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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E O COMPARTILHAMENTO DE
INFORMAÇÕES: UM BREVE ESTUDO EM PORTUGAL E NO NORDESTE DO
BRASIL
Ana Roberta Sousa Mota

RESUMO
O estudo tem por objetivo principal analisar, com base na literatura especializada em
bibliotecas universitárias e redes sociais, como está ocorrendo o uso das Tecnologias Digitais
nas Bibliotecas Universitárias para disseminar informações. Aborda conceitos de informação,
biblioteca universitária, redes sociais e tecnologia da informação e comunicação. Enfatiza a
importância das novas tecnologias de comunicação e informação para disseminação de
informações relativos a produtos e serviços de uma biblioteca. A metodologia empregada
baseou-se na investigação bibliográfica e levantamento em sítios de bibliotecas, na internet,
que utilizam redes sociais. Pretende-se obter um panorama do uso de redes sociais em
bibliotecas brasileiras e portuguesas e propor o uso dessa tecnologia e nova forma de se
relacionar para determinar ações visando inovar os serviçoes e atender as necessidades
informacionais dos usuárioses com a maior objetividade e precisão.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária; Redes Sociais; Tecnologia da Informação e
Comunicação.

1 Introdução
Com a criação da internet os serviços das bibliotecas se modificaram e a proporção da
explosão bibliográfica acresceu à medida que as tecnologias de comunicação se
desenvolveram. A grande rede mundial ampliou as possibilidades de comunicação e
investigação, Guimarães (2005, p. 159) ressalta que “com a introdução World Wibe Web, a
internet se tornou um dos principais recursos de comunicação no mundo atual.” Enquanto
Souto (2003, p. 74) afirma que “com o uso do computador a literatura científica aumentou nos
últimos anos. As facilidades de acesso permitidas pela internet contribuíram para o aumento
dessa produção científica”. Tais fatores contribuíram para a proliferação de: textos, artigos,
livros

digitais,

resenhas,

relatórios,

pré-prints, teses,

dissertações,

chats,

e-mails,

videoconferências e sites, além dos multimédias, definidos pela APDSI (2007) como

3943

�“tecnologias da informação que permitem a utilização simultânea de vários tipos de dados
digitais (textuais, visuais e sonoros) no interior de uma mesma aplicação ou de um mesmo
suporte” o mesmo tempo em que a internet facilitou o acesso à informação e a comunicação
tornou também à medida e a organização deste conteúdo um desafio para sociedade.
A apresentação deste contexto fez com que muitos questionassem sobre a permanência
das bibliotecas, devido às facilidades que a tecnologia proporciona, porém, comungamos com
Cunha (2007) ao afirmar que as bibliotecas sempre acompanharam e venceram os novos
paradigmas tecnológicos, e o papel das bibliotecas de armazenar, disponibilizar e facilitar o
acesso à informação ampliou-se para o ambiente virtual, fazendo com que as mesmas se
adaptem as mudanças e aperfeiçoem os serviços oferecidos.
A relevância das informações para o desenvolvimento social e organizacional é
notória por toda sua ênfase na sociedade contemporânea. A utilização adequada de
informações que circulam nas instituições configura-se em um contexto e representa uma
vantagem competitiva, além de se inserir no desenvolvimento estratégico. Inovações
tecnológicas e diversas possibilidades de comunicação têm contribuído para a interação entre
ambientes, indivíduos e informações, permitindo maior coesão e alcance de resultados
desejados.
O desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e os novos
meios de disseminação da comunicação científica, disponíveis na web, representam para as
instituições de ensino uma das principais vitrines para divulgação da produção científica
institucional e de seus investigadores. Tendo como principio a web como plataforma, a
criação da web 2.0 em 2004 (O’REILLY, 2005 apud BRITO, 2011), considerada como a
segunda geração de comunidades e serviços, vem proporcionando a criação de ferramentas
multimídias de grande relevância na comunicação. Blogs, fóruns de discussão, wikis, sistemas
RSS, redes sociais dentre outros, vem reforçando ainda mais a importância do espaço virtual
como canal informal de comunicação científica. De acordo com Primo (2007), a web 2.0
potencializa as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações,
expandindo assim os espaços para a integração entre os participantes deste processo, pois os
utilizadores de bibliotecas podem tanto modificar quanto criar novos conteúdos e novos
ambientes hipertextuais.
No ambiente universitário, as bibliotecas estão aderindo cada vez mais as TIC como
ferramenta de disseminação do conhecimento e dos serviços oferecidos à comunidade
acadêmica. Nessa perspectiva, algumas das redes sociais, disponíveis na web 2.0, como o

