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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

DISPOSITIVOS MÓVEIS NO CONTEXTO EDUCACIONAL
Teresa Avalos Pereira

RESUMO
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) estão em todas as áreas do
conhecimento e, através da internet, conectam bancos, empresas, editoras, centros de
informação, bibliotecas, instituições de ensino etc. O objetivo deste trabalho é investigar
como os dispositivos móveis podem ser utilizados por professores de ensino superior em sala
de aula. Trata também da adaptação da biblioteca a um modelo que incorpore as novas
Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no seu cotidiano, para melhor
atender alunos da Universidade. Sinaliza para a necessidade de uma reflexão sobre essa nova
escola, os papéis dos estudantes, docentes e bibliotecários, sobretudo, o que os gestores das
bibliotecas estão fazendo para que haja inclusão digital e informacional, frente a essa nova
realidade. Conclui-se que a incorporação das tecnologias no contexto pedagógico e nas
bibliotecas ainda é um desafio para todos os envolvidos.
Palavras-Chave: Tecnologia Educacional. Aplicativos Móveis. Informação. Ensino Superior.
Docentes.
ABSTRACT
The Information and Communication Technologies (ICT) are in all areas of knowledge, and
through the internet, connect banks, corporations, publishers, information centers, libraries,
educational institutions etc. The objective of this work is to investigate how mobile devices
can be used by higher education teachers in the classroom. Also deals with the adaptation of
the library to a model that incorporates the new Digital Information and Communication
Technologies (TDIC) in their daily lives, to better serve students of the University. Signals the
need for further reflection on this new school, the roles of students, teachers and librarians
especially, what the library managers are doing to be informational and digital inclusion,
facing the reality presented. It is concluded that the incorporation of technology in the
teaching context and libraries is still a challenge for everyone involved.
Keywords: Educational Technology. Mobile Applications. Information. Higher Education.
Teachers.

1 Introdução
A descoberta da internet e seus avanços interferiram exponencialmente na educação
atual e, com a utilização das tecnologias móveis, essas mudanças estão impactando
principalmente o Ensino Superior. Os sistemas de informação e as redes de computadores

4229

�estão desempenhando um papel primordial na criação desse ambiente cooperativo e, é através
dessas ferramentas que se dará a comunicação.
De acordo com Lévy (2004), novas maneiras de pensar e conviver são elaboradas no
mundo das telecomunicações e da informática. O que pode agregar maior peso a essas
tecnologias é a interação e a colaboração de cada uma delas. Em outras palavras, o trabalho
colaborativo e a gestão do conhecimento também envolvem aspectos humanos, culturais e de
gestão. Conectados à rede, as distâncias diminuíram, a informação pode ser acessada de
qualquer lugar do mundo e em qualquer hora.
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) envolvem muito mais que
computadores; referem-se às tecnologias que são usadas para transmitir, processar, armazenar,
criar, visualizar, compartilhar ou trocar informações eletronicamente. Incluem tecnologias
como rádio, televisão, vídeo, DVD, sistemas de satélite, videoconferência e dispositivos
móveis - telefones celulares, smartphones, netbooks, tablets etc. (UNITED NATIONS
EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION, 2005).
Silva (2012) complementa que computadores, celulares e tablets, conectados na rede
mundial, favorecem e potencializam a mediação docente interativa, como perspectiva de
modificação da comunicação em sala de aula e fora dela.
A importância das novas TIC na sala de aula, juntamente com as tradicionais,
precisam ser pensadas em um projeto de educação. Questões fundamentais precisam ser
respondidas como qual tipo de sociedade se quer para o futuro e como se deve incorporar as
TIC nas práticas pedagógicas dos professores. Conforme ANTONIO (2014), a necessidade de
adaptar a escola para a incorporação das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação
(TDIC) é um desafio para docentes, gestores das instituições e de políticas públicas, pois
todos ainda encontram dificuldade em encarar essa nova realidade à luz de seus velhos
paradigmas.
A inclusão digital, segundo Santos (2006), diz respeito ao acesso dos cidadãos às
tecnologias digitais, em condições favoráveis de apropriação do seu potencial, para o
desenvolvimento pessoal e coletivo. Na esfera organizacional, a ênfase está no uso das
tecnologias nos segmentos da sociedade: mercado, universidades, escolas, bibliotecas. Desse
modo, o uso de mídias não se restringe na democratização do acesso aos meios de
comunicação e às tecnologias, sendo preciso incorporá-las aos processos de aprender, ensinar
e gerir a escola, a fim de criar condições para que professores, alunos e gestores as utilizem
como instrumentos culturais.

