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                  <text>Eixo 2 Práticas
A ATUAÇÃO DO SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UERN FRENTE A
PANDEMIA: DO TELETRABALHO À RESSIGNIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS AO
USUÁRIO
THE PERFORMANCE ON UERN INTEGRATED LIBRARY SYSTEM AGAINST THE
PANDEMIC: FROM TELEWORK TO RESIGNIFICATION OF USER SERVICES

Fernanda Andréa Siqueirade Souza¹
Francismeiry Gomes de Oliveira²
Joseane Maria da Paz Almeida³
Petrônio Pereira Diniz Junior4
Sebastião Lopes Galvão Neto5
Resumo: Diante de um cenário marcado por uma inesperada crise social, econômica e política mundial, causado
pela COVID-19, as bibliotecas universitárias também foram prejudicadas.Nesse contexto adverso, o presente
estudo, aborda sobre a atuação do Sistema Integrado de Bibliotecas da UERN (SIB-UERN), em função da
política de isolamento social determinadas pelos governos estaduais e municipais, e diante das incertezas geradas
pela Pandemia. Conclui que mesmo diante de uma realidade desconhecida para todos e em um contexto
turbulento, o SIB-UERN com resiliência conseguiu redefinir, mesmo com algumas limitações, seu modo
operante, bem como organizar o realinhamento dos seus serviços, oportunizando a sua comunidade científica o
acesso à informação, de forma a dar continuidade ao desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão .

Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Pandemia. Teletrabalho.
Abstract: Faced with a scenario marked by an unexpected global social, economic and political crisis, caused
by COVID-19, university libraries were also harmed. In this adverse context, this study addresses the
performance of the UERN Integrated Library System (SIB -UERN), due to the policy of social isolation
determined by state and municipal governments, and given the uncertainties generated by the Pandemic. It
concludes that even in the face of a reality unknown to everyone and in a turbulent context, the SIB-UERN with
resilience managed to redefine, even with some limitations, its operating mode, as well as organize the
realignment of its services, providing access to its scientific community. information, in order to continue the
development of teaching, research and extension.

Keywords: University Library. Pandemic. Telework.

1 INTRODUÇÃO
O ano de 2020 foi um ano, totalmente, atípico. A pandemia do novo Coronavírus, fez
a sociedade, de uma forma global, se adequar a uma nova maneira de socializar. Movimentos
antes comuns como: aperto de mão, abraço ou um simples beijo, se tornaram perigosos diante
dessa nova realidade. Desde a forma de convivência entre as pessoas até o modo de
desenvolver o trabalho no dia-a-dia, tudo teve que ser revisto e readequado.

�Conhecido como um local de disseminação da informação, diante desse novo contexto
de distanciamento social, as bibliotecas precisaram reavaliar seus serviços. A Universidade do
Estado do Rio Grande do Norte (UERN), acompanhando as novas diretrizes do Estado,
suspendeu o atendimento presencial e procurou adequar-se a uma nova forma de atendimento
ao usuário.
O Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB), realinhando seus serviços, procurou formas
de oferecê-los de maneira online. Divulgação nas redes sociais, disponibilização de canais
para atendimento direto (WhatsApp, e-mail), prorrogação de empréstimos e parcerias com
base de dados, foram alguns dos serviços oferecidos para melhorar a vida do usuário, nessa
fase de isolamento social.
Sempre é discutida a importância da informação, nesse novo contexto que foi imposto
pela pandemia, isso ficou evidenciado. As Bibliotecas Universitárias (BU’s), sempre presente
no desenvolvimento da ciência, tem no seu histórico a importância de contribuir como um
fator decisivo para o desenvolvimento e aprimoramento sociocultural da sociedade. Apesar
das dificuldades, mostraram seu real valor como instrumento transformador.
Projetos idealizados e alguns já em uso, foram expandidos visando o bem-estar do
usuário. Ferramentas como o googlemeet auxiliaram de maneira decisiva para o bom
desempenho dos serviços oferecidos. Treinamentos do portal de periódicosCAPES,
conversando com autores, doses poéticas e minicursos das normas da Associação Brasileira
de Normas Técnicas(ABNT) são exemplos de como a biblioteca procurou superar as
adversidades e se destacar auxiliando a comunidade da UERN e a externa. A importância das
novas tecnologias alinhado com canais de disseminação e servidores capacitados, fez com que
essa nova realidade fosse posta em prática.

