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                  <text>Eixo 2 - Práticas

AÇÕES PARA INCENTIVO À LEITURA E À CULTURA
NA BIBLIOTECA CENTRAL CESAR LATTES DA UNICAMP:
PROJETO ‘CONTAROLANDO HISTÓRIAS’ – DO PRESENCIAL AO VIRTUAL
ACTIONS TO ENCOURAGE READING AND CULTURE AT THE CESAR LATTES
CENTRAL LIBRARY AT UNICAMP:
PROJECT 'CONTAROLANDO HISTÓRIAS' - FROM FACE-TO-FACE TO VIRTUAL
Danielle Thiago Ferreira 1
Gislaine Melo de Lima¹ *
Mariana Pedroso Teixeira¹ *
Michele Lebre de Marco ¹ *
Elaine Moraes 2
Resumo: Apresenta o projeto ‘Contarolando histórias’, idealizado pela Contadora de histórias Elaine Villalba de
Moraes e equipe da Comissão de Ações Culturais e Sociais da Biblioteca Central Cesar Lattes da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp) foi idealizado inicialmente para ser realizado de modo presencial. Os objetivos principais do
projeto é trazer o público até os espaços da biblioteca e oferecer atividades e ações com foco na extensão no ambiente
universitário e no incentivo à leitura e à cultura. A partir do decreto de isolamento social pela Universidade Estadual de
Campinas (UNICAMP) em março de 2020, o projeto então foi totalmente remodelado e adaptado para que as contações
de história ocorressem e fossem levadas ao público de modo virtual. Como metodologia, foram planejados os
cronogramas e a adaptação do presencial para o virtual que foi possível pelo canal do youtube do Sistema de bibliotecas
da Unicamp. Foram programadas quatro sessões compostas por até três histórias cada, selecionadas para o público geral
e infantil. Os custos com materiais lúdicos, cenário, material de divulgação e a profissional contratada para a atividade
foram cobertos pelo subsídio financeiro obtido através do Edital para ações culturais da Diretoria de Cultura da Próreitoria de extensão e cultura da Unicamp que ocorreu em 2019. Como resultados verificou-se que os vídeos tiveram
bom alcance dentro dos dados analisados, considerando o número de visualizações e os espectadores únicos. Podemos
considerar que o meio de divulgação foi efetivo, havendo a necessidade realizar com frequência para se manter a
rotatividade e possivelmente podem ser cadastrados em outras plataformas de indexação para melhor alcance. Também
confirmou que existe um nicho que a biblioteca pode suprir com informações voltadas para as questões culturais,
sociais e artísticas com as práticas da contação de histórias.
Palavras-chave: Contação de histórias. Incentivo à leitura. Cultura. Bibliotecas.

.

1

Equipe técnica da Comissão de ações culturais e sociais da Biblioteca Central Cesar Lattes, Unicamp, Campinas, SP,
Brasil, cacs@unicamp.br
2

Contadora de História, autônoma, Campinas, SP, Brasil, moraes.elaine@gmail.com

�Abstract: It presents the project 'Contarolando histórias', conceived by Storyteller Elaine Villalba de Moraes and team
of the Commission for Cultural and Social Actions of the Central Library Cesar Lattes of the State University of
Campinas (Unicamp), which was initially conceived to be carried out in person. The main objectives of the project are
to bring the public to the library spaces and offer activities and actions with a focus on extension in the university
environment and encouraging reading and culture. From the decree of social isolation by the State University of
Campinas (UNICAMP) in March 2020, the project was then completely remodeled and adapted so that the storytelling
could take place and be taken to the public in a virtual way. As a methodology, the schedules and the adaptation of the
classroom to the virtual were made possible by the YouTube channel of the Unicamp Library System. Four sessions
were programmed consisting of up to three stories each, selected for the general public and children. The costs of
recreational materials, scenery, promotional material and the professional hired for the activity were covered by the
financial subsidy obtained through the Notice for Cultural Actions of the Directorate of Culture of the Dean of
Extension and Culture of Unicamp that occurred in 2019. As results it was found that the videos had good reach within
the data analyzed, considering the number of views and unique viewers. We can consider that the means of disclosure
was an effect, with the need for it to be carried out frequently to maintain the rotation and possibly they can be
registered in other indexing platforms for better reach. It also confirmed that there is a niche that the library can supply
with information aimed at cultural, social and artistic issues with the practices of storytelling.

