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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

RUMO À BIBLIOTECA INTERATIVA: USO DAS FERRAMENTAS DA WEB 2.0 NO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRGS - SBUFRGS

Lenise Di Domenico Colpo
Patrícia Kayser Vargas Mangan

RESUMO
As ferramentas da web 2.0 fazem parte do cotidiano das bibliotecas que almejam a
aproximação com o usuário cada vez mais conectado à internet. Buscando apresentar dados
de uso destas ferramentas pelas bibliotecas universitárias, o presente estudo tem como
objetivo geral identificar, no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul - SBUFRGS, as ferramentas da web 2.0 utilizadas atualmente na prestação dos
serviços e na divulgação de informações e verificar se estas ferramentas contribuem na
relação biblioteca-usuário. Resultados indicam que 43% das bibliotecas estudadas fazem uso
das ferramentas da web 2.0, sendo o Facebook a ferramenta mais utilizada. Conclui-se que o
uso das ferramentas da web 2.0 contribui positivamente na relação biblioteca-usuário uma vez
que, sua utilização aprimora os processos comunicativos resultando em uma relação de
proximidade biblioteca-usuário.
Palavras-Chave: Biblioteca universitária. Biblioteca 2.0. Ferramentas da web 2.0.

ABSTRACT
Web 2.0 tools are part of everyday life of libraries that aims at getting closer to the user
increasingly connected to the Internet. Seeking to present data about the use of such tools in
the context of academic libraries, this study has as main goal to identify, in the context of Rio
Grande do Sul Federal University Library System Web 2.0 tools currently used in user
services and information dissemination and to check if such tools has contributions to the
library-user relationship. Our results indicate that 43% of the studied libraries uses Web 2.0
tools, and Facebook is the most used tool. We conclude that Web 2.0 tools contributes
positively in the library-user relationship since its use enhances communication process and
thus results in a relationship of proximity between library and user.
Keywords: Academic Library. Library 2.0. Web 2.0 Tools.

1 Introdução
As bibliotecas universitárias responsáveis pela disseminação do conhecimento
produzido na Universidade e também fora dela, estão encontrando nas tecnologias um meio
de acompanhar as tendências da sociedade atual. Nesse sentido, a atuação direta junto às

4569

�bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul evidenciou as constantes mudanças
que tais tecnologias provocam no dia a dia de toda a comunidade acadêmica. Mudanças que
podem ser verificadas através da realização de cursos e treinamentos online, serviços de
referência virtual, a criação de perfis em sites de redes sociais pelas bibliotecas
proporcionando aos usuários diversificados canais de interação.
A preocupação com novos rumos para as bibliotecas frente à cibercultura já vem
sendo bastante discutido na comunidade acadêmica, uma vez que os bibliotecários já estão
realizando adaptações em suas bibliotecas, incorporando tecnologias para melhor atender suas
necessidades (CUNHA, 2010). No entanto, novos rumos continuam surgindo, no momento
em que, mais ferramentas são inseridas e aperfeiçoadas na web 2.0 tornando a interação cada
vez mais atraente aos seus usuários.
Este trabalho é fruto da pesquisa desenvolvida no Mestrado Profissional em Memória
Social e Bens Culturais da Unilasalle - RS (COLPO, 2014), que procurou identificar esta
nova cultura digital emergente que, através da utilização das ferramentas da web 2.0, cria
novos espaços de relacionamentos, remodela produtos, serviços e ressignifica a construção do
conhecimento.
O objetivo do presente estudo é identificar no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - SBUFRGS as ferramentas da web 2.0 utilizadas
atualmente na prestação de serviços e na divulgação da informação e verificar como estas
ferramentas contribuem na relação biblioteca-usuário.
A pesquisa caracteriza-se como um estudo exploratório, utilizando o método quantiqualitativo para a coleta de dados. Este trabalho permitiu retratar a incorporação das
ferramentas da web 2.0 pelo SBUFRGS sendo possível a identificação de quais ferramentas
são utilizadas efetivamente e sua contribuição na relação biblioteca-usuário.
A seguir apresenta-se o referencial teórico, a metodologia utilizada na pesquisa e os
resultados e conclusões obtidos com este estudo.

2 Rumo à Biblioteca Interativa

Vivenciamos uma transformação conceitual e paradigmática no que tange às
mudanças provocadas pela nova geração web. As bibliotecas, aos poucos, vão incorporando
aos seus produtos e serviços novas ferramentas, criando formas inovadoras de comunicação
com seus usuários. Presenciamos um novo paradigma informacional.

