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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

IMPLANTAÇÃO DE REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL: O CASO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Simone Assis Medeiros
Patrícia Aparecida Ferreira

RESUMO
Dentre os temas que permeiam o campo das políticas públicas no Brasil, observa-se uma
preocupação do Estado em relação às políticas públicas de acesso aberto à produção científica
por intermédio de suas instituições federais de ensino superior. O Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), em parceria com a Financiadora de Estudos e
Projetos (FINEP), vem apoiando as universidades e instituições de pesquisas na
implementação de Repositórios Institucionais (RIs), com a finalidade de promover o acesso e
a divulgação da produção científica brasileira. Com intuito de viabilizar o depósito das
publicações nos repositórios, o IBICT recomenda às instituições que também desenvolvam
uma Política Institucional de Informação (PII) que torne obrigatório o depósito da produção
científica por parte dos pesquisadores nos RIs. A implementação de um RI prevê atividades
que vão desde a escolha do software que será utilizado até a elaboração das políticas que
regerão o funcionamento do repositório. O artigo tem como objetivo descrever o processo
implantação do RIUFLA a partir de um projeto piloto na Universidade Federal de Lavras
(UFLA). Trata-se de uma pesquisa descritiva, o método utilizado foi o estudo de caso e a
coleta de dados usou-se observação participante. Conclui-se que, a experiência do projeto
piloto foi positiva, pois, permitiu compreender não só questões operacionais do RIUFLA,
como também o envolvimento dos pesquisadores. Além disso, foi possível detectar as
primeiras barreiras e limitações do RIUFLA e buscar ações para corrigi-las para
implementação nos demais departamentos.
Palavras-Chave: Repositório Institucional 1; Política Institucional de Informação 2; Acesso
aberto 3.

ABSTRACT
Among the themes that permeate the field of public policies in Brazil, there is a concern of the
state in relation to the public policy of open access to scientific production through its federal
institutions of higher education. The Brazilian Institute of Information in Science and
Technology (IBICT), in partnership with the Financier of Studies and Projects (FINEP), has
been supporting universities and research institutions in the implementation of Institutional
Repositories (IRs), in order to promote access to and dissemination Brazilian scientific
production. In order to facilitate the deposit of publications in repositories, IBICT also
recommends that institutions develop a Policy Corporate Information (PII) that mandating the
deposit of scientific literature by researchers in the IRs. The implementation of an IR provides
activities ranging from choosing the software that will be used to drafting policies that govern
the operation of the repository. The article aims to describe the process of deployment
RIUFLA from a pilot project at the Federal University of Lavras (UFLA). This is a

4281

�descriptive research, the method used was the case study and data collection was used
participant observation. It is concluded that the experience of the pilot project was positive,
therefore allows us to understand not only the RIUFLA operational issues, as well as the
involvement of researchers. Furthermore, it was possible to detect the early barriers and
limitations RIUFLA actions and seek to correct them for implementation in other
departments.
Keywords: Institutional Repository 1; Institutional Information Policy 2; Open Access 3.

1 Introdução

Nos últimos anos, com novas tendências globais, o conhecimento e a informação
tornaram-se fatores críticos para o desenvolvimento e a realização de mudanças,
principalmente na área das tecnologias de comunicação e informação (TICs), as quais têm
afetado grande parte da sociedade.
Apesar das vantagens promovidas pela tecnologia, o processo de comunicação
científica ainda enfrenta muitas barreiras. Um dos problemas encontrados é que somente uma
pequena parcela da produção científica é conhecida na própria instituição e fora dela, devido a
problemas como os altos custos das assinaturas dos periódicos, indexação em bases de dados
e o idioma.
Associado a esta questão, o Acesso Aberto (Open Access - AO) aparece como solução
para

uma

nova

comunicação

científica

colaborativa,

juntamente

com

veículos

complementares, tais como as revistas de acesso aberto e os repositórios digitais.
Esse Movimento pelo Acesso Aberto à Informação Científica permite que usuários
leiam, façam download, copiem, distribuam, imprimam, pesquisem links ou textos completos
de artigos, sem barreiras econômicas, legais ou técnicas na internet (BONGIOVANI;
GOMEZ; MIGUEL, 2012; CASSELA; MORANDO, 2012; XIA, 2012).
A utilização de repositórios é apontada pelos estudiosos na área como principal
solução para o acesso aberto, visto que surgiram como alternativa ao tradicional sistema de
comunicação científica, visando dar acesso imediato e amplo a trabalhos de investigação
resultantes de atividades científicas. Neste cenário, as universidades despontam como
instituições essenciais para na produção do conhecimento científico e constitui um campo
fértil para a aplicação e o estudo da gestão do conhecimento (LEITE, 2009). Dessa forma, as
universidades devem ficar atentas a atribuições importantes sobre acesso, controle, produção e

