<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6873" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6873?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-17T10:11:52-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5935">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/62/6873/SNBU2014_359.pdf</src>
      <authentication>dd2c6a98946d6d85b3b2d4250cc29a77</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="76867">
                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

ROTEIRO DE IMPLEMENTAÇÃO DE REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS EM
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Denilson de Oliveira Sarvo
Roniberto Morato do Amaral

RESUMO
A adoção da filosofia de acesso aberto se mostra estratégica diante das barreiras de acesso à
informação científica e a necessidade de subsídios para o desenvolvimento de novos
conhecimentos que resultam na evolução da ciência. A criação de repositórios institucionais é
uma das estratégias adotadas pelo Movimento de Acesso Aberto que possibilita reunir,
organizar e disseminar a produção científica institucional, garantindo o livre acesso e a maior
visibilidade das publicações. Para as instituições implantar repositórios pode se mostrar
atividade complexa que envolve aspectos políticos, tecnológicos, humanos e de gestão. O
presente trabalho teve como objetivo elaborar um roteiro de implementação de repositórios
institucionais, apresentando as ações e etapas identificadas por meio da literatura, resultando
em uma possível lógica a ser adotada. Utilizou-se como metodologia a pesquisa exploratória,
realizada por meio de levantamento bibliográfico com enfoque qualitativo, a fim de identificar
e compreender os fatores envolvidos com a temática. Como resultado são apresentados
elementos julgados essenciais para a implementação de repositórios institucionais como:
missão, objetivos, definição de equipe, escolha de software, planejamento de custos, análise
de contexto, definição de política de funcionamento, regras para depósito, preservação digital,
estratégias de marketing e avaliação de desempenho. Conclui-se que a elaboração de um
roteiro, ao compreender e sistematizar elementos envolvidos com a temática que não possuem
ligações entre si, pode contribuir na eficiência e eficácia de iniciativas de implementação de
repositórios institucionais, principalmente no contexto nacional.
Palavras-Chave: Repositórios institucionais;
Comunicação científica; Informação científica.

Bibliotecas

digitais;

Acesso

aberto;

ABSTRACT
The adoption of the open access philosophy presents itself as strategic in face of the barriers
of access to scientific information and the necessity of subsidies for the development of new
knowledge which results in the evolution of science. The creation of institutional repositories
is one of the strategies adopted by the Open Acces movement, which makes it possible to
gather, organize and disseminate institutional scientific production, ensuring free access to
and greater visibility of the publications. For institutions, the implantation of repositories can
become a complex task, which involves managerial, human, technological and political
aspects. This work aims to elaborate a guide to the implementation of institutional
repositories, which presents the actions and stages identified through literature, resulting in a
possible logic to be utilized. The methodology used was exploratory research, carried out by

4555

�bibliographic survey with a qualitative approach, in order to identify and understand the
factors related to the theme. As a result, some elements are presented as being essential to the
implementation of institutional repositories, such as: mission, objectives, staff definition,
software choice, cost planning, context analysis, definition of working policies, rules for
deposit, digital preservation, marketing strategies and performance evaluation. One concludes
that the elaboration of a guide, as it comprehends and systematizes elements that, although
related to the theme, are not connected to one another, can contribute to the efficiency and
effectiveness of institutional repositories implementation initiatives, especially in a national
context.
Keywords: Institutional repository; Digital libraries; Open access; Scientific communication;
Scientific information.

1 Introdução
O processo de comunicação científica ocorre por meio da troca de informações entre
pesquisadores, sobre os resultados de seus estudos. O ato de publicar é essencial para o
avanço da ciência, pois as informações disponibilizadas são avaliadas pela própria
comunidade acadêmica e servem de subsídios para novas pesquisas.
Entre os canais de comunicação utilizados destacam-se os periódicos, adotados desde
os primórdios da comunicação científica formal. Os periódicos científicos utilizam o sistema
de avaliação de peer review, que busca garantir a credibilidade e relevância das informações
publicadas.
Alguns periódicos, denominados como centrais, possibilitam a cobertura das
principais publicações de uma área do conhecimento. Entretanto, como geralmente são
distribuídos por grandes editoras científicas, seus valores exorbitantes acabam criando
barreiras para o acesso a seu conteúdo.
Práticas adotadas pelas comunidades científicas, como o grande interesse por parte dos
pesquisadores em publicar em revistas centrais, buscando maior visibilidade e impacto para
suas publicações, agravam ainda mais as barreiras de acessibilidade. Em muitos casos, a
própria instituição de origem do pesquisador não possui acesso à fonte na qual o
conhecimento foi publicado.
Nesse contexto é que surge o Movimento de Acesso Aberto, a fim de promover ações
em prol da acessibilidade da informação científica, tendo como marco inicial o
estabelecimento de declarações e manifestos, os quais serão abordados no próximo item.
Implementar repositórios institucionais requer conhecimento sobre aspectos distintos,
tecnológicos, humanos, políticos e de gestão, podendo configurar-se como tarefa complexa,

