<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6897" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6897?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-21T14:02:33-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5959">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/63/6897/SNBU2020_015.pdf</src>
      <authentication>94897e5a5e724f408755208a2fc4baa0</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="77083">
                  <text>Eixo 2 - Práticas
CLUBE DE LEITURA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA
SETORIAL DO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS (CCH) DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO MARANHÃO (UFMA)
READIND CLUB: AN EXPERIENCE REPORT IN THE SECTORIAL LIBRARY OF THE
CENTER OF HUMAN SCIENCES (CCH) OF THE FEDERAL UNIVERSITY OF
MARANHÃO (UFMA)
Amanda Rocha Belfort1
Erlane Maria de Sousa Alcântara2
Luciana Palacio de Morais3
Resumo: A promoção de clubes de leitura ou livro em bibliotecas universitárias como atividades culturais de
incentivo ao hábito de leitura é premissa deste artigo. O presente trabalho tem por objetivo relatar a
experiência de criação do Clube de Leitura da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas da
Universidade Federal do Maranhão. Trata-se de uma pesquisa descritiva e qualitativa, cujo foco é a descrição
do processo de implantação e desenvolvimento do Clube de Leitura. Realizou-se uma pesquisa, através de
um questionário, com 8 perguntas abertas e fechadas com o objetivo de cintilar sobre o perfil leitor dos
usuários da biblioteca, os prováveis clubistas do projeto.

Palavras-chave: clube de leitura; leitura literária; hábito de leitura.
Abstract: The promotion of reading clubs or books in university libraries as cultural activities to encourage
the habit of reading is the premise of this article. The paper aims to report the experience of creating the
Reading Club of the Sectorial Library of the Human Sciences Center of the Federal University of Maranhão.
It is a descriptive and qualitative, research where the focus is the description of the process of implantation
and development of the Reading Club. A survey was carried out, through a questionnaire, with 8 open and
closed questions with the objective af shining of the reader profile of the library’s users, the probable club
members of the Project.
Keywords: reading club; literary reading; reading habit.

1 INTRODUÇÃO
A leitura é uma atividade inerente ao ser humano e no meio acadêmico é uma
prática absolutamente imprescindível para a completude na formação do universitário. No
artigo “Importância da leitura para estudantes universitários” publicado pelo Portal
Educação, ressalta que:
Por meio de observações a estudantes universitários, tem-se constatado que
muitos deles lêem apenas o que lhes são imposto de forma inadequada, apenas
1

Graduada em Bibliotecnomia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Atua na Diretoria
Integrada de Bibliotecas (DIB) na UFMA. E-mail: Amanda.belfort@ufma.br.
2
Graduada em Bibliotecnomia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Graduando do PROFNIT.
Atua na Diretoria Integrada de Bibliotecas (DIB) na UFMA. E-mail: erlane.maria@ufma.br.
3
Graduada em Bibliotecnomia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Atua na Diretoria
Integrada de Bibliotecas (DIB) na UFMA. E-mail: luciana.palacio@ufma.br.

�para obter uma nota, mas quando tem que fazer alguma produção de texto
escrito, a maioria tem dificuldade. (CORTES, 2014, p. 3)

É provável que o universitário quando não tem o hábito de ler, na perspectiva da
leitura literária, tem mais dificuldade de tornar-se um leitor de obras literárias durante o
percurso da vida acadêmica, visto que os estudos exigirão basicamente a leitura técnica, ou
seja, a leitura de conteúdos técnico e científicos do seu curso.
A problemática da prática de leitura literária perpassa toda a escolaridade do
indivíduo, desde a infância até a fase adulta, isto é, da educação infantil ao ensino superior.
Quando o indivíduo chega à universidade já traz uma carga histórico, cultural e social de
(não) prática da leitura. Silva et al (2015, p. 61) afirma:
[...] que o estudante de nível universitário no país, em sua maioria, despreza a
leitura como fonte de entretenimento, informação e crescimento pessoal,
limitando-se, na maior parte das ocasiões, a apenas ler aquilo que é obrigado por
necessidade das disciplinas cursadas, como atividades, apostilas e livros
passados pelos professores.