.
Keywords: Storytelling. Reading encouragement. Culture. Libraries.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas ganham destaque no processo de democratização da informação e do
conhecimento por meio da leitura e da escrita proporcionada pelo seu ambiente. Visando uma
educação inclusiva socialmente não só como depositária e trazendo novos formatos de
disseminação de ações culturais para todas as idades, partindo do princípio de que a expressão
“ação cultural” consiste no desejo de fazer da arte e da cultura, instrumentos deliberados de
mudança do homem e do mundo, além de propiciar um rico campo de atuação para os
bibliotecários. (BRITO FILHO, 2011).
As Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), são conhecidas por
atender além de seus públicos composto por alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores,
diversos pesquisadores de outras instituições, de outros estados e país e também as comunidades
externas de Campinas (SP) e região.
A Biblioteca Central Cesar Lattes, que faz parte do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, é uma
biblioteca pública universitária que tem o dever de cumprir este papel de extensão à toda sua
comunidade atendida.
A Biblioteca Central Cesar Lattes nos seus 30 anos de existência, bem como o Sistema de
Bibliotecas da Unicamp3 tem como missão “prover informação, por meio de produtos e serviços de
excelência, para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, garantindo um ambiente de respeito à
diversidade e à socialização”. Ou seja, além de apoiar os pilares do ensino, da pesquisa também
possui planejamentos e ações voltados para a extensão, onde além de disseminar conteúdos
científicos, também divulga, organiza e proporciona atividades culturais de incentivo à leitura e à
cultura, com agenda intensa que vão de exposições à saraus, intervenções e apresentações artísticas.
3

http://www.sbu.unicamp.br/sbu/missao-sbu/

�Nesta Biblioteca, que se localiza numa área central da Universidade, ao qual chamamos
também de Ciclo Básico, circulam em média cerca de 1000 visitantes por dia e abarca grandes e
importantes acervos que estão disponíveis fisicamente para a comunidade, como o acervo da
Biblioteca Comunitária, que se constitui em um novo projeto no âmbito do SBU e que tem por
objetivo atender especificamente o público externo da região de Campinas e o acervo da Biblioteca
da Área das Engenharias e Arquitetura, também constituída a quase 30 anos e que atende às 5
Faculdades de Engenharia da Universidade bom como o curso de Arquitetura contando com
acervos técnicos nesta área; além de contar com serviços de informação importantes como os da
área de Difusão da informação e o Centro de Recursos de aprendizagem e que visam o acesso ao
conteúdo informacional físico e virtual disponível por essas as Bibliotecas oferecendo serviços de
levantamento bibliográfico, capacitações e treinamentos nestes conteúdos e que são imprescindíveis
para a vida acadêmica de seus alunos, docentes e cidadãos.
O projeto ‘Contarolando histórias’ foi idealizado pela Contadora de histórias Elaine Villalba de
Moraes e equipe da Comissão de Ações Culturais e Sociais da Biblioteca Central Cesar Lattes,
autoras desse relato, que concorreu e foi contemplado no edital da Diretoria de Cultura da Próreitoria de extensão e cultura da Unicamp (PROEC-DCult 2019) e nasceu como uma forma de
reflexão sobre a Importância da contação de histórias e a importância de oportunizar momentos
para o processos de construção de identidade social e cultural e o desenvolvimento da linguagem,
da criatividade e raciocínio lógico do público ouvinte. Segundo Moraes (2016) “a forma lúdica de
ouvir histórias propicia uma maior aproximação do público com a leitura. O prazer da leitura
mediada é estímulo para formação dos novos leitores. ” - aqui remetemos a uma das missões que as
bibliotecas propiciam. Além disso, permitir que se desenvolva o hábito da leitura é processo de vital
importância para a educação do cidadão (Blog Árvore de Livros, 2016).
Este projeto, portanto, foi idealizado inicialmente para ser realizado de modo presencial,
bem como a maioria dos projetos vencedores do edital de apoio cultural da pró-reitoria de extensão
da universidade e que são das mais diversas áreas. A princípio, tínhamos como intuito trazer o
público até os espaços da biblioteca que estaria preparado para ser palco das mais diversas histórias;
haviam cronogramas pré-definidos e a participação de uma profissional especializada que já possuía
repertório e cenários previstos.
A situação atual que levou o mundo, o país, os estados e as cidades decretarem isolamento
social, em decorrência do coronavirus e o surto de contágio da doença COVID-194, fez com que a
área artística e espaços de cultura e conhecimento fechassem suas portas aos mais diversos
públicos. E com a universidade e suas bibliotecas não aconteceu diferente. A partir do decreto de
isolamento social pelo Estado de São Paulo, e pelo município de Campinas, fez com que a
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em março de 2020, também suspendesse suas
4

