a relação que a informação (conteúdo) tem com a comunicação (relações)” (HELLER;
JACOBI; BORGES, 2020, p. 200).
Como observado por Heller, Jacobi, Borges (2020), geralmente se correlaciona
desinformação e fake news, os termos se confundem entre si, mas, no caso, há diferentes
tipos e níveis de desinformação em ação quando se trata de uma ou de outra. Desta forma, é
interessante avaliar a seguinte linha de pensamento:
[...] o termo desinformação é comumente usado para se referir a tentativas
deliberadas [...] para confundir ou manipular pessoas por meio de
transmissão de informações desonestas. [...] O termo “informação incorreta”
frequentemente refere-se a informações enganosas criadas ou disseminadas
sem intenção manipuladora ou maliciosa (IRETON; POSETTI, 2019, p. 7).

Uma notícia atende um propósito informativo, mas, no caso das fake news, o ato
informacional é totalmente manipulado, inventando-se situações inexistentes com elementos
presentes na realidade. Portanto, fake news não são informações, mas, são inverdades
fantasiadas de notícias que usam apelos para atrair atenção do público, seu conteúdo é uma
mescla de informações e fatos presentes no cotidiano com dados inverídicos. Desta forma, o
termo fake news afasta-se do universo informativo.
[...] Evita-se admitir que o termo fake news (“notícias falsas”) possua um
significado direto ou comumente compreendido. Isso ocorre porque
“notícias” significam informações verificáveis de interesse público, e as
informações que não atendem a esses padrões não merecem o rótulo de
notícias. Nesse sentido, então, a expressão “notícias falsas” é um oxímoro
que se presta a danificar a credibilidade da informação que de fato atende ao
limiar de verificabilidade e interesse público – isto é, notícias reais.
(IRETON; POSETTI, 2019, p. 7).

Na busca por compreender o universo da desinformação, nem sempre há uma
diferença clara sobre as definições do que venha a ser cada elemento no mundo das
informações falsas. Por mais que os conceitos sejam sinônimos e estejam interligados, é
necessário destacar suas diferenças, evitando-se classificar tudo como uma coisa só no
universo plural da desinformação.

�2.1 PÓS-VERDADE E INFODEMIA
Se deparar com informações inverídicas, ou de procedência duvidosa, se tornou uma
rotina em qualquer ambiente de comunicação digital. Desinformação, fake news e
informações incorretas, aliados ao mal uso dos recursos digitais, são componentes que deram
início a uma nova era na perspectiva informacional, a era da pós-verdade.
Para uma melhor contextualização do conceito é importante associar alguns fatos
históricos que trouxeram o foco para este fenômeno. O primeiro seria o fato da palavra pósverdade ter sido eleita a palavra do ano em 2016, segundo o dicionário Oxford, ano este em
que ocorreram as eleições presidenciais norte-americanas. O segundo fator responsável pela
popularização do termo foi a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit
(ARAÚJO, 2020).
As fake news são um dos fatores que compõem a era da pós-verdade. “[...] O
fenômeno da pós-verdade precisa ser compreendido como resultado de determinadas
condições (tecnológicas, sociais, culturais) que se colocam nas relações das pessoas com a
verdade e, por extensão, com a informação” (ARAÚJO, 2021, p. 15).
Cabe ressaltar que informações e notícias falsas não são uma novidade, porém o que
caracteriza a era da pós-verdade é o acesso à informação, que nos dias atuais é extremamente
facilitado. Há de se destacar que ainda assim há uma parcela da população que não possui
esse acesso de maneira plena, pois suas condições econômico-sociais não o permitem.
Apesar de ser possível checar a veracidade de um fato, muitas pessoas não o fazem e
acabam compartilhando desinformação. Além disso há uma banalização da verdade e
opiniões pessoais a respeito de assuntos em geral, inclusive sobre o próprio conhecimento
científico são incentivadas e a credibilidade de autoridades e instituições é cada vez mais
questionada (ARAÚJO, 2021).
Neste fenômeno observa-se uma exaltação das emoções, do pessoal em prol do
coletivo, a razão é desvalorizada e mesmo sabendo que se trata de uma informação falsa que
prejudica alguém ou a determinado grupo, o que vale é o sentimento de pertencimento a um
determinado grupo que possui as mesmas convicções, ainda que essas convicções exalem o
ódio, preconceito e a intolerância. Isso pode ser observado até mesmo em casos de saúde

