<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6852" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6852?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-17T14:00:01-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5914">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/62/6852/SNBU2014_338.pdf</src>
      <authentication>3d27e26ee0526ee189b70c3c11cad22d</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="76678">
                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DA PRODUÇÃO INTELECTUAL E
CIENTÍFICA DA UNICAMP: UM NOVO FORMATO DE DIVULGAÇÃO DA
PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE
Gislaine Melo de Lima
Elisangela de Moura
Alessandra Karyne Clemente de Souza Neves
Luíz Atílio Vicentini
Regiane Alcantara Eliel
Oscar Eliel
Keite Aparecida Duarte
Daniela Feijó Simões
RESUMO
O presente trabalho relata a experiência da Unicamp, na implantação do seu Repositório
Institucional (RI), Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Científica da Unicamp
(BDPIC). O desenvolvimento do projeto que teve parceria com o Conselho de Reitores das
Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) tem como objetivo desenvolver uma
metodologia para implementação de repositórios institucionais universitários, com base em
padrões internacionais de interoperabilidade e acessibilidade da produção intelectual e
científica produzida na universidade. A primeira etapa, que foi considerada entendimento do
sistema, construção do repositório, tratamento dos dados piloto e lançamento do RI, foi
concluída com sucesso dentro do período determinado. Muito trabalho ainda tem para ser
desenvolvido, mas é importante considerar os passos que foram iniciados e dar continuidade
ao projeto, visando sempre à melhoria das atividades e a confiabilidade das informações
publicadas, para crescimento da BDPIC. Deve-se ter como premissa a relevância de um
repositório institucional como um canal para disseminação do conhecimento científico e
intelectual produzido na universidade.
Palavras-Chave: Repositórios institucionais - Experiência; Repositórios institucionais Bibliotecas universitárias; Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Científica da Unicamp;
Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.
ABSTRACT
This paper reports the experience of Unicamp, in implementing its Institutional Repository
(IR), Digital Library Production Intellectual and Scientific Unicamp (BDPIC). The
development project had partnered with the Council of Rectors of State Universities Pauline
(CRUESP) aims to develop a methodology for implementation of university institutional
repositories based on international standards for interoperability and accessibility of
intellectual and scientific production in college. The first step, which was considered
understanding of the system, construction of the repository, processing of data and pilot
launch of RI, was successfully completed within the given period. Much work still has to be

4266

�developed, but it is important to consider the steps that were initiated and continue the project,
always improving the activities and the reliability of the information published, BDPIC
aiming for growth. Should be premised on the importance of an institutional repository as a
channel for dissemination of scientific and intellectual knowledge produced in the university.
Keywords: Institutional repositories - Experience; Institutional repositories - Academic
libraries; Digital Library of Intellectual Production and Scientific Unicamp; Council of
Rectors of Universities State Paulistas

1 Introdução

A distância não tem sido um problema para a comunicação, devido às facilidades que
a internet tem proporcionado. Conversas em tempo real via chat ou em vídeo conferência, são
algumas das vantagens do desenvolvimento tecnológico, o que permite a aproximação das
pessoas independente de qual parte do mundo elas estejam.
Na comunicação científica, tão importante quanto à comunicação informal, é a
comunicação formal, através do registro escrito de pesquisas que estão sendo realizadas e os
seus resultados, sejam estes positivos ou não. A disseminação dessas informações
possibilitam descobertas importantes, como a cura para determinadas doenças e o avanço de
diversas áreas, como a medicina, agricultura entre outras.
Nos últimos anos, o número de publicações em revistas científicas cresceu,
aumentando a produção científica e intelectual dentro das universidades, meio em que mais
ocorre o desenvolvimento de pesquisas. Isso tem gerado uma massa de informação, que
necessita ser reunida, tratada e disseminada para a comunidade acadêmica e sociedade em
geral.
Diante dessa realidade, têm surgido os Repositórios Institucionais (RI) como meio
para disseminar informação e ainda preservar a memória institucional. Além disso, os
repositórios tem sido fonte de análises de sistemas de classificação de universidades, como o
Webometrics Ranking o f World Univesities, que objetiva melhorar a presença das
universidades e instituições de pesquisa na web e promover a publicação em acesso aberto dos
resultados científicos. Essa é uma forma de verificar a visibilidade e o impacto das
publicações realizadas mundialmente.
A Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Científica da Unicamp (BDPIC) nasceu
com o propósito de reunir, integrar e publicar a produção científica das três universidades
estaduais de São Paulo, tendo como objetivo de desenvolver uma metodologia para

4267

�implementação de repositórios institucionais universitários, com base em padrões
internacionais de interoperabilidade e acessibilidade da produção intelectual e científica
produzida na Unicamp.
A BDPIC foi desenvolvida em regime de incubadora a partir da plataforma já
desenvolvida para o RI da Universidade de São Paulo (USP). Esse trabalho foi realizado pelo
Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) em parceria com o Sistema Integrado de
Bibliotecas (SIBI) da USP. Esta estratégia possibilitou que a equipe de tecnologia do SBU
pudesse iniciar o desenvolvimento do RI e adquirir conhecimento de uma plataforma ainda
não utilizada na Unicamp. (VICENTINI, 2013).
No dia 06 de outubro de 2013, foi lançado o RI Unicamp, com o Repositório da
Produção Científica do CRUESP, na abertura da Conferência Luso Brasileira de Acesso
Aberto (CONFOA), realizado na Biblioteca Brasiliana da USP.

Figura 1: Interface BDPIC Unicamp
Busca Integrada -^ flU E S P

#4
'V *'

Entrar

BD PIC
B ib lio te c a D ig ita l d a P r o d u ç ã o I n te le c tu a l e C ie n tific a d a U n ic a m p

^

■

Z

a

A

A

Página Inicial

Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Científica da Unicamp

□
Busca avançada

Todo o repositório
Unidades Unicamp
Datada publicação
Autor
Titula
Assunto
Tino de acesse
Aoéncia de Fomento

A Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Científica da Unicamp tem por objetivo reunir e disseminar a produção intelectual, acadêmica e cultural da universidade e preservar sua
memória institucional, além de contribuir para ampliar a visibilidade da instituição e dos seus pesquisadores em âmbito nacional e internacional.
O desenvolvimento dessa Biblioteca Digital está sendo realizado em parceria entre os Sistemas de Bibliotecas da UNICAMP, U SP e U NESP e, conta com o apoio das P ró Reitorias de
Pesquisa das três instituições e da F APESP.
O software de gerenciamento utilizado na estruturação da Biblioteca Digital é o Dspace - Digital Repository System (projeto colaborativo da MIT Libraries e a Hewlett-Packard Company),
desenvolvido para possibilitar a criação de repositórios digitais com funções de captura, distribuição e preservação. É um software de código fonte aberta que fornece facilidades para o
gerenciamento de acervo digital, utilizado para implementação de repositórios institucionais.

Submissões recentes
Directed and elliptic flow of charged particles in C u plus C u collisions at root s(NN)-22.4 GeV
Agakishiev, G ; Aggarwal, M. M.; Ahammed, 1:,Alakhverdyants, A. V.; Alekseev, I.; Alford, J.; Anderson, B. D.; Anson, C . D.; Arktiipkin, D.; Averichev, G . S.; Balewski, J.; Beavis, D. R ;

Visualizar
Autor
Assunto
Data de publicação
Tipo de acesso
Agência de Fomento

Behera, N. K.; Bellwied, R.; Betancourt, M. J.; Betts, R. R.; Btiasin, A.; Bhati, A. K.; Bichsel, H.; Bieltik, J.; Bielcikova, J.; Bland, L. C.; Bordyuztiin, I. G.; Borowski, W.; Bouchet, J.; Braidot, E.;
Brandîn, A. V.; Bridgeman, A.; Brovko, S. G.; Bruna, E.; Bueltmann, S.; Bunzarov, I.; Burton, T. P.; Cai, X. 1:, Caines, H.; Sanchez, M. Calderon de la Barca; Cebra, D.; Cendejas, R.;
Cervantes, M. C.; Chaloupka, P.; Chattopadhyay, S.; Chen, H. F.; Chen, J. H.; Chen, J. Y.; Chen, L ; Cheng, J.; Chem ey, M.; Chikanian, A.; Choi, K. E.; Christie, W.; Chung, P.; Codrington,
1/1. J. M.; Corliss, R.; Cramer, J. G.; Crawford, H. J.; Cui; Leyva, A. Davila; De Silva, L C.; Debbe, R. R.; Dedovfch, T. G.; Deng, J.; Derevschikov, A. A.; Derradi de Souza, R.; Didenko, L ;
Djawotho, P.; Dogra, S. M.; Dong, X.; Drachenberg, J. L ; Draper, J. E.; Du, C . M.; Dunlop, J. C.; Efimov, L G.; Elnimr, M.; Engelage, J.; Eppley, G.; Estienne, M.; Eun, L ; Evdokimov, 0.;
Fatemi, R.; Fedorisin, J.; Fersch, R. G.; Filip, P.; Finch, E.; Fine, V.; Fisyak, Y.; Gagliardi, C. A.; Gangadharan, D. R.; Geurts, F.; Ghosh, P.; Gorbunov, Y. N.; Gordon, A.; Grebenyuk, 0 . G.;
Grosnick, D.; Gupfa, A.; Gupta, S.; Guryn, W.; Haag, B.; Hajkova, 0.; Hamed, A.; Han, L. -X.; Harris, J. W.; Hays-Wehle, J. P.; Heinz, M.; Heppelmann, S.; Hirsch, A.; Hjort, E ; Hoffmann, G.