“..o primeiro caso da pandemia pelo novo coronavírus, SARS-CoV2, foi identificado em Wuhan, na China, no dia 31
de dezembro do último ano. Em fevereiro, a transmissão da Covid-19, nome dado à doença causada pelo SARS-CoV2,
no Irã e na Itália chamaram a atenção pelo crescimento rápido de novos casos e mortes, fazendo com que o Ministério
da Saúde alterasse a definição de caso suspeito para incluir pacientes que estiveram em outros países. No mesmo dia,
o primeiro caso do Brasil foi identificado, em São Paulo.Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o
surto da doença como pandemia. Poucos dias depois, foi confirmada a primeira morte no Brasil, em São Paulo”. Fonte:
Coronavírus Brasil - https://covid.saude.gov.br/

�atividades administrativas e acadêmicas. E o projeto ‘Contarolando histórias’, a partir do isolamento
social, foi totalmente remodelado e adaptado para que as cotações de história ocorressem e fossem
levadas ao público de modo virtual.
Portanto, este relato nos traz um pouco deste planejamento e da adaptação do presencial
para o virtual que foi possível visto a dedicação de todos os profissionais e equipes envolvidas para
que os objetivos do projeto fossem alcançados e as histórias chegassem (e ainda continuam
chegando) aos mais diversos públicos da comunidade da UNICAMP e demais públicos com este
projeto. Além de analisar como se deu as visualizações dos vídeos e a prospecção para atividades
virtuais futuras.
O Projeto
O Projeto “Contalorando Histórias” foi idealizado com a seguinte proposta: propiciar atividades
de Contação de Histórias por meio de Narrativas Orais e Mediação de leituras, tendo como local de
realização a Biblioteca Central Cesar Lattes da UNICAMP. Conforme mencionado anteriormente,
a Biblioteca Central Cesar Lattes possui uma Comissão de Ações Culturais e Sociais, formada por
bibliotecárias de diversos setores da unidade da Biblioteca Central e que são responsáveis por
organizar eventos culturais e projetos sociais na Biblioteca.
Com o objetivo de propiciar algumas ações rotineiras e que entrasse na agenda das atividades
da Biblioteca, a Comissão propôs que fossem realizadas Contações de História em parcerias com
profissionais já conhecidos e participativos na rotina do nosso trabalho, assim, essas atividades
seriam realizadas uma vez por mês e conduzidas pela contadora de história Elaine Cristina Villalba
de Moraes, profissional com formação em filosofia e psicanálise, atriz e contadora de histórias com
mais de 15 anos de experiência, além de já atuar em atividades colaborativas com a Biblioteca
Central há bastante tempo, participando de Semanas do Livro e da Biblioteca e palestras internas
para a equipe de colaboradores das Bibliotecas sobre o tema.
Para que essas atividades fossem apresentadas com qualidade de cenários e tecnologias de
apoio, propomos a submeter esse projeto ao Edital PROEC-DCult5 - da pró-reitoria de extensão e
cultura da Unicamp que apoia essas iniciativas na Universidade, com o objetivo de obter subsídio
para essa proposta. O público beneficiado, além da própria comunidade, incluindo discentes,
docentes e funcionários, também incluiria as crianças atendidas pela Divisão de Educação Infantil e
Complementar da Unicamp (DEDIC), que é constituído pelo Centro de Convivência Infantil
(CECI) e o Programa de Integração e Vivência da Criança e do Adolescente PRODECAD), da qual
temos parcerias de longa data junto a Biblioteca e que permanecem em período integral nesses
centros e programas, além do público externo em geral.
Então seriam propostas histórias para todos os públicos, as seções seriam divulgadas focando o
público alvo, bem como as características das histórias e cenários.

