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                  <text>Eixo 3 Inovações
DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS PARA AS BIBLIOTECAS DIGITAIS SOB A
PERSPECTIVA DO CAPITALISMO INFORMACIONAL
CONTEMPORARY CHALLENGES FOR DIGITAL LIBRARIES FROM THE PERSPECTIVE OF
INFORMATION CAPITALISM
Carla Daniella Teixeira Girard1
Cristiane Marina Teixeira Girard2
Gilma da Silva Pereira Rocha3
Sérgio Rodrigues de Santana4
Ronne Clayton de Castro Gonçalves5

Resumo: A Biblioteca Digital constitui um novo modo de distribuição de conteúdo e um novo mercado, assim elas
despertam os interesses comerciais por empresas que estão fortemente alinhadas à lógica comercial do capitalismo
informacional. Essa comunicação objetiva analisar a Biblioteca Digital Bookplay como formas de negócio por
despertarem interesses de empresas capitalistas. Esta comunicação tem abordagem qualitativa, como fio teórico adotouse os Estudos Culturais. Portanto, foi possível identificar que é um tipo de negócio que se torna atrativo aos interesses
comerciais, pela dinâmica social e tecnológica onde os materiais impressos deixam de ser os únicos a serem
consumidos na perspectiva informacional e torna-se possível o alcance a muito mais conteúdos através das Bibliotecas
Digitais. Por fim, observa-se que as Bibliotecas Digitais não possibilitam a democratização da informação, tendo em
vista que a classe menos favorecida não tem acesso, devido ao condicionamento de quem pode ter acesso as mesmas,
assim, o capitalismo informacional acarreta um funcionamento que parte de uma dinâmica de pseudodemocratização.

Palavras-chave: Biblioteca Digital. Capitalismo Informacional. TIC. Estudos culturais.

Abstract: The Digital Library constitutes a new way of distributing content and a new market, so they arouse
commercial interests by companies that are strongly aligned with the commercial logic of informational capitalism. This
communication aims to analyze the Digital Bookplay Library as forms of business because they arouse the interests of
capitalist companies. This communication has a qualitative approach, and Cultural Studies was adopted as a theoretical
thread. Therefore, it was possible to identify that it is a type of business that becomes attractive to commercial interests,
due to the social and technological dynamics where printed materials are no longer the only ones to be consumed from
1

Bibliotecária-Documentalista na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)/Campus Paragominas e
Doutoranda em Educação pela Universidade Luterana do Brasil (ULBA)/Campus Canoas. E-mail:
carla.girard@ufra.edu.br.
2
Bibliotecária-Documentalista na Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e Mestra em Letras pela UNIR.
E-mail: marinateixeiragirard@gmail.com.
3
Doutoranda em Educação pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)/Campus Canoas. Mestra em Educação pela
Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Professora da Educação Especial na Rede municipal de Santarém e
de Língua Portuguesa na Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará. E-mail: rochagsp@gmail.com.
4
Graduando em Biblioteconomia, Psicólogo, Mestre e Doutorando em Ciência da Informação pela Universidade
Federal da Paraíba (UFPB). E-mail: sergiokafe@hotmail.com.
5
Bibliotecário-Documentalista na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)/Campus Itaituba. Mestre em
Ensino (UNIVATES). E-mail: ronnecastro@hotmail.com.

�an informational perspective and it becomes possible to reach much more content through Digital Libraries. Finally, it is
observed that Digital Libraries do not allow the democratization of information, considering that the less favored class
does not have access, due to the conditioning of who can have access to them, thus, informational capitalism entails a
functioning that starts of a pseudo-democratization dynamic.
Keywords: Digital library. Informational Capitalism. ICT. Cultural studies.