4570

�Se pensarmos nas bibliotecas antes da introdução das Tecnologias de Informação e
Comunicação - TICs, quando o acesso à informação era possível apenas através do contato
físico com os materiais, sem a possibilidade de buscas e conhecimento do que estava sendo
impresso no mundo, é que teremos a noção da significativa mudança em que estamos
inseridos. A biblioteca passou de depositária dos registros escritos à disseminadora e difusora
da informação.
Antes do surgimento das tecnologias digitais para se localizar uma obra, por
exemplo, utilizavam-se os catálogos de livros, primeiramente manuais, compostos por fichas
catalográficas que informavam sua localização na estante. Passou-se à catálogos online, mas
ainda estáticos, ou seja, o próprio usuário deveria buscar a informação. Atualmente, com a
segunda revolução da web, presenciamos catálogos interativos que registram as preferências
de buscas e informam novas aquisições conforme perfil informado pelo próprio usuário.
Logo, as bibliotecas estão promovendo a incorporação de recursos e ferramentas cada vez
mais interativos em seus serviços.
Através do surgimento da web 2.0

foi possível a aplicação das tecnologias digitais

aos serviços e produtos das bibliotecas. O uso efetivo da internet fez com que as pessoas
percebessem que ela poderia ser utilizada muito além do que a simples publicação de
conteúdos em sites. A internet passou a disponibilizar produtos e serviços mais dinâmicos e
interativos. Assim, as páginas na web permitem a interação de seus usuários, criando espaços
dinâmicos, em um processo contínuo de trocas e de construção de saber.
O surgimento de plataformas abertas possibilitou o desenvolvimento de ferramentas
digitais que promovem a interação e participação ativa de seus usuários. Neste estudo, utilizase a expressão “ferramentas da web 2.0”, mesmo termo utilizado por Jesus e Cunha (2012),
para indicar as diversas ferramentas digitais. Como exemplo de ferramentas da web 2.0,
podemos citar Blogs, redes sociais (Facebook, Twitter), wikis, entre outros. Tais ferramentas
potencializam a livre criação, organização e distribuição da informação, além de dinamizar
produtos e serviços em um processo conjunto e contínuo.
Fazendo uso dos novos recursos e ferramentas presenciamos o surgimento do
conceito denominado “Biblioteca 2.0”. (CASEY, 2005; MANESS, 2007; BLATTMANN;
SILVA, 2007). Percebem-se transformações neste cenário: de produtos e serviços estáticos,
passou-se a oferecer produtos e serviços dinâmicos e interativos voltados ao usuário.518
518 O conceito web 2.0 surgiu em 2004 durante a conferência de brainstorming entre as empresas: O'Reilly
Media e MediaLive International, com intuito de descrever uma evolução da internet. (O'REILLY, 2005).

4571

�Michael Casey foi quem primeiramente conceituou Biblioteca 2.0 em seu Blog
LibraryCrunch (http://www.librarycrunch.com) no ano de 2005. Casey pensava na Biblioteca
2.0 como uma nova forma de pensar e de operar os serviços oferecidos pelas bibliotecas,
aliando as novas tecnologias. A partir disso, bibliotecários de todo o mundo aderiram à
discussão. (CASEY, 2005)
O estudo de Jack M. Maness (2007, p.44) define a “Biblioteca 2.0” como “a
aplicação de interação, colaboração e tecnologias multimídia baseadas em web para serviços e
coleções de bibliotecas baseados em web.” A Biblioteca 2.0, centrada no usuário, tem como
alicerce a interatividade e utiliza as ferramentas da web 2.0 para criar, aperfeiçoar produtos e
serviços, bem como compartilhar informações no ambiente virtual. Ferramentas como: Blog,
YouTube, Facebook, Twitter e Wikis já fazem parte do cotidiano de inúmeras instituições de
todo o mundo que objetivam estabelecer uma interlocução com seus clientes.
Sob este aspecto, as bibliotecas devem ir além dos serviços tradicionais e estáticos e
fazendo uso da tecnologia, inserir as ferramentas da web 2.0 ao seu cotidiano. No quadro a
seguir, elaborado por Blattmann e Silva (2007), podemos verificar um comparativo criado
pelos autores entre a biblioteca 1.0 “estática” e a biblioteca 2.0 “interativa”.

Quadro 6 - Evolução da Biblioteca 1.0 para Biblioteca 2.0, com base no texto
de Davis (2005)519.
B ib lio tec a 1.0 (L ib r a ry 1.0)

B ib lio teca 2 .0 (L ib ra ry 2.0)

Correio eletrônico e páginas de questões
mais frequentes (FAQ)
Tutorial baseado em texto

Serviço de referência via bate-papo
(Chat)
Mídia interativa (Streaming media)
em base de dados
Blogs, wikis, leitoras de RSS
Indexação com base em esquemas
Controlados
Catálogo com agregados Blogs, wikis e páginas web

Listas de correio eletrônico, webmasters
Esquemas de classificação controlada
Catálogo impresso

Fonte: (BLATTMANN; SILVA, 2007).

