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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

VIVÊNCIAS EM SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS: BIBLIVRE E
SOPHIA

Adriana Isidório da Silva Zamite
Antonio Luis Mattos de Souza Cardoso

RESUMO
Este artigo apresenta vivências profissionais na utilização dos sistemas BIBLIVRE, um
software livre, e o Sophia, um software proprietário, no cotidiano das práticas bibliotecárias.
Com objetivo de identificar vantagens e desvantagens dos softwares e avaliar suas
ferramentas para melhor atender a instituição e o usuário. Para tanto, são apresentados
manuais e programas para que fossem avaliados igualmente. Foram analisadas as interfaces,
nos módulos de Catalogação, Busca e Circulação; serviços essenciais de uma unidade de
informação. E também, foi avaliada a linguagem dos manuais impressos e online. O objetivo
é descobrir se os fabricantes estão realmente corretos nas descrições dos softwares, e qual a
ferramenta mais completa e de fácil utilização para o profissional bibliotecário e o usuário.

Palavras-Chave: Biblivre; Sophia; Automação de Bibliotecas; Software livre; Software
proprietário.

ABSTRACT
This article presents professional experiences in the employment of the use of BIBLIVRE, a
free software, and Sophia, a proprietary software, systems in everyday librarian practice. The
objective is to identify advantages and disadvantages of these softwares and to evaluate their
tools to better serve the institution and the user. For both, manuals and programs were
evaluated and also presented. Interfaces were analyzed for Cataloguing, Searching and
Circulation modules; essential services for an information unit. The printed and online
manuals were also evaluated. The intention is to find out if the manufacturers are really
accurate descriptions of the software, and what the most complete and easy to use tool for the
professional librarian and the user.

Keywords: Biblivre; Sophia; Library Automation; Free software; Proprietary software.

4660

�1 Introdução
Com os avanços tecnológicos, as unidades de informação, em sua maioria inserida em
organizações, exigem uma compreensão melhor por parte dos profissionais, mas também das
plataformas tecnológicas existentes. A agilidade e eficiência de soluções digitais trazem para
uma instituição melhoras significativas para o trabalho do bibliotecário em suas atividades.
Assim, esse artigo realiza uma análise comparativa entre os programas Biblivre, um

software livre, e o Sophia, um software proprietário. Identificar as vantagens e desvantagens
entre eles, mesmo havendo diferenças estruturais e comerciais, avaliando suas ferramentas e
funcionalidades para melhor atender a instituição e o usuário.

2 Revisão de Literatura
Nesta revisão, são apresentados os conceitos dos recursos da Tecnologia da
Informação discutidos neste trabalho. Iniciaremos com Sistema de Informação definido
segundo Laudon e Laudon (1999, p. 4), “ [...] como um conjunto de componentes interrelacionados trabalhando juntos para coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir
informação [...]” . Sendo este, um produto composto por três componentes essenciais:
tecnologia, organização e pessoas (Figura 1). Elementos primordiais no processamento e
execução de tarefas em ambientes organizacionais.

Figura 1 - Componentes de um Sistema de Informaçã

Fonte - Laudon e Laudon (1999, p. 5)

No entanto, se faz necessário para a coordenação desses componentes à implantação
de softwares que, segundo Laudon e Laudon (2010, p. 16), “consiste em instruções detalhadas
e pré-programadas que controlam e coordenam os componentes do hardware de um sistema
de informação”. Um item imprescindível na recuperação da informação com o objetivo de
automatizar e dinamizar as atividades realizadas em centros de informação. No mercado,

4661

�atualmente existem vários tipos de softwares sendo estes livres, gratuitos, comerciais ou
proprietários.
Assim, começaremos a pesquisa com o software livre que é definido como, segundo
Silveira e outros (2003, p. 50), “ [...] um programa de computador com o código-fonte aberto,
possibilitando que qualquer técnico possa estudá-lo, alterá-lo, adequá-lo assuas próprias
necessidades e redistribuí-lo, sem restrições” . Além disso, para ser considerado livre o

software precisa ter quatro liberdades básicas definidas pela Free Software Foundation

