<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6824" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6824?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-17T14:00:12-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5886">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/62/6824/SNBU2014_310.pdf</src>
      <authentication>24c8a2c9bdb2597f2a16e04678741e99</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="76426">
                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

VOCABULÁRIOS CONTROLADOS ESPECIALIZADOS: uma proposta para a sua
construção
Vera Maria Araujo Pigozzi de Araujo
Maria Hedy Lubisco Pandolfi
Michel Maya Aranalde
Ana Lúcia Pinto
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo oferecer uma proposta para a construção de vocabulários
controlados especializados, com fundamentação teórica nas Linguagens Documentárias e
Estudos da Linguagem, mais especificamente, em Estudos de Terminologia e Teoria da
Enunciação. Os principais teóricos que sustentaram esta proposta, fruto de pesquisa
desenvolvida no doutorado com esse propósito, foram Araujo (1995), Benveniste, Bevilacqua,
Brãscher, Cabré, Ciapuscio, Finatto, Flores e Tagnin. Foi sob este referencial que uma equipe
formada predominantemente por bibliotecários do Núcleo de Pesquisa e Documentação em
Filosofia Balthazar Barbosa Filho e da Biblioteca Setorial de Ciências Sociais e
Humanidades, órgãos vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, desenvolveu
vocabulários controlados especializados visando ao processamento técnico de suas obras, em
diferentes subáreas da Filosofia, como: filosofia platônica, aristotélica, tomista, kantiana,
cartesiana, leibniziana, filosofia antiga, medieval, moderna e filosofia da ciência. A
experiência desenvolvida levou a concluir-se que: 1) os vocabulários controlados
especializados de subáreas de conhecimento mais gerais, como filosofia antiga, medieval e a
moderna, devem ter unidades de representação do conhecimento de maior abrangência
conceitual; 2) os vocabulários controlados especializados de subáreas de conhecimento mais
específicas, como filosofia platônica, aristotélica, tomista e demais citadas, favorecem o uso
de linguagens de maior precisão e especificidade.
Palavras-Chave: Linguagens documentárias. Vocabulários controlados especializados.
Estudos da Linguagem. Estudos de Terminologia. Teoria da Enunciação. Filosofia.
ABSTRACT
The main objective of this paper is to propose a methodology for the construction of
specialized controlled vocabularies, with theoretical grounding in Documentary Language and
Language Studies, more specifically, in Terminology Studies and Theory of Enunciation. The
main theorists who supported this proposal, that is the result of a research developed in
doctors degree, were Araujo (1995), Benveniste, Bevilacqua, Brãscher, Cabré, Ciapuscio,
Finatto, Flores and Tagnin. It was under this referential that a team, predominantly formed by
librarians, of Núcleo de Pesquisa e Documentação em Filosofia Balthazar Barbosa Filho
(NPDFIL) and Biblioteca Setorial de Ciências Sociais e Humanidades (BSCSH), organs of
the Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), it developed specialized controlled
vocabularies, aiming at the technical processing of its works, in different sub-areas of

3918

�Philosophy, as platonic Philosophy, aristotelian Philosophy, Thomistic philosophy, Kantian
philosophy, Cartesian philosophy, Leibniz's philosophy, Ancient philosophy, Medieval
philosophy, Modern philosophy and Philosophy of science. The experience developed in the
NPDFIL and in the BSCSH let us to conclude that: 1) the specialized controlled vocabularies
of sub-areas of knowledge more general, such as Ancient philosophy, Medieval philosophy
and Modern philosophy, for example, must have units of representation of the knowledge
with wider coverage conceptual; 2) the specialized controlled vocabularies of sub-areas of
knowledge more specific, such as Platonic philosophy, Aristotelian philosophy, Thomistic
philosophy, Kantian philosophy, Cartesian philosophy and Leibniz’s philosophy promote the
use of languages of great precision and specificity.
Keywords: Documentary language ; Specialized controlled vocabularies ; Language Studies ;
Terminology Studies ; Theory of Enunciation ; Philosophy.
1 Introdução
Este trabalho tem como propósito apresentar a experiência de um grupo formado por
bibliotecários441 que exercem atividades no Núcleo de Pesquisa Balthazar Barbosa Filho
(NPDFIL) e na Biblioteca Setorial de Ciências Sociais e Humanidades (BSCSH), ambos
vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A esta equipe acrescentase a participação efetiva de um Assistente em Administração442, com conhecimento no campo
da Biblioteconomia e na área da Filosofia, no que diz respeito à construção de ferramentas nas
áreas e subáreas temáticas que se propõem a oferecer pontos de acesso para o processamento
técnico do acervo documental do Núcleo e da Biblioteca.
Do ponto de vista teórico, esta proposta é o resultado de pesquisa desenvolvida no
doutorado (ARAUJO, 2006) por uma das autoras deste trabalho e, do ponto de vista prático,
decorre das atividades desenvolvidas pela equipe citada. A fundamentação teórica se respalda
em Linguagens Documentárias e Estudos da Linguagem, mais especificamente nos Estudos
de Terminologia e Teoria da Enunciação. As principais contribuições para o desenvolvimento
da proposta desenvolvida no doutorado têm origem nas ideias dos seguintes pesquisadores:
Cleci Regina Bevilacqua, Guiomar Elena Ciapuscio, Émile Benveniste, Maria José Bocorny
Finatto, Maria Teresa Cabré, Marisa Brascher, Stella Ester Ortweiler Tagnin, Valdir do
Nascimento Flores e Vania Maria Rodrigues Hermes de Araujo.
Esta proposta reflete a experiência da construção de vocabulários controlados
especializados nas subáreas da Filosofia. Acredita-se que ela possa ser estendida para as

441 Dentre os bibliotecários que fazem parte da equipe, um tem graduação em Filosofia.
442 O Assistente em Administração é graduando do Curso de Biblioteconomia e foi graduando do Curso de
Filosofia.