Analisar as características da Biblioteca 2.0 em relação a Biblioteca 1.0, faz com que
se perceba a ênfase dada à interação com o usuário na busca pela informação. Serviços de
referência via bate-papo, ou chats; mídias interativas buscando apresentar a utilização de
bases de dados; Blogs, feed de notícias publicando as últimas informações sobre eventos,
519 DAVIS, Ian. "Talis, Web 2.0 and All That", Internet Alchemy blog, 4 July, 2005. Disponível em:
http://internetalchemy.org/2005/07/ talis-web- 20-and- all-that .

4572

�treinamentos, aquisições, isto é, são os profissionais bibliotecários cada vez mais próximos do
seu “usuário-intemauta”, atuando como facilitadores na busca pelo conhecimento.
A web 2.0 vem agregar às bibliotecas novas possibilidades de serviços, novos canais
de comunicação e interação com o usuário. Não significa dizer, que serviços estáticos antes
utilizados, como o correio eletrônico (e-mails'), por exemplo, deixam de ter utilidade ou serem
ineficazes. Muitos serviços oferecidos pelas bibliotecas continuam sendo utilizados na
interação com o usuário. Estamos diante de uma evolução, uma mudança de comportamento e
atitudes que faz com que sejam repensados os modelos tradicionais de atendimento
oferecidos. O que deve ser salientado é que a web 2.0 proporciona à biblioteca uma mudança
de conceitos, ou seja, a possibilidade de oferecer recursos centrados no usuário, promover
canais interativos de divulgação da informação, auxiliar através de novas ferramentas a
construção do conhecimento, interagindo, criando conteúdos e recebendo feedback mais
instantâneo do seu usuário final.
Diante desta nova concepção de Biblioteca 2.0, verifica-se que tanto bibliotecas
quanto bibliotecários devem acompanhar as evoluções tecnológicas destes espaços cada vez
mais interativos, na qual usuários e bibliotecários possam juntos, criar e modificar conteúdos
em ambientes digitais. Atentas ao novo perfil do usuário, diariamente conectado na rede, as
bibliotecas precisam disponibilizar seus produtos e serviços ao usuário. As ferramentas da
web 2.0 são espaços perfeitos para esta nova interação.

2.1 Ferramentas da Web 2.0 no contexto das Bibliotecas Universitárias

Especialmente no ambiente acadêmico, as bibliotecas universitárias, espaços de
apoio ao ensino, pesquisa e extensão das universidades, devem acompanhar as tecnologias
digitais. Necessitam buscar, através das ferramentas disponibilizadas pela web 2.0, um meio
de ultrapassar suas barreiras físicas e adentrar no mundo virtual, buscando maior aproximação
com seus usuários online, tornando-se um ambiente facilitador e abrangente de interação e de
construção conjunta do conhecimento.
Conhecidas como ferramentas colaborativas, as ferramentas da web 2.0 são
instrumentos tecnológicos criados para permitir, através de diferentes locais, a interação entre
usuários. Colocam à disposição de seus usuários a possibilidade de compartilhar, colaborar,
criar valor e competir, fazendo com que a sociedade participe da inovação e da criação de
riqueza em vários setores. (CONTI; PINTO, 2010).

4573

�Jesus e Cunha (2012) afirmam que, no Brasil, já existem alguns estudos relacionados
à biblioteca 2.0, mas apontam para a escassez de informações sobre a efetiva utilização das
ferramentas da web 2.0 em nossas bibliotecas, segundo os autores, as bibliotecas
universitárias podem e devem utilizar a web 2.0 para oferecer produtos e serviços a seus
usuários.
Neste contexto, torna-se pertinente fazer uma breve reflexão sobre a escassez de
investimentos financeiros e tecnológicos que o Brasil enfrentou ao longo de muitos anos.
Com a crise econômica, as universidades públicas enfrentaram um longo período de
estagnação, consequentemente, a falta de recursos afetou diretamente as bibliotecas
universitárias, que não puderam acompanhar e implementar o uso de tecnologias que países
mais desenvolvidos utilizavam.
Esta escassez de recursos, essencialmente financeiros, dificulta, em algumas
situações impede, o cumprimento da missão destas unidades informacionais
como “instrumento” de localização, organização, armazenamento e
disseminação da informação. Em se tratando de bibliotecas universitárias
isto significa atender, a pelo menos, a sua comunidade em suas atividades de
ensino, pesquisa e extensão. (SILVA; CARVALHO; CUNHA, 2011, p. 5).