1 INTRODUÇÃO
Entende-se que os reflexos acarretados pelas tecnologias digitais e o emprego intensificado
dos ambientes web evidencia uma promoção transformadora essencial na sociedade em sua
totalidade, abarca usuários e instituições, nos mais distintos segmentos sociais. Na esfera
informacional, profissionais e unidades estão incluídos em um ciclo de mudança, devido prover as
necessidades e tendências que se apresentam, a todo instante, por parte dos utilizadores dos
produtos e serviços de informação.
No âmbito específico das bibliotecas, a adesão às tecnologias digitais representou uma
grande reviravolta nas tradicionais práticas bibliotecárias realizadas nessas instituições no decorrer
dos tempos. A transição do século XX para o XXI foi assinalada por debates, previsões e
controvérsias inerente à Biblioteca Digital. A Biblioteca Digital configura um espaço sinérgico de
uma gama variada de âmbitos da Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e várias outras
disciplinas e áreas de pesquisa, como Biblioteconomia, Ciência da Informação, Museologia,
Arquivologia e Gestão do Conhecimento, ressaltando algumas tidas como relevantes.
Deve ser destacado que, presentemente, a Biblioteca Digital é levada em conta como modo
de apropriação do mundo da informação pelo comércio eletrônico. Para o capitalismo
informacional, as Bibliotecas Digitais determinam um novo mercado global, constituindo, para
alguns autores, um caso específico de economia da informação. Esse contexto demonstra que a
tecnologia pode ser significada, apropriada, ressignificada e transformada pelas pessoas, na
mesma proporção a em que os transforma.
No cenário presente, progressiva e continuamente, as Bibliotecas Digitais estão sendo
investigadas sob diversos olhares e em várias áreas de conhecimento, principalmente no âmbito da
Educação. Cada um desses olhares conduz a uma contribuição frente aos desafios e espaços que se
configuram face às inovações tecnológicas. Essas bibliotecas tornam possível aos usuários, a
utilização de seus acervos e a ajuda para inúmeras pesquisas, principalmente as Bibliotecas Digitais
de acesso livre, exemplificada na “Livro Aberto” do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência
e Tecnologia (IBICT).

�Nessa perspectiva surge o seguinte problema de pesquisa: como as Bibliotecas Digitais
enquanto forma de negócio despertam interesses comerciais por empresas que estão fortemente
alinhadas à lógica comercial do capitalismo informacional? Esta problemática emergiu a partir da
vivência e leituras e reflexões da Disciplina de Educação e Pós-Modernidade no semestre 2021.1,
do Programa de Educação da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)/Campo Canoas, assim
essa comunicação objetiva analisar como a Biblioteca Digital Bookplay se reconfigura/constitui no
âmbito do capitalismo informacional.
A escolha do tema justifica-se ao considerar que as principais transformações sofridas pelas
Bibliotecas Tradicionais (convencional/física) ao levar em conta o acesso e uso das Bibliotecas
Digitais, essas que têm ou mais precisamente para o âmbito digital são devido a intensificado a
lógica do capitalismo informacional assim criando novas práticas de leitura (cultura da leitura).

2 MÉTODO

Esse trabalho tem como método a pesquisa descritiva e interpretativa, já que visualiza a
análise de uma Biblioteca Digital, denominada Bookplay a luz do capitalismo informacional. Tais
metodologias são evidenciadas pela ótica de Masini (2004) pelo viés descritivo, tendo em vista que
ele proporciona uma definição mais detalhada e densa dos fenômenos por meio de seu contexto
natural e a dimensão descritiva pelos autores Mendes Júnior e Ferreira (2010) por mostrarem a
interpretação no sentido de compreender a perspectiva do pesquisador diante da compreensão livre
e orientada através de uma reflexão ponderada, assim, esta interpretação faz com que o pesquisador
ao se afastar do objeto de pesquisa faça a mensuração de compreender a realidade e o interdiscurso
colocado.
Pensando na concepção de que o viés teórico se apoiou nas teorias da Revolução da
Tecnologia da Informação que ancora as discussões sobre os processos que permeiam o fazer
profissional em Biblioteconomia pela cultura do acesso, uso e reflexos das Web 2.0, TIC, bits e da
informação. Esta comunicação tem abordagem qualitativa, de acordo com Godoy (1995), pois as
buscas as essências dos objeto de estudo, assim destaca a Biblioteca Digital Bookplay, enquanto
forma de negócio despertam interesses comerciais por empresas que estão fortemente alinhadas à
lógica comercial do capitalismo informacional ao qual refletem sobre as Bibliotecas Tradicionais
(convencional/física) e criação novas práticas de leitura (cultura da leitura).

