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                  <text>Eixo 2- Práticas
PLANEJAMENTO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: DIRETRIZES E INDICADORES
PARA O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DAS BIBLIOTECAS DOS INSTITUTOS
FEDERAIS1
PLANNING IN UNITIES OF INFORMATION: GUIDELINES AND INDICATORS FOR THE
ORGANIZATIONAL DIAGNOSIS OF THE LIBRARIES OF THE FEDERAL INSTITUTES
Rosana de Vasconcelos Sousa2
Elieny do Nascimento Silva3
Resumo: Aborda o planejamento em unidades de informação no contexto das bibliotecas dos Institutos Federais, que
atendem diferentes perfis de usuários, devendo oferecer serviços e produtos característicos de bibliotecas escolares,
universitárias e especializadas. Focaliza a etapa de diagnóstico organizacional, que identifica as potencialidades e
limitações da instituição, com base em indicadores de qualidade oriundos de convenções técnicas nacionais e
internacionais. Diante disso, parte da seguinte questão problema: que indicadores devem ser utilizados para identificar
os pontos fortes, os pontos fracos e os pontos neutros das bibliotecas dos Institutos Federais? Objetiva identificar
categorias a serem analisadas no processo de diagnóstico em unidades de informação e indicadores de qualidade,
relacionados à estrutura organizacional, nos documentos regulatórios que estabelecem diretrizes para bibliotecas com
características similares às bibliotecas dos Institutos Federais. Utiliza como procedimentos metodológicos a pesquisa
exploratória, bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa. Para coleta e análise dos dados, utiliza a análise
de conteúdo. Em suas considerações finais, evidencia a importância do planejamento em bibliotecas; constata que a
análise de conteúdo de diretrizes para bibliotecas escolares e bibliotecas universitárias possibilitou a identificação de
importantes indicadores sobre estrutura organizacional das bibliotecas dos Institutos Federais; e que a padronização dos
conceitos e das formas de coleta dos dados no diagnóstico organizacional beneficiará o trabalho em rede realizado nos
Institutos Federais.
Palavras-chave: Planejamento em unidades de informação. Diagnóstico organizacional. Bibliotecas multiníveis.
Abstract: It addresses planning in unities of information in the context of the libraries of the Federal Institutes, which
serve different user profiles, and must offer services and products characteristic of school, university and specialized
libraries. It focuses on the organizational diagnosis stage, which identifies the institution's potential and limitations,
based on quality indicators from national and international technical conventions. Given this, part of the following
problem question: what indicators should be used to identify the strengths, weaknesses and neutral points of the
libraries of the Federal Institutes? It aims to identify categories to be analyzed in the diagnosis process in information
units and quality indicators, related to the organizational structure, in the regulatory documents that establish guidelines
for libraries with characteristics similar to the libraries of the Federal Institutes. It uses exploratory, bibliographic and
documentary research as methodological procedures, with a qualitative approach. For data collection and analysis, it
uses content analysis. In his final remarks, he highlights the importance of library planning; notes that the content
analysis of guidelines for school libraries and university libraries enabled the identification of important indicators on
the organizational structure of the libraries of the Federal Institutes; and that the standardization of concepts and ways
of data collection in the organizational diagnosis will benefit the network work carried out in the Federal Institutes.
Keywords: Planning in unities of information. Organizational diagnosis. Multilevel libraries.
1

2

3

Este artigo apresenta os resultados parciais da pesquisa no âmbito do Mestrado em Biblioteconomia da Universidade
Federal do Cariri (UFCA).
Doutoranda em Difusão do Conhecimento pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA). Mestra em Biblioteconomia pela
UFCA, Especialista em Gestão de Bibliotecas Escolares pela Universidade Candido Mendes (UCAM) e Graduada em
Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Bibliotecária do Instituto Federal do Ceará (IFCE). Email: rosana.vasconcelos@ifce.edu.br.
Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mestra em Ciência da Informação
pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Especialista em Metodologias para o Ensino de Língua Portuguesa e
Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Graduada em Biblioteconomia pela UFC.
Professora da graduação em Biblioteconomia e do Mestrado Profissional em Biblioteconomia da UFCA. E-mail:
elieny.silva@ufca.edu.br.

