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                  <text>Eixo 2 - Práticas
ACESSIBILIDADE EM SITES DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DO ESTADO DE
ALAGOAS
ACCESSIBILITY ON UNIVERSITY LIBRARY SITES IN THE STATE OF ALAGOAS
Wagner Cristian dos Santos1
Francisca Rosaline Leite Mota2
Nelma Camêlo de Araujo3
Djalba Joaquim dos Santos4
Resumo: Em uma sociedade em franco processo de evolução, as Bibliotecas Universitárias possuem papel
decisivo e devem se adequar as novas demandas de todos os seus usuários e, em especial, daqueles com
deficiência. As Bibliotecas Universitárias devem dar suporte à educação superior inclusiva aos estudantes com
deficiência (física, visual, auditiva, intelectual, etc.), contribuindo para que as barreiras sejam eliminadas e,
incluindo os mesmos no contexto da aprendizagem universitária. Neste sentido, o objetivo da pesquisa é: estudar a
acessibilidade nos sites das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior públicas do estado de
Alagoas. O percurso metodológico adotou a pesquisa exploratória com abordagem qualitativa. A pesquisa foi
realizada no mês de maio de 2021. A amostra foi composta pelos sites das Bibliotecas Universitárias da
Universidade Federal de Alagoas, Universidade Estadual de Ciências da saúde do Estado de Alagoas e
Universidade Estadual de Alagoas. Os sites pesquisados não estão dentro dos padrões desejáveis de
acessibilidade, mas, já se pode observar algumas iniciativas neste sentido. É possível concluir que cabe a estas
instituições vislumbrarem e implementarem estratégias que possibilitem que as portas de acesso ao conhecimento,
seja no meio tradicional ou virtual, estejam sempre abertas para receber as pessoas com deficiência.
Palavras-chave: Acessibilidade. Pessoas com Deficiência. Bibliotecas Universitárias.
Abstract: In a society undergoing a clear process of evolution, University Libraries have a decisive role and must
adapt to the new demands of all their users and, in particular, those with disabilities. University Libraries must
support inclusive higher education for students with disabilities (physical, visual, auditory, intellectual, etc.),
contributing to the elimination of barriers and including them in the context of university learning. In this sense,
the objective of the research is: to study the accessibility on the websites of University Libraries of public Higher
Education Institutions in the state of Alagoas. The methodological path adopted exploratory research with a
qualitative approach. The survey was conducted in May 2021. The sample consisted of the websites of the
University Libraries of the Federal University of Alagoas, State University of Health Sciences of the State of
1

Graduando em Biblioteconomia. Universidade Federal de Alagoas. E-mail de contato:
wagner.cristian@ichca.ufal.br
2
Doutora em Ciência da Informação. Universidade Federal de Alagoas. E-mail de contato:
Francisca.mota@ichca.ufal.br
3
Doutora em Ciência da Informação. Universidade Federal de Alagoas. E-mail de contato:
nelma.araujo@ichca.ufal.br
4
Graduando em Biblioteconomia. Universidade Federal de Alagoas. E-mail de contato:
js.djalba@gmail.com

�Alagoas and State University of Alagoas. The sites surveyed are not within the desirable accessibility standards,
but some initiatives in this regard can already be observed. It is possible to conclude that it is up to these
institutions to devise and implement strategies that enable the doors of access to knowledge, whether in the
traditional or virtual environment, to be always open to receive people with disabilities.
Keywords: Accessibility. Person with a Disabled. University Libraries.

1 INTRODUÇÃO
Acessibilidade é um assunto que deve ser tratado com bastante atenção quando tratamos de
questões sociais. A acessibilidade permite a inclusão de pessoas com deficiência em várias atividades,
inclusive naquelas por vezes consideradas não aptas para elas, tanto no contexto físico quanto
intelectual. Uma condição essencial para acessibilidade relaciona-se diretamente com o acesso a
informação.
Nessa perspectiva, Targino (1991, p. 159) argumenta que “a qualidade de vida do cidadão
passa pela difusão da informação. Passa por uma postura fundamentalmente social, passa pela
democracia que tem assim, na informação o seu pressuposto maior e que significa força conjunta,
engajamento social e político, ou seja, cidadania”.
A reflexão postulada pela autora supracitada nos leva a entender a importância da informação
para o exercício da cidadania. Deste modo, é importante que todos, indistintamente, possam ser
incluídos e ter acesso a informação em qualquer tipo de suporte. Ribas e Ziviani (2007, p. 50)
afirmam que:
[...] o acesso à informação é condição fundamental para o desenvolvimento da cidadania, um
pré-requisito para os direitos civis, políticos e sociais, uma vez que é por meio da
conscientização desses direitos, pela tomada de consciência dos indivíduos, que o Brasil
conseguirá se tornar uma sociedade mais inclusiva.