5

https://www.dcult.proec.unicamp.br/

�Portanto mesmo com a pandemia, os cenários das apresentações presenciais foram reelaborados
bem como as seções de histórias repensadas em formato virtual, apresentados no canal do Youtube
do Sistema de Bibliotecas da Unicamp - sendo possível continuar com o projeto, com as
apresentações das contações programadas para o ano de 2020 e monitorar todos os nossos vídeos,
visualizações e aceitação do público, talvez indo além do que esperávamos nas sessões presenciais.
2 MÉTODO E RESULTADOS
Neste item será apresentado como se deu a produção e a divulgação dos vídeos deste projeto de
extensão, bem como, a análise da aceitação dos vídeos por meio de estatísticas geradas pela
plataforma de exibição, o Youtube.
Para oferecer sessões mensais de Contação de Histórias com Mediação de Leitura no espaço
da Biblioteca Central César Lattes foram planejadas, inicialmente, quatro sessões compostas por
até três histórias cada, selecionadas para o público geral e infantil, com o intuito de fomentar a
reflexão e proporcionar conhecimentos gerais. O cronograma inicial era composto pelas seguintes
seções:
●
●
●
●

Primeira sessão: (25 de março de 2020) - Histórias ao pé da cama I - público adulto;
Segunda sessão: (29 de abril de 2020) - Um jardim de histórias I - público infantil;
Terceira sessão: (27 de maio de 2020) - Histórias ao pé da cama II - público adulto;
Quarta sessão: (24 de junho de 2020) - Um jardim de histórias II - público infantil.

Os custos com materiais lúdicos, cenário, material de divulgação e ajuda de custo para a
profissional contratada para a atividade foram cobertos pelo subsídio financeiro obtido através do
Edital PROEC-Dcult.
Pouco antes da realização da primeira sessão foi decretado o isolamento social em virtude da
pandemia do coronavírus, que acarretou na suspensão de todas as atividades presenciais na
Unicamp. Com a biblioteca fechada e nenhuma perspectiva de retomada das atividades presenciais
a médio prazo a equipe da Comissão para Projetos Culturais e Sociais da Biblioteca Central Cesar
Lattes, em parceria com a profissional contadora de histórias, idealizou uma proposta de adaptação
do projeto para o formato virtual, utilizando a produção de vídeos de contação de histórias, que foi
submetida e aprovada pela PROEC-Dcult.
Assim, foram estabelecidos novos métodos para a realização do projeto, que seguiu as
seguintes etapas:
2.1 Produção de vídeos
Optou-se por produzir seis vídeos curtos, com cerca de 10 minutos cada, contemplando uma
única história. Cada vídeo seria voltado a um tipo de público: infantil e/ou adulto. Os cenários
utilizados também foram produzidos de acordo com a proposta da história e do público-alvo,
contando com apoio de materiais lúdicos que a profissional contadora de histórias utilizou para
interagir com o público.