�1 INTRODUÇÃO
O conhecimento prévio dos aspectos gerenciais que envolvem uma unidade de informação é
essencial para o processo de planejamento de atividades, produtos e serviços dessa unidade, sejam
aspectos relacionados ao acervo disponibilizado, aos recursos humanos, sejam relacionados à
estrutura organizacional e física.
A realidade da instituição, com suas limitações e potencialidades, fundamenta a elaboração de
um plano de trabalho eficiente, com ações prioritárias e soluções viáveis para os problemas existentes.
A realização de um diagnóstico organizacional, compreendida por alguns autores como a primeira
etapa de um planejamento, permite conhecer essa realidade e promover as intervenções necessárias
(BARBALHO; BERAQUET, 1995; MACIEL, 1997).
Com o diagnóstico, é possível comparar o estado encontrado da unidade de informação com o
estado desejado, avaliando-se a eficácia com base em indicadores de qualidade e procurando
caminhos para diminuir a distância entre a situação existente e a situação desejada, amparando o
processo de gestão dessas unidades (ALMEIDA, 2005; BARBALHO; BERAQUET, 1995).
Diante da não localização, na literatura especializada da área, de um instrumento com
indicadores adequados às especificidades das bibliotecas dos Institutos Federais (IFs) e da escassez de
pesquisas que contemplem essa temática, configura-se a problemática desta pesquisa: que indicadores
devem ser utilizados para identificar os pontos fortes, os pontos fracos e os pontos neutros das
bibliotecas dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia?
Nesse contexto e considerando-se a importância do diagnóstico organizacional em um
planejamento, esta pesquisa tem como objetivo identificar categorias a serem analisadas no processo
de diagnóstico em unidades de informação e indicadores de qualidade, relacionados à estrutura
organizacional, nos documentos regulatórios que estabelecem diretrizes para bibliotecas com
características similares às bibliotecas dos IFs.
2 O DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL NO PLANEJAMENTO EM UNIDADES DE
INFORMAÇÃO
Ao preceder os processos de uma organização, o planejamento permite a elaboração e
implantação de um plano de trabalho coerente com os pontos fortes e os pontos fracos de tais
processos. Maximiano (2011) objetivamente explicita: planejar consiste em definir os objetivos, os
cursos de ação e os meios de execução. O planejamento atua em todos os níveis organizacionais,
podendo ser estratégico, tático e operacional (CHIAVENATO, 2014), podendo incluir períodos de

�longo a curto prazo, envolvendo uma organização inteira, um departamento ou apenas uma tarefa.
Diante desses conceitos da Administração, Tarapanoff (1987) entende que é importante
estabelecer uma definição de planejamento para a área de Biblioteconomia e conceitua:
Planejamento Bibliotecário - […] planejar e analisar a biblioteca em relação à organização à
qual está vinculada, desde que se aceite a premissa de que a biblioteca é uma instituição de
apoio, de prestação de serviços, portanto, vinculada a outra organização;
Planejamento de Sistemas de Informação - […] planejamento da informação num sentido
mais global - o acesso, recuperação, controle e disseminação da informação, sem associações
organizacionais, e pensando-se a informação como parte de um grande sistema, independe de
vínculos organizacionais ou geográficos (TARAPANOFF, 1987, p. 231).

Isso posto, o planejamento é essencial para orientar a melhor forma de utilização dos recursos
disponíveis, com a oferta de produtos e serviços alinhados com os propósitos da unidade de
informação e as demandas de seus usuários, devendo ser bem estruturado e atualizado
constantemente.
A otimização do tempo, a redução de riscos e de custos, a capacidade de monitorar o
desempenho das ações de um projeto e a possibilidade de avaliar seus resultados são exemplos de
vantagens do planejamento, que garante à organização o melhor uso de seus recursos, e consequentes
melhores indicadores de qualidade e produtividade (ALMEIDA, 2005).
De acordo com Valentim (1995), é importante que esse processo compreenda a organização
como um todo, seu contexto interno e externo, e isso é possível por meio do planejamento estratégico.
Para Almeida (2005, p. 7), o planejamento estratégico “[…] consiste no processo de decisão relativo
aos objetivos da organização, às mudanças nesses objetivos, aos recursos utilizados para atingi-los e
às políticas que deverão governar a aquisição, a distribuição e a utilização desses recursos”.
Almeida (2005, p. 8) assinala que, em unidades de informação, é mais frequente o
planejamento tático e o operacional, “[…] sendo o planejamento estratégico uma prerrogativa dos
níveis de direção da organização a que pertencem”. Mas pondera:
Isso não quer dizer que a unidade de informação não possa planejar de maneira estratégica, ou
seja, levando em consideração as forças restritivas (problemas e limitações) e as forças
propulsoras (vantagens) de seu ambiente e da instituição mantenedora, definindo objetivos,
traçando prioridades, ou avaliando alternativas de cursos de ação (ALMEIDA, 2005, p. 8).

