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                  <text>Eixo: Práticas
ACESSIBILIDADE ATITUDINAL NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE VIÇOSA: UM DIAGNÓSTICO
ATITUDINAL ACCESSIBILITY IN THE CENTRAL LIBRARY OF THE FEDERAL UNIVERSITY
OF VIÇOSA: A DIAGNOSIS
Alejandro de Campos Pinheiro1

Resumo: As mudanças estruturais nos espaços físicos são necessárias para a inclusão das pessoas com

deficiência, o que inclui o ambiente das bibliotecas universitárias. As bibliotecas universitárias
precisam avaliar aspectos, não somente aqueles restritos a mobilidade, mas também identificar se os
seus colaboradores estão capacitados para a realização do atendimento às pessoas com deficiência e se
estão aptos em promoverem a acessibilidade atitudinal. Essa pesquisa tem como objetivo realizar, um
diagnóstico de acessibilidade atitudinal praticado pelos bibliotecários e demais colaboradores da
Biblioteca Central da Universidade Federal de Viçosa às pessoas com deficiência, que utilizam os
seus produtos e serviços. A metodologia utilizada foi o uso de um instrumento norteador denominado
Check list, que consiste em verificar, como os bibliotecários e demais colaboradores realizam os seus
atendimentos quando são solicitados por usuários que apresentam algum tipo de deficiência.
Concluiu-se que, a equipe da biblioteca apresenta um conhecimento limitado sobre os usuários com
deficiência, nos aspectos relacionados a produtos e serviços direcionados a esse público. A ausência
de capacitação e treinamentos promovidos pela gestão dessa biblioteca é um fator determinante, que
contribui para a falta de criação e desenvolvimento de produtos e serviços que contemplem todos os
tipos de usuários. Sugere-se o investimento dos bibliotecários na educação continuada sobre
acessibilidade e inclusão, de modo a garantir condições aos usuários com deficiência usufruírem da
biblioteca universitária em todo seu potencial.
Palavras-chave: Acessibilidade atitudinal. Pessoas com deficiência. Biblioteca universitária. Universidade
Federal de Viçosa.
Abstract: Structural changes in physical spaces are necessary for the inclusion of people with disabilities, which
includes the environment of university libraries. University libraries need to evaluate aspects, not only those
restricted to mobility, but also to identify whether their collaborators are qualified to provide assistance to people
with disabilities and if they are able to promote attitudinal accessibility. This research aims to carry out a
diagnosis of attitudinal accessibility practiced by librarians and other employees of the Central Library of the
Federal University of Viçosa to people with disabilities, who use their products and services. The methodology
used was the use of a guiding instrument called the Check list, which consists of verifying how the librarians and
other collaborators perform their services when requested by users who have some type of disability. It was
concluded that the library team has limited knowledge about users with disabilities, in aspects related to products
and services aimed at this audience. The lack of capacitation and training promoted by the management of this
library is a determining factor, which contributes to the lack of creation and development of products and services
that include all types of users. It is suggested that librarians invest in continuing education on accessibility and
inclusion, in order to guarantee conditions for users with disabilities to enjoy the university library to its full
potential.
Keywords: Atitudinal acessibility. Deficient people. University library. Federal University of Viçosa.
1

Mestre em Ciência da Informação. Universidade Federal de Viçosa. alejandrocampos29@gmail.com

�1 INTRODUÇÃO
A sociedade tem modificado a sua forma de agir, pensar e praticar determinadas ações, a partir
do instante em que é submetida a novas perspectivas de pesquisas e descobertas, de comunicados
emitidos por autoridades ou fake news, o que podem influenciar e impactar no comportamento
positivo ou negativo das pessoas seja em diversas áreas do conhecimento, como a da saúde e social.
Os surtos de doenças em vários países do mundo, que antes eram consideradas extintas, como o
sarampo, retornaram e um dos principais motivos é o viés que questiona a real eficácia das vacinas
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019). As campanhas de vacinação eram consideradas como
sucesso em prevenção e até mesmo em erradicação de doenças e na segunda década desse século é
vista com desconfiança pela população. Do ponto de vista social, algumas atitudes de membros da
sociedade civil se transformaram no decorrer dos tempos e foram determinantes para que um grupo de
indivíduos, antes excluídos e considerados “invisíveis” pudessem ser ouvidos e contemplados em seus
direitos como cidadãos: as pessoas com deficiência.
As pessoas com deficiência foram submetidas por muitos anos ao modelo médico da
deficiência, que consistia segundo Sassaki (1997, p. 29) “a pessoa deficiente é que precisa ser curada,
tratada, reabilitada, habilitada etc. a fim de ser adequada à sociedade como ela é, sem maiores
modificações”. A partir desse modelo, a sociedade era caracterizada em ser resistente as mudanças
nos aspectos estruturais e atitudinais, de modo a possibilitar a inclusão da pessoa com deficiência no
ambiente social, educacional e profissional. Os centros de reabilitação eram vistos como soluções e
responsáveis em tratar e adaptar a pessoa com deficiência nos moldes exigidos pela sociedade na
década de 90. Assim, não havia integração social dessas pessoas, que era e ainda é alcançada por três
formas: mérito pessoal e profissional próprio sem a adequação do ambiente; por meio da adaptação
especifica no espaço físico que possibilite a interação social da pessoa com deficiência; e em lugares
em que haja um atendimento, horário ou espaço exclusivo para a pessoa com deficiência, mesmo
sendo considerado um ato segregativo (SASSAKI, 2006).
A partir de 1990, a Organização das Nações Unidas – ONU expõe o conceito de sociedade
para todos como uma meta a ser atingida e o termo sociedade inclusiva somente aparece por volta do
ano de 2010, a qual se refere Sassaki (2006, p. 168)

