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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

USABILIDADE E ACESSIBILIDADE NOS ESPAÇOS VIRTUAIS DAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS BRASILEIRAS PARA USUÁRIOS
SURDOS
Claudiana Almeida de Souza Gomes
Marcia Heloisa Tavares de Figueredo Lima

RESUMO
Trata da temática que inclusão do surdo em ambientes virtuais e dos padrões de
acessibilidade e usabilidade como essenciais para o exercício do direito à informação deste
cidadão. Para tanto aborda questões relacionadas à aquisição da linguagem da leitura, do
domínio da escrita, da alfabetização e do letramento para enfatizar a dificuldade encontrada
por este usuário nos ambientes tanto físicos quanto virtuais. Aborda o conceito de direito à
informação co-relacionando com o direito ao acesso a documentos de cunho público, bem
como todo tipo de informação contida em espaços físicos ou não, e que não tenham caráter
sigiloso. Aponta para os ambientes virtuais das bibliotecas federais brasileiras a fim de
verificar pelas recomendações de acessibilidade e heurísticas de usabilidade, se estes
ambientes informacionais proporcionam uma interação com a interface de seus sites que
permitam navegabilidade deste tipo de usuário. Enfoca a questão da legislação como princípio
norteador para que o surdo exerça seus direitos de acesso e uso à informação em todos os
setores de cunho público. O recorte foi realizado nos sistemas de bibliotecas universitárias
federais que agrupem em seu site, todas as unidades de informação das Universidades
Federais pesquisadas, a fim de para mapear se este espaço atende às recomendações e padrões
que permitam o acesso e navegação para inclusão do usuário surdo nos espaços acadêmicos
virtuais.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias
informação. Direitos dos surdos.

.Acessibilidade.

Usabilidade.

Direito

à

ABSTRACT
It's a thematic of the inclusion of the deaf in virtual environments and standards of
accessibility and usability as essential to the exercise of the right to information of this citizen.
For that addresses issues related to language acquisition of reading, the domain of writing,
literacy and literacies to emphasize the difficulty encountered by this user in both physical
and virtual environments. Discusses the concept of right to information co-relating with the
right to access public documents imprint, as well as all kinds of information in physical space
or not, and have not confidential. Points to the virtual environments of the Brazilian federal
libraries to check the accessibility guidelines and usability heuristics, if these information
environments provide an interaction with the interface of your sites that allow this type of
user navigation. Focuses on the question of law as the guiding principle for the Deaf exercise
their rights of access and use of information in all areas of a public nature. The clipping was
performed in systems that involve federal university libraries on your site, all information

3874

�units of Federal Universities surveyed, in order to map up this space meets the
recommendations and standards enabling access and navigation to include deaf user
academics in virtual spaces.
Keywords: University Libraries. Accessibility. Usability. Right to information. Rights of the
Deaf.

1 Introdução
O tema em que se insere o presente trabalho, diz respeito ao direito de acesso para
surdos em bibliotecas universitárias federais por meio de seus espaços virtuais, considerandose o direito de acesso como uma das manifestações do direito à informação (LIMA et al,
2012, p.6).
A percepção da ausência de profissionais devidamente preparados para o atendimento a
usuários surdos, assim denominado na literatura, por se tratar de indivíduo sem resíduo
auditivo ou com surdez severa ou profunda, (FALCÃO, 2010) em órgãos públicos, chamou à
atenção para as fontes que tratam o assunto para que essa investigação tomasse corpo. As
bibliotecas universitárias devem estar preparadas para atender às reais necessidades de
informação desses cidadãos, não somente pela imposição da lei e dos decretos que visam o
acesso aos ambientes físicos e virtuais às informações. Os órgãos públicos por força da lei,
devem viabilizar o acesso á informação através de sítios na internet obedecendo aos requisitos
descritos na Lei de Acesso para que o cidadão possa acessar o que lhe interessa de qualquer
lugar, de forma clara e com eficiência (BRASIL, 2011).
De acordo com o artigo 5°, §XIV da CF/88 “é assegurado a todos o acesso à
informação...” (BRASIL, 1988). O surdo também está inserido neste universo, apesar de suas
limitações sensoriais e aprendizado diferenciado. Esta discussão visa demonstrar que tais
limitações podem ser amenizadas com o uso da tecnologia. Conforme a literatura que trata do
tema de aprendizagem do surdo. Rosa e Cruz (2001,p.43) ratificam a opinião segundo a qual a
Internet é um instrumento de inserção do surdo na sociedade, pois propicia uma interação que
não é encontrada, algumas vezes, na relação física surdo-ouvinte por conta das barreiras
comunicacionais da língua de ambos. Além dos problemas de ordem social e econômica que
impedem esses excluídos de obter acesso às tecnologias de informação (custo do
equipamento, gastos com provedores, tarifas de eletricidade, etc.), outro problema também
pode mantê-los à margem do processo inclusivo de construção do conhecimento conforme

3875

�atesta Garnham434 (2000) citado por Mattos e Santos (2009, p.122) que é: “[...]a capacidade
de compreensão dos conteúdos gerados pela Internet e pelos equipamentos de TIC [...].”.
Incluir não significa apenas mensurar que tais usuários são capazes de compreender
plenamente os conteúdos oferecidos somente porque estão diante de um computador com
acesso à Internet. (MATTOS; SANTOS, 2009). A leitura do mundo no universo do surdo
passa por aparatos mediadores, para que este não só compreenda, mas também produza
conhecimento. Essa mediação pode utilizar não só símbolos que traduzam os conceitos do
mundo escrito, como criar linguagens artificiais que facilitem a comunicação entre os grupos.
De acordo com Dorziat (1995, p.34) existem várias metodologias de comunicação para
os indivíduos surdos, entre elas, a mais conhecida é linguagem gestual-visual: “Os sinais
como uma língua propriamente dita, são associados, pela maioria das pessoas da comunidade
surda. Essa língua é fluente entre os surdos [...]”
Dias (2006, p.111) menciona que: “Por definição, acessibilidade é uma categoria de
usabilidade”. Portanto, a avaliação dos sites das bibliotecas universitárias federais brasileiras
englobará tanto a usabilidade quanto a acessibilidade, pois conforme autora citada, ambos
estão interligados tecnicamente. “Um software ou site que não é acessível a uma determinada
pessoa tão pouco pode ser considerado eficaz, eficiente ou mesmo agradável a essa pessoa.”
A mudança de paradigma tecnológico traz consigo também novas práticas de leitura e
escrita. A passagem das formas orais de transmissão pedagógica para o escrito foi lenta, em
contra partida , da escrita em papel para uma escrita na tela, a passagem tem sido mais rápida
na contemporaneidade, ambas geram novas formas de leitura, de abordagem do escrito
(FRADE, 2006).
Alguns autores como Roger Chartier se debruçam sobre o aspecto social das práticas de
leitura e escrita, ora destacando o sentido revolucionário destas, ora enfatizando a
permanência de novos artefatos que influenciam em nossas práticas de leitura e escrita. Em
contrapartida, Pierre Levy435

(2004

apud Frade, 2006) aponta para as conseqüências

cognitivas que essas novas tecnologias trazem consigo com a estrutura do hipertexto gerando
novos gêneros textuais e a introdução de uma cultura digital.
O uso da tecnologia nos faz repensar em novos lