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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

MAPOTECA DIGITAL PARA A PESQUISA GEOGRÁFICA: o caso das linhas de
pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Geografia - Tratamento da Informação
Espacial da PUC Minas
Cássio José de Paula
José Flávio Morais Castro

RESUMO
O avanço das geotecnologias ampliaram as possibilidades de geração de produtos
cartográficos, e com elas a necessidade de estabelecer padrões que possibilitem a integração e
o compartilhamento de dados geoespaciais. O objetivo deste artigo consiste em apresentar um
modelo para armazenamento, recuperação e visualização de mapas em uma Mapoteca Digital
de acesso público, utilizando o software Pergamum. A construção do modelo baseou-se na
análise do processo de criação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC Minas BDTD PUC Minas, cujo objeto de estudo foram os mapas produzidos pelas linhas de
pesquisa do Programa de Pós-graduação em Geografia - Tratamento da Informação Espacial
da PUC Minas - PPGG-TIE da PUC Minas. A metodologia adotada buscou definir um padrão
de metadados geoespaciais, capaz de descrever os dados utilizados para criação do mapa,
garantindo sua credibilidade e interoperabilidade com outros sistemas. Como resultado, foi
apresentado o protótipo da Mapoteca Digital da PUC Minas utilizando o Pergamum, software
para gerenciamento de serviços de informação adotado pelo Sistema de Bibliotecas da PUC
Minas - SIB PUC Minas, permitindo ao usuário pesquisar e visualizar o mapa e a dissertação
que o originou. A possibilidade de utilização da Mapoteca Digital da PUC Minas, como
recurso didático pedagógico, proporcionará uma melhor compreensão dos fenômenos de
natureza espacial no âmbito da pesquisa geográfica, estabelecendo um elo entre a produção
científica institucional e as demandas por informações geográficas no meio social,
empresarial, acadêmico, científico e tecnológico, fomentando o contato com as
geotecnologias dinamizando o processo de democratização e disseminação das informações
cartográficas e geográficas.
Palavras-chave: Mapoteca digital. Cartografia. Geovisualização. Metadados geoespaciais.
Tratamento da informação espacial.

ABSTRACT
The advancement of geotechnology expanded the possibilities for generation of cartographic
products, and with them the need to establish standards that allow the integration and sharing
this information with the various databases of geospatial data. The objective of this paper is to
present the proposed plan for the creation of the Digital Map Library of PUC Minas, public
access, using Web technologies model construction was based on the observation and analysis
of the process of creating the model Digital Library of Theses and dissertations of PUC Minas

4326

�- BDTD PUC Minas, whose object of study were the maps produced by the research lines of
the Postgraduate program in Geography - Treatment of Spatial Information at PUC Minas PPGG -TIE PUC Minas, observing the principles of geovisualization and modeling of
geospatial data. The methodology adopted sought to define a standard of geospatial metadata
can describe the data used to create the map, ensuring its credibility and interoperability with
other systems. As a result, the prototype of the Digital Map Library of PUC Minas using
Pergamum, software for managing information services adopted by Library System PUC
Minas - SIB PUC Minas, allowing the user to search, view, browse, print, copy, download
map and make the dissertation that originated (available electronically in BDTD ). The
possibility of using Digital Map Library of PUC Minas, as a didactic teaching resource will
provide a better understanding of the phenomena of spatial nature within the geographical
research, establishing a link between the institutional scientific production and demands for
geographic information in the social environment, business, academic, scientific and
technological national, fostering contact with geo streamlining the process of democratization
and dissemination of cartographic and geographic information .
Keywords: Digital map collection. Cartography. Geovisualization. Geospatial metadata.
Treatment of Spatial Information.

1 Introdução
A informação geográfica tem papel estratégico desde os primórdios da humanidade e
vem sendo utilizada em variadas atividades, tais como: orientação, navegação, demarcação de
territórios, representação da superfície terrestre, conhecimento e representação dos recursos
naturais, suporte às estratégias militares, monitoramento da dinâmica de ocupação territorial,
aplicações comerciais e industriais, dentre outras.
A Geografia, juntamente com as demais áreas do conhecimento tem, como uma de
suas finalidades, desenvolver a capacidade de observar, refletir e analisar a realidade de forma
integrada e crítica. O conceito apóia-se no próprio significado etimológico do termo
Geografia - descrição da Terra, cabendo ao estudo geográfico, conforme a visão de Kant,
descrever os fenômenos manifestados na superfície do planeta, sendo uma espécie de síntese
de todas as ciências (MORAIS, 2007).
O

espaço

geográfico

passa

por

inúmeras

transformações,

impulsionado,

principalmente, por cinco fatores: “o formidável avanço tecnológico, a enorme ênfase na
informação, a gradativa e incessante globalização da economia, o desenvolvimento dos
serviços e a importância cada vez maior do conhecimento” (CHIAVENATO, 2002, p.51).
Como ciência fundamental de análise do espaço, a Geografia utiliza de técnicas
cartográficas e de representação gráfica para o tratamento da informação espacial por meio de
mapas, surge assim a “representação cartográfica como meio de construção do conhecimento

4327

�geográfico a partir de conceitos como: localização, orientação, escala, legenda e tipos de
representação” (ANTONELLO; MOURA; TSUKAMOTO, 2006, p. 238).
O avanço das geotecnologias e o crescimento exponencial de dados geoespaciais tem
ampliado as possibilidades de geração de produtos cartográficos, e com elas a necessidade de
estabelecer padrões que possibilitem a integração e o compartilhamento destas informações
com os diversos bancos de dados geoespaciais. Estes dados têm sido utilizados
estrategicamente pelos diversos setores da sociedade civil, governamental e científica
(prefeituras, órgãos de segurança pública, de planejamento urbano e de infraestrutura,
empresas de telecomunicações, marketing e universidades), como instrumento para produção
de mapas (analógicos e digitais) e como suporte na análise espacial, permitindo simular
cenários para tomada de decisões.
Diante deste cenário a construção de uma mapoteca digital, apresenta-se como
alternativa para o armazenamento, tratamento e compartilhamento de informações
geoespaciais via Web. O volume e a qualidade dos produtos cartográficos digitais (mapas,
cartas e imagens), produzidos pelos mestrandos e doutorandos para as teses e dissertações
apresentadas e defendidas junto às linhas de pesquisa do PPGG-TIE da PUC Minas, aliado as
dificuldades de acesso a estas informações, culminaram na proposta deste artigo, que tem
como objetivo principal, desenvolver uma mapoteca digital institucional de acesso público,
utilizando tecnologias padrão Web para visualização de mapas e compartilhamento de dados
geoespaciais online.
Como objetivos específicos, pretendeu-se:
a) propor um novo procedimento para o depósito das teses e dissertações na BDTD
PUC Minas - Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC Minas;
b) definir um padrão de metadados geoespaciais em conformidade com a Comissão
Nacional de Cartografia - CONCAR, para descrição dos dados contidos nos mapas
produzidos para as teses e dissertações pelas linhas de pesquisa do PPGG-TIE da
PUC Minas;
c) criar um banco de dados geoespacial com a finalidade de reunir, organizar,
catalogar e disseminar as informações contidas nos metadados geoespaciais;
d) integrar estas informações ao banco de dados do SIB PUC Minas - Sistema
Integrado de Bibliotecas da PUC Minas, disponibilizando seu conteúdo na Web.
O desenvolvimento de sistemas de disseminação de geoinformações via Web, é um
importante instrumento para a democratização do acesso a informação, como afirma Câmara:

4328

�“U m dos d esafios crescentes para as instituições que lidam com inform ações
geográficas é a publicação de dados através da Internet. Por sua natureza
gráfica e bidim ensional, o ambiente W W W ("World Wide Web") oferece
um a m ídia adequada para a difusão da geoinform ação. A m édio prazo,
espera-se que a disponibilidade “on-line" de grandes bases de dados
espaciais e de ferramentas eficientes de navegação torne a geoinform ação
acessível de form a ampla, sem a necessidade de aquisição de software
esp ecífico .” (C Â M A R A , 2012b, p.5).

A expectativa desta proposta é proporcionar, a partir dos mapas produzidos nas
dissertações e teses desenvolvidas no PPGG-TIE da PUC Minas, um recurso didáticopedagógico que possibilite acesso rápido e eficiente ao conteúdo cartográfico dos
documentos, estabelecendo um elo entre a produção científica institucional e as demandas por
informações geográficas no meio social, empresarial, acadêmico, científico e tecnológico,
fomentando o contato com as geotecnologias e concomitantemente com o processo de
democratização e de disseminação das informações cartográficas e geográficas.

2 Revisão de Literatura
Conhecer e representar o espaço por meio de mapas é o principal objetivo da
Cartografia. O mapa é a forma mais antiga de representação do espaço, cuja origem remonta a
aproximadamente 4.500 anos, eram elaborados em diversos suportes como rocha, argila,
tecido, madeira, couro de animal, conchas, papiro, entre outros meios. O homem representava
o espaço em que vivia por meio de desenhos que tinham como objetivo, registrar informações
que permitissem a sobrevivência e a segurança.
Castro (2012, p. 17), sintetiza a evolução da Cartografia, destacando os períodos que
marcaram sua história, como mostra a Figura 1.
Figura 27: Evolução da Cartografia durante os períodos que marcaram a história
da humanidade

Fonte: CASTRO, 2012, p. 7

4329

�A diversidade de conceitos, definições e estruturas da Cartografia promovem o
surgimento de inúmeras divisões na literatura especializada (RAISZ, 1969; OLIVEIRA, 1983
e 1988). Entretanto, para efeito didático e prático, Castro (2012, p. 45) propõe a divisão da
Cartografia em: Cartografia teórica, Cartografia sistemática, Cartografia temática e
Cartografia analítica (Figura 2).

Figura 2: Divisões da Cartografia.

Fonte: CASTRO, 2012, p. 45
Para Ramos (2005), Cartografia é definida como a ciência e a arte de representar, por
meio de mapas e cartas, o conhecimento da superfície terrestre. O conceito de ciência baseiase no fato de que para alcançar exatidão, ela depende basicamente da astronomia, geodesia e
matemática, o conceito de arte está vinculado à sua subordinação às leis da estética,
simplicidade, clareza e harmonia. A natureza da geografia é fortemente embasada em sua
documentação, que é a referência para o geógrafo organizar o processo mental tanto pela
observação como pela avaliação quantitativa. O mapa tornou-se a principal fonte de
informação geográfica, sua função estratégica possibilita a percepção de padrões e dinâmicas