Com o avanço tecnológico, a acessibilidade é potencializada e cada vez mais se discutem
questões afetas à inclusão digital, que proporciona conhecimentos e práticas para que os usuários
tenham acesso a estas novas tecnologias de informação. A inclusão digital é fundamental para que as
pessoas com deficiência tenham mais facilidades em interagir, aprender, trocar experiências e evoluir.
Neste cenário temos que as Instituições de Ensino Superior (IES) possuem papel preponderante no
continuo evolutivo das pessoas com deficiência e devem disponibilizar ambientes tradicionais e
virtuais que busquem atender com maior amplitude os seus usuários. E no tocante ao acesso à
informação nas Instituições de Ensino Superior, as Bibliotecas Universitárias possuem papel decisivo
e devem se adequar as novas demandas de todos os seus usuários e, em especial, daqueles com

�deficiência. Neste sentido, nos inquieta a seguinte questão: os sites das Bibliotecas Universitárias das
IES no estado de Alagoas são acessíveis aos seus usuários?
Eis, portanto, que o presente trabalho possui o objetivo de estudar a acessibilidade nos sites
das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior públicas do estado de Alagoas. Isto,
por acreditarmos que as Bibliotecas Universitárias devem dar suporte à educação superior inclusiva
aos estudantes com deficiência (física, visual, auditiva, intelectual, etc.), contribuindo para que as
barreiras sejam eliminadas e, incluindo os mesmos no contexto da aprendizagem universitária.
2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E ACESSIBILIDADE
2.1 Acessibilidade em bibliotecas universitárias
Acessibilidade é um termo bem comum nos dias de hoje, onde é mais vista para a inclusão de
pessoas com deficiência, com menor restrição possível, em seus meios de transporte, ambientes
físicos entre outros.
A Lei Federal Nº 13.146, de 6 de julho de 2015, define o termo acessibilidade como:
[...] possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de
espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e
comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e
instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona
urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. (BRASIL,
2015).

O conceito acessibilidade também varia de acordo com vivências do cotidiano no que se refere
a sua observação, avaliação. Assim cria-se condições acessíveis a determinada situações. Segundo
Tavares filho et al. (2002) a acessibilidade:
conceituada pela Lei 10.098 como sendo a possibilidade e condição de alcance para a
utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das
edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de
deficiência ou com mobilidade reduzida, refere-se a dois aspectos, que embora tenham
características distintas, estão sujeitos a problemas semelhantes, no que diz respeito à
existência de barreiras que são interpostas às pessoas com necessidades especiais: o espaço
físico e o espaço digital. (TAVARES FILHO et al., 2002).

Como é possível observar, a acessibilidade está relacionada não só aos espaços físicos mas,
também ao espaço digital. Neste sentido, as tecnologias cada vez mais vem ganhando seu espaço,
acesso à internet, aplicativos, Smartphones, Smart tvs, e torna-se cada vez mais necessário encontrar
mecanismos que propiciem a inclusão digital das pessoas com deficiência.

�A inclusão digital é um ótimo meio para acessos às novas tecnologias da informação, sendo
assim o usuário pode usufruir destas tecnologias agregando positivamente em sua vida social,
exemplo disso é a educação a distância (EAD) que proporciona o estudante a ter ensino em qualquer
lugar de sua preferência. Para Sassaki (1997, p.47) o termo inclusão digital é visto como:
[...] um processo que contribui para a construção de um novo tipo de sociedade, através de
transformações pequenas e grandes nos ambientes físicos (espaços internos e externos,
equipamentos, aparelhos e utensílios, mobiliários e meios de transporte) e na mentalidade de
todas as pessoas.