3944

�Twitter, Facebook, LinkedIn e Slideshare tem se configurado de grande relevância na
disseminação de informações e serviços oferecidos para a comunidade acadêmica.
Adentrando ao contexto acadêmico, sabe-se que é uma realidade a utilização de redes
sociais como recurso didático nos processos de ensino, investigação e extensão. No entanto,
como afirma Brito (2011), num mundo onde a informação é produzida e disponibilizada de
forma significativa em meio eletrônico, esse recurso ainda não é explorado de forma integral.
Nesse ambiente de mudanças tecnológicas, atribuindo autonomia aos investigadores e
observando as atividades desenvolvidas nas bibliotecas universitárias que iremos verificar a
inserção dos novos paradigmas de Informação e Comunicação em Plataformas Digitais e
vislumbrar um pouco de como as bibliotecas universitárias estão inserindo a promoção e
utilização de produtos e serviços, através das redes sociais?

2. A Biblioteca Universitária em um espaço interativo
Falar em biblioteca universitária é falar em organizar, dispor e disseminar
informações, para tanto, faz-se necessário compreender um pouco sobre o conceito de
informação, entendido por Silva e Ribeiro (2002, p. 37) como um “Conjunto estruturado de
representações mentais e emocionais codificadas (signos e símbolos) e modeladas com/pela
interacção social, passíveis de serem registradas num qualquer suporte material e, portanto,
comunicadas de forma assíncrona e multi-direccionada” a informação é o insumo básico da
biblioteca, através dela ocorre o desenvolvimento de produtos e serviços em uma biblioteca,
Mangue afirma que a biblioteca universitária é focalizada como um sistema de comunicação
da informação,
no qual os registros são adquiridos, representados e organizados com a
finalidade de torná-lo acessível aos utilizadores; um sistema orgânico de
atividades que envolvem a produção e registros de conhecimentos, recursos
materiais e humanos necessários para servir de suporte às funções básicas
em instituições de nível superior. Elas são sistemas abertos de produção e
transmissão de conhecimento para atender às demandas sociais (Mangue,
2007, p.28).

As bibliotecas universitárias são consideradas um dos pilares da vida acadêmica, sua
função principal é a de “subsidiar as atividades de ensino, de investigação e de extensão
desenvolvidas nas universidades, mediante a provisão de recursos informacionais seletivos,
diversificados e organizados.” (SILVEIRA, 2009, p. 127). Durante séculos as bibliotecas tem
sido, como afirma Cunha (2000), “o ponto focal da universidade, com suas coleções
impressas preservando o conhecimento da civilização”. Atualmente a informação está

3945

�disponível em formas variadas, tais como: textos, gráficos, sons, algoritmos, simulações de
realidades virtuais, distribuídas em redes computacionais, acessível a uma maior quantidade
de pessoas, que ultrapassa à academia. A materialidade das informações produzidas em
universidades é vista em livros, dissertações, teses, artigos de periódicos, patentes e outros
documentos produzidos por seus docentes, alunos e investigadores.
As bibliotecas também contribuem para a construção do conhecimento ao prover
acesso, dinamizar, socializar, divulgar essa produção e também disponibilizar instrumentos
que facilitem o acesso, o uso da informação nas diversas áreas do conhecimento humano. As
plataformas digitais, definidas por Ramos (2013) como “Sistemas de suporte ao registro,
processamento, transformação e comunicação de informação em formato digital, constituídos
por dispositivos tecnológicos, hardware e/ou software, online ou offline, e por procedimentos
organizacionais e funcionais adequados a contextos de utilização e a usuários específicos” são
um marco para as bibliotecas e exige do bibliotecário habilidades e competência para uso das
TIC em plataformas digitais, são essenciais aos bibliotecários, principalmente os de referência
deverão conhecer as novas tecnologias, transformando o instrumental da referência tradicional
para as bibliotecas se tornarem competitivas ao mercado informacional, possibilitando o a
disponibilização de informação com valor agregado. Um novo comportamento é exigido aos
bibliotecários, o de mediador entre serviços em plataformas digitais e os usuários, Silva
(2010, p.25) afirma que a mediação é destinada, em especial, aos
info-incluídos e os born digital ou nativos da internet. Os serviços de
informação multiplicaram-se e complexificaram-se até se instalarem na
internet e, aqui, a função mediadora de comunicação no espaço social e a
função mediadora institucional, com as estratégias comunicacionais
específicas dos respectivos actores e agentes, não desapareceram, nem
tendem, necessariamente, a desaparecer, mas podem transformar-se e
coexistir com um emergente novo tipo de mediação - deslocalizada ou
dispersa (na internet/redes conexas), institucional, colectiva, grupal, pessoal
e até anónima, interactiva e colaborativa. Possíveis traços caracterizadores,
entre os quais importa destacar a interação e os processos colaborativos,
sociais, de participação cívica, espontânea e militante.