�pública como a pandemia de Covid-19 que o mundo tem enfrentado na atualidade.
O descrédito nas instituições, principalmente científicas, na democracia e nas
autoridades são fatores que contribuem para a proliferação de notícias falsas. O acesso a uma
vasta quantidade de informações disponíveis na web e a facilidade para acessá-las,
supostamente deveria também, ao mesmo tempo, ser um cenário no qual a checagem ou
barragem da desinformação também fosse uma prioridade.
É sabido que há grupos que se beneficiam diretamente da propagação em massa desse
tipo de conteúdo, seja por questões políticas ou econômicas. Mesmo se tratando de questões
de saúde pública, como a pandemia de coronavírus que assolou o mundo inteiro, as notícias
falsas não pararam de circular, ao contrário, houve uma gigantesca produção de notícias a
respeito, porém uma parcela significativa era falsa e foi propagada de maneira intencional.
Esse fenômeno pode ser definido como infodemia e afeta diretamente a vida das
pessoas e nesse caso a falta de informação correta pode sim, levar pessoas à morte. Se o
desafio das autoridades da área da saúde de lidar com a pandemia mundial, em si, não é nada
fácil, quanto mais quando se tem um problema tão grande quanto este, que é essa explosão de
fake news sobre as formas de contágio, vacinas, ações preventivas e de tratamento no controle
da doença.
É sintomático que a pandemia de COVID-19 tem servido de espaço para que
muitos indivíduos seguramente mal-intencionados pudessem proliferar
notícias relacionadas à doença sem nenhuma comprovação científica, desde
remédios que teriam efeito prontamente curativo, passando pela divulgação
de dados incompatíveis com as características do novo vírus até a insistência
de chefes de Estado em medidas contrárias àquelas recomendadas por órgãos
competentes para tal, o que tem afetado e influenciado o número de
contaminados e mortos pela doença bem como o comportamento de
indivíduos posicionando-se contrários a medidas do tipo do isolamento
social (CANTUÁRIO, 2020, p. 178).

Em uma escala internacional, nos discursos de Donald Trump, na época em que ainda
estava ocupando o cargo de presidente dos Estados Unidos, havia uma minimização do perigo
da doença e não eram colocadas em prática as recomendações provenientes das autoridades
em saúde (CANTUÁRIO, 2020).
Em nível nacional no Brasil, foi possível observar em diversos momentos discursos do
atual presidente, Jair Messias Bolsonaro agindo como Trump ao afirmar que a doença não