A Inclusão digital, pressupõe portanto, um processo de democratização do acesso às
tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação
(WIKIPÉDIA, 2018). É de suma importância que políticas de inclusão digital sejam prioritárias,
capacitando usuários, formação de auxiliares para deficientes, dessa forma difundir meios
tecnológicos para melhoria do acesso à informação.
A inclusão digital contribui para a inclusão social pois, possibilita o acesso a informação, a
interação com grupos sociais sem que existam algum tipo de exclusão, pois a internet ela abre
fronteiras independente de suas condições físicas. Assim:
Uma sociedade inclusiva compreende o processo de cooperação, de solidariedade, de respeito,
de compreensão e de aceitação de diferenças, da vivência em comunidade, da valorização das
diferenças da melhoria e da qualidade de vida para todas as pessoas e do exercício da
cidadania. Essa sociedade inclusiva pode ser caracterizada como a sociedade que possibilita o
acesso à informação e ao conhecimento, utilizando o processo de interação com o outro e o
grupo social, tendo como chave de acesso a inclusão de todas as pessoas inclusive as pessoas
com deficiência. Uma sociedade inclusiva é uma sociedade que aprende a conviver com a
diversidade. (MORO; GIACUMUZZI, 2015, p.60).

Então, podemos entender que a inclusão social e a inclusão digital caminham juntas e buscam
garantir a presença de todos numa sociedade sem que haja preconceitos com suas limitações. Isto,
sem dúvida nenhuma, inclui o acesso à educação de qualidade em todos os níveis, do ensino infantil
ao superior.
No tocante ao ensino superior, as Bibliotecas Universitárias, possuem papel de indiscutível
importância para a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência. O número de matrícula
destes usuários, ainda que infinitamente menor em relação aos demais, tende a apresentar um
crescimento significativo nos próximos anos. Murça (2020, p.01) chama atenção para o fato de que de
“2017 para 2018, o número de estudantes com deficiência matriculados na universidade por meio da
reserva de vagas cresceu mais de 70%”. O autor destaca ainda que “o número de matriculados PcD

�com cotas passou de 2.962 (0,04% do total de matriculados), em 2017, para 5.053 (0,06% do total de
matriculados), em 2018”.

É mister esclarecer que independente da quantidade de pessoas com deficiência que usam os
serviços das Bibliotecas Universitárias, estas devem estar preparadas para atender a todos,
indistintamente. Sabemos que é um grande desafio pois, a falta de investimentos em recursos
humanos e materiais torna tudo muito mais difícil, mas, é necessário um grande esforço, por parte
destas bibliotecas, para contornar as dificuldades e se tornar mais acessível e inclusiva possível.
2.2 A realidade da pessoa com deficiência no Brasil
Conforme ao último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE, 2010) são mais de 45 mil brasileiros que possuem algum tipo de deficiência física, que
enfrentam várias dificuldades no seu dia a dia pela falta de acessibilidades em várias vertentes, sendo
assim se sentindo “excluídas” pelo poder público ou outras entidades que não se mobilizam para
corrigir essas falhas que são frequentes.
As pessoas com deficiência sempre foram tratadas com indiferença pela sociedade, assim
como afirma Maciel (2000, p.51) a sociedade, desde os seus primórdios, sempre inabilitou as pessoas
com deficiência, “marginalizando-os e privando-os de liberdade. Essas pessoas, sem respeito, sem
atendimento, sem direitos, sempre foram alvo de atitudes preconceituosas e ações impiedosas.”
De acordo com o Art.1º da Convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência: “Pessoas
com deficiência são aquelas que tem impedimentos da natureza física, intelectual ou sensorial, as
quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na
sociedade com as demais pessoas”. (BRASIL, 2012, p. 26).
O Decreto nº 5.296, de 02 de dezembro de 2004 classifica os tipos de deficiência de acordo
com a tabela a seguir:

�Tabela 01: Tipos de deficiência

Fonte: Decreto nº 5296 de 02 de dezembro de 2004, art. 5

As principais dificuldades apresentadas as pessoas com deficiência, de acordo com a literatura,
são:
§ Falta de infraestrutura;
§ Falta de transportes adaptados;
§ Falta de intérpretes para surdos e monitores para deficientes visuais;
§ Sistemas sem acessibilidade.
Barreiras são encontradas de várias formas pelas pessoas com deficiência, essas barreiras são
consideradas como “entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que impeça a participação da