:

•
Liberdade 0: A liberdade de executar o programa, para qualquer
propósito;
•
Liberdade 1: A liberdade de estudar como o programa funciona, e
adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um prérequisito para esta liberdade;
•
Liberdade 2: A liberdade de redistribuir cópias de modo que você
possa ajudar ao seu próximo;
•
Liberdade 3: A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus
aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Acesso ao
código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Logo, o software gratuito, segundo Lourenço (2008, p. 81), “não se tem acesso ao
código-fonte, portanto não se pode alterá-lo ou simplesmente estudá-lo, pode-se apenas usálo, da forma como foi disponibilizado” . É importante destacar que software livre e software
gratuito não são iguais, quanto ao seu desenvolvimento, comercialização e distribuição. Para
Dziekaniak (2004, p. 39-40), é relevante lembrar que,
[...] enquanto do software gratuito apenas pode ser utilizado sem custos na
aquisição, o software livre possui uma filosofia de cooperação e liberdade de
atualização e criação de novos módulos nestes sistemas, uma vez que é open
source, ou seja, seu código fonte é disponibilizado para manipulação dos
usuários com conhecimento em programação.
Mas, o software comercial foi desenvolvido para o mercado com o objetivo de almejar
lucro que, segundo Rodrigues e Prudêncio (2009, p.83),

[...] é aquele desenvolvido por uma empresa com vistas a obter lucro através
do uso do software. “Comercial” e “Proprietário” não é a mesma coisa. A
maior parte dos softwares comerciais é proprietária, mas existem softwares
livres comerciais e softwares não comerciais proprietários.

527 Free Software Foundation é a principal organização que patrocina o Sistema Operacional GNU. Tendo a
missão de preservar, proteger e prom over a liberdade de usar, estudar, copiar, m odificar e redistribuir
software, e defender os
direitos
dos usuários
de Software Livre. Disponível em:
&lt;http://www.gnu.org/philosophy/philosophy.pt-br.html&gt;. Acesso em: 24 nov. 2013.

4662

�Entretanto, o software proprietário tem seu uso atrelado ao pagamento de licença.
Saleh (2004, p. 10) afirma que “é um programa de computador que possui o seu código fonte
fechado, é negado às pessoas melhorar sua funcionalidade de forma a atender as necessidades
específicas” . Essa configuração de propriedade e o caráter pago de sua licença conferem-lhe
um caráter comercial esse intuito aproxima-se de certa resistência social quando se constata
que poucas corporações dominam a comercialização de tais produtos em escala mundial.
Com o auxilio desses programas, a biblioteca apresenta mais eficiência em seus
serviços para melhor atender os usuários. A automação vem para auxiliar e suprir as
necessidades tecnológicas dos gerenciadores dos centros de informação. Para Cunha e
Cavalcanti (2008, p. 39), “a automação de bibliotecas utiliza a informática visando
modernizar e aperfeiçoar as rotinas, produtos e serviços de uma biblioteca” . O bibliotecário
necessita dessa ferramenta para dinamizar suas atividades. Para Côrte (2002, p.11), “a atuação
eficaz do profissional da informação depende, e muito, de ferramentas tecnológicas que
possibilitam o desenvolvimento das diversas atividades informacionais” . Por isso, o
profissional bibliotecário necessita conhecer e habituar-se às ferramentas tecnológicas para
assim aplicá-la em sua instituição.
A seleção de um software não é uma tarefa simples. Além da instituição, existem
outros fatores que precisam ser avaliados, segundo Côrte (2002, p. 35), “A escolha de um

software exige, fundamentalmente, a análise da ferramenta, seus recursos, potencialidades
[...]” . Esse processo de informatização da biblioteca não pode ser desordenado, necessita de
uma pesquisa mais intensa sobre os programas. Sendo de grande importância a realização de
um diagnóstico das atividades e necessidades da unidade de informação.
Segundo Café, Santos e Macedo (2001, p. 71), para escolher um software é preciso,
“tomar cuidado com decisões baseadas em ideologias, modismos e expectativas pessoais ou
ainda em argumentos feitos de acordo com situações específicas, sem observar a unidade de
informação como um todo” . É importante que a biblioteca determine e solicite as operações
desejáveis para as funções básicas e necessárias que a atenda.