�3 REFERENCIAL TEÓRICO

O capitalismo informacional constitui o período econômico e social do presente. Está
assinalado pelo avanço da Globalização e todo o progresso científico tecnológico e intrinsecamente
atrelado à Sociedade da Informação. Seus aspectos essenciais são: a ampliação e evolução das TIC;
aceleração e elevação dos fluxos de capitais, mercadorias, informações, pessoas e a disseminação
do conhecimento. Advento que carreou novas práticas sociais e culturais com o uso intensivo da
tecnologia configurando uma nova estrutura social. Pensar nesta acepção por meio de uma
perspectiva Pós-Moderna, pode-se suscitar que os vínculos sociais ligados a lógica do capitalismo
evidencia-se segundo Lyotard (2009, p. 27) como seu “redesdobramento” econômico de sua fase
atual, possibilitando assim, que sejam ressignificadas formas de técnicas e de tecnologias
propriamente ditas, que ocasionaram modificações do papel do Estado, fazendo com que as
sociedades passem a ser mais reguladas para a tomada de decisões por meio de informações que são
disponibilizadas advindas de diversas perspectivas, principalmente, centralizadas em dispositivos
ou plataformas digitais, trazendo para o contexto deste estudo, caráter que antes era intermediada
apenas por administradores. Diante disto, afirma-se que:
O acesso às informações é e será da alçada dos experts de todos os tipos. A classe dirigente
é e será a dos decisores. Ela já não é mais constituída pela classe política tradicional, mas
por uma camada formada por dirigentes de empresas, altos funcionários, dirigentes de
grandes órgãos profissionais, sindicais, políticos, confessionais (LYOTARD, 2009, p. 27).

Refletindo nesta concepção do autor supracitado, nota-se que a nova lógica do capitalismo
Pós-Moderno permite que a centralidade de informações referentes as produções e constituição de
mercado sejam regulados por plataformas digitais, os quais, ultimamente, algumas empresas ou
outros tipos de organizações, como as de caráter educacional, adquiram plataformas cujo propósito
anunciado é propagar a informação e auxiliar na aprendizagem de seus usuários, usando, para tanto,
estratégias como mecanismos de Inteligência Artificial.
O cenário da pandemia do Covid-19 contribuiu para uma massiva propaganda e, também,
para a demanda, por parte de muitos usuários, por Bibliotecas Digitais, as quais se anunciam como
capazes de promover melhorias na educação, cuja não pode estagnar, mesmo em tempos como
esses. Neste nexo, em consonância com Sayão (2008-2009, p.10):
Numa visão otimista, para o mundo editorial, a biblioteca digital constitui um novo modo
de distribuição de conteúdo e um novo mercado – bastante competitivo – a ser conquistado,

�num contexto de mudança da economia da informação. Para isso os editores estão se
adaptando ao paradigma da publicação eletrônica, integrando mídias, criando novos
modelos de negócio, como os portais agregadores, e estabelecendo parcerias com
organizações mais próximas ao mundo da internet.