4230

�A formação dos professores e o trabalho colaborativo em torno de um projeto
pedagógico consistente vão fazer parte de uma nova educação nos processos de ensino e
aprendizagem. Os educadores não precisam ser especialistas nessas tecnologias e sim, ter
acesso a elas, saber como se usa, conhecer seus recursos, para poderem usá-las com a
finalidade de renovar e melhorar suas aulas. É preciso que os docentes de Ensino Superior
façam a ponte do técnico e o pedagógico, dominem os recursos das tecnologias e integrem
tudo isso no cotidiano educativo.
Nesse contexto, os desafios da “Educação 3.0”, denominada por Fava (2014) como um
novo modelo de educação, mais digital, interativa e focada no aluno, são: como propiciar essa
formação; que alterações são requeridas para constituir um ambiente onde o aluno possa
adquirir habilidades necessárias para atuar nessa sociedade do conhecimento; qual é o papel
do professor nesse processo de aprendizagem; qual é o papel das novas tecnologias no
processo educacional. Portanto, este trabalho busca investigar a introdução das TIC, em
especial os dispositivos móveis no processo de ensino e aprendizagem.

2 Revisão de Literatura
Sobre a disponibilidade, acesso, uso e apropriação das TIC em escolas e práticas
pedagógicas dos professores, o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da
Comunicação (2012) mostra que a internet é praticamente universalizada entre 99% dos
docentes brasileiros. A maioria não encontra grande dificuldade na utilização de um editor de
texto e na preparação de apresentações, como o PowerPoint, por exemplo. Por outro lado,
40% dos usuários não têm dificuldade em usar planilhas e programas de multimídia, som e
imagem. Participar de fóruns de discussão ficou em 58%, criar ou atualizar blogs, em 31%;
postar filmes ou vídeos atingiu 39%; usar a internet para ligações telefônicas alcançou 28%;
baixar e instalar programas, ficou em 40% e participar de cursos a distância, em 58%.
Interessante observar, no entanto, que 31% dos professores nunca realizaram um curso online.
Percebe-se, assim, que a apropriação das TIC pelos respondentes da pesquisa ainda está
distante do ideal.
O Centre for Learning and Performance Technologies - C4LPT (Centro de
Aprendizagem e Desenvolvimento Tecnológico) é um site que se especializou em pesquisas
sobre as novas ferramentas de aprendizagem disponíveis na Internet, com a finalidade de
contribuir com o docente no enriquecimento de suas aulas. O C4LPT define “Ferramentas de
Aprendizagem” como qualquer software ou serviço que se usa para o próprio aprendizado

4231

�pessoal ou profissional, para o ensino ou treinamento online, ou para a criação de educação a
distância (CENTRE FOR LEARNING &amp; PERFORMANCE TECHNOLOGIES, 2013).
Desde 2007, o Centro aplica um questionário aos professores do mundo todo com a
seguinte pergunta: “Qual é ferramenta virtual mais importante do ano no campo do ensino?”
Os professores votam em seus recursos preferidos e no final de cada ano o resultado é
divulgado no site. O C4LPT divulga as 100 maiores ferramentas utilizadas na educação (Top
100 Tools for Learning). Verifica-se o uso de diferentes tecnologias, algumas ainda
desconhecidas no Brasil, mas que já demonstram um enorme potencial.
As 10 ferramentas mais importantes votadas nos três últimos anos são apresentadas
abaixo (Quadro 1).