3 Materiais e Métodos
Uma análise comparativa foi realizada entre os programas, Biblivre e Sophia, com o
objetivo de identificar e caracterizar as interfaces nos módulos de catalogação, busca e
circulação, além de seus manuais online e impressos. Para tanto, foram utilizados métodos de
observação e relatos de experiências sobre os softwares através do manuseio das ferramentas
na prática bibliotecária.

4663

�Foram observados os recursos do Biblivre através de um acervo pessoal e das aulas do
Projeto de Iniciação a Docência, apresentadas aos alunos do 6° período de Biblioteconomia no
período letivo de 2013/1 e 2013/2 na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). E, o
Sophia, na utilização do software na Biblioteca Senador João Calmon da Assembleia
Legislativa do Estado do Espírito Santo (ALES). As análises foram realizadas, entre o período
de janeiro a dezembro de 2013, com o intuito de identificar as vantagens e desvantagens dos
programas em aspectos de uso e ferramentas, para melhor atender o bibliotecário e o usuário.

4 Biblivre 3.0
O Biblivre é um software de gestão da informação com o aplicativo que permite a
inclusão digital do cidadão na sociedade da informação (BIBLIVRE, 2013). Ele contribuiu,
assim, para a difusão de acervos de bibliotecas de varados portes. Além disso, qualquer
usuário pode compartilhar no sistema seus próprios textos, músicas, imagens e filmes.
Segundo o Manual do Biblivre (2010?, p. 4),
o programa começou a ser elaborado em 2001 pelo Ministério da Cultura (Minc), através
da Lei Rouanet 8.313/91 para o incentivo ao desenvolvimento sociocultural” . Em 2004,
firmou convênio com a SABIN (Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional). E a
Universidade Federal do Rio de Janeiro contribuiu com o apoio ao desenvolvimento do
projeto, nas versões, 1.0 e 2.0.
O Instituto Itaú Cultural tornou-se patrocinador exclusivo do projeto em 2007. Em
2008, a Biblioteca livre obteve o apoio da Fundação Biblioteca Nacional. E em 2010 foi
lançada a versão internacional, também conhecido como versão 3.0 em Português, Inglês e
Espanhol

. Sendo este composto por seis módulos: Busca, Circulação, Catalogação,

Aquisição, Administração e Ajuda. Para acessar os módulos, é muito simples, bastando clicar
na tela inicial (Figura 2) o serviço desejado.
Figura 2 - Interface do Biblivre.

Fonte - Biblivre.

528 Manual Biblivre. Versão 3.0. [S.l.: s.n., 2010?].

4664

�4.1 Busca
Analisando alguns desss módulos, a começar pelo módulo de Busca, item
indispensável na recuperação da informação, verifica-se que há quatro modos de tornar mais
ágeis e eficientes as pesquisas: Bibliográfica, Autoridades, Vocabulário e Distribuída (Figura
3).
Figura 3 - Módulo de Busca

Fonte - Biblivre.

A recuperação dos registros tamém pode ser realizada através do tipo de material e/ou
atributos sendo este por autor, título, assunto, ISBN, ano de publicação, serial da obra, código
de barras ou tombo patrimonial. Contém os operadores booleanos (AND, OR, NOT), que
auxiliam o usuário a localizar as informações com mais precisão e menos ruídos.
O usuário tem acesso livre a esse serviço, conseguindo recuperar e visualizar os
registros das obras catalogadas no sistema das bibliotecas que utilizam o programa Biblivre,
sendo esta, a única interface disponível para o usuário (Figura 4). No serviço de Busca e
Ajuda são encontrados o manual, informações sobre o programa e serviços prestados por
fóruns para sanar dúvidas do software. O login e a senha apresentados na interface nesse
módulo, são campos restritos aos usuários, estando apenas disponíveis para gestores de
instituições ou a usuários que utilizam o sistema na sua residência.
Figura 4 - Página inicial do Biblivre

Fonte - Biblivre.