Partindo desta premissa, faz-se pertinente verificar os conceitos das Bibliotecas Digitais que
estão muitas vezes associados e tidos como uma continuidade da biblioteca tradicional, isso permite
pensar-se que toda e qualquer biblioteca é um organismo em crescimento independente do ambiente
(físico ou digital) ao qual encontra-se atrelada. A partir disto, vislumbra-se que a temática
Biblioteca Digital está conjuminada a diversas conjecturas, desde catálogos on-line de comércio
eletrônico até coleções ligadas a programas de computadores, ressalta-se que as demais temáticas se
encontram presentes nos conceitos da própria terminologia biblioteca.
Destaque-se igualmente que, as Bibliotecas Digitais geram tanto a noção de armazenamento,
disseminação, recuperação, acesso e uso das informações eletrônicas como de compartilhamento de
informações digitais. Isso possibilitou olhar para as Bibliotecas Digitais como serviços variados via
coleções de conteúdos distribuídos, tendo o gerenciamento autônomo, destarte, interoperáveis.
Segundo Sayão (2008-2009, p. 8) as Bibliotecas Digitais emergem “[...] de uma nova economia da
informação e de modelos de negócios que vão moldando as novas possibilidades de distribuição de
conteúdos de toda natureza via rede de computadores”.
As novas formas de configurações do mercado sob o viés do capitalismo informacional fazse por entender o capitalismo de forma geral como uma solução ao aspecto de cunho científico, pois
influi diretamente na pesquisa, já que as Bibliotecas na atualidade se modificaram de forma
tradicional para digital por proporcionarem investimentos em pesquisas, pois, segundo Lyotard
(2009, p. 82):
[...] diretamente, financiando os departamentos de pesquisa nas empresas, onde os
imperativos de desempenho e de recomercialização orientam com prioridade os estudos
voltados para as “aplicações”; indiretamente, pela criação de fundações de pesquisa
privadas, estatais ou mistas, que concedem créditos sobre programas a departamentos
universitários, laboratórios de pesquisa ou grupos independentes de pesquisadores, sem
esperar do resultado dos seus trabalhos um lucro imediato, mas erigindo em princípio que e
preciso financiar pesquisas a fundo perdido durante um certo tempo para aumentar as
chances de se obter uma inovação decisiva e, portanto, muito rentável.

No âmbito da educação, as Bibliotecas Digitais são visualizadas como recurso estratégico
para as aprendizagens que superem as desigualdades informacionais e de acesso, visando assim, um
melhoramento da alfabetização e de práticas de leitura, além de programas de inclusão digital. Ou
seja, na ótica dos educadores e professores as Bibliotecas Digitais se configuram como um “novo

�recurso de aprendizado, apoiados por conteúdos multimídia, interatividade e integração de
informações heterogêneas de que o ensino [...] não podem prescindir” (SAYÃO, 2008-2009, p. 10).
O ambiente da biblioteca digital é um espaço dinâmico, constituído de informações
eletrônicas, com níveis diferenciados de granularidade, e serviços que possibilitam
inúmeras configurações nas suas formas de disseminação e uma gama extraordinária de
usos e reuso para os seus estoques informacionais e para as representações correspondentes
(SAYÃO, 2008-2009, p. 14).

Pensando neste caráter traz-se as concepções do texto de Gallo (2008), ao apontar aspectos
inerentes a modernidade sobre o pensamento da educação, onde tem-se e observa-se que as
Bibliotecas Digitais consideradas como processos educativos que vão de encontro a um pensamento
ligado a um projeto político, cujo qual podem possibilitar tanto um viés de conservadorismo, de
reformas ou até mesmo de transformações, como no caso dessas bibliotecas, que estão modificando
os comportamentos dos usuários que estavam habituados ao seu modo tradicional, enraizado pela
vertente de seu caráter físico e agora, principalmente no contexto pandêmico da COVID-19, vem se
instaurando um aspecto intensificado de relevância a ambientes digitais, cujos quais partem do
princípio de uma política em prol de uma cultura da leitura diferenciada, colocadas por discursos
instaurados pelo capitalismo informacional. Partindo deste pressuposto o autor complementa que
pensar uma educação moderna sobre a perspectiva de:

[...] um projeto de emancipação do homem, articulada com projetos de emancipação nos
âmbitos do social, do econômico, do cultural etc. Penso que a filosofia moderna foi
animada por esse “desejo de emancipação”: emancipação do conhecimento do jugo da fé
pelo exercício da razão, articulado por um método; emancipação do poder soberano pelo
livre exercício do poder pelo conjunto dos cidadãos, no contexto de uma sociedade
democrática; emancipação do homem em relação à natureza pelo uso tecnológico permitido
pelos conhecimentos científicos; emancipação da ignorância pela universalização do acesso
aos processos educativos, e assim por diante... (GALLO, 2008, p. 52).