Uma sociedade inclusiva garante seus espaços a todas as pessoas, sem prejudicar aquelas que
conseguem ocupá-los só por méritos próprios [...]. Ela fortalece as atitudes de aceitação das
diferenças individuais e de valorização da diversidade humana e enfatiza a importância do
pertencer, da convivência, da cooperação e da contribuição que todas as pessoas podem dar
para construírem vidas comunitárias mais justas, mais saudáveis e mais satisfatórias.

�Esse conceito evoluiu ao decorrer dos anos e documentos como a Declaração de Salamanca e
Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência da Assembleia Geral da
ONU foram criados para possibilitar condições e oportunidades iguais para as pessoas com
deficiência. No Brasil, a Lei de Cotas para Deficientes e Pessoas com Deficiência (8.213/1991) e a
Lei Brasileira da Inclusão para Pessoa com Deficiência (13.146/2015) são considerados um marco na
legislação que asseguram os seus direitos e colaboram para o exercício da sua cidadania.
A mudança estrutural nos espaços físicos, sejam eles públicos ou privados, são necessários
para se adequarem as exigências da legislação, pois as pessoas com deficiência precisam ser tratadas
sem discriminação e sentir que fazem parte da sociedade. Nesse sentido, ambientes como o das
bibliotecas universitárias também precisam avaliar se os seus espaços estão preparados para
atenderem esses indivíduos. Além da instalação de pisos táteis, construção de rampas e elevadores
que promovam a acessibilidade é preciso identificar se os profissionais que fazem parte da equipe de
colaboradores das bibliotecas universitárias estão capacitados no atendimento as pessoas com
deficiência e aptos em promoverem a acessibilidade atitudinal. O presente estudo tem como finalidade
realizar um diagnóstico de acessibilidade atitudinal praticado pelos bibliotecários e demais
colaboradores da Biblioteca Central da Universidade Federal de Viçosa às pessoas com deficiência
que utilizam os seus produtos e serviços.

2 REVISÃO DE LITERATURA

A seção discutirá elementos que embasarão a pesquisa realizada. Serão abordados os conceitos
de biblioteca universitária e acessibilidade atitudinal para maior compreensão sobre esse estudo
realizado.

2.1 A biblioteca universitária

A biblioteca universitária é um órgão normalmente subordinado a pró reitoria de ensino de
uma instituição e tem como objetivo em contribuir para que a universidade realize as ações de ensino,
pesquisa e extensão. É o espaço responsável por compilar os materiais técnico-científicos de interesse
da sua comunidade e disponibilizá-los nas formas de empréstimo ou consulta local para colaborar no
processo de ensino aprendizagem, pesquisa e investigação científica. Além disso, outras atribuições
são realizadas e divulgadas para auxiliar os seus usuários na busca pela informação e produção de
conhecimento, que consiste em: levantamento bibliográfico, orientação quanto ao uso de normas