Para se obter êxito no planejamento, é essencial conhecer suas etapas. Barbalho e Beraquet
(1995), com a contribuição de Almeida (2005), elucidam que planejar é um processo dinâmico e
interativo que pressupõe a execução das seguintes etapas: diagnóstico; objeto do planejamento;
formulação do planejamento; implementação; controle; avaliação.
Klöppel e Spudeit (2015) atentam que essas etapas não precisam obedecer a uma ordem

�rigorosa, pois variam de acordo com a cultura organizacional e se complementam entre si. A primeira
dessas etapas, objeto de estudo desta pesquisa, consta caracterizada na subseção a seguir.
2.1 DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL
As bibliotecas são, geralmente, subordinadas a alguma instituição, e isso não significa que não
devam ser caracterizadas como organizações e que não precisam ser administradas. Sobre
administração de bibliotecas, Prado (1992, p. 5) elucida: “O primeiro passo será procurar ter uma
visão total do empreendimento para que seja possível decidir a maneira de desenvolver os diversos
trabalhos, separando, em cada atividade, o que é essencial do que pode ser dispensado.”
Isto é, as estratégias de uma organização devem ser definidas a partir de uma análise
situacional do ambiente em que esta organização está inserida, como defendido por Almeida (2005),
que denomina essa análise como diagnóstico organizacional, nomenclatura que adotamos nesta
pesquisa.
Por definição, o diagnóstico identifica os pontos positivos e as deficiências do funcionamento
de uma organização, retratando sua realidade e apresentando seus principais problemas (CUNHA;
CAVALCANTI, 2008), tornando-se a base de atuação de quem planeja (MACIEL; MENDONÇA,
2006).
Isso posto, compreende-se como objetivos específicos do diagnóstico organizacional:
[…] identificar pontos fortes e fracos na estrutura e no funcionamento da organização;
compreender a natureza e as causas dos problemas ou desafios apresentados; descobrir formas
de solucionar esses problemas; e melhorar a eficiência e a eficácia organizacionais
(ALMEIDA, 2005, p. 53).

Adotamos as definições de Barbalho e Beraquet (1995) para compreensão dos conceitos de
ponto forte e ponto fraco; segundo elas, pontos fortes são vantagens estruturais relacionadas a
tecnologias, serviços, produtos, potencial humano que favorecem a organização, enquanto que os
pontos fracos são desvantagens que desfavorecem a instituição.
Considerando o contexto das bibliotecas dos IFs, que apresentam pluralidade de funções e
tipos de usuários, trabalharemos também com o conceito de ponto neutro, adaptando-o de Oliveira D.
(2013), em que são analisadas variáveis que não podem ser classificadas como ponto forte ou fraco da
instituição, por não serem favoráveis para um dos tipos de usuários atendidos, mas também não serem
desfavoráveis para a instituição como um todo. Maciel e Mendonça (2006) também ponderaram que
um mesmo aspecto, dependendo do contexto, pode ser considerado uma potencialidade ou uma
limitação da instituição.