4556

�que exige a avaliação das condições e demandas institucionais para seu planejamento e
execução.
Diante dessa diversidade de elementos envolvidos com a temática “repositórios
institucionais” e a necessidade de se conhecerem “quais ações necessárias para a sua
implementação”, a presente pesquisa teve como objetivo elaborar um roteiro de
implementação de repositórios institucionais, dando enfoque ao contexto de bibliotecas de
instituições de ensino superior.
Como forma de orientar a realização da pesquisa, foram estabelecidos como objetivos
específicos: a realização de levantamento bibliográfico sobre a temática “implementação de
repositórios institucionais”; a identificação, a partir da análise da literatura, dos critérios e
ações necessárias para implantar repositórios; a elaboração do roteiro de implementação,
conceituando e demonstrando a aplicabilidade dos requisitos identificados.
A realização da pesquisa foi motivada pela necessidade de identificar quais os recursos
e ações necessários para a implementação e gestão de repositórios institucionais em
bibliotecas de instituições de ensino superior. Justifica-se a escolha da temática diante a
demanda por parte da Biblioteca da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, de
implementar seu repositório.
Apesar de inúmeras possibilidades de aplicação e gestão de diversos tipos de
conteúdo, delimitou-se a pesquisa aos modelos de repositórios institucionais com foco na
gestão da produção científica.

2 Revisão de Literatura

A comunicação científica pode ser compreendida como “[...] o processo de produção,
consumo e transferência de informação no campo científico” (CUNHA; CAVALCANTI,
2008, p. 97).
Desse modo, fazer ciência implica aos pesquisadores deixarem em domínio público os
resultados de seus estudos, a fim de serem avaliados por toda a comunidade científica. As
análises, críticas, oposições e aperfeiçoamento das informações apresentadas estimulam
novos estudos, garantindo o avanço da ciência (VOLPATO, 2008).
As publicações científicas permitem o registro do conhecimento científico,
possibilitando seu acesso sem a necessidade direta de contato com o autor, o que amplia a
possibilidade de um número maior de pesquisadores de conhecer os resultados de estudos
realizados (VOLPATO, 2008).

4557

�Em seu processo de evolução, a comunicação científica sofreu diversas alterações.
Durante a Idade Média, a ciência era realizada por indivíduos de modo isolado, não
apresentando nenhum tipo de estrutura e organização de comunidades científicas. Somente
com o surgimento das universidades e academias foi que a ciência passou a ser desenvolvida
de modo coletivo, impulsionando a comunicação científica que ocorria por meio da troca de
correspondências (ROSA; GOMES, 2010).
Foi com as reuniões de sociedades científicas que a comunicação formal passou a ser
consolidada. As correspondências eram trocadas no intuito de possibilitar, aos que não
haviam participado presencialmente dos encontros, conhecer o conteúdo apresentado. Com a
evolução dessa prática, surgiram os periódicos científicos como meio mais eficiente para a
difusão do conhecimento (ROSA; GOMES, 2010).
Diante do crescimento do número dos periódicos científicos, a prática de publicações
de índices bibliográficos passou a ser adotada, compilando-se as informações sobre os
principais artigos publicados sobre determinada área do conhecimento. Fatores como a
disseminação de tais índices e a predominância do inglês como idioma adotado pela ciência
levaram a comunicação científica a uma perspectiva global (GUÉDON, 2010).
O aumento do volume de informação publicada passou, então, a exigir a gestão de
fontes de informação para o devido monitoramento do avanço da ciência. Práticas de seleção
passaram a ser adotadas diante da inviabilidade e alto custo para aquisição de um elevado
número de periódicos, tendo como objetivo identificar quais os títulos necessários para
garantir a cobertura adequada de uma área do conhecimento. Essas práticas deram origem às
denominadas revistas centrais (GUÉDON, 2010).
Determinar quais eram as principais revistas de uma área passou a servir como
orientação sobre quais os periódicos deveriam ser adquiridos. Desse modo, os títulos centrais
passaram a ter grande visibilidade e acessibilidade via editoras científicas. A prática de
aquisição passou a ser orientada pelas listas de periódicos centrais, tornando-se um referencial
para o desenvolvimento de coleções (GUÉDON, 2010).
Em meados de 1986, as assinaturas de periódicos começaram a apresentar valores
exorbitantes, causando impacto nos recursos destinados a sua aquisição. Como consequência,
houve redução na obtenção de títulos e a limitação de acesso à informação, problemática esta
conhecida como a crise dos periódicos (ROSA; GOMES, 2010).
O interesse por parte dos pesquisadores em publicar nas revistas centrais de nível
internacional, buscando maior visibilidade e reconhecimento no meio acadêmico, passou a