�técnicas, visita técnica, disseminação seletiva da informação, treinamento para o uso de bases de
dados, entre outros produtos e serviços.
Segundo Cunha e Cavalcanti (2008), a biblioteca universitária é um espaço subordinado a
instituição de ensino superior e que deve ir ao encontro das necessidades informacionais da equipe
docente, discente e administrativo, com intuito em auxiliar nas atividades de ensino, pesquisa e
extensão. A biblioteca pode ser considerada única (geralmente uma biblioteca central) ou várias
(normalmente denominada biblioteca setorial, por estar localizada em um departamento e por
possuir um acervo específico), que são organizadas como sistema ou rede.
Para Martins e Martins (2012, p. [2]) as bibliotecas de ensino superior são essenciais para a
comunidade acadêmica, visto que possuem o papel de mediadoras no acesso à informação,
constituindo-se como um elo no auxílio ao ensino “e à investigação científica, para a produção do
conhecimento”. As autoras ainda ressaltam que, as bibliotecas universitárias incorporam na
atualidade uma responsabilidade na formação dos estudantes ao propiciar condições para que eles
atinjam os seus objetivos, “baseados em toda a informação que vão absorvendo no mundo que os
rodeia”.
Nesse sentido, as autoras supracitadas enfatizam a importância de inclusão da pessoa com
deficiência, uma vez que reafirmam o compromisso das bibliotecas universitárias reunirem “um
conjunto de serviços, recursos e equipamentos que permitam receber alunos com necessidades
especiais. Este processo deve ser iniciado a priori, de modo a que em caso de necessidades o serviço
esteja já funcional” (MARTINS; MARTINS, 2012, p. [4]).

A maioria das bibliotecas adotou medidas para tornar seus serviços acessíveis aos usuários
com deficiência. Mas mesmo as bibliotecas que pensam que não têm clientes com
deficiência devem estar preparadas para a eventualidade de ajudar esses clientes. A
preparação avançada coloca a biblioteca em uma posição mais confortável do ponto de
vista de serviço, ética e legal. Além disso, é um gesto de boas-vindas. Algumas bibliotecas
acreditam que, por não terem conhecimento de nenhum usuário com deficiência, não
precisam fornecer serviços acessíveis. Essa atitude é uma profecia auto-realizável; pessoas
com deficiência optarão por não ir a um lugar com barreiras. Bibliotecas inacessíveis
podem ter muitos usuários em potencial que estão excluindo. À medida que as bibliotecas
fornecem serviços e informações mais acessíveis, é mais provável que atraiam novos
usuários, incluindo aqueles com deficiência (POWER; LEBEAU, 2009, p. 5572, tradução
nossa).

Mazzota (2005, p. 65) destaca a importância de reconhecer e incentivar a participação das
pessoas com deficiência nas ações de planejamento e execução dos “serviços, produtos e recursos
que são destinados a esse público”, pois são medidas que buscam valorizar o aspecto humano e o
seu empoderamento na tomada de decisão para que se alcance uma “sociedade democrática e

�inclusiva em todos os seus espaços, efetivando, assim, na prática, o que a legislação brasileira
orienta”.
As bibliotecas universitárias têm a responsabilidade de atingir
a eliminação de diversas barreiras como a arquitetônica para pessoas com deficiência física
e/ou mobilidade reduzida, sinalização em Braille e piso tátil para os cegos, obras em
Braille, terminais de consultas com programa de voz e com monitores maiores, incluindo o
teclado em Braille, informações em tamanhos ampliados para pessoas com baixa visão,
equipe treinada e proativa para auxiliar os usuários, conhecimento em Libras, dentre outros
pontos, nos espaços de todas as bibliotecas setoriais, para que o usuário possa utilizar a
biblioteca que ele quiser. Por se tratar de um Sistema de Bibliotecas, presume-se que as
partes tenham que estar preparadas, coordenadas entre si, para formar um todo inclusivo e
que funciona como estrutura organizada e com o mesmo pensamento. (COSTA; DUARTE,
2017, p. 175).

Lazzarin e Sousa (2015, p. 80) reforçam a ideia de que “a acessibilidade nos ambientes
universitários é fundamental e, está associada à preocupação dispensada em promover a inclusão
social e a diversidade em seus espaços acadêmicos”. Logo, a biblioteca universitária tem a missão
em contribuir com o desenvolvimento acadêmico dos estudantes durante todo o período do curso,
então ela precisa adequar o seu espaço físico e digital às necessidades informacionais dos mesmos
oferecendo assim, condições para permanência desses alunos usufruir os produtos e serviços.
As pessoas com deficiência estão cada vez mais frequentando o ensino superior, em torno de
45 mil, conforme dados da Sinopse Estatística do Ensino Superior (INEP, 2019), e isso tem
impactado também na adequação do espaço, na prestação de produtos e serviços e nas formas de
atendimento dos profissionais das bibliotecas universitárias. É necessário que os bibliotecários e sua
equipe de colaboradores estejam atentos a sua comunidade acadêmica, que também é constituída
pelas pessoas com deficiência e verificar alternativas para incluir esse usuário, que por muitos anos
foram considerados invisíveis pela sociedade. Com o aumento desse público, a Biblioteca Central
da Universidade Federal de Viçosa precisa avaliar se a sua infraestrutura, os produtos, serviços e o
comportamento dos seus profissionais estão condizentes para satisfazer as necessidades das pessoas
com deficiência.
A Biblioteca Central (BBT) da Universidade Federal de Viçosa (UFV) foi criada em 1969, se
encontra localizada no centro do campus universitário da cidade de Viçosa e está diretamente
vinculada a pró reitoria de ensino. Ela possui quatro andares, ocupa uma área aproximada de 13 mil
metros quadrados e realiza as atividades de “seleção, aquisição, classificação, catalogação,
organização,