�pessoa” (MORO; ESTABEL, 2015, p.34). As autoras também classificam algumas dessas barreiras
(p.35) que são:

§ Barreiras urbanísticas (Vias de espaços públicos ou privados);
§ Barreiras arquitetônicas (Edifícios públicos e privados);
§ Barreiras nos transportes (meios de transportes);
§ Barreiras nas comunicações e na informação (Impossibilidade de comunicação);
§ Barreiras tecnológicas (Impedimentos às tecnologias).
Como é possível notar, existe uma série de barreiras que dificultam consideravelmente o
acesso das pessoas com deficiência aos espaços físicos e ao digital. E é papel do bibliotecário atentar
para alternativas que minimizem o impacto destas barreiras.
2.3 O papel do bibliotecário
O acesso a informação “[...]é um direito constitucional em nosso país, pois propicia
desenvolvimento social, intelectual e econômico, além de ser fundamental à formação da cidadania e
do senso crítico das pessoas”. (MORO; ESTABEL; NICOLETTI, 2016 p.9). Para o bibliotecário a
disseminação da informação é muito importante pois, como mediador da informação, deve estar
atento de como a informação está sendo passada para seus usuários. As pessoas com deficiência
também são usuárias de informação. Deste modo, o bibliotecário deve refletir sobre como as
informações chegam ou são acessadas por esses usuários, considerando que a acessibilidade
tecnológica é uma forma de atendê-los.
Salcedo e Silva (2017, p.29), a respeito do bibliotecário e a mediação, enfatizam que “a
profissão do bibliotecário deverá estar preocupada, em primeiro lugar, com a mediação da
informação, pois uma vez que a mediação se transforma em seu escopo de trabalho, o bibliotecário
acaba por transformar o ambiente ao qual se encontra inserido”.
A informação é uma meio fundamental para que os obstáculos e o preconceito sejam vencidos,
pois quando buscamos por ela, praticamos o entendimento da diversidade humana, ou seja, não

�verificamos o estado físico das pessoas e sim sua necessidade informacional, e assim tornamos uma
sociedade mais inclusiva.

3 METODOLOGIA
O percurso metodológico adotou a pesquisa exploratória com abordagem qualitativa. O
universo da pesquisa é composto pelos sites das Bibliotecas Universitárias das Instituições de
Ensino Superior do estado de Alagoas. Estabelecemos como amostra, trabalhar apenas com as
instituições circunscritas na esfera do ensino público. Deste modo, a amostra elegível contou com
os sites das Bibliotecas Universitárias das seguintes instituições:
•

Universidade Federal de Alagoas (UFAL) – Fundada em 1961, a UFAL, instituição federal
de ensino superior, instalada no Campus A.C. Simões, em Maceió, São cerca de 26 mil
alunos matriculados nos 84 cursos de graduação, distribuídos em 23 Unidades Acadêmicas,
na capital (53), e nos campi de Arapiraca (19) e do Sertão (8). Na modalidade de pósgraduação, são 39 programas strictu sensu oferecidos, sendo 30 mestrados e nove
doutorados, que contam com 2.312 alunos, e 13 especializações;

•

Universidade Estadual de Ciências da saúde do Estado de Alagoas (UNCISAL) – A
UNCISAL iniciou sua história como Escola de Ciências Médicas de Alagoas – ECMAL –
em 1968, com o curso de medicina, que foi reconhecido pelo Decreto 73.754, de 06 de
março de 1974. Em 1975 surgiu a Fundação de Saúde de Alagoas Governador Lamenha
Filho – FUNGLAF – como mantenedora da ECMAL, agregando à estrutura da Fundação, a
Unidade de Emergência Dr. Armando Lages e Hospital Dr. José Carneiro. Em 2003 a
UNCISAL é reestruturada pela Lei nº 6.351 e passa a ser composta de Faculdades, Hospitais
e Escola Técnica de Saúde Professora Valéria Hora. Em dezembro de 2005, após visita de
avaliadores externos e homologação de Parecer pelo Conselho Estadual de Educação de
Alagoas, a UNCISAL passa à condição de Universidade, através da Lei nº 6.660, de 28 de
dezembro de 2005;