A leitura técnica traz consigo uma relevância axiomática na formação do aluno de
universidade, porém, até certo ponto, é uma leitura engessada na perspectiva da
interpretação, isto é, emanada de singularidade e pretensão de verdades de questões
científicas. Diferentemente da leitura literária que por natureza leva o leitor a múltiplas
reflexões. Por isso, é relevante que na universidade existam espaços voltados ao incentivo
à leitura literária, nesse sentido, incluímos a biblioteca universitária não somente como
instrumento de acesso à informação técnico-científica, mas como alternativa de acesso a
leitura literária.
Descreve um artigo no Blog Coletivo Leitor (2019, grifo do autor) que: “o direito à
literatura é uma necessidade social justamente porque colabora para a formação de cada
cidadão”, assim corrobora com a atual Lei nº 13.696 de 12 de julho de 2018, sobre a
Política Nacional de Leitura e Escrita - que promove o livro, a leitura, a escrita, a literatura
e o acesso a biblioteca - cujo segundo inciso, do artigo 2º consta como uma das diretrizes:
O reconhecimento da leitura e da escrita como um direito, a fim de possibilitar a
todos, inclusive por meio de políticas de estímulo à leitura, as condições para
exercer plenamente a cidadania, para viver uma vida digna e para contribuir com
a construção de uma sociedade mais justa. (BRASIL, 2018, p. 1).

Fomentar o hábito da leitura no espaço da biblioteca através de atividades culturais
voltadas ao livro e a literatura pressupõe dar significado ao direito à leitura. Essas práticas
culturais oportunizam àquele que tem contato com a leitura possibilidades para sua
formação cidadã. A biblioteca tem uma responsabilidade social quando por meio destas
atividades e outras competências, aproxima o usuário da informação e a partir desse

�processo (que se faz com leitura) surge o conhecimento que aplicado adequadamente se
torna um bem social.
Por isso é sabido que a leitura contribui para a formação de um leitor com
capacidade crítica e reflexiva, assim, corroboram Paixão e Torre (apud GUALHARDO;
PEREIRA, 2016, p. 89):
Por meio da leitura, podemos ter ganhos primários, tais como uma melhora na
capacidade de nos expressar, verbal e literariamente, da nossa capacidade
cognitiva/intelectual e maior chance de nos apropriarmos e de nos adaptarmos ao
mundo contemporâneo, atribuindo-lhe significados.

Um dos objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita (2018, p. 1) é “valorizar
a leitura e o incremento de seu valor simbólico e institucional por meio de campanhas,
premiações e eventos de difusão cultural do livro, da leitura, da literatura e das
bibliotecas”, dessa forma, atribui à biblioteca o papel de socialização da leitura.
A democratização do acesso a mecanismos que proporcionem o hábito da leitura é
um dos eixos principais desta Política (2018, p. 1, grifo nosso): “Democratizar o acesso ao
livro e aos diversos suportes à leitura por meio de bibliotecas de acesso público, entre
outros espaços de incentivo à leitura [...]”.
Os clubes de leitura constituem-se em espaços de incentivo à leitura que
possibilitam a socialização desse direito. São iniciativas plausíveis que tem como fim
fazer-se preservar o hábito da leitura daqueles que não sabem viver sem a leitura, além de
fazer nascer o hábito daqueles que não se consideram um leitor. Veroneze, Javarez e Nadal
corroboram (2019, p. 316): “Os Clubes de Leitura apresentam-se, assim, como espaços
propícios à mediação de leitura e, quando flexíveis, à curiosidade e criatividade de
seus participantes.”
Promover estes espaços de leitura na biblioteca universitária é fundamental para
resgatar o gosto pela leitura e preservar a leitura literária no âmbito acadêmico, já que
prevalece a leitura técnica na formação universitária.
É preciso considerar que espaços de incentivo à leitura dentro das universidades são
fundamentais para trazer à tona a conscientização e o entendimento à comunidade
universitária de que a leitura é importante para a construção social do indivíduo. Contudo,
a leitura de entretenimento contribui e pode auxiliar o universitário na sua própria
formação acadêmica. Ressaltam Pena et al (2014, p. 7) que:
[...] atividades de estímulo à leitura, em particular o clube do livro, na
universidade, podem ser fontes de transmissão da cultura letrada para as novas
gerações, porque são espaços em que há mais liberdade de leitura literária e

�interpretação do texto transcendendo a aplicação instrumental típica dos livros e
artigos científicos utilizados na formação profissional ou científica.