3919

�diferentes áreas das Ciências Sociais e Humanidades e para as Ciências Médicas e Exatas,
embora sujeita à testagem.
Tendo estabelecido os Estudos da Linguagem como o referencial que sustentou a
investigação em Ciência da Informação, a referida proposta formula as seguintes questões de
pesquisa:
1) de que modo os Estudos de Terminologia e a Teoria da Enunciação podem
contribuir para a construção de vocabulários controlados especializados?
2) até que ponto uma Unidade Lexical de Representação da Informação Especializada
(ULRIE) é mais adequada que um Descritor para representar a informação indexada e
assegurar a preservação da referência desta unidade de informação na passagem do processo
de indexação para o processo de busca da informação e recuperação de documentos?
Para a construção dos vocabulários controlados especializados partiu-se do
entendimento que:
1) a relação que se estabelece entre os interlocutores de um Sistema de Recuperação
da Informação (SRI) é de intersubjetividade;
2) bibliotecários, usuários e SRI são interlocutores dos processos de indexação, assim
como dos processos de busca da informação e recuperação de documentos;
3) as unidades terminológicas, as unidades fraseológicas especializadas, os binômios e
as paráfrases expressam o conhecimento especializado;
4) os vocabulários controlados especializados devem ser representativos das
linguagens dos especialistas e revistos e atualizados sempre que necessário;
5) uma ULRIE precisa retratar conceitos e noções de um domínio;
6) a língua necessita ser entendida em seu contexto de uso.
O problema que se apresenta aos bibliotecários das áreas da Filosofia e das Ciências
Sociais e Humanidades nas atividades de processamento temático dos documentos é a falta
dessas ferramentas, o que justifica a construção de vocabulários controlados especializados
nas subáreas da Filosofia.

1.1 Justificativa
Ante o problema exposto e, assim, na perspectiva de construir tais ferramentas, na
pesquisa de doutorado se propôs uma ampla discussão no domínio da Ciência da Informação,
no âmbito das Linguagens Documentárias e dos SRI, a partir dos Estudos da Linguagem. Ela
evoluiu a partir da articulação do conhecimento produzido nessas áreas. Ainda com a
finalidade de construir vocabulários controlados especializados, desenvolveu-se uma reflexão

3920

�sobre a eficácia dos SRI em sua relação com os usuários, assim como sobre as Linguagens
Documentárias quanto à representação da informação indexada e armazenada nesses
Sistemas.
Neste trabalho, a discussão está centrada na experiência de construção de vocabulários
controlados especializados para o exercício das atividades de indexação no NPDFIL e na
BSCSH. Por não se tratar do foco de interesse deste estudo, não se aprofundará a discussão
sobre os SRI e nem a construção de um corpus para a geração de vocabulários controlados
especializados.
O NPDFIL443, desde sua criação, teve como propósito tornar-se referência no Brasil
para a área de Filosofia, não apenas pela excelência de seu acervo, mas também pelo
processamento

técnico

criterioso

ali

desenvolvido.

O

acervo

é

constituído

de

aproximadamente 8.000 (oito mil) documentos de especial qualidade sobre Filosofia. A esta
coleção foram incorporadas obras oriundas de projetos desenvolvidos por professores de
programas de pós-graduação em Filosofia da Universidade. Deste modo, o acervo do Núcleo
se diferencia do acervo de bibliotecas universitárias, por armazenar uma temática bem
específica e privilegiar a aquisição de obras na língua original. A grande maioria dessas obras
foi adquirida pelo professor Balthazar Barbosa Filho e são de autoria de filósofos clássicos e
de seus principais comentadores, no idioma original, em diferentes períodos filosóficos.
Comentadores, no âmbito da Filosofia, são os teóricos/filósofos que dedicam boa parte da
vida a analisar e interpretar as obras de outros filósofos. A leitura de textos produzidos pelos
comentadores é importante para o aprofundamento das ideias sobre os filósofos analisados;
daí sua relevância para a composição de um acervo na área da Filosofia.
Com a criação de vocabulários controlados especializados nos diferentes domínios da
coleção do NPDFIL, tinha-se como propósito oferecer aos usuários dos sistemas
automatizados de bibliotecas um tratamento documental diferenciado daqueles adotados pela
maioria das bibliotecas universitárias. A representação temática da coleção documental do
NPDFIL sustenta-se no seguinte entendimento: precisão conceitual, contextualização da
informação indexada e uso de termos genéricos e específicos. É importante salientar que a
preocupação com o desenvolvimento de um processamento técnico com tais características
não se restringiu à indexação temática, uma vez que se optou por uma catalogação detalhada,
mediante a aplicação do nível 3 do Código de Catalogação Anglo-americano (2004).