�•

Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) - É na primeira metade dos anos 1970 que
surge a Fundação Educacional do Agreste Alagoano (FUNEC), com sede em Arapiraca,
constituindo-se como mantenedora da Faculdade de Formação de Professores de
Arapiraca - FFPA. Após a estadualização da FUNEC, o que, de certa forma fortalece a
FFPA, com a implantação do ensino gratuito, suas portas se abrem à expansão, chegando até
Santana do Ipanema, com a Escola Superior de Ciências Humanas, Físicas e Biológicas
do Sertão (ESSER); em seguida, chega também a Palmeira dos Índios, com a Escola
Superior de Ciências Humanas e Econômicas de Palmeira dos Índios (ESPI), além de
ter ampliado seu atendimento na própria sede, em Arapiraca, criando a Faculdade de
Administração, Ciências Contábeis, Jurídicas e Sociais do Estado de Alagoas
(FAJEAL). É oportuno ainda destacar que, em 20 de março de 2012, através da Resolução
n.º 003, do Conselho Superior da Universidade Estadual de Alagoas - CONSU/UNEAL,
foi criado o Campus VI da UNEAL, em Maceió, com a compreensão de que se fazia
necessário o fortalecimento da IES na capital alagoana, com todos os seus indicadores
sociais.
Na coleta dos dados determinamos identificar a existências de alguns elementos básicos que

podem tornar um site acessível para pessoas com deficiência:
§

Audiolivros;

§

Audiodescrição das imagens;

§

Legenda nos vídeos;

§

Controle do tamanho do texto;

§

Ferramentas de leitura em Libras;

§

Ferramentas de autocontraste.

A coleta foi realizada no mês de maio de 2021. Isto posto, após a coleta iniciamos a análise
dos dados, conforme será relatado na próxima seção.
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Os resultados encontrados nos apresentam uma realidade de certo modo preocupante e que
clama por providências firmes e rápidas. Como é possível observar na Tabela 02, as Bibliotecas

�Universitárias pesquisadas ainda não disponibilizam sites que possam ser considerados acessíveis
para as pessoas com deficiência.

Tabela 02 – Análise dos sites das Bibliotecas Universitárias
Tipo

UFAL

UNCISAL

UNEAL

Aúdiolivros

Sim

Não

Não

Audiodescrição das imagens

Não

Não

Não

Legenda nos vídeos

Sim

Não

Não

Controle do tamanho do texto

Sim

Não

Sim

Ferramentas de leitura em Libras

Não

Não

Não

Ferramenta de autocontraste

Sim

Não

Não

Fonte: Dados da pesquisa, 2021.

O site do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas (SiBi/UFAL), no
tocante a acessibilidade, apresenta somente vídeos com legenda. Tais vídeos possuem conteúdo de
boas-vindas e também tutoriais para o uso dos serviços ofertados. É necessário ressaltar que esta
biblioteca oferece acesso a Biblioteca Virtual Pearson e, por conseguinte, permite acesso a
aúdiolivros. Tal biblioteca possui um acervo de livros digitais e conta com mais de “25 editoras
parceiras e com milhares de títulos em diversas categorias profissionais e literárias”5. Conforme
informações disponíveis no site da Pearson, a Biblioteca Virtual é aprovada pelo MEC e já está
presente em várias Instituições de Ensino Superior no país. Contudo, por mais que a referida
biblioteca disponibilize os livros em formato de aúdiolivros, o áudio apresenta muitas falhas que,
em alguns casos, prejudica a compreensão do usuário. Não encontramos no site do SiBi/UFAL e
nem na Biblioteca Virtual Pearson audiodescrição das imagens ou ferramentas de LIBRAS,
dispondo somente ferramentas de controle do tamanho do texto e autocontraste.
Acreditamos que a tendência do SiBi/UFAL é se adequar cada vez mais ao atendimento das
demandas de acessibilidade. Ressaltamos que o site da Universidade Federal de Alagoas já
5

https://br.pearson.com/ensino-superior/solucoes-digitais/biblioteca-virtual-3-0.html