4558

�impedir, em muitos casos, que a própria instituição de origem do autor tivesse acesso ao
conhecimento publicado (ROSA; GOMES, 2010).
O Movimento de Acesso Aberto surgiu como uma proposta de solução diante dessas
barreiras de acesso à informação, buscando discutir alternativas para garantir a acessibilidade
às publicações científicas. O movimento representa uma quebra de paradigma das práticas
tradicionais de distribuição de periódicos via editoras científicas, levando para a comunidade
acadêmica o direito e a responsabilidade de organizar, promover acesso e disseminar a própria
produção (WEITZEL; FERREIRA, 2010).
A iniciativa do Movimento de Acesso Aberto foi formalizada por meio de declarações
e manifestos, como a declaração de Budapeste, em 1999, e o Manifesto Brasileiro de Apoio
ao Acesso Livre à Informação Científica, lançado no país pelo Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), em 2005 (KURAMOTO, 2006).
A Open Archives Initiative (OAI), criada em 1999 na convenção de Santa Fé, surgiu
com o objetivo de promover alterações nos padrões de comunicação científica, por meio da
definição de tecnologias, diretrizes para gestão e políticas necessárias para a estruturação de
uma rede de publicações científicas de acesso aberto (KURAMOTO, 2006; GARCIA;
SUNYE, 2003).
Rosa e Gomes (2010) apontam que o Movimento de Acesso Aberto possui a
capacidade de modificar completamente o cenário da comunicação científica, influenciando
nos processos tradicionais de produção, aquisição, disseminação e uso da informação.
As ações voltadas à promoção do acesso aberto recebem forte influência do uso das
tecnologias, principalmente do modelo Open Archives, que permite a interoperabilidade entre
repositórios digitais. Weitzel e Ferreira (2010) ressaltam que o uso das tecnologias contribui
para o movimento de Acesso Aberto, apontando a capacidade de troca de informações devido
aos protocolos de interoperabilidade, o que promove maior acesso à produção científica.
O modelo Open Archives define um protocolo de comunicação entre repositórios,
denominado Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting (OAI-PHM), que
possibilita a coleta de metadados a partir de um provedor, exibindo-os como resultados em
uma interface de busca integrada de um coletor de metadados. A esse processo de coleta
denomina-se harvesting (GARCIA; SUNYE, 2003).
A interoperabilidade proporciona aos arquivos/repositórios de acesso livre a
capacidade de serem acessados por meio de inúmeros coletores de metadados, em nível
nacional e/ou internacional. A configuração desse modelo representa para a comunidade

4559

�científica uma maior visibilidade de seus resultados de pesquisa e o consequente aumento de
impacto (LEITE, ARELLANO, MORENO, 2006).
Para Ferreira, Marchiori e Cristofoli (2010), dentre os canais de comunicação, os
periódicos científicos são os que sofrem cada vez mais influência das iniciativas de acesso
livre e uso das tecnologias da informação, culminando na disputa entre a distribuição de
informação científica via editoras e as iniciativas de acesso aberto.
O Movimento de Acesso Aberto propõe duas abordagens para promover o livre acesso
ao conteúdo científico - a via dourada e a via verde.
A via dourada estabelece como estratégia a promoção de periódicos eletrônicos de
acesso aberto. Essa via possui como vantagem a utilização do modelo tradicional de avaliação
pelos pares (peer review), ao mesmo tempo em que garante o livre acesso ao conteúdo
(LEITE, 2009). Como resultado de suas ações está o desenvolvimento de softwares livres, que
permitem a produção de periódicos científicos de acesso aberto, como no caso do SEER
(Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas), sistema disponibilizado pelo IBICT, voltado
ao gerenciamento e publicação de revistas eletrônicas.
A via verde estabelece como estratégia a criação de repositórios institucionais como
meio para organizar e disseminar a produção científica de instituições (LEITE, 2009). Um
repositório institucional pode ser compreendido com uma das possíveis configurações de uma
biblioteca digital; consiste em uma base de dados que possui a finalidade de reunir, organizar
e possibilitar o acesso à produção científica da instituição (LEITE, 2012).
Gomes e Rosa (2010) apontam os repositórios institucionais como “[...] uma das
estratégias mais eficazes de melhoria das condições de disponibilidade e facilitação do acesso
à produção intelectual, acadêmica e científica dos centros produtores do conhecimento, como
as universidades e centros de investigação” (GOMES; ROSA, 2010, p. 7).
Para Barbosa (2012), implantar repositórios institucionais vai de encontro à proposta
de promoção do acesso à informação, pois seu conteúdo será indexado, possibilitando a
recuperação via buscadores da internet. Deste modo, mesmo que um usuário desconheça a
existência do repositório, poderá localizar e consultar as publicações por meio dos resultados
de pesquisas obtidos.
No Brasil, o IBICT assume as iniciativas de construção e gestão de repositórios
institucionais. Estas ações recebem influência direta da experiência e competência obtidas no
projeto Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTD), que utiliza o modelo Open
Archives e permite a interoperabilidade entre as coleções, formando uma rede de bibliotecas
digitais com texto completo.

