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                  <text>Eixo 2 - Práticas
A BIBLIOTECA COMO INCENTIVADORA DA PRODUÇÃO TEXTUAL: CONCURSO
LITERÁRIO “FAROL CULTURAL”
THE LIBRARY AS AN ENCOURAGER OF TEXTUAL PRODUCTION: “CULTURAL
LIGHTHOUSE” LITERARY CONTEST
Letícia Rodrigues dos Santos1
Elisângela Ladeira de Moura Andrade2
Emmanuela Ferreira de Lima3
Juliana Cristina da Costa Fernandes4
Jussara de Fátima Alves Campos Oliveira5
Resumo: A produção textual é uma importante ferramenta metodológica para a emancipação dos alunos. A biblioteca,
atuando como suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão, pode contribuir de várias formas para o incentivo à
produção textual. Neste trabalho, objetiva-se mostrar a importância da produção textual para os alunos da Educação
Profissional e Tecnológica, elucidar as contribuições da biblioteca para esses alunos desenvolverem essa prática, além
de descrever o concurso de contos literários, Farol Cultural, promovido no Instituto Federal Goiano. O estudo foi
realizado por meio de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter descritivo, por meio de revisão de literatura
para melhor compreensão sobre a importância da produção textual para a formação dos alunos. Foi utilizado o método
estudo de caso, a fim de abordar os incentivos que a biblioteca pode oferecer ao seu público em seu exercício,
exemplificando o projeto Farol Cultural. Conclui-se que a produção textual, bem como a promoção de projetos que
incentivem sua prática, tem suma importância para o desenvolvimento e emancipação dos alunos da Instituição.
Palavras-chave: Produção textual. Farol Cultural. Biblioteca. Instituto Federal Goiano.
Abstract: Textual production is an important methodological tool for students' emancipation. The library, acting as a
support for teaching, research and extension activities, can contribute in many ways to encourage textual production. In
this work, the objective is to show the importance of textual production for students of Professional and Technological
Education, to elucidate the contributions of the library for these students to develop this practice, in addition to
describing the contest of literary tales, cultural lighthouse, promoted at the Goiano Federal Institute. The study was
carried out through a research with a qualitative approach, with a descriptive character, through a literature review for a
better understanding of the importance of textual production for the students education. The case study method was
used in order to address the incentives that the library can offer its public in its exercise, exemplifying the cultural
lighthouse project. It is concluded that textual production, as well as the promotion of projects that encourage its
practice, have a paramount importance for the development and emancipation of the institution's students.
Keywords: Textual production. Cultural Lighthouse. Library. Goiano Federal Institute.

Mestranda em Educação Profissional e Tecnológica. IF Goiano – Campus Rio Verde.
leticia.santos@ifgoiano.edu.br.
2
Mestra em Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: elisladeirama@gmail.com.
3
Doutora em Química. IF Goiano – Campus Morrinhos. E-mail: emmanuela.lima@ifgoiano.edu.br.
4
Doutora em Educação. IF Goiano – Campus Avançado Ipameri. E-mail: juliana.fernandes@ifgoiano.edu.br.
5
Doutora em Educação. IF Goiano – Campus Avançado Ipameri. E-mail: jussara.oliveira@ifgoiano.edu.br.
1

E-mail:

�1 INTRODUÇÃO
O Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia Goiano (IF Goiano) tem a finalidade de proporcionar funcionamento integrado,
otimizando a utilização e a gerência de acervos das bibliotecas no âmbito da instituição. O SIBi é
responsável por definição de normas e diretrizes que objetivam subsidiar as bibliotecas e demais
unidades de informação dos campi do IF Goiano, na prestação de serviços e produtos de
informação, visando atender as demandas da tríade ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, é
composto por 12 unidades de informação, lotadas nos seguintes campi do estado de Goiás: Catalão,
Ceres, Cristalina, Hidrolândia, Ipameri, Iporá, Morrinhos, Posse, Rio Verde, Trindade, Urutaí e na
Reitoria, situada em Goiânia.
Com o intuito de estimular o prazer pela leitura e pela escrita, por meio da valorização da
produção textual, foi desenvolvido, no ano de 2013, o concurso de contos literários “Farol
Cultural”, inicialmente idealizado por uma bibliotecária lotada no Campus Morrinhos e,
posteriormente, reconhecida a importância do projeto, ampliou-se sua abrangência para contemplar
todos os campi do IF Goiano, por intermédio do SIBi.
Neste trabalho, objetivamos mostrar a importância da produção textual para os alunos da
Educação Profissional e Tecnológica (EPT), elucidar os incentivos que a biblioteca proporciona
para a efetivação dessa prática, além de descrever o concurso de contos Farol Cultural.
A atividade de produção textual, enquanto ensino da escrita, não é uma tarefa fácil. Guedes
(2009) afirma que a pedagogia tradicional acabou criando o famigerado gênero ‘redação escolar’,
que leva a uma escrita para ninguém ler. Porém, a produção de texto, no ambiente escolar, precisa
buscar o “uso consciente dos recursos expressivos da língua com a finalidade de produzir
deliberados efeitos de sentido sobre bem determinados leitores” (GUEDES, 2009, p. 52).
Nos tópicos a seguir, será descrita a importância da produção textual para os alunos da EPT,
bem como será explicitada uma das atividades realizadas pelo SIBi para o incentivo a essa prática, o
concurso de contos literários Farol Cultural, realizado pelo IF Goiano.