�disponibiliza o acesso em LIBRAS por meio do VLIBRAS, que conforme informações do site6 “é
um conjunto de ferramentas gratuitas e de código aberto que traduz conteúdos digitais (texto, áudio
e vídeo) em Português para Libras, tornando computadores, celulares e plataformas Web mais
acessíveis para as pessoas surdas”. A ferramenta é fruto da parceria entre o Ministério da Economia
(ME), por meio da Secretaria de Governo Digital (SGD), e a Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), através do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID).
O site do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
(UNCISAL) não apresenta nenhum dos elementos listados em nossa pesquisa. Contudo, não é
omissa a questão da acessibilidade e disponibiliza um espaço que trata sobre “acessibilidade
informacional” e menciona as ferramentas VLIBRAS, DOSVOX, Delta Talk, Virtual Vision, Jaws,
Openbook, Magic, além de citar importantes instituições como Fundação Dorina Nowill, Instituto
Benjamin Constant e Centro Brasileiro de Reabilitação e Apoio ao Deficiente Visual (CEBRAV).
Assim como o site geral da UFAL, o site da UNCISAL também utiliza o VLIBRAS. Consideramos
importante que a referida biblioteca envide esforços no sentido de implementar ferramentas de
acessibilidade em seu site.
O site da Biblioteca da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) oferece somente o
recurso de controle do tamanho do texto. Não há indicativos de informação sobre acessibilidade e
há apenas a divisão por campus, onde ao clicarmos em cada link somos remetidos a pastas com os
nomes dos cursos e, em cada curso, é disponibilizada uma lista de links para revistas científicas e
portais de periódicos. No entanto, só o primeiro campus, o de Arapiraca possui conteúdo. De todos,
os sites estudados este nos traz especial preocupação e recomendamos que a acessibilidade passe a
ser um dos horizontes a ser vislumbrado pela equipe gestora. O site geral da UNEAL traz uma aba
intitulada acessibilidade, mas, as informações são vagas e não refletem a importância que a temática
demanda.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa revelou que, no estado de Alagoas, as Bibliotecas Universitárias no contexto das
Instituições de Ensino Superior na esfera pública, ainda possuem um longo caminho para trilhar.
Não fica claro na análise dos sites se existem iniciativas, no contexto tradicional, que contemplem
as demandas de acessibilidade. Não é possível identificar se presencialmente são ofertados acervos

6

https://www.gov.br/governodigital/pt-br/vlibras

�em braile, aúdiolivros ou mesmo visitas guiadas para pessoas com deficiência. É muito importante
que, caso tais serviços existam, possam ser divulgados nos sites para que as pessoas com deficiência
possam acessar, quando possível, de forma presencial. Isto já pode ser uma boa iniciativa. Por fim,
nos resta reafirmar que as Bibliotecas Universitárias possuem papel decisivo quando se trata do
acesso à informação, principalmente por pessoas com deficiência. Cabe a estas instituições
vislumbrarem e implementarem estratégias que possibilitem que as portas de acesso ao
conhecimento, seja no meio tradicional ou virtual, estejam sempre abertas para receber este tipo de
usuários.
REFERÊNCIAS
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5296.htm&gt;. Acesso em: 01
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BRASIL, Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Protocolo Facultativo à
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Decreto Legislativo nº 186, de 09 de
julho de 2008: Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. 4ª Ed., rev. e atual. Brasília: Secretaria de
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BRASIL. Lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
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&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/ Lei/L13146.htm&gt;. Acesso em: 01
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Biblioteconomia&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Em uma sociedade em franco processo de evolução, as Bibliotecas Universitárias possuem papel decisivo e devem se adequar as novas demandas de todos os seus usuários e, em especial, daqueles com deficiência. As Bibliotecas Universitárias devem dar suporte à educação superior inclusiva aos estudantes com deficiência (física, visual, auditiva, intelectual, etc.), contribuindo para que as barreiras sejam eliminadas e, incluindo os mesmos no contexto da aprendizagem universitária. Neste sentido, o objetivo da pesquisa é: estudar a acessibilidade nos sites das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior públicas do estado de Alagoas. O percurso metodológico adotou a pesquisa exploratória com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada no mês de maio de 2021. A amostra foi composta pelos sites das Bibliotecas Universitárias da Universidade Federal de Alagoas, Universidade Estadual de Ciências da saúde do Estado de Alagoas e Universidade Estadual de Alagoas. Os sites pesquisados não estão dentro dos padrões desejáveis de acessibilidade, mas, já se pode observar algumas iniciativas neste sentido. É possível concluir que que cabe a estas instituições vislumbrarem e implementarem estratégias que possibilitem que as portas de acesso ao conhecimento, seja no meio tradicional ou virtual, estejam sempre abertas para receber as pessoas com deficiência.</text>
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