4282

�distribuição do conhecimento. Assim, a implantação de RIs pelas universidades pode ser vista
como uma oportunidade de mudanças deste panorama.
Segundo Costa e Leite (2009), os repositórios podem ser subdivididos em três tipos: a)
repositórios disciplinares ou temáticos que tratam da produção intelectual de áreas do
conhecimento em particular; b) repositórios de teses e dissertações, que lidam exclusivamente
com teses e dissertações e c) repositórios institucionais (RIs), dedicados à produção
intelectual de uma instituição, especialmente universidades e institutos de pesquisa.
Devido às facilidades promovidas pelo uso das TICs e a promoção do acesso livre,
alguns países estão implementando Políticas de Informação Científica com o propósito de
estimular a divulgação de pesquisas que forem financiadas com recursos públicos. Assim, em
2007, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) articulou um
projeto junto ao Deputado Rodrigo Rollemberg para a submissão do projeto de lei atualmente
denominado PLS 387/2011, com o propósito de reforçar e dar respaldo às iniciativas de
acesso livre no Brasil. Aderente a este projeto, em 2008, o IBICT em parceria com a
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), lançou um edital para distribuir às universidades
e instituições de pesquisa públicas brasileiras, kits tecnológicos com o objetivo de viabilizar a
implantação de RIs.
Tendo em vista o apoio destes órgãos e as experiências positivas de várias
universidades, no Brasil e no mundo, quanto à implantação de RIs, a Universidade Federal de
Lavras (UFLA) também se insere neste contexto do acesso livre, buscando a implantação do
seu RI, o qual trará vários benefícios para a comunidade acadêmica, como visibilidade da sua
produção científica e impacto dos resultados das suas pesquisas para a sociedade.

2 Repositório Institucional
A ciência é composta por um conjunto de atores, denominado comunidade científica,
que, segundo Costa (2006), inclui “os pesquisadores, os bibliotecários, os provedores de
acesso à internet, os centros de computação, editores, agências de fomento, etc.”. Esta
comunidade científica definiu que os periódicos científicos (ou revistas científicas) seriam o
canal para a divulgação dos resultados de suas pesquisas. Assim, desde a sua criação, o
periódico científico aparece como principal instrumento para a difusão da informação
científica, tendo sido criado com o objetivo de acelerar o processo de disseminação e dar
visibilidade aos resultados das pesquisas (MIRANDA; PEREIRA, 1996).

4283

�Contudo, a aparente estabilidade do sistema de comunicação científica mundial foi
abalada quando estourou a chamada crise dos periódicos, em meados da década de 1980. O
ponto principal da crise foi à impossibilidade de as bibliotecas universitárias e de pesquisas
americanas continuarem a manter suas coleções de periódicos e a corresponder a uma
crescente demanda de seus usuários (MUELLER, 2006). Esta crise foi consequência da
excessiva elevação nos preços das assinaturas de periódicos científicos, o que dificultou o seu
acesso por parte de pesquisadores de várias partes do globo terrestre. A crise dos periódicos
durou algumas décadas, mas, com o uso das tecnologias, foram se desenvolvendo e se
aprimorando novas formas de disponibilizar o conhecimento cientifico. Um dos grandes
avanços tecnológicos na comunidade cientifica foi à criação dos periódicos científicos
eletrônicos.
Em consequência das dificuldades encontradas pela comunidade científica mundial no
acesso à informação científica, surgiram várias ações, buscando maximizar as formas de
divulgação da comunicação científica. Dentre eles inserem-se os movimentos da “filosofia
aberta”, como a Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAI) e o
Movimento de Acesso Livre a Informação (Open Access Movement - OA). A filosofia aberta
baseia-se nos conceitos de “[i] software aberto (ou livre), para o desenvolvimento de
aplicações em computador; [ii] arquivos abertos, para a interoperabilidade em nível global; e
[iii] acesso aberto - questão mais polêmica - para a disseminação ampla e irrestrita de resultados da pesquisa
científica” (COSTA, 2006, p. 40).
Os principais manifestos em favor do acesso livre foram a Declaração de Budapeste, a
Declaração de Bethesda, a Declaração de Berlim, o Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso
Livre à Informação Científica no Brasil e o projeto Creative Commons, entre outros. As
primeiras iniciativas de repositórios de acesso aberto ocorreram nos anos 1990. Em 1991, em
Los Alamos, Novo México, EUA, surgiu o primeiro repositório digital de pré-prints ArXiv.org -, desenvolvido no laboratório de física coordenado pelo físico Paul Ginsparg
(MARCONDES; SAYÃO, 2009).
O desenvolvimento de repositórios institucionais surgiu como uma nova estratégia que
permitiu que as universidades assumissem o papel de editoras, modernizando os processos de
publicação e divulgando a produção acadêmica em conteúdo digital.
Para Rodrigues et al. (2004, p. 1), a criação de RI visa dar resposta a duas questões
estratégicas que as universidades enfrentam. São elas:

4284

�a) contribuir para o aumento da visibilidade, estatuto, imagem e “valor”
público da instituição, servindo como indicador tangível da qualidade dessa
universidade e demonstrando a relevância científica, econôm ica e social das
suas atividades de investigação e ensino;
b) contribuir para a reforma do sistema de comunicação científica,
expandindo o acesso aos resultados da investigação, reassumindo o controle
acadêmico sobre a publicação científica, aumentando a competição e
reduzindo o monopólio das revistas científicas, o que se pode traduzir
também em economias para as universidades e as bibliotecas que as servem.