�Por envolver fatores internos e externos à unidade informacional, muitos deles dinâmicos, é
importante que essa análise diagnóstica seja periódica, pois, além de possibilitar intervenções
imediatas baseadas na realidade identificada, o processo de diagnóstico possibilita uma avaliação dos
resultados do plano de trabalho desenvolvido quando realizado, também, após a aplicação do plano,
sendo comparado ao primeiro diagnóstico feito, apresentando, assim, as diferenças entre os dois
momentos na instituição.
É sabido que as unidades de informação devem estabelecer seus planos de ação alinhados aos
propósitos da instituição a que pertencem e ao público-alvo que atendem (ALMEIDA, 2005); e é na
etapa de preparação do diagnóstico, na qual são elencados os aspectos a serem analisados, que se faz
necessário o estudo de diretrizes que deem amparo técnico à tomada de decisão dos gestores.
Há padrões nacionais e internacionais oriundos de convenções técnicas que uniformizam e
estabelecem indicadores de qualidade para processos realizados em unidades de informação
(ALMEIDA, 2005), compreendidos nesta pesquisa como diretrizes. Barbosa e Franklin (2011, p. 105106) assim os definem: “Padrões são indicadores que alcançaram um nível ideal de satisfação, quer
em termos de quantidade, quer em termos de qualidade, e que passam a ser adotados pelas
organizações, como modelos a serem atingidos; podem ser entendidos como norma/diretriz a ser
seguida.”
Para compreensão do que são indicadores de qualidade, parte-se da concepção de indicadores
como variáveis, fundamentadas em diretrizes, que possibilitam a avaliação de algo, podendo ser uma
“expressão (numérica, simbólica ou verbal) usada para caracterizar atividades […], em termos
quantitativos e qualitativos, a fim de determinar o valor das atividades” (ISO, 2014, p. 5).
No caso das bibliotecas, que apresentam diversidade de produtos e serviços conforme sua
tipologia (escolar, universitária, especializada, pública etc.), as diretrizes são, quando necessário,
adequadas às especificidades de cada unidade, pois “[…] para se organizar uma biblioteca, é
indispensável ainda considerar o tipo da que se vai organizar, para que as diversas características
sejam observadas” (PRADO, 1992, p. 9).
Considerando que os aspectos explanados nessas diretrizes devem ser incluídos no diagnóstico
conforme as características da unidade informacional analisada, no caso das bibliotecas dos IFs,
caracterizadas na próxima seção, é fundamental que se considere a pluralidade dos diversos níveis e
modalidades de ensino dessas instituições, com funcionalidades de biblioteca escolar, universitária e
especializada.

�3 BIBLIOTECAS DOS INSTITUTOS FEDERAIS
Os Institutos Federais “São instituições de educação superior, básica e profissional,
pluricurriculares e multicampi, especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas
diferentes modalidades de ensino […]” (BRASIL, 2008, p. 1). Dada sua presença geográfica nacional,
pluralidade de cursos e modalidades de ensino, os 38 IFs, distribuídos pelos 26 estados brasileiros e
no Distrito Federal, lideram de forma absoluta as estatísticas da Rede Federal de Educação
Profissional, Científica e Tecnológica, com 599 unidades, 10.245 cursos ofertados e 949.831
matrículas, considerando 2019 como ano base, conforme os dados da Plataforma Nilo Peçanha
(2020).
A história das bibliotecas dos IFs acompanha as mudanças da Rede Federal. Enquanto Escolas
Agrotécnicas Federais e Escolas Técnicas Federais, as bibliotecas tinham características, basicamente,
de bibliotecas escolares. Com o ensino estendido ao ensino superior, nos então Centros Federais de
Educação Tecnológica (CEFETs), as bibliotecas passaram a apresentar também características de
universitárias (SANTOS, 2017), ampliando seu público e a demanda por produtos e serviços.
Com a transformação dos CEFETs em IFs e a consequente oferta de cursos em vários níveis e
modalidades, além da equiparação às universidades, devendo atuar na tríade Ensino, Pesquisa e
Extensão, as bibliotecas do IFs passaram a atender um público diversificado: discentes e docentes dos
cursos ofertados nos institutos, servidores e público externo da instituição.
Inerentes aos processos de ensino, pesquisa e extensão que integram os IFs, suas bibliotecas
precisam atender as necessidades informacionais de diferentes perfis de usuários que compõem as
modalidades de ensino do Instituto, devendo oferecer serviços e produtos característicos de
bibliotecas escolares, universitárias e especializadas, conforme análise realizada por Santos (2012).
Isso tornou complexa a classificação das bibliotecas dos IFs em uma das tipologias utilizadas
na literatura biblioteconômica, cuja denominação se dá conforme os perfis dos usuários público-alvo
da biblioteca e/ou sua finalidade, podendo ser: biblioteca infantil, escolar, universitária, especializada,
nacional e pública (FONSECA, 2007; SILVA; ARAUJO, 2013).
Considerando essas tipologias, os usuários e as finalidades das bibliotecas dos IFs nos
permitem classificá-las como:
a) biblioteca escolar: pois fornecem material bibliográfico necessário e/ou complementar às
atividades de estudantes e professores/funcionários do ensino médio, desempenhando
importante papel na formação de leitores e no fomento à prática da leitura;
b) biblioteca universitária: pois atendem as necessidades de ensino, pesquisa e extensão de