�passava de uma “gripezinha4” e que possuía histórico de atleta5 e dessa forma a doença não
iria se agravar. Em um de seus pronunciamentos até “imitou 6” como seria uma pessoa com
falta de ar. Em outros momentos foi contra o isolamento social7 e o uso de máscaras8.
A Unesco elaborou materiais sobre a desinformação e como combatê-la. “A nova
desinformação sobre a COVID-19 cria confusão referente à ciência médica, com impacto
imediato em todas as pessoas do planeta e em sociedades inteiras. Ela é mais tóxica e mais
letal que a desinformação sobre outros assuntos” (POSETTI; BONTCHEVA, 2020, p. 2).
Ainda, no sentido de combater a desinformação causada pela infodemia no cenário da
pandemia do novo coronavírus, deve-se entender a saúde como um direito básico do ser
humano e que o não acesso à informação fidedigna, proveniente das principais instituições
científicas de pesquisa, na área da saúde ou acesso à informações falsas coloca em risco a vida
de pessoas.
Algumas medidas sugeridas na luta contra à desinformação, segundo a UNESCO,
neste contexto são: “contrapor-se à contaminação da desinformação; apoiar o jornalismo
independente e de qualidade; empoderar a cidadania global com alfabetização midiática e
informacional; e, ajudar os Estados-membros a cumprir as normas internacionais de liberdade
de expressão” (POSETTI; BONTCHEVA, 2020, p. 4).
Os bibliotecários precisam atuar em prol dessas ações propostas pela UNESCO, pois o
objeto de estudo da Biblioteconomia e Ciência da Informação é a informação e na era em que
vivemos o principal desafio é lidar com o combate ao seu oposto - a desinformação, que é
criada para ser prejudicial, independente se foi compartilhada de forma intencional ou não.
3 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA, DESINFORMAÇÃO E FAKE NEWS
Com o fenômeno da infodemia se alastrando com rapidez, as bibliotecas têm traçado
estratégias por meio de algumas ações para que esse problema seja combatido. No caso das
BUs não seria diferente, ainda mais por se tratar de um tipo de biblioteca que está inserida
4 Fonte: https://cutt.ly/pQj3rcL
5 Fonte: https://cutt.ly/RQj96Hv
6 Fonte: https://cutt.ly/WQj4FN7
7 Fonte: https://cutt.ly/8Qj4Kyb
8 Fonte: https://cutt.ly/uQj4ZcI

�dentro de uma instituição científica. Seu papel, neste contexto, é de extrema relevância, pois
além da Biblioteconomia possuir como objeto de estudo a informação, acredita-se que um dos
enfoques que a área deve ter neste momento é o acesso à fontes de informações confiáveis.
É possível se deparar com termos como fake science e perceber como isso impacta na
qualidade de pesquisas científicas e na própria formação de pesquisadores e profissionais.
“Neste sentido, a Ciência é atingida porque conta com informações de interesse público, mas
também por ter um estatuto de credibilidade frente à população” (CUNHA; JEN CHANG,
2021, p. 142). Um exemplo é o movimento antivacina que tem ganhado força nos últimos
anos, fazendo com que doenças já erradicadas, como o sarampo, por exemplo, tenham voltado
a preocupar os profissionais da saúde, pelo aumento de pessoas diagnosticadas.
De acordo com Vidarte e Velasco (2021, p. 169) “as bibliotecas universitárias
precisam planejar ações comunicacionais com o objetivo de promover a visibilidade midiática
de seus conteúdos e serviços de forma eficaz, e desse modo minimizar a desinformação e a
infodemia”. Muito conteúdo digital foi oferecido pelas BUs, como treinamentos, lives, cursos,
entre outros. As redes sociais demonstraram grandes aliadas neste processo comunicacional.
Destacam-se algumas ações encontradas na literatura que propõem o enfrentamento à
desinformação e fake news, como as seguintes:





Guia Prático de Fontes de Informação: produtos e serviços digitais
das bibliotecas da UNESP (NICOLINO; MENDONÇA, 2020);
Desenvolvimento de ações da Competência em Informação no
combate às fake news (ALMEIDA, 2020);
Criação da Comissão de Confiabilidade Informacional e Combate à
Desinformação da Biblioteca Universitária da Universidade Federal
de Santa Catarina (VIDARTE; VELASCO, 2021);
Drops informativos - Biblioteca Universitária da Universidade
Federal de Santa Maria (VIDARTE; VELASCO, 2021).

Nota-se que todas as ações mencionadas são simples, porém significativas na luta
contra a desinformação. É essencial que cada vez mais as BUs usem da criatividade para
promover ações relacionadas ao tema, pois a tendência é que isso se alastre com muita
intensidade e acabe se tornando um problema maior do que já é.