4560

�Kuramoto (2010) aponta como marco das iniciativas de criação dos repositórios
institucionais no país a elaboração e aprovação do projeto Portal de Publicações Seriadas de
Acesso Livre (PCAL), plano com o propósito de registrar e disseminar a produção científica
nacional por meio de um portal que integre o conteúdo de periódicos científicos e coleções de
repositórios.
Para o sucesso do projeto, tornou-se necessário o incentivo para que instituições
disponibilizassem os itens para a composição do PCAL - criar periódicos científicos de acesso
livre e repositórios institucionais (KURAMOTO, 2010).
Como resultados provenientes do projeto, o IBICT disponibiliza o Portal Brasileiro de
Acesso Aberto à Informação Científica (OASISBR), que permite a pesquisa simultânea em
periódicos científicos, repositórios institucionais, bibliotecas digitais de teses e dissertações,
entre outras fontes de informação científica de acesso aberto do Brasil e de Portugal
(INSTITUTO..., 2010).
Apesar dos avanços do Movimento de Acesso Aberto no país, Kuramoto (2010)
aponta as barreiras enfrentadas por instituições brasileiras para a implementação de
repositórios. Para o autor, são desafios para a construção e implementação de repositórios
institucionais as questões tecnológicas, de gestão do conhecimento, gestão da publicação
científica e, principalmente, as barreiras políticas.
De encontro com tais afirmações, Leite (2009) ressalta que a implantação de um
repositório não depende apenas de fatores tecnológicos, mas de fatores relacionados à
interoperabilidade humana, de estratégias que estimulem a comunidade científica a depositar
a sua produção e, principalmente, de mecanismos de gestão.
Diante de tais desafios, o presente trabalho busca identificar quais as ações e
procedimentos necessários para que instituições de ensino superior possam planejar e
implementar seus repositórios institucionais, promovendo e contribuindo com o movimento
de acesso aberto à informação científica.

3 Materiais e Métodos

Trata-se de uma pesquisa exploratória, desenvolvida com o intuito de obter uma visão
geral, identificando conceitos e aspectos desenvolvidos sobre a temática, com a finalidade de
aproximação e construção de hipóteses ante as questões identificadas.
A fim de determinar quais as ações necessárias para a implementação de repositórios
institucionais, a realização da pesquisa se deu por meio da técnica de levantamento

4561

�bibliográfico, com caráter qualitativo. A decisão pela pesquisa bibliográfica como
metodologia de trabalho mostrou-se importante ao longo do desenvolvimento da pesquisa,
uma vez que possibilitou a identificação e compreensão de fatores envolvidos com a temática
e que não possuíam ligações diretas entre si.
Para a coleta de dados foram utilizadas fontes de informações diversas, como bases de
dados de literatura técnico-científica (BDLTC’s), bibliotecas digitais de teses e dissertações
(BDTD’s), catálogos de bibliotecas (OPAC’s), meta-buscadores com enfoque científico e
repositórios institucionais.
Foram utilizadas estratégias de busca visando recuperar publicações com enfoque na
implementação de repositórios institucionais, utilizando termos relacionados à construção de
repositórios. Buscou-se realizar uma recuperação exaustiva das fontes de informações
selecionadas, a fim de proporcionar uma revisão sistemática sobre a literatura de
implementação de repositórios institucionais.
Inicialmente, o trabalho foi pautado nas publicações do IBICT “Boas práticas para
construção de repositórios institucionais da produção científica” e “Como gerenciar e ampliar
a visibilidade da informação científica brasileira”, e, a partir dos critérios de implementação
identificados, buscaram-se, nas publicações recuperadas, os critérios e ações complementares.

4 Resultados Finais
Como resultados do levantamento bibliográfico, as ações e procedimentos
identificados na literatura são aqui apresentados (Quadro 1), constituindo o roteiro para a
implementação de repositórios institucionais.

Quadro 1 - Roteiro de implementação de repositórios institucionais
ETAPAS

DESCRIÇÃO
Devem ser estabelecidos com base na demanda da instituição. São associados
com a busca pela maior visibilidade da produção científica, o controle da
produção institucional e com a inserção da instituição no contexto da gestão
de conteúdos digitais. Ao definir os objetivos, torna-se necessária a tomada
MISSÃO
E
de decisão entre duas abordagens que irão delimitar o conteúdo do
OBJETIVOS
repositório: a rígida, que permite somente o depósito de publicações
avaliadas pelos pares, ou a flexível, que, além do conteúdo aprovado pelos
pares, incorpora outros materiais não avaliados formalmente pela
comunidade científica (LEITE, 2009).
As equipes de repositórios são caracterizadas por serem enxutas,
interdisciplinares e com alta capacitação, sendo geralmente constituídas por
DEFINIR EQUIPE
bibliotecários, analistas de sistemas e profissionais de comunicação.
TÉCNICA
Leite (2009) aponta como principais componentes da equipe: os gestores,
responsáveis pela definição de políticas e gestão de recursos, e os