4330

�espaciais, o estudo integrado dos fenômenos e suas ações no processo de transformação do
meio ambiente.
Segundo Moles, mapas são representações funcionais destinadas a desempenharem
determinadas funções, são elas:
a) a primeira função de um mapa é a de localização cujo objetivo é auxiliar a situar
pessoas e a situar os objetos geográficos;
b) a segunda é a documental e consiste em responder a questões: o que se encontra em
um determinado lugar? Onde se encontra um determinado objeto geográfico? Quais
são suas características como dimensão, declive, distância de nós entre outros;
c) a terceira é o suporte da análise espacial, relacionando-se as questões sobre a natureza
das formas observadas no espaço terrestre e sobre suas relações e sua complexidade;
d) a quarta considera o mapa como campo de aplicação de modelos espaciais,
possibilitando simular e prever eventuais transformações, atuando como canal e
suporte de comunicação entre o cartógrafo e o usuário. (MOLES apud RIMBERT,
1995).

Um dos métodos aplicados na elaboração de mapas é da cognição, que segundo Lima,
envolve atividades mentais como o pensamento, a imaginação, a recordação, a solução de
problemas, a percepção, a aprendizagem da linguagem, que ocorrem diferentemente conforme
a habilidade de cada indivíduo (LIMA apud SANTIL, 2010). Ramos (2005, p. 37), ao
considerar o mapa como veículo de comunicação da informação espacial, destaca que sua
eficiência pode ser mensurada pela capacidade de permitir que o usuário de forma cognitiva
visualize, leia e interprete as informações nele contidas. Este processo de visualização e
interpretação de informações espaciais é denominado "comunicação cartográfica" - (Figura
3).

Figura 3: Sistema de Comunicação Cartográfica.

Fonte: ROBINSON; PETCHENIK apud SIMIELLI, 986.

4331

�Segundo Nogueira (2008, p.111), na comunicação cartográfica os mapas possuem um
valor cognitivo capaz de estimular o usuário a interagir a partir dos seus processos mentais
(percepção, memória, reflexão, motivação e atenção), buscando a análise das informações
temáticas representadas graficamente, por meio dos princípios da "semiologia gráfica"499
utilizando três sistemas: símbolos, lógico e monossêmico. Sua aplicação à Cartografia permite
definir a partir das variáveis visuais e das teorias da informação a representação adequada da
linguagem cartográfica. A linguagem exprime por meio do emprego de um sistema de
símbolos, as expectativas de comunicação da informação com o usuário do mapa, tornando a
Cartografia uma linguagem universal; desta forma, a semiologia gráfica elaborada a partir de
teorias da psicologia e da informação, permite aplicações técnicas sofisticadas de
representação gráfica (JOLY, 2005).
A introdução da informática na Cartografia, aliada à associação de técnicas como a
comunicação cartográfica e a visualização cartográfica, possibilitaram uma relação de
interatividade entre o usuário e os produtos cartográficos.

Para MacEachren e Kraak a

geovisualização integra visualização, Cartografia, análise de imagens, visualização de
informações e análise exploratória de dados (...), para oferecer teorias, métodos e técnicas
para exploração visual, análise, síntese e apresentação de dados espaciais. (MACEACHREN;
KRAAK, 1995).
A visualização cartográfica é um conceito derivado da visualização científica,
podendo ser definido também como visualização geográfica ou geovisualização com ênfase
na análise e na comunicação. Sua proposta é a integrar os recursos da Cartografia digital e o
poder analítico dos sistemas de informação geográfica a bancos de dados espaciais e não
espaciais através de recursos multimídia em ambiente interativo com distribuição por mídia
discreta ou via rede.
O uso dos computadores na Cartografia provocou uma profunda transformação
envolvendo a representação, a comunicação e a produção de mapas, sendo que a
representação cartográfica evoluiu na era da informação digital para uma nova aplicação: a
Cartografia multimídia ou geovisualização. Para Zhou, a Cartografia multimídia é a
associação de diversas mídias como, imagens de vídeo, som e animações aos símbolos

Desenvolvida na França por Jacques Bertin na década de 1960, a semiologia gráfica pode ser entendida como "a ciência
que estuda os sistemas de sinais que o homem utiliza na vida social: línguas, códigos, sinalizações

trata-se de um

método de trabalho cartográfico que envolve "a parte racional do mundo das imagens" (CASTRO, 1993, p. 67).

4332

�gráficos da Cartografia. O mapa migrou para a internet dando início a um novo formato de
gestão desta informação: a mapoteca digital (ZHOU apud SANTIL, 2010).

3 Biblioteca digital e a informação eletrônica
A biblioteca sempre se apropriou das tecnologias para cumprir seu papel de repositório
e disseminador da informação independente do formato em que a informação estiver
acondicionada, assim foi com as fichas em papel, o microfilme, o disquete, CD-ROM e agora
com a web e o armazenamento na nuvem. A maioria das tecnologias ligadas ao
armazenamento de dados, comunicação e disseminação da informação, foram testadas
primeiramente em bibliotecas, influenciando diretamente a sua trajetória ao longo do tempo.
A concepção de novas formas de Disseminação Seletiva da Informação - DSI, só é
possível graças ao fenômeno denominado, coerência das mídias digitais que, segundo Corrêa
e Corrêa (2007), possibilitam a integração de objetos digitais heterogêneos. Os ambientes
digitais incorporam novos perfis de consumidores, reconfigurando produtos e serviços de
informação, obtidos a partir de concepções inéditas ou de processos inovadores de serviços já
consagrados.
As bibliotecas digitais minimizaram as distâncias entre as pessoas e a informação, e
através de suas potencialidades, criaram uma enorme expectativa no que se refere ao processo
de pesquisa e as fontes de informação, explorados em larga escala por instituições
governamentais, educacionais, empresariais e científicas.