4665

�4.2 Circulação
O segundo módulo a Circulação, onde são realizados os serviços de cadastros (Figura
5) empréstimos, reservas e emissão das carteirinhas

529

dos usuários que utilizam os serviços

da biblioteca. É possível também anexar fotos e classificar o tipo de usuário

, facilitando o

reconhecimento do mesmo na hora do empréstimo. O Biblivre possui também dispositivos
que emitem etiquetas de identificação do usuário, para ser anexada nas carteirinhas
disponibilizadas pela instituição, uma maneira inteligente de fidelizar seus leitores e divulgar
a Biblioteca.
Figura 5 - Cadastro de usuários

Fonte - Biblivre

Além disso, é possível bloquear usuário que descumpre o regulamento da instituição,
deixando-o impossibilitado de retirar qualquer obra da biblioteca. Logo, não havendo
restrições, o usuário pode retirar a obra, renovar e até mesmo reservá-la. E, para o
bibliotecário, permite-se visualizar todos os cadastros e empréstimos realizados, identificando
atrasos, multas e reservas.

4.3 Catalogação
O próximo módulo é Catalogação, serviço de extrema importância na biblioteca, pois
a obra é tratada e organizada pelo bibliotecário e em seguida, disponibilizada para o usuário.
Além disso, é possível importar/exportar registros de outras instituições pelo modo MARC21

e também remover registros já cadastrados.

529 Termo utilizado pelo Programa Biblivre.
530Essa classificação é realizada pelo bibliotecário na hora do cadastro. Cada biblioteca possui diferentes tipos de
usuários, sendo estes, alunos, professores, entre outros. Esta classificação é dada de acordo com o público que
frequenta cada unidade de informação.
531 Os formatos MARC 21 são padrões amplamente usados para representação e exportação de dados
bibliográficos, de autoridade, classificação, informação de comunidade e dados de coleção, em formato legível
por máquina (2005, p. 15).
Fonte: MARC-21.

4666

�Este módulo também possui divisões em suas bases de dados são elas: bibliográfico,
autoridades e vocabulário (Figura 6).

Figura 6 - Apresentação do módulo de Catalogação

Fonte - Biblivre

O formulário para cadastro de obas apresenta muita informação dispensável, sendo
exaustivo para o profissional bibliotecário. Mas isso, iremos visualizar mais a frente na
analise dos dois softwares. Porém, ele oferece a opção de anexar arquivos em seu cadastro,
utilizando arquivos armazenados no computador, pen drive, CD, DVD, etc.

4.4 Ajuda
A Ajuda, onde está localizado o manual. O manual é possível de ser visualizado no
formato PDF por todos que utilizam esse serviço. Encontra-se também as perguntas
frequentes de todos os serviços prestados pelo Biblivre, respondidas em fóruns, por
profissionais que conhecem a ferramenta (Figura 7). Além disso, esse módulo possui
informações sobre os direitos autorais reservados ao software.

Figura 7 - Módulo de ajuda

Fonte - Biblivre.

4667

�5 Sophia Biblioteca 8.0
O Sophi Biblioteca versão 8.0 foi desenvolvido pela Empresa Prima, fundada em
1993. Entretanto, só a partir de 1997 a Prima começou a atuar no desenvolvimento de