Diante do contexto apresentado pelas novas TIC em plataformas digitais, é de extrema
importância que as bibliotecas se adaptem e seus profissionais se aperfeiçoem para oferecer
novos serviços, onde Ferreira (2012, p. 4) denomina “high touch (serviço de referência
personalizado), refere-se à interacção humana e a “transacções” interpessoais que se efectuam
entre o utilizador e o bibliotecário de referência e serviço high tech (serviço de referência
eletrônica)”. Assim, o conflito existente no passado entre a cultura da tecnologia (fria,
impessoal, ameaçadora) e a cultura da biblioteca (reconfortante, pessoal) poderá deixar de

3946

�fazer sentido. A implementação dessas novas tecnologias pode proporcionar novos desafios,
consequentes do crescimento exponencial de recursos disponibilizados, recentes necessidades
identificadas, aumento das expectativas dos usuários, múltiplas formas de comunicação, mas
principalmente novas oportunidades, levando a redefinir seu papel na sociedade da
informação.

2.1. As redes sociais digitais em bibliotecas universitárias

O ser humano é um ser, essencialmente social, quando pequenino, ainda na barriga da
mãe já utiliza algumas formas de se comunicar, ao nascer já vêm ao mundo se comunicando,
através do ato de chorar, ao longo da vida, as relações humanas são feitas baseada na troca,
sejam de palavras, gestos ou olhares estamos sempre em contato com o outro. Ao longo da
vida integramos a sociedade através das ligações familiares, de estudo (na escola) e de
trabalho, assim dá-se as relações, criam-se os laços e os círculos. Na web não é diferente e
com o aparecimento da Web 2.0 definida como
a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das
regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais
importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para
se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando
a inteligência coletiva O'Reilly (2006, p.1) .

Falar em redes é trazer Castells (1999) para a discussão de uma sociedade globalizada,
onde os fluxos definem o espaço. Compreendemos as portas do século XXI, a dimensão
global inédita desses fluxos de capital, de pessoas, da política e, mais importante, da
tecnologia e da informação, Castells influenciou novas noções decorrentes de uma
reestruturação organizacional da sociedade, que viriam a se tornar chaves explicativas para a
contemporaneidade. Inovador em suas teses, é dele o conceito de Estado-Rede. Para o teórico,
o mundo mudou, desfazendo-se a estratificação vertical que caracterizaria o estado das coisas
no mundo o qual conhecíamos até pouco tempo atrás, rumo a uma tendência de
horizontalidade nas relações sociais, econômicas e culturais entre os homens.
Diante da lógica organizacional, localizada em torno do espaço de fluxos mais
diversos, apresentam-se redes flexíveis e moles ao invés de cadeias verticais duras; nós
tenazes ao invés da concentração da informação e do desenvolvimento em centros rígidos de
agrupamento. O conceito definido por Castells (1999) indica, nesse novo estado de coisas,
princípios como “desterritorialidade”, autoridade institucional compartilhada, assimetria