Tratadas a partir de recursos

digitalizados, a biblioteca digital representa um espaço sinérgico entre a área da tecnologia da
informação e as outras áreas do conhecimento. Atuando como o repositório institucional de
toda a produção científica, vinculando esta informação aos diversos repositórios e redes de
compartilhamento de informações, proporcionando a visibilidade necessária, para a
comunidade científica. Outro aspecto importante são as possibilidades extraordinárias que se
apresentam para educadores, professores e alunos, estabelecendo um novo canal de
comunicação através das novas metodologias pedagógicas que promovam a eficácia do
processo de ensino e aprendizagem, utilizando ferramentas, técnicas ou recursos de
aprendizado capazes de diminuir as distâncias e ampliar as possibilidades de transferência de
dados, a partir da utilização de conteúdos multimídia, que buscarão a convergência das
informações por intermédio da interatividade e integração de informações das diferentes áreas
do conhecimento.

4333

�Esta nova relação entre a biblioteca e o mundo digital, rompe com as barreiras de
acessibilidade e preservação, que na maioria das vezes, são o grande abismo entre o usuário e
o conteúdo desejado. Neste caso, o formato digital é o suporte que permite a preservação de
forma íntegra e confiável de conteúdos raros e únicos ou frágeis, ao mesmo tempo em que
proporciona acesso universal, instantâneo e multiusuário aos conteúdos. O documento
eletrônico representa um grande avanço na comunicação direta, online, na distribuição e
obtenção de conteúdos através de redes de computadores, na multiplicidade de copias a partir
de uma versão original, no nível de especificidade que é possível tratar as informações
digitais e nas suas possibilidades de reuso.

4 Mapoteca digital
A Cartografia assim como as geotecnologias, foi impactada pelo crescente interesse de
profissionais de diversos setores do conhecimento pelos Sistemas de Informações Geográficas
- SIG, o que ampliou e intensificou a demanda por acesso à informação geográfica, assim
como o crescente uso da Internet, resultando na expansão da produção e do uso maciço de
produtos cartográficos por usuários que nem sempre são especialistas e tão pouco sabem
utilizar um Sistema de Informações Geoespaciais.
A informática democratizou a Cartografia, tornando-a além de um importante meio de
disseminação do conhecimento geográfico, uma importante fonte de pesquisa, permitindo
que, qualquer pessoa com acesso à internet, acesse desde informações quantitativas e imagens
de satélites até sites de pesquisa para localização de lugares (Location Based Services - LBS),
endereços, rotas ou mapas. (RAMOS, 2005).
Estes fatores colaboraram para o aumento da produção eletrônica de documentos
cartográficos, despertando o interesse pela possibilidade de obter de forma online, dados e
versões digitais de produtos cartográficos como, mapas, cartas, carta-imagem, ortofotos, atlas,
estudos geográficos entre outros.
Acompanhando a evolução tecnológica da área, desenvolveu-se a mapoteca digital,
que a princípio, deve constituir-se em um espaço dinâmico que promova a geração, o
compartilhamento e a disseminação do conhecimento geográfico, tornando os dados de
pesquisa acessíveis em escala planetária pelos pesquisadores interessados.
Para Santil (2010), os mapas disponibilizados atualmente como meio de informação
espacial na internet foram concebidos com objetivos diferentes:

4334

�a) Mapas estáticos: não permitem interação com o usuário porque foram gerados em
meio digital para serem impressos ou apenas para visualização no monitor;
b) Hipermapas ou mapas clicáveis: permitem algum nível de interação online com o
usuário;
c) Mapas que permitem a interatividade com o usuário online e tem como expoente
maior o Google Earth.

A infraestrutura oferecida pela internet e seu alcance a um público cada vez maior, é
um fator de impacto para gestão da informação e não deve ser desconsiderado. Com foco no
aumento exponencial do número de usuários os desenvolvedores tem criado aplicativos para
computadores e equipamentos portáteis como, Tablets, Laptops, SmatPhones, PDA (Personal
Digital Assistant), GPS (Global Positioning System), que se adequem de forma rápida e
eficiente às demandas atuais.
Ao determinar o fim das restrições de espaço e tempo ao acesso à informação, o
repositório digital contribui para a redução das desigualdades sociais e regionais através da
democratização da informação, ou seja, o direito de livre acesso à informação. Em sua
essência, estes repositórios constituem-se em um conjunto de recursos eletrônicos e
capacidades técnicas associadas para criar, buscar e usar informações, apresentando-se como
uma extensão dos sistemas de armazenamento e recuperação de informação, que manipulam
dados digitais nos mais variados formatos, operando em um ambiente distribuído.
Os sistemas de gerenciamento da informação voltados para o modelo digital
apresentam possibilidades importantes tais como (CUNHA, 1999):
a) Acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador conectado a uma rede;
b) Utilização simultânea e remotamente do mesmo documento por duas ou mais pessoas;
c) Reprodução deste conteúdo tanto no formato impresso como digital;
d) Possibilidade de incorporação de diversos tipos de informação tais como texto, som,
imagem e vídeo;
e) Possibilidade de colaboração entre pesquisadores, que é a chave para a pesquisa e o
desenvolvimento.