Quadro 1 - As 10 ferramentas mais utilizadas nos anos 2011, 2012 e 2013
2011

2012

2013

1. T w itter

1. T w itter

1. T w itter

2. Y ouT ube

2. Y ouT ube

2. G o o g leD rive/D o cs

3. G o o g le D o cs

3. G o o g le D o cs

3. YouTube

4. Skyp e

4. G o o g le S ea rch

4. G oogle Search

5. W ordP ress

5. W ordP ress

5. P o w e rP o in t

6. D ro p b o x

6. D ro p b o x

6. E vern o te

7. P re zi

7. Skype

7. D ro p b o x

8. M o o d le

8. P o w e rP o in t

8. W ordP ress

9. S lid eS h a re

9. F a c e b o o k

9. F a c e b o o k

10. G lo g ster E D U

10. W ikipedia

10. G oogle + /H angout

Fonte: Centre for Learning &amp; Performance Technologies, 2013

Pode-se observar que o Twitter consegue o 1°. lugar no ranking, nos três anos
consecutivos, vindo o YouTube em 2°. lugar e em 3°., o Google Drive/Docs, por 2 anos
consecutivos (2011 e 2012). Já em 2013, houve uma inversão, ficando o Google Drive/Docs
em 2°. lugar e o YouTube passou para a 3a. posição.
O Twitter se consolidou como uma das ferramentas mais usadas no mundo e também
pelos brasileiros, em especial por grupos dedicados à educação. É imbatível quando se trata
de encontrar, rapidamente, links e redes interessantes de ensino.

4232

�O uso de vídeos do YouTube na educação é indiscutível. Existem, inclusive, inúmeros
canais com conteúdos educacionais, documentários, imagens, palestras e apresentações de
quase todas as áreas de interesse e, no caso da educação; um bom exemplo é o TeachersTube,
muito usado pelos professores. Enfim, é uma fonte de pesquisa inesgotável.
O Google Drive é uma evolução do Google Docs, um serviço de armazenamento e
sincronização de arquivos, oferecendo edição de documentos, planilhas de cálculo,
formulários, apresentações etc. Ideal para trabalhos feitos a várias mãos ou com intuito
colaborativo.

2.1 Web 2.0 na Educação
O termo Web 2.0, cunhado por Tim O’Reilly (2005), durante a Web 2.0 Conference,
em 2004, é definido como uma plataforma, um serviço continuamente renovado e atualizado,
que fica melhor quanto mais as pessoas a utilizam, incluindo suas próprias informações para
serem compartilhados com outros usuários, criando, assim, uma “arquitetura de participação”.
A pesquisa aponta previsões sobre o impacto de tecnologias emergentes no ensino e na
aprendizagem. Piva Jr. (2013) traz alguns conceitos e sugestões de utilizações de ferramentas
na educação como o vencedor dos últimos três anos, o servidor para microblog Twitter, uma
das ferramentas mais atuais da Web 2.0, com um potencial enorme, tanto no ensino presencial
quanto a distância, possibilitando uma comunicação em tempo real, para atividades
colaborativas e interativas.
Grande parte das ferramentas já pode ser acessada também através de dispositivos
móveis. Para isso, basta baixar os seus respectivos aplicativos para que alunos e professores
possam acessá-las de qualquer lugar a qualquer hora.

A aprendizagem móvel, chamada de

m-learning ou mobile learning, conforme Santos e Silva (2006), é o desdobramento da
Educação a Distância (EAD) que ocorreu através das TIC, ou seja, a fusão de diversas
tecnologias de processamento e comunicação de dados.
Sendo assim, os conteúdos em formato digital assumem papel de destaque e oferecem
novas formas de trabalho e de aprendizagem. De acordo com Tori (2010), as tecnologias
interativas reduzem as distâncias, aproximam alunos e professores para melhor aproveitar
ambientes e conteúdos, não importando espaço e tempo. Daí a criação do termo ‘educação
sem distância’, como o autor defende, seja na sala de aula, no laboratório, no ambiente virtual
ou numa mistura desses cenários.
A escola atual já é nativa digital e, como denomina Marc Prensky, seus alunos são
“nativos digitais”, ou seja, os que nasceram depois de 1983 já cresceram com essa farta