�2 METODOLOGIA

Para este trabalho, desenvolvemos uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter
descritivo. Chizzotti (2009, p. 79) descreve essa abordagem como “uma relação dinâmica entre o
mundo real e o sujeito, uma interdependência viva entre o sujeito e o objeto, um vínculo
indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito”.
A fundamentação teórica foi realizada por meio de revisão de literatura, com o objetivo de
referenciar os estudos anteriormente publicados, evidenciando as contribuições relacionadas à
produção textual e ao projeto Farol Cultural. O procedimento estudo de caso foi utilizado com o
intuito de efetivar um estudo profundo e exaustivo, que permita seu amplo e detalhado
conhecimento (MATIAS-PEREIRA, 2016). Realizamos a análise e discussão dos resultados, a fim
de descrevermos a importância do projeto Farol Cultural, realizado pelo IF Goiano, como
incentivador da produção textual.

3 A PRODUÇÃO TEXTUAL NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

A EPT preconiza um projeto de integração entre a formação geral e a formação profissional,
em busca da superação do dualismo entre trabalho manual e intelectual, na defesa da democracia e
da escola pública (FRIGOTTO; CIAVATTA; RAMOS, 2005). Essa educação está baseada nos
alicerces do trabalho, ciência, cultura e tecnologia como uma unidade, indissociáveis para a
formação humana. Trabalho, aqui, entendido como atividade ontológica, inerente ao ser humano,
que transforma sua relação com a natureza para sua própria sobrevivência. Ciência, visando
propiciar aos alunos o domínio dos fundamentos das técnicas diversificadas utilizadas na produção.
Cultura e tecnologia, visando ao desenvolvimento de todas as potencialidades humanas (RAMOS,
2014).
Nesse sentido, a produção textual colabora com os princípios da EPT, uma vez que possui
potencial emancipador, quando trata da preparação do aluno para o uso consciente dos recursos da
língua, levando-o à argumentação crítica e persuasiva. A professora Ana Elisa Ribeiro (2018, orelha

�do livro) nos diz que “escrita é poder. Sem expressão pode ser que uma massa de jovens leitores
torne-se apenas uma massa que silencia suas boas ideias”. E esse poder não pode ser reduzido à
busca pelo único gênero ‘redação escolar’, que deixa de levar em conta a realidade histórico-social
dos alunos, aquilo que eles já sabem, suas histórias de vida, em função de uma técnica ensinada e
aprendida exclusivamente para o ingresso no ensino superior, como a preparação para a redação do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Não estamos afirmando que a preparação para a redação Enem não seja importante, muito
pelo contrário, há que se preparar os alunos para o mundo do trabalho e os exames para ingresso no
ensino superior fazem parte dessa preparação. Porém, a prática da produção textual no ambiente
escolar não pode se reduzir a isso.
“Todo texto é um evento sociocomunicativo, que ganha existência dentro de um processo
interacional” (KOCH; ELIAS, 2018, p. 13). A oralidade possui a característica de ter marcada uma
coprodução entre interlocutores. Há a participação direta e ativa de quem escuta. Já no texto escrito,
essa dialogicidade é uma relação ‘ideal’, o escritor considera determinado tipo de leitor, prevendo
suas respostas e reações. Mas essa comunicação entre interlocutores tem que existir, não se escreve
para ninguém ler, ou, como acontece com as redações escolares, não se pode trabalhar a escrita
pensando somente em um único interlocutor: o professor quem corrige os textos.
Guedes (2009, p. 90, grifo do autor) afirma que “produção de texto pressupõe leitores que
vão dialogar com o texto produzido: concordar e aprofundar ou discordar e argumentar, tomando o
texto como matéria-prima para seu trabalho”. A luz dos estudos do autor, considera-se a produção
textual numa perspectiva de língua como discurso, dotado de estreita relação entre locutor e
possíveis interlocutores, inserido num contexto histórico significativo. Os possíveis leitores de um
texto escrito em atividade escolar não pode ser somente o professor que os corrige, pois “texto é
coisa pública, publicável” (GUEDES, 2009, p. 44).
O concurso Farol Cultural, do qual trataremos mais à frente, consiste num concurso de
textos do gênero ‘conto’. Cada gênero textual, conforme Marcuschi (2008, p. 150) “tem um
propósito bastante claro que o determina e lhe dá uma esfera de circulação”. O conto, em particular,
muito comum na tradição literária brasileira, consiste numa narrativa curta que envolve apenas um
conflito que cria um universo de seres, de fantasia ou acontecimentos. É comum que o conto
apresente poucos personagens, espaço ou cenário limitado e recorte temporal reduzido.