Assim, observa-se que os usuários das Bibliotecas tradicionais (ou físicas) partem do
pressuposto de emancipação, já que sua ordem social, econômica e cultural foram modificadas,
partindo do pressuposto de que com as tecnologias digitais, o conhecimento se tornou mais
acessível e mais “libertador”, pois, por mais que o foco deste estudo sejam por plataformas digitais
de acesso comercial, existem plataformas que compactuam com a proposta da política de acesso
livre ao conhecimento, permitindo que o usuário da informação perpasse em diversos espaços seja
ele físicos como digitais, inserindo-se no que Gallo (2008, p. 56) acredita ser relevante que é “saber
se as práticas culturais estão voltadas para a manutenção das coisas ou para a sua transformação”.

�Outro foco que pode ser discutido referente a estas bibliotecas (principalmente as físicas e as
digitais) são o caráter político, ou por assim dizer suas respectivas divisões, macropolítica (política
maior) e micropolítica (política menor), onde a primeira pode partir do pressuposto das legislações
instituídas pelo Ministério da Educação (MEC) de que as bibliotecas precisam ter em grande parte
um acervo físico, mas também compor do seu caráter digital, mesmo que em menor parcela. E
quanto a micropolítica, pode ser visualizada as organizações locais que evidenciam tais regras
maiores, criando, assim suas próprias institucionalizações de preceitos e regimentos internos sobre
eventualmente biblioteca. Por isto, ambas partem do que Gallo (2008, p. 54) diz que “toda
sociedade e todo indivíduo são, pois, atravessados por duas segmentariedades ao mesmo tempo:
uma molar e outra molecular”.
Além disso, faz-se relevante dizer que tanto a macropolítica quanto a micropolítica já eram
visualizadas desde os tempos primitivos por este atravessamento social, portanto, sobre esta visão
Gallo (2008) traz acepções de Deleuze e Guatarri, onde instauram-se sobre o viés de que nenhuma
sociedade humana foge do seu caráter de segmentação, partindo do pressuposto de que todo tipo de
relação política é a todo instante estabelecida. Assim, “se há ações políticas mais gerais, globais, é
porque elas assentam-se sobre essas relações localizadas” (GALLO, 2008, p. 53). Assim, Deleuze e
Guatarri (1996, p. 85) afirmam que:
O sistema político moderno é um todo global, unificado e unificante, mas porque implica
um conjunto de subsistemas justapostos, imbricados, ordenador, de modo que a análise das
decisões revela toda espécie de compartimentações e de processos parciais que não se
prolongam uns nos outros sem defasagens ou deslocamentos.

Nessa conjuntura, leva-se em conta que tanto a utilização quanto a apropriação das
tecnologias digitais são, antes de tudo, produções culturais de certa sociedade e seu caráter
histórico, sendo as tecnologias componentes vitais da produção e reprodução de cultura. Dessa
forma, confronte à hipótese da existência de uma cultura específica oriunda da presença dos meios
eletrônicos na sociedade atual, uma cultura digital, “o termo digital estaria representando uma
forma particular de vida de um grupo ou de grupos de sujeitos em um determinado período da
história” (BORTOLAZZO, 2016, p. 11).
Nesse caso, a cultura digital é olhada como um marcador cultural que abarca tanto os
artefatos digitais como os sistemas de significação e comunicação distintos, capazes de explicitar as
transformações no modo de vida contemporâneo. Sob este aspecto é inevitável que essas mudanças
tenham, da mesma maneira, um impacto na dimensão pedagógica de uma sociedade. Pensando no
protagonismo juvenil no ambiente escolar. Naumann (2016, p. 26) apresenta uma proposta baseada