�4 CAMINHOS METODOLÓGICOS
Realizou-se uma pesquisa do tipo exploratória, cuja finalidade, segundo Vergara
(2016), é estudar sobre temática que ainda não há muito conhecimento acumulado e por conta
disso, o(a) pesquisador(a) deseja aprofundar mais sobre o assunto.
Quanto aos meios de investigação, este estudo possuiu uma parte empírica, uma vez
que se realizou o levantamento por meio de um questionário para coleta de informações junto
aos participantes. A pesquisa também é bibliográfica devido a utilização de livros e artigos
científicos com conhecimentos publicados sobre a temática (VERGARA, 2016).
Com relação à abrangência, o estudo foi direcionado aos bibliotecários(as) de seis
universidades do estado do Mato Grosso do Sul, sendo: Universidade Federal da Grande
Dourados (UFGD); Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Universidade
Federal

de

Mato

Anhanguera/Uniderp9,

Grosso
Centro

do

Sul

(UFMS)

Universitário

da

do

setor

Grande

público
Dourados

e

Universidade

(UNIGRAN)

e

Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) do setor privado. O levantamento e a análise dos
dados ocorreram em julho de 2021.
Aplicou-se um questionário com sete questões, sendo seis objetivas e uma aberta para
coletar as opiniões desses(as) bibliotecários(as). O instrumento de coleta foi um formulário
online disponibilizado pelo Google forms e enviado por e-mail para oportunizar que os
informantes registrassem suas informações acerca do tema.
As informações coletadas para a pesquisa foram descritas e analisadas segundo a
orientação que objetiva organizar e sumarizar os dados coletados e possibilite evidenciar se a
pergunta de partida (problema) foi ou não respondida seguindo-se de uma breve interpretação
das respostas correlacionadas aos objetivos e literatura apresentada (GIL, 1999).
5 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Para verificar o resultado, dividiu-se as questões em dois grupos básicos. O primeiro
grupo, composto por duas perguntas, teve o objetivo de apresentar a instituição pesquisada e o
9Instituições de ensino pertencentes à rede Anhanguera - Anhanguera Uniderp e Anhanguera Dourados.

�panorama de atuação dos informantes.
A primeira questão (Gráfico 1) identifica as universidades participantes da pesquisa.
Pelas instituições públicas, a UFMS teve a maior participação com 4 informantes, (33,3%); a
UFGD com 2 informantes (16,7%) e a UEMS com apenas um(a) bibliotecário(a) (8,3%).
Pelas as instituições privadas, Unigran e Anhanguera/Uniderp tiveram 2 informantes (16,7%)
cada e, a UCDB com apenas um (8,3%) conforme mostra o gráfico a seguir.
Gráfico 1 - Universidades participantes da pesquisa

Fonte: Os autores, 2021

Apesar da quantidade de participantes neste estudo ter sido pequena, pelo menos um
profissional respondeu a pesquisa em cada universidade. Considerando que o número de
informantes foi relativamente pequeno, não houve diferença significativa nas respostas entre
as organizações privadas e as públicas.
Na segunda questão foi perguntado qual setor o informante ocupa. De sete alternativas
disponíveis, somente quatro foram respondidas pelos 12 participantes. Metade dos
informantes assinalaram que atuam no processamento técnico. Com isso ficou constatado que
esta atividade é aquela com maior índice de ocupação.
Nota-se que seis profissionais (85%), de um total de sete do setor público declaram
exercer suas atividades em setores específicos, diferentemente do setor privado em que quatro
(80%) do total de cinco, trabalham como responsável geral da unidade bibliotecária. Isso
permite constatar que os(as) bibliotecários(os) do setor privado representados nesta pesquisa
estão atuando em menor quantidade nas bibliotecas de suas organizações, ou seja, em sua
maioria atuam como responsáveis gerais, realizam e acumulam várias funções.
O segundo grupo de questões, composto por cinco perguntas, teve por finalidade
coletar a percepção dos informantes a partir de variáveis selecionadas como relevantes para as
pretensões neste estudo. Buscou-se identificar as perspectivas dos(as) bibliotecários(as) em