443 Para maiores informações, ver o site: &lt;http://www.ufrgs.br/npf/index.php/pagina/sobre/historia/Hist%C3%B3ria&gt;.

3921

�1.2 Objetivos
Os objetivos estabelecidos para o desenvolvimento dos vocabulários controlados
especializados são os seguintes:
1) identificar parâmetros enunciativos e terminológicos para a construção de
vocabulários controlados especializados;
2) oferecer uma nova concepção de descritores, passando a entendê-los como unidades
semânticas e como representantes das unidades terminológicas (UT), das unidades
fraseológicas especializadas (UFE) e dos binômios, um tipo especial de UFE. Tais unidades
passam a ser reconhecidas por ULRIE, ou seja, por Unidades Lexicais de Representação da
Informação Especializada;
3) propor a arquitetura de uma base de dados para o registro da terminologia de uma
área de conhecimento, de modo a viabilizar a construção de vocabulários controlados
especializados.

2 Revisão de Literatura
Os vocabulários controlados especializados, construídos nas diferentes subáreas da
Filosofia, visam a utilizar a terminologia empregada pelos especialistas em seu contexto de
uso, de modo a obter uma comunicação altamente satisfatória entre os Sistemas de
Recuperação da Informação (SRI) e os usuários. Esses vocabulários estabelecem, como sua
unidade de informação, as Unidades Lexicais de Representação da Informação Especializada
(ULRIE). Seu referencial teórico encontra-se fundamentado nos Estudos de Terminologia e
na Teoria da Enunciação.
As ULRIE são representadas, indistintamente, por unidades terminológicas
expressando conceitos, e por unidades fraseológicas especializadas expressando noções
representativas de um domínio, formadas por, pelo menos, um conceito. Serão concebidas,
também, por binômios - noções formadas por dois conceitos -, uma vez que a terminologia
filosófica é marcada pelo uso dessas unidades lexicais. Pelo fato de tais unidades se fazerem
presentes na comunicação especializada entre filósofos, elas têm necessariamente que se
constituir em pontos de acesso para a recuperação das informações contidas nos documentos.
Trazer a comunicação especializada para o contexto da pesquisa foi importante porque
evidenciou um aspecto relevante desse tipo de comunicação, que é o uso de uma terminologia
padronizada. Observando as características que predominam na Comunicação Especializada a objetividade, o uso sistemático de termos técnico-científicos, o esforço por alcançar a
concisão, assim como a precisão e a adequação - percebe-se que a comunicação especializada

3922

�tende a ser mais eficaz. Pela busca da concisão, procura-se diminuir a possibilidade de se
produzir distorções na comunicação; com a precisão é possível satisfazer aos propósitos da
temática técnico-científica e da comunicação entre especialistas; e, segundo as circunstâncias,
com a adequação para a situação comunicativa em que se produz, é viável adaptar-se às
características dos interlocutores e ao respectivo nível de conhecimento sobre o assunto.
Foi com o propósito de tornar mais eficaz a comunicação entre especialistas e,
consequentemente, a comunicação que se estabelece entre SRI e usuários, que se propôs a
construção de vocabulários controlados especializados que façam uso não apenas de
conceitos, mas também de noções representativas de um domínio. Sob esse entendimento,
recomendaram-se o uso de binômios consagrados na área filosófica, o emprego de
qualificadores, modificadores e paráfrases. Explicitando esse entendimento, fazem-se os
esclarecimentos que seguem.
No âmbito da pesquisa desenvolvida no doutorado, a unidade terminológica foi
entendida de modo semelhante às palavras, mas se distingue delas por sua condição de
produção e de recepção, assim como pelo seu modo de significação. É uma unidade
discursiva que procede do léxico e que integra aspectos linguísticos, cognitivos e
comunicativos. Representa um conceito, percebido como unidade especializada de um
domínio.
No conjunto de suas características formais, os termos se apresentam tanto como
unidades simples quanto complexas. O termo simples é constituído por apenas um radical e o
termo complexo por dois ou mais radicais. Filosofia, Ética, Lógica, Dialética, Anamnese,
Aretê, Diairesis e Eudaimonia são entendidos como unidades simples, mas Filosofia antiga,
Filosofia platônica, Filosofia política e Dualismo antropológico, por exemplo, como unidades
complexas. Quanto à sua estrutura morfossintática e léxico-semântica, o termo pode se
apresentar também como termo composto, sendo formado, assim como o termo complexo,
por dois ou mais radicais, mas se diferenciando dessa última estrutura pelo alto grau de
lexicalização e por ser representado graficamente pela utilização do hífen, tal como ocorre
com os termos Filosofia greco-romana, Médio-platonismo, Meta-empírico, Não-ser e Neoaristotelismo.
Ainda sob o ponto de vista da forma, os termos apresentam outras configurações
sígnicas, entendendo-se como signos verbais plenos as siglas, os acrônimos e as abreviaturas
e, como signos não-verbais, as fórmulas. Somam-se a essas configurações as formas
abreviadas representadas no discurso especializado sob a denominação reduzida de um termo
ou de um sintagma terminológico. No âmbito da Filosofia platônica isso ocorre com a