�Importante salientar que a escrita de um conto pode permitir que o aluno expresse, mesmo
que de forma camuflada, suas experiências de vida, suas histórias, seus traumas, alegrias e tristezas.
Considera, portanto, o que Paulo Freire (2011) chama de ‘palavramundo’. “A leitura do mundo
precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade
da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente” (FREIRE, 2011, p. 19-20).
Nessa perspectiva, consideramos que o projeto Farol Cultural vai ao encontro de
prerrogativas do tipo de formação ofertado pelo IF Goiano, quando permite ao aluno uma produção
criativa, publicável, que considera diversos tipos de leitores. Um projeto que merece ampla
divulgação por seu caráter emancipador, diante de uma realidade escolar que, como mencionamos,
nem sempre valorizou tal característica na atividade de produção textual.

4 AS BIBLIOTECAS DO IF GOIANO
Em 2008, por meio da Lei nº 11.892, foi instituída a Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica, e criou-se os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.
Dessa lei, originou-se o Instituto Federal Goiano, atualmente constituído por 12 campi, distribuídos
no Estado de Goiás. Segundo essa Lei:

Os Institutos Federais são instituições de educação superior, básica e profissional,
pluricurriculares e multicampi, especializados na oferta de educação profissional e
tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de
conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas (BRASIL, 2008,
p. 01).

Corroborando com a afirmativa exposta, Pacheco (2010) defende que os Institutos Federais
trazem elementos singulares para sua definição e identidade, assumindo um papel representativo de
uma verdadeira incubadora de políticas sociais, uma vez que constroem uma rede de saberes que
entrelaça cultura, trabalho, ciência e tecnologia em favor da sociedade.
Para atender as necessidades dos Institutos Federais, as bibliotecas precisam ser atuantes e,
em consonância com os objetivos e funções da instituição, aptas a atenderem a demanda
informacional de seus usuários, respeitando as especificidades e heterogeneidades de seu público,
garantindo, dessa maneira, que sejam verdadeiramente úteis e atraentes para o público e não apenas

�uma infraestrutura física. A identidade das bibliotecas dos Institutos Federais ainda está em
construção e, de acordo com a literatura, ainda não se tem um consenso quanto à sua nomenclatura,
sendo tratadas como híbridas, mistas ou multiníveis. Por acolherem um público muito diversificado,
oriundo de cursos de nível médio, técnico, tecnológico, graduação e pós-graduação, ofertados por
eixo tecnológico, e alunos de cursos de formação continuada e comunidade externa, congregando,
dessa forma, características de bibliotecas escolares, universitárias, especializadas, comunitárias e
públicas em uma única biblioteca. Moutinho (2014) defende que:
[...] após a criação da lei nº 11.892/2008, essas bibliotecas se tornaram escolares,
universitárias e especializadas, pois passou a ter demandas dos níveis: ensino médio,
técnico, graduação, pós-graduações tecnológicas, programas como PIBIC, PARFOR,
Mulheres Mil, Certific, entre outros. Com essa grande quantidade de cursos e modalidades,
surge uma instituição ímpar em nosso país, uma instituição multinível e multimodal, sendo
necessária uma classificação para o tipo de biblioteca que essa instituição possui, a que
classificaremos como bibliotecas multiníveis, pois atende a usuários de vários níveis de
ensino (MOUTINHO, 2014, p. 71).