armazenamento,

conservação,

restauração,

disponibilização,

treinamentos

e

disseminação das mais diversas fontes de informação aos seus usuários.” Oferece assistência às
bibliotecas setoriais do campus Viçosa e das bibliotecas dos campi de Florestal e Rio Paranaíba e
disponibiliza os serviços de “comutação bibliográfica, levantamento bibliográficos de assuntos

�específicos, catalogação na fonte, normalização de publicações, empréstimos de publicações,
treinamentos, cursos e orientações individuais aos usuários” (BIBLIOTECA CENTRAL DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, 2015).
A BBT da UFV conta com diversos produtos e serviços, conforme supracitados, que são
oferecidos a sua comunidade. No entanto, é preciso que o indivíduo responsável por fazer a sua
divulgação e mediação contemple todos os tipos de usuários, que inclusive tenha o conhecimento das
diretrizes e modelos de protocolos para atendimento a pessoa com deficiência. Conhecer quais as
formas de tratamento corretos para atender uma pessoa com deficiência são essenciais para que ela se
sinta valorizada como cidadão e incluída na sociedade da informação, além disso contribuirá para
prática e disseminação da acessibilidade atitudinal.

2.2 Acessibilidade atitudinal
Segundo Sassaki (2006, p. 69), a acessibilidade atitudinal se refere aquela “sem preconceitos,
estigmas, estereótipos e discriminações, como resultado de programas e práticas de sensibilização e de
conscientização dos trabalhadores em geral e da convivência na diversidade humana nos locais de
trabalho”. Dessa forma, cabe aos profissionais de todos os setores da sociedade e nesse contexto, o da
universidade, buscar meios para a remoção de barreiras, inclusive as atitudinais com intuito em
garantir a cidadania. Nesse sentido, a acessibilidade atitudinal será alcançada a partir de ações de
conscientização, do conhecimento e da tomada de atitude do bibliotecário, o que inclui a realização de
projetos de sensibilização, orientação e informação de toda a comunidade, que compõem a biblioteca
universitária (ASSIS, 2018).
Com a finalidade em atingir a acessibilidade atitudinal, algumas ações que se encontram
enraizadas na sociedade precisam ser alteradas para que o atendimento da pessoa com deficiência seja
realizado com respeito, atenção e igualdade. A seguir, alguns exemplos que estão condizentes para o
atendimento da pessoa com deficiência:

Quando desejar uma informação, dirija-se diretamente a pessoa com deficiência, não a seus
acompanhantes ou intérpretes; sempre que quiser ajudar ofereça sua colaboração e espere a
oferta ser aceita; lembre-se que cada tipo de deficiência possui singularidades e necessidades
próprias; pergunte de que forma pode ajudar (MELO, 2008; UNIVERSIDADE FEDERAL
FLUMINENSE, 2008; UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 2018).

É necessário compreender que para realizar um atendimento apropriado para as pessoas com
deficiência, a equipe de colaboradores da biblioteca precisa conhecer quais atitudes adequadas devem
ser realizadas com o objetivo em atendê-los com satisfação e sem discriminação. Por falta de

�orientação ou informação dos colaboradores de uma instituição dependendo do tratamento oferecido
por eles a uma pessoa com deficiência, pode ser caracterizado como uma atitude preconceituosa,
baseada no estereótipo ou no senso comum. Nesse contexto, essas ações podem ser identificadas
como barreiras atitudinais, ao desestimular o uso do espaço, dos produtos e serviços da biblioteca
universitária prejudicando esse usuário no seu processo de ensino aprendizagem e resultando muitas
vezes na sua evasão do ensino superior.

as atitudes ou comportamentos podem impedir ou prejudicar a participação social da pessoa
com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais e oferecer-se uma
biblioteca com acessibilidade, implica em reduzir ou remover as barreiras que dificultem o
acesso da pessoa com deficiência aos serviços e produtos oferecidos (ASSIS, 2018, p. 26).