Estatística

W.; Hofman, D. J.; Huang, B.; Huang, H 1:, Humanic, T. J.; Huo, L ; Igo, G.; Jacobs, P.; Jacobs, W . W.; Jena, C.; Jin, E ; Joseph, J.; Judd, E. G.; Kabana, S.; Kang, K.; Kapitan, J.; Kauder, K.;

Veras estatísticas de uí

Ke, H. W.; Keane, D.; Kechechyan, A.; Kettler, D.; Kikola, D. P.; Kiryluk, J.; Kisiel, A.; Kizka, V.; Klein, S. R.; Knospe, A. G.; Koetke, D. D.; Koflegger, T.; Konzer, J.; Korait, I.; Koroleva, L ;
Korsch, W.; Kotchenda, L.; Kouchpil, V.; Kravtsov, P.; Krueger, K.; Krus, M.; Kumar, L ; Lamont, M. A. C.; Landgraf, J. M.; LaPointe, S.; Lauret, J.; Lebedev, A.; Lednicky, R.; Lee, J. H.;
Leight, W.; LeVine, M. J.; Li, C ; Li, L ; Li, N.; U , W.; Li, X ; Li, X ; Li, Y.; Li, Z. M.; Lima, L M.; Usa, M. A.; Liu, F ; Liu, H.; Liu, J.; Ljubicic, T.; Llope, W. J.; Longacre, R. S.; Lu, Y.; Lukashov, E
V.; Luo.X.; Ma, G. L ; Ma, Y. G.; Mahapatra, D. P.: Majka, R.; Mail, 0 . L; Manweiler, R.; Margetts, S.; Markert, C.; Masui, H.; Matîs, H. S.; McDonald, D.; McShane, T. S.; Meschanin, A.;

H RSS2.0
§3 Atom

Milner, R.; Minaev, N. G.; Mioduszewski, S.; Mitrovski, M. K.; Mohammed, Y.; Mohanty, B.; Mondai, M. M.; Morozov, B.; Morozov, D. A.; Munhoz, M. G.; Mustafa, M. K.; Naglis, M.; Nandi, B. K.:
Nayak, T. K.; Nogach, L V.; Nurushev, S. B.; Odyniec, G.; Ogawa, A.; Oh, K.; Ohlson, A.; Okorokov, V.; Oldag, E. W.; Oliveira, R. A. N.; Oison, D.; Pachr, M.; Page, B. S.; Pal, S. K.; Pandit,
Y.; Panebratsev, Y.; Pawlak, T.; Pei, H.; Peitzmann, T.; Perkins, C.; Peryt, W.; Pile, P.; Planinic, M.; Ploskon, M. A.; Pluta, J.; Plyku, D.; Poljak, N.; Porter, J.; Poskanzer, A. M.; Potukuchi, B. V.
K. S.; Powell, C . B.; Prindle, D.; Pruneau, C.; Pruthi, N. K.; Pujahari, P. R.; Putschke, J.; Qîu, H.; Raniwala, R.; Raniwala, S.; Ray, R. L.; Redwine, R.; Reed, R.; Ritter, H. G.; Roberts, J. B.;
Rogachevskiy, 0 . V.; Romero, J. L ; Ruan, L.; Rusnak, J.; Sahoo, N. R.; Sakrejda, I.; Salur, S.; Sandweiss, J.; Sangafine, E.; Sarkar, A.; Schambach, J.; Scharenberg, R. P.; Schaub, J.;

Fonte: http://uncamp.sibi.usp.br/

2 Revisão de Literatura

4268

�A ciência sempre buscou disseminar seus resultados de pesquisas, buscando alguma
melhoria, evolução e desenvolvimento para sociedade. Sabe-se que os pesquisadores por meio
de suas pesquisas, tem o compromisso de publicar esses resultados para se legitimar, e isso só
ocorre quando divulgado, analisado e comprovado por seus pares. Esse processo é conhecido
como comunicação científica.

Segundo Meadows, a comunicação científica é descrita como sendo:
[...] essência do conhecimento científico, sendo tão vital quanto a própria
pesquisa, pois a esta não cabe reivindicar com legitimidade este nome
enquanto não houver sido analisada e aceita pelos pares. Isso exige
necessariamente que seja comunicada. (MEADOWS, 1999, p. VII).

No decorrer dos tempos, a comunicação científica sofreu grande impacto na forma de
divulgação e acesso das fontes de informações científicas. Essas mudanças propiciaram
grandes avanços, expandindo a forma de comunicação, divulgação e acesso a qual é possível
verificar através da história: em 1895 os belgas Paul Otlet e Henri La Fontaine, preocupados
com o controle bibliográfico universal, decidiram montar em Bruxelas o Instituto
Internacional de Bibliografia; em 1951 surge o termo recuperação da informação, criado por
Calvin Mooer, o qual não se preocupa apenas com o suporte físico, mas com a recuperação e
o acesso à informação; em 1960 começa uma nova linha chamada de ciência nova que
estudamos no dias de hoje como Ciência da Informação e por fim em 1990 com o advento da
Web (Word Wide Web)

cresce o volume de informação

surgindo as Tecnologias da

Informação e Comunicação (TICs).
Com a introdução das TICs, remodelaram as formas de divulgação da comunidade
acadêmica, sobretudo, na forma de publicar e acessar resultados de suas pesquisas, assim
propiciando uma evolução no fluxo de comunicação.
Weitzel afirma que:
[...] a partir da última década do século XX este cenário tem se modificado e
está em pleno estágio de reorganização dos processos e produtos da
comunicação científica, por meio da adoção das tecnologias de informação e
comunicação, e da consolidação de algumas iniciativas, principalmente a
Iniciativa de Arquivos Abertos e o Movimento de Acesso Livre. (WEITZEL,
2006, p. 52).