2 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E OS DESAFIOS DA PANDEMIA
A biblioteca, etimologicamente, significa depósito de livros. O que atualmente está
longe de ser apenas a sua composição, mas sim como o ambiente que comporta a compilação
de dados, informações e conhecimento, armazenados em meio físico, digital ou virtual.

�Ao longo do tempo, as bibliotecas demonstraram sua importância frente aos
acontecimentos históricos, às bibliotecas na antiguidade correspondiam ao seu acervo, em sua
maioria serviam apenas como depósito de livros, com o objetivo maior de esconder a
informação do que disseminá-la.
Nesse sentido, Nunes e Carvalho (2016) discorrem que:
Ao longo da sua história, as bibliotecas foram evoluindo e adaptando-se às
mudanças que estabeleceram suas atuais características e seu papel social. Elas estão
ligadas historicamente ao desenvolvimento humano e social, e neste sentido também
exercem uma importante tarefa para a mediação da informação, acompanhando não
apenas a evolução da produção escrita e da circulação do conhecimento, mas
também a evolução tecnológica que favorece o processo comunicacional. (NUNES;
CARVALHO, 2016, n. 20)

As Bibliotecas Universitárias (BU’s) acompanharam essa evolução e sempre
estiveram presentes no desenvolvimento da ciência no Brasil. Nessa perpectiva, Cunha e
Diógens (2016) mensuram que no final do século XVI, já existia em Salvador uma
biblioteca no colégio jesuíta. A biblioteca, ligada ao ensino das ciências, que começa na
Bahia com as matemáticas, em 1757, possuía as obras de Clavius, de Kricher e os livros de
Newton e Descartes. Em 1760, a biblioteca do colégio de Santo Alexandre, no Pará, tinha
mais de 2.000 volumes; já o colégio dos jesuítas do Rio de Janeiro tinha 5.434 volumes em
meados do século XVIII.
Ainda de acordo com Cunha e Diógenes (2016), no início do século XX, quando o
Brasil estava ainda em um estágio incipiente do desenvolvimento do ensino superior, foi
elaborada a legislação sobre o funcionamento de bibliotecas ligadas aos Institutos de Ensino
Superior, na ocasião em que o Presidente Campos Sales aprovou em 1º de janeiro de 1901, o
código dos Institutos Oficiais do Ensino Superior e Secundário.
Lemos e Macedo (1975, p. 167apudCUNHA; DIÓGENES, 2016) comentam que em
seu décimo nono capítulo, se referia detalhadamente ao funcionamento das bibliotecas,
especialmente as de uso do corpo docente e dos alunos, mas franqueadas a todas as pessoas.
Destaca-se ainda que as bibliotecas universitárias brasileiras foram introduzidas na reforma
universitária em 1968 embora de maneira tímida no qual não ficou definida diretrizes de
atuação.

�Nesse contexto, a Biblioteca Universitária de acordo com Tarapanoff (1981) é vista:
[...] como um resultado da sociedade à qual pertence de suas características e
prioridades socioeconômicas e culturais. É uma unidade subordinada à universidade
que pertence e, baseada nessas premissas, a Biblioteca reflete as características da
situação socioeconômica da instituição. (TARAPANOFF, 1981, p. 16)