5 Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD da PUC Minas
A BDTD PUC Minas é o repositório institucional responsável pelo armazenamento de
toda a produção dos programas de pós-graduação da PUC Minas. Os trabalhos estão

4335

�armazenados no formato PDF (Portable Document Format (formato de arquivo, desenvolvido
pela Adobe Systems, para representar documentos de maneira independente do aplicativo,
do hardware e do sistema operacional usado para criá-los) e estão disponíveis online na
página do SIB da PUC Minas, permitindo acessibilidade e cooperação da produção científica
e tecnológica institucional em escala global.
A BDTD da PUC Minas está organizada por: área do conhecimento; autor; data de
defesa; orientador; programa de pós-graduação e texto completo, sendo que os campos de
pesquisa remetem o usuário a um único resultado, o acesso ao PDF do documento, fazendo
com que sua visualização se realize apenas pela consulta integral ao texto.
O acesso à BDTD da PUC Minas pode ser feito pelas páginas dos Programas de PósGraduação da PUC Minas e do SIB PUC Minas.

6 Mapoteca Digital da PUC Minas
A construção do modelo teve como base a análise das mapotecas digitais existentes no
mercado, observando suas funcionalidades e potencialidades, tendo como proposta,
estabelecer um parâmetro para construção do modelo conceitual, onde o primeiro objeto de
pesquisa foi a BDTD da PUC Minas, e mais especificamente, os mapas produzidos pelos
mestrandos e doutorandos nas três Linhas de Pesquisa do PPGG-TIE da PUC Minas.
O PPGG-TIE da PUC Minas, esta organizado em três linhas de pesquisa, sendo elas
Sistemas de Informações Geográficas, Estudos Urbanos e Regionais e Meio Ambiente. Estas
linhas se dividem em grupos temáticos que conferem um caráter multidisciplinar e
transdisciplinar às atividades, contribuindo qualitativamente para o processo de pesquisa,
produção científica e na formação do corpo discente. As teses e dissertações do defendidas no
PPGG-TIE da PUC Minas são compostas em sua maioria, por mapas e integram o acervo do
repositório institucional denominado Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD da
PUC Minas.
A proposta de desenvolver uma mapoteca digital com base nos princípios da
geovisualização e da modelagem dos dados geoespaciais, teve como motivação, disponibilizar
a visualização da produção cartográfica do PPGG - TIE e definir um padrão de metadados
capaz de garantir a credibilidade e a interoperabilidade das informações com outros sistemas.
O modelo proposto para a Mapoteca Digital PUC Minas é baseado no uso da Internet
ou intranet com arquitetura de cliente/servidor para distribuição de dados, via protocolos FTP
e/ou http. O software adotado para gerenciar o processo de cadastro, pesquisa e visualização

4336

�online das informações é o mesmo utilizado SIB PUC Minas, Pergamum. O Pergamum é um
software de gerenciamento que proporciona versatilidade na modelagem do banco de dados e
a possibilidade de futuras integrações a sistemas nacionais e internacionais de cooperação de
dados e informações. Este sistema permite a consulta e a visualização do mapa de forma
estática no monitor, possibilitando ao usuário, capturar/copiar ou imprimir, devendo sempre
observar a indicação da fonte para uso público.

6.1 Seleção dos Mapas
O desenvolvimento deste trabalho compreendeu a analise de uma amostra de vinte e
sete mapas do total de cento e quarenta e quatro publicações cadastradas no acervo e postadas
na BDTD da PUC Minas, sendo selecionados nove mapas temáticos de cada uma das linhas
de pesquisa em análise espacial do mestrado do PPGG-TIE da PUC Minas, dividindo-se em:
nove mapas da área de Estudos Urbanos e Regionais; nove da área de Meio Ambiente e nove
da área de Sistemas de Informações Geográficas. O objeto de estudo foram os mapas
elaborados por autores de teses ou dissertações, que não possuam nenhum tipo de restrição de
acesso ao conteúdo conforme Lei N° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que regulamenta os
Direitos Autorais no Brasil.
A amostragem permitiu a validação dos dados possibilitando a realização dos ajustes
necessários para definição dos metadados que compõe a base de dados geoespacial do
Pergamum, que é a base de informações da Mapoteca Digital da PUC Minas.

6.2 Imagens: captura / tratamento / armazenamento
Para construção do banco de imagens da Mapoteca Digital, foi necessário analisar o
conteúdo das amostras para definição de quais os mapas integrariam o banco de
imagens/mapas. Os critérios utilizados para seleção dos mapas observaram principalmente o
rigor metodológico para sua elaboração, compreendendo a clareza das informações contidas
no mapa, analisadas a partir dos elementos cartográficos (título, fonte, orientação, projeção,
escala e legenda) e da semiologia gráfica utilizada, fatores importantes na comunicação
cartográfica. Um dos fatores de impacto ao se trabalhar com a imagem é a sua qualidade. A
GTI PUC Minas, que é a gerência responsável pela área da Tecnologia da Informação
institucional, preocupada com a capacidade de armazenamento dos servidores, determina que
os arquivos das dissertações depositadas na BDTD, sejam salvos no formato PDF (Portable
Document Format) desenvolvido pela empresa Adobe Systems. Este procedimento, porém,