4269

�Em meio a este fato, surge a questão do controle dessas informações por parte dos
editores, onde ficam com total controle e uso das publicações. Buscando mudanças na cultura
de submissão e divulgação das pesquisas científicas, iniciativas por parte da comunidade
acadêmica foram adotadas, em prol de um Movimento Aberto, onde cientistas buscam novas
formas de divulgação e acesso a essas fontes.
Segundo Leite (2009), a partir desse propósito, o pesquisador Stevan Harnad criou
duas estratégias de ação: a implantação da via dourada e a implantação da via verde. A via
dourada diz respeito à produção e ampla disseminação de periódicos eletrônicos de acesso
aberto na rede. Ao publicarem em periódicos de acesso aberto, os pesquisadores
potencializam a comunicação científica, já que esta via possibilita a ampliação do diálogo
entre os seus pares. Por outro lado a via verde trata-se da criação de repositório institucional
para a organização e disseminação da produção científica das instituições de pesquisa.
Sendo assim, Batista et al. (2007) descreve que as manifestações surgiram em defesa
de um modelo que garantisse o Acesso Livre à Informação e Conhecimento Científico. A
iniciativa de Open Archives iniciou-se por meio da Convenção de Santa Fé (EUA, 1990),
onde Open Archives Initiative (OAI), define os princípios básicos de acesso aberto à produção
científica. Pois sua missão é contribuir para transformação da comunicação científica, tem
como objetivo, definir aspectos técnicos e de suporte organizacional de uma estrutura de
publicação científica aberta.
A partir deste marco, houve diversas ações em todo mundo, focados nos mesmos
princípios. Em meio a essas iniciativas, demais países demonstraram apoio, disseminando
essa filosofia. Dentre eles: Budapeste (2002), Bethesda e Berlin (2003). No Brasil houve
apoio do Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Cientifica (2005),
Declaração de Florianópolis (2006), Carta Aberta à SBPC (2006) e o Projeto de Lei
1120/2007.
O Budapest Initiative Open Access (BOAI) define acesso aberto como:
Disponibilidade gratuita da informação na Internet pública, para que
qualquer usuário a possa ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, com a
possibilidade de buscar ou relacionar todos os textos destes artigos. Revisar
a informação, indexá-la, usá-la como dado para software, ou utilizá-la com
qualquer outro propósito legal, sem empecilhos financeiros, legais ou
técnicos, diferentes do fundamental de ter acesso à própria Internet.
(BOAI, 2014)

4270

�Com essas mudanças, foram ampliadas as formas de divulgação dessas fontes e em
meio ao intenso fluxo informacional gerado, surgiu à necessidade de agrupamento dessas
informações, de forma precisa e confiável.
Desta forma, os Repositórios surgiram no contexto do Acesso Livre, servindo a
sociedade, fomentando e ampliando o acesso a publicação científica, sem custos e barreiras.
Para Viana, Márdero Arellano e Shintaku (2005, p. 3) “repositório digital é uma forma
de armazenamento de objetos digitais que tem a capacidade de manter e gerenciar material
por longos períodos de tempo e prover o acesso apropriado”.
Desta forma, essa ferramenta mantém a memória do material intacta, administra para
usos futuros, preserva o conteúdo, sem restrições legais. E, disponibilizando essas fontes,
contribui para democratização do conhecimento.
De acordo com Leite et al. (2012) os repositórios podem ser categorizados como:
institucionais, temáticos/ disciplinares, de teses e dissertações. No caso deste projeto, foi
implantado o uso do Repositório Institucional de Acesso Aberto porque lida com a produção
científica de uma determinada instituição.
Leite complementa ainda que:
Um repositório institucional de acesso aberto constitui um serviço de
informação científica - em ambiente digital e interoperável - dedicado ao
gerenciamento da produção científica e/ou acadêmica de uma instituição
(universidades ou institutos de pesquisa). Comtempla a reunião,
armazenamento, organização, preservação, recuperação e, sobretudo, a
ampla disseminação da informação científica produzida na instituição.
(LEITE et al, 2012, p. 7)

Outro aspecto levantado por Leite (2009) refere-se que os repositórios institucionais
possuem uma função de gerenciar a informação científica desenvolvida nas atividades de
ensino e pesquisa, e oferecem suporte as mesmas. Sendo assim traz uma série de benefícios
que são percebidos por diferentes segmentos com foco nos pesquisadores, administradores
acadêmicos, universidades e comunidade científica.