3923

�unidade terminológica Academia para referir-se à Academia platônica. Os termos
reconhecidos como sintagmas terminológicos predominam na comunicação especializada.
Quanto ao grau de lexicalização, enumeram-se os seguintes critérios de avaliação:
imprevisibilidade semântica, maneabilidade, recorrência, co-ocorrência, estabilidade e
memorização. Pelo critério de imprevisibilidade semântica o interpretante conhece o sentido
de cada palavra do sintagma separadamente, mas não obrigatoriamente compreende o sentido
particular do termo sintagmático. Quanto mais imprevisível é o sentido de um sintagma,
maiores são as possibilidades de ele ser lexicalizado.
A sua identificação em um discurso especializado nem sempre é fácil, mas os Estudos
de Terminologia propõem uma série de critérios, que se fundamentam no grau de
lexicalização dos sintagmas e que auxiliam o terminólogo nessa difícil tarefa. Uma das
grandes dificuldades no reconhecimento de um sintagma terminológico é a sua delimitação,
especialmente para quem não é especialista da área; a observação de algumas regularidades
constitutivas auxilia nessa tarefa.
As unidades fraseológicas especializadas, conforme Bevilacqua (2005, p. 244), são
[...] unidades formadas por um núcleo eventivo, considerado como tal por
ser de base verbal ou derivado de verbo (nominalização ou participio), e por
um núcleo terminológico (termo). Entre estes dois núcleos se estabelecem
relações sintáticas, mas principalmente semânticas, determinadas pelas
propriedades do texto em que são utilizadas. Portanto, são unidades que se
conformam no e pelo texto em que são utilizadas. Cumprem, tal como os
termos, a função de representar e transmitir conhecimento especializado.
Para os que consideram a fraseologia sob uma perspectiva terminológica, há o
entendimento de que é necessário estabelecer limites entre os sintagmas, ou unidades
complexas de base nominal que podem se caracterizar como termos, e os sintagmas
considerados fraseológicos. Dentre os argumentos que utilizam para identificar cada uma
dessas unidades - UT e UFE -, citamos dois: do ponto de vista sintático, as UT são
predominantemente de categoria nominal, enquanto que as UFE, de categoria verbal; e do
ponto de vista semântico, as UT são definidas como unidades léxicas de caráter
denominativo, referindo-se a um conceito, enquanto que as UFE são de caráter relacional,
resultantes da combinação de conceitos.
Entendemos por binômios, tal como Tagnin (2005), um tipo especial de colocação que
é formada por duas palavras pertencentes à mesma categoria gramatical. Elas são ligadas por
uma conjunção ou preposição, tal como ‘bem e mal’; às vezes, vêm precedidas de preposição,
a exemplo da expressão, em língua comum, ‘da cabeça aos pés’. Quanto ao aspecto sintático,

3924

�o binômio se caracteriza pela combinação de seus elementos, de forma convencionada. No
nível semântico, os binômios podem se caracterizar por serem idiomáticos ou nãoidiomáticos. No âmbito da Filosofia, há inúmeros binômios que se constituem como ULRIE,
tais como: ‘bem e mal’ (S + Conj. + S)444; ‘ato e potência’ (S + Conj. + S); ‘certeza e dúvida’
(S + Conj. + S); ‘conceito e objeto’ (S + Conj. + S); ‘sentido e referência’ (S + Conj. + S).
Qualificadores, segundo Brãscher e Carlan (2010, p. 168), “[...] são termos agregados
entre parênteses aos descritores para delimitar seu significado e eliminar a homografia. Ex.:
tênis (esporte); tênis (calçado).” Ou ainda: Valor (Filosofia), Valor (Finanças) e Valor
(Economia).
Ainda segundo Brãscher (1999, p. 8), modificadores são “[...] os termos de uso
frequente e de significado geral que, geralmente, expressam ações ou atributos e que são
utilizados de forma combinada com descritores, esclarecendo ou delimitando o significado
dos mesmos.” Exemplificando: Autenticidade (aspectos filosóficos), Meio-ambiente (aspectos
éticos), Filosofia moderna (influência no judaísmo).
Paráfrases, por sua vez, são termos ou expressões usados de forma combinada com
uma ULRIE. Elas contêm a mesma informação das ULRIE, são utilizadas como ponto de
acesso e são usadas entre parênteses. Visam a oferecer ao usuário uma unidade de informação
de maior densidade informativa e apresentam, como vantagem, agilizar a representatividade
de pontos de acesso e reduzir o número de remissivas de um Sistema. Como exemplo, cita-se:
Diotima (sacerdotisa de Mantiqueia).
Em alguns casos, ainda foi recomendado o uso do termo na língua original, conforme
ficou consagrado em um domínio, seguido do termo na forma como é reconhecido na língua
do catalogador. No Vocabulário controlado especializado de ULRIEs em filosofia platônica e
platonismo foram usadas, por exemplo, as seguintes ULRIE: Anamnese (Teoria da
reminiscência), Eudaimonia (Felicidade), Nous (Inteligência), Physis (Natureza).
Com o propósito de contextualizar ou especificar o sentido de uma ULRIE, em alguns
casos sugeriu-se reunir as formas variantes de um mesmo conceito em uma única unidade
lexical, tal como: Alcibiades Menor (Segundo Alcibiades) e Mito da caverna (Alegoria da
caverna)445.
A relevância de se construir vocabulários controlados especializados nas subáreas da
Filosofia revela-se pelas seguintes razões:

444 Significado das abreviaturas utilizadas: S (substantivo) e Conj. (conjunção).
445 O diálogo de Platão intitulado Alcibíades Menor é também conhecido na filosofia platônica como Segundo
Alcibiades e o mito platônico Mito da caverna como Alegoria da caverna.