Frente a isso, o relacionamento da universidade com seu meio ambiente se faz em
função das características da universidade como organização e do papel social em
determinado momento histórico.
Como se percebe, historicamente, a biblioteca universitária vem se fazendo presente e
importante desde o povoamento do Brasil, no qual, vem sofrendo constantes mudanças no seu
modo de atuação, frente a necessidades informacionais contemporâneas.
Nessa perpectiva, esse tipo de biblioteca por ser um centro que otimiza e dissemina o
conhecimento no ceio da universidade, tem uma característica muito peculiar em dentrimento
de ourtras bibliotecas. Nesse contexto da sociedade do conhecimento, é necessário que essas
bibliotecas compreendam que os seus desafios estão correlacionados com os setores
estratégicos do desenvolvimento econômico nacional e regional: Universidade, Estado e
Economia.
Partindo desse pressuposto, de que a biblioteca universitária é uma instituição
centenária que se faz presente desde a colonização do nosso país e que vem sofrendo
transformações constantes com o intuito de atender eficientemente cada vez mais a sociedade
contemporânea, deparou-se com um momento de incertezas, desenhado por esse contexto de
pandemia, definido desde março de 2020 pela OMS, que assola o mundo, no qual requer da
sociedade de um modo geral (governo, economia, universidade, biblioteca) um novo modelo
de convivência e partilhamento com o propósito de superar essa fase.
Diante do exposto, é pertinente ressaltar que a educação de um modo geral,
principalmente as universidades brasileiras passaram por grandes mudanças nesse período de
pandemia. Algumas, inicialmente, fecharam suas portas tendo em vista que o distanciamento
social no caso concreto, seria até então o maior aliado do combate ao coronavírus.
Nesse sentido, Tanus e Sánchez-Tarragó (2020) abordam que:

�A crise sanitária, econômica, política e social atrelada à pandemia da COVID-19
traz afetações complexas em todos os âmbitos da vida cotidiana. A necessidade de
conter os contágios por meio de distanciamento social impôs o fechamento de
escolas e universidades, empresas, lojas e outra ampla gama de entidades,
consideradas não essenciais. O teletrabalho foi adotado por muitas destas
organizações como alternativa para manter alguns serviços e atividades. (TANUS;
SÁNCHEZ-TARRAGÓ, 2020, p.4)

Ocorre que com o passar do tempo e com a demora da vacina contra o coranavírus as
universidades tiveram que traçar um plano de retomada, mesmo que fosse por via remota,
telepresencial, digital, afim de dar continuidade ao seu papel de formação na comunidade. A
biblioteca universitária teve que se reinventar nesse novo cenário, uma vez que, era necessário
o apoio pedagógico e o suporte ao ensino e extensão à comunidade acadêmica.
Um estudo realizado pelas professoras Tanus e Sánchez-Tarragó, 2020, intitulado
como “Atuação e desafios das bibliotecas universitárias brasileiras durante a pandemia de
COVID-19”, apontaram alguns desafios nesse novo cenário, que foram relacionados com a
mudança brusca do atendimento e trabalho presencial a teletrabalho e atendimento virtual,
sem uma preparação prévia (protocolos de atuação, infraestrutura, competências
profissionais). A reabertura das bibliotecas também é um outro grande desafio que inclui
mudanças nas instalações, aquisição dos equipamentos de proteção e o estabelecimento de
protocolos de higienização.
Imperioso destacar que a Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU)
disponibilizou um documento com “Recomendações para elaboração de planejamento de
reabertura das bibliotecas universitárias” que contém cinco dimensões: equipes de trabalho;
acesso físico à biblioteca; acervo; outros serviços técnicos e oferta de serviços online. O
documento ressalta que "cada biblioteca é um universo distinto, com realidades assimétricas
neste nosso país de proporções continentais" (CBBU, 2020).
No caso concreto, trazendo para o âmbito do Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade do Estado do Rio grande do Norte, desde o início da pandemia, manteve-se o
atendimento em funcionamento, através das redes sociais, e-mails, telefone, WhatsApp, não
interrompendo todos os seus serviços, minimizando o prejuízo a comunidade acadêmica.