�estudantes e professores/funcionários do ensino superior, devendo disponibilizar as
bibliografias básica e complementar dos cursos superiores ofertados nos IFs, conforme os
níveis (graduação ou pós-graduação) e as modalidades (presencial ou a distância) de
ensino;
c) biblioteca especializada: pois atendem a cursos, na maior parte das vezes, dentro de um
mesmo eixo tecnológico ou de uma área do conhecimento, criados conforme as demandas
socioeconômicas de sua região, disponibilizando, portanto, um acervo especializado.
É possível identificar também algumas características de biblioteca pública, por atenderem
estudantes e participantes das atividades de extensão, dos cursos FIC e dos cursos da EJA, que atuam
com todos os segmentos da sociedade, e integrar uma instituição federal pública.
Nesse contexto, alguns autores entendem que essas bibliotecas apresentam uma nova
identidade, e, consequentemente, devem integrar uma nova tipologia de biblioteca, mas também há
divergências quanto a essa nova nomenclatura. Moutinho e Lustosa (2011) denominaram biblioteca
tecnológica; já Oliveira e Firme (2013), biblioteca mista; para Oliveira G. (2013), é unidade de
informação técnico-científica; para Moutinho (2014), é biblioteca multinível4; Teixeira (2015), por
sua vez, denominou de biblioteca técnico-acadêmica; já para Santos (2016), é biblioteca híbrida.
Diante da atual falta de consenso entre os profissionais da área sobre qual seria a denominação
mais adequada para as bibliotecas dos IFs (ALMEIDA; FREIRE, 2018), consideramos que a
terminologia Biblioteca Multinível (MOUTINHO, 2014) é a que melhor atende às características
dessas bibliotecas e a adotaremos neste estudo.
Todos os aspectos abordados nesta seção devem ser considerados no processo de
planejamento e devidamente analisados na etapa de diagnóstico organizacional, estando, portanto,
incluídos nas categorias que compõem o instrumento proposto na pesquisa da qual este artigo
apresenta um recorte, cuja estrutura é detalhada na seção a seguir, assim como os demais
procedimentos metodológicos utilizados no desenvolvimento desta pesquisa.
4 METODOLOGIA
Este artigo apresenta os resultados parciais de pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa,
que utilizou a pesquisa bibliográfica, por meio da análise da literatura científica da área de
Biblioteconomia e Ciência da informação que aborda a temática em estudo; e a pesquisa documental,
4

Almeida (2015, p. 45) considera a terminologia biblioteca multinível como a mais completa e abrangente para as
bibliotecas dos IFs e elaborou um conceito da finalidade desse novo tipo de biblioteca: “Atender às necessidades de
estudo, consulta e pesquisa de professores, servidores técnico-administrativos e alunos em nível profissionalizante,
médio, técnico, superior de graduação e pós-graduação (lato e stricto sensu) […].”

�analisando-se os documentos que estabelecem diretrizes e indicadores de qualidade para bibliotecas
escolares e universitárias (MARCONI; LAKATOS, 2003).
Buscando identificar indicadores de qualidade adequados às características das bibliotecas dos
IFs, analisamos qualitativamente documentos regulatórios que estabelecem diretrizes para bibliotecas
escolares, universitárias e para acessibilidade, identificados após a análise de pesquisas que abordam
diagnósticos nesses tipos de bibliotecas. Os indicadores identificados foram agrupados em categorias
derivadas de um princípio de classificação, processo de análise explicitado por Gil (2008).
Para análise desses documentos, utilizamos a análise de conteúdo proposta por Bardin (2016,
p. 48), compreendida como:
Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos
sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos
ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de
produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.

Nesse contexto, a análise do conteúdo dos documentos regulatórios que estabelecem padrões
de qualidade para processos realizados em unidades de informação nos permitiu identificar
indicadores adequados às características das Bibliotecas dos IFs, e esse método de análise de dados
abrange três fases: pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados, a inferência e a
interpretação (BARDIN, 2016, p. 125).
Na primeira fase, selecionamos e organizamos o material a ser analisado, fazendo uma leitura
superficial e estabelecendo as categorias de análise, conforme a recorrência com que elas apareciam;
na segunda, aprofundamos a leitura para identificação dos indicadores de qualidade; na terceira,
estruturamos, em um quadro, um instrumento com os indicadores identificados nas categorias
estabelecidas, conforme apresentado na subseção a seguir.
4.1 ESTRUTURAÇÃO DO INSTRUMENTO DE DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL
Após a análise dos documentos regulatórios que instituem diretrizes para bibliotecas, foram
estabelecidos indicadores de potencialidades e limitações considerando-se sete categorias do que
constitui uma biblioteca, a saber: estrutura física, estrutura organizacional, acessibilidade, recursos
humanos, usuários, acervo e serviços.
Consideramos os aspectos de cada categoria pertinentes às características das bibliotecas dos
IFs, sendo esses elementos organizados em um quadro, indicando-se a categoria analisada, os
aspectos abrangidos por essa categoria e os indicadores extraídos das diretrizes analisadas, seguidos
da indicação numérica que corresponde a essas diretrizes.