3947

�reconhecida, relações inter-nodais, descentralização articulada de gestão, flexibilidade no
gerenciamento, subsidiariedade e horizontalidade. Decorre da concepção de Estado-Rede a
idéia de que é possível, em termos práticos, a estruturação do não-estruturável, preservando a
inovação e propiciando os saltos de desenvolvimento. O desenvolvimento é explícito e é fácil
observamos uma mudança de comportamento entre as pessoas e consequentemente nas
instituições e nas bibliotecas universitárias.
De acordo com Castells (1999, p.46) uma característica importante da sociedade
informacional, ainda que não esgote todo o seu significado é, “a lógica de sua estrutura
básica em redes, o que explica o uso do conceito de 'sociedade em rede”. Ao surgir a
sociedade em rede torna-se possível o desenvolvimento das novas tecnologias da informação
que, “agruparam-se em torno de redes de empresas, organizações e instituições para formar
um novo paradigma sociotécnico” (Castells, 1999, p.77) cujos aspectos centrais, representam
a base material da sociedade da informação.
Portanto, Castells aborda cinco aspectos centrais do novo paradigma: a informação é
matéria-prima; as novas tecnologias penetram em todas as atividades humanas; a lógica de
redes em qualquer sistema ou conjunto de relações usando essas novas tecnologias; a
flexibilidade de organização e reorganização de processos, organizações e instituições; e, por
fim, a crescente convergência de tecnologias específicas para um sistema altamente integrado,
conduzindo a uma interdependência entre biologia e microeletrônica (Castells, 1999, p. 78).
A aplicação da ideia do uso das tecnologias web 2.0 aos serviços e coleções das
bibliotecas tem sido classificada como Biblioteca 2.0. O termo “Biblioteca 2.0 foi concebido
em 2005 por Michael Casey, em seu blog LibraryCrunch, podendo ser aplicado além dos
serviços e inovações tecnológicas” (Maness, 2007, p. 44). Em seguida, outros bibliotecários
iniciaram uma investigação conceitual do significado da Biblioteca 2.0, considerando-se a
existência de controvérsias acerca da definição e de sua importância relativa. Maness (2007,
p. 44), apresenta sua definição em 2006, como “a aplicação de interação, colaboração, e
tecnologias multimídia baseadas em web para serviços e coleções de bibliotecas baseados em
web”. E acrescenta a teoria quatro elementos fundamentais: é centrada no utilizador; oferece
uma experiência multimídia; é socialmente rica; e é comunitariamente inovadora. Portanto,
entendemos que a biblioteca 2.0 é uma comunidade virtual focada no utilizador,
possibilitando dinamismo e interatividade para criar, localizar e compartilhar informações on­
line, através do uso da tecnologia e das plataformas digitais. É cada vez mais crescente o
número de ferramentas disponíveis na web que utilizam o paradigma da informação e
comunicação em plataformas digitais. A seguir, alguns exemplos do tipo de ferramenta e de

