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                  <text>Eixo escolhido – Práticas
A NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS COMO SERVIÇO NAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS
STANDARDIZATION OF ACADEMIC WORKS AS A SERVICE IN BRAZILIAN ACADEMIC
LIBRARIES
Thais Lima Trindade1
Thiago Giordano de Souza Siqueira2

Resumo: Pesquisa exploratório-descritiva com abordagem quali-quantitativa, a fim de identificar quais e de que
forma são oferecidos os serviços de normalização de trabalhos acadêmicos nas bibliotecas universitárias brasileiras.
Entre os resultados, destaca-se a maior participação de bibliotecas de instituições privadas; com maior participação
de Instituições de Ensino superior nas regiões sudeste, sul e norte. A maior parte das instituições oferecem, em
maior ou menor grau, algum serviço orientado à normalização e utilizam as redes sociais como principal meio de
divulgação para comunicar a oferta do serviço. A maior parte dos informantes da pesquisa informaram que ofertam
serviços referentes à normalização de documentos, todavia a busca por esse tipo de serviço é muito baixa, ocorrendo
de forma ocasional ou rara. Algumas instituições criam manuais e guias próprios, mas nem sempre há fidelidade e
similaridade quanto à informação contida nos critérios de normalização dos principais organismos normalizadores
nacionais e internacionais.
Palavras-chave: Normalização. Padronização de trabalhos acadêmicos. Bibliotecas universitárias – serviços.
Serviços informacionais.
Abstract: Exploratory-descriptive research with a qualitative and quantitative approach, in order to identify which
and in what way Academic Work Standardization services are being offered in Brazilian university libraries. Among
the results, the greatest participation of libraries from private institutions stands out, with greater participation of
Higher Education Institutions in the Southeast, South and North regions. Most institutions offer, to a greater or
lesser degree, some standardization-oriented service and use social networks as a means of dissemination to
communicate the service's offer. Most of the survey respondents reported that they offer services related to
document normalization, however the search for this category of service is incredibly low, occurring occasionally
or rarely. Some institutions create their own produced manuals and guides, but there is not always fidelity and
similarity regarding the information contained in the standardization criteria of the main national and international
standardization bodies.

1

Bacharel em Biblioteconomia, Universidade Federal do Amazonas. Especialista em Gestão de Arquivos Empresariais,
Universidade Federal do Amazonas. Mestre em Comunicação, Universidade Federal do Amazonas. Doutoranda no
Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, Universidade de Brasília. thais.bibliotecaria@gmail.com
2
Bacharel em Biblioteconomia, Universidade Federal do Amazonas. Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Universidade de Buenos Aires. Doutorando no Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação,
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Bibliotecário na Universidade Federal do Amazonas.
thiago.giordano@gmail.com

�Keywords: Standardization. Standardization of academic works. Academic libraries – services. Information
services.

1 INTRODUÇÃO
Pensar a universidade como um lugar privilegiado e favorável à reflexão, construção de
pensamentos e de conhecimentos, com bases científicas múltiplas e diversas nos obriga a buscar uma
solução para integrar as pequenas partes unitárias que compõem o quebra-cabeças acadêmico. Nesse
sentido, para codificar mensagens tão distintas em suas origens, que tratam de objetos tão variados
em seus fins e para permitir um modo de comunicação capaz de disseminar todas as especificidades,
surge a normalização como possibilidade metodológica de uniformizar sua expressão escrita
(RODRIGUES; LIMA; GARCIA, 1998).
A normalização no contexto universitário apresenta-se como atividade essencial por permitir
unificar formatos que possibilitam, em maior significância, a recuperação e transferência de conteúdos
informacionais em sistemas de informação. Rodrigues, Lima e Garcia (1998, p. 153) caracterizam as
normas como “[...] o resultado de um processo de uniformização conduzido sob princípios estabelecidos
por equipes multidisciplinares, convocadas pelos órgãos nacionais de normalização”.
Assim, os requisitos formais da apresentação são exigidos porque “[...] há indícios de que a
qualidade formal poderia vir a interferir na qualidade do trabalho científico como um todo, ou, pelo
menos, na recepção/percepção desse trabalho pelos pares/concorrentes” (RODRIGUES; LIMA;
GARCIA, 1998, p. 151).
No Brasil, a entidade oficialmente encarregada de elaborar os critérios de normalização é a
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), criada em 1940 e reconhecida pelo Governo
Federal como fórum Nacional de Normalização. Trata-se de uma entidade privada e sem fins
lucrativos, membro dos principais organismos normalizadores internacionais, tais como: Organização
Internacional de Normalização (ISO), a Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (COPANT),