�relação a desinformação e as fake news.
Assim, a terceira questão do formulário indagou sobre a responsabilidade que tem o(a)
bibliotecário(a) no enfrentamento à desinformação e a fake news, cujas respostas possíveis
eram sim ou não. O resultado indica que 10 informantes (83,3%) disseram que sim, eles têm
esta responsabilidade. Os outros 2 informantes (16,7%), registram que este profissional não
tem este compromisso.
Importa destacar que o papel da biblioteca e do(a) bibliotecário(a)
[...] abrange a emancipação dos indivíduos, para atuação em função de uma
sociedade mais justa e atuante nas esferas políticas, econômicas e sociais,
garantindo um amplo acesso à informação, para diferentes grupos,
respeitando as singularidades e a identidade das comunidades (DUARTE,
2018, p. 75).

Considerando as palavras da autora e que os(as) bibliotecário(a) devem “interagir e
agregar valor nos processos de geração, transferência e uso da informação, em todo e
qualquer ambiente” (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2001, p. 32), pode-se afirmar que este
profissional tem responsabilidade de avaliar todos os serviços informacionais ao alcance da
BU. A percepção predominante dos informantes de atribuir aos bibliotecários(as) a
responsabilidade social contra a desinformação, evidencia que eles podem assumir o
desenvolvimento de ações de combate às fake news e a desinformação.
A quarta e quinta questões tiveram por objetivo identificar se os informantes
promovem ações relacionadas ao enfrentamento à desinformação e as fake news nas
instituições que atuam. A maioria, com 11 informantes (83,3%) disseram que não realizam
atividade relacionada ao tema. Dois informantes justificaram porque não desenvolveram tais
atividades. Um registrou que “preciso me atualizar sobre o assunto e analisar as atividades
desenvolvidas pelo setor para responder com mais precisão sobre as ações”. O outro escreveu
que “não tive oportunidade da chefia”. Somente uma pessoa afirmou de forma categórica que
realiza tal atividade.
Comparando-se esta questão às anteriores (3 e 4), constata-se uma contradição, visto
que os mesmos profissionais que informaram ser papel do(a) bibliotecário(a) combater a
desinformação e as fake news, esses mesmos registram que não desenvolvem atividades nas
bibliotecas que atuam. O único informante que respondeu “sim” (8,3%) anotou na quinta

�questão que promove treinamentos com os usuários para que eles aprendam a identificar
fontes fidedignas de informação.
A sexta questão verificou o que os(as) bibliotecários(as) fazem após acessarem
informações nas redes sociais e em outros veículos de comunicação. Metade (50%) respondeu
que “checa a fonte, se falsa, avisa quem compartilhou". Outros quatro informantes (33,3%)
responderam que “avalia a relevância para decidir se compartilha” e, apenas um(a) registrou
que “checa a fonte apenas”. As opções “não checa a fonte e não compartilha” e “não checa a
fonte e compartilha” não obtiveram resposta conforme o Gráfico 2.
Gráfico 2 - Decisão dos(as) bibliotecários(as) ao acessar informações compartilhadas.

Fonte: Os autores, 2021

A última pergunta (Gráfico 3) indaga sobre o que os bibliotecários acreditam ser o
motivo que mais contribui para a disseminação de notícias e conteúdos falsos. Novamente
metade (50%) disse que é devido às "preferências pessoais (política, religião, entre outros)”; 4
informantes (33,3%) atribuíram ao “apelo da notícia (títulos chamativos e sensacionalistas)”.
Apenas um(a) bibliotecário(a) associou esta responsabilidade com a “autoridade (acreditar na
palavra de quem compartilhou)”.
Gráfico 3 - Fatores que contribuem para as pessoas compartilhem notícias e conteúdos falsos