3948

�como elas podem ser aproveitadas para promoção e disponibilização de serviços e produtos
em uma biblioteca universitária:
Blogs e Microbloggings são páginas onde são publicados pequenos artigos contendo
informações, ideias, notícias, de forma cronológica por uma ou várias pessoas. Combina
texto, imagens, links, websites e mídias. Possibilitam maior interação que o website
tradicional por haver inclusão de mensagens em forma de comentários. Para Maness (2007, p.
47) os “blogs são novas formas de publicação”. Nas bibliotecas universitárias podem ser
utilizados para comunicação com os usuários para informar sobre novos aquisições, divulgar
serviços/produtos, dicas de investigação, de leitura etc. Os microbloggings são blogs com
textos curtos. O Twitter pode ser utilizado como exemplo e permite aos usuários o envio de
mensagens curtas, com até 140 caracteres. Nas bibliotecas podem ser utilizados para efetuar
contato direto com os usuários, fornecer informações gerais, divulgar eventos, investigações,
acervos, clubes de leitura, de forma resumida.
Wikis é uma ferramenta de escrita colaborativa que possibilita a criação de página web
aberta cujo objetivo é o de publicar a informação colaborativamente, onde o utilizador poderá
publicar e modificar o que está disponível. Como exemplos de aplicações dessa ferramenta
destaca-se a enciclopédia online Wikipédia, os livros e textos didáticos Wikibooks, os
dicionários Wiktionaires (BLATTMANN; SILVA, 2007). Nas bibliotecas podem ser
utilizadas para que o utilizador participe na elaboração de conteúdos, em projetos, na
capacitação de usuários, em salas on-line de estudo em grupo.
Alimentadores RSS (Really Simple Sindication) é uma ferramenta da web para
capturar automaticamente e distribuir conteúdos de websites, especialmente aqueles que são
atualizados frequentemente. O RSS permite ao utilizador assinar somente o conteúdo
selecionado conforme a sua necessidade, recebendo as informações automaticamente, sem
consultar os websites de origem para conhecer as ultimas informações. Nas bibliotecas podem
ser utilizados para atualizações sobre novidades no acervo, novos serviços, novos conteúdos
nas bases de dados (MANESS, 2007, p. 48).
Etiquetas (tags) é uma ferramenta que permite ao utilizador indexar de forma informal
e pessoal, com o uso de palavras-chave, o conteúdo de seu interesse (imagem, vídeo, blog,
livro) para facilitar a investigação e a recuperação da informação. Nas bibliotecas as tags
possibilitam aos usuários a criação de cabeçalhos de assunto para a fonte de informação que
tiverem em mãos (MANESS, 2007, p. 48).
Mensagens instantâneas/Chats é uma tecnologia que possibilita a comunicação em
tempo real entre as pessoas e a interação. Nas bibliotecas podem ser utilizadas para

3949

�disponibilizar serviços de referência por bate-papo, onde é possível a comunicação síncrona
entre bibliotecário e utilizador. Servem para divulgação de produtos e serviços, tirar dúvidas.
É o contato direto com o utilizador.
Redes sociais são uma tecnologia que permite a reunião de pessoas para compartilhar
dados pessoais, perfis ou interesses em comum. MySpace e Facebook são redes populares
para perfis pessoais. O Delicious permite o compartilhamento de recursos web. O Flickr
possibilita aos usuários compartilhamento de imagens. LibraryThing permite que os usuários
cataloguem, compartilhem e recomendem livros entre si, através de blogs, da adição de tags
em seus livros (MANESS, 2007). Redes sociais são definidas por Marteleto e Tomael (2005)
“modo como as diferentes instituições ou campos sociais se estruturam e determinam as ações
e representações dos sujeitos sociais”, elas enfatizam as relações entre as diversas unidades de
interação originaram-se na sociologia, na psicologia social e na antropologia (prisma multi e
interdisciplinar); surge a partir da Sociometria, nos anos 30. Atores e suas ações são vistos
como interdependentes e não como unidades independentes e autônomas, as relações entre os
atores são canais para transferência de recursos. Nas bibliotecas todas essas redes sociais
disponíveis em plataformas digitais podem ser utilizadas para aumentar a visibilidade da
instituição na web, permitir a formação de grupos com interesses comuns à biblioteca
universitária, a instituição ou a grupos de investigação científica, serve como leitura e
investigação, além de compartilhar informações e dinamizar os serviços oferecidos por uma
biblioteca universitária.
Os sítios de compartilhamento nos permitem o compartilhamento de conteúdos, a
exemplo o YouTube que permite a disponibilização de vídeos e o SlideShare para slides. Nas
bibliotecas podem ser utilizados para compartilhar vídeos e slides sobre a biblioteca e sobre a
instituição, além de promover as atividades realizadas e disponibilizar tutoriais.

3. O Caminho percorrido

O trabalho investigativo apoiou-se na literatura existente acerca da informação,
comunicação, novos paradigmas da informação e comunicação em plataformas digitais e
redes sociais. Realizamos uma pesquisa bibliográfica na internet com o uso da B-ON
(Biblioteca do Conhecimento Online), Google acadêmico e sítios de revistas eletrônicas
especializadas para o levantamento de conceitos e teorias acerca dos temas abordados.
Posteriormente, realizamos um levantamento das principais universidades no Nordeste
do Brasil e em Portugal, através do Google encontramos 9 (nove) Universidades Federais no

3950

�Brasil e 9 (nove) Universidades em Portugal. A saber são elas, no Brasil: Universidade
Federal do Piauí, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal da
Paraíba, Universidade Federal do Maranhão, Universidade Federal da Bahia, Universidade
Federal de Alagoas, Universidade Federal do Ceará e Universidade Federal de Sergipe; em
Portugal: Universidade do Porto, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra,
Universidade de Évora, Universidade do Minho, Universidade do Algarve e Universidade
Católica Portuguesa.
A partir daí, navegou-se nos sítios das bibliotecas dessas universidades para identificar
a existência de links para redes de compartilhamento de informações, chamadas neste trabalho
de redes sociais. A seguir, discutiremos sobre o que encontramos nestes sítios de bibliotecas
de universidades brasileiras e portuguesas e quais redes sociais utilizadas por estes espaços de
organização e disponibilização de informações que visam subsidiar os investigadores na
construção do conhecimento.
Vale salientar que a investigação levou em consideração apenas as informações
disponibilizadas na página oficial das bibliotecas das universidades acima citadas, haja vista a
característica de institucionalização e o reconhecimento científico das informações ali
disponibilizadas.

4. As bibliotecas universitárias e as redes sociais no Nordeste do Brasil e em Portugal

Em nossa investigação através da web, encontramos e elegemos 18 universidades para
investigação, no Brasil escolhemos as Universidades Federais do Nordeste e em Portugal as
Universidades mais conceituadas. Neste momento ao entrar nos sítios das bibliotecas eleitas
para investigação, procuramos identificar links que reportavam a redes sociais e demais sítios
de compartilhamento de informações em textos, vídeos e imagens. A seguir apresentaremos o
Quadro 1 com o resultado encontrado.

3951

�Quadro 1 - Ferramentas de compartilhamento de informações utilizadas em bibliotecas
universitárias
U n iv ersid a d e

S ítio

F erra m en ta
w eb 2.0

Universidade Federal do Piauí (Brasil)
Universidade Federal da Paraíba (Brasil)

http://www.ufpi.br/bccb
http://www.biblioteca.ufpb.br

Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (Brasil)

http://www.bczm.ufrn.br/site

Universidade Federal de Permanbuco
(Brasil)
Universidade Federal do Maranhão
(Brasil)
Universidade Federal da Bahia (Brasil)

http ://www.ufpe.br/sib

Nenhuma
Twitter,
facebook
youtube
Twitter,
facebook
flickr
Nenhuma

http://www.biblioteca.ufma.br

Nenhuma

http://www.sibi.ufba.br

Universidade
(Brasil)
Universidade
Universidade
Universidade
Universidade

http ://www .sibi.ufal .br

Twitter
youtube
Nenhuma

Federal

de

Alagoas

Federal do Ceará (Brasil)
Federal de Sergipe (Brasil)
do Porto (Portugal)
de Aveiro (Portugal)

Universidade de Coimbra (Portugal)
Universidade de Évora (Portugal)

Universidade do Algarve (Portugal)
Universidade do Minho (Portugal)
Universidade de Lisboa (Portugal)

Universidade da Madeira (Portugal)

Universidade dos Açores (Portugal)

e

e

e

http://www.biblioteca.ufc.br
http ://bibliotecas.ufs.br
http ://biblioteca.up.pt
http://www.ua.pt/sbidm/biblioteca/

Nenhuma
Twitter
Nenhuma
Twitter,
facebook,
youtube, blog e
slideshare
http ://www.uc.pt/sibuc
Youtube
Twitter,
http ://www.bib.uevora.pt/
facebook,
Google + e RSS
e
http ://www.ualg.pt/home/pt/content Facebook
flickr
/bibliotecas-1
Twitter,
http ://www .sdum .uminho.pt/
facebook e RSS
Twitter,
http ://www.ulisboa.pt/home facebook
e
page/viver/bibliotecas-e-livrarias/
youtube
http://www3.uma.pt/Sectores/SDA/ Nenhuma
index.php?IDM=PT&amp;menu item=
2
http ://www .sdoc .uac .pt/
RSS

Fonte: dados da pesquisa, 2013

O quadro 1 nos demonstra um total de 27 ambientes de compartilhamento de
informações, percebe-se também que das 18 universidades investigadas 7 (sete) não têm rede
social em plataforma digital para compartilhamento de informações das bibliotecas, enquanto
11 (onze) utilizam algum mecanismo para compartilhar informações via redes sociais na web.
Abaixo apresentamos as ferramentas utilizadas nas bibliotecas.