�em três situações da cultura digital que devem ser considerados no que concerne às práticas
pedagógicas: “(1) a possibilidade da autoria como produção própria de conhecimento; (2) a
oportunidade de acesso à informação e de elaboração autoral dos conteúdos acessados, como forma
de participação e protagonismo; (3) a autoria como inclusão digital”.
Neste nexo, seria levada em consideração não somente o conhecimento escolar, mas a
experiência prévia do aprendente, seu cotidiano e conhecimentos construídos a partir dele
(BANNELL et al., 2016; PISCHETOLA, 2016; SELWYN, 2011a, 2011b). A partir desta afirmativa
faz-se relevante abordar a concepção de Machado (2002) em contribuir de forma reflexiva a se
pensar que o conhecimento na efetividade de ter como meta não é dispor a verdade, pois tem-se a
noção de que o conhecimento não precisa em suma ser visível, mas ele tem que ser inovado, como é
o caso das Bibliotecas Digitais que estão cada vez mais se reinventando para atender sobre diversos
conhecimentos tendo em vista as necessidades e competências informacionais dos usuários. Desta
forma, “ao criador não interessa reproduzir, mas produzir o real” (MACHADO, 2002, p. 103).
Sobre a ótica nietzschiana referente ao valor embutido no conhecimento que é disseminado
por estas Bibliotecas Digitais, insere-se a percepção de que não se pode apenas isolar o valor apenas
ao conhecimento propriamente dito que é produzido, recuperado e propagado pelas mesmas, mas
sim, parte-se do pressuposto de que “exige que se leve em consideração outros valores. O
conhecimento é um valor que deve ser situado entre uma pluralidade de valores e que não deve,
entre eles, gozar de nenhum privilégio particular” (MACHADO, 2002, p. 50).
Deste modo, tais discursos tanto pelo viés das empresas quanto dos jovens que usufruem dos
serviços oferecidos pelas mesmas acarretam a se pensar a perspectiva trabalhada por Foucault
(1996), cujo qual expõe que tais produções discursivas produzidas por ambos não abordam a
realidade de forma natural, pois os discursos vêm carregados de acepções históricas, instituindo
assim, uma quebra entre o que foi pensado e pela institucionalização do poder que é exacerbado por
aquele que o detém, o que percebe-se que encontra-se instituído nas Bibliotecas Digitais de ordem
comercial, tendo em vista a dominação consolidada pelo capitalismo informacional, e por isto, é
propagado que tais plataformas são as tendências do momento, atraindo tais jovens a consumirem
seus produtos, haja vista que, elas não tem como atrativo expor apenas a compra de livros, mas
disponibilizar várias opções de serviços oferecidos, tais como: descontos em lojas, oferta de
produtos que não tem a ver com leitura, dentre outros aspectos.
Tendo em vista este caráter, pode-se suscitar que se observa que na ordem do discurso
trazido por Foucault (1996), há mecanismos de controle de tudo que se é produzido socialmente,

�quem o produz e como é compartilhado os discursos, que no caso, os discursos produzidos pelas
Bibliotecas Digitais de ordem comercial. Destarte que em toda sociedade o autor conjectura que os
discursos produzidos por estas plataformas são mecanismos de controles, muito bem articulados,
regulados e propagados seguindo processos que instituem os seus poderes e governam os diversos
acontecimentos embutidos pelas suas propagandas comerciais através do oferecimento de serviços
que atinja seus diversos consumidores, porém, a “verdade” que se prega nessas plataformas é de
que elas contribuem para a educação, ressaltando a aprendizagem e apoiam a perspectiva da prática
da leitura.
Contribuindo com tal noção de discurso, Foucault (1996, p. 49) assevera que:

O discurso nada mais é do que a reverberação de uma verdade nascendo diante de seus
próprios olhos; e, quando tudo pode, enfim, tomar a forma do discurso, quando tudo pode
ser dito e o discurso pode ser dito a propósito de tudo, isso se dá porque todas as coisas,
tendo manifestado e intercambiado seu sentido, podem voltar à interioridade silenciosa da
consciência de si.