■ Pesquisadores: visibilidade de suas descobertas científicas; facilidade de gestão da
produção científica; ambiente seguro; facilidade de identificação; endereço eletrônico
simples; aumento de citações; diminuição da possibilidade de plágio; oferta de
indicadores do impacto dos resultados; Incentiva outros pesquisadores; acesso por
meio de qualquer dispositivo WEB; melhora o entendimento sobre direitos autorais;
supre as demandas das agências de fomentos.

4271

�■ Administradores acadêmicos: oportunidades para o arquivamento e preservação dos
trabalhos em formato digital; termômetro das atividades de pesquisa; facilita a
pesquisa interdisciplinar; reduz a duplicação de registros; automatiza tarefas e a coleta
de metadados por outras fontes.
■ Universidades: aumenta a visibilidade, reputação e prestígio da instituição; maximiza
a eficiência e o compartilhamento de informações; melhora a precisão e completude
dos registros dos documentos acadêmicos da instituição; facilita o gerenciamento dos
direitos de propriedade intelectual da instituição; reduz custos de gestão da informação
científica; ferramenta de marketing; contribui para o processo de avaliação das
atividades de pesquisa; oferece flexibilidade e possibilidade de integração com outros
sistemas de gestão e disseminação da produção científica institucional; contribui para
a missão e valorização da instituição no que diz respeito à transparência, à liberdade
de discurso e à igualdade.
■ Comunidade científica: contribui para a colaboração na pesquisa, por meio da
facilitação de troca livre de informação científica; contribui para o entendimento
público das atividades e esforços de pesquisa; reduz custos (ou pelos menos direciona
sua realocação) associados com assinaturas de periódicos científicos; favorece a
colaboração em escala global na medida em que explicita resultados de pesquisa e põe
autores em evidência.
Partindo dessa premissa, segundo Vicentini,
A criação de um sistema de informação que reúne, preserva, divulga e
permite o acesso à produção intelectual e acadêmica da comunidade
universitária, fez com que a Unicamp por meio de seu Sistema de
Bibliotecas, no ano de 2002 viesse a implantar a sua Biblioteca Digital, com
ênfase nas dissertações e teses, proporcionado o acesso aberto a essa
produção acadêmica local, nacional e internacional sendo 100% das teses
defendidas na universidade e outros documentos. (VICENTINI, 2013, p. 1).

Diante dessa experiência já obtida pelo Sistema de Biblioteca da Unicamp, foi
proposta a criação do Repositório Institucional BDPIC.

2.1 Software DSpace

Para a implantação do RI Unicamp, optou-se por utilizar o software DSpace, fruto do
resultado de pesquisas entre Massachusetts Institute o f Technology (MIT) e a HP em 2002.
Trata-se de um software open source que implementa um repositório digital aberto e permite

4272

�o gerenciamento de grande quantidade de conteúdo e diversos formatos, contribuindo para o
aumento da acessibilidade e visibilidade dos conteúdos digitais que indexa. A arquitetura é
modular permitindo integração de recursos locais e customizações.
O desenvolvimento e suporte técnico do DSpace se dá em comunidade
internacional composta principalmente por analistas de bibliotecários da
área. Além disso, a segurança se dá pela interfase WEB, baseado em
tecnologia XML e JAVA com as páginas montadas através de conversores
XSL/XSLT e folhas de estilo CSS. O controle de acesso para usuário e
grupos de usuários passa por níveis de permissões sincronizados com as
etapas de workflow. O arquivamento de texto completo ocorre em sistemas
de arquivo distribuídos - SRBs. (VICENTINI, 2013, p. 7).

Portanto, vê-se a importância da criação dos repositórios institucionais, pois a pesquisa
que é gerada na universidade gera inovação científica e tecnológica, e o produto final será
inserido para beneficio da sociedade.
Podemos afirmar que iniciativas estão sendo tomadas por parte da Comunidade
Científica, pelo Órgão Nacional Ciência e Tecnologia, pelas Agências de Fomento, pelos
profissionais Bibliotecários que estão se atualizando neste novo contexto da informação
digital, e as bibliotecas mais preparadas visam contribuir com o trabalho desses autores na
produção científica do nosso país. Além disso, “estabelecer um repositório institucional indica
que biblioteca está mudando seu papel de custódia para contribuir ativamente na mudança de
modelo da comunicação científica” (VIANA, MÁRDERO ARELLANO, SHINTAKU, 2005,
p. 7). Essas mudanças estreitam os laços da biblioteca com a universidade, atrai olhares e
investimentos, contribui para valorização profissional, além de contribuir ativamente no
desenvolvimento da instituição.
No entanto, para que os repositórios institucionais consigam alcançar as suas metas, é
de primordial importância envolver os pesquisadores e utilizadores neste inovador sistema de
comunicação científica, pois a participação dos mesmos é fundamental para a manutenção do
repositório, pois assim como cooperam com o fornecimento de conteúdo dos repositórios,
também necessitam colocar à informação técnica científica de outras instituições aí
disponibilizada. Concordando com Marques, Maio (2006) para que possa haver este
compromisso por parte dos autores no auto arquivamento da sua produção intelectual, é
necessário conscientizá-los para a importância deste sistema de comunicação científica, quer
para o desenvolvimento e progresso da própria ciência nos seus diversos campos
disciplinares, como também o seu potencial contributo para a distinção e valorização do seu
trabalho a nível institucional, nacional ou internacional.

4273

�3 Materiais e Métodos
3.1 Coleta de dados
O tipo de material selecionado para compor o início do repositório, foram artigos
publicados em revistas científicas, que tivessem autores da universidade em parceria com
autores da USP e/ou UNESP, somente do ano de 2012.
Para a busca dos artigos e coleta dos dados referenciais, foi utilizada como ferramenta
a Base Web of Science (WOS), da Thomson Reuters, cujo acesso a universidade possui
através da assinatura realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES). A escolha desta base sucedeu-se, por esta indexar um número vasto de
periódicos científicos nacionais e principalmente internacionais, tornando a grande em
conteúdo referencial multidisciplinar.
Foi utilizada a seguinte estratégia de busca no WOS para recuperação dos artigos,
conforme apresenta figura abaixo:

Figura 2: Web of Science - interface de pesquisa

Fonte: http://apps.webofknowledge .com/

A partir dessa estratégia foi recuperado o total de 752 artigos com autores da Unicamp
e USP, e a mesma estratégia utilizada com a UNESP recuperou 204 artigos. Os dados foram
extraídos em maio de 2013.

4274

�Dessa coleta foi utilizado como piloto, os 752 registros de autoria Unicamp e USP,
devido ao fato de ser a amostra maior e atender a quantidade mínima estabelecida, que foi de
700 registros para o início. Além desse critério, necessitaria de mais tempo para trabalhar com
as duas listas, por isso, o tempo também foi outro critério considerado.
Os dados foram exportados do WOS direto para o formato (.txt), e convertidos para
(.xls). Após a conversão para Excel, verificou-se que os dados não estavam com entradas
padronizadas, e antes das informações serem publicadas no repositório, as listas tiveram que
passar por um pré-tratamento.
Houve um aumento na quantidade de registros publicados como piloto, que deveu-se a
parceria com a USP, que cedeu uma lista com 1197 registros semi-prontos, em que havia
autoria da USP com Unicamp de anos anteriores a 2012. Essa lista necessitou a separação dos
autores internos, que estavam como sendo USP e do acréscimo das informações de unidade e
departamento. Dessa quantidade 6 registros foram retirados da lista por não conter autores da
Unicamp.

3.2 Tratamento da Informação

Nesta etapa do trabalho, a equipe discutiu sobre quais dados que deveriam constar no
repositório das três universidades e sobre quais metadados deveriam ser padronizados, para
que não houvesse problemas no momento de fazer a integração dos sistemas em uma única
plataforma.
Os metadados básicos selecionados para compor o repositório foram:
■ Autor institucional
■ Autores (pesquisadores)
■ Título do artigo
■ Imprenta;
■ Resumo;
■ Assunto;
■ Direito de acesso;
■ Origem do registro;
■ Agência financiadora (quando houver)

Outras informações foram utilizadas, e para estas tendo sido criadas um metadados,
como exemplo, o endereço Digital Object Identifier (DOI).

4275

�Considerando a data limite para o lançamento do repositório CRUESP, foi priorizado
o tratamento de informações que eram imprescindíveis conterem no momento da publicação,
pois estava atrelada a estrutura do Dspace. Uma dessas informações eram as unidades e
departamentos aos quais os autores da Unicamp estavam vinculados na universidade quando
feita a publicação do artigo no periódico. Alguns artigos possuíam a informação, porém como
já mencionado anteriormente, as listas exportadas não estavam com as informações
completas.
Após serem estudadas as possibilidades de como deveriam ser colhidas tais
informações, verificou-se que todo o trabalho deveria ser realizado manualmente, ou seja,
dever-se-ia procurá-las em fontes de informações, que até o momento eram desconhecidas.
Com o intuito de ganhar tempo e minimizar esforços, foi considerado que tais dados seriam
coletados somente do primeiro autor dos “autores internos” de cada artigo, pois não seria
possível fazer a ligação da unidade e departamento de todos os autores vinculados à Unicamp
nesse primeiro momento.

Figura 3: Estrutura de unidades e departamentos no Space

BDPIC
fcbbmci
hodaçto SadKTsal
Dujial da

• Cmteia da Bmcaasp

sÇwircftCwMftiniMSwKtttfuitm-CCSBt

‘GhB&amp;
' C«nwatbanotP«wriuwH&gt;arttiillgi-Cg *GRH»

•C&lt;^dtBa«aWo#aWHKWri»i-H£M0|1:j
‘ Cmt} $«♦'&gt;•/ 4t tni«i TtsrMsfK^ÇÍSíIi?!

^tstWTttawatCaena-WTWAiil

‘íiçtSíStiStCífewH
F f&gt;odda«idtC»K»a»Wddtcai'FCMIi&amp;

*

«EogtàidlFÿxÿj•füffl11il

Fonte: http://unicamp.sibi.usp.br/community-list

4276

�As fontes de informação utilizada para consulta e coleta dos dados foram:
■ Lista do setor de recursos humanos com nome completo dos docentes,
unidades e departamentos da Unicamp aos quais estavam vinculados;
■ Currículo Lattes;
■ Home Page das faculdades e institutos da Unicamp;
Os artigos que possuíam a informação, mesmo que incompleta, de unidade
(comunidade) e/ou departamento (coleção), tiveram os seus registros trabalhados logo de
imediato, pois necessitava de ser feita a busca de apenas parte da informação.
Com relação aos metadados padrão (autor, título, resumo, palavras-chave, entre
outras), não houve alterações nessa etapa.

3.3 Direitos de acesso

Uma questão de grande importância para o andamento do repositório foi à análise da
política de restrição das revistas/editores. Tal análise é imprescindível que seja realizada,
certificando-se de que não ocorra nenhuma infração contra a lei dos direitos autorais ao
realizar a publicação dos arquivos dos textos completos dentro do repositório.
Para checar essa política, foi utilizado o Sherpa Romeo, um serviço da University of
Nottinghan, atualmente financiado pelo Joint Information Systems Committee (JISC), que
disponibiliza informação atualizada sobre a política de restrição relacionada ao pré-print
(artigo antes da submissão em revista), pós-print (artigo aceito pela revista, após
modificações) e PDF do editor (artigo publicado na revista), e sobre a possibilidade ou não de
publicação na íntegra em repositórios institucionais.
Após a verificação das revistas em que os artigos que constavam na lista foram
publicados, chegou-se a definição de três categorias de acesso para o repositório:
■ Aberto - artigos de revistas/editor com acesso livre, como a Scielo;
■ Fechado - revistas/editor comerciais que não permitem a publicação dos artigos em
repositório;
■ Restrito (IP Unicamp) - revistas/editor comerciais e associações científicas que
permitem a disponibilização dos artigos somente dentro da instituição;

Dentro da quantidade total de publicação, que foi de 1947 registros:
■ 337 - abertos; com texto completo para download;
■ 760 - fechados; sem texto completo;

4277

�■ 850 - restritos; download permitido apenas para usuários vinculados a
Unicamp, necessitando de autenticação de login e senha institucional para
acesso.

4 Resultados Parciais/Finais

Nessa primeira etapa de entendimento do sistema, construção do repositório e
tratamento dos dados para o lançamento, foi concluída com sucesso dentro do período
determinado, que foi de 6 meses.
A BDPIC foi lançada com o total de 1947 registros publicados, que em comparação
com o número de publicações que ainda há de ser realizada, a quantidade é baixa, entretanto,
pode-se considerar o resultado positivo pelo curto período, contando desde o conhecimento da
ferramenta, estruturação, coleta de dados, tratamento e lançamento do repositório.
Os dados que entraram no sistema tiveram o tratamento mínimo das informações e a
estrutura do RI Unicamp seguiu o mesmo padrão da USP, a equipe considerou que
modificações relacionadas a essas áreas deveriam ser deixadas para serem adequadas nas
futuras etapas.
O trabalho de tratamento da informação e a análise de política de acesso são as
atividades que levam maior tempo para serem realizadas, pois necessita da busca de
informação manualmente. Outro fator de atraso ocorreu com as fontes de informação que
foram utilizadas para consulta, por em alguns momentos estarem com a página fora do ar, ou
então não conterem a informação procurada. Nesses casos, foi necessário aguardar o
funcionamento da página, ou descobrir uma nova fonte que pudesse haver a informação
necessária.

5 Considerações Parciais/Finais

Muito trabalho ainda tem para ser desenvolvido, mas é importante considerar os
passos que foram iniciados e dar continuidade ao projeto, visando sempre à melhoria das
atividades, a confiabilidade das informações publicadas, para crescimento da BDPIC. Deve-se
ter como premissa a relevância de um repositório institucional como um canal para
disseminação do conhecimento científico e intelectual produzido na universidade.
Para conclusão desse artigo, façamos algumas considerações:

4278

�Tendo a realidade de que atualmente a plataforma da BDPIC esta hospedada no
servidor da USP, a migração do repositório para a Unicamp é um dos objetivos principais
nessa próxima etapa. Para isso, a coordenação do SBU se mobilizou junto aos órgãos
competentes, explanando a questão atual do repositório e sobre a necessidade de aquisição
dos equipamentos necessários para a migração. Após a devida análise, a solicitação foi
autorizada.
Foi criado um Grupo de Trabalho, composto atualmente pelos autores deste artigo,
com a finalidade de trabalhar na estruturação, gerenciamento BDPIC, e treinamentos que
deverão ser realizados para a comunidade interna da universidade, principalmente as
bibliotecas, sobre o funcionamento e uso do RI.
Um ponto importante para as próximas etapas é a definição das políticas de acesso do
RI Unicamp, assim como a criação de toda a documentação necessária (manuais,
procedimentos, relatórios), a fim de formalizar o uso e trabalho dos produtos e serviços que
serão oferecidos através do repositório.
A padronização dos dados dos registros que já estão publicados e dos que irão entrar
na BDPIC, e a estruturação das entradas para cada tipo de documento que serão publicados, é
de grande importância para a recuperação e organização das informações, além de permitir a
interoperabilidade dos metadados com outros sistemas.
A realização da catalogação analítica, no Sophia, software de gerenciamento do
catálogo da Unicamp (Base Acervus), é um trabalho que também será priorizado no
andamento do repositório. Considera-se importante a recuperação da informação através do
catálogo, além da visibilidade ao repositório.
A migração das teses e dissertações da Biblioteca Digital da Unicamp, para a BDPIC,
é outra atividade que pretende ser realizada. Entende-se a importância da reunião de toda a
produção científica da universidade numa única plataforma para disseminação da informação,
acesso e análises de medição. Além da migração, esta sendo estudada a viabilidade da
inserção do Digital Object Identifier (DOI) nas teses e dissertações defendidas na
universidade. Esse serviço permitirá a localização e divulgação dos trabalhos, com um link
seguro e valor agregado.

6 Referências
BAPTISTA, Ana Alice et al. Comunicação científica: o papel da Open Archives Initiative no
contexto do acesso livre. Enc. Bibl: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n. esp., 1°
sem., p. 1-17, 2007.

4279

�UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Biblioteca Digital da Produção
Intelectual

e

Científica

da

Unicamp

-

BDPIC.

2014.

Disponível

em:

http://unicamp.sibi.usp.br/. Acesso em: 25 abr. 2014
BUDAPESTE INITIATIVE OPEN ACCESS.

Prologue: The Budapest Open Access

Initiative after 10 years. Disponível em: &lt;http://www.budapestopenaccessinitiative.org/boai10-recommendations&gt;. Acesso em: 25 abr. 2014.
LEITE, Fernando et al. Boas práticas para construção de repositórios institucionais da
produção científica. 2012. Disponível em: &lt;http://livroaberto.ibict.br/handle/1/703 &gt;. Acesso
em: 22 abr. 2014.
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação
científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília: IBICT, 2009.
120p.
MARQUES, Amélia Maria; MAIO, Silvia Raque da Silva. Repositório institucionais. 2006.
Disponível

em:

&lt;http://repositoriosdigitais.web.simplesnet.pt/PDF'S/Artigo%20%20Repositorios%20Instituci
onais.pdf&gt;. Acesso em: 30 abr. 2014.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 268 p.
SHERPA ROMEO. Políticas de copyright e de auto-arquivo de editores. 2014. Disponível
em: &lt; http://www.sherpa.ac.uk/romeo/?la=pt&gt;. Acesso em: 25 abr. 2014.
VIANA, C. L. M.; MÁRDERO ARELLANO, M. A.; SHINTAKU, M. Repositórios
institucionais em ciência e tecnologia: uma experiência de customização do Dspace. In:
PROCEEDINGS SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 3., 2005,
São Paulo. Anais... São Paulo. Disponível em: &lt; http://eprints.rclis.org/7168/1/viana358.pdf&gt;.
Acesso em: 25 abr. 2014.
VICENTINI, Luiz Atilio. Repositório institucional da Unicamp (Biblioteca digital da
produção intelectual e científica da Unicamp): desenvolvimento e implantação na Unicamp,
Unicamp, 2013.
WEITZEL, Simone da Rocha. O papel dos repositórios institucionais e temáticos de estrutura
da produção científica. Em Questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 51-71, jan./jun. 2006.

4280

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="62">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71368">
                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71369">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71370">
                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71371">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71372">
                <text>UFMG</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71373">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71374">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71375">
                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76670">
              <text>Implantação da Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Científica da UNICAMP: um novo formato de divulgação da produção científica da universidade</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76671">
              <text>Lima, Gislane Melo de, et al.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76672">
              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76673">
              <text>UFMG</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76674">
              <text>2014</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76675">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76676">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76677">
              <text>O presente trabalho relata a experiência da Unicamp, na implantação do seu Repositório Institucional (RI), Biblioteca Digital da Produção Intelectual e Científica da Unicamp (BDPIC). O desenvolvimento do projeto que teve parceria com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) tem como objetivo desenvolver uma metodologia para implementação de repositórios institucionais universitários, com base em padrões internacionais de interoperabilidade e acessibilidade da produção intelectual e científica produzida na universidade. A primeira etapa, que foi considerada entendimento do sistema, construção do repositório, tratamento dos dados piloto e lançamento do RI, foi concluída com sucesso dentro do período determinado. Muito trabalho ainda tem para ser desenvolvido, mas é importante considerar os passos que foram iniciados e dar continuidade ao projeto, visando sempre à melhoria das atividades e a confiabilidade das informações publicadas, para crescimento da BDPIC. Deve-se ter como premissa a relevância de um repositório institucional como um canal para disseminação do conhecimento científico e intelectual produzido na universidade. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