Ribeiro, Simões e Paiva (2017, p. 210) salientam que, atitudes negativas podem ser
identificadas em discursos impregnados de estigmas e conceitos estereotipados referentes as
peculiaridades das pessoas não pertencentes ao grupo dominante. Logo, isso gera preconceitos e
exclusões, que são considerados alguns dos elementos responsáveis pelas barreiras atitudinais. “A
discriminação pode ser entendida, neste contexto, como hábito culturalmente concebido, gerador de
sujeitos com atitudes preconceituosas com atores sociais não pertencentes ao mesmo campo social.”
O artigo 8, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, destacado no decreto
6.949, de 25 de agosto de 2009, aborda sobre a importância da conscientização, como item essencial
ao combate as barreiras atitudinais:

Conscientizar toda a sociedade, inclusive as famílias, sobre as condições das pessoas com
deficiência e fomentar o respeito pelos direitos e pela dignidade das pessoas com deficiência;
Combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação a pessoas com deficiência,
inclusive aqueles relacionados a sexo e idade, em todas as áreas da vida; Promover a
conscientização sobre as capacidades e contribuições das pessoas com deficiência (BRASIL,
2009, online).

A educação da população é fundamental para que determinadas atitudes vexatórias, e
discriminatórias sejam evitadas. Sassaki (2005, p. 2) exemplifica com uma frase que demonstra
preconceito e que precisa ser abolida na sociedade: “apesar de deficiente, ele é um ótimo aluno”. A
forma correta em se expressar seria: “ele tem deficiência e é um ótimo aluno”. Assim, as pessoas com
deficiência são destacadas por estereótipos e excluídas por serem avaliadas como indivíduos
incapazes em trabalhar, estudar e realizar outras atividades. Conforme Ribeiro, Simões e Paiva (2018,
p. 223) elas “tendem a desenvolver estratégias para superar as barreiras impostas pelo ambiente social
e provar que conseguem ir além, aproximando-se ao máximo do que consideram como a normalidade
construída nos campos para se sentirem aceitas socialmente.”

�De acordo com Machado (2008) apenas a legislação não é suficiente para a política de
inclusão das pessoas com deficiência na universidade ou qualquer outra instituição. É necessário a
esses ambientes, uma mudança de postura, que compreenda o outro como indivíduo, que necessita de
acessibilidade não apenas nos aspectos físicos, mas também nas atitudes dos demais que o circundam
e interagem com ele socialmente.

3 METODOLOGIA

Para a realização do diagnóstico da acessibilidade atitudinal da BBT da UFV utilizou-se o
instrumento norteador Check list para bibliotecas, elaborado por Nicoletti (2010) afim de verificar,
como os bibliotecários e demais colaboradores realizam os seus atendimentos quando são
solicitados por usuários que apresentam algum tipo de deficiência, se estão capacitados ou recebem
treinamentos. O Check list foi usado no seu formato original, entretanto, para este estudo foi
selecionado um recorte deste instrumento apenas a parte de acessibilidade atitudinal, visto que era o
foco da pesquisa. Também se adaptou alguns termos no campo de questão para que
correspondessem com conjuntura social e a nomenclatura utilizada na atualidade.

4 RESULTADOS

Para uma visibilidade, análise e comparação das informações coletadas, um recorte do
Check list da BBT da UFV foi realizado no aspecto de acessibilidade atitudinal. As questões foram
avaliadas com sim, parcialmente e não e o resultado obtido se encontra exposto no quadro abaixo:
Quadro 1 - Check list BBT – UFV – Acessibilidade Atitudinal
Questão
O bibliotecário atualiza-se sobre a
questão da acessibilidade, recorrendo
às fontes disponíveis na área?
O bibliotecário tem conhecimento da
legislação pertinente à acessibilidade
em âmbito federal, estadual e
municipal? (Recomenda-se que a
biblioteca adquira a legislação
vigente e as normas relacionadas à
acessibilidade.)
O bibliotecário tem conhecimento
dos recursos de Tecnologia Assistiva
(TA) que promovem o acesso e uso
da informação?
O bibliotecário tem conhecimento do