4562

�administradores, responsáveis por gerenciar os aspectos tecnológicos do
repositório. Shintaku e Meirelles (2010) recomendam a instauração de um
grupo gestor para as tomadas de decisões, composto pela equipe técnica,
usuários e os steakholders - indivíduos que possuem influência sobre o
repositório, como reitores, gestores e docentes.
Diante da grande oferta de softwares disponíveis para a implementação de
repositórios, torna-se necessário o estabelecimento de critérios para sua
seleção. Sayão e Marcondes (2009) recomendam a formação de um comitê
ESCOLHA
DO
avaliador, com a representação de todos os atores envolvidos, certificandoSOFTWARE
se, deste modo, que a escolha irá considerar diferentes perspectivas e
demandas. Para os autores, são critérios pertinentes à seleção de software: a
infraestrutura, capacidade de organização do conteúdo, qualidade da
interface com o usuário e os recursos de interoperabilidade.
Sayão e Marcondes (2009) apontam como principais características do
Infraestrutura
software a ser analisado: a escalabilidade, extensibilidade, facilidade de
implantação, plataforma computacional necessária, satisfação de usuários,
suporte do sistema, base de conhecimento das comunidades envolvidas,
estabilidade da organização de desenvolvimento, perspectivas de inovações,
limites do sistema, documentação disponível/cursos/publicações. Além dos
aspectos referentes ao hardware e software, é necessário o mapeamento das
competências da equipe, o que possibilitará o planejamento sobre a
contratação de serviços externos e capacitação interna.
Deve-se considerar a capacidade e flexibilidade do sistema quanto à
Organização
arquitetura de informação a ser definida: os tipos de objetos comportados, os
do conteúdo
fluxos de trabalhos permitidos e a possibilidade de organizar o conteúdo
segundo comunidades e coleções.
Item relacionado com a qualidade da interface do sistema e a possibilidade
Interfacede customização; os idiomas disponíveis; a capacidade de recuperar
Usuários
informação, identificando quais os tipos de buscas permitidas; a
possibilidade de navegar por índices; se existem recursos que permitem a
disseminação seletiva da informação; quais os filtros apresentados para
aplicar nos resultados de uma pesquisa e o formato em que os resultados são
apresentados.
O software deve estar em conformidade com os protocolos de
Interoperabilidade
interoperabilidade, como OAI-PHM e Z39.50, o que possibilitará a troca de
informações com outros sistemas de informação.
Os custos para implementação de um repositório estão associados com a
aquisição de hardware e software; contratação de recursos humanos,
principalmente equipe de TI para a instalação e customização, e a
PLANEJAR
necessidade de treinamento e capacitação. Para a manutenção, são
CUSTOS
apresentados custos para as ações de marketing, manutenção do sistema,
segurança da informação, preservação digital, e o desenvolvimento de
funcionalidades e serviços (LEITE, 2009; TOMAÉL; SILVA, 2007).
Para definir a política de gerenciamento, é necessário mapear todos os atores
envolvidos no repositório - tomadores de decisões, equipe técnica e usuários
ANÁLISE
em potencial. A partir do mapeamento, é possível identificar qual a demanda
CONTEXTUAL
por parte dos atores e como essas proporcionam ameaças e oportunidades ao
projeto (LEITE, 2009).
No momento do planejamento, é necessário definir qual o tipo de conteúdo
aceito; quem pode depositá-lo; como são os fluxos de trabalho; as
POLÍTICA
DE responsabilidades de cada ator envolvido; os serviços oferecidos e se há
FUNCIONAMENTO custos para uso.
A política de funcionamento é concebida na forma de um documento,
contendo todas as regras do repositório, o que deve refletir a política de