�Os indicadores que não são acompanhados por uma indicação numérica foram inseridos pelas
pesquisadoras, com base em suas vivências enquanto bibliotecárias. Junto a todos os indicadores, há
as colunas para indicação dos pontos fortes, fracos e neutros e para observações.
Quanto às denominações indicadas para a estruturação desse instrumento, entende-se por:
a) categoria: refere-se a um conceito que abrange elementos ou aspectos com características
comuns ou que se relacionam entre si. Isto é, possibilita o agrupamento de elementos, ideias
ou expressões em torno de um conceito capaz de abranger tudo isso (GOMES, 2002, p. 70);
b) diretrizes: são padrões nacionais e/ou internacionais oriundos de convenções técnicas que
uniformizam e estabelecem indicadores de qualidade para algo (ALMEIDA, 2005);
c) indicadores: são variáveis, fundamentadas em diretrizes, que possibilitam a avaliação de algo,
podendo ser uma “expressão (numérica, simbólica ou verbal) usada para caracterizar
atividades (eventos, objetos, pessoas), em termos quantitativos e qualitativos, a fim de
determinar o valor das atividades” (ISO, 2014, p. 5, tradução nossa).
Isto posto, os resultados parciais do levantamento, da análise e da organização dessas
dimensões, diretrizes e indicadores constam apresentados na seção a seguir.
5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
Considerando-se que as especificidades das bibliotecas dos IFs nos permitem classificá-las
como escolares, universitárias e especializadas, foram analisadas diretrizes que contemplam esses
tipos de biblioteca — exceto para bibliotecas especializadas, por não encontrarmos parâmetros
exclusivos para esse tipo de biblioteca — e diretrizes que abordam a acessibilidade.
Ao todo, foi feita a análise do conteúdo de 16 documentos, listados a seguir, sendo
identificados 256 indicadores adequados às especificidades das bibliotecas dos IFs, cuja distribuição
por categoria analisada está apresentada no Quadro 1.
Diretrizes analisadas:
1) Lei nº 12.244/2010 (BRASIL, 2010);
2) Parâmetros para bibliotecas escolares (CAMPELLO, 2010);
3) Biblioteca escolar (CÔRTE; BANDEIRA, 2011);
4) Diretrizes da IFLA para a biblioteca escolar (IFLA, 2016);
5) Parâmetros para bibliotecas escolares: espaço físico (CAMPELLO, 2016);
6) Resolução nº 199/2018 (CFB, 2018);
7) Indicadores da Qualidade na Educação para o Ensino Médio (UNICEF, 2018);
8) Modelo de avaliação para a biblioteca universitária brasileira (LUBISCO; VIEIRA, 2009);

�9) Instrumento de avaliação institucional externa para recredenciamento (BRASIL, 2017a);
10) Instrumento de avaliação para reconhecimento, renovação de reconhecimento de cursos de
graduação (BRASIL, 2017b);
11) Formulário CENSUP 2018;
12) ABNT NBR 15599:2008 Acessibilidade - Comunicação na prestação de serviços (ABNT,
2008);
13) Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação (SASSAKI, 2009);
14) Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015);
15) ABNT NBR 9050:2015 Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos
urbanos (ABNT, 2015);
16) Diagnóstico organizacional: pontos fortes e fracos da unidade de informação (ALMEIDA,
2005).
Quadro 1 – Aspectos e número de indicadores por categoria analisada
Categoria
Estrutura
física
Estrutura
organizacional
Acessibilidade
Recursos
humanos
Usuários
Acervo
Serviços

Aspectos analisados
Localização, extensão, ruído, iluminação, temperatura e umidade, segurança,
sinalização, setores, mobiliário, equipamentos, limpeza
Funcionamento, documentos regulatórios, comunicação, recursos humanos,
recursos financeiros, planejamento, avaliação
Arquitetônica, instrumental, comunicacional, metodológica e atitudinal

Indicadores

Aperfeiçoamento de pessoal (especializado e apoio)

12

Estudo de usuários, categorias dos usuários etc.
Formação, desenvolvimento, processamento técnico e gerenciamento do acervo
Acesso, uso, tipos e avaliação dos serviços
Total
Fonte: Elaborado pelas autoras com os dados da pesquisa (2020).