Avaliação
Parcialmente

Observação

-

Parcialmente

-

Parcialmente

-

�custo de implementação de recursos
de TA que promovem o acesso e uso
da informação da biblioteca?
O bibliotecário tem conhecimento
das organizações não-governamentais
de pessoas com limitações físicas,
sensoriais e cognitivas?
O bibliotecário busca, junto às
organizações não-governamentais de
pessoas com limitações físicas,
sensoriais e cognitivas, consultoria
quanto à adequação à acessibilidade,
identificando pontos prioritários a
serem atendidos no contexto da
biblioteca?
A
biblioteca
investe
na
conscientização de todos da equipe
de trabalho sobre as questões
humanas e legais da inclusão de
PCD’s através do acesso e uso da
informação?
A biblioteca investe na capacitação
de todos da equipe de trabalho sobre
as diferentes necessidades que as
pessoas com limitações físicas,
sensoriais e cognitivas podem
apresentar no acesso e uso de
informação?
A biblioteca investe na capacitação
da equipe e dos usuários quanto ao
acesso e uso das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs) e
dos recursos de TA, que promovem a
acessibilidade da informação no
contexto da biblioteca?
A equipe da biblioteca apresenta
criatividade na busca de possíveis
soluções aos problemas que surgem
no acesso e uso da informação pelos
usuários, especialmente para os que
apresentam necessidades especiais
sensoriais e cognitivas?
Para exercer a função de atendimento
aos usuários, a biblioteca designa
colaboradores que tenham perfil
adequado
a
essa
atividade?
(Recomenda-se que, além da
capacitação técnica para a função, a
pessoa seja comunicativa, prestativa e
atenta às diversas necessidades que o
usuário pode apresentar independente
de suas limitações.)
Os colaboradores responsáveis pelo
atendimento aos usuários acolhem as
diferenças
(limitações,
físicas,
sensoriais e cognitivas) de forma
natural e sensível, com a mesma
atenção e respeito dispensado a todos
os usuários?

Não

Parcialmente

Não

Não

-

-

-

-

Não

-

Não

-

Sim

-

Sim

-

Sim

-

�No balcão de atendimento, as PCD’s
recebem atendimento prioritário,
respeitando-se a opção das mesmas?
(Recomenda-se a sinalização, no
balcão de atendimento, dessa
prerrogativa para que não se
confundam privilégios com direitos.)
Os colaboradores da biblioteca
oferecem aos usuários atendimento
com naturalidade, sempre que
necessário, independente, se estes
apresentam ou não necessidades
especiais?
Os colaboradores acatam com
naturalidade as recusas de ajuda por
parte das PCD’s?
Os colaboradores da biblioteca
acolhem adequadamente os usuários
com limitação visual que estejam
acompanhados de cão guia, no
sentido de permitir o ingresso e a
permanência do animal no local?
(Lembrando que este é um direito
garantido por lei.)
Nas primeiras visitas de uma pessoa
com
limitação
visual
e
desacompanhada, a biblioteca dispõe
de um colaborador como guia
humano que a acompanhe nos
espaços internos, descrevendo e
orientando sobre o ambiente?
Os colaboradores da biblioteca
acolhem adequadamente as pessoas
com baixa visão, auxiliando-as se
necessário e a pedido?
A equipe da biblioteca dispõe de um
colaborador intérprete de LIBRAS?
(Recomenda-se que a localização
habitual
do
intérprete
seja
identificada
com
o
símbolo
internacional de surdez, além disso,
dias e horários de atendimento devem
ser divulgados.)
A equipe da biblioteca dispõe de um
colaborador guia intérprete de surdocegos, habilitado à orientação e
mobilidade de pessoas surdo-cegas
no acesso e uso biblioteca?
A biblioteca mantém um controle de
registro
sobre
as
PCD’s,
identificando suas limitações e
necessidades no acesso e uso de
informação?
A biblioteca realiza avaliação de seus
serviços e produtos a fim de torná-los
acessíveis para o maior número
possível de usuários?
Para detenção de recursos financeiros
a biblioteca argumenta/justifica junto
à instituição mantenedora quanto à

Os PCD’s recebem atendimento
prioritário, mas o balcão não possui
sinalização referente a esse direito.
Parcialmente

Sim

-

Sim
-

Sim

-

Sim

-

Sim

-

Parcialmente

Não

Possui um colaborador, mas a
localização habitual do intérprete não
é identificada com o símbolo
internacional de surdez, e não tem
dias e horários definidos para esse
tipo de atendimento.

Os usuários precisam ir diretamente a
direção para fazer sugestões e
críticas.

Sim

-

Não

-

�importância de uma biblioteca
acessível a todos, em respeito à lei e
aos usuários em suas diferenças
individuais?
A biblioteca busca estabelecer
parcerias com setores privados ou de
capital misto que tenham interesse
em investir em projetos de inclusão
de PCD’s através do acesso e uso da
informação?
A biblioteca atenta às oportunidades
oferecidas por órgãos governamentais
estaduais e municipais para a
liberação de verbas de apoio a
projetos específicos a PCD’s?
Fonte: Adaptado de Nicoletti (2010).