Contudo, justificam-se de certa forma os apontamentos de Jesus e Cunha (2012), que
revelam a existência de poucos estudos relacionados à Biblioteca 2.0, como também à
escassez de informações sobre os usos das ferramentas da web 2.0 em nosso país.
Faz-se necessário realizar uma análise de como essas tecnologias, que emergiram
através da web 2.0, podem ser aplicadas no contexto das bibliotecas universitárias. Conforme
os autores acima, ferramentas de pesquisa como o YouTube, Wiki, Flickr; ferramentas de
relacionamento social como o Facebook e Twitter; ferramentas de divulgação como Blogs e
mensagens instantâneas são exemplos de interação da tecnologia aliados no processo de
atendimento ao usuário. “A web 2.0 também pode estar presente de outras maneiras, como na
divulgação da biblioteca por meio desses serviços e na disseminação da informação com o
Really Simple Syndication (RSS).” (JESUS; CUNHA, 2012, p. 111).
As redes sociais na internet, por exemplo, que têm como característica principal o
compartilhamento de informações, são massivamente utilizadas pelos jovens e no ambiente
acadêmico representam a maior porcentagem dos usuários das bibliotecas. Cabe salientar que
o conceito de redes sociais é anterior ao surgimento da internet. Conforme Recuero (2009), os
sistemas sociais e as redes sociais estão em constante mudança, a comunicação mediada por
computador gerou outras maneiras de estabelecimento das relações sociais. Desta forma, a
internet é utilizada para formar novos padrões de interação. O computador permitiu que novas

4574

�relações ocorressem em um novo espaço (ciberespaço) formando novos grupos. Portanto, as
redes sociais precisam ter capacidade de adaptação para se desenvolverem em novos
ambientes.
As ferramentas da web 2.0 têm provocado novas formas de interação, reconfigurando
os meios tradicionais existentes. Contudo, o profissional bibliotecário deve estar em contínuo
processo de aprendizagem, adquirindo novas habilidades compatíveis com as novas
demandas.
As bibliotecas universitárias vêm remodelando suas homepages, com o surgimento
das redes sociais, blogs, entre outros, a criação de perfis institucionais para as bibliotecas vem
ampliando os canais de comunicação com o usuário, construindo novos meios de
compartilhamento de informações dentro das universidades.
A criação destes canais de comunicação requerem do bibliotecário conhecimento
sobre os recursos tecnológicos, de informática, criação de websites, de perfis em sites de redes
sociais, o conhecimento e a compreensão das ferramentas da web 2.0, são habilidades que
devem ser postas em prática, a partir da iniciativa dos profissionais.
No momento em que meios dinâmicos de comunicação são abertos com o usuário,
mais informais e interativos, conforme são proporcionados pelos recursos da web 2.0,
verifica-se a necessidade de construir um mesmo canal de comunicação igualitário com o
público-alvo da biblioteca. Saber quais informações devem ser postadas, quais notícias devem
ser compartilhadas, saber utilizar a linguagem da internet. Com mais informalidade e
interatividade, as informações circulam de forma instantânea e cabe ao bibliotecário transmitir
a informação pela web, ou seja, comunicar-se com o usuário de forma eficaz.
Na atual conjuntura em que vivemos, a informação desempenha papel fundamental
em nossas vidas. As bibliotecas universitárias constituem a base sólida que apoia as atividades
de ensino, pesquisa e extensão das universidades e, para tanto, os bibliotecários, devem
caminhar ao encontro dos anseios institucionais a que estão vinculados, munidos de todo o
conhecimento e recursos tecnológicos disponíveis para assim, atingir o objetivo enquanto
profissionais: transmitir, compartilhar e disseminar a informação.

3 Métodos utilizados
Realizou-se um estudo exploratório acerca da utilização das ferramentas da web 2.0
pelo Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBUFRGS. A pesquisa utilizou o método quantiqualitativo. O universo da pesquisa foi composto pelas 32 bibliotecas que constituem os
SBUFRGS, para amostra selecionou-se as 30 bibliotecas universitárias.