softwares para gestão de bibliotecas. Com uma equipe formada por bibliotecários, analistas de
sistemas e de suporte trabalhando exclusivamente no desenvolvimento do Sophia Acervo, que
segundo a Prima (2013),
é um software desenvolvido com o objetivo de facilitar, de uma forma
surpreendente, a gestão de suas coleções. O produto permite que você crie
todas as fichas de catalogação de acordo com seu interesse e oferece, por
meio de telas de fácil utilização, um poderoso mecanismo de busca,
recuperação e apresentação de informações.
Além de apresentar uma linguagem simples e de fácil manuseio, o programa Sophia
segundo Côrte e outros (2002, p. 194), é "desenvolvido em linguagem Delphi, contempla
todos os requisitos necessários para o processo de automação de uma biblioteca, destacandose a manipulação completa do registro MARC-21". Este software também oferece, uma
interface moderna e seus serviços Web contam com a possibilidade de customização,
permitindo à biblioteca adequar seu terminal ao padrão visual do site da instituição. O sistema
permite também, a criação de perfil e senha para cada operador (Figura 8), indicando quais
ações ele poderá realizar na biblioteca. Para Prima (2013),
Assim, é possível acompanhar as ações de cada um por meio de filtros e
relatórios gerenciais e ainda definir políticas de empréstimos, fazer reservas
e renovações de acordo com a realidade da sua instituição, combinando
dezenas de opções, como quiser (multas, atrasos, dentre outros).
Figura 8 - Apresentação do Sophia

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo.

Entretanto, depois de preencher os campos de identificação e senha o programa abrirá
uma tela (Figura 9), com informações sobre todo o funcionamento da ferramenta.

4668

�Figura 9 - Interface do Sophia.

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo.

Na sua interface, são visualizados todos os serviços disponíveis, sendo este, possível
de acessar com um simples clique. N a própria página são divididas as funções e, na parte
superior, os ícones administrativos e um pouco mais a baixo, os serviços de catalogação de
obras e periódicos, usuário e circulação. No site, não é mencionado à causa dessa divisão,
entretanto, é prático e facilita a localização dos mesmos.

5.1 Busca
A pesquisa solicitada nesse setor é realizada em dois momentos diferentes. O primeiro
é realizado pelo bibliotecário na base de dados do programa, sendo este, restrito para usuários.
Na Figura 10, é possível visualizar os registros realizados no sistema com a foto da capa do
livro532.

Figura 10 - Tela de busca realizada pelo Bibliotecário.

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo

532 Como exemplo, uma busca realiza por ASSIS, tudo o que tiver relacionado com este nome aparecerá na tela.
Lógico, esse é um modo simples de busca, existem muitas outras complexas e mais eficientes.

4669

�O outro modo é realizado pelo usuário, sendo este o único vinculo com o sistema
Sophia (Figura 11) pelo portal da instituição.
Figura 11 - Tela de busca do usuário

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo

A busca é realizada mediante a digitação da palavra e qual informação quer recuperar.
Caso queira detalhar a busca, selecione o campo da palavra-chave e clique no atributo pelo
qual desejar recuperar, assim como descrito na tela.

5.2 Obras
Neste módulo, são catalogadas obras baseadas na descrição da AACR2

. O

formulário de cadastro do Sophia possui linguagem simples e fácil manuseio (Figura 12).
Assim, é possível inserir, alterar e até mesmo excluir uma obra53534. O Sophia conta com um
auxilio na base de dados de mídias, de uma escâner para escanear a capa do livro e expor no
sistema, assim como mostrado anteriormente na Figura 10.
Figura 12 - Formulário de cadastro de Obras

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo

533 AACR2 - Anglo-American Cataloguing Rules, cujas regras de catalogação descritiva basearam-se na ISBD Internacional StandardBibliografic Description, tem como objetivo facilitar o intercâmbio internacional da
informação bibliográfica, por meio da forma escrita convencional, ou por meio eletrônico.
Fonte - RIBEIRO, Antônia Motta de Castro Memória. AACR2: Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd
edition: descrição e pontos de acesso. 2. ed. Brasília: Ed. do autor, 2001.
534 Na Biblioteca Senador João Calmon, no cadastro de obras, é inserido apenas livros.

4670

�5.3 Periódicos
No formulário de periódicos (Figura 13), assim como em Obras, é baseada na
descrição do AACR2.

Figura 13 - Cadastro de Periódicos

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo

O formato do formulário é o mesmo e apresenta ícone de mídia, porém, tem alguns
dados relacionados a cada material, exemplo, ISBN para livros e ISSN para periódicos.