Não

-

Não
-

Não

-

5) DISCUSSÃO

O Check List elencou informações relevantes e preocupantes referente aos aspectos
direcionados a acessibilidade atitudinal na BBT da UFV. Conforme explicitado no quadro 1, o
bibliotecário possui um conhecimento parcial sobre a legislação de acessibilidade, tecnologia assistiva
e fontes de informação que abordam essas temáticas. Então, percebe-se a necessidade do bibliotecário
buscar alternativas para se instruir e dessa forma contribuir para a inclusão da pessoa com deficiência
no ambiente da biblioteca universitária. Conhecer profundamente a legislação de acessibilidade e os
recursos de tecnologia assistiva, que a biblioteca possa adquirir são meios de colaborar com a
permanência da pessoa com deficiência no ensino superior, ao possibilitar condições desse usuário
acessar fontes de informação condizentes com a sua deficiência.
De acordo com o quadro 1, em relação a resposta sim, a biblioteca possui um registro que
identifica as pessoas com deficiência e suas necessidades no acesso e uso da informação. Conhecer o
seu usuário com ou sem deficiência é fundamental para que a biblioteca entre em consonância com as
expectativas do indivíduo e satisfaça as suas necessidades informacionais. Ainda que, a biblioteca não
realize cursos de capacitação, treinamentos aos seus colaboradores para atender adequadamente esse
público, a equipe de colaboradores se mostra com pró-atividade e iniciativa quando se encontra em
situação de atendimento a uma pessoa com deficiência. Demonstram que são prestativos, buscam
alternativas e soluções possíveis para realizarem um atendimento satisfatório para aqueles usuários
que necessitam de uma atenção peculiar. Porém, segundo Diniz, Almeida e Furtado (2019, [p. 5])

É inconcebível que a biblioteca, como um organismo social, não invista na conscientização da
sua equipe de trabalho sobre as questões humanas e legais da inclusão de estudantes com
deficiência. Chega a ser uma contradição falar de inclusão sem conhecimento sobre as
questões humanas e legais dentro de um universo como a universidade.

�Infere-se que, a equipe de colaboradores da BBT possui características de empatia,
solidariedade, pró-atividade ao procurar atender a pessoa com deficiência, mesmo que o espaço não
possua a acessibilidade adequada, escassez de recursos tecnológicos disponíveis presencia-se
disposição e bom senso em satisfazer as necessidades do usuário.
Constatou-se que, os bibliotecários da BBT desconhecem os custos de implementação de
recursos de Tecnologia Assistiva, não procuram informações e auxílios em entidades não
governamentais direcionados as pessoas com deficiência e não desenvolvem projetos de captação de
recursos para a aquisição de materiais adaptados para esse público. Percebe-se então, que os
bibliotecários da BBT apresentam um conhecimento limitado sobre os usuários com deficiência, nos
aspectos relacionados a produtos e serviços direcionados ao perfil desse público. A ausência de
cursos de capacitação e treinamentos promovidos pela gestão da BBT para os bibliotecários e os
demais colaboradores, também é um fator determinante que contribui para a falta de criação e
desenvolvimento de produtos e serviços que contemplem todos os tipos de usuários.
A prática de ações inclusivas de uma biblioteca deveria ser iniciada pela capacitação dos seus
colaboradores. No entanto, a ausência de investimentos em cursos e treinamentos para a equipe de
trabalhadores impactam as suas ações posteriores, quando necessitam atender pessoas com deficiência
e que podem precisar de algo específico durante o acesso e uso da informação (MALHEIROS;
CUNHA, 2017).
A BBT não possui um colaborador qualificado para guiar usuários que apresentam deficiência
visual, física ou auditiva, não discute com a administração superior aspectos relacionados a
acessibilidade do seu espaço e no seu entorno e não realiza qualquer tipo de ação, parceria com outros
órgãos governamentais, municipais, estaduais ou federais, ou da iniciativa privada. Entende-se que, a
falta de um profissional da biblioteca que possua um conhecimento aprofundado sobre a
acessibilidade, Tecnologia Assistiva e os seus aspectos relacionados com o usuário com deficiência
colabora com a invisibilidade desse público. Conhecer as formas adequadas para realizar um
atendimento a uma pessoa com deficiência significa incluir esse indivíduo no ambiente da biblioteca e
tratá-lo como cidadão atentando-se ao cumprimento dos seus direitos.
A atuação de um bibliotecário que coordene ações voltadas para os usuários com deficiência
torna-se imprescindível no contexto atual (SAMSON, 2011), uma vez que esse público tem crescido
substancialmente nos últimos anos.

Ainda que, a acessibilidade e inclusão seja um interesse

institucional, sempre haverá um profissional com maior envolvimento, sensibilidade e liderança nesse
processo e isso está relacionado nas funções administrativas da biblioteca (MIGLIOLI; SANTOS,
2017; SAMSON, 2011).