No entanto, como ressaltam Cullen e Chawner (2011), apesar dos argumentos
apresentados quanto aos benefícios significativos com a implantação de RI, tanto para o
pesquisador individual como para a instituição, as evidências sugerem que as comunidades
acadêmicas ainda resistem e têm sido lentas para responder devidas algumas barreiras como
classificação na faculdade, o número de publicações, habilidades técnicas, idade, etc., (KIM,
2011).
De acordo com Xia et al. (2012), devido à falta de motivação suficiente para o
autoarquivamento em RIs, criou-se a necessidade de uma política de mandato, ou seja, de
depósito obrigatório. Este requisito vem sendo aplicado no mundo todo, sendo viabilizado
como fator de sucesso dos RIs. Esta política é contextualizada no próximo tópico.

3 Política Institucional de Informação

Dentre as questões cruciais na implantação de um RI, Kuramoto (2009) destaca a
importância do estabelecimento de políticas que garantam o autodepósito, por parte dos
pesquisadores da instituição. Buscando auxiliar as instituições na formulação e na
implementação dessa política, o IBICT propôs um modelo de política494 com base na proposta
de Harnad (2006), onde prevê a não obrigatoriedade do depósito de documentos que estão sob
contrato de direitos autorais restritivos que impeçam a sua livre divulgação ou que contenham
informações passíveis de serem patenteadas, respeitando, assim, a legislação de direitos
autorais. Esse modelo recomenda que, antes da fase de implantação do RI seja realizada a
definição da política que vai assegurar as ações e as decisões que irão nortear a implantação e
o desenvolvimento do repositório.
Esta política deve conter os objetivos, as diretrizes, as práticas e as intenções
organizacionais que servem para fortalecer as decisões locais (TOMAÉL; SILVA, 2007).

494 O modelo de política é citado por Kuramoto (2009, p. 213-214). Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/473/3/implantacao_repositorio_web.pdf&gt;. Acesso em: 12 fev. 2014.

4285

�Ainda deverá assegurar a realização do projeto, auxiliando na tomada de decisões e na
definição de rotinas e responsabilidades que venham garantir o funcionamento do RI.
Apesar da importância de formular e implementar uma política de informação no
contexto das universidades e institutos de pesquisa, para garantir o acesso e a disseminação da
produção científica dessas instituições, ainda existem poucas políticas instituídas no Brasil.
Em pesquisa realizada por Boso (2011) e por meio de pesquisa realizada no Registry
of Open Access Repositories Mandatory Archiving Policies (ROARMAP), foram
identificadas as seguintes instituições federais que têm essa política: Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Rio Grande (FURG) Universidade
Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),
Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, (UTFPR). Além das federais, foram
identificadas outras instituições que mantêm políticas institucionais, como a Escola Nacional
de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), a Universidade Municipal de São Caetano do Sul
(USCS), a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Santo André (FSA).
Segundo Kuramoto (2009), nas instituições de ensino superior em que foram
estabelecidos mandatos ou políticas, tornando obrigatórios o registro e o depósito das teses e
dissertações, houve evolução e crescimento de suas respectivas bibliotecas. No entanto, nas
instituições que não tiveram essa preocupação, as bibliotecas digitais continuam estagnadas.
Dessa forma, segundo o autor, verifica-se a importância de se estabelecer uma política ou
mandato obrigatório na instituição. Caso contrário, a iniciativa de registro desta produção
corre sério risco de fracassos.

4 Metodologia

Busca-se, neste trabalho, descrever o processo de formulação da política do
Repositório Institucional da Universidade Federal de Lavras (RIUFLA) e a implementação a
partir de um projeto piloto.
Quanto ao método de pesquisa, este consiste em um estudo de caso que, segundo
Stake (1994), compreende a escolha de um determinado objeto a ser estudado, que pode ser
uma pessoa, um programa, uma instituição, uma empresa ou um determinado grupo de
pessoas que compartilham o mesmo ambiente e a mesma experiência.

4286

�Para a coleta de dados, foi utilizada a observação participante, visto que a
pesquisadora participa do processo de planejamento e implementação da Política Institucional
de Informação e do Repositório Institucional da UFLA. Segundo Martins e Theóphilo (2009)
a observação participante é uma técnica de pesquisa para coleta de informações, onde o
pesquisador torna-se parte integrante de uma estrutura social, e na relação face a face com os
sujeitos da pesquisa realiza a coleta de informações, dados e evidências.

5 Resultados

Nesta seção são apresentados os resultados da pesquisa, os quais foram estruturados de
acordo com o objetivo proposto.

5.1 Formulação e implementação da política do RI: caso UFLA

Atualmente, o IBICT vem atuando na promoção da popularização da informação
científica e tecnológica, com projetos voltados para o movimento do acesso livre ao
conhecimento.
Na perspectiva de promover o desenvolvimento de recursos e a infraestrutura de
informação em ciência e tecnologia para a produção, a socialização e a integração do
conhecimento científico-tecnológico, o IBICT, em parceria com a FINEP, lançou o edital de
chamada FINEP/PCAL/XBDB, no intuito de apoiar projetos de implantação de RI nas
instituições públicas (federais, estaduais e municipais) de ensino e pesquisa, de modo a
possibilitar o registro e proporcionar maior visibilidade e disseminação da produção científica
dessas instituições.
A política aplicada pelo IBICT traçou as normas e a forma de operacionalização dos
RIs pelas instituições de ensino e pesquisa, cabendo especificamente a estas instituições o
compromisso de viabilizar as ações necessárias à implantação, as quais podem formular
diretrizes específicas de acordo com a instituição, desde que essas não sejam contraditórias
com a política traçada pelo IBICT que, em síntese, procura sustentar a execução da
implantação do RI de forma efetiva seguindo instruções do edital.
Nesse contexto de difusão do conhecimento, no qual as instituições de ensino e
pesquisa devem adotar instrumentos para uma maior visibilidade da sua produção científica,
de modo a promover a gestão do conhecimento científico e assegurar a preservação de seus

4287

�documentos, a UFLA identificou, em 2011, uma oportunidade para participar dessa política
desenvolvida pelo IBICT.
A UFLA, como instituição centenária de ensino, pesquisa e extensão, sempre foi
grande produtora de conhecimento científico, mas carecia de formas de divulgação mais
aprimoradas dessa produção para a comunidade acadêmica, bem como para a sociedade.
A universidade já tinha implementado, antes de 2011, algumas iniciativas para ampliar
a divulgação dos resultados das suas pesquisas científicas. Em 2005, por meio da Portaria no
13, da Capes, de 15 de fevereiro de 2006, a Biblioteca Universitária da UFLA implantou a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), um dos primeiros passos para tornar
acessível sua produção científica, diante da necessidade de geração e de divulgação de
conhecimentos, bem como também uma forma de prezar pela transparência dos recursos
públicos que financiam as atividades da instituição. Entretanto, essa ação ainda não foi
suficiente para a promoção da difusão de todo o conhecimento produzido pela universidade,
carecendo, assim, de uma iniciativa que pudesse alargar a divulgação das suas produções
científicas.
Visando ampliar a forma de divulgação da produção acadêmica da UFLA, em
dezembro de 2011, por meio de um projeto de mestrado profissional em administração
pública, a autora, lotada na Biblioteca Universitária da UFLA, por meio de um projeto, aderiu
ao edital FINEP/PCAL/XBDB.
Para tanto, foi realizado um levantamento dos dados referentes à série histórica de sua
produção científica, abrangendo o período de 2007/2011, entre artigos, dissertações e teses,
relação de revistas e de livros publicados, cursos de pós-graduação, levantamento de bolsistas
de produtividade e um projeto com a proposta de um cronograma de implantação do
repositório, encaminhando-se ainda, um termo de compromisso institucional, assinado pelo
reitor, com os requisitos obrigatórios citados anteriormente. Quanto à formulação da PII,
exigida pelo órgão, como não havia tempo hábil para aprovação, o IBICT abriu uma exceção
quanto ao prazo, para o posterior envio deste documento.
Embora não houvesse a certeza de contemplação da UFLA com essa política,
procedeu-se à formulação da PIIUFLA, com base no modelo disposto por Kuramoto (2010) e
pela análise das políticas de outras instituições.
Conforme já relatado, a construção de um RI envolve três etapas: planejamento,
implantação e funcionamento - que são interdependentes e constituídas de atividades que
devem ser cumpridas, a fim de que a iniciativa de construção do RI seja bem sucedida (LEITE
et al., 2012). Pautada nessa orientação, a autora propôs o projeto do RIUFLA, dando início à

4288

�elaboração das etapas de planejamento e da implementação, que representam as fases cruciais
para a existência e o seu funcionamento efetivo, e que, posteriormente, subsidiariam a
avaliação do mesmo.
O planejamento do RI foi formulado com base em Leite (2009) e Leite et al. (2012) e
nas diretrizes traçadas pelo IBICT. Algumas etapas do planejamento do RIUFLA foram
descritas na formulação da PIIUFLA, a qual passou, posteriormente, pela avaliação e
aprovação da Comissão Técnica da Biblioteca Universitária da UFLA.
Segundo Leite (2009), a fase de planejamento do repositório institucional é essencial e
deve ser trabalhada em função das seguintes questões expostas na Figura 1.
Figura 1: Etapas para o planejamento e a implantação do repositório

Fonte: Leite (2009, p. 39.

Como o projeto de implantação do RI na UFLA foi realizado mediante a adesão ao
edital FINEP/PCAL/XBDB, os custos de implantação não foram determinados, pois a linha
de apoio foi o kit tecnológico, de forma que os custos foram com recursos humanos e
treinamento. Inicialmente, dentro dessa fase, por meio de portaria da Diretoria da Biblioteca
Universitária da UFLA, constituiu-se a equipe técnica responsável pelo gerenciamento do RI,
formada por cinco profissionais, entre bibliotecários, assistentes administrativos e técnicos em
informática. Após a formação desta equipe, todas as decisões e etapas para a implantação do
RIUFLA eram decididas em conjunto com a autora.
Definida a equipe técnica, foi necessário tomar decisões sobre os procedimentos e
estabelecer as regras de funcionamento do repositório, bem como a definição daquilo que
seria oferecido aos membros da comunidade. Dessa forma, foi necessária a definição do
planejamento de serviços, dos objetivos, além de determinar os documentos que seriam
aceitos. Dessa forma, foram definidos os objetivos do RIUFLA, os conteúdos passíveis de
depósito, os principais usuários e as responsabilidades da Biblioteca.

4289

�O RIUFLA, como um sistema eletrônico que armazena a produção intelectual da
UFLA em formato digital e permite a busca e a recuperação para seu posterior uso, tanto
nacional quanto internacional, pela rede mundial de computadores, tem como principais
objetivos:
a) divulgar toda e qualquer produção intelectual da UFLA, ressalvados os casos de obras
protegidas por contrato de direito de propriedade intelectual ou que contenham
invenções ou modelos de utilidade passíveis de patenteamento, nos termos da
legislação aplicável;
b) garantir, facilitar e ampliar o acesso à produção intelectual, observada a legislação que
rege e disciplina a matéria;
c) potencializar o intercâmbio da UFLA com outras instituições;
d) preservar a produção intelectual da Universidade;
e) subsidiar a gestão de investimentos em pesquisa na Universidade.
Para se concretizar os objetivos propostos, foi necessário que a equipe do RIUFLA
definisse as responsabilidades da biblioteca no gerenciamento do repositório, os quais estão
previstos na PIIUFLA. Dessa forma, ficou determinado que cabe à Biblioteca Universitária da
UFLA a adoção, o desenvolvimento e a manutenção do RIUFLA, como também:
a) aprimorar e apoiar o desenvolvimento de subsistemas de registros de informações,
uma vez que sejam do âmbito da produção intelectual, e demais informações geradas
pela UFLA;
b) criar normas que orientem os departamentos e setores da UFLA sobre o registro e o
depósito da produção intelectual e demais informações geradas pela instituição,
oriundas de atividades nelas desenvolvidas;
c) orientar a organização do conjunto de informações institucionais referentes à produção
intelectual e demais informações geradas pela UFLA;
d) orientar o desenvolvimento de bases de dados que atuam como repositórios
institucionais, agregando informações;
e) orientar sobre o sistema de coleta e divulgação de dados, garantindo a qualidade destes
e a compatibilidade das séries históricas.
Outra etapa importante do planejamento do RI foi à definição dos tipos de documentos
e seus formatos. Esta proposta também foi sugerida por meio da PIIUFLA e avaliados e
aprovados pela Comissão Técnica da Biblioteca da UFLA. Com base na produção acadêmica
da UFLA, estabeleceram-se, inicialmente, os seguintes documentos passiveis de depósito no
RI:
a) artigos publicados em revista científica, na qual haja processo de seleção por meio de
revisão por pares;
b) artigos/trabalhos publicados em eventos científicos, nos quais haja processo de seleção
por meio de revisão por pares;
c) dissertação e tese, após avaliação por banca específica;
d) livros ou capítulos de livros, após avaliação por banca específica da editora;

4290

�e) patentes, desde que não haja cláusula de confidencialidade;
f) resumos de trabalhos, aprovados para apresentação em eventos acadêmico-científicos.
Outros trabalhos poderão ser incluídos no RI, de acordo com as demandas dos
departamentos, mas após passar por análise da equipe técnica do RI. Por outro lado,
estabeleceu-se, por meio da PIIUFLA, que alguns documentos não estarão disponíveis no
repositório, devido a questões legais.
Observada a legislação pertinente, toda a produção intelectual gerada pela UFLA
poderá ser depositada integralmente no RI, o que deve ser realizado imediatamente após a sua
aprovação para publicação, exceto nos seguintes casos:
a) quando caso fortuito impossibilitar o depósito imediato, o autor ou o coautor terão um
prazo máximo de até seis meses, da data de publicação da produção, para depositá-la
no RI;
b) quando se tratar de livros ou capítulos de livros, artigos publicados em revistas
científicas com fins comerciais ou que tenham restrições contratuais relativos a
direitos autorais, ou documentos cujos conteúdos integrem resultados de pesquisas
passíveis de serem patenteadas, ficam desobrigados de depósito integral e imediato no
RIUFLA.
Após a fase do planejamento, iniciou-se a fase da implementação do RI na UFLA, a
qual estava condicionada à aprovação da PIIUFLA e às fases de implantação do projeto
piloto.
A aprovação da PIIUFLA estava condicionada á avaliação de atores da comunidade
universitária, tais como os Conselhos Universitários e a Procuradoria. Esta política foi
encaminhada, pela autora, à Comissão Técnica da Biblioteca da UFLA para análise e
aprovação e, posteriormente,

enviada aos Conselhos

Superiores da universidade.

Primeiramente, foi encaminhada para apreciação no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e
Extensão (CEPE) que, após apreciação, encaminhou à Procuradoria, para proceder a uma
análise jurídica, ficando neste setor de março a novembro de 2012. A avaliação da
procuradoria demandou um período de tempo extenso, pois, segundo o procurador, os
próprios contornos da política, como direitos autorais, propriedade intelectual, entre outras
questões, levavam à necessidade de uma análise mais profunda.
Após algumas modificações na PII, ela foi desmembrada em duas políticas, a política
de criação do RIUFLA e a PIIUFLA. Em novembro de 2012, a procuradoria encaminhou a
política para o Conselho Universitário (CUNI) e a PII foi aprovada com previsão de revisão
para 180 dias, previsto para maio de 20 13495.

495 Política Institucional de Informação da UFLA. Disponível em: &lt;
http://www.ufla.br/documentos/arquivos/082_13112012.pdf&gt;.

4291

�Em observância à determinação do edital e visando garantir o depósito das publicações
no RI por parte dos pesquisadores, a PIIUFLA foi proposta como sendo de caráter
obrigatório, não sendo aprovada em sua primeira proposição ao CUNI. Provavelmente, a
desaprovação deu-se em virtude ao desconhecimento dessa política e do próprio repositório,
pois naquele momento os atores responsáveis pela análise e aprovação da política
desconheciam o assunto e não houve tempo para divulgação. Quando ocorrer esta revisão,
pretende-se a aprovação da política como obrigatória, pois ela já está sendo divulgada na
universidade.
Vale ressaltar que, no projeto encaminhado ao IBICT, foi definido que a implantação
se iniciaria de forma gradual e setorizada, para, posteriormente, abranger toda a instituição.
Essa decisão deu-se em função das recomendações de Leite (2009) de que a implantação do
repositório passe por um período de atividade experimental, visando identificar as principais
dificuldades operacionais, para, posteriormente, realizar o lançamento oficial na instituição.
Dessa forma, optou-se pelo Departamento de Administração e Economia (DAE), devido ao
vínculo acadêmico da pesquisadora.
Em agosto de 2012, o IBICT encaminhou e-mail informando que a UFLA tinha sido
contemplada com o kit tecnológico e que o mesmo iria ser entregue em outubro, em Brasília,
no I Encontro de Iniciativas do IBICT para a Visibilidade da Ciência Brasileira. Em outubro
de 2012, duas bibliotecárias participaram do referido evento e retiraram o kit tecnológico.
Tendo conhecimento das dificuldades que seriam encontradas na implantação com o
recebimento do kit tecnológico e o início da implantação do repositório, foi necessário definir
os próximos passos para que o projeto piloto fosse implementado. Nesse passo, foram
definidas as políticas, a configuração do sistema, a definição de metadados, a definição de
comunidades e de coleções, os documentos que seriam criados para o projeto piloto, ou seja,
todas as atividades que iriam ao encontro de sua concretização.
Devido ao desconhecimento da operacionalização do sistema, os desafios e as
dificuldades relatadas na literatura também foram enfrentados pela equipe técnica do
RIUFLA. As principais dificuldades enfrentadas foram quanto à elaboração da política de
funcionamento do RI, à capacitação da equipe, às questões relacionadas com a infraestrutura
tecnológica, à definição dos metadados e às questões de direitos autorais.
Associada a essa questão, destaca-se a baixa iniciativa do IBICT em oferecer
treinamento às instituições implementadoras do RI, o que também pode ser considerado como
um fator limitante na implantação do RIUFLA. A equipe da Biblioteca Universitária da
UFLA teve muitas dúvidas operacionais, que somente foram sanadas porque a equipe da

4292

�Universidade Federal de Brasília (UnB) se propôs a ajudar, prestando auxílio por meio de e­
mail e de telefone. Além disso, a equipe envidou esforços em pesquisas pela internet, em que
foram obtidos dois manuais que auxiliaram nesse primeiro momento da implantação, o
Manual de Treinamento da UNB 496 e o Manual do Usuário da Universidade de São Caetano
do Sul497. No andamento da implantação do RI, o IBICT enviou um guia para o
gerenciamento de repositórios digitais criados em Dspace, que subsidiou na implantação da
política em conjunto com os manuais citados.
Quanto à plataforma utilizada para abrigar o repositório, foi utilizado o software
Dspace, que é referência mundial para a implantação de repositórios, devido às suas inúmeras
funcionalidades. O uso do DSpace permite estruturar a informação do repositório, conforme a
estrutura organizacional da instituição, de modo a identificar departamentos, setores, escolas
por meio de comunidades e de coleções (PAVÃO et al., 2008).
Dessa forma, o RIUFLA foi estruturado a partir de comunidades, subcomunidades e
coleções. As comunidades são os departamentos, as subcomunidades os programas de pósgraduação e, dentro de cada comunidade e subcomunidades, suas respectivas coleções. Para o
projeto piloto, foram definidos apenas três tipos de coleções; nas comunidades foram criadas
as coleções para artigos publicados em periódicos, em livros e em capítulos de livros e
trabalhos apresentados em eventos. Para as subcomunidades foram criadas as coleções de
dissertações e teses. Foram criadas 19 comunidades e suas respectivas subcomunidades e
coleções. Futuramente, caso a equipe técnica do RIUFLA resolva inserir as monografias ou
trabalhos de conclusão de curso, para cada departamento deverão ser criadas as
subcomunidades para os cursos de graduação, com suas respectivas coleções.
Após a criação das comunidades e subcomunidades, a próxima etapa foi a definição
dos metadados dos documentos que deveriam ser contemplados no projeto piloto. O Dspace
já vem configurado com um formulário único para todo tipo de documento, cabendo a cada
instituição usar este formulário ou definir um formulário próprio para cada tipo de publicação.
Uma reunião com a equipe técnica foi realizada e devido às características e aos tipos de
informações em cada documento optou-se pelo uso de um formulário para cada tipo de
documento. Assim definiu-se os metadados para cada formulário e a parte da configuração foi
realizada pelo TI.

496 Disponível em: &lt;http://listas.IBICT.br/pipermail/l_repositorios/attachments/20100809 /f9a0939a/attachment0001.pdf&gt;.Acesso em: 17 nov. 2013.
497 Disponível em: &lt;http://repositorio. uscs.edu.br/Manual_RI-USCS.pdf&gt;. Acesso em: 17 dez. 2013.

4293

�Esta tarefa mostrou-se bastante complexa e despendeu bastante tempo por parte da
equipe da Biblioteca da UFLA. Os metadados foram definidos e podem ser vistos no Quadro

Quadro 1: Descrição dos metadados utilizados no RIUFLA
METADADOS
ARTIGO
PERIÓDICOS

TRABALHOS /
EVENTOS

LIVRO

CAPÍTULO DE
LIVRO

DISSERTAÇÃO
TESE

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hor - Autor

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ract
Resumo/Abstract
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-

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Informações adicionais

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Idioma
dc.rights

-

dc.type

Fonte: Elaborado pe a autora a partir dos metadados do Dublin Core.
O conteúdo do RI é muito importante, mas isso não basta para que este instrumento de
promoção e de divulgação do conhecimento seja eficiente e bem utilizado. Um site bem
configurado, com um layout atrativo, pode chamar a atenção do usuário e mantê-lo
interessado na página. O Dspace já vem com uma configuração padrão, no entanto, é
importante que a instituição trabalhe no visual, de acordo com os objetivos e a estrutura do

4294

�repositório. Dessa forma, a equipe técnica solicitou a confecção do logo do RI para a
Assessoria de Comunicação da UFLA.
Em seguida, definiram-se as políticas de gerenciamento do RI, especificando o tipo de
arquivamento (quem, o quê, quando, quanto) e as licenças. Estas políticas foram expressas em
um documento que busca auxiliar no processo de submissão/depósito do RI. Este documento
é denominado Orientações para uso do repositório institucional da Universidade Federal de
Lavras, que pode ser consultado no site do RIUFLA498.
Em virtude da exoneração do servidor técnico-administrativo da área de informática e
do tempo estipulado pelo IBICT de funcionamento do repositório de até três meses, ficou
definido que, para o projeto piloto, os arquivos seriam depositados pela equipe técnica do
RIUFLA, abrangendo apenas os artigos publicados em revistas. Dessa forma, foi realizado
um levantamento bibliográfico no Lattes, das publicações dos 50 docentes do DAE. O
depósito foi realizado pelos artigos claramente com licenças definidas pelos editores. Deste
levantamento, apenas 132 artigos tinham a Licença Creative Commons e puderam ser
depositados no RI. Em janeiro, após o provimento de cargo de TI por outro servidor técnicoadministrativo, deu-se andamento na configuração da plataforma.
Após a expansão do projeto nos demais departamentos, o depósito ficará sob a
responsabilidade dos autores vinculados à UFLA, como determina as Resoluções CUNI n° 82
e n° 83 e a correção dos metadados, pela equipe técnica do repositório. Como contempla a
PIIUFLA, os artigos científicos publicados a partir de 2013 e outras publicações poderão ser
depositadas no RI até o prazo máximo de seis meses, a partir da data de sua publicação.
O lançamento oficial do RIUFLA no DAE aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2013,
na assembléia departamental em que foi apresentado o repositório. Esta apresentação teve
como objetivo mostrar a configuração do sistema, as etapas para a submissão dos documentos
e esclarecer dúvidas operacionais. Vale destacar que um número expressivo de professores
desse departamento naquele momento ainda desconhecia a estrutura e o funcionamento do RI
e fizeram várias ponderações, no sentido de que eles reconheciam a importância desse
instrumento para divulgação e arquivamento das publicações científicas produzidas na UFLA,
entretanto, questionaram a questão do autodepósito, pois, como docentes, eles já têm muitas
atribuições, tornando-se, assim, inviável assumir o depósito das publicações no RI.
O projeto piloto no DAE pode ser considerado como uma estratégia que foi hábil para
implementar a política do repositório da UFLA, pois subsidiou avaliações sobre as principais
498 Disponível em: &lt;http://www.biblioteca.UFLA.br/wordpress/wp-content/uploads/
orienta%C3%87%C3%95es-para-uso-do-reposit%C3%93rio-institucional-da-UFLA.pdf&gt;.

4295

�limitações operacionais e a resistência dos professores em realizar o autodepósito. Esta pode
ser considerada como o principal obstáculo a ser superado, visto que já se passaram mais de
um ano do lançamento do RIUFLA no DAE e poucos docentes realizaram o depósito de suas
publicações. A conscientização dos docentes em relação ao depósito voluntário é, portanto,
um quesito chave na implementação do RIUFLA e deve ser trabalhado continuamente na
comunidade universitária.
Após a implantação do projeto piloto, divulgou-se uma nota para a página institucional
da UFLA, em que toda a comunidade acadêmica da universidade foi convidada a participar do
repositório, realizando o depósito de suas publicações. Além disso, a equipe técnica elaborou
um plano de divulgação nas assembleias dos demais departamentos, o qual iniciou no mês de
março/2013 com termino em agosto/2013, a divulgação foi feita em dezesseis departamentos.
Outras iniciativas foram promovidas, como envio de e-mails para os pesquisadores, notícias
vinculadas na página da Biblioteca, na página da UFLA e a criação de perfil nas redes sociais,
como Facebook e Twitter.
Em síntese, as principais etapas e atividades desenvolvidas para a implantação do
RIUFLA podem ser visualizadas no Quadro 2.
Quadro 2: Fases da implantação do projeto piloto

1a fase
(dezembro/2011
dezembro/2012

a

2a fase
(novembro/2012
janeiro/2013

a

3a fase
(dezembro/2012
fevereiro/2013)

a

4 a fase

(janeiro/2013
fevereiro/2013)

a

5a fase

(março
agosto/2013)

a

Confecção do projeto
Definição da equipe técnica e competências necessárias
Formulação da PII, definindo políticas de conteúdo, acesso, direitos autorais,
preservação digital, etc.
Encaminhamento da PII para os órgãos competentes, para apreciação e
aprovação
Definição do departamento do projeto piloto
Definição de comunidades, subcomunidades e coleções
Levantamento bibliográfico da produção científica dos docentes/pesquisadores
do departamento do projeto piloto no Currículo Lattes
Instalação e configuração do DSpace no servidor
Verificação dos requisitos técnicos e operacionais
Definição do logotipo
Realização de testes na plataforma
Criação de comunidades, subcomunidades e coleções
Definição dos metadados
Treinamento da equipe
Definição das políticas de gerenciamento do RI
Definição das licenças
Alimentação das coleções
Ações de promoção e divulgação do projeto no departamento piloto
Recuperação da informação
Acesso aos documentos
Uso da informação
Ampliação nos demais departamentos
Divulgação do RI nos meios de comunicação e nas assembleias departamentais

Fonte: Elaborado pela autora (2013).

4296

�Na UFLA, o repositório ainda está em fase de desenvolvimento e, devido ao pouco
tempo de implantação, ainda é muito cedo para apresentar resultados concretos. Mas, como
resultado parcial é possível perceber que a implantação trará vários benefícios para a
instituição. Pode-se relatar que, com pouco tempo de implantação, a equipe já esta auxiliando
três instituições que estão iniciando a implantação do repositório, a Universidade Federal de
Alfenas (UNIFAL), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas, em São João del-Rei.

6 Considerações Finais

No presente estudo, procurou-se compreender o caso de implementação do RI na
UFLA. Para tanto, foi necessário discorrer sobre o processo de formulação dessa política,
descrevendo a proposta do IBICT e as diretrizes que as instituições devem seguir para
implementar o repositório institucional.
Como estratégia para iniciar a implementação, realizou-se um projeto piloto em um
departamento da instituição, o qual foi uma experiência positiva, que permitiu compreender
não só questões operacionais do RIUFLA, como também o envolvimento dos pesquisadores.
Assim, em nível menor, de um departamento, foi possível detectar as suas primeiras
limitações e buscar corrigi-las, o que facilitará a implementação nos outros departamentos. As
ações que visam à implementação e à continuidade do RI na UFLA recai sobre as questões de
obrigatoriedade do depósito, a conscientização de seus pesquisadores e um plano efetivo de
divulgação. Além disso, após a implementação foi possível verificar que questões gerais
norteadas pela política do IBICT foram assumidas pela UFLA.

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Implantação de Repositório Institucional: o caso da Universidade Federal de Lavras</text>
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              <text>Medeiros, Simone Assis, Ferreira, Patrícia Aparecida </text>
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          <name>Coverage</name>
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          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFMG</text>
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              <text>Dentre os temas que permeiam o campo das políticas públicas no Brasil, observa-se uma preocupação do Estado em relação às políticas públicas de acesso aberto à produção científica por intermédio de suas instituições federais de ensino superior. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vem apoiando as universidades e instituições de pesquisas na implementação de Repositórios Institucionais (RIs), com a finalidade de promover o acesso e a divulgação da produção científica brasileira. Com intuito de viabilizar o depósito das publicações nos repositórios, o IBICT recomenda às instituições que também desenvolvam uma Política Institucional de Informação (PII) que torne obrigatório o depósito da produção científica por parte dos pesquisadores nos RIs. A implementação de um RI prevê atividades que vão desde a escolha do software que será utilizado até a elaboração das políticas que regerão o funcionamento do repositório. O artigo tem como objetivo descrever o processo implantação do RIUFLA a partir de um projeto piloto na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Trata-se de uma pesquisa descritiva, o método utilizado foi o estudo de caso e a coleta de dados usou-se observação participante. Conclui-se que, a experiência do projeto piloto foi positiva, pois, permitiu compreender não só questões operacionais do RIUFLA, como também o envolvimento dos pesquisadores. Além disso, foi possível detectar as primeiras barreiras e limitações do RIUFLA e buscar ações para corrigi-las para implementação nos demais departamentos.
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