90
24
55

6
25
44
256

Notadamente, a estrutura física é a categoria mais expressiva, sendo abordada por 12 dos 16
documentos analisados e, consequentemente, apresentando a maior quantidade de indicadores a
serem considerados no processo de diagnóstico das bibliotecas. A categoria acessibilidade também
é destaque no número de indicadores, tendo em vista que permeia todas as outras categorias,
devendo ser pauta prioritária não só nas bibliotecas, mas em todos os segmentos que formam os IFs
e no âmbito da educação nacional como um todo.
A análise dessas diretrizes resultou no instrumento de diagnóstico organizacional, produto
da pesquisa de mestrado da qual este artigo faz um recorte. Em virtude da extensão do conteúdo do
instrumento, considerando-se os 256 indicadores identificados, neste artigo apresentamos
exclusivamente os 24 indicadores da categoria estrutura organizacional, considerando-se seu
destaque como a segunda categoria com mais aspectos analisados e dada a importância desses

�aspectos para as bibliotecas, contemplando desde indicadores básicos de funcionamento das
unidades de informação à avaliação destas, conforme o Quadro 2.
Quadro 2 – Indicadores de potencialidades e limitações da categoria estrutura organizacional
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Aspectos
analisados

Indicadores de potencialidades e limitações*

➔ O horário de funcionamento contempla todos os turnos nos quais há atividades acadêmicas na
instituição2 ,6, 7, com 12h diárias ininterruptas, oferecendo todos os serviços8
Funcionamento
➔ O horário de funcionamento contempla horários de intervalo dos usuários (horário de almoço, por
exemplo), a fim de proporcionar acesso à informação de forma irrestrita6
➔ Há folheto/guia da biblioteca2
➔ Há um regulamento da biblioteca3, 16
➔ Há um manual de processos da biblioteca16
➔ Há política de acesso à internet4
➔ Há política de gerenciamento de riscos (salvaguarda e emergência)
➔ Há política de preservação e conservação do acervo
Documentos ➔ Há uma política que inclua um sistema de avaliação de desempenho8
regulatórios ➔ Há uma política pedagógica (que aborda métodos de aprendizagem na escola, necessidades de
aprendizagem dos alunos, necessidades dos professores, níveis de sucesso escolar,
desenvolvimento das competências de pesquisa, etc.)4
➔ Há plano de ações anual4
➔ Há plano de marketing da biblioteca4
➔ Há a elaboração de um relatório anual da biblioteca3, 4, 16
➔ Os eventos da Biblioteca são incluídos no calendário anual de eventos da instituição
➔ Possui mecanismos formais de comunicação interna (quadros de aviso, boletins informativos,
ramais telefônicos, e-mail, intranet, etc.)8 e informais (redes sociais etc.)16
Comunicação ➔ O e-mail da biblioteca é acompanhado diariamente16
➔ O site da Biblioteca, caso haja, possui conteúdo atualizado com regularidade16
➔ Há sistema de comunicação interna3
Recursos
➔ Há um programa de formação de servidores3 por categoria funcional8
humanos
Recursos
➔ Há dotação orçamentária anual adequada às demandas da biblioteca 4, 9, 16
financeiros
➔ Há o planejamento anual de atividades3, 16
Planejamento
➔ O planejamento está alinhado à missão e aos objetivos da instituição que a biblioteca integra16
➔ Faz-se avaliação de todos os aspectos relacionados à biblioteca regularmente16
Avaliação
➔ As avaliações realizadas fornecem subsídios informacionais para o processo de planejamento16
Fonte: Elaborado pelas autoras com os dados da pesquisa (2020).
Nota: *Os números sobrescritos que acompanham os indicadores correspondem às diretrizes das quais foram extraídos,
cuja relação está apresentada no início desta seção.