Por isso, a Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas (CCH) da
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que faz parte da Diretoria Integrada de
Bibliotecas (DIB), tomou a iniciativa de promover uma atividade cultural que valorize a
leitura literária dentro da biblioteca e da universidade, surgindo assim o “Clube de Leitura
da Biblioteca do CCH”.
Os clubes de leitura têm a premissa do compartilhamento de ideias. São encontros
de leitores que ao compartilharem suas impressões, pontos de vistas, emoções oriundas das
leituras e menções a quaisquer aspectos da obra lida fazem da leitura solitária tornar-se
uma leitura socializada.
Diante do mundo das mídias sociais em que o conceito é compartilhar conteúdos,
só que sem o contato físico entre os agentes; a proposta do clube da leitura é aproximar as
pessoas para que numa conversa desenvolta e descontraída elas compartilhem seus
conteúdos e idéias sobre a leitura da obra.

2 IMPLANTAÇÃO DO CLUBE DE LEITURADA BIBLIOTECA DO CCH
O projeto do clube de leitura foi idealizado pelas bibliotecárias da Biblioteca
Setorial do Centro de Ciências Humanas (CCH), da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA), com o objetivo geral de estimular e conscientizar o hábito da leitura como uma
atividade democrática e prazerosa na comunidade acadêmica, preservando a prática de
leitura daqueles que se consideram leitores e incentivando a formação de novos leitores. O
clube tem os seguintes objetivos específicos: fomentar práticas que promovem o acesso e
democratização da leitura; conscientizar a comunidade universitária sobre importância da
leitura literária; impulsionar o ato da leitura como prazer e como fonte de informação e
conhecimento; socializar a leitura; incentivar o hábito de frequentar a biblioteca; promover
encontros agradáveis e descontraídos entre os participantes do clube da leitura, e
oportunizar a leitura literária desprovida de análise técnica e científica da obra literária.
A proposta do Clube da Leitura da Biblioteca Setorial do CCH é promover
encontros periódicos de pessoas interessadas em compartilhar descontraidamente suas
ideias, concepções e experiências acerca da leitura de um livro. O clube da leitura é
mediado pelas bibliotecárias da Biblioteca Setorial do CCH e os encontros acontecem
bimestralmente, na última quinta-feira do mês, com duração de aproximadamente uma
hora e meia.

�As mediadoras e também coordenadoras do Clube de Leitura indicam três obras,
que não estão inseridas em um gênero específico, podendo ir do romance à ficção
científica, da literatura clássica à contemporânea, dos desconhecidos aos best-sellers. Essas
indicações vão para votação em um grupo de aplicativo de mensagens onde é escolhida a
obra mais votada entre os clubistas, com exceção das coordenadoras, que não têm direito a
voto. Este grupo de mensagem é utilizado como meio oficial de comunicação do Clube,
onde são noticiadas informações relevantes, a exemplo do regimento do clube, regras,
novidades e procedimentos de votação.
Cabe ressaltar que a intenção do projeto não é desenvolver em seus participantes a
capacidade de análise técnica literária da obra lida. Deve-se considerar a interpretação
genuína de cada leitor sobre a obra lida - um objeto de valor literário - e não cabe
evidenciar o conhecimento dos participantes do Clube acerca do conceito técnico de
literatura. O valor literário está no fato de que a leitura possibilita encantamento do leitor e
transforma a sua visão de mundo e suas experiências futuras após leitura da obra.
O público alvo do Clube de Leitura constitui-se de todo o corpo que compõe a
comunidade acadêmica da UFMA.