4233

�tecnologia (FAVA, 2014). Eles não têm receios e dúvidas quanto ao uso das TIC em suas
atividades cotidianas. Prensky também é o criador do termo “imigrantes digitais”, os que não
nasceram na era digital, mas que estão aprendendo a usá-las, no caso, os professores.
Os nativos digitais gostam de jogos, de trabalhar em rede e não de maneira linear.
Desse modo, os professores pré-internet precisam correr para reduzir essas diferenças. Na
educação baseada em tecnologias interativas, diversas novas mídias, diferentes das
tradicionais (livros, revistas, apostilas, transparências, fitas, slides, CDs ou DVDs) também
podem se incorporar às diversas opções oferecidas aos educadores (TORI, 2010).

2.2 As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação
A redução significativa dos preços dos celulares, smartphones e tablets, nos últimos
anos, fizeram com que houvesse mais acesso a essas tecnologias, até então inacessíveis a
grande parte da população. Logicamente, o uso dos aparelhos celulares é voltado à
comunicação entre os usuários para enviar e receber chamadas e mensagens, porém, cabe aos
educadores ampliar e explorar as potencialidades dessas ferramentas para o processo
educacional, visto que os jovens acessam internet, brincam em jogos, estão nas redes sociais,
consultam mapas, leem livros eletrônicos e baixam uma infinidade de aplicativos.
A sociedade onde vivem esses jovens faz uso ostensivo das Tecnologias Digitais de
Informação e Comunicação (TDIC), conjunto de diferentes mídias, diferenciando-se pela
presença das tecnologias digitais. Independentemente das políticas locais, estaduais ou
federais relativas às novas tecnologias, elas existem dentro da escola, ainda que na forma de
um smartphone. Por outro lado, muitos professores e gestores ainda são órfãos pedagógicos
de uma escola que, de repente, se viu perdida nas últimas duas décadas com as novas
tecnologias (ANTONIO, 2014).
Os aplicativos e recursos que compõem a Web 2.0 poderão ter um impacto importante
na escola que utiliza recursos das TDIC; eles não estão limitados somente à educação online,
poderão impactar também a educação presencial. A facilidade de converter o conteúdo da
Web para os dispositivos móveis possibilita que os alunos acessem o material que os
professores postam, de qualquer lugar em seus notebooks, tablets e smartphones (MATTAR,
2013). Portanto, as tecnologias móveis fazem as trocas de conhecimento ultrapassarem os
limites da sala de aula.
De acordo com Kenski (2007), as TIC podem aprimorar significativamente o processo
educativo, mas, novamente, precisam ser compreendidas e incorporadas pedagogicamente.
Sendo assim, cursos de formação para professores são fundamentais para que isso aconteça:

4234

�trabalhar as possibilidades dos dispositivos móveis, a temática de experiência e de
desenvolvimento, inclusive criando seus próprios conteúdos digitais. O docente pode
contribuir com o conhecimento pedagógico que ele já tem e, com a ajuda das tecnologias,
poderá lançar mão dos inúmeros recursos tecnológicos em suas aulas.
Falar de uma educação renovada não quer dizer usar tecnologias avançadas, e sim,
fazer uma educação dialógica, mais próxima do aluno, que respeita e contempla o ponto de
vista do aluno e o tempo de aprendizagem de cada um. Em outras palavras, não basta
capacitar o professor apenas para o uso da tecnologia dentro da dimensão conteudista em que
ele já está inserido, mas oferecer-lhe formação pedagógica para o uso efetivo das novas
tecnologias, inclusive utilizando os dispositivos móveis.
Nesse contexto, as novas tecnologias representam oportunidades de inovação
tecnológica e pedagógica, no entanto é preciso que haja capacitação dos professores não só
para seu domínio próprio, como para sua prática pedagógica. A capacitação de gestores
também é importante, pois estes vão lidar com as novas demandas vindas de inovações
tecnológicas, sem as quais todos estarão defasados e sem condições de trabalhar para uma
escola do século XXI.