3952

�Gráfico 1 - Ferramentas utilizadas pelas bibliotecas

■ Twitter
■ Face book
■ Youtube
■ Flickr
■ RSS
■ SlideShare
■ Blog
■ Google +

Fonte: dados da pesquisa, 2013.

No gráfico 1 notase que o twitter é a rede social mais utilizada, sendo identificada em
8 (oito) universidade, seguida pelo facebook com 7 (sete) universidades a utilizar e youtube
com 5 (cinco) universidades usando-o. Flickr e RSS também são utilizados por duas
universidades e o Slideshare, Google + e o blog são usados pela biblioteca de uma
universidade. Como vimos, com o advento das tecnologias da informação e comunicação os
serviços tem se expandido cada vez mais para os ambientes digitais. Os dados acima
apresentados nos fazem refletir sobre a inserção das redes sociais nas bibliotecas
universitárias, é cedo para afirmar, mas parece ser uma tendência que as bibliotecas utilizem
estas ferramentas de compartilhamento, principalmente pelo fato de estar onde seu utilizador
está.
Dando continuidade a nossa análise, com base nas informações coletadas e
apresentadas no quadro 1 e no gráfico 2, podemos afirmar que as bibliotecas de universidades
portuguesas utilizam mais as redes sociais do que as bibliotecas de universidades da região
nordeste do Brasil, das 9 (nove) bibliotecas portuguesas apenas duas não utilizam as redes
sociais, enquanto no nordeste do Brasil 5 (cinco) das 9 (nove) bibliotecas consultadas não
utilizam nenhum tipo de rede social digital disponível em seus sítios oficiais.

3953

�Gráfico 2 - Utilização de redes sociais

Fonte: dados da pesquisa, 2013.

Ainda refletindo obre o que encontramos na investigação, no gráfico 2, percebe-se que
a Universidade de Aveiro e a Universidade de Évora estão à frente na utilização das redes
sociais, ambas utilizam 4 (quatro) tipos de redes sociais, seguidas pelas Universidade Federal
da Paraíba, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade de Lisboa e
Universidade do Minho com 3 (três) redes sociais. Ainda analisando, identificamos a
Universidade Federal da Bahia e a Universidade do Algarve com 2 (dois) tipos de redes
sociais, enquanto a Universidade Federal de Sergipe, Universidade de Coimbra e a
Universidade dos Açores fazem uso de um tipo de rede social.
Diante desse panorama podemos afirmar que as redes sociais estão chegando às
bibliotecas universitárias e em Portugal mais vastamente do que no Brasil e nos leva a refletir
se é uma questão cultural, algum tipo de resistência, falta de habilidades e competências dos
bibliotecários responsáveis pelas bibliotecas ou alguma restrição institucional? Questões

3954

�como essas nos enveredam a investigar mais, principalmente sobre os reflexos das redes
sociais na vida de seus usuários.
A utilização de novos recursos da Web acelera o processo de socialização da
informação e em espaços mais interativos e participativos. O incentivo ao trabalho
cooperativo fornecido por recursos que podem criar o ambiente necessário para mudar a
forma de acessar, obter, criar e publicar informações em diferentes setores, principalmente
nos educacionais e sociais.
As bibliotecas universitárias devem ampliar suas fronteiras e vislumbrar possibilidades
de inovar suas atividades a partir do aumento na utilização e exploração e TIC, especialmente
da web. Atitudes pró-ativas para oferecer e disponibilizar informações institucionais de
produtos e serviços, implantação de novas ações de comunicação com seus usuários. É
necessário analisar e discutir o potencial dessas tecnologias e estabelecer estratégias para seu
gerenciamento e implementação. Repensar a prestação de serviços/produtos oferecidos
tradicionalmente e fornecer outros que facilitem a vida do utilizador para que ele tenha acesso
e esteja capacitado para utilizar a biblioteca e seus recursos informacionais na sua totalidade,
independente de seu local físico, bem como esteja instrumentalizado para o uso das novas
tecnologias para torná-los independentes na busca de informações. Porém, oferecer estes
novos produtos e serviços é algo que necessita de recursos humanos, materiais, financeiros,
tecnológicos disponíveis.

