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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS BIBLIOTECÁRIOS CONCURSEIROS:
ESTUDO COM OS INSCRITOS NA PLATAFORMA BIBLIOTECONOMIA PARA
CONCURSOS
Gustavo Henn
Geysa Flávia Câmara de Lima
RESUMO
Este artigo apresenta a pesquisa realizada com Bibliotecários inscritos no curso
Biblioteconomia para Concursos modalidade à Distância, com o objetivo de conhecer os
estilos que predominam na aprendizagem de ambos os participantes. A teoria dos Estilos de
Aprendizagem adotada (Honey e Mumford,1989; Alonso, 1994; Portilho, 1993, 2009), indica
quatro estilos: ativo, reflexivo, teórico e pragmático. Como instrumento de coleta de dados
utilizou-se o questionário CHAEA - (Cuestionario Honey-Alonso de Estilos de Aprendizaje)
enviado a 1674 alunos, tendo 205 respondidos. Enquanto perfil 60% possuem pós-graduação
e 40% são alunos de graduação ou graduados em Biblioteconomia. O Estilo de Aprendizagem
predominante foi o reflexivo, com 32%. Depois o estilo ativo, 26% e o estilo teórico 24%. Por
fim, o estilo pragmático, com 18%. Acredita-se que a identificação do estilo predominante de
aprendizagem auxilia autores e conteudistas de cursos EAD na área de Biblioteconomia, a
desenvolverem seus objetos de aprendizagem levando em conta os estilos de aprendizagem
dos alunos.
Palavras-Chave: Estilos de Aprendizagem; Biblioteconomia - Concursos; Biblioteconomia EAD; Aprendizagem.

ABSTRACT
This article presents a survey of librarians enrolled in the course for Library Contests Distance
mode, aiming to meet the learning styles that predominate in both participants. The theory
adopted Learning Styles (Honey and Mumford, 1989; Alonso, 1994; Portillo, 1993, 2009),
indicates four styles: active, reflective, theoretical and pragmatic. As an instrument of data
collection used the questionnaire CHAEA - (Cuestionario Honey-Alonso Styles Aprendizaje)
sent to 1674 students, with 205 responded. Profile while 60% have graduate and 40% are
undergraduates or graduates in librarianship. The Learning Style was predominantly
reflective, with 32%. After the active style, 26% and 24% theoretical style. Finally, the
pragmatic style with 18%. It is believed that the identification of the predominant learning
style helps authors and content-distance education courses in the field of librarianship, to
develop their learning objects taking into account the learning styles of students.
Keywords: Learning styles; Librarianship - Contest; Librarianship - Elearning; Learning.

4240

�1 Introdução

O estudo dos processos que envolvem as práticas de ensino e aprendizagem tem sido
objeto de preocupação de pesquisadores e teóricos há várias décadas, tanto na busca de
alternativas facilitadoras para o desencadear do próprio processo de aprendizagem, quanto
para o desvendar dos mecanismos e das práticas educativas que produzem o sucesso ou o
fracasso da aprendizagem.
Sabemos que as pessoas diferem umas das outras em vários aspectos, uns mais visíveis
e outros nem tanto, como é o caso da aprendizagem. Cada um de nós é um ser único. Por isso,
não podemos compreender como as pessoas aprendem somente baseando-nos em teorias de
educação, a maioria delas, tratando a aprendizagem como um processo vivenciado por todos
da mesma maneira.
Elas procuram o que todos temos em comum quando aprendemos. Não se trata de
negar as valiosas contribuições destas teorias para uma compreensão mais geral dos processos
de aprendizagem, mas queremos ir além, procuramos entender no que diferimos uns dos
outros quando aprendemos, para assim poder desenvolver objetos e metodologias de
aprendizagem mais adequadas a fim de otimizar o aprendizado para cada indivíduo.
A consciência da existência dos vários tipos de estilos de aprendizagem permite gerar
estratégias para o desenvolvimento da aprendizagem organizacional. Saber o que faz com que
o indivíduo aprenda com maior facilidade, proporciona a possibilidade de capacitações
específicas e centradas no indivíduo. A formação de grupos homogêneos facilita o
desenvolvimento de programas de capacitação. A heterogeneidade possibilita que haja uma
diversidade salutar ao desenvolvimento organizacional, como em uma reunião de
planejamento, quanto mais formas diferentes de pensar, melhor será desenvolvido, pois mais
situações serão abordadas.
Diante deste cenário, este artigo busca mapear os estilos de aprendizagem dos
Bibliotecários que estão inscritos na plataforma Biblioteconomia Para Concursos
(http://biblioteconomiaparaconcursos.net), tendo em vista o aumento de vagas em concursos
públicos no mercado brasileiro para Bibliotecários.

2 Revisão de Literatura

Os seres humanos têm diferentes estilos de aprendizagem, ou seja, características e
preferências quanto à forma de se apropriar das informações, processá-las e construir novos

4241

�conhecimentos. A competência em uma determinada atividade depende, muitas vezes, da
habilidade em dosar esses diferentes estilos. Por exemplo, há profissionais que são inovadores
e absorvem a realidade de uma forma quase aleatória. Outros tendem a ser metódicos,
observadores e reflexivos. No entanto, desenvolver o equilíbrio entre estilos antagônicos de
aprendizagem é uma forma de proporcionar maiores chances de adaptação às situações do dia
a dia ou às exigências do trabalho.
Existem diversas formas de aprender. Cada indivíduo possui seu estilo próprio de
aprender algo novo. A variedade desses estilos exige diversidade de métodos e de
instrumentos para identificá-los. Dessa forma, são vários os testes para identificar o estilo de
aprendizagem de uma pessoa. A principal utilidade desses testes é auxiliar o estudante e o
professor no desenvolvimento de estratégias voltadas para o correto estilo de aprendizagem.
Embora o aprendizado também ocorra sem que cada estilo de aprendizagem seja atendido,
pesquisas revelam que a qualidade do aprendizado é potencializada quando o ambiente, os
métodos e os recursos utilizados estão alinhados com o estilo de aprendizagem de cada
indivíduo (ADU-FEBIRI, 2002). Os estilos de aprendizagem servem como indicadores
relativamente estáveis de como os alunos percebem, interagem e respondem a seus ambientes
de aprendizagem (AMARAL; BARROS, 2014).
Os estilos de aprendizagem se definem como preferências pessoais características na
forma de um indivíduo processar informação, sentimentos e comportamentos em situações de
aprendizagem (FELDER, 2002; AMARAL e BARROS, 2014). Diversos modelos foram
elaborados para estudos de estilos de aprendizagem, começando a ganhar força na década de
1970, com os trabalhos de Rita e Keneth Dunn, em 1977.
Nas décadas seguintes, os estudos sobre estilos de aprendizagem se consolidaram com os
trabalhos de David Kolb, em 1981; Bert Juch, em 1987; Honey e Munford, em 1988; Felder e
Silverman em 1988, e mais recentemente, Butler em 2003 (KURI, 2004; LINDEMANN,
2008). Os modelos de estilos de aprendizagem classificam os estudantes quanto a sua inserção
nas escalas relativas à maneira pelas quais eles preferem perceber e processar as novas
informações e experiências (KURI, 2004).
Os estilos de aprender não implicam níveis de habilidades, capacidade ou inteligência.
Não existem estilos bons ou maus (SANTOS; AMADI ; OLIVEIRA, 2005).
Alguns estudos mostram que os estilos de aprendizagem não são construtos estáveis,
definidos e permanentes. Nesse sentido, Cardoso (2007) aponta que eles podem ser alterados
conforme o ambiente, a experiência de vida e as características das atividades exercidas. A
preferência por um estilo é apresentada pelo aluno no momento de aprendizagem em que está

4242

�situado, sem a intenção de se apresentar como uma previsão infalível do seu comportamento,
já que os estilos não indicam as suas capacidades de aprendizado. (SILVA; WECHSLER,
2010).
Ainda que a bibliografia existente seja muito ampla e não se tenha um verdadeiro
consenso entre os pesquisadores, é possível agrupar os marcos teóricos sobre os estilos de
aprendizagem em duas grandes categorias: os que aproximam estilos de aprendizagem e
estilos cognitivos do indivíduo e os fundamentam em aspectos psicológicos; e os que
percebem estilos de aprendizagem ligados ao processo de aprendizagem, e sustentam suas
teorias em aspectos da pedagogia (PUPO; TORRES, 2009).
Conceitualiza-se a expressão “estilos de aprendizagem” como a forma específica na
qual o resultado do desenvolvimento da personalidade se manifesta na combinação de
componentes afetivos, cognitivos e metacognitivos durante o processo de interiorização da
experiência histórico-social; aquele que tem um caráter consciente e relativamente estável
para aprender a sentir, pensar e agir (AGUILERA, 2007).
Para a caracterização dos perfis de estilos de aprendizagem, Aguilera (2007) utilizou 3
dimensões:
Dimensão cognitiva: explica a partir de qualidades, particularidades e funções dos
processos psíquicos, as preferências dos estudantes para utilizar determinadas estratégias de
aprendizagem e constitui a base para o desenvolvimento de hábitos, habilidades e
capacidades;
Dimensão afetiva: expressa as relações que o estudante estabelece no processo de
aprendizagem, de acordo com suas necessidades e expercativas futuras. Nela está a
motivação, a força emocional e o seu papel orientador no funcionamento da personalidade;
Dimensão metacognitiva: permite compreender como o estudante mede e regula seu processo
de aprendizagem através de estratégias que garantam sua expressão consciente. Nela se
encontra principalmente o nível de desenvolvimento que alcança a autovalorização.
Conforme Alonso, Gallego e Honey (2002) os estilos de aprendizagem fazem
referência às preferências e tendências altamente individualizadas de cada pessoa. As
especificações dos estilos proposta pelos autores são mais refinadas e foi pensado no contexto
educacional (MARTINS, 2009).
Ainda segundo Alonso, Gallego e Honey (2002), os estilos de aprendizagem podem
ser:
O Estilo Ativo corresponde a sujeitos que adoram estar atualizados, já que são
ansiosos por informações atuais, são falantes e não suportam ficar parados muito tempo

4243

�ouvindo comentários por horas sem interagir. Gostam de discussões em grupo e inovações na
realização de atividades, conseguem resolver com facilidade problemas e sabem lidar com
competições em grupos, tem criatividade nas representações de papéis, palestram e dialogam
com muita habilidade.
O Estilo Reflexivo predomina nos sujeitos que preferem detalhar dados estudados
reunindo informações, pois costumam ser ponderados nas observações e suas conclusões são
refletidas antes da ação. Por serem prudentes eles têm ritmos próprios e peculiares e por isso
compartilham opiniões com outros, visando sempre investigar as informações antes de
concluir algo.
O Estilo Teórico predomina nos sujeitos que são mais questionadores e estão sempre
curiosos em saber a explicação de tudo. Os teóricos gostam de comprovar algo a partir de
métodos e estudos mais complexos; por serem metódicos gostam de clareza em seus
objetivos.
O Estilo Pragmático predomina nos sujeitos que conseguem descobrir técnicas para
sua aprendizagem diária, pois são curiosos em descobrir técnicas novas e experimentá-las
para confirmar se são eficientes e tem validade. Por serem diretos e objetivos em suas ações
preferem se concentrar em questões práticas e que sejam validadas.
Para quem se prepara para concursos, estudar com qualidade é fundamental, posto que
o tempo é um adversário a ser enfrentado em duas frentes: pouco tempo disponível para
estudos, por conta de ocupação com trabalho, família, por um lado, e curto intervalo de tempo
para estudos para uma prova específica, que ocorrem, em geral, 2 meses depois de publicado
o edital do concurso (DOUGLAS, 2005).
Dessa forma, os candidatos a cargos públicos, podem ganhar qualidade e velocidade
na aquisição de conhecimentos caso conheçam os seus estilos de aprendizagem. Quanto mais
o indivíduo tiver uma variedade de formas de assimilação de conteúdos, melhor ele vai
conseguir aprender e construir conhecimentos, preparando-se para as exigências do mundo
atual (AMARAL; BARROS, 2014). O correto entendimento do estilo de aprendizado, pode
proporcionar ao estudante um aprendizado exponencial (SILVA, 2008).
Outro fator de aprendizado que pode ser determinante para uma aprovação é a história
individual do candidato. Castelar et al (2009) encontraram que a
[...] alta renda familiar, escolaridade acima do ensino médio, ser oriundo de
região metropolitana, ter cursado o ensino médio em escola privada e ser
jovem, são fatores que contribuem para aumentar a chance de passar no
concurso.

4244

�Quem faz parte deste grupo tem, segundo os autores, 41 (quarenta e uma) vezes mais
chances de ser aprovado.

3 Materiais e Métodos

Esta pesquisa é descritiva, porque somente mostra a questão dos estilos de
aprendizagem e os elementos que permeiam esse processo a partir das tecnologias.
Para a realização desta pesquisa o instrumento selecionado foi o Questionário de
Estilos de Aprendizagem - CHAE, de Cué, Rincon e Garcia (2009).
O questionário CHAEA, permite identificar e graduar os estilos de aprendizagem,
evidenciando o estilo predominante em cada estudante. Existem quatro estilos de
aprendizagem que podem ser identificados por meio do questionário CHAEA, são eles: Ativo,
Reflexivo Teórico e Pragmático (ALONSO; GALLEGO, 2002). O estilo Ativo é animador,
improvisador, descobridor, espontâneo, temerário; o Teórico, metódico, lógico, objetivo,
crítico, estruturado; o Reflexivo, ponderado, consciente, receptivo, analítico, exaustivo, e o
Pragmático, experimentador, prático, direto, eficaz, realista (BARROS et al, 2010).
O CHAEA foi escolhido por ser o mais bem acabado, ao nosso ver, como se fosse uma
consolidação de vários outros testes anteriores, uma vez que Honey e Mumford estudaram os
estilos de aprendizagem de Kolb, e Catalina Alonso desenvolveu os estudos de Honey e
Munford, adaptando-as ao campo educativo (MARTINS, 2009).
O CHAEA é um questionário extenso, de 80 questões. Existe uma versão menor,
chamada de CHAEA32 (HERNANDEZ; ALONSO, 2013), porém por ser muito recente e
ainda não dispor de bibliografia extensa, preferimos utiliar o CHAEA tradicional baseado em
Cué, Rincon e Garcia (2009). Esperamos em alguns anos poder aplicar o CHAEA32.
A pesquisa foi realizada com uma população caracterizada por: graduados e pósgraduados em Biblioteconomia.
Desenvolvemos o questionário no Google Docs e enviamos por email a todos os
cadastrados na plataforma Biblioteconomia Para Concursos. Foram enviados 1674
questionários e tivemos 205 respondentes com questionários válidos. Nossa coleta
compreendeu o período de 20/10/2013 a 20/11/2013.

4 Resultados Parciais/Finais
Analisando os dados demograficamente, tivemos 88% dos respondentes do sexo
feminino e apenas 12% do sexo masculino. 53% dos respondentes tem entre 26 e 35 anos.

4245

�40% dos respondentes moram na região Sudeste, 19% em São Paulo. 60% dos respondentes
possuem pós-graduação, especialização, mestrado ou doutorado. Apenas 15% dos
respondentes considera seu conhecimento de lingua inglesa bom ou ótimo, enquanto que 53%
o consideram ruim ou muito ruim. 73% consideram seus conhecimentos de Internet como
Bom ou Ótimo. 76% dos respondentes estão atuando no mercado de trabalho na área de
Biblioteconomia.
Sobre os dados acima, pode-se dizer que mostram que apesar de ter aumentado o
número de homens, a Biblioteconomia ainda é uma profissão dominada por mulheres. Porém,
mais importante que isso, evidencia-se algo que várias pesquisas apontam, que as mulheres
gostam mais de estudar do que os homens.
A faixa etária entre 26 e 35 anos é a faixa etária normal de quem quer se estabelecer
profissionalmente, e também a faixa em que as pessoas estão se formando (54% dos
entrevistas concluiu o curso há menos de 5 anos).
A Região Sudeste é que tem mais espaços de atuação para os bibliotecários, por isso
também consideramos como esperado o número de respondentes atuando nessa região.
O que surpreendeu foi ter 60% dos respondentes com pós-graduação. Isso, a nosso ver,
corrobora que o tempo de estudo aumentou, mas os empregos no setor privado não valorizam
isso, de modo que o concurso público acaba se tornando bastante atraente para os pósgraduados. Isso só poderia ser confirmado com mais pesquisas. Pode-se considerar haver
facilidade e incentivo para a educação continuada, já que boa parte das universidades federais
e estaduais que ofertam o curso de graduação em Biblioteconomia também oferecem cursos
de pós-graduação. Outrossim, o aprendizado contínuo faz com que as pessoas busquem
sempre estudar, logo fazem vários cursos.
Por outro lado, é preciso dizer que, as pós-graduações não preparam para concurso.
Afinal de contas, esse não é o objetivo delas. Assim, quanto mais cedo se decidir estudar para
concursos, ou não, é melhor.
Apenas 15% deram notas 4 ou 5 para o seu domínio do inglês. Ao passo que 73%
consideram seus conhecimentos de Internet bom ou ótimo. Para o desenvolvimento do
aprendizado em cursos baseados em tecnologia e para o aprendizado contínuo em geral, onde
as principais fontes estão em inglês, é fundamental ter um bom nível de inglês e um bom nível
de uso de Internet. Do contrário perde-se muito conteúdo ou por não ser capaz de entender ou
por não ser capaz de encontrar. E isso pode resultar num abismo entre os competentes (aqui,
entendidos como os que são capazes de fazer buscas e ler conteúdos em inglês) e os não
competentes.

4246

�No curso, procuramos sempre referenciar fontes interessantes e temos materiais em
português de Portugal e em espanhol. Porém, já houve casos de encontrarmos uma resposta
para uma dúvida apenas em um documento em inglês. Por sorte, a aluna interessada dominava
o idioma. Mas vários outros alunos tiveram acesso apenas à nossa tradução de parte do texto.
O estilo predominante foi o estilo reflexivo, com 32%. Depois o estilo ativo, 26% e o
estilo teórico, 24%. Por fim, o estilo pragmático, com 18%.
O resultado de predominância do estilo reflexivo consideramos normal, pois vários
que lemos, com estudantes universitários, apontavam para esse estilo. Mas ficamos felizes,
pois, este também parece ser um estilo de aprendizagem que aproveita bem um curso online
(FREITAS; CARVALHO, 2013), com vários recursos, vários objetos de aprendizagem, onde
é fundamental a reflexão antes do uso. Então estudar primeiro para depois usar o
conhecimento. Em outras palavras, estudar por vários objetos de aprendizagem para só então
ir praticar, ou seja, resolver questões e provas.
Os que tem forte influência do estilo ativo tendem a ir primeiramente resolver as
questões e as provas, sem ter estudado tanto. Isso prejudica o aprendizado, pois quando se
acerta se acredita que sabe o assunto, não estuda mais; se erra, não é capaz de identificar onde
errou, pois não estudou.
Este é o geral. Porém, quando começamos a fazer uma análise a partir de dados
demográficos, encontramos alguns pontos. Quando analisamos apenas os pós-graduados, que
constituiram um total de 110 respostas válidas das 176, encontramos uma variação para baixo
do estilo pragmático (caiu de 18 para 15%) e um aumento no estilo ativo, também de 3 pontos
percentuais (de 26 para 29%). Quando fechamos apenas nos profissionais que atuam na área,
cai ainda mais o estilo pragmático (de 18 para 13%) enquanto o estilo ativo sobe de 26 para
30%. É curioso esse aumento somente no estilo ativo, pelos “perigos” desse estilo apontados
acima. Os estilos reflexivo e teórico não sofrem mudança no percentual total quando
separamos os grupos por formação acadêmica e entre os que atuam na área de
biblioteconomia. No entanto, quando confrontamos apenas os dados de quem está atuando na
área e é pós graduado, tivemos um aumento do estilo reflexivo para 36% das pessoas (4
pontos acima da média) e um aumento do estilo teórico para 30%.

5 Considerações Parciais/Finais

A pesquisa mostrou que os Bibliotecários que se preparam para concursos tem, em sua
maioria, pós-graduação. Esses anos de estudos, embora a pesquisa não possa comprovar,

4247

�tendem a fortalecer o Estilo Reflexivo, que foi o mais indicado. O Estilo Reflexivo favorece
bastante o aprendizado para concursos, e, talvez, o próprio formato do curso tenha ajudado a
chegar nesse resultado. O que poderia ser comprovado se a pesquisa tivesse sido respondida
apenas por quem já fez o curso Biblioteconomia Para Concursos.
O estilo pragmático foi o menos apontado, o que pode ser uma surpresa em
comparação com a profissão de bibliotecário, que é vista por muitos como uma profissão
pragmática. Estudos futuros sobre estilos de aprendizagem com bibliotecários em outras
abordagens podem ajudar a entender melhor isso.
Julgamos que esta pesquisa cumpriu seu objetivo ao identificar os estilos de
aprendizagem dos bibliotecários que estudam para concursos. Mais estudos são necessários
para um melhor aproveitamento desta bem como de outras pesquisas. Também sugerimos o
uso de outros métodos de estilos de aprendizagem, para poder ampliar esse espectro da
aprendizagem do bibliotecário.
Esperamos que esta pesquisa auxilie os autores e conteudistas de cursos EAD na área
de biblioteconomia, para que possam desenvolver seus objetos de aprendizagem levando em
conta os estilos de aprendizagem dos bibliotecários. Se esta pesquisa servir para isso, terá
servido para além do que se propôs.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Este artigo apresenta a pesquisa realizada com Bibliotecários inscritos no curso Biblioteconomia para Concursos modalidade à Distância, com o objetivo de conhecer os estilos que predominam na aprendizagem de ambos os participantes. A teoria dos Estilos de Aprendizagem adotada (Honey e Mumford,1989, Alonso, 1994, Portilho, 1993, 2009), indica quatro estilos: ativo, reflexivo, teórico e pragmático. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se o questionário CHAEA - (Cuestionario Honey-Alonso de Estilos de Aprendizaje) enviado a 1674 alunos, tendo 205 respondidos. Enquanto perfil 60% possuem pós-graduação e 40% são alunos de graduação ou graduados em Biblioteconomia. O Estilo de Aprendizagem predominante foi o reflexivo, com 32%. Depois o estilo ativo, 26% e o estilo teórico 24%. Por fim, o estilo pragmático, com 18%. Acredita-se que a identificação do estilo predominante de aprendizagem auxilia autores e conteudistas de cursos EAD na área de Biblioteconomia, a desenvolverem seus objetos de aprendizagem levando em conta os estilos de aprendizagem dos alunos.</text>
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