4563

�POLÍTICA
CONTEÚDO

DE

POLÍTICA
DEPÓSITO

DE

Comunidades
e coleções

Definir
metadados

Fluxo
submissão

de

Direitos
autorais

POLÍTICA
DE
PRESERVAÇÃO

informação da instituição. Sua publicação irá formalizar o repositório diante
da comunidade acadêmica (ROSA, 2011).
A política de conteúdo determina quais são os tipos de documentos aceitos
para depósito, refletindo a decisão sobre a abordagem a ser adotada (rígida
ou flexível). Devido às questões de direitos autorais, é imprescindível o
acompanhamento do setor jurídico da instituição para sua definição
(VARGAS, 2009).
A política de depósito define questões relacionadas à organização do
conteúdo: o estabelecimento de comunidades e coleções, os esquemas de
metadados adotados para cada material, os fluxos de submissão de conteúdo
e a resolução dos conflitos de direitos autorais.
As universidades utilizam as relações hierárquicas entre faculdades,
institutos, departamentos e centros de pesquisas para definir as comunidades,
subcomunidades e coleções de seus repositórios, sendo outros critérios
possíveis para a organização as relações entre áreas do conhecimento ou as
comunidades de interesse (LEITE et al., 2012).
O Dublin Core é o padrão de metadados comumente adotado pelos
repositórios, sendo a base para a interoperabilidade entre sistemas desse
caráter (LEITE, 2009; CATARINO; SOUZA, 2012). Deve-se estabelecer
uma estrutura de metadados para cada tipo de material aceito, identificando
no próprio documento sua descrição, identificação, explicação e localização,
o que facilitará sua recuperação em sistemas de informação. Recomenda-se,
como parâmetro para estabelecer os esquemas de metadados, o uso das
diretrizes DRIVER guidelines 2.0 e OpenAIRE guidelines 2.0 (LEITE et al.,
2012).
Existem três etapas básicas nos modelos de submissão: 1) catalogação, etapa
obrigatória na qual são realizadas pelo autor a submissão dos metadados, do
documento e a concessão de direitos para depósito; 2) avaliação, que consiste
na verificação da compatibilidade do conteúdo depositado com a política do
repositório; e 3) revisão, na qual serão avaliados os metadados dos
documentos aprovados para depósito. Esta etapa é crucial para garantir uma
boa recuperação dos documentos (SHINTAKU; MEIRELLES, 2010).
Na etapa de submissão, é necessário verificar quais as permissões para a
realização do depósito, pois, apesar de ser comum a prática de concessão de
direitos patrimoniais, no ato da publicação, dos autores aos editores, em
muitos casos é concedida permissão para o autoarquivamento de uma cópia
do trabalho em servidores institucionais ou pessoais (UNIVERSIDADE...,
2013).
Recomenda-se incluir na etapa de submissão uma confirmação por parte do
autor autorizando a realização do depósito e se comprometendo com sua
legalidade, para verificar as permissões de depósito concedidas pelas fontes
de publicações científicas. Recomenda-se o uso de diretórios de políticas
editoriais como o Diadorim ou Sherpa/Romeo.
Nova, Galindo e Ribeiro (2011) apontam como papel do repositório
preservar a memória da instituição, garantindo a preservação, em longo
prazo, do conteúdo nele armazenado. Para os autores, cabe à política de
preservação determinar quais as diretrizes em relação aos aparatos
tecnológicos envolvendo hardware e software sob a perspectiva da memória,
visando garantir o acesso em longo prazo, a confiabilidade dos dados e a
autenticidade de conteúdo.
O Open Archival Information System (OAIS) é um modelo conceitual que
descreve as ações necessárias para a preservação, em longo prazo, em um
repositório institucional. A adoção dos padrões apresentados pelo modelo
garante a disponibilidade, durabilidade e confiabilidade dos dados, além da

4564

�ESTRATÉGIAS DE
MARKETING

Definir
e serviços

Indicadores
desempenho

produtos

de

manutenção, o compartilhamento e a distribuição do material preservado
(ARELLANO, 2008; CASTRO et al., 2009; SAYÃO; MARCONDES,
2009).
O planejamento de marketing deve contemplar ações em todo o ciclo de
desenvolvimento do projeto: na concepção do repositório, ao buscar
incentivos da instituição e atores para o seu desenvolvimento; na etapa de
implementação, ao definir as estratégias para seu projeto piloto; em sua fase
de manutenção, quando deverá divulgar o repositório buscando novos
adeptos e incentivando os usuários que o utilizam; além de se comprometer,
num aspecto mais amplo, em promover a filosofia de acesso aberto em toda a
instituição (LEITE, 2009; RODRIGUES, 2010).
Na fase de planejamento são definidos quais os serviços oferecidos pelo
repositório, os quais devem buscar agregar valor ao projeto, incentivando a
adesão de novos usuários e se caracterizando como uma recompensa para os
que o utilizam. Entre os serviços oferecidos por repositórios estão os
treinamentos e suporte aos usuários; serviço de identificadores persistentes;
importação de dados por lote; digitalização de documentos; orientação sobre
direitos autorais, e depósito mediado (LEITE, 2009).
Diante da possibilidade de inúmeros serviços, a escolha por ofertá-los deve
ser realizada com cautela, sendo crucial avaliar as condições e capacidades
da equipe para que a oferta destes não se torne pontos fracos e/ou ameaças ao
sucesso do repositório.
O repositório institucional é uma importante fonte de indicadores sobre a
produção científica, e possibilita o monitoramento da relevância científica,
social e econômica das atividades de pesquisa da instituição (CROW, 2002
apud
MELIS,
2013).
Leite
et al. (2012) destacam o uso do Ranking Web of Repositories para a geração
de indicadores que servirão como subsídios na avaliação do repositório.
Visando ao aumento de visibilidade e consequente melhoria das posições nos
rankings institucionais, Melis (2013) aponta como possível estratégia o
cadastro do repositório em diretórios internacionais como o Registry of Open
Access Repositories (ROAR) e The Directory of Open Access Repositories
(OpenDOAR).
Com a finalidade de avaliação, é por meio dos indicadores de desempenho
que a equipe irá obter o feedback das estratégias e decisões tomadas, o que
possibilitará a realização de diagnóstico indicando quais as melhorias
necessárias para o sucesso do projeto.

Fonte: Elaborado pelo autor.

5 Considerações Finais
Este trabalho teve como objetivo elaborar um roteiro de implementação de
repositórios institucionais, considerando a necessidade de gestão da produção científica em
instituições de ensino superior e sua inserção no contexto do Movimento de Acesso Aberto.
O roteiro elaborado buscou apresentar e detalhar as ações e etapas necessárias para a
implementação de repositórios, conforme identificado na literatura. No entanto, diante da
complexidade do tema, mostrou-se inviável qualquer tentativa de esgotar as possibilidades de
decisões envolvendo sua implementação.