�Os vídeos foram gravados pela própria profissional contadora de histórias em sua clínica,
sendo ela a responsável por selecionar o repertório de histórias, fazer a produção do cenário,
providenciar o figurino e materiais lúdicos.
2.2 Arte e edição
Após a gravação dos vídeos a profissional contadora de histórias encaminhava o material para a
equipe da Biblioteca Central Cesar Lattes que realizava a edição final utilizando um software de
edição, deixando-os prontos e no formato adequado para divulgação.
O software utilizado para edição é a versão online não gratuita da ferramenta “MOVAVI Vídeo
Editor Plus 2020”, o que permite a incorporação de músicas, limpeza de ruídos, animação,
estabilização de vídeos, detecção de batidas, entre outros recursos avançados, o que permite
qualidade aos vídeos publicados.
2.3 Divulgação
Com o material já pronto, optou-se pela divulgação no canal do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp no YouTube. Foi criada uma playlist para o projeto “Contarolando Histórias”, onde foram
inseridos os seis vídeos. Para cada história criou-se uma breve descrição sobre o conteúdo e
propósito do projeto.
Após o carregamento dos vídeos na plataforma do YouTube elaborou-se um plano de
divulgação virtual, que envolveu a criação de artes digitais para publicação nas redes sociais do
Sistema de Bibliotecas da Unicamp, encaminhamento de divulgação em listas de e-mails, grupos de
discussão relacionados a arte e cultura e sites da Unicamp.
Neste item podemos destacar que uma das hipóteses era que a divulgação nesse meio gerasse
maior alcance dos vídeos, diferentemente do que ocorre no trabalho local e presencial. E podemos
dizer que como toda essa adaptação, realmente isso ocorreu, sendo que mostraremos a partir dos
próximos tópicos esse alcance.
2.4 Análise das Estatísticas dos vídeos
Neste tópico pretendemos mostrar a importância das análises da movimentação e o alcance
dos vídeos em seu período de publicação, e outras informações que pudessem ser consideradas para
enfatizar a escolha pela adaptação do projeto e a escolha da plataforma digital utilizada para a
veiculação das histórias.
Todos os dados estatísticos foram coletados da Categoria “Estatísticas” dentro da área
Studio do Youtube, no perfil do canal do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. As informações
constam na análise individual dos vídeos, do período de sua publicação até a data da coleta ocorrida
em 24 de agosto de 2020.
A veiculação dos primeiros vídeos começou em maio de 2020 e apresentou resultados
imediatos, com muitas visualizações e compartilhamentos logo nas primeiras horas. Passados três
meses da publicação na plataforma do YouTube, os seis vídeos somam 2.730 visualizações, até a

�data de coleta dos dados estatísticos, mas permanecem em constantes acessos, mesmo que não com
a mesma intensidade que os primeiros dias, conforme está apresentado nos gráficos abaixo.
Conforme a explicação do Youtube, “as visualizações informam quantas vezes um vídeo foi
assistido. Elas podem ser um indicador importante do desempenho de um conteúdo. ” (YOUTUBE,
2020).
Além das visualizações, foram analisados outros dados que se mostraram relevantes para
compreensão da aceitação do trabalho divulgado, como quantidade de inscritos no período,
espectadores únicos, inscritos no período, curtidas, origem do tráfego, entre outras estatísticas.
A seguir temos as imagens de gráficos estatísticos por categorias dos últimos 90 dias, para
melhor compreensão da movimentação dos vídeos.
2.4.1.1 Visualizações

Figura 1: Gráfico estatístico de visualização dos últimos 90 dias.

Nota-se na Figura 1, que o período de maior acesso aos vídeos, ocorreu entre o mês de junho
e julho, porém, mesmo com menos frequência, os vídeos continuam tendo acessos esporádicos.

Figura 2: Gráfico estatístico de visualizações por vídeo

�Na Figura 2 o vídeo “Tigela Rachada” mostra ser o de mais acesso, com 952 visualizações,
seguido do vídeo “A Fábula da Verdade”, mesmo assim, o primeiro tendo o dobro de visualizações
do segundo.
2.4.1.2 Espectadores únicos

Figura 3: Gráfico estatístico de espectadores únicos na visualização doso dos vídeos

Nesta categoria atingiu a marca de 1.788 espectadores únicos, ou seja, público que acessou
pela primeira vez o vídeo no canal. Segundo o Youtube (2020) “mostra uma visão mais objetiva
sobre o tamanho do seu público, ou seja, a estimativa do número de pessoas diferentes que
assistiram seus vídeos em um determinado período. ”
Essa modalidade é considerada mesmo quando o espectador assiste ao vídeo em dispositivos
diferentes e mais de uma vez.
2.4.1.3 Inscritos no período