3925

�1) na revisão de literatura não foram identificados vocabulários controlados
especializados na área da Filosofia, nem em suas subáreas, que satisfizessem às necessidades
de pesquisa dos usuários de sistemas automatizados de bibliotecas universitárias;
2) nos catálogos coletivos consultados, em busca da terminologia empregada para a
representação temática de documentos, não foram identificadas unidades de representação da
informação que representassem satisfatoriamente a temática do documento processado. A
maioria dos descritores utilizados é genérica; raramente são encontradas unidades específicas
de representação da informação;
3) a recuperação de documentos por sua temática é pouco produtiva. Isso ocorre pela
falta de vocabulários controlados especializados que subsidiem a execução das tarefas de
indexação temática;
4) o uso de diferentes verbalizações para representar um mesmo conceito ou noção
representativa de um domínio é usual em catálogos de bibliotecas. Tal fato gera prejuízos na
recuperação de documentos e resulta da falta de ferramentas apropriadas para sua indexação.
Sob o olhar da Teoria da Enunciação de Benveniste, trazemos como contribuição para
as Linguagens Documentárias e para a construção de vocabulários controlados especializados
os seguintes conceitos e noções: enunciação, linguagem (língua em ação), língua, estrutura,
semiótica,

semântica,

significado,

sentido,

subjetividade, intersubjetividade, locutor,

referência, contexto e categorias de pessoa, espaço e tempo. A partir dessas noções, foi
possível refletir sobre o funcionamento da língua. A contribuição que a Teoria da Enunciação
oferece para a construção de vocabulários controlados especializados justifica-se pelas
seguintes razões:
1) por viabilizar um olhar enunciativo no âmbito dos SRI e das linguagens
documentárias, permitindo considerar peculiaridades que são próprias do tipo de relação que
se constitui entre os SRI e os usuários, mas que não são visíveis nos modelos de comunicação
apresentados na literatura documentária;
2) por instaurar um pensamento diferenciado acerca da linguagem na discussão das
questões que envolvem esta pesquisa;
3) por entender que é pela linguagem que o homem se inter-relaciona, recebe e
transmite uma mensagem;
4) por inserir as noções de subjetividade, intersubjetividade e referência no contexto
da comunicação;
5) por ser uma teoria que olha para o estudo da língua do ponto de vista do sentido, e
que permite desenvolver uma reflexão sobre a construção do sentido de um descritor na

3926

�passagem do processo de indexação para o processo de busca da informação e recuperação de
documentos;
6)

por tornar possível inserir o bibliotecário na relação que se estabelece entre SRI e

usuários, tornando o profissional constitutivo dessa relação e situando os dois - bibliotecário e
usuário - como agentes do processo que conduz à produção do conhecimento.

3 Materiais e Métodos
Pela excelência do acervo do Núcleo, considera-se necessário descrever cada
documento de forma exaustiva. Sob o ponto de vista da representação descritiva e visando ao
atendimento de um usuário especializado, o NPDFIL adotou o nível 3 do Código de
Catalogação Anglo-americano, segunda edição (AACR2). Quanto à ferramenta usada visando
à otimização do serviço de catalogação, foi usado o MARC 2 1446, ferramenta adotada pelo
Sistema de Bibliotecas da UFRGS, ao qual o NPDFIL e a BSCSH estão vinculados. O
software utilizado para o registro de dados e adotado pelo mesmo Sistema é o Aleph.
Para a classificação dos documentos foi adotado um sistema especial de classificação.
A coleção do NPDFIL foi classificada segundo critérios estabelecidos pelos professores
coordenadores do Núcleo, com o suporte técnico de bibliotecários; tais critérios visavam
atender às necessidades dos usuários do Núcleo. Desse modo as obras foram agrupadas sob
três critérios principais: coleção de autores clássicos (AC 100), coleção de comentadores (BS
100) e coleção geral. A coleção de comentadores é considerada bibliografia secundária, e o
acervo geral, por sua vez, agrupa a coleção de obras das diferentes áreas da Filosofia que não
se enquadraram nos critérios de coleção de autores clássicos e de coleção de comentadores.
Para o acervo geral foram estabelecidas as seguintes classes: 030 (dicionários e
enciclopédias), 100 (Filosofia), 101 (teoria e metodologia da Filosofia), 103 (dicionários de
Filosofia), 109 (História da Filosofia), 110 (Ontologia e Metafísica), 120 (Teoria do
Conhecimento), 140 (Filosofia da Linguagem), 160 (Lógica), 170 (Ética), 180 (Filosofia
antiga), 189 (Filosofia medieval), 190 FM (Filosofia moderna) e 190 FC (Filosofia
contemporânea). Para assuntos de outras áreas de conhecimento, determinou-se o uso das
classes gerais do Dewey, com especificações para as abordagens filosóficas das diferentes
classes, tais como: Filosofia política (320.01) e Filosofia do direito (340.1). Para a
classificação de autoria, foi adotada a tabela Cutter-Sanborn.

446 Formato MARC - Machine Readable Cataloging / Catalogação Legível por Computador. O MARC 21
permite que o registro seja legível por máquina e viabiliza o intercâmbio de registros.