�Outra ação tão importante e que deve ser considerada foi o fato do semestre letivo da
UERN 2020.2 ter iniciado totalmente online e a biblioteca ter condicionado sua reabertura
parcialmente e por agendamentos, com intenção de continuar dando apoio a comunidade
científica com empréstimos de livros, seguindo todos os protocolos de segurança indicados
pelo setor de segurança do trabalho institucional e demais autoridades sanitárias. Estes e
outros serviços disponibilizados em tempos de pandemia pelas Bibliotecas da UERN, serão
arguidos oportunamente em seção própria.
Apesar de muitas deficiências tecnológicas, econômicas e humanas, falar da biblioteca
universitária e sobretudo, de sua atuação nesse momento delicado, pode ser prematuro, tendo
em vista que muitas instituições que trabalham com atendimento ao público, ainda se ver
deficiente e amedrontada. Porém, os desafios que essa situação coloca para essas instituições, é
sobretudo também, um momento de reflexão, no qual requer da biblioteca universitária e de
todos os seus atores, sejam bibliotecários, servidores, usuários, uma postura diferente e de
reinvenção, o que não será tão difícil tendo em vista que esses centros de informação vem
atravessando mudanças constantes, afim de se garantir importante e necessária à sociedade
como um todo.

3 A COVID-19 E O NOVO CENÁRIO NO SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS
DA UERN
Emergiu em 2020 o panorama mundial da pandemia acarretada pelo novo coronavírus,
doença denominada como COVID-19, uma enfermidade cuja a contaminação ocorre com
rapidez. Sobre esse aspecto Tanus e Sánchez-Tarragó (2020) discorrem que:
Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto
epidêmico decorrente de infecção por o novo Coronavírus (Sars-Cov-2) como uma
pandemia. [...] os primeiros casos foram diagnosticados em Wuhan, China, em
dezembro de 2019, a doença, nomeada como COVID-19, se expandiu rapidamente a
todas as regiões do mundo (TANUS; SÁNCHEZ-TARRAGÓ, 2020, p. 3).

Diante desse cenário ocasionado pelo surto epidêmico da COVID-19, uma das
medidas de enfrentamento para conter a propagação da doença, é o distanciamento social que

�estabeleceu o fechamento de serviços considerados como não essenciais, que foi o caso das
Instituições de Ensino Superior (IES), escolas, etc. Com isso, as bibliotecas das IES
consequentemente também tiveram que interromper o atendimento presencial, passando a
buscar outras estratégias para dar continuidade aos seus serviços no modelo on-line.
Nesse sentido, a UERN no dia 15 de março de 2020, publicou a Portaria nº 346/2020GP/FUERN, determinando a suspensão das atividades presenciais, acadêmicas e
administrativas, por 30 dias, e o encerramento do semestre letivo 2019.2 de forma on-line.
Com base nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Decreto Estadual
29.512, de 13 de março de 2020. (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO RIO
GRANDE DO NORTE, 2020).
Ante a incidência do aumento de casos da COVID-19, a UERN publica a Portaria
421/2020-GP/FUERN, em 15 de abril de 2020, estabelecendo a prorrogação por tempo
indeterminado da Portaria nº 346/2020-GP/FUERN, de 15 de março de 2020, como medida
de prevenção ao contágio da COVID-19. (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO
RIO GRANDE DO NORTE, 2020).
Frente a suspensão das atividades presenciais no âmbito da UERN, todos os setores
administrativos e acadêmicos tiveram que adaptar a forma de trabalho. Com isso, o SIB da
UERN, composto por oito bibliotecas, são elas: Biblioteca Central Reitor Padre Sátiro
Cavalcanti Dantas – Mossoró; Biblioteca Setorial da Faculdade de Enfermagem - Mossoró;
Biblioteca Setorial da Faculdade de Ciências da Saúde – Mossoró; Biblioteca Setorial Padre
Alfredo Simonetti - Assú; Biblioteca Setorial de Pau dos Ferros – Pau dos Ferros; Biblioteca
Setorial Professora Mônica Moura – Patu; Biblioteca Setorial do Campus Avançado de Natal
– Natal; Biblioteca Setorial do Campus Avançado de Caicó – Caicó (BIBLIOTECA DA
UERN, 2020). Precisou suspender o funcionamento de todas as bibliotecas que compõem o
SIB-UERN, passando a ofertar alguns serviços exclusivamente no formato on-line.
As mudanças repentinas na forma de trabalho das bibliotecas, perante ao cenário
ocasionado pela pandemia da COVID-19, suscitou readequações na prestação de serviços,
criação de novos projetos, ações e serviços, dentre outras medidas necessárias para que as
bibliotecas possam continuar disseminando a informação para a sociedade.