5.4 Usuários
Para cadastrar um novo usuário no Sophia, é preciso clicar no módulo Usuário. Na
tela, aparece uma ficha (Figura 14), onde são inseridos os seus dados. A ficha de cadastro
contém informações sobre identificação pessoal e logradouro do usuário. Esse cadastro é
muito importante, sendo de extrema importância a veracidade das informações coletadas.

Figura 14 - Cadastro de Usuários

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo

O Sophia Biblioteca permite que o usuário cadastre uma foto no programa. Mas para
isso, é preciso incluir à fotografia em uma pasta no servidor do computador e depois anexa-la
ao programa.

4671

�5.5 Circulação
No módulo Circulação é onde acontece os empréstimos, reservas e devoluções dos
materiais disponíveis pela unidade de informação. O programa apresenta na interface os
ícones de Empréstimo / Devolução. Basta clicar sobre o ícone e aparecerão na tela (Figura
15), os dados para realização do empréstimo rápido e simples.

Figura 15 - Tela de empréstimo de materiais

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito Santo

Além disso, pode visualizar e emitir relatórios da quantidade e situação de usuários
cadastrados no sistema, obras emprestadas ou em atraso.

5.6 Ajuda
No módulo Ajuda, são encontradas informações sobre o Sophia Biblioteca e seu
fabricante (Figura 16). Além do seu manual e informações técnicas sobre software. Assim,
são as apresentadas às bases de dados de cadastros de Obras e Periódicos e sobre os módulos
de Busca, Usuários e Circulação.
Figura 16 - Módulo de Ajuda

Fonte - Biblioteca Senador João Calmon da Assemblea Legislativa do Estado do Espírito
Santo

4672

�6 Resultados Parciais/Finais
Nesse capítulo, é abordada a vivência e a análise da prática dos softwares na visão do
pesquisador bibliotecário. E, na prática da docência da utilização do programa Biblivre em
sala de aula para alunos do 6° período do Curso de Biblioteconomia da UFES durante os
períodos letivos de 2013/1 e 2013/2. Esta análise é realizada de acordo com a utilização das
interfaces dos programas nos seguintes aspectos: na Catalogação das obras, a Busca e a
Circulação. As escolhas desses módulos basearam-se na frequente utilização dos serviços
prestados pelas unidades de informação. Segundo Cardoso Filho e Santos (2012, p. 185),
o processamento técnico de livros, por exemplo, que envolve catalogação,
classificação e indexação, poupa o tempo do usuário na busca do que
necessita. Apenas com o título ou com o autor de uma obra, o usuário
identifica o documento procurado, e a boa indexação permite localizar
documentos com maior agilidade.
Por isso, importância de uma eficiente catalogação, para que o usuário possa recuperar
a informação de forma mais precisa. Ao analisar a interface do programa Biblivre, como
“admin”

, deparei com algumas características aleatórias. O Biblivre possui uma interface

simples e de fácil utilização. Todas as informações sobre o software aparecem na interface.
Para visualizar, ao clicar no módulo desejado assim visualizado na (Figura 2), o bibliotecário
não tem dificuldade alguma em acessar a sua base.
A Prima (2013) afirma que “a preocupação com a ergonomia tornou o Sophia
biblioteca muito simples de ser utilizado, com uma interface amigável e intuitiva” . Todavia, a
interface, apesar de possuir uma linguagem simples como descrita pelo fabricante, possui
muitos ícones que não são utilizados frequentemente (Figura 9), poluindo visualmente o
programa. A unidade de informação necessita de programas mais objetivos para que o
bibliotecário possa realizar as atividades seguramente.
O formulário de catalogação do Sophia é o mais completo e prático. As bases, onde
são inseridos os dados, têm uma linguagem clara e de fácil compreensão, baseadas nas
normas da ABNT535536. O programa, segundo Dantas e Gottschalg-Duque (2010, p.2), “é um

software de fácil utilização que não exige do bibliotecário conhecimento profundo em
informática ou do padrão MARC-21” . O Biblivre também utiliza o formato MARC-21,
entretanto, possui um formulário extenso e exaustivo, assim como apresentado, somente a
primeira parte do formulário (Figura 17) para obras bibliográficas. A base é inteira e, se
535 O Biblivre utiliza o termo “admin” ou administrador para o responsável do programa.
536 Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

4673

�desejar inserir ou alterar algum dado, é preciso rolar a página do programa com o auxilio do
mouse para a direção pretendida até o ponto da inserção.