2.1 Pesquisa perfil leitor
Com o intuito de subsidiar o Projeto Clube de Leitura realizou-se uma “Pesquisa
Perfil Leitor” in loco, no mês de março de 2019. Esta pesquisa teve como objetivo
evidenciar o perfil leitor dos usuários da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências
Humanas (CCH), fazendo um levantamento de dados e características que puderam cintilar
sobre o hábito de leitura destes usuários, por meio de um questionário que foi aplicado no
próprio balcão de atendimento no serviço de referência. Preparamos um cartaz
identificando a pesquisa e fazendo o convite para participação. Durante os 21 dias úteis do
mês de março foram respondidos 121 questionários.
Quanto ao perfil dos respondentes, buscou-se identificar características quanto ao
gênero, a idade, o curso, o gosto pela leitura e quais barreiras impedem a frequência da
leitura literária. Constatou-se que dos 121 respondentes, 64% são do gênero feminino e
36% do gênero masculino, o que mostra uma predominância feminina na amostra da
pesquisa. O gráfico a seguir representa estes dados:

�Gráfico 1 – Sexo

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Quanto à idade, a pesquisa identificou que 51% dos usuários estão na faixa etária
entre 17 e 21 anos, 25% entre as idades de 22 a 25 anos, 15% na faixa etária dos 26 a 30
anos e 9% tem mais de 30 anos, o que significa que a maior parte dos usuários é bastante
jovem.
Gráfico 2 - Idade

Fonte: Elaborado pelas autoras.

A amostra identificou que cerca de 97,5% responderam que gostam de ler, ou seja,
118 usuários disseram sim para a pergunta: Você gosta de ler?

�Gráfico 3 – Você Gosta de Ler?

Fonte: Elaborado pelas autoras.

A maior parte dos respondentes são alunos de cursos de graduação, ou seja, 90%
dos usuários, enquanto 9,9% são alunos de cursos de pós-graduação. E por a biblioteca ser
anexo do Centro de Ciências Humanas (CCH), identificou que os usuários em sua grande
maioria são do próprio centro, com predominância do curso de Letras, em primeiro lugar
com 31 respondentes, seguida do curso de Filosofia com 15 respondentes e Direito com 11
respondentes.
Gráfico 4 – Usuários por curso

Fonte: Elaborado pelas autoras.

�O gráfico mostra que os 11 dos respondentes do curso de Direito, fazem parte do
Centro de Ciências Sociais (CCSO), evidenciando que parte dos usuários da biblioteca do
CCH não são só do próprio centro. E que 12 respondentes são alunos de pós-graduação.
Gráfico 5 – Usuário distribuídos por cursos de graduação e pós-graduação

Fonte: Elaborado pelas autoras.

A pesquisa quis saber do gosto pela leitura e identificou que um número bastante
significativo, 26% dos respondentes realizam leitura técnica, isto é, leem conteúdo do
próprio curso, enquanto que 24% leem obras literárias. Dos respondentes apenas 5% tem
preferência por jornais e/ou revistas e 2% conteúdo de mídias sociais. É preciso considerar
que 42% dos usuários marcaram duas ou mais alternativas, dificultando a identificação da
preferência pelo tipo de leitura.
Gráfico 6 – Tipo de leitura dos respondentes

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Quanto ao número de obras literárias lidas durante o percurso de um ano, o gráfico
a seguir mostra um número muito satisfatório de usuários que disseram que leem mais de 6
obras literárias, ou seja, 40% dos respondentes. Identificou-se que 31 % dos usuários

�responderam que leem de 4 a 6 obras literárias por ano e 26% leem de 1 a 3 obras
literárias. Da amostragem 3% respondeu que não ler nenhuma obra literária.
Gráfico 7 – Obras literárias lidas por ano

Fonte: Elaborado pelas autoras.
Gráfico 8 – Barreiras para a frequência na leitura literária

Fonte: Elaborado pelas autoras.

A pesquisa identificou que a maior barreira para a frequência na leitura literária,
segundo 85 respondentes é o tempo, ou melhor, a falta de tempo para realizar a leitura
literária. A lentidão na leitura é a segunda barreira que 16 respondentes considera como
barreira para a frequência da leitura literária.