4337

�compromete o processo de captura e tratamento destas imagens/mapas, pois a baixa resolução
não permite melhorar qualidade da imagem.
Como forma de testar a funcionalidade do modelo, a captura foi realizada a partir
seleção da imagem estática do mapa na tela ativa do computador, diretamente do PDF da
dissertação e salva no diretório denominado “Mapas”. No tratamento das imagens, foi
utilizado

o

software

livre

para

edição

de

imagem,

GIMP

(GNUImage Manipulation Program), porém, em virtude da baixa resolução dos arquivos em
PDF, as intervenções não surtiram o efeito desejado. Após este procedimento as imagens
foram armazenadas no diretório denominado “Capas”, temporariamente mapeado na rede
Administrativa da PUC Minas que é a mesma rede utilizada pelo sistema Pergamum. Com o
objetivo de padronizar o processo de organização e armazenamento das imagens/mapas
dentro do diretório, foi criada uma pasta “Mapas” contendo três subpastas denominadas,
“Estudos Urbanos e Regionais”, “Meio Ambiente” e “Sistemas de Informações Geográficas”,
em observação às linhas de pesquisa do PPGG-TIE da PUC Minas.

6.3 Base de Dados Geoespaciais do Pergamum - tratamento técnico das informações
O tratamento técnico de um mapa requer análise minuciosa, uma vez que reúne
características de livros e imagens, tornando sua descrição bibliografica um pouco mais
complexa, devendo-se acrescentar, notas descritivas que permitam o detalhamento de
informações como escala, projeção, coordenadas geográficas, datas e notas bibliográficas, que
são tão importantes quanto o autor e o título.
Cunha compara o processo de tratamento das informações contidas em um mapa ao
processo do livro onde os dados para sua descrição são obtidos essencialmente da pagina de
rosto, o “mapa, todo ele é uma pagina de rosto, pois os dados estão impressos fora da área
ocupada pelo desenho, distribuídos pelos espaços vazios” (CUNHA, 1999). O processo de
classificação de mapas diferencia-se dos livros por serem classificados primeiramente pelo
lugar e então pelo assunto, ao contrário dos livros onde a primeira informação a ser
considerada é o assunto e posteriormente o lugar.
As datas constituem-se em elementos extremamente importantes, pois são
diferenciadas pelo período de publicação e a reambulação, sendo esta a mais importante por
referir-se ao período que compreendeu a pesquisa e a coleta de dados.
Os mapas que irão compor a Mapoteca Digital da PUC Minas receberão tratamento
individualizado, com número de acervo e seus metadados geoespaciais inseridos no banco de

4338

�dados do Pergamum. Atualmente, o SIB PUC Minas utiliza como formato bibliográfico para
entrada dos metadados o MARC 21500. Sua principal função é promover a comunicação da
informação a partir da permuta de registros, colaborando significativamente para diminuir a
duplicação de esforços garantindo a qualidade e a confiabilidade da informação veiculada. O
formato MARC 21, utiliza para o tratamento das informações o Código de Catalogação
Anglo-Americano - AACR2501 e a Classificação Decimal Universal - CDU502.
Para a modelagem dos metadados cartográficos e geoespaciais, foi utilizada a norma
proposta pela Comissão Nacional de Cartografia - CONCAR (CONCAR, 2009), identificada
como fórum nacional para o desenvolvimento da pesquisa e dos estudos necessários para
implementação de um catalogo nacional de metadados. A parametrização dos produtos
cartográficos observou os seguintes aspectos:
a) Identificar o produtor e a responsabilidade técnica de produção;
b) Garantir a transferência de dados;
c) Possibilitar o controle de qualidade;
d) Propiciar um maior conhecimento quanto ao conteúdo dos dados relevantes ao seu
negócio;
e) Estabelecer um controle eficiente na produção de dados e informações, além de
auditar e informar a qualidade dos dados produzidos;
f) Subsidiar a disseminação e identificar direitos de propriedade de produção e de uso
dos dados;
g) Viabilizar a transferência / intercâmbio / compartilhamento de dados entre sistemas e
organizações;
h) Estabelecer padrões de descritores de dados, diante da enorme e diversificada gama de
informações contidas e disponibilizadas na rede;
i) Propiciar aos usuários, identificar o conteúdo e analisar a adequabilidade dos dados
disponíveis para as suas múltiplas aplicações;
j) Estimular o uso de padrões de metadados, e seu cadastramento;

500 Desenvolvido pela Library o f Congress (USA), o MARC 21 é o padrão adotado internacionalmente,
permitindo o armazenamento e a transferência de dados bibliográficos garantindo a interoperabilidade entre
diferentes softwares de gerenciamento em sistemas de informação.
501 AACR2 é um compêndio de regras para a criação de descritores bibliográficos e para a escolha, construção e
atribuição dos pontos de acesso (cabeçalhos de assunto ou palavras-chave);
502 A CDU é um sistema de classificação documental analítico que utiliza sinais auxiliares para indicar vários
aspectos especiais de um assunto ou a relações entre assuntos. Abrange todas as áreas do conhecimento e se
adequa a qualquer tipo de suporte seja ele, impresso, eletrônico e digital. Sua arquitetura flexível é compatível
tanto com a leitura por máquinas de versões antigas como as mais atuais com sistemas de acesso público on­
line.