�a Associação Mercosul de Normalização (AMN) e a Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC).
(ABNT, 2014).
No âmbito de Bibliotecas Universitárias (BU), uma das coleções mais significativas existentes
no acervo é constituída pelas produções acadêmicas como os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC),
também encontrados em algumas instituições pelos nomes de Trabalhos de Graduação Integrado (TGI),
Trabalhos Final de Graduação (TFG), além das dissertações e teses.
A normalização no Serviço de Referência e Informação (SRI) pode figurar no sentido de fazer
um dos papéis possíveis para a BU – a capacitação de usuários para a elaboração de TCC em geral,
dissertações, teses, artigos, projetos de pesquisa e demais produções acadêmicas. É comum que as
instituições de ensino superior disponibilizem adaptações das normas da ABNT, apresentadas em
formato de guias ou manuais institucionais, estes apresentados em disciplinas específicas de
metodologia, porém ainda assim, espera-se que os alunos possam buscar orientação quanto ao uso das
normas de documentação na biblioteca.
Nesse sentido, o estudo tem como objetivo identificar quais e de que forma estão sendo
oferecidos os serviços de normalização de trabalhos acadêmicos nas bibliotecas universitárias
brasileiras, com a finalidade de evidenciar a relevância deste serviço para o desenvolvimento do papel
da biblioteca universitária como apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão nas instituições
de ensino superior.

2 REVISÃO DE LITERATURA
A ABNT define como normalização “a atividade que estabelece, em relação a problemas
existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção
do grau ótimo de ordem em um dado contexto” (ABNT, 2014, p. 1). Tal definição aplica-se à
produção e fornecimento de produtos e serviços em geral.
Tem como missão prover a sociedade brasileira de conhecimento sistematizado, por meio de
documentos normativos, que permitam a produção, a comercialização e o uso de bens e serviços de
forma competitiva e sustentável nos mercados interno e externo, contribuindo para o desenvolvimento

�científico e tecnológico, proteção do meio ambiente e defesa do consumidor. No âmbito dos serviços
voltados à informação e à produção acadêmica, destaca-se o Comitê Brasileiro 14 (CB14),
responsável pela normalização das práticas adotadas em bibliotecas, centros de documentação e de
informações, serviços de indexação, resumos, arquivos, ciência da informação e publicações, no que
concerne a terminologias, requisitos, serviços e generalidades destes. (ABNT, 2014).
A comunicação científica, em especial as produções acadêmicas no ambiente universitário, se
utiliza da normalização documentária como forma de resguardar a unificação de formatos e
procedimentos na produção de documentos e informações, visando ao controle, à manutenção, à
confiabilidade e ao registro, estejam estes documentos em meios impressos ou eletrônicos.
Desta forma, a exigência pela normalização das publicações no ambiente acadêmico
direciona-se a dois aspectos principais: os relacionados aos formatos e apresentação (sumário,
numeração progressiva, recursos gráficos, recursos textuais, entre outros); e os que buscam garantir
a acessibilidade e a credibilidade das fontes utilizadas na elaboração (citações, referências, atribuição
de créditos dos autores de recursos gráficos, anexos etc.).
Por sua vez, a BU tem como missão oferecer produtos e serviços que atendam às necessidades
informacionais da comunidade universitária, bem como da sociedade. Deve, também, orientar seus
usuários quanto à normalização documentária, em especial às normas aplicáveis aos trabalhos
acadêmicos, bem como propagar sua importância no ambiente acadêmico e científico. É comum que
boa parte das BU ofereça serviços nesse sentido, em especial as normas da ABNT, uma vez que
conforme exposto, trata-se do padrão oficial nacional, porém em alguns casos este serviço não é visto
como essencial nas rotinas da BU.
Para dar suporte às pesquisas e à produção intelectual da comunidade acadêmica, são
importantes que a BU disponibilize recursos que deem suporte nesse processo, uma vez que:
É necessário que os alunos dominem os conhecimentos referentes à estrutura formal dos
documentos, pois a correta aplicação da normalização permite a simplificação de todo o
processo de elaboração dos documentos científicos. Para tanto, devem adotar as normas
técnicas – no Brasil, normalmente as da ABNT relacionadas ao tipo de trabalho que deverão
desenvolver (CRESPO; RODRIGUES, 2011, p. 49).

�Diante do exposto, ficam claras a importância e a necessidade de a comunidade acadêmica
ter, à disposição, produtos e serviços que possam garantir o acesso a estas informações.
Corriqueiramente, observa-se que as universidades costumam dispor de instrumentos voltados à
orientação da normalização documentária no âmbito institucional. Esses materiais são desenvolvidos
pela própria instituição e, na maioria dos casos, compilam as normas da ABNT e agregam algumas
outras recomendações institucionais. Entre estes, os instrumentos mais comuns são os guias ou
manuais para normalização dos trabalhos acadêmicos produzidos no âmbito da instituição,
geralmente disponibilizados pela BU em formato online no site e nas redes sociais da instituição.
Em face a essa realidade, busca-se compreender este contexto nos ambientes das BU no Brasil,
relacionado aos aspectos de demandas, motivação, competências e viabilidade quanto à oferta de
serviços e produtos voltados à orientação da normalização documentária.

3 METODOLOGIA
A pesquisa configura-se de caráter exploratório, do tipo descritiva. Fazendo uma abordagem
quali-quantitativa, a fim de identificar quais e de que forma estão sendo oferecidos os serviços de
Normalização de Trabalhos Acadêmicos nas BU brasileiras, com a finalidade de dimensionar a oferta
e evidenciar a relevância deste serviço para o desenvolvimento do papel da BU como apoio às
atividades de ensino, pesquisa e extensão nas instituições de ensino superior.
Foi utilizado como instrumento de coleta de dados um questionário eletrônico estruturado no
Google Forms, composto por 16 questões entre abertas e fechadas – sendo a maioria de múltipla
escolha. Encaminhado por e-mail na lista de Transmissão da Comissão brasileira de Bibliotecas
Universitárias (CBBU).
Ressaltando que a participação na pesquisa foi de caráter totalmente livre e voluntário. O
questionário ficou ativo no período de 4/3/2021 a 3/5/2021. Foram coletadas 87 respostas e uma
encontrava-se duplicada, por esse motivo foi descartada. Houve tratamento dos dados em Excel para
realizar a geração dos gráficos e tabelas para análise posterior.

�4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Quanto à distribuição geográfica dos participantes da pesquisa, nota-se a distribuição dos
participantes em todas as regiões do país. A maior ocorrência no sudeste, sul e norte, respectivamente
– isso pode estar relacionado ao grau de engajamento da comunidade destas regiões na lista de
transmissão ser maior.
Gráfico1 - Estado onde está situada a biblioteca

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

O Gráfico 2 ilustra que houve maior participação de bibliotecas de instituições privadas.
Observa-se que 47% dos participantes da pesquisa são IES privadas, 30% são de IES federais, 20%
são de IES estaduais.

�Gráfico 2 - Categoria da Instituição participante

40

26
17
1
Privado

Federal

Estadual

Comunitária

1

1

Instituição
Filantrópica,
Pública de
sem fins
Direito Privado lucrativos

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

No que diz respeito à oferta de produto ou serviço voltado à orientação de normalização de
trabalhos acadêmicos, 93% informaram que ofertam e apenas 7% não ofertam. As barreiras para a
oferta de produtos e serviços orientados à normalização mencionadas por algumas das instituiões
participantes foram: Recursos humanos insuficientes (5), Não foi pensado nesse serviço (1) e
Ausência de espaço físico apropriado na biblioteca (1).
83 (97%) dos participantes informaram que a IES dispõe de manual, guia ou outro material
institucional para orientar a comunidade acadêmica quanto ao uso das normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para produção de trabalhos acadêmicos e esse material é
atualizado de acordo com a frequência apresentada no Gráfico 3.

�Gráfico 3 - Frequência de atualização do material institucional

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

As redes sociais (28%) são os meios de divulgação mais usuais pelas bibliotecas para
comunicar a oferta do serviço; seguido do uso de boletins informativos (19%) e o site da biblioteca
(10%).
Nota-se que há baixa articulação com a coordenação dos cursos, que poderia ser uma
estratégia efetiva para trabalhar em parceria com os docentes - principalmente aqueles que trabalham
em disciplinas de Metodologia do Trabalho Científico ou similares que possuem aspectos de
elaboração de projetos ou Trabalhos de Conclusão de Curso.

�Gráfico 4 – Canais de comunicação e divulgação do serviço

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Poderia ser explorado o site institucional e não apenas o da biblioteca, pois a possibilidade
deste ser mais acessado que o específico da biblioteca é maior, ampliando a visibilidade da oferta do
serviço. Isso pode estar diretamente relacionado ao que se observa no Gráfico 6.

�Gráfico 5 – Capacitação de usuários quanto a normalização de trabalhos acadêmicos

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

A respeito da frequência da procura por orientações quanto à normalização acadêmica,
observa-se (Gráfico 6) que a maior parte não respondeu a essa questão, mas alguns participantes da
pesquisa informaram que se trata de um serviço procurado ocasionalmente ou raramente por docentes
e discentes. A baixa demanda pode estar diretamente relacionada à baixa divulgação para as
potenciais partes interessadas. Sendo necessário divulgar mais abertamente e a realização de uma
estratégia de marketing poderia apoiar o posicionamento estratégico da biblioteca.

�Gráfico 6 – Frequência da procura por orientações quanto à normalização acadêmica
68
68

Vazia
Nunca

2
0
6

Raramente

2
9
9

Ocasionalmente
Muito frequente
Frequentemente

1
3
0
4

Docentes

Discentes

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Dentre os serviços em BU segeridos por Figueiredo (1996) no Serviço de Referência e
Informação, temos a orientação ao usuário caracterizada por: provisão de guia, consulta orientada,
cursos de instrução bibliográfica, promoção de serviços, auxílio editorial, preparação de obras
individuais, no qual pode ser inserida a Normalização de trabalhos acadêmicos.
Na maioria dos casos, os universitários têm seu primeiro contato direto ou aprofundado com
as normas da ABNT ao ingressar nos cursos de graduação, em especial nas disciplinas relacionadas
com metodologia, tais como: metodologia científica, metodologia do trabalho acadêmico,
metodologia da pesquisa, entre outras.
Ocorre que no Brasil, tradicionamente, tais disciplinas são ministradas por docentes com
formações diversas (especialistas em docência no ensino superior, mestres ou doutores de quaisquer
áreas), sem que haja uma exigência de que estes tenham domínio da normalização de trabalhos
acadêmicos. Geralmente, a preocupação direciona-se às questões do desenvolvimento metodológico,
tornando o domínio das normas da ANBT uma exigência secundária, subtentendo que seja uma

�atividade automaticamente inclusa no perfil de formação de tais docentes. Por esse motivo, o ensino
das normas acaba sendo subestimado e, muitas vezes, limita-se aos conteúdos de fontes sedundárias,
tais como livros de metodologia, guias, sites, entre outros materiais compilados das normas
propriamente ditas, acarretando em prejuízos quanto ao aprendizado e à interpretação do uso das
normas técnicas por ambas as partes: professores e alunos.
Conforme exposto, as NBR são intrumentos de uso instrucional e contínuo, ou seja, servem
para nortear os processo de padronização e normalização dos documentos no âmbito acadêmico,
profissional e científico, portanto trata-se de uma documentação de linguagem técnica, e o ensino
dessas deve ser realizado por profissionais que tenham o pleno dominio quanto ao seu uso e
aplicabilidade.
Partindo do exposto, surge a segunda hipotése, que está relacionada à questão do
desconhecimento da comunidade acadêmica quanto ao papel do bibliotecário nesse contexto. A
formação em Biblioteconomia no Brasil inclui, nos currículos, disciplinas especificamente orientadas
ao ensino da normalização documentária (aplicação das NBR no âmbito acadêmico e técnicocientífico) e, consequentemente, esta competência torna-se inerente à formação do bibliotecário.
Porém, ainda se observa, no cotidiano do ambiente universitário, o desconhecimento de tais
habilidades do bibliotecário, por professores, alunos e demais membro da comunidade. Tal realidade
corrobora, em alguns casos, para a baixa frequência na procura por esse tipo de serviço nas BU. Além
disso, muitas vezes, a BU não realiza a divulgação de forma efetiva desses serviços como parte de
suas competências, dando continuidade ao desconhecimento e à desvalorização da importância, tanto
da aplicação da normalização documentária, quanto do papel do bibliotecário no contexto das
universidades.
Somado a isso, apresentamos ainda uma outra hipótese que podemos apresentar para a baixa
procura deste serviço. Destaca-se que essa parte do serviço bibliotecário pode ser substituído pela
existência de programas automatizados que prometem o auxílio na formatação de trabalhos

�acadêmicos de acordo com as normas da ABNT, a saber: Menthor3, Mettzer4 e Fast Format5. Tais
programas prometem realizar, de forma automatizada, a aplicação das normas da ABNT em textos,
direcionando-se à normalização completa de itens como: sumário, lista de imagens ou tabelas, notas
de rodapé, numeração de páginas ou capítulos, margens, espaçamento etc..
Entre os que informaram ofertar treinamentos, identificou-se que 7% ofertam "quando
solicitado", 6% ofertam"semestral". No que se refere à permissão de consulta às normas da ABNT na
íntegra, 11 afirmaram que disponibilizam; 7 não disponibilizam e os demais não responderam a essa
questão. Outras normas utilizadas Vancouver (5), Modern Language Association (MLA) (1) e Norma
própria da Pós-Graduação local, sem aprovação da Biblioteca (1)

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A maior parte dos informantes da pesquisa informaram que ofertam serviços referentes à
normalização de documentos, todavia a busca por esse tipo de serviço é muito baixa, ocorrendo de
forma ocasional ou rara. Entre os informantes que não realizam algum tipo de serviço nesse âmbito,
destacam-se como barreiras: recursos humanos insuficientes, ausência de espaço físico apropriado na
biblioteca ou mesmo por não terem pensado nesse serviço até a fase da coleta de dados da pesquisa.
Destaca-se a questão da aplicação das NBR de forma correta, pois assim como no caso dos
materiais como: manuais e guias produzidos pelas instituições, muitas vezes não há fidelidade quanto
à informação contida no documento original e, assim, criam princípios, interpretações e versões
próprias para apropriação e uso de algo que viria ser as normas da ABNT pela própria instituição.
Entendemos que recepcionar uma norma e adequar à realidade é importante, mas sobretudo,
é necessário compreender e destacar as diferenças. E se uma instituição se predispõe a criar um
documento baseado, seria interessante estabelecer um fluxo de trabalho que seja capaz de manter as

3

Promete editar textos nas normas da ABNT e ela é totalmente online e gratuita. (MENTHOR, [2020?]).
Editor completo aliado do seu trabalho acadêmico. Uso gratuito por 7 dias. (METTZER, 2021).
5
Promete formatar trabalhos automaticamente em diversas normas, como ABNT e revistas nacionais e internacionais.
(FASTFORMAT, [2021?]).
4