�3 RELATO DA EXPERIÊNCIA DO CLUBE DE LEITURA
O Clube de Leitura teve início em abril de 2019. Entre o dia 12 de março a 12 de
abril, ocorreu a divulgação do projeto para comunidade acadêmica através de cartazes.
Nesse ínterim, na própria biblioteca Setorial do CCH, aconteceram as inscrições dos
interessados em fazer parte do Clube de Leitura, onde já se certificava a data do primeiro
encontro. A princípio foi estabelecido o número de 15 participantes, mas, devido à grande
demanda da Lista de Espera, foi necessário aumentar o número para 22 clubistas.
No início do mês de abril iniciamos a criação do grupo no aplicativo de mensagens
e votação das primeiras indicações: O sol é para todos, de Harper Lee, A mulher da cabine
10, de Ruth Ware, O tatuador de Auschwitz, de Heather Morris e O conto da aia, de
Margaret Atwood.
O primeiro encontro aconteceu no dia 6 de junho de 2019 e contou com a presença
de 15 clubistas. A obra escolhida em votação pelos clubistas foi O conto da aia, de
Margaret Atwood. A obra é considerada um best-seller e uma distopia que traz relevantes
temáticas da contemporaneidade, por meio de uma narrativa intensa e surpreendente.
Figura 1: Participantes do 1º Encontro do Clube de Leitura

Fonte: Site oficial da Diretoria Integrada de Bibliotecas (DIB)/UFMA.

�Ainda no mês de junho foi realizada a votação da obra para o segundo encontro que
foi realizado no dia 29 de agosto de 2019, observando assim o espaço de tempo necessário
para o acesso e a leitura da obra.
A escolha da obra para o segundo encontro foi entre as seguintes obras: A estrada,
de Comarc Mccarthy, O 11º mandamento, de Abraham Verghese e O sorriso da hiena, de
Gustavo Ávila, que foi o vencedor com 17 votos. O livro O Sorriso da Hiena, é
um thriller psicológico que vai muito além da caça ao um serial killer, abordando questões
que colocam o próprio leitor em complexos dilemas morais.Este encontro contou com a
participação de 14 clubistas e resultou em trocas de experiências literárias, debates e
discussões saudáveis e com muita aprendizagem.
Figura 2 – Participantes do 2º Encontro do Clube de Leitura

Fonte: Ascom/UFMA

Para o terceiro encontro do ano de 2019, as obras indicadas para a votação foram
Americahah, de Chimamanda NgoziAdichie, A cor púrpura, de Alice Walker e A
bibliotecária de Auschwitz, de Antonio G. Iturbe. A obra escolhida em votação pelos
clubistas foi A Bibliotecária de Auschwitz, do autor e jornalista espanhol Antonio G.
Iturbe. Baseada em uma história real, o livro retrata a vida de Dita Adlerova, uma menina
judia de 14 anos que era responsável por cuidar de 8 livros no bloco 31 de Auschwitz, onde
funcionava uma escola informal e clandestina, liderada pelo inspirador Fredy Hirsch.

�Figura 3 – Participantes do 3º Encontro do Clube de Leitura

Fonte: Site oficial da Diretoria Integrada de Bibliotecas (DIB)/UFMA.

No último encontro do ano os clubistas foram presenteados e surpreendidos
com um vídeo enviado gentilmente pelo autor da obra, agradecendo pela escolha do livro e
parabenizando pela iniciativa proposta pelo clube.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo principal deste trabalho foi apresentar a experiência de um clube de
leitura formado em uma Universidade Federal, tendo a finalidade de estimular o prazer da
leitura literária em um ambiente acadêmico, onde é possível perceber através das análises
documentais que a maioria dos estudantes universitários no Brasil costuma priorizar as
leituras técnicas, ou seja, aquelas que lhe são impostas para a obtenção de notas.
A prática da leitura possibilita uma expansão em demasia do conhecimento e é
imprescindível para o sucesso acadêmico. Na maioria das vezes, os alunos tendem a adiar
as leituras, e quase nunca vão além da bibliografia sugerida pelo professor da disciplina.
No entanto, notou-se através da pesquisa perfil-leitor, realizada in loco, com o
propósito de fazer um levantamento sobre os hábitos de leitura dos usuários da Biblioteca
Setorial do CCH, que os potenciais clubistas consultados dão bastante valor às obras
literárias para suas leituras de lazer. De acordo com a pesquisa realizada em 2019, o gosto
por este tipo de leitura obteve um percentual de 24%, mesmo com 42% marcando duas ou
mais alternativas, o número é significativo.