4565

�Como resultado almejado, foram apresentados os conceitos julgados como mais
relevantes para as instituições que estão iniciando suas atividades com repositórios
institucionais. Cabe ressaltar a ampla literatura identificada sobre os diversos aspectos
envolvendo um RI - políticos, tecnológicos, humanos e de gestão, cabendo a esse trabalho
apenas apresentar uma possível lógica de implementação.
Conclui-se, a partir da discussão teórica e dos resultados apresentados, que os
conhecimentos organizados e sistematizados na forma de um roteiro podem contribuir para o
aumento da eficiência e eficácia no desenvolvimento e manutenção das iniciativas de se
instituírem repositórios institucionais, em especial no contexto brasileiro.
Como perspectiva de continuidade de pesquisas voltadas a este tema, sugerem-se
estudos sobre os distintos aspectos envolvendo os repositórios institucionais e o Movimento
de Acesso Aberto, como os requisitos tecnológicos necessários para a implementação de
repositórios; o enfoque nas práticas de gestão, visando sua criação e manutenção; o
desenvolvimento de políticas que representem a prática de comunicação científica de toda a
instituição e, sobretudo, o impacto das iniciativas dos repositórios institucionais na dinâmica
de comunicação, desenvolvimento e avaliação da ciência no Brasil.
Diante das limitações de acesso à informação e, em contrapartida, do aumento da
demanda por novos conhecimentos necessários para o desenvolvimento e avanço da ciência,
ações de incentivo à cultura de acesso aberto e a implementação de repositórios parecem
estratégias necessárias a qualquer instituição.

Referências
ARELLANO, M. A. M. Critérios para a preservação digital da informação científica.
2008. 354 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Departamento de Ciências da
Informação e Documentação, Universidade de Brasília, Brasília, 2008.
CASTRO, C. Y. H. et al. Repositórios institucionais confiáveis: repositório institucional como
ferramenta para a preservação digital. In: SAYÃO, L. et al. (Org.). Implantação e gestão de
repositórios institucionais: política, memória, livre acesso e preservação. Salvador:
EDUFBA, 2009. p. 283-304.
CATARINO, M. E.; SOUZA, T. B. A representação descritiva no contexto da web semântica.
Transinformação,

Campinas,

v.

24,

n.

2,

ago.

2012.

Disponível

em:

&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-37862012000200001&amp;lng=
en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 09 abr. 2014.

4566

�CUNHA, M. B.; CAVALCANTI, C. R. O. Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia.
Brasília: Briquet de Lemos, 2008.
FERREIRA, S. M. S. P.; MARCHIORI, P. Z.; CRISTOFOLI, F. Motivação para publicar em
revistas científicas: estudo nas áreas de ciências da comunicação e ciência da informação. In:
FERREIRA, S. M. S. P.; TARGINO, M. G. (Org.). Acessibilidade e visibilidade de revistas
científicas eletrônicas. São Paulo: Senac, 2010. p. 79-118.
GARCIA, P. A. B.; SUNYE, M. S. O protocolo OAI-PHM para interoperabilidade em
bibliotecas digitais. In: CONGRESSO DE TECNOLOGIAS PARA GESTÃO DE DADOS E
METADADOS DO CONE SUL, 1., 2003, Ponta Grossa. Anais... Ponta Grossa: UEPG, 2003.
GOMES, M. J.; ROSA, F. Apresentação. In: GOMES, M. J.; ROSA, F. Repositórios
institucionais: democratizando o acesso ao conhecimento. Salvador: EDUFBA, 2010. p. 7-9.
GUÉDON, J. Acesso aberto e divisão entre ciência predominante e ciência periférica. In:
FERREIRA, S. M. S. P.; TARGINO, M. G. (Org). Acessibilidade e visibilidade de revistas
científicas eletrônicas. São Paulo: Senac, 2010. p. 21-78.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Sobre o
OASISBR. Brasília: IBICT, 2010. Disponivel em: &lt;http://oasisbr.ibict.br/&gt;. Acesso em: 03
mar. 2014.
KURAMOTO, H. Informação científica: proposta de um novo modelo para o Brasil. Ciência
da Informação, Brasília,
v.
35,
n.
2,
ago.
2006.
Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-19652006000200010
&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 14 abr. 2014.
KURAMOTO, H. Implantação de repositórios institucionais em universidades e instituições
de pesquisa do Brasil: do projeto ao processo. In: GOMES, M. J.; ROSA, F. Repositórios
institucionais: democratizando o acesso ao conhecimento. Salvador: EDUFBA, 2010. p. 61­
70.
LEITE, F. C. L. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica
brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília: IBICT, 2009.
LEITE, F. C. L. et al. Boas práticas para a construção de repositórios institucionais da
produção científica. Brasília: IBICT, 2012.
LEITE, F. C. L.; ARELLANO, M. A. M.; MORENO, F. P. Acesso livre a publicações e
repositórios digitais em ciência da informação no Brasil. Perspectivas em ciência da
informação, Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p. 82-94, jan./abr. 2006.
MELIS, M. F. M. Os critérios para cadastramento no OpenDOAR e os repositórios
institucionais luso-brasileiros. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação,
Ribeirão Preto, v. 2, n. 4, p. 20-33, jul./dez. 2013.