5. Algumas considerações

As conclusões desta investigação não findam por aqui. Porém, o exercício ora
explicitado em forma de artigo, nos fez refletir sobre questões que merecem um maior
aprofundamento. Com a evolução das bibliotecas e advento de TIC as bibliotecas
universitárias têm se inserindo paulatinamente nos novos paradigmas da informação e
comunicação em plataformas digitais, algumas de forma pró-ativa utilizando as redes sociais
para disponibilizar maior acesso as informações a própria biblioteca. Percebemos que ainda
existem lacunas a serem preenchidas, principalmente, pelo fato de muitas bibliotecas não estar
inseridas nesses espaços de compartilhamento de informações. Percebe-se que informações
têm sido geradas e distribuídas em maior escala. Textos, imagens e vídeos são produzidos em
larga escala e disponibilizados com um clique, seja pelo computador ou pelos dispositivos
móveis. Acredita-se que, diante deste contexto, as bibliotecas universitárias não podem ficar

3955

�distantes de tal realidade e para que elas se insiram neste meio é preciso uma pró-ação do
bibliotecário e das instituições a quem estão ligados. É preciso perceber que os usuários estão
circulando nestes novos espaços e é lá que a biblioteca também deve estar para auxiliá-lo e
motivá-los ao compartilhamento de informações produzidas. Deve haver uma maior interação
entre a biblioteca universitária e o usuário para que ambos percebam que a troca é um
caminho que trará o diferencial competitivo. No mundo globalizado que vivemos esta troca é
necessária e para tanto se pressupõe que a vinculação de recursos de intermediação interativa
da informação possibilitadas pelo avanço das plataformas interativas, reconhecidas como web
2.0, possa não só aproximar os usuários dos serviços/produtos de informação promovidos pela
biblioteca, mas também retroalimentará o próprio sistema de informação na medida em que,
ao utilizar esses recursos interativos, usuário e bibliotecário também estarão produzindo novas
informações que fazem parte da constituição da própria Biblioteca. Investigações recentes
realizadas em âmbito nacional e internacional demonstram que estes recursos interativos 2.0
ainda são pouco utilizados no Brasil e nossa investigação constata essa afirmação, fatores
tecnológicos, humanos e sociais estão atrelados a isto. Entretanto, nos espaços em que estes
recursos estão sendo inseridos tem ocorrido maior aproximação e apropriação do usuário
sobre os conhecimentos buscados na Biblioteca.
Diante do que refletimos, sugerimos que as bibliotecas ofereçam além de serviços
locais, outros tipos de serviços que facilitem a vida do usuário, dando-lhe autossuficiência, já
que atualmente muitos recursos informacionais estão distribuídos e disponíveis em rede.
Portanto, o bibliotecário deve estar onde o usuário está, buscando o diálogo presencial e/ou
virtual com o usuário para interpretar-lhe os meios, as formas de acesso à informação,
vislumbrando sempre atender a necessidade informacional do usuário. O diálogo será o que
diferenciará e marcará a qualidade dos serviços/produtos disponibilizados pela biblioteca aos
usuários de bibliotecas em plataformas digitais ou fisicamente.

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              <text>O estudo tem por objetivo principal analisar, com base na literatura especializada em bibliotecas universitárias e redes sociais, como está ocorrendo o uso das Tecnologias Digitais nas Bibliotecas Universitárias para disseminar informações. Aborda conceitos de informação, biblioteca universitária, redes sociais e tecnologia da informação e comunicação. Enfatiza a importância das novas tecnologias de comunicação e informação para disseminação de informações relativos a produtos e serviços de uma biblioteca. A metodologia empregada baseou-se na investigação bibliográfica e levantamento em sítios de bibliotecas, na internet, que utilizam redes sociais. Pretende-se obter um panorama do uso de redes sociais em bibliotecas brasileiras e portuguesas e propor o uso dessa tecnologia e nova forma de se relacionar para determinar ações visando inovar os serviçoes e atender as necessidades informacionais dos usuárioses com a maior objetividade e precisão. </text>
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