Figura 4: Inscritos no período de publicação dos vídeos

�Nesta imagem verifica-se que houve a inscrição de 76 novos usuários no canal do SBU, a
partir da publicação dos vídeos, dentro de cada período, como será mostrado na ficha técnica de
cada vídeo mais adiante. O dado é pertinente para visão geral para comparação do alcance atingido
e interessados em se manter vinculado ao canal.
2.4.1.4 Curtidas (Likes)

Figura 5: Gráfico de "gostei" a partir de cada vídeo

Os vídeos alcançaram uma marca de 185 (gostei), tendo apenas 2 marcações (não gostei) até
o período.
No gráfico 6 é possível ver que o vídeo “Tigela Achada” possui a maior quantidade de
“likes”, seguido pelo vídeo “Maria vai com as outras”.

Figura 6: Gráfico de "não gostei" a partir de cada vídeo

Verificamos com essas análises que a ferramenta escolhida atendeu as expectativas pois
conforme apresentado podemos fazer análises das mais diversas formas, e entender a partir de
aspectos positivos levantados sobre os vídeos; o público que os visualizou e qual tema abordado nas

�histórias tiveram maior aceitação, podendo ser um norte para os próximos projetos e produções
culturais do SBU.
2.4.2 Estatística individualizada dos vídeos
Neste tópico, foi descrito todos os aspectos da estatística conforme os gráficos fornecidos
pela plataforma que foram aqui transformados em tabelas. Assim, optou-se por apresentar a tabela
de cada vídeo, com os dados na ordem a seguir: data de publicação no Youtube, quantidade de
visualizações na plataforma, espectadores únicos que representa o total de pessoas que assistiram o
vídeo sem inscrição no canal, os dados das pessoas inscritas neste período de visualização, as
curtidas ou não curtidas no período também representando a aceitação do material e a origem do
tráfego que representa os dados de onde as pessoas tiveram o acesso ao conteúdo.
Tabela 1: Dados estatísticos da história “O Caso do Bolinho”

Tabela 2: Dados estatísticos da história “A tigela achada”

Tabela 3: Dados estatísticos da história “Maria vai com as outras”

�Tabela 4: Dados estatísticos da história “A Mensagem dos Pássaros”

Tabela 6: Dados estatísticos da história “ Fábula da Verdade”

Tabela 7: Dados estatísticos da história “A Menina e o Pássaro”

Considerando os dados apresentados tivemos a contação da história “A tigela achada” da
escritora Tatiana Belinky a que mais movimentou espectadores e que consequentemente é a que
gerou mais curtidas.
Outro dado que nos chamou a atenção é que grande parte da origem do tráfego é externa, ou
seja, o público não se encontra inscrito no canal, e consideramos, portanto, com este dado que foi
efetivo o alcance do vídeo e a forma de divulgação.
Outro dado que podemos observar na estatística de dois vídeos, foi o tráfego por “Outros
recursos do Youtube”, e estes estão relacionados a forma de divulgação utilizada pelo Youtube, ou
seja, o contato com o conteúdo se deu por meio de cards, vídeos sugeridos, telas finais, playlists, ou
buscas no Youtube, dentre outros.
2.4.3 Outros dados estatísticos
Neste tópico apresentaremos outros indicadores produzidos pela ferramenta Youtube sobre

�os vídeos publicados e que agregam valor a esta análise.
2.4.3.1 Compartilhamento dos vídeos

Figura 7: Estatística Serviço de compartilhamento dos vídeos

Neste gráfico é possível ver que a forma mais compartilhada dos vídeos entre os
espectadores ocorre a partir do “WhatsApp”. Sendo o Facebook a segunda ferramenta de
compartilhamento mais utilizada.