4339

�k) Viabilizar os estudos para a definição das linguagens de consulta (semântica e
espacial) de metadados e sistemas de intercâmbio de dados.
A planilha atual para catalogação de materiais cartográficos no SIB PUC Minas,
cadastrada no sistema Pergamum, possui quinze campos para entrada de metadados, sendo
que apenas cinco, destinam-se aos dados geoespaciais. Para o modelo proposto definiu-se
uma planilha com 21 elementos obrigatórios, dos quais quinze são específicos para descrição
dos metadados geoespaciais. Em virtude da especificidade das informações geoespaciais,
observou-se que a identificação destas informações, deve ser realizada por um geógrafo,
como forma de garantir a qualidade e a consistência das informações geográficas.

6.4 Entrada de dados no Sistema Pergamum
O módulo de catalogação do Pergamum possibilita o cadastramento e a customização
de planilhas definindo quais os campos (obrigatórios ou não), necessários para montagem e
alimentação do banco de dados geoespacial. Estes metadados são essenciais para o processo
de organização e recuperação das informações, pois permitirá ao usuário recuperar o mapa a
partir de qualquer metadado utilizado na sua construção, possibilitando um melhor nível de
refinamento no processo de pesquisa.
O Pergamum permite criar vínculos entre metadados e imagens, neste caso, o mapa
digital, resultando no processo de visualização de sua imagem associada aos dados
geoespaciais e a versão digital da dissertação que o originou e que encontra-se depositada na
BDTD da PUC Minas. O sistema esta programado para atualizar automaticamente as
informações e disponibilizá-las na Web a cada duas horas.

6.5 Visualização dos mapas
Para pesquisar o mapa digital no acervo do SIB PUC Minas, o usuário deverá utilizar
o software de gestão de sistemas de bibliotecas Pergamum, utilizado pelo SIB PUC Minas,
que permite ao usuário pesquisar por autor, título ou assunto/palavra-chave, ou seja, qualquer
informação registrada nos metadados do documento, recuperando todos os materiais
existentes no acervo relacionado ao termo de busca. O sistema oferece outras possibilidades
de refinamento da pesquisa utilizando os operadores boleanos E, OU e NÃO, ou
paremetrizando a partir da definição da Unidade de Informação (permite definir em qual das
Bibliotecas do SIB ele deseja pesquisar) e pelo tipo de obra (permite a definição de pesquisa
por tipo de material).

4340

�O resultado desta pesquisa é a imagem miniaturizada dos mapas juntamente com os
dados catalográficos. Ao clicar na miniatura do mapa com o botão direito do mouse, será
aberto em uma nova aba com a imagem estática do mapa em tamanho original, que poderá ser
impressa ou copiada para qualquer dispositivo desde que seja mencionada a fonte. Outra
opção que será disponibilizada ao usuário é o link para a tese ou dissertação de origem do
respectivo mapa disponível na BDTD da PUC Minas, possibilitando uma visão mais
integrada e contextualizada das informações que nortearam a elaboração e a finalidade do
mapa, permitindo inclusive, que usuário amplie sua estratégia de busca realizando o caminho
inverso, ou seja, selecionar as Teses e Dissertações a partir dos mapas temáticos. A
disponibilização das imagens dos mapas seguiu os critérios de autorização junto a CAPES,
resguardando os direitos autorais e definições de acesso.

7 Resultados Parciais/Finais
Como resultado foi apresentado o protótipo da Mapoteca Digital da PUC Minas,
disponibilizando três mapas para pesquisa online. (Figura 7)

Figura 7 - Caixa de pesquisa do Pergamum - Resultado de pesquisa

Fonte: Sistema Pergamum, (2013).

O item selecionao no resultado da pesquisa é o mapa Pedológico da Serra do Cipó Minas Gerais (Figura 8), elaborado por Débora Campos Jansen em sua Dissertação de
mestrado orientada pelo Prof. Luiz Eduardo Panisset Travassos, com o título “Análise
ambiental da área de proteção ambiental Morro da Pedreira e do Parque Nacional da

4341

�Serra do Cipó para a proteção do patrimônio espeleológico”, defendida no PPG em
Geografia - Tratamento da Informação Espacial, em 15/04/2013.

Figura 8 - Resultado de pesquisa (Ítem selecionado)

Mapa pedolóaico da Serra do Cipó. Minas Gerais [mapa digital] / 2013 - f Mapa digital 1

(D

JANSEN, Débora Campos; TRAVASSOS, Luiz Eduardo ramsset. M apa p e d o lo g ico da Serra do Cipo,

® tèJ

M inas Gerais. 2013

Referência

Marc

Çÿ

Fonte: Sistema Pergamum, (2013).

8 Considerações Parciais/Finais
Como observado ao longo deste trabalho, o mapa é cada vez mais utilizado por
geógrafos, pesquisadores, estudantes e outros profissionais que necessitam utilizar seus dados
geográficos para reconhecimento de locais a serem estudados e planejados. No ensino de
Geografia, os docentes têm observado a sua importância como instrumento de pesquisa
indispensável no processo ensino-aprendizagem, utilizando-o cada vez mais como recurso
pedagógico. Ao associarmos o conceito de visualização para o ensino, observamos que os
estímulos visuais são importantes no processo de construção mental do conhecimento,
entendemos que do mesmo modo como os professores usam o giz e o quadro negro, o mapa
também está intrinsecamente ligado ao ensino de Geografia, ou seja, o ensino pelo mapa e
não do mapa, seja ele impresso ou digital, o que confirma a relevância e a aplicabilidade deste
trabalho.
A BDTD da PUC Minas cumpre o seu papel de repositório para a produção científica
institucional, porém a associação de um sistema de gerenciamento da informação eficaz,
permitirá aos usuários explorarem o conteúdo de forma ampla. Neste sentido a construção do
modelo foi realizada com sucesso, a partir do estudo detalhado dos padrões de metadados
geoespaciais nacionais e internacionais e do software de gerenciamento destes dados, em
consonância com os conceitos da Cartografia, da visualização cartográfica e da Ciência da
Informação, essenciais no processo de armazenamento, tratamento, organização e
disseminação da informação geoespacial.