�Conforme Sala, et al. (2020, p. 30) “[...] a COVID-19 trouxe à tona novas demandas, e
as bibliotecas como equipamentos de transformação social precisam se adaptar novamente
para atender às expectativas de sua comunidade [...]”.
Nessa perspectiva, o SIB-UERN, necessitou ampliar a divulgação dos serviços que já
são ofertados on-line; alterar alguns serviços para o formato remoto; realizar parcerias com
bases de dados de publicações científicas; intensificar as publicações nas redes sociais
(divulgação dos serviços, das parcerias realizadas, dos projetos e cursos oferecidos pela
equipe do SIB-UERN, e elaboração de conteúdos digitais); dentre outras iniciativas
desenvolvidas para atender as necessidades dos usuários (comunidade acadêmica) e do
público externo.
3 A REINVENÇÃO DOS SERVIÇOS OFERECIDOS PELO SISTEMA
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UERN
As Bibliotecas de todo o país foram atingidas pelo impacto resultante do crescimento
dos casos do novo coronavírus, assim como o Sistema Integrado de Bibliotecas da UERN, em
meados de março de 2020, por normativa oficial de sua Reitoria, resolve fechar as portas
como medida de prevenção a disseminação do vírus.
Diante de uma crise sem precedentes, a criação de um plano de contingência para
auxiliar o desenvolvimento dos serviços que seriam oferecidos a partir daquele momento aos
usuários, foi obrigatoriamente necessário. A equipe de Bibliotecários, assim como os técnicos
administrativos lotados no setor, fora imprescindível para a continuidade da prestação de
serviços à comunidade acadêmica. Apesar das portas fechadas, a o SIB-UERN, transpôs as
paredes físicas e continuou a prestar apoio ao acesso a informação, dando prosseguimento a
alguns serviços e disponibilizando novos projetos resultantes do processo criativo da equipe.
Na ausência de planos e protocolos para a situação extrema que se apresentava,
mesmo sendo forçados a encerrar as atividades presenciais, o plano de contingência elaborado
formulou uma rápida reorganização dos serviços. O regime de teletrabalho foi adotado em
toda a Universidade. Com isso os Bibliotecários do Sistema reuniam-se semanalmente,
usando o google meet como ferramenta, visando traçar os rumos de um novo atendimento a
comunidade acadêmica.