3927

�Sob os propósitos de representação temática, optou-se pelo equilíbrio entre os níveis
de exaustividade e de especificidade, mas sempre procurando alcançar a precisão conceitual e
a contextualização da informação indexada. Isso significa dizer que os conceitos e noções
representativas de um domínio, presentes no texto a ser indexado, devem fazer uso de
palavras ou expressões que representem, com precisão e especificidade, o que está sendo
indexado. Essa representação deve estar fundamentada nas noções advindas dos Estudos de
Terminologia, tais como unidades terminológicas e unidades fraseológicas especializadas; nas
noções que os Estudos da Linguagem oferecem em seu referencial, tais como binômios e
paráfrases; e nas noções que se inserem no quadro conceitual da Ciência da Informação, como
qualificadores e modificadores.
Para os casos de variação foram utilizadas as paráfrases e as formas variantes de um
mesmo nome em uma única unidade lexical. Em alguns casos, ainda foi usado o termo
original consagrado na área, de forma associada com o termo expresso na língua do
catalogador. Assim, por exemplo, o assunto Ética deve estar representado de forma específica,
conforme é tratado na área de conhecimento da Filosofia. No âmbito da Filosofia, esse tema
admite outras representações, tais como: Ética platônica, Ética aristotélica e Ética kantiana.
Tendo em vista a construção de vocabulários controlados especializados, foram
estabelecidos os seguintes critérios:
1) processar as obras do NPDFIL por grupos temáticos. A área de Filosofia antiga foi
selecionada para dar início às atividades de processamento técnico: primeiramente, a coleção
AC 100, logo a seguir, a coleção BS 100 e, por fim, a coleção geral. Para cada filósofo e tema
processado, construiu-se um vocabulário controlado especializado. Quando do início do
processamento da coleção geral relativa à Filosofia antiga, já se contava com um vocabulário
bastante rico para ser utilizado. Nesse processo, percebeu-se a dificuldade de utilizar uma
terminologia específica em vocabulários controlados especializados de temas mais genéricos,
como Filosofia antiga, por exemplo. Notou-se, também, que a terminologia específica era
mais adequada aos vocabulários controlados especializados mais específicos. Assim, optou-se
por utilizar os termos específicos apenas para os vocabulários específicos. Academia
platônica e Ética aristotélica, por exemplo, constituíam uma terminologia utilizada apenas nos
vocabulários controlados relativos a Platão e a Aristóteles, mas não no vocabulário controlado
de Filosofia antiga. No vocabulário de Filosofia antiga, optou-se por utilizar apenas as ULRIE
Filosofia antiga, Filosofia platônica, Filosofia aristotélica, Ética e a terminologia que
correspondia a um maior número de filósofos;

3928

�2) identificar os assuntos tratados na obra, a partir do exame das diferentes partes do
livro, ou seja, a partir da leitura técnica do documento. Nessa leitura devem ser examinadas,
dentre outras, as seguintes partes da obra: título, resumo, sumário, introdução, parágrafos de
abertura de capítulos e conclusões. Sempre que necessário, a leitura técnica deve ser
complementada com pesquisas em websites, especialmente quando se busca indexações
específicas para representar o documento tematicamente;
3) atestar, dentre as unidades lexicais de discurso selecionadas para representar um
conceito, qual a de maior uso entre os especialistas da área. A pesquisa sobre a frequência dos
termos deve ser feita no Google Acadêmico;
4) construir vocabulários controlados especializados contendo duas listas: uma lista
com as unidades recomendadas para uso, e as unidades aceitas como válidas para a
representação da informação, mas não recomendadas para uso, e uma lista com a relação de
filósofos relacionados à temática. Sob esta orientação, foram construídos vocabulários para
Filosofia antiga, Filosofia platônica, Filosofia aristotélica e Epicurismo entre outros;
5) estabelecer a arquitetura da base de dados para o registro da terminologia de uma área
de conhecimento, a partir da definição do software a ser utilizado e dos campos a serem
criados. Quanto aos softwares, sugeriram-se o Microsoft Word, o Microsoft Excel e/ou
Microsoft Access.

Em relação aos campos, foram estabelecidos os seguintes como

essenciais:
a) ULRIE (Unidade Lexical de Representação da Informação Especializada) representa tanto a unidade terminológica, como a unidade fraseológica
especializada recomendada para uso, por ser a mais representativa de um domínio;
b) ULDE (Unidade Lexical de Discurso Especializado) - representa conceitos e
noções de um domínio e pode vir a ser ULRIE. Ela pode ser composta de uma ou
mais palavras que contém traços semânticos e/ou pragmáticos característicos da
área temática, podendo ser a forma lexical plena ou reduzida, como sigla,
acrônimo, abreviatura e fórmula. Além de configurar-se como possível candidato
ao estatuto de ULRIE, uma ULDE configura-se também como possível remissiva,
ampliando significativamente o total de pontos de acesso de um vocabulário
controlado especializado;
c) USE, USE TAMBÉM (entendidos como campos fixos);
d) RA (Relação Associativa) - é uma ULRIE que mantém qualquer tipo de relação
associativa - hierárquica ou não-hierárquica - com as unidades lexicais registradas
no campo ULRIE;

3929

�e) FR (no caso da Filosofia refere-se aos Filósofos Relacionados ao tema indexado) é uma ULRIE que representa o filósofo relacionado com a unidade lexical
registrada no campo ULRIE;
6)

a estrutura recomendada para os vocabulários controlados especializados447 é a

seguinte:
a) lista das ULRIE e ULDE da área temática;
b) lista dos filósofos relacionados;
c) glossário das ULRIE.