2.4.3.2 Impressões por vídeo

Figura 8: Estatística de Impressões por vídeo

Esse dado foi de interesse, pois apresenta a impressão do espectador em relação a aparência
do vídeo, ou seja, a miniatura da tela, ao título apresentado, informações ligadas ao conteúdo
externo, as cores, imagem, logotipos e ilustrações apresentadas, etc.
Pode-se considerar que o público se sente atraído pela aparência das informações externas
ao vídeo, e assim poderá acessar o vídeo, mesmo que este não seja no primeiro momento o alvo do
seu interesse direto.

�2.5 Resultados
Verificou-se a partir dos dados coletados, que os vídeos tiveram boa movimentação próximo
aos dias em que foram publicados, pois acredita-se que os compartilhamentos das informações
foram mais intensos neste período. Com o passar das semanas e meses, o acesso diminuiu, porém,
não deixou de ocorrer, o que nos fez comprovar o sucesso da aceitação desta adaptação do projeto
de extensão cultural no meio digital.
Mas acreditamos que a movimentação do vídeo poderia ser maior se for indexado na
Plataforma Youtube Kids, por ser direcionado a um público específico, no caso infantil e pais e/ou
responsáveis por crianças, que tenham acesso a ferramenta. Na publicação dos vídeos, estes foram
sinalizados como sendo conteúdo voltado para o público infantil, porém, ao pesquisar no Youtube
Kids, verificamos que estes não foram indexados. Não foi compreendido se a não indexação ocorreu
devido ao fato do canal do SBU não ser um canal infantil, ou por algum outro problema. Dentro das
políticas de criação de conteúdo do Youtube, específico para o Youtube Kids, não consta a
informação da obrigatoriedade do canal ser voltado para o público infantil, mas sim o conteúdo do
vídeo, portanto, como recomendação do estudo temos a demanda desta nova indexação em
categoria específica.
Verificou-se que os vídeos tiveram bom alcance dentro dos dados analisados, considerando
o número de visualizações e os espectadores únicos. Podemos considerar que o meio de divulgação
foi efetivo, havendo a necessidade de que seja realizado com frequência para se manter a
rotatividade. Porém, ao analisar os dados de visualização e espectadores únicos com a quantidade
de inscritos, considera-se o número muito abaixo do esperado. Acredita-se diante desses resultados,
que o público que acessou aos vídeos pode ser considerado específico, e estavam em busca de algo
voltado para o meio infantil, e/ou ações culturais e artísticas.

Figura 9: Imagem de uma das divulgações dos vídeos nas redes sociais

�Figura 10: Divulgação na Agenda Cultural da Unicamp

Essas análises revelam a importância das bibliotecas, e podemos aqui considerá-las como
um ‘organismo vivo’ e não somente depositário pois dentre suas funções sociais, também são
considerados espaços que oferecem atividades voltadas para as questões culturais, sociais e
artísticas e que, segundo Brito Filho (2011) rompe com seus paradigmas tradicionais dentro das
escolas e universidades, deixando de ser apenas um suporte ou uma extensão da sala de aula ou
caracterizada pelo excesso de burocracia, tecnicismo e pelo zelo por seu acervo ou por seu espaço
físico.
3

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A biblioteca como instituição que tem como sua função social oferecer o acesso à informação
a todos os indivíduos, e esta é a missão do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. Também nos
preocupamos com as condições de promoção desse acesso entendendo tanto as necessidades
específicos educacionais dos indivíduos quanto pensamos novas formas e formatos de oportunizar
as informações e conhecimentos estimulando o desenvolvimento da cultura, da leitura e da
aprendizagem.
Adaptar atividades e propor novos modelos diante de necessidades específicas, como o da
necessidade de isolamento social diante de uma pandemia como a que vivemos em 2020, é também
uma maneira de contribuir com a sociedade, mantendo a missão de proporcionar e disseminar a
cultura, mesmo que adaptada a diferentes meios e formatos, como o virtual.
A biblioteca universitária, assim como outras instituições educacionais, deve promover esse
processo de aprendizagem e inclusão por meio de projetos sociais, e aqui citamos o exemplo da
contação de histórias, que por si só leva a situações de reflexões, diante das leituras e das escutas.