�No tocante ao Clube da Leitura, foco deste estudo, a intenção é que os alunos
extrapolem as leituras técnicas e conteudistas, mas, experenciem depoimentos advindos de
leituras literárias que outrora fizeram, mas também o projeto intenciona abranger um maior
número de leitores literários no contexto acadêmico .
Consolidar a educação universitária na perspectiva discursiva formando leitores e
escritores é necessário. Dessa forma, estimular e trabalhar sistematicamente através de
ações que insiram os sujeitos no universo da cultura escrita, por intermédio da leitura
literária é a intencionalidade do projeto em evidência, foco deste artigo.
Sendo assim, pretendeu-se com este artigo mostrar também a importância de incluir
práticas culturais no espaço da Universidade para dar a este aluno um momento de lazer, e
que não fuja dos objetivos da Academia, que é formar cidadãos conscientes e capazes de
formar opiniões. E a biblioteca tem a responsabilidade social na formação destes leitores.

REFERENCIAS
BRASIL. Ministério da Cultura e do Ministério da Educação. Lei nº 13.696, de 12 de
julho de 2018. Institui a Política Nacional de Leitura e Escrita. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13696.htm. Acesso em:
06 fev. 2019.
CORTES, Celiane do Lago Novaes. Importância da leitura para estudantes universitários.
Portal Educação. Disponível em:
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/direito/importancia-da-leitura-paraestudantes-universitarios/5715. Acesso em: 06 fev. 2019.
DIREITO à literatura: uma necessidade social. Coletivo leitor. 9 jan. 2019. Disponível em:
https://www.coletivoleitor.com.br/direito-a-literatura/. Acesso em: 10 fev. 2019.
GALHARDO, Diego Paulino; PEREIRA, Ondina Pena. O clube do livro identidade: uma
análise fenomenológica e gestáltica. Revistada Abordagem Gestáltica,v. 22, n. 1, p. 8996, jan./jun., 2016. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rag/v22n1/v22n1a11.pdf.
Acesso em: 12 mar. 2020.
SILVA, Maria de Fátima da et al. O hábito da leitura dos universitários. Revista Leitura,
v. 2, n. 56, p. 60-73, jul./dez. p. 60-73. 2015. Disponível em:
http://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/2336/2039.Acesso em: 07 fev.
2019.
PENA, André de Souza et al. Políticas institucionais de incentivo à leitura em bibliotecas
universitárias: estudos de caso no Brasil, Espanha e Moçambique.In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014, Belo Horizonte, MG.
Anais [...], Belo Horizonte: UFMG, 2014. Disponível em:

�https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/154-2227.pdf. Acesso
em: 12 fev. 2020.
VERONEZE, Caroline Candido; JAVAREZ, Jeanine Geraldo; NADAL, Lisandra Maria
Kovaliczn. Clubes de leitura em movimento: integração nas bibliotecas do IFPR. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 15, n. esp., p. 314-326, 2019.
Disponível em: file:///C:/Users/User/Downloads/1350-4860-1-PB%20(3).pdf. Acesso em:
01 maio 2021.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="63">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71376">
                <text>SNBU - Edição: 21 - Ano: 2020 (UFG - Goiânia/GO)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71377">
                <text>&#13;
Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71378">
                <text>Tema: Biblioteca universitária: tradição, práticas e inovações</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71379">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71380">
                <text>UFG</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71381">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71382">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71383">
                <text>Goiânia (Goiás)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77075">
              <text>Clube de leitura: um relato de experiência na Biblioteca Setorial de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77076">
              <text>Belfort, Amanda Rocha, Alcantara, Erlane Maria de Sousa,  Morais,Luciana Palacio de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77077">
              <text>Goiânia (Goiás)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77078">
              <text>UFG</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77079">
              <text>2020</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77080">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77081">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="77082">
              <text>A promoção de clubes de leitura ou livro em bibliotecas universitárias como atividades culturais de incentivo ao hábito de leitura é premissa deste artigo. O presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência de criação do Clube de Leitura da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão. Trata-se de uma pesquisa descritiva e qualitativa, cujo foco é a descrição do processo de implantação e desenvolvimento do Clube de Leitura. Realizou-se uma pesquisa, através de um questionário, com 8 perguntas abertas e fechadas com o objetivo de cintilar sobre o perfil leitor dos usuários da biblioteca, os prováveis clubistas do projeto.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