4 Resultados Parciais
Como resultados parciais dos princípios estabelecidos para a construção de
vocabulários controlados especializados estão a construção de vários deles em diferentes
subáreas da Filosofia e, desta forma, o suprimento de uma das falhas que se apresentam ao
bibliotecário que indexa obras das áreas da Filosofia. Graças a esses vocabulários, tem sido
possível representar os documentos processados de modo mais específico e preciso, assim
como fazer uso da terminologia que melhor representa um conceito.

5 Considerações Finais
A investigação feita sobre a natureza e funcionamento das Linguagens Documentárias
no âmbito dos Estudos da Linguagem foi altamente produtiva. A partir do referencial
utilizado para a construção dos vocabulários controlados especializados - Estudos de
Terminologia e Teoria da Enunciação - foi possível evidenciar e fundamentar como
extremamente subjetivo o processo de indexação. Esta característica se constata pela
diversidade de descritores utilizados para a representação temática de um documento.
Sob este referencial, foi possível atribuir aos descritores de uma base de dados uma
nova concepção. Com base nesta pesquisa os descritores passam a ser entendidos como
ULRIE e representados por unidades terminológicas, unidades fraseológicas especializadas,
binômios e paráfrases, além de fazerem uso de qualificadores e de modificadores. O uso do
termo na língua original foi considerado válido, uma vez que ele é um importante ponto de
acesso por representar a linguagem utilizada pelo especialista.

447 Para visualizar uma amostra dos vocabulários controlados especializados referentes à Filosofia antiga e
Filosofia platônica e Platonismo consultar os Apêndices I e J, respectivamente, da tese de doutorado de Araujo
(2013). Para visualizar a lista dos filósofos relacionados, consultar o Apêndice K da referida tese.

3930

�A falta de consistência dos catálogos, um dos problemas enfrentados pelo bibliotecário
que indexa e pelo usuário que consulta as bases de dados bibliográficas, tem origem, dentre
outras razões, no fato de que os conceitos de uma área temática estão sujeitos à variação
conceitual. Para minimizar os problemas decorrentes da variação conceitual, foi utilizado o
recurso da paráfrase.
O modelo de vocabulário controlado especializado, sugerido na pesquisa efetuada no
doutorado de Araújo (2006) e aplicado no NPDFIL e BSCSH, teve como propósito oferecer
subsídios para a criação de uma ferramenta de fácil construção. Do ponto de vista prático,
recomenda-se sejam construídos vocabulários controlados especializados por áreas e subáreas
do conhecimento, na medida em que os documentos de uma coleção documental forem sendo
processados. Recomenda-se ainda o uso de uma especificidade maior em vocabulários
controlados especializados.
Em uma perspectiva mais audaciosa, acredita-se que seria de interesse para as
universidades brasileiras a formação de grupos de pesquisa temáticos para a criação de
vocabulários controlados especializados em diferentes áreas e subáreas de conhecimento. Por
oportuno, registra-se, ainda, que embora o bibliotecário tenha condições de desenvolver tais
vocabulários, é necessária a consulta aos pesquisadores em alguns casos.

REFERÊNCIAS
ARAUJO, Vania Maria Rodrigues Hermes de. Sistemas de informação: nova abordagem
teórico- conceitual. Ciência da Informação, Brasília, v. 24, n. 1, p. 54-76, jan./abr. 1995.
ARAUJO, Vera Maria Araujo Pigozzi de. Documentação, terminologia e linguística: uma
interface produtiva. 2006. 163 f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Instituto
de Letras, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.
ARAUJO, Vera Maria Araujo Pigozzi de. Sistemas de recuperação da informação e
linguagens documentárias: contribuições dos Estudos da Linguagem. 2013. 2 v. Tese
(Doutorado em Estudos da Linguagem) - Instituto de Letras, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.
BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. 2. ed. Campinas: Pontes, 1988a.
387p.
BENVENISTE, Émile. Problemas de Linguística geralII. Campinas: Pontes, 1989a. 294 p.
BEVILACQUA, Cleci Regina. Unidades fraseológicas especializadas: elementos para su
identificación y descripción. In: CABRÉ, Maria Teresa; FELIU, Judit (Org.). La terminología

3931

�científico-técnica: reconocimiento, análisis y extracción de information formal y semântica.
Barcelona: Universitat Pompeu Fabra, 2001. p. 113- 141.
BEVILACQUA, Cleci Regina. Unidades fraseológicas especializadas: estado da questão em
relação a sua definição, denominação e critérios de seleção. Tradterm, São Paulo, v. 11, p.
237-253, 2005.
BEVILACQUA, Cleci Regina. Unidades fraseológicas especializadas: estado de la cuestión
y perspectivas. Barcelona: Universitat Pompeu Fabra, 1999. Trabalho de Pesquisa.
BRÀSCHER, Marisa. Curso de elaboração de tesauros. Brasília, 1999. 23 p. Polígrafo.
BRÀSCHER, Marisa; CARLAN, Eliana. Sistemas de organização do conhecimento: antigas e
novas linguagens. In: ROBREDO, Jaime; BRÀSCHER, Marisa (Org.). Passeios pelo bosque
da informação: estudos sobre representação e organização da informação e do conhecimento EROIC.

Brasília:

IBICT,

2010.

Cap.8,

p.

147-176.

Disponível

em:

&lt;http://www2.senado.gov.br/bdsf/bitstream/handle/id/189812/eroic.pdf?sequence=3&gt;. Acesso
em: 26/05/2013.
CABRE, Maria Teresa.
CABRE,

Maria Teresa;

Consecuencias metodológicas de la propuesta teórica (I). In:
FELIU,

Judit (Org.). La

terminología científico-técnica:

reconocimiento, análisis y extracción de información formal y semântica. Barcelona: IULA,
2001. p. 27-36.
CABRE, Maria Teresa.