�Considera-se também, a partir dos resultados, que pode ser pertinente a criação de um canal,
interligado ao Sistema de Bibliotecas da Unicamp, voltado somente para questões Culturais e
Sociais, buscando atrair públicos que não estejam em consonância somente com os conteúdos
acadêmicos.
Buscar entendimento sobre o funcionamento do Youtube Kids, é considerado necessário para
que outros conteúdos relacionados ao público infantil, sejam indexados nessa plataforma, sendo
assim direcionados ao perfil de espectadores mais interessados no conteúdo.
Assim mesmo diante do isolamento social, se deu a promoção de conteúdo cultural e foi
oferecido ao seu público as sessões da contação de histórias, proposta maior deste projeto, fazendo
com que a cultura e todo o conhecimento produzido circulasse nas mídias, nos fazendo refletir
novamente sobre a importâncias das bibliotecas e de seus serviços e espaços tanto físicos como
virtuais.

REFERÊNCIAS
Blog Árvore de livros (2016). Qual a importância da leitura na educação infantil. Recuperado de:
http://blog.arvoredelivros.com.br/educacao/importancia-leitura-educacao-infantil/
BRITO FILHO, Ednilson Medeiros de (2011). Ação Cultural em Bibliotecas Universitárias: (in)
visibilidade na web. Monografia (Conclusão de curso). Faculdade de Biblioteconomia, Centro de
Ciências Sociais e Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba. Recuperado de:
https://security.ufpb.br/biblio/contents/tcc/tcc-2011/acao-cultural-em-bibliotecas-universitarias.pdf
MORAES, E. C. V. de (2016) . Relatos de experiências. In: Contação de histórias: tradição poética
e interfaces, São Paulo: Edições SESC.
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https://static.googleusercontent.com/media/www.youtube.com/ptBR//intl/pt-BR/yt/family/media/pdfs/creating-for-youtube-kids-fieldguide.pdf. Acesso em: 24 ago.
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de:

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Biblioteconomia&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Ações para incentivo a leitura e a cultura na Biblioteca Central Cesar Lattes da UNICAMP: projeto "contarolando hitórias" - do presencial ao virtual.</text>
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              <text>Ferreira, Danielle Thiago, Lima, Gislaine Melo de, Teixeira, Mariana Pedroso, Marco, Michele Lebre de, Moraes, Elaine </text>
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              <text>Apresenta o projeto ‘Contarolando histórias’, idealizado pela Contadora de histórias Elaine Villalba de Moraes e equipe da Comissão de Ações Culturais e Sociais da Biblioteca Central Cesar Lattes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi idealizado inicialmente para ser realizado de modo presencial. Os objetivos principais do projeto é trazer o público até os espaços da biblioteca e oferecer atividades e ações com foco na extensão no ambiente universitário e no incentivo à leitura e à cultura. A partir do decreto de isolamento social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em março de 2020, o projeto então foi totalmente remodelado e adaptado para que as contações de história ocorressem e fossem levadas ao público de modo virtual. Como metodologia, foram planejados os cronogramas e a adaptação do presencial para o virtual que foi possível pelo canal do youtube do Sistema de bibliotecas da Unicamp. Foram programadas quatro sessões compostas por até três histórias cada, selecionadas para o público geral e infantil. Os custos com materiais lúdicos, cenário, material de divulgação e a profissional contratada para a atividade foram cobertos pelo subsídio financeiro obtido através do Edital para ações culturais da Diretoria de Cultura da Pró-reitoria de extensão e cultura da Unicamp que ocorreu em 2019. Como resultados verificou-se que os vídeos tiveram bom alcance dentro dos dados analisados, considerando o número de visualizações e os espectadores únicos. Podemos considerar que o meio de divulgação foi efetivo, havendo a necessidade realizar com frequência para se manter a rotatividade e possivelmente podem ser cadastrados em outras plataformas de indexação para melhor alcance. Também confirmou que existe um nicho que a biblioteca pode suprir com informações voltadas para as questões culturais, sociais e artísticas com as práticas da contação de histórias. </text>
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