�atualizações de modo contínuo, sob o risco de guias e manuais de publicações institucionais estarem
constantemente desalinhados com as normas vigentes.
É importante reconhecer a prática de orientação para o uso das NBR dentro do Serviço de
Referência e Informação das BU e, portanto, é necessário que os bibliotecários se apropriem dessa
função que lhes é de competência, uma vez que possuem disciplinas específicas dentro das grades
curriuculares de formação. Assim, os bibliotecários podem empreender mecanismos para articular,
com efetividade, formas de ampla divulgação interna dentro das instituições, as quais fazem parte.
Essa atitude pode reduzir o desconhecimento de tais habilidades do profissional bibliotecário pelos
professores, alunos e demais membros da comunidade universitária.
Como recomendação de pesquisas futuras, é importante, principalmente para as instituições
que participaram neste estudo, avaliarem o serviço internamente, a fim de conhecer se as partes
envolvidas: professores, pesquisadores e alunos entendem a importância da normalização, conhecem
o serviço ofertado ou qual a percepção de valor, caso o serviço fosse implantado na IES.

REFERÊNCIAS
ABNT. Missão, Visão e Valores. 2014. Disponível em: http://www.abnt.org.br/abnt/missao-visaoe-valores. Acesso em: 7 jun. 2021.
CRESPO, Isabel Merlo; RODRIGUES, Ana Vera Finardi. Normas Técnicas e Comunicação
Científica: enfoque no meio acadêmico. RDBCI, Campinas, v. 9, n. 1, p. 36-55, jul./dez. 2011.
Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/1918/pdf_2.
Acesso em: 7 jun. 2021.
FASTFORMAT. Uma forma inovadora para escrever seus documentos. [2021?]. Disponível
em: https://fastformat.co/. Acesso em: 3 maio 2021.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Textos avançados em referência &amp; informação. São Paulo:
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MENTHOR. Cansado de sofrer com a ABNT?. [2020?]. Disponível em: https://menthor.co/. Acesso em: 3
maio 2021.

�METTZER. Todos os trabalhos acadêmicos em um só lugar. 2021. Disponível em:
https://www.mettzer.com/. Acesso em: 3 maio 2021.

RODRIGUES, Mara Eliane Fonseca; LIMA, Márcia H.T. de Figueiredo; GARCIA, Márcia Japor
de Oliveira. A normalização no contexto da comunicação científica. Perspectivas em Ciência da
Informação, v. 3, n. 2, nov. 2007. ISSN 19815344. Disponível em:
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SANTOS, Mara Roxanne Souza; SAMPAIO, Denise Braga. Normalização na prática: um breve
relato sobre normalização e a experiência do grupo normalizadores. InCID: Revista de Ciência da
Informação e Documentação, v. 5 n. 1, n. 1, p. 151-165, 2014. DOI: 10.11606/issn.21782075.v5i1p151-165 Acesso em: 3 maio 2021.
SILVA, Douglas Lenon. Orientação à normalização: caminhos para o auxílio nas diretrizes de
utilização das normas de documentação em uma biblioteca universitária. Revista ACB:
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http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/68272. Acesso em: 3 maio 2021.

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Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>A normalização de trabalhos acadêmicos como serviço nas Bibliotecas Universitárias brasileiras.</text>
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              <text>Trindade, Thais Lima, Siqueira, Thiago Giordano de Souza</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Goiânia (Goiás)</text>
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              <text>Pesquisa exploratório-descritiva com abordagem quali-quantitativa, a fim de identificar quais e de que forma são oferecidos os serviços de normalização de trabalhos acadêmicos nas bibliotecas universitárias brasileiras. Entre os resultados, destaca-se a maior participação de bibliotecas de instituições privadas, com maior participação de Instituições de Ensino superior nas regiões sudeste, sul e norte. A maior parte das instituições oferecem, em maior ou menor grau, algum serviço orientado à normalização e utilizam as redes sociais como principal meio de divulgação para comunicar a oferta do serviço. A maior parte dos informantes da pesquisa informaram que ofertam serviços referentes à normalização de documentos, todavia a busca por esse tipo de serviço é muito baixa, ocorrendo de forma ocasional ou rara. Algumas instituições criam manuais e guias próprios, mas nem sempre há fidelidade e similaridade quanto à informação contida nos critérios de normalização dos principais organismos normalizadores nacionais e internacionais.</text>
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