Una nueva teoría de la terminología: de la denominación a la

comunicación. In: CORREIA, Margarida (Org.). Terminología, desenvolvimento e identidade
nacional. Lisboa: Colibri, 2002. p. 41-60.
CABRE, Maria Teresa. La terminología: teoría, metodología, aplicaciones. Barcelona:
Antártida/Empuries, 1993. 529 p.
CABRE, Maria Teresa; ESTOPÁ, Rosa. On the units of specialised meaning used in
professional communication. Terminology Science and Research, Wien, v.14, p. 16-27, 2003.
Disponível em: &lt;www.upf.edu/pdi/dtf/rosa.estopa/docums/INSBRUCK.pdf&gt;. Acesso em:
13/09/2010.
CIAPUSCIO, Guiomar Elena. La terminología desde el punto de vista textual: selección,
tratamiento y variación. Organon, Porto Alegre, v. 12, n. 26, p. 43-65, 1998.
CIAPUSCIO, Guiomar Elena. Textos especializados y terminología. Barcelona: Institut
Universitari de Lingüística Aplicada, 2003. 149 p
CÓDIGO de catalogação anglo-americano. São Paulo : FEBAB; Imprensa Oficial do Estado
de São Paulo, 2004.

3932

�FINATTO, Maria José Bocorny. Complexidade textual em artigos científicos: contribuições
para o estudo do texto científico em português. Organon, Porto Alegre, v. 25, n. 50, p. 30-45,
2011a.

Disponível

em:

&lt;http://www6.ufrgs.br/textecc/porlexbras/porpopular/arquivos/

FINATTO-Organon_FINAL.pdf&gt;. Acesso em: 20/04/2012.
FINATTO, Maria José Bocorny. Estudos sobre linguagens e textos científicos e técnicos: o
que é uma terminologia textual? In: BATTISTI, Elisa; COLLISCHONN, Gisela (Org.).
Língua e linguagem: perspectivas de investigação. Pelotas: EDUCAT, 2011b. p. 153-172.
FINATTO, Maria José Bocorny. Termos, textos e textos com termos: novos enfoques dos
estudos terminológicos de perspectiva linguística. In: ISQUIERDO, Aparecida Negri;
KRIEGER, Maria da Graça. (Org.). As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia,
terminologia. Campo Grande: Ed. UFMS, 2004. p. 341-357.
FLORES,

Valdir

do Nascimento;

TEIXEIRA,

Marlene.

Enunciação,

dialogismo,

intersubjetividade: um estudo sobre Bakhtin e Benveniste. Bakhtiniana, São Paulo, v. 1, n. 2,
p. 143-164, 2009.
FLORES, Valdir do Nascimento; TEIXEIRA, Marlene. Introdução à linguística da
enunciação. São Paulo: Contexto, 2005. 125 p.
FLORES, Valdir do Nascimento et al. Dicionário de linguística da enunciação. São Paulo:
Contexto, 2009. 284 p.
TAGNIN, Stella Ester Ortweiler. O jeito que a gente diz: expressões convencionais e
idiomáticas. São Paulo: DISAL, 2005. 117 p.

3933

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="62">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71368">
                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71369">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71370">
                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71371">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71372">
                <text>UFMG</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71373">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71374">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71375">
                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76418">
              <text>Vocabulários controlados especializados: uma proposta para a sua construção</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76419">
              <text>Araujo, Vera Maria A. Pigozzi, Pandolfi, Maria Hedy Lubisco, Aranalde, Michel Maya, Pinto, Ana Lúcia</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76420">
              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76421">
              <text>UFMG</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76422">
              <text>2014</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76423">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76424">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="76425">
              <text>Este trabalho tem como objetivo oferecer uma proposta para a construção de vocabulários controlados especializados, com fundamentação teórica nas Linguagens Documentárias e Estudos da Linguagem, mais especificamente, em Estudos de Terminologia e Teoria da Enunciação. Os principais teóricos que sustentaram esta proposta, fruto de pesquisa desenvolvida no doutorado com esse propósito, foram Araujo (1995), Benveniste, Bevilacqua, Bräscher, Cabré, Ciapuscio, Finatto, Flores e Tagnin. Foi sob este referencial que uma equipe formada predominantemente por bibliotecários do Núcleo de Pesquisa e Documentação em Filosofia Balthazar Barbosa Filho e da Biblioteca Setorial de Ciências Sociais e Humanidades, órgãos vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, desenvolveu vocabulários controlados especializados visando ao processamento técnico de suas obras, em diferentes subáreas da Filosofia, como: filosofia platônica, aristotélica, tomista, kantiana, cartesiana, leibniziana, filosofia antiga, medieval, moderna e filosofia da ciência. A experiência desenvolvida levou a concluir-se que: 1) os vocabulários controlados especializados de subáreas de conhecimento mais gerais, como filosofia antiga, medieval e a moderna, devem ter unidades de representação do conhecimento de maior abrangência conceitual, 2) os vocabulários controlados especializados de subáreas de conhecimento mais específicas, como filosofia platônica, aristotélica, tomista e demais citadas, favorecem o uso de linguagens de maior precisão e especificidade.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