�Em um momento onde o mundo passava pelas mesmas situações e onde a informação
era a fonte mais importante no combate a transmissão do vírus, grandes editoras,
universidades e institutos que são referência em fomentar pesquisas tiveram a iniciativa de
compartilhar seus bancos de dados com a comunidade científica.
Ganhou protagonismo o uso dos repositórios institucionais, bases de dados
multidisciplinares, acervos de livros eletrônicos pagos, que começaram a oferecer às
Biblioteca Universitárias acessos gratuitos. Na mesma proporção, ganhou destaque o uso das
redes sociais, Instagram e Facebook, como os meios principais de comunicação com o
usuário, assim como o WhatsApp como meio de atendimento.
A informação transformou-se em questão primordial de divulgação. Assim, o SIBUERN passou a utilizar o Instagram da Biblioteca Central como principal canal de
disseminação dos serviços oferecidos, divulgando informações sobre entretenimento, cultura,
questões relativas aos cuidados com a saúde em meio a pandemia, como forma de chegar
mais próximo ao usuário.
O primeiro passo foi disponibilizar as formas de comunicação com os integrantes de
cada equipe das bibliotecas setoriais, pois a priori, as maiores preocupações dos usuários eram
sobre a devolução das publicações.
O segundo passo foi prorrogar todos os empréstimos ativos, informando aos usuários
a medida tomada pela Biblioteca, através dos principais meios de comunicação com os
usuários.
Como o semestre estava finalizando para os discentes, foi dado continuidade ao
projeto existente, conversando com autores, no formato online, e lançado alguns projetos
novos nas Bibliotecas do SIB, divulgados nas páginas do Instagram:
1. Minutos de leitura: tem uma periodicidade semanal, onde o participante
indicava/indica uma obra e envia seu resumo, para os endereços eletrônicos, por meio
de áudio, e com todas as informações do livro.
2. Jah-li: projeto de incentivo a troca de livros usados ou lidos.
3. Doses poéticas: divulgação semanal de poesias de grandes escritores.

�4. Poetas da terra: projeto que divulga a arte de poetas do Rio Grande do Norte em forma
de vídeo, onde os artistas declamam suas composições.
Paralelo ao desenrolar desses projetos, surgiu a oportunidade de parcerias com
algumas bases de dados de livros digitais, gratuitamente, como a Cegange Learning, Proquest
e Infomed, para toda a comunidade acadêmica da UERN. O período de acesso foi limitado a
60 dias.
Com o prolongamento do isolamento e a definição do retorno remoto do calendário
acadêmico, tornou-se valioso o acesso as monografias, teses e dissertações da UERN em
formato digital. Não exatamente nos moldes específicos de um repositório, mas que pode ser
acessado pelos alunos e/ou professores e pesquisadores através do Siabi (Sistema
Automatizado de Bibliotecas) adotado pelas Bibliotecas da UERN.
Os treinamentos que eram realizados presencialmente, mudaram de formato, seguindo
as novas regras de interação, o uso de ferramentas como o google meet ou zoom. Com a
ausência dos empréstimos do acervo físico, cresceu a procura por treinamentos do Portal de
Periódicos da CAPES e Bases de dados de acesso aberto, assim como cursos para amenizar as
dúvidas no manuseio do acervo digital e direitos autorais. Além da programação de
minicursos no formato online sobre as normas mais conhecidas da ABNT que regem a
elaboração do trabalho científico.
A recepção dos calouros e as visitas orientadas, também se renderam ao formato
digital. Os professores agendam com os bibliotecários do campus o dia em que será
necessário acessar o link da aula, para conversar com a turma sobre os serviços oferecidos
pela Biblioteca e de que forma eles podem ter acesso a esses.
A solicitação de Nada Consta, geralmente era retirado impresso pelo usuário,
atualmente é gerado e encaminhado ao solicitante pelo whatshap ou via e-mail, em formato
pdf. O serviço de emissão de ficha catalográfica não teve alteração, pois sua confecção é
gerada pelo próprio usuário por um sistema automatizado, disponível na página da Biblioteca,
no site da UERN.