4575

�Através de uma abordagem quantitativa e qualitativa a coleta dos dados foi realizada
nas seguintes etapas: levantamento de dados na internet, contato telefônico, questionário e
entrevistas com os bibliotecários das unidades.
Para a análise dos dados quantitativos (levantamento de dados na internet, contato
telefônico e questionário) foi realizada uma estatística descritiva através da construção de
planilhas.
O levantamento de dados na internet foi realizado com o objetivo de verificar as
informações sobre a existência da utilização das ferramentas da web 2.0 pelas bibliotecas do
SBUFRGS. Esta pesquisa foi realizada no período de 10 a 15 de setembro de 2012 e ocorreu
em três etapas: análise dos websites das bibliotecas, busca nas ferramentas da web 2.0 e
pesquisa no Google.
Em relação aos dados obtidos nas entrevistas, para a análise utilizou-se o método
denominado análise de conteúdo.
A seleção das bibliotecas para a aplicação das entrevistas ocorreu de forma
intencional, ou seja, escolhe-se a partir de critérios estabelecidos previamente um grupo de
elementos para compor a amostra no qual o pesquisador, intencionalmente, procura saber
opiniões. (MARTINS; THEOPHILO, 2009).
No conjunto das bibliotecas, o foco foram as 13 (treze) bibliotecas que utilizam as
ferramentas da web 2.0. Selecionou-se nesse conjunto para as entrevistas, as bibliotecas que
utilizam duas ou mais ferramentas da web 2.0 para melhores elementos de análise. A partir
destes critérios, 6 (seis) bibliotecas foram convidadas para participar das entrevistas e todas
aceitaram fazer parte da pesquisa. As entrevistas foram realizadas no período de 27 de junho a
16 de julho de 2013. Neste período foram entrevistados os responsáveis pela manutenção e
atualização das ferramentas da web 2.0, sendo eles 6 (seis) bibliotecários.

4 Resultados Finais
Verificou-se através do levantamento de dados na internet que, das 30 (trinta)
bibliotecas do SBUFRGS analisadas, 13 (treze) bibliotecas utilizam as ferramentas da web
2.0, ou seja, 43%. Logo, 17 (dezessete) bibliotecas ainda não fazem uso das ferramentas da
web 2.0, correspondendo à 57%.
Durante esta pesquisa analisou-se a interligação entre os websites e as ferramentas da
web 2.0, ou seja, se os websites disponibilizam links às ferramentas. O resultado encontrado
foi que das 13 (treze) bibliotecas que utilizam as ferramentas da web 2.0 apenas 8 (oito)

4576

�websites fazem link para as ferramentas (Facebook, Blog e Twitter). Os demais 5 (cinco)
websites não mencionam sua participação nas redes sociais e Blog aos seus internautas.
Para confirmar as informações pesquisadas na internet, realizou-se, ainda no mês de
setembro de 2012, contato telefônico com os bibliotecários de cada unidade, na busca por
informações mais precisas sobre a efetiva utilização, ou não, das ferramentas da web 2.0. Este
contato reafirmou os dados encontrados sobre quantas bibliotecas fazem uso das ferramentas
da web 2.0 sendo possível identificar, também através do relato dos bibliotecários, quais são
as ferramentas utilizadas. Através deste contato por telefone foi possível obter a informação
da utilização de outras duas ferramentas da web 2.0: Skype e SlideShare.
Os dados apontam para os seguintes resultados: a partir da análise dos websites,
buscas realizadas nas próprias ferramentas e no Google e, através de contato telefônico,
constatou-se a utilização de 5 (cinco) ferramentas da web 2.0 por 13 (treze) bibliotecas. As
ferramentas da web 2.0 utilizadas foram assim identificadas: 8 delas, ou seja, 61,5% utilizam
o Facebook; 6 bibliotecas (46,1%) utilizam o Blog; 5 bibliotecas fazem uso do Twitter
(38,4%); 2 bibliotecas (15,4%) informaram que utilizam o Skype para se comunicar com
seus usuários; e 1 biblioteca (7,7%) relatou utilizar a ferramenta SlideShare (ferramenta de
apresentação de slides).
A figura 1 apresenta as ferramentas da web 2.0 utilizadas pelas bibliotecas do
SBUFRGS e suas respectivas porcentagens.
Figura

1 - Ferramentas

da

web

2.0

utilizadas

pelas

bibliotecas

do

SBUFRGS520

Fonte: Dados da pesquisa, 2013.
520 Imagem que compõe o Infográfico, produto final do Mestrado Profissional em Memória Social e Bens
Culturais da Unilasalle - Canoas/RS, 2014.