O discurso traz efeitos da verdade que são produzidas pelos comerciantes das Bibliotecas
Digitais de cunho comercial oferecendo soluções de que este tipo de biblioteca é o futuro que
promove a educação de qualidade e sua democratização; e, quanto aos jovens, no sentido de
entender como eles se apropriam destes anúncios e como eles entendem estas plataformas em sua
utilização. Portanto, seguindo a lógica de Veiga-Neto (2003) a intenção de analisar os discursos é
no sentido de afastar-se da ordem ideológica colocada e “mascarada” na construção de memórias
impostas pelas relações de poder da sociedade.
Isso porque, em suma, pressupõe-se que alguns discursos atuam na reafirmação de atributos
aceitos e mais valorizados de uma única identidade, considerada desejável; outros, entretanto,
orientam-se para uma busca de quebra de estereótipos e de afirmação de novas identidades, que
também buscam espaços para se auto representarem e terem seus direitos reconhecidos e atendidos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A Biblioteca Digital Bookplay (Figura 1) com conteúdo educacional, informativo e de
entretenimento. Seu acervo possui mais de 4.000 e-books, 1.500 audio-livros, 1.000 cursos online,
600 video-aulas, 60 revistas, jornal e ainda curso de inglês do básico ao avançado.

�Figura 1 - Biblioteca Digital Bookplay.

Fonte: Bookplay, 2021.

Atualmente possui cerca de 120 mil usuários, e tem uma política de Marketing que atende aos
seus diversos grupos, universitários; crianças; leitores de comédia e humor; grupos de leitores
literários; grupos de “concurseiros”; grupos religiosos; estudantes de cursos técnicos; leitores de jornal
e revistas. Esse dado em si demarca que não há um usuário de informação específico, assim a filosofia
é de atendimento a um número grande de sujeitos, e com isso a tese que visualiza o lucro. Para o
capitalismo informacional, as Bibliotecas Digitais determinam um novo mercado global, assim ao
visualizar que a Bookplay atende diversos segmentos isso não significa que ela é marcada pela
filosofia da democratização da informação, mas pela economia da informação em sua lógica mais
fundamental. Essa lógica é marcante no pensamento de Sayão (2008-2009) ao mencionar que o
acesso e uso das Bibliotecas Digitais promovem essa economia da informação.
Ao considerar a) a compra é realizada por meio de um formulário na plataforma através do
plano Bookplay ou um plano BookPlay Kids, b)

O plano custa 159,90 por mês, com os seguintes

serviços: plano ilimitado, livros, Audiolivros, cursos, videoaulas, jornal e revistas, curso de inglês,
bookplay kids, clube de benefícios e 3 usuários simultâneos e c) disponibilização do Clube de
benefícios (desconto) aos seus usuários/consumidores nas áreas de alimentos e bebidas, lazer, bemestar e saúde, educação e produtos e serviços. Se vê a lógica da economia informacional capitalista,
por duas perspectivas, a e b figuram o lucro em si, e c se destaca como uma política de fidelidade dos
usuários para mantê-los acessando os conteúdos.

�Figura 2 - Biblioteca Digital Bookpla e parcerias.

Fonte: Bookplay, 2021.

O capitalismo informacional se faz presente nesta plataforma digital conforme a Figura 2,
delimitando a dimensão econômica-social, e reflete a globalização como o progresso científico
tecnológico e intrinsecamente atrelado à Sociedade da Informação, uma vez que se visualiza da
ampliação, evolução e alcance das TIC; a aceleração e elevação dos fluxos de capitais, mercadorias,
informações, pessoas e a disseminação do conhecimento. E todas essas lógicas se intersecionam, ao
qual os editores estão adaptados ao paradigma, uma vez que se visualiza a diversidade de
publicação eletrônica, a integração de mídias, a criação de novos modelos de negócio, os portais
agregadores, e estabelecendo parcerias com a Bookplay conforme Figura 2, enquanto organização.
As Bibliotecas Digitais enquanto forma de negócio despertam interesses comerciais por que
empresas que estão fortemente alinhadas à lógica comercial do capitalismo informacional, veem
nelas o potencial de produção infinito e vertiginosa, o estabelecimento das parcerias conforme a
Figura 2, evidencia essa dimensão.
E as principais transformações sofridas pelas Bibliotecas Tradicionais (convencional/física)
ao considerar o acesso e uso das Bibliotecas Digitais, dá-se pela lógica de infinito, vertiginosa com
o potencial e atualização do seu acervo, lógicas marcantes no capitalismo informacional, assim
criando novas práticas de leitura também para as classes privilegiadas, ao mesmo tempo que
distância ainda mais as classes menos afortunadas.