Com a implantação do IF Goiano, percebeu-se a necessidade de formar um sistema
integrado de bibliotecas, objetivando o compartilhamento e melhorias de serviços e produtos,
integração entre as unidades de informação, desenvolvimento de gestão participativa, criação de
política de controle e disseminação da informação e o trabalho cooperativo, integrado e
participativo entre os profissionais desses espaços. O SIBi foi instituído por meio da Resolução CS
nº 010, de 21/02/2014, com o intuito de propiciar funcionamento integrado entre as bibliotecas do
IF Goiano. Conforme seu regulamento, tem por objetivo atender às necessidades e demandas da
comunidade do IF Goiano e assessorar as bibliotecas dos campi, a fim de estabelecer condições e
procedimentos para a utilização dos serviços, materiais e instalações, de forma a garantir o perfeito
funcionamento de suas atividades e a qualidade do acervo e dos serviços oferecidos, com foco no
atendimento aos usuários. São 12 as bibliotecas que compõem o SIBi, cada uma residente em um
campus do IF Goiano. Com base nas finalidades dos Institutos Federais, o SIBi elabora ações que
convergem no melhor atendimento das necessidades dos seus usuários. Dentre estas ações, temos o
projeto “Farol Cultural: contando histórias de Goiás a Paraty”, que será explicitado a seguir.

�5 O PROJETO FAROL CULTURAL

O projeto Farol Cultural teve início em 2013, desenvolvido por uma bibliotecária no
Campus Morrinhos. Com a instauração do SIBi, em 2014, percebeu-se a relevância do projeto no
incentivo à produção textual e optou-se por estendê-lo a todos os campi do IF Goiano. Em 2019, o
concurso encontrava-se em sua sétima edição. Devido à sua expansão, realizou-se parceria com a
Pró-Reitoria de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (PROEX)
e o Núcleo de Arte e Cultura do IF Goiano (NAIF), os quais colaboram com a execução do projeto
promovido pelo SIBi. O objetivo do projeto é estimular o prazer em ler e escrever, por meio da
valorização da produção literária. Para alcançar esse desígnio, é realizado um concurso de contos
literários direcionado a alunos matriculados nos cursos regulares do IF Goiano.
O concurso tem por finalidade fomentar a produção literária dos alunos do IF Goiano,
oportunizando a participação da comunidade acadêmica no desenvolvimento de ações de Ciência,
Arte e Cultura. Busca-se também contribuir para a formação profissional, cidadã e crítica dos
alunos, bem como estimular a produção e difusão de conhecimentos científicos, tecnológicos,
culturais, sociais e artísticos. O concurso de contos é destinado aos alunos do IF Goiano
regularmente matriculados em cursos de nível superior ou em cursos técnicos de nível médio
(técnico integrado, subsequente, concomitante e EJA), nas modalidades presencial e a distância.
Para avaliar os contos, é formada uma comissão de professores de Língua
Portuguesa/Literatura que analisam os seguintes critérios: originalidade, criatividade, bom uso da
língua e a exploração de recursos inerentes ao conto, tais como personagens, narração, conflito e
resolução do conflito. São escolhidos os três contos mais bem avaliados de cada campus,
totalizando 36 contos de autores diferentes. Os participantes classificados recebem medalhas e
certificados e podem divulgar seus contos, por meio das atividades da Semana do Livro e da
Biblioteca. Os contos classificados são publicados em um livro, revista ou e-book de coletâneas
organizado pelo IF Goiano. Os três primeiros colocados, na classificação geral, são premiados pelo
Instituto e os três autores dos melhores contos avaliados em cada campus recebem bolsas para
poderem participar da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que ocorre em Paraty – Rio de
Janeiro. Em 2019, foram realizadas 144 inscrições, sendo selecionados 36 contos.

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A produção textual, no ambiente escolar, é uma importante ferramenta metodológica para o
desenvolvimento da criticidade e da persuasão, uma vez que carrega consigo elementos de
expressividade consciente por meio da língua escrita. Além disso, possui um poder emancipador,
quando dá aos alunos a voz necessária para a participação efetiva nas diversas ocasiões de uso
formal da linguagem.
O concurso de contos literários, Farol Cultural, contribui com o incentivo às produções
textuais literárias para os alunos pertencentes à EPT. Essa atividade estimula a prática da produção
textual considerando diferentes interlocutores, inserindo os alunos numa realidade necessária de que
textos precisam ser lidos e que não escrevemos pensando somente no professor como interlocutor.
Além disso, o concurso proporciona aos alunos a oportunidade de escreverem sobre temas do seu
próprio interesse, considerando o que sabem, o que trazem consigo, ou seja, suas realidades
histórico-sociais e culturais. A contribuição da produção textual no desenvolvimento crítico e social
dos alunos, se faz extremamente relevante em sua formação, principalmente quando se trata de uma
instituição como o IF Goiano, comprometida com a formação omnilateral dos indivíduos.
Entendemos que o projeto propicia não somente o incentivo à produção textual, mas também
fornece aos alunos a possibilidade do conhecimento de novas culturas, de integração entre colegas
de outros campi, pertencentes a outros níveis de instrução e de cursos diferentes, oferece
conhecimento a novas regiões do país e literatura nacional e internacional, além de possibilitar
contato com indivíduos do mundo inteiro, que estão participando da FLIP. Os alunos mostram-se
entusiasmados em participar do projeto e percebe-se que o número de adeptos, bem como o número
da produção dos contos literários, aumenta a cada edição.
É nítida a necessidade de haver mais projetos dessa natureza na EPT, com vistas à formação
cultural dos alunos, possibilitando a unidade entre trabalho, ciência, cultura e tecnologia,
preconizada por este tipo de formação. O SIBi pretende dar continuidade ao projeto Farol Cultural,
como forma de incentivar as produções textuais dos alunos da EPT, realizando as edições anuais do
projeto, no âmbito do IF Goiano, com vistas à esta formação que integra trabalho, ciência, cultura e
tecnologia.

�REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação
Profissional, Cientifica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e
Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
Brasília, 30 dez. 2008a, Seção 1, p. 1.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 10. ed. São Paulo, SP: Cortez,
2009.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 51. ed. São Paulo,
SP: Cortez, 2011.
FRIGOTTO, Gaudêncio; CIAVATTA, Maria; RAMOS, Marise (orgs.). Ensino Médio Integrado:
concepção e contradições. São Paulo: Cortez, 2005.
GUEDES, Paulo Coimbra. Da redação à produção textual: o ensino da escrita. São Paulo:
Parábola Editorial, 2009.
INSTITUTO FEDERAL GOIANO. Conselho Superior. Resolução nº10, de 21 de fevereiro de
2014. Dispõe sobre a criação do Sistema Integrado de Bibliotecas. Goiânia: Conselho Superior,
2014. Disponivel em: https://www.ifgoiano.edu.br/home/images/RV/Biblioteca/RegulamentoSistema-Integrado-de-Bibliotecas-SIBI_4_1.pdf. Acesso em: 17 mar. 2021.
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual.
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MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo:
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MATIAS-PEREIRA, José. Manual de metodologia da pesquisa científica. 4. ed. rev. São Paulo,
Atlas, 2016.
MOUTINHO, Sônia Oliveira Matos. Práticas de leitura na cultura digital de alunos do ensino
técnico integrado do IFPI – campus Teresina do Sul. 2014. 186f. Dissertação (Mestrado em
Educação) – Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, São Leopoldo, 2014.
PACHECO, Eliezer. Os Institutos Federais: uma revolução na educação profissional e
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RAMOS, Marise. História e política da educação profissional. Curitiba: Instituto Federal do
Paraná, 2014. - (Coleção formação pedagógica; v. 5).

�RIBEIRO, Ana Elisa. Escrever, Hoje: palavra, imagem e tecnologias digitais na educação. São
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SANTOS, Maria Aparecida Brito; GRACIOSO, Luciana de Souza; AMARAL, Roniberto Morato.
As bibliotecas dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia: uma análise de literatura
científica. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 14, n. 2, p. 26-43, 2018.
Disponível em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/4226. Acesso em: 27 fev. 2020.

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Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>A biblioteca como incentivadora da produção textual: concurso literário "Farol Cultural".</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Santos, Leticia Rodrigues dos, Andrade, Elisângela Ladeira de Moura, Lima, Emmanuela Ferreira de, Fernandes, Juliana Cristina da Costa, Oliveira, Jussara de Fátima Alves Campos</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Goiânia (Goiás)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFG</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>A produção textual é uma importante ferramenta metodológica para a emancipação dos alunos. A biblioteca, atuando como suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão, pode contribuir de várias formas para o incentivo à produção textual. Neste trabalho, objetiva-se mostrar a importância da produção textual para os alunos da Educação Profissional e Tecnológica, elucidar as contribuições da biblioteca para esses alunos desenvolverem essa prática, além de descrever o concurso de contos literários, Farol Cultural, promovido no Instituto Federal Goiano. O estudo foi realizado por meio de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter descritivo, por meio de revisão de literatura para melhor compreensão sobre a importância da produção textual para a formação dos alunos. Foi utilizado o método estudo de caso, a fim de abordar os incentivos que a biblioteca pode oferecer ao seu público em seu exercício, exemplificando o projeto Farol Cultural. Conclui-se que a produção textual, bem como a promoção de projetos que incentivem sua prática, tem suma importância para o desenvolvimento e emancipação dos alunos da Instituição.</text>
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