2.3 As novas tecnologias e a Biblioteca
Internet móvel é o próximo passo para as bibliotecas. O aumento exponencial da
utilização de dispositivos móveis prevê um recurso inexplorado para a entrega de recursos da
biblioteca aos seus públicos. É como se ter “a porta aberta”, pois os alunos, jovens digitais, já
estão usando seus dispositivos nesse ambiente e a biblioteca não pode estar alheia a essa
interação.
Cursos online e outros serviços devem ser disponibilizados aos usuários, como dados
em dispositivos móveis, normalmente através do uso de informação codificada em códigos de
barra 2D para serem lidos usando um telefone com câmara, por exemplo. A biblioteca
inserida nas redes sociais (Blog, Twitter, YouTube, Facebook) também chama a atenção dos
alunos, fazendo com que eles se informem de novidades e participem mais. Seus portais
devem ser adequados, com links para livros completos e sites de interesse.
Na visão de Tori (2010), as redes sociais, blogs, wikis, tags, editores online de textos,
planilhas, apresentações e outras mídias, serviços e conteúdos, criados e enriquecidos pelos
próprios usuários da Web 2.0, são recursos ricos para motivar, envolver e aproximar os
alunos.

4235

�Estudar o ambiente local e utilizadores (condições técnicas e perfil de utilização),
promover projetos-piloto (parcerias), participar nas estratégias institucionais (m-learning,
serviços de redes e comunicação) e facilitar o acesso aos conteúdos digitais da biblioteca são
estratégias para se partilhar, resolver problemas e alcançar sucesso.
Os educadores precisam ser criativos, motivando e estimulando os jovens a se
apropriarem dessas ferramentas, usando também o laboratório, a sala de multimídia, a
telessala, a biblioteca. No entanto, não adianta só aprender a mexer nesses dispositivos, e sim
gerar nos alunos uma reflexão de como e para quê eles estão sendo usados. Os atuais docentes
se formaram no século XX, mas precisam refletir que a escola e os alunos estão no século
XXI. Assim também os bibliotecários precisam estar atualizados para melhor atender seus
novos usuários.

3 Materiais e Métodos
Através de conceitos e revisão de literatura, foi feito um levantamento bibliográfico
sobre Tecnologias Educacionais nas bases de dados ERIC, Scielo, Google Escolar e livros.
Para complementar, é apresentado também um recorte de estudo de mestrado. A abordagem é
quantitativa e a amostra, aleatória simples. A população foi de 1510 professores dos Cursos
Superiores da UNIFESP, São Paulo. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário de
perguntas fechadas sobre o uso de ferramentas de TIC.
4 Resultados Finais
Dos 191 respondentes, 2 afirmaram não utilizar computadores, portanto, o universo de
análise para as demais questões foi de 189 professores. Pode-se verificar na tabela abaixo o
uso das 10 ferramentas de TIC mais usadas pelos docentes (Tabela 1).

Tabela 1 - Frequências de uso das ferramentas de TIC mais utilizadas
U so d as F er ra m e n ta s de T IC

N

Usa computador
Acessa internet

189
189

Pesquisa em Bases de Dados de Saúde
Utiliza Programa de Apresentação

178
175

Faz uso de Buscadores ou metabuscadores
Envia e-mail

169
159

Sugere sites específicos em saúde
Usa Programa de Análise Estatística
Disponibiliza vídeos

139
108
96

Fonte: Resultado sobre o uso das TIC pelos docentes

4236

�De acordo com os resultados acima apresentados, percebe-se que a apropriação e uso
das tecnologias depende do interesse dos profissionais envolvidos, de fazer as escolhas para a
melhoria da aprendizagem de seus alunos, oferecendo tecnologias interativas na redução de
distâncias em ensino e aprendizagem.
Da mesma forma que disponibilizar uma biblioteca equipada aos alunos e professores
é condição necessária para um curso convencional, a qualidade do conteúdo digital também é
necessária, porém não suficiente para a qualidade final da atividade de aprendizagem.

5 Considerações Finais
Este estudo indica fortemente a necessidade em ampliar o projeto de educação digital
para uma apropriação efetiva e mais aprimorada dessas tecnologias. Elas podem trazer
grandes mudanças em metodologias de ensino, sendo que a inovação não está somente na
introdução e utilização das TIC. Na visão de Moran (2012), mediação pedagógica é a
integração das tecnologias e das metodologias de trabalhar com a comunicação oral, a escrita
e o audiovisual. Portanto, os docentes devem integrar as tecnologias novas às já conhecidas
técnicas convencionais e utilizá-las como mediação facilitadora do processo de ensino e
aprendizagem.
Na perspectiva de Sigulem (1997), a partir da compreensão das mudanças, das funções
dos educadores, dos avanços tecnológicos, do volume de novas ferramentas desenvolvidas,
não era mais possível continuar educando da maneira como vinha acontecendo há anos.
Para corroborar com Sigulem (1997), Carlini (2008) coloca que há décadas o professor
de ensino superior tem se formado de acordo com um modelo hierarquizado e inflexível,
focado no conteúdo, na mensuração do conhecimento adquirido pelo aluno e na figura do
docente. Esse tipo de atuação “há muito já não atende às necessidades impostas pela demanda
de produção e de disponibilizar conhecimento, e nem às necessidades de aprendizagem dos
alunos” (CARLINI, 2008, p. 93).
Projetos de capacitação tecnológica e didático-pedagógica, devem ser implementados
e desenvolvidos nas Instituições de Ensino Superior para o desenvolvimento profissional dos
educadores, principalmente com respeito à didática para a docência superior, trabalhando
conteúdos voltados ao uso de novas tecnologias educacionais (AZEVEDO; JOSGRILBERG;
LIMA, 2012).
São muitos os desafios dos professores, como “estimular o aluno para a autonomia,
despertar seu espírito inventivo, auxiliar no desenvolvimento da capacidade de refletir e
criticar a realidade, expressando-se por meio de sua autoria” (RICARDO, 2013, p. 26).

4237

�Nesse contexto, a universidade deve se adaptar ao processo de evolução tecnológica,
exigindo mudanças nas políticas, currículos e práticas. Mais do que prover as instituições com
computadores e oferecer cursos instrumentais, informática na educação implica na
apropriação crítica da tecnologia, no desenvolvimento de estratégias, por meio das quais estes
recursos venham a favorecer nova postura em relação ao conhecimento.
É urgente a necessidade de haver mais formação pedagógica e tecnológica para
incorporação e integração das TIC no processo de ensino e aprendizagem; de adaptar o
currículo às necessidades e características dos alunos e do contexto atual; ter claros os
verdadeiros papéis do professor, da gestão escolar, da biblioteca e da sociedade. Sendo assim,
não é dispensável lembrar que nenhuma reforma educacional terá valor se a formação dos
docentes não for priorizada.

6 Referências
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ANTONIO, J. C. Professor digital.

[S.l.: s.n.],

17 fev. 2014. Disponível em:

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4239

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) estão em todas as áreas do conhecimento e, através da internet, conectam bancos, empresas, editoras, centros de informação, bibliotecas, instituições de ensino etc. O objetivo deste trabalho é investigar como os dispositivos móveis podem ser utilizados por professores de ensino superior em sala de aula. Trata também da adaptação da biblioteca a um modelo que incorpore as novas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no seu cotidiano, para melhor atender alunos da Universidade. Sinaliza para a necessidade de uma reflexão sobre essa nova escola, os papéis dos estudantes, docentes e bibliotecários, sobretudo, o que os gestores das bibliotecas estão fazendo para que haja inclusão digital e informacional, frente a essa nova realidade. Conclui-se que a incorporação das tecnologias no contexto pedagógico e nas bibliotecas ainda é um desafio para todos os envolvidos.
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