�Na segunda quinzena de Agosto, nas reuniões semanais de planejamento, a equipe de
Bibliotecários se deparou com o desafio de elaborar um plano para uma possível retomada,
gradual, do funcionamento presencial da Biblioteca, visto a necessidade visível do corpo
docente e discente ter acesso ao acervo físico. Após várias análises, estudos das orientações
da Federação Brasileira de Bibliotecas e da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias,
a observação das instituições que voltavam ao atendimento, reuniões com as Pró- Reitorias de
Gestão de Pessoas, Planejamento e Setor de Engenharia de Segurança do Trabalho da
Universidade, foi traçado um plano de retorno seguindo todas as medidas de segurança para
os funcionários e usuários.
Somente após a visita da Engenheira de Segurança do Trabalho e sua equipe a cada
Biblioteca Setorial, a reorganização do ambiente, higienização e o setor devidamente
equipados com despensers para álcool gel, definição de distanciamento nos pisos, fixação de
cartazes de avisos e orientações, recebimento de materiais de combate a transmissão do vírus
para os funcionários, como máscaras, luvas, face shilds e álcool gel, a abertura foi
efetivamente liberada.
Para o atendimento presencial foi definido dias específicos da semana e horário
reduzido, com agendamento prévio para empréstimo e devolução e meia hora para cada
usuário. Um formulário foi criado especificamente para esse período, sendo disponibilizado
na página do Sistema Integrado de Bibliotecas no site da UERN, para que os usuários
preencham o dia escolhido e a hora que deseja ser atendido. Como o acervo físico continua
fechado e objetivando agilizar o atendimento, é solicitado que seja informado no formulário
de agendamento quais publicações pretende-se levar por empréstimo. Todos os outros
continuaram de forma remota.
Adaptados estruturalmente, as Bibliotecas da UERN retomaram suas atividades
presencias desde o dia 29 de setembro de 2020, seguindo o padrão de uma “nova
normalidade”.
Diante dessa nova realidade Santos (2020, p. 29) diz que:

�A pandemia e a quarentena estão a revelar que são possíveis alternativas, que as
sociedades se adaptam a novos modos de viver quando tal é necessário e sentido
como correspondendo ao bem comum. Esta situação torna-se propícia a que se pense
em alternativas ao modo de viver, de produzir, de consumir e de conviver [...]
(SANTOS, 2020, p.29)

A pandemia e seus desafios obrigaram o Sistema Integrado de Bibliotecas a mudar e
adaptar a maneira de oferecimento de seus serviços, para continuar a desempenhar a sua
missão de ser pilar de sustentação do desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão, além
do poder de agir como equipamento de transformação social.

5 CONCLUSÃO
No cenário atual, perante uma anormalidade social e econômica, as bibliotecas assim
como todas as áreas estão sofrendo com esse momento de pandemia e de situação excepcional
que nos colocam no momento mais difícil do SIB-UERN. Muitos dos nossos planos
precisaram ser interrompidos, nosso modo operante precisou ser redefinido, a cada dia
vivemos um novo dia de incertezas.
Diante desse panorama o SIB-UERN, vem realinhando seus serviços, procurando
formas de oferecê-los de forma online.Ferramentas como o googlemeet auxiliaram de maneira
decisiva para o bom desempenho dos serviços oferecidos. Treinamentos do portal de
periódicos CAPES, o projeto conversando com autores, doses poéticas e minicursos da ABNT
são exemplos de como a biblioteca procurou superar as adversidades e se destacar auxiliando
a comunidade da UERN.
Ressalta-se também, a reabertura parcialmente de alguns serviços presenciais, após
início remoto do semestre letivo da UERN 2020.2, a fim de continuar dando apoio à
comunidade científica.
Diante disso, teve-se a oportunidade de mostrar que as bibliotecas universitárias são
instituições essenciais para o acesso a fontes de informação confiáveis e verdadeiras, tanto
para a comunidade acadêmica, quanto para a sociedade em geral, apesar de seus serviços
presenciais estarem limitados.

�O processo de reafirmação e de ressignificação pela qual passa as BU’s, tem gerado
uma importante reflexão, além de disponibilizar recursos tecnológicos em um ambiente onde
o foco é a informação, é imprescindível que as instituições tenham uma visão holística de
todo o caminho que norteia os serviços de busca, do acesso e da utilização desses dados
informacionais, sempre focando na necessidade do usuário.
Os serviços antes direcionados ao processo de acesso foi redefinido, com uma visão
mais humanística diante do caos ocasionado pelo vírus, às bibliotecas universitárias, assim
como outras instituições, voltaram-se para ouvir, interpretar e colocar em prática os principais
anseios do usuário, deixando para a trás, ou temporariamente em desuso, o processo
mecanicista de acesso a informação.
Ainda vale ressaltar, que o momento evidenciou as fragilidades e os desafios
enfrentados pela biblioteca e bibliotecários, tanto quanto as transformações que se espera para
um futuro, logo após a diminuição da transmissão do vírus. Nesta nova normalidade póspandemia, vislumbra-se uma fase de mudanças importantes no oferecimento dos serviços, nas
rotinas de trabalho e na própria percepção do usuário frente à biblioteca universitária,
repensando juntos a questão do acesso a informação, a construção do conhecimento com
estratégias que nos levem a contribuir, enquanto centros de informação, na construção de uma
nova sociedade.