4342

�O modelo desenvolvido encontra-se integrado ao Pergamum, porém, sua efetivação
está vinculada a adoção dos seguintes procedimentos que alteram o protocolo atual de
depósito das teses e dissertações na BDTD, são eles:
a) o preenchimento pelo autor da planilha de metadados geoespaciais referente ao mapa
por ele elaborado. Cada mapa produzido deverá ter a sua planilha gravada em mídia
digital (CD ou DVD). A planilha estará disponível para download na página do
PPGG-TIE, juntamente com a as normas para publicação de teses e dissertações.
b) para garantir a qualidade das imagens que integrarão o banco de imagens, torna-se
necessário que os mapas sejam elaborados no formato PNG com resolução de 200 dpi
e gravados em mídia digital (CD ou DVD). Este procedimento evitará a necessidade
de tratamento da imagem, garantindo a qualidade do produto e sua visualização;
c) as mídias contendo os planilhas e os mapas deverão ser entregues ao setor de
Processamento Técnico da Biblioteca da unidade Coração Eucarístico, juntamente
com processo de depósito da tese ou dissertação na BDTD da PUC Minas. Este setor
ficará responsável pela inserção dos dados e manutenção da base de dados do
pergamum que alimentará a Mapoteca Digital;
d) para que a Mapoteca Digital tenha uma maior visibilidade, propõem-se a instalação de
um link nas principais páginas web da instituição (PPGG - TIE, curso de graduação
em Geografia e do SIB PUC Minas).

Desta forma, esperamos que o modelo proposto estabeleça a comunicação entre a
produção científica institucional e as demandas por informações geográficas no meio social,
empresarial, acadêmico, científico e tecnológico nacional, fomentando o contato com as
geotecnologias e ao mesmo tempo contribuindo com o processo de democratização e de
disseminação das informações cartográficas e geográficas.

6 Referências
ANTONELLO, Ideni Terezinha; MOURA, Jeani Delgado Paschoal; TSUKAMOTO, Ruth
Youko. Múltiplas geografias: ensino - pesquisa - reflexão. Londrina: Humanidades, 2006.
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Marília Sá. Análise Espacial e Geoprocessamento (2012b)
http://www.dpi.inpe.br/gilberto/tutoriais/analise/cap1.pdf [consultado em 15 de agosto de
2013].

4343

�CASTRO, José Flávio Morais. História da Cartografia e Cartografia sistemática. Belo
Horizonte: Editora PUC Minas, 2012. 102p., p.17.
CHIAVENATO, Idalberto. Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital. São
Paulo: Saraiva, 2002. 134p
COMISSÃO NACIONAL DE CARTOGRAFIA. Perfil de metadados geoespaciais do
Brasil - Perfil MGB: conteúdo de metadados geoespaciais em conformidade com as normas
19115:2003. Brasília: CONCAR, 2009. 194p.
CORRÊA, Elizabeth Saad; CORRÊA, Hamilton Luís. Convergência de mídias: primeiras
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Sergipe : UFS : SBPJor - Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, 2007. 13p.
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4344

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O avanço das geotecnologias ampliaram as possibilidades de geração de produtos cartográficos, e com elas a necessidade de estabelecer padrões que possibilitem a integração e o compartilhamento de dados geoespaciais. O objetivo deste artigo consiste em apresentar um modelo para armazenamento, recuperação e visualização de mapas em uma Mapoteca Digital de acesso público, utilizando o software Pergamum. A construção do modelo baseou-se na análise do processo de criação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC Minas - BDTD PUC Minas, cujo objeto de estudo foram os mapas produzidos pelas linhas de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Geografia – Tratamento da Informação Espacial da PUC Minas - PPGG-TIE da PUC Minas. A metodologia adotada buscou definir um padrão de metadados geoespaciais, capaz de descrever os dados utilizados para criação do mapa, garantindo sua credibilidade e interoperabilidade com outros sistemas. Como resultado, foi apresentado o protótipo da Mapoteca Digital da PUC Minas utilizando o Pergamum, software para gerenciamento de serviços de informação adotado pelo Sistema de Bibliotecas da PUC Minas - SIB PUC Minas, permitindo ao usuário pesquisar e visualizar o mapa e a dissertação que o originou. A possibilidade de utilização da Mapoteca Digital da PUC Minas, como recurso didático pedagógico, proporcionará uma melhor compreensão dos fenômenos de natureza espacial no âmbito da pesquisa geográfica, estabelecendo um elo entre a produção científica institucional e as demandas por informações geográficas no meio social, empresarial, acadêmico, científico e tecnológico, fomentando o contato com as geotecnologias dinamizando o processo de democratização e disseminação das informações cartográficas e geográficas.</text>
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