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
A transformação da sociedade ao decorrer das décadas permitiu que houvesse uma mudança
da concepção referente ao papel das pessoas com deficiência e suas formas de interação com outros
indivíduos e nos ambientes os quais exerce suas atividades laborais, estudo, lazer entre outros. No
início do século XX eram considerados indivíduos incapazes, por serem avaliados de acordo com os
princípios do modelo médico da deficiência, no entanto, na contemporaneidade são atores que buscam
ser protagonistas das suas vidas, ações e que reivindicam pelos seus direitos e consequentemente pela
sua inclusão social.
Para que as pessoas com deficiência possam atingir a sua independência e autonomia, elas
precisam de determinadas adaptações dos espaços em que transitam, como rampas, elevadores, pisos
táteis garantindo a sua mobilidade. No entanto, é preciso evidenciar que outras ações são necessárias
para contribuir com a sua inserção nos ambientes. Conhecer como se comportar adequadamente com
uma pessoa com deficiência durante um atendimento é permitir a sua inclusão como cidadão na
sociedade em que vive. Nesse sentido, identificou-se a necessidade de realizar um diagnóstico de
acessibilidade atitudinal com os bibliotecários e os demais colaboradores da Biblioteca Central da
Universidade Federal de Viçosa.
Observou-se que, a gestão da BBT é omissa nos aspectos de cursos e treinamentos para a
capacitação da sua equipe de colaboradores para atendimento com pessoas com deficiência. Ainda
que isso ocorra, os servidores são prestativos e disponíveis quando solicitados, mesmo que não
apresentem a orientação adequada de como devem proceder. Não há propostas de projetos de
parcerias com outras entidades, em relação ao uso de recursos de Tecnologia Assistiva e empréstimo
de materiais adaptados. A ausência de iniciativa, pró-atividade, liderança e formação profissional
contínua dos bibliotecários também dificultam na disseminação da acessibilidade atitudinal, visto que
esses profissionais realizam atendimentos presenciais e deveriam ser instruídos e preparados para
compartilharem a forma adequada.

O desconhecimento é a base para o avanço das barreiras atitudinais e falta muito para que as
bibliotecas universitárias, foco deste estudo, se tornem inclusivas e acessíveis. Isto requer
muito da acessibilidade atitudinal dos diretores e dos bibliotecários da biblioteca, pois
profissionais apáticos, sem iniciativa e conhecimento necessário para atuarem com todos os
tipos de acessibilidade perpetuarão a imagem da biblioteca como uma instituição fracassada
neste domínio (DINIZ; ALMEIDA; FURTADO, 2019, p. [6]).

A mudança de comportamento das instituições, a conscientização dos colaboradores e da
sociedade como um todo e a disseminação de práticas corretas no atendimento para a pessoa com

�deficiência podem ser ações efetivas para a consolidação da acessibilidade atitudinal. Os
bibliotecários precisam investir na educação continuada sobre acessibilidade e inclusão, de modo a
garantir condições aos usuários com deficiência usufruírem da biblioteca universitária em todo seu
potencial. Distinguir os tipos de deficiências dos seus usuários e conhecer a maneira adequada em
como atendê-los é uma forma de contribuir para a sua permanência no ensino superior, reconhecendoo como membro da comunidade acadêmica e assim, auxiliar na sua interação social.
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em Nova York, em 30 de março de 2007.Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF,
26 de agosto de 2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20072010/2009/decreto/d6949.htm. Acesso em: 24 mar. 2020.
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              <text>As mudanças estruturais nos espaços físicos são necessárias para a inclusão das pessoas com deficiência, o que inclui o ambiente das bibliotecas universitárias. As bibliotecas universitárias precisam avaliar aspectos, não somente aqueles restritos a mobilidade, mas também identificar se os seus colaboradores estão capacitados para a realização do atendimento às pessoas com deficiência e se estão aptos em promoverem a acessibilidade atitudinal. Essa pesquisa tem como objetivo realizar, um diagnóstico de acessibilidade atitudinal praticado pelos bibliotecários e demais colaboradores da Biblioteca Central da Universidade Federal de Viçosa às pessoas com deficiência, que utilizam os seus produtos e serviços. A metodologia utilizada foi o uso de um instrumento norteador denominado Check list, que consiste em verificar, como os bibliotecários e demais colaboradores realizam os seus atendimentos quando são solicitados por usuários que apresentam algum tipo de deficiência. Concluiu-se que, a equipe da biblioteca apresenta um conhecimento limitado sobre os usuários com deficiência, nos aspectos relacionados a produtos e serviços direcionados a esse público. A ausência de capacitação e treinamentos promovidos pela gestão dessa biblioteca é um fator determinante, que contribui para a falta de criação e desenvolvimento de produtos e serviços que contemplem todos os tipos de usuários. Sugere-se o investimento dos bibliotecários na educação continuada sobre acessibilidade e inclusão, de modo a garantir condições aos usuários com deficiência usufruírem da biblioteca universitária em todo seu potencial.</text>
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