Os indicadores apresentados no Quadro 2 possibilitam uma análise diagnóstica detalhada da
estrutura organizacional das bibliotecas dos IFs, comtemplando também aspectos comuns a todos os
tipos de bibliotecas, e, consequentemente, proporcionam a visualização de potencialidades e/ou
limitações capazes de interferir diretamente nas demais categorias dessas unidades de informação,
como na oferta dos serviços, na organização do acervo, etc.
Dentre os sete aspectos analisados contemplados na categoria estrutura organizacional, o
item sobre documentos regulatórios apresenta 50% dos indicadores da categoria, destacando-se
como um dos aspectos mais contemplados nas diretrizes analisadas e apresentando uma relação de

�importantes mecanismos gerenciais e regulatórios que balizam todo o funcionamento das unidades
de informação.
Ademais, podemos destacar do quadro alguns aspectos pouco abordados na literatura
especializada da área, mas de suma importância para uma análise diagnóstica completa, como:
comunicação, que contempla indicadores sobre os mecanismos de comunicação interna e externa da
unidade de informação; recursos humanos sob a abordagem da importância de um programa de
formação que considere as funções de cada categoria de funcionários da biblioteca; e o de recursos
financeiros, que indica a necessidade de garantia de dotação orçamentária anual conforme as
demandas da unidade de informação.
Faz-se importante destacar também que esse quadro é uma ferramenta gerencial que
embasará a realização de análise diagnóstica, não devendo ser considerado como um documento de
requisitos obrigatórios para as bibliotecas, isto é, a existência ou não na unidade de informação de
indicadores apresentados nesse quadro será considerada ponto forte, fraco ou neutro conforme as
demandas de cada biblioteca, cuja análise preferencialmente deve ser feita pela equipe que atua na
unidade de informação e, consequentemente, conhece tais demandas.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa evidencia a importância do planejamento em bibliotecas, destacando a
necessidade de sua implementação mesmo que essas unidades de informação integrem uma
instituição maior, como nos casos dos IFs, cuja gestão superior de cada campus pode realizar o
planejamento da instituição; isso não exime a biblioteca da responsabilidade de elaborar um
planejamento próprio. Para isso, é importante a adoção de recursos gerenciais da Administração, a
exemplo do processo de diagnóstico organizacional explorado neste estudo.
A análise de conteúdo de diretrizes para bibliotecas escolares e bibliotecas universitárias
possibilitou a identificação de importantes indicadores sobre estrutura organizacional das
bibliotecas dos IFs. Faz-se importante a ressalva de que a apreciação desses documentos não esgota
os indicadores de cada tipo de biblioteca e da categoria abordada, podendo cada bibliotecário dos
IFs fazer inserções, sendo até possível a proposição de um trabalho conjunto para ampliação dos
indicadores, ou ser dada a continuidade da pesquisa com a análise de outros documentos.
Além disso, acredita-se que a padronização dos conceitos e das formas de coleta dos dados
no diagnóstico organizacional beneficiará o trabalho em rede realizado nos IFs, reduzindo o tempo
dos gestores na busca por parâmetros que possam ser referência para identificar pontos fortes,
fracos e neutros e a perda de recursos humanos e materiais na duplicação de esforços para

�implementação do planejamento nas bibliotecas.
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Aborda o planejamento em unidades de informação no contexto das bibliotecas dos Institutos Federais, que atendem diferentes perfis de usuários, devendo oferecer serviços e produtos característicos de bibliotecas escolares, universitárias e especializadas. Focaliza a etapa de diagnóstico organizacional, que identifica as potencialidades e limitações da instituição, com base em indicadores de qualidade oriundos de convenções técnicas nacionais e internacionais. Diante disso, parte da seguinte questão problema: que indicadores devem ser utilizados para identificar os pontos fortes, os pontos fracos e os pontos neutros das bibliotecas dos Institutos Federais? Objetiva identificar categorias a serem analisadas no processo de diagnóstico em unidades de informação e indicadores de qualidade, relacionados à estrutura organizacional, nos documentos regulatórios que estabelecem diretrizes para bibliotecas com características similares às bibliotecas dos Institutos Federais. Utiliza como procedimentos metodológicos a pesquisa exploratória, bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa. Para coleta e análise dos dados, utiliza a análise de conteúdo. Em suas considerações finais, evidencia a importância do planejamento em bibliotecas, constata que a análise de conteúdo de diretrizes para bibliotecas escolares e bibliotecas universitárias possibilitou a identificação de importantes indicadores sobre estrutura organizacional das bibliotecas dos Institutos Federais, e que a padronização dos conceitos e das formas de coleta dos dados no diagnóstico organizacional beneficiará o trabalho em rede realizado nos Institutos Federais.</text>
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