4567

�NOVA, S. V.; GALINDO, M.; RIBEIRO, F. C. Mapeamento da preservação digital em
repositórios institucionais brasileiros de acesso livre. In: CONFERENCE ON
TECHNOLOGY, CULTURE AND MEMORY - CTCM, 1., 2011, Recife. Anais... Recife:
UFPE, 2011.
RODRIGUES, E. O RepositóriUM - repositório institucional da universidade do Minho: da
génese à maturidade. In: GOMES, M. J.; ROSA, F. Repositórios institucionais :
democratizando o acesso ao conhecimento. Salvador: EDUFBA, 2010. p. 35-60.
ROSA, F. G. M. G. A disseminação da produção científica da Universidade Federal da
Bahia através da implantação do seu repositório institucional: uma política de acesso
aberto. 2011. 242 f. Tese (Doutorado em Cultura e Sociedade) - Departamento de Faculdade
de Comunicação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2011.
ROSA, F.; GOMES, M. J. Comunicação científica: das restrições ao acesso livre In: GOMES,
M. J.; ROSA, F. Repositórios institucionais: democratizando o acesso ao conhecimento.
Salvador: EDUFBA, 2010. p. 11-34.
SAYÃO, L. F.; MARCONDES, C. H. Software livres para repositórios institucionais: alguns
subsídios para seleção. In: SAYÃO, L. et al. (Org.). Implantação e gestão de repositórios
institucionais: política, memória, livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA, 2009. p.
23-54.
SHINTAKU, M.; MEIRELLES, R. Manual do DSpace: administração de repositórios.
Salvador: EDUFBA, 2010.
TOMAé L, M. I., SILVA, T. E. Repositórios institucionais: diretrizes para políticas de
informação.

In:

ENCONTRO NACIONAL

DE PESQUISA EM

CIÊNCIA DA

INFORMAÇÃO - ENANCIB, 8., 2007, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2007.
Disponível em: &lt;www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT5--142.pdf&gt;. Acesso em: 8 abr. 2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS. Orientações para uso do repositório
institucional da Universidade Federal de Lavras. Lavras: UFLA, 2013.
VARGAS, G. M. Repositórios institucionais em universidades: estudos de relatos de casos.
2009. 82 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) Departamento de Ciências da Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto
Alegre, 2009.
VOLPATO, G. Publicação científica. 3. ed. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2008.
WEITZEL, S. R.; FERREIRA, S. M. S. P. Percepção sobre o acesso e visibilidade dos
repositórios digitais e das revistas eletrônicas. In: FERREIRA, S. M. S. P.; TARGINO, M. G.
(Org). Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São Paulo: Senac,
2010. p. 119-172.

4568

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="62">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71368">
                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71369">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71370">
                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71371">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71372">
                <text>UFMG</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71373">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71374">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71375">
                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76859">
              <text>Roteiro de implementação de repositórios institucionais me Instituições de Ensino Superior</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76860">
              <text>Sarvo, Denilson de Oliveira, Amaral, Roniberto Morato do</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76861">
              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76862">
              <text>UFMG</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76863">
              <text>2014</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76864">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76865">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76866">
              <text>A adoção da filosofia de acesso aberto se mostra estratégica diante das barreiras de acesso à informação científica e a necessidade de subsídios para o desenvolvimento de novos conhecimentos que resultam naevolução  ciência. A criação de repositórios institucionais é uma das estratégias dotadas pelo Movimento de Acesso Aberto que possibilita reunir, organizar e disseminar a produção científica institucional, garantindo o livre acesso e a maior visibilidade das publicações. Para as instituições implantar  epositórios pode se mostrar atividade complexa que envolve aspectos políticos, tecnológicos, humanos e de gestão. O presente trabalho teve como objetivo elaborar um roteiro de implementação de repositórios institucionais, apresentando as ações e etapas identificadas por meio da literatura, resultando em uma possível lógica a ser adotada. Utilizou-se como metodologia a pesquisa exploratória, realizada por meio de levantamento bibliográfico com enfoque qualitativo, a fim de identificar e compreender os fatores envolvidos com a temática. Como resultado são apresentados elementos julgados essenciais para a implementação de repositórios institucionais como: missão, objetivos, definição de equipe, escolha de software, planejamento de custos, análise de contexto, definição de política de funcionamento, regras para depósito, preservação digital, estratégias de marketing e avaliação de desempenho. Conclui-se que a elaboração de um roteiro, ao compreender e sistematizar elementos envolvidos com a temática que não possuem ligações entre si, pode contribuir na eficiência e eficácia de iniciativas de implementação de repositórios institucionais, principalmente no contexto nacional.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