Fonte: Os autores, 2021

�Com relação aos fatores responsáveis pela disseminação de notícias falsas, um(a)
bibliotecário(a) justificou que o compartilhamento de notícias e conteúdos falsos se deve à
ausência de competência à informação. De acordo com Presser e Silva (2015 apud NEVES e
BORGES, 2020, p. 10) “a alfabetização informacional pode ser caracterizada como o
processo no qual as pessoas desenvolvem competências em informação.” As autoras ainda
destacam que o desafio da desinformação permeia áreas como a educação, CI e comunicação,
e que a competência em informação é uma aliada em seu combate.
Ainda segundo Presser e Silva (2015 apud NEVES; BORGES, 2020, p. 10)
[...] as pessoas reproduzem no comportamento de busca e uso da informação
as normas sociais que indicam os padrões de comportamento aceitáveis no
grupo. Assim, para ser aceito no grupo, o indivíduo tende a reproduzir suas
práticas, ainda que sejam questionáveis, como o compartilhamento de
notícias sem verificação de veracidade.

É perceptível o quanto o critério de autoridade está relacionado com as preferências
pessoais, pois com o crescimento das chamadas bolhas informacionais, o indivíduo passa a ter
como referência, apenas sujeitos que seguem as mesmas ideologias que ele. Ainda que um
especialista em determinado assunto afirme algo que vá contra os seus ideais, muitas vezes ele
decide ignorar, porque simplesmente não concorda com aquilo.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na era da pós-verdade a atuação dos(as) bibliotecários(as) no enfrentamento à
desinformação é desafiadora. Esta pesquisa procurou observar de que forma este fenômeno
ocorre na região de Mato Grosso do Sul, no contexto das BUs.
Conforme observado na literatura sobre o tema e nos dados analisados nesta pesquisa,
os(as) bibliotecários(as) revelaram que acham importante sua atuação contra às fake news no
âmbito acadêmico, no entanto o que também se constata é que eles não desenvolvem tais
ações, segundo suas respostas.
Retomado-se aos objetivos, nota-se que os bibliotecários percebem o fenômeno como
assunto importante e relacionado à Biblioteconomia, contudo, no conjunto das respostas não
foi constatado ações pragmáticas significativas de enfrentamento a desinformação e as fake

�news nas instituições que atuam, apesar de a literatura demonstrar que estes profissionais
necessitam contribuir neste tema.
É válido ressaltar que a biblioteconomia e CI precisam se aproximar mais do
jornalismo, que já exerce o trabalho de checagem de fatos há muito tempo. Desta forma, a
interdisciplinaridade é benéfica para ambas, pois uma das preocupações das duas áreas é a
utilização de fontes de informação confiáveis.
Por fim, espera-se que este trabalho possa contribuir de alguma maneira, para que esta
realidade possa ser alterada e outros estudos ocorram.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, A. S. As bibliotecas universitárias no combate à infodemia. Revista Informação
e Universidade, v. 2, n. esp. Dossiê COVID-19, jul./dez. 2020.
ARAÚJO, C. A. A. O fenômeno da pós-verdade e suas implicações para a agenda de pesquisa
na Ciência da Informação. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da
informação, vol. 25, 2020, pp. 1-17. Disponível em: https://cutt.ly/qQj7wEs Acesso em: 12
jul. 2021.
ARAÚJO, Carlos A. Á. A pós-verdade como desafio para a ciência da informação
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              <text>Este trabalho discute sobre a desinformação e as fake news sob olhar das áreas da Biblioteconomia e da Ciência da informação. A reflexão teve por objetivo identificar como os (as) bibliotecários (as) lidam com este fenômeno no contexto da Biblioteca Universitária. Pela literatura, verificou-se que a desinformação e as fake news estão atreladas à disseminação de informações potencialmente prejudiciais às pessoas e à sociedade, propagadas principalmente em ambiente digital pela internet nas redes sociais. A pesquisa se caracteriza como exploratória, sendo este estudo realizado com os (as) bibliotecários (as) das bibliotecas de seis universidades do Estado de Mato Grosso do Sul. O instrumento de coleta de informações foi um formulário online com sete questões enviadas aos informantes da pesquisa. O resultado indicou que os profissionais percebem o fenômeno da desinformação e das fake news de forma tímida e, portanto, ainda não desenvolvem ações institucionais para prevenir e orientar sobre a problemática.</text>
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