4577

�Como resultado obsrva-se que a ferramenta Facebook demonstrou ser a mais
utilizada pelas bibliotecas do SBUFRGS, este resultado reforça a grande aceitação desta
ferramenta pelos internautas. Pesquisas revelam que o Facebook já é a ferramenta mais
utilizada no Brasil. Já em 2012, Tozetto (2012) afirmava que o Brasil liderava o crescimento
do Facebook com mais de 54 milhões de usuários, tornando-se o segundo país com maior
quantidade de usuários, em primeiro lugar está os Estados Unidos, país onde o sistema foi
desenvolvido pelo norte-americano Mark Zuckerberg.
Em maio de 2013 a Veja divulgou em seu site dados sobre o uso do Facebook no
Brasil, onde a rede social alcançou, em março do mesmo ano, 73 milhões de usuários
cadastrados no país. Tendo-se em vista que o Brasil possui 94 milhões de pessoas com acesso
à internet, isso significa que quase quatro a cada cinco brasileiros conectados possuem o perfil
no Facebook. (VEJA, 2013).
Aguiar (2012) realizou um estudo sobre o uso das ferramentas de redes sociais nas
bibliotecas universitárias da UNESP, UNICAMP e USP. A pesquisa revelou que das 101
bibliotecas que compõem as três universidades, 50 bibliotecas utilizam as ferramentas de
redes sociais. A pesquisa constatou que as ferramentas mais utilizadas são o Facebook em
primeiro lugar, seguido do Twitter e Blog. Os resultados divulgados por Aguiar (2012)
corroboram com os resultados desta pesquisa que apresenta as mesmas três ferramentas como
sendo as mais utilizadas pelo SBUFRGS.
Após decorrer um ano do levantamento realizado na internet, efetuou-se novamente a
pesquisa acima citada em setembro de 2013. Neste intervalo, correspondente a doze meses,
verificou-se que os dados encontrados não sofreram alterações, ou seja, não houve adesão
e/ou exclusão de ferramentas da web 2.0 pelas bibliotecas analisadas.
Visando buscar maiores informações sobre os motivos da não implantação/adesão
das ferramentas da web 2.0 pelas 17 (dezessete) bibliotecas do SBUFRGS, optou-se por
enviar um questionário por e-mail. Através de uma questão de múltipla escolha, solicitou-se
aos bibliotecários para assinalarem os motivos que impediam a implantação das ferramentas
da web 2.0. A elaboração das questões baseou-se no questionário do estudo de Aguiar (2012,
p.172). O e-mail juntamente com o questionário foi enviado em 16 de setembro de 2013.
A partir do envio do questionário às 17 bibliotecas, 14 (quatorze) bibliotecas que não
utilizam as ferramentas da web 2.0 responderam as questões solicitadas. A Figura 2 apresenta
os motivos que impedem a implementação das ferramentas da web 2.0 pelas bibliotecas do
SBUFRGS.

4578

�F ig ur a 2 - M otiv os que im p ed em a im p l a n t a ç ã o das fe r r a m e n t a s da web 2.0

pelas bibliotecas do SBUFRGS521

Fonte: Dados da pesquisa, 2013.

O motivo que impee a implantação e/ou adesão das ferramentas da web 2.0 mais
citado pelos bibliotecários é a falta de recursos humanos, ou seja, 12 bibliotecas (85,7%)
relataram que faltam recursos humanos para implantar e gerenciar as ferramentas. Em
seguida, a falta de tempo para gerenciar as ferramentas foi o segundo motivo mais citado com
71,4%, (10 bibliotecas); 7 bibliotecas (50%) indicaram a dificuldade para encontrar pessoas
na equipe com perfil e qualificação para implantar as ferramentas da web 2.0; em quarto

521 Imagem que compõem o Infográfico, produto final do Mestrado Profissional em Memória Social e Bens
Culturais da Unilasalle - Canoas/RS, 2014.

4579

�lugar, a ausência de uma política para as unidades que norteie a sua implantação, este motivo
foi citado por 4 (quatro ) bibliotecas (28,6%); 3 (três) bibliotecas indicaram a dificuldade em
elaborar um planejamento estratégico para o uso das ferramentas (21,4%); 2 (duas) bibliotecas
indicaram que as ferramentas da web 2.0 não se aplicam ao perfil da biblioteca e apenas uma
biblioteca considerou a preocupação com a segurança da rede.
Verifica-se que a falta de recursos humanos e a falta de tempo para implantar e
gerenciar as ferramentas da web 2.0 foram os motivos mais indicados pelos bibliotecários do
SBUFRGS para a não adesão/implantação destas ferramentas. O questionário foi respondido,
na sua grande maioria, pelos bibliotecários-chefes, demonstrando indicarem as reais situações
que cada unidade vem administrando. O uso adequado das ferramentas da web 2.0 e sua
administração requer pessoal e tempo para planejar, pesquisar e atender às demandas que
estes novos canais de comunicação exigem.
Estudos indicam que há necessidade de um planejamento prévio à adoção das
ferramentas da web 2.0, sendo que vários critérios devem ser considerados, como por
exemplo: quem são os usuários reais e potenciais, como será feita a alimentação das mídias, o
que se pretende divulgar, quais conteúdos; nas redes sociais deve-se publicar com
regularidade, responder com agilidade as dúvidas e comentários quando necessário, atentar
para as mudanças de interface e de funcionamento acompanhando a tecnologia que está em
constante transformação. (YAMASHITA; CASSARES; VALENCIA, 2012).
Investigar mais detalhadamente os motivos que levam a não adoção das ferramentas
da web 2.0, propor ações e capacitações para a adesão de tais ferramentas, bem como avaliar a
eficiência e eficácia da utilização destas ferramentas nas bibliotecas analisadas, resta como
um importante trabalho futuro.