Figura 17 - Formulário de catalogação bibliográfica do Biblivre

Fonte - Biblivre

Ele também possui formulários paa autoridades e vocabulários separadamente, porém,
são bases que o catalogador quase não trabalha, por utilizar mais os dados bibliográficos. Este
formulário poderia ser dividido em partes, para auxiliar o catalogador. Assim como no
Sophia, que possui formulários condensados para cada tipo de material, obras (Figura 12) e
periódicos (Figura 13). A intenção é facilitar a catalogação, mas sempre observando os
critérios do bibliotecário e principalmente do usuário. As informações precisam ser
corretamente indexadas e inseridas nas bases, para que o usuário possa recuperá-la
perfeitamente. O ponto em questão não é quantidade, e sim a qualidade do serviço oferecido.
A busca pela recuperação da informação pelo Biblivre (Figura 3-4) e o Sophia (10-11)
é simples e de fácil entendimento, a praticidade desses campos são vantagens para ambos os
programas. Apesar dos softwares utilizarem palavras, pouco conhencidas pelos usuários que
não são da área da biblioteconomia. Segundo Figueiredo (1996, p. 43), “o usuário deve
executar a sua própria busca com o mínimo de auxilio, contudo, devido a isso, a busca é feita
de maneira simplista [...]” . Para que ele tenha autonomia e pesquisar o que realmente
necessita.
Na Circulação, é onde ocorre os empréstimos, renovações e devoluções de materiais.
Os dois softwares possuem excelentes serviços de empréstimos. O Biblivre, por exemplo,
possui no módulo de circulação ícones apresentados anteriormente (Figura 5), numa
sequência lógica, o bibliotecário cadastra o usuário, depois realiza o emprestimo e por fim,
quando solicitado faz a reserva da obra. Após o empréstimo, são emitidos comprovantes do
serviço prestado, com o título da obra, nome do autor e do usuário para quem foi emprestado.

4674

�Além disso, o programa pode restringir o acesso do usuário a determinadas áreas, isso
depende muito da política da biblioteca.
Outro serviço importante é o processo de emissão de carteirinha para o usuário. Esse
procedimento é um fator relevante para o Biblivre, pois fideliza o usuário, permitindo que o
administrador, juntamente com um auxílio de uma câmera, fotografe e vincule uma foto ao
cadastro do usuário;é um serviço rápido e eficiente, poupando o tempo do seu leitor
(RANGANATHAN, 2009, p. 211).
O Sophia também possui um serviço eficiente de empréstimo, quando conectamos o
programa, na tela inicial apresenta o ícone de Empréstimo/Devolução (Figura 9). Para efetuar
um empréstimo, o usuário precisa estar cadastrado no sistema pelo gestor como mostrado
anteriormente (Figura 14). Como no Biblivre, o Sophia também possui dispositivos para
anexar fotografia do usuário. Após cadastrar o usuário, o gestor pode efetuar o empréstimo da
obra, basta clicar no serviço desejado e digitar a matricula do usuário e o número de tombo do
livro e assim, finalizar o empréstimo. O mesmo ocorre no ato da devolução quando são
emitidos dois comprovantes de Empréstimo/Devolução, para o usuário e gestor. Esse
comprovante é de extrema relevância, pois é uma prova da realização do serviço e segurança
para a instituição, caso aconteça algo com a obra.
Os manuais são instrumentos importantíssimos para o bibliotecário e usuário, pois para
trabalhar com o programa é preciso conhecê-lo. O desenvolvedor do Sophia realiza
treinamentos nas unidades de informação e possui assistência técnica. Porém, este serviço
é utilizado somente quando a instituição renova o contrato de manutenção. Caso contrário,
a biblioteca conta com a ajuda dos manuais impressos e on-line.
Quando o software é livre, ele não possui técnicos para auxiliá-lo, apenas contam com
a ajuda dos Fóruns on-line. as dúvidas são sanadas por bibliotecários que trabalham na prática
com o software. Esse processo é demorado, pois se necessita de profissionais dispostos a
responder.
Porém, ambos possuem manuais que são apresentados como de fácil entendimento e
linguagem simples e que foram realizados por uma equipe técnica com bibliotecários. Os
manuais não estão aptos para serem utilizados pelos usuários ou até mesmo por profissionais
da área, pois eles possuem uma linguagem técnica baseada em engenharia de software,
diferente das utilizadas pelos bibliotecários.
A análise realizada em relação aos manuais não é para excluí-los e sim melhorá-los
para aprimorar a qualidade. Devem-se utilizar os manuais para aprender a manusear as
ferramentas e auxiliar os usuários corretamente. Pois, segundo Grogan (2001, p. 8), “os