�5 Considerações

Este estudo abordou as bibliotecas digitais na perspectiva do capitalismo informacional. Em
particular, evidenciou a Biblioteca Digital Bookplay, sendo assim, foi possível identificar que ela
apresenta características educacionais, informativas e de entretenimento. Reúne variados conteúdos
e em diferentes formatos, através deles consegue alcançar diversos perfis de usuários, em virtude
disso, possui mais de 100 mil usuários cadastrados, que consomem esse tipo de serviço
potencializado pela evolução das tecnologias informacionais.
Este estudo possibilitou identificar que se trata de um serviço não gratuito, com cobranças
mensais e que permitem acesso limitado e concomitante para no máximo 3 usuários. Entretanto,
por se adequar a um contexto informacional capitalista, esta biblioteca digital além de disponibilizar
seus produtos com o objetivo de obter lucro, promove aos usuários alguns benefícios exclusivos,
como descontos para realizar compras em empresas parceiras e que nesse cenário, potencializam a
fidelização e conquista de novos usuários.
É um tipo de negócio que se torna atrativo aos interesses comerciais, pela dinâmica social e
tecnológica onde os materiais impressos deixam de ser os únicos a serem consumidos na
perspectiva informacional e torna-se possível o alcance a muito mais conteúdos através das
bibliotecas digitais.
Portanto, as bibliotecas digitais quando entendidas como um negócio, possibilitam um fluxo
de informações que podem atender diferentes públicos. Entretanto, o acesso não se torna
democrático de fato, as classes mais favorecidas potencialmente podem ser ou se tornarem usuários,
porém, infelizmente não é a mesma realidade de parte da sociedade, ou seja, o capitalismo
informacional funciona em uma dinâmica de pseudodemocratização.

REFERÊNCIAS
BANNELL, R. et al. Educação no século XXI: cognição, tecnologias e aprendizagens.
Petrópolis/Rio de Janeiro: Vozes/PUC-Rio, 2016.
BORTOLAZZO, S. F. O imperativo da cultura digital: entre novas tecnologias e estudos culturais.
Revista Cadernos de Comunicação, Santa Maria, v.20, n.1, art. 1, p.1-24, jan./abr. 2016.

�DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Micropolítica e Segmentaridade. In: DELEUZE, Gilles;
GUATTARI, Félix. Mil Platôs. Tradução de Aurélio Guerra Neto, Ana Lúcia de Oliveira, Lúcia
Cláudia Leão e Suely Rolnik. São Paulo: Ed. 34, 1996. v. 3.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1996.
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Educação Ambiental, v. 3, n. 1, p. 33-58, 2008.
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              <text>A Biblioteca Digital constitui um novo modo de distribuição de conteúdo e um novo mercado, assim elas despertam os interesses comerciais por empresas que estão fortemente alinhadas à lógica comercial do capitalismo informacional. Essa comunicação objetiva analisar a Biblioteca Digital Bookplay como formas de negócio por despertarem interesses de empresas capitalistas. Esta comunicação tem abordagem qualitativa, como fio teórico adotou-se os Estudos Culturais. Portanto, foi possível identificar que é um tipo de negócio que se torna atrativo aos interesses comerciais, pela dinâmica social e tecnológica onde os materiais impressos deixam de ser os únicos a serem consumidos na perspectiva informacional e torna-se possível o alcance a muito mais conteúdos através das Bibliotecas Digitais. Por fim, observa-se que as Bibliotecas Digitais não possibilitam a democratização da informação, tendo em vista que a classe menos favorecida não tem acesso, devido ao condicionamento de quem pode ter acesso as mesmas, assim, o capitalismo informacional acarreta um funcionamento que parte de uma dinâmica de pseudodemocratização.</text>
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