REFERÊNCIAS
CBBU. Comissão Brasileira de Bibliotecas. Recomendações da Comissão Brasileira de
Bibliotecas - CBBU para elaboração de planejamento de reabertura das bibliotecas
universitárias [Internet]. 2020 Disponível em:
http://www.febab.org.br/cbbu/wpcontent/uploads/2020/05/Recomenda%C3%A7%C3%B5es&lt;14-demaio1.pdf?fbclid=IwAR1MOcFmitwZuiKtQsgn8zFQLOZsMV7FCdr069s3Em2w1wxymmb
B0cGwTc. Acesso em: 22 de nov. 2020.
CUNHA, Murilo Bastos da. DIÓGENES. Fabiene Castelo Branco. A trajetória da biblioteca
universitária no Brasil no período de 1901 a 2010. Encontros Bibli:revista eletrônica de
biblioteconomia e ciência da informação, v. 21, n. 47, p.100-123, set./dez., 2016. ISSN
1518-2924. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2016v21n47p100/32344. Acesso em: 23 de nov. 2020.

�FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO RIO GRANDE DO NORTE. Portaria nº da
pandemia decorrente do coronavírus (COVID-19). Jornal Oficial da UERN – JOUERN,
Mossoró, ano II, n. 029-B, p. 1-2, 15 mar. 2020. Disponível em: http://346/2020-GP/FUERN,
de 15 de março de 2020. Estabelece, no âmbito da FUERN, orientações acadêmicas e
administrativas quanto às medidas de proteção e prevenção para o enfrentamento
portal.uern.br/jouern/wp-content/uploads/sites/18/2020/03/UERN_Jornal-Oficial-029-BALTERADO.pdf. Acesso em: 23 nov. 2020.
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO RIO GRANDE DO NORTE. Portaria nº
421/2020-GP/FUERN, de 15 de abril de 2020. Estabelece, no âmbito da FUERN, a
prorrogação da Portaria Nº 346/2020 - GP/FUERN, de 15 de março de 2020, por tempo
indeterminado. Jornal Oficial da UERN – JOUERN, Mossoró, ano II, n. 031-C, p. 1-2, 15
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Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S141399362016000100173. Acesso em: 27 nov. 2020.
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SANTOS, Boaventura de Sousa. A cruel pedagogia do vírus. Coimbra: Almedina, 2020.
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TANUS, Gabrielle Francinne de S.C.; SÁNCHEZ-TARRAGÓ, Nancy. Atuação e desafios
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Diante de um cenário marcado por uma inesperada crise social, econômica e política mundial, causado pela COVID-19, as bibliotecas universitárias também foram prejudicadas.Nesse contexto adverso, o presente estudo, aborda sobre a atuação do Sistema Integrado de Bibliotecas da UERN (SIB-UERN), em função da política de isolamento social determinadas pelos governos estaduais e municipais, e diante das incertezas geradas pela Pandemia. Conclui que mesmo diante de uma realidade desconhecida para todos e em um contexto turbulento, o SIB-UERN com resiliência conseguiu redefinir, mesmo com algumas limitações, seu modo operante, bem como organizar o realinhamento dos seus serviços, oportunizando a sua comunidade científica o acesso à informação, de forma a dar continuidade ao desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão.</text>
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