Entrevistas
Neste trabalho, são apresentados os dados coletados nas entrevistas, correspondente
ao seguinte objetivo: as ferramentas da web 2.0 contribuem na relação bibliotecausuário?
Nesse sentido, verificou-se junto aos bibliotecários a sua percepção sobre a relação
biblioteca-usuário na interação com as ferramentas da web 2.0. Perguntou-se, em relação às
ferramentas utilizadas, se elas contribuem na interação com o usuário. As respostas todas
indicaram contribuições positivas, como pode-se observar nos trechos selecionados abaixo:

4580

�“Acho que aproximou, parece que fica mais perto do usuário, elas
contribuem para essa interação. ” (B2)
“Eu acho que contribui bastante porque eu vejo que eles ficam bem
satisfeitos, eles ficam bem agradecidos e eles expressam isso.” (B4)
“Elas contribuem, é uma forma deles se atualizarem, saber o que está
sendo publicado, as listas de novas aquisições, saber os cursos de
extensão que a UFRGS está oferecendo, [...] e também a questão dos
acervos online que a gente divulga, isso também é bem interessante.”
(B5)
As ferramentas da web 2.0 são espaços de interação e compartilhamento de
informações. Seu uso nas bibliotecas universitárias permite uma interação com os usuários
que vai além do meio físico, ou seja, a comunicação também ocorre de forma não presencial,
possibilitando novos meios de aproximação e até mesmo permitindo um contato que antes
não aconteceria. Todos os entrevistados percebem que o uso das ferramentas da web 2.0
contribuem na relação biblioteca-usuário, eles acreditam que é uma forma de aproximação
com o usuário, estes podem visualizar a qualquer momento as informações postadas pela
biblioteca, curtir, compartilhar, comentar, não apenas no horário de funcionamento da
biblioteca, mas a qualquer hora do dia: “[...] de uma forma ou de outra eles estão em casa à
meia-noite, uma da manhã eles estão acessando o Twitter, eles estão tendo contato com a
gente. Então, de uma maneira ou de outra, eles estão ali sabendo o que a gente está postando
aqui.” (B1).
Esta relação de proximidade que as ferramentas da web 2.0 permitem, através de um
ambiente mais dinâmico e informal, vem despertando nas instituições, o interesse pela sua
utilização. O bibliotecário, ao utilizar o serviço de chat, tanto no Skype, quanto no Facebook,
por exemplo, possibilita ao usuário um atendimento imediato, instantâneo e até mesmo
personalizado. “É um atendimento automático, ele está com a dúvida, ele já entra no seu
perfil, conversa com o bibliotecário, já sana a sua dúvida e resolve a sua vida.” (B3).
As bibliotecas devem potencializar as condições de interação com seus usuários,
participando e atuando na web, tornando seus ambientes virtuais em espaços de interação
direta com o usuário, desta forma a biblioteca irá redimensionar o seu papel de mediadora no
acesso ao conhecimento. (GOMES; PRUDÊNCIO; CONCEIÇÃO, 2010)

4581

�Os relatos dos entrevistados abaixo exemplificam as formas de interação bibliotecausuário no uso das ferramentas da web 2.0. A participação ativa do bibliotecário na web,
utilizando as redes sociais, contribui na divulgação dos produtos e serviços da biblioteca:
“[...] nesses momentos que a gente faz uma promoção específica, é
que a gente vê que tem bastante interação, o pessoal está atento,
né?!" (B1).
“[...] quando é um assunto muito interessante, que chame muita
atenção, aí sim há um grande número de curtidas." (B5)
As redes sociais permitem a disseminação da informação de forma rápida. O
bibliotecário precisa conhecer estas ferramentas, ser mais pró-ativo e fazer uso delas no seu
dia a dia, promovendo conteúdos relevantes, divulgando cursos e capacitações. Isso poderá
ajudá-lo a realizar um trabalho mais eficaz voltado ao atendimento do usuário de acordo com
seu perfil. (YAMASHITA; CASSARES; VALENCIA, 2012).
Através das entrevistas verificou-se que a maioria dos bibliotecários faz uso das
ferramentas da web 2.0 para promover seus serviços e produtos: treinamentos, capacitações,
listas de novas aquisições, entre outros. É uma forma de marketing, de agradar e atrair o
público-alvo. A utilização das ferramentas da web 2.0 podem contribuir na relação bibliotecausuário, sendo a promoção (dos serviços e produtos) um fator de destaque: “A gente tem que
trabalhar com a promoção, a gente tem que focar também na promoção. Acho que é uma
grande vantagem das redes sociais e desses meios de comunicação é a questão da promoção
da biblioteca." (B3).
Observou-se que os bibliotecários que realizam a promoção da biblioteca através das
ferramentas da web 2.0 atualizam seus usuários em relação ao que vem sendo adquirido e
oferecido, não somente pela biblioteca, mas divulgando também informações sobre a
Universidade.
“Teve um dia que a gente divulgou um e-book que estava disponível
sobre acessibilidade e esse e-book teve um monte de curtir. E é bem
assim que funciona, a gente recebe a divulgação por e-mail e como é
que a gente ia fazer a divulgação se não tivesse as redes sociais?"
(B5).
A fala do entrevistado acima também revela o comportamento de uma geração de
indivíduos (estudantes e/ou profissionais) que cresceram utilizando as tecnologias de
informação e comunicação. A Geração Y está habituada com as facilidades da internet, com