4675

�usuários das bibliotecas, auxiliados pelo bibliotecário de referência, têm melhores condições
de mais bem aproveitarem o acervo de uma biblioteca do que fariam sem essa assistência” .

7 Considerações Parciais/Finais

Com este trabalho, foi possível entender a importância de conhecer uma ferramenta
tecnologica e a vivência de manuseá-la corretamente. E, como os softwares Biblivre e Sophia
apesar de possuirem estruturas tecnologias diferentes, eles possuem as mesmas capacidades
básicas de um programa de gestão da informação. Foram encontrados aspectos diferentes e
outros que supriam ou diferenciavam os programas. O Sophia, por exemplo, tem mais
recursos por ser um software proprietário, possui uma equipe de assistência técnica para
qualquer enventualizade que aconteça com o software e seu formulário é uma ferramenta de
qualidade.
O Biblivre também é um programa de qualidade apesar de ser um software livre. Ele
possui serviços diferenciados, como a emissão de carteirinha, um procedimento simples, mas
que fideliza o usuário. Seu manual é exposto para todos que acessam o programa, sendo estes,
usuários ou bibliotecários. Ele possui ainda, uma interface simples e de fácil utilização.
Entretanto, ambos possuem excelentes serviços de referência e busca. Contudo, eles
possuem deficiencias em seus manuais. A intenção desde o inicio da analise não era detectar
qual o melhor software, e sim, mostrar como os dois programas podem ser úteis e necessários
em qualquer instituição, pública ou privada. O Sophia biblioteca é um software muito
eficiente e prático, se a instituição tiver boas condições financeiras, é recomendável. Mas,
caso não haja recursos, o Biblivre é uma boa alternativa.
Existem vários outros softwares livres, que possuem as mesmas qualidades ou serviços
diferenciados dos softwares proprietários. Uma análise criteriosa é fundamental para uma boa
escolha. Este trabalho buscou contribuir para o conhecimento e apresentação dos programas
Biblivre e Sophia. E, de alguma forma compartilhar a experiência vivida com o manuseio das
ferramentas. Pois, segundo Côrte e outros (2002, p.11-12), “as experiências profissionais
podem e devem ser compartilhadas, uma vez que possibilitam a compreensão de um fato,
mesmo sem ter sido vivenciado” .

4676

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Este artigo apresenta vivências profissionais na utilização dos sistemas BIBLIVRE, um software livre, e o Sophia, um software proprietário, no cotidiano das práticas bibliotecárias. Com objetivo de identificar vantagens e desvantagens dos softwares e avaliar suas ferramentas para melhor atender a instituição e o usuário. Para tanto, são apresentados manuais e programas para que fossem avaliados igualmente. Foram analisadas as interfaces, nos módulos de Catalogação, Busca e Circulação, serviços essenciais de uma unidade de informação. E também, foi avaliada a linguagem dos manuais impressos e online. O objetivo é descobrir se os fabricantes estão realmente corretos nas descrições dos softwares, e qual a ferramenta mais completa e de fácil utilização para o profissional bibliotecário e o usuário.</text>
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