4582

�as diversas formas de interação, não apenas observam, mas colaboram e compartilham
informações e parecem desconhecer as formas de relacionamento sem o uso das tecnologias.
O surgimento de uma nova geração de usuários, conhecida como Geração Y, utiliza
diversos dispositivos tecnológicos e redes sociais para buscar informação, se comunicarem e
se socializarem. São novas ferramentas, novos comportamentos e mentalidades que permitem
outros parâmetros de atuação para as bibliotecas. (AGUIAR, 2013).
Verifica-se, através do depoimento dos bibliotecários entrevistados, as afirmativas
quanto a contribuição do uso das ferramentas da web 2.0 na relação biblioteca-usuário.
Utilizar estas ferramentas como meio de divulgação, de promoção dos produtos e serviços
oferecidos auxilia a biblioteca a transmitir as informações que deseja ao seu público-alvo bem
como receber de forma mais instantânea o feedback dos usuários, conforme relato do
entrevistado B6 que identifica a interação do usuário através do número de “curtidas” e/ou
compartilhamentos das suas postagens: “[...] pela interação, pelo curtir, número de
visualizações, pelo compartilhar. Os assuntos de interesse que são mais curtidos [...], e assim
já dá pra perceber o que atrai e o que não atrai os usuários, assim identifica o que é de
interesse da comunidade que lê.”
O fator “interação” que os novos canais de comunicação estabelecem, proporcionam
o aprimoramento dos processos comunicativos resultando em uma maior relação de
proximidade biblioteca-usuário, antes não permitidos. Tais fatores devem ser levados em
conta no momento de se avaliar a aplicação das ferramentas da web 2.0 em suas bibliotecas.

5 Considerações Finais
Este trabalho possibilitou uma investigação em relação ao uso das ferramentas da
web 2.0 pelas bibliotecas universitárias que compõem o Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O estudo aqui proposto permitiu a identificação
de quais ferramentas da web 2.0 são utilizadas pelas bibliotecas e sua contribuição na relação
biblioteca-usuário. Os resultados indicam que 43% das bibliotecas do SBUFRGS utilizam as
ferramentas da web 2.0 sendo o Facebook, Blog e Twitter as ferramentas mais utilizadas.
Compreende-se a contribuição do uso das ferramentas da web 2.0 na relação
biblioteca-usuário, uma vez que a utilização destas ferramentas auxilia a biblioteca a
transmitir as informações que deseja ao seu público-alvo, bem como receber de forma mais
instantânea o feedback dos usuários. A interação proporcionada pelos novos canais de
comunicação aprimoram os processos comunicativos resultando em uma maior relação de
proximidade biblioteca-usuário, essenciais nos dias atuais.

4583

�Conclui-se que a utilização das ferramentas da web 2.0 implica, na maioria das
vezes, o aumento da participação dos usuários e de seu interesse pela biblioteca. O
bibliotecário deve ser um gestor, pró-ativo e aberto à mudanças, desempenhando o papel de
facilitador da informação e aceitando os novos desafios que a adoção dessas ferramentas traz
ao seu cotidiano da biblioteca universitária.

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estudo exploratório na UNESP, UNICAMP e USP. 2012. Dissertação (Mestrado em Cultura e
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              <text>As ferramentas da web 2.0 fazem parte do cotidiano das bibliotecas que almejam a aproximação com o usuário cada vez mais conectado à internet. Buscando apresentar dados de uso destas ferramentas pelas bibliotecas universitárias, o presente estudo tem como objetivo geral identificar, no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – SBUFRGS, as ferramentas da web 2.0 utilizadas atualmente na prestação dos serviços e na divulgação de informações e verificar se estas ferramentas contribuem na relação biblioteca-usuário. Resultados indicam que 43% das bibliotecas estudadas fazem uso das ferramentas da web 2.0, sendo o Facebook a ferramenta mais utilizada. Conclui-se que o uso das ferramentas da web 2.0 contribui positivamente na relação biblioteca usuário uma vez que, sua utilização aprimora os processos comunicativos resultando em uma relação de proximidade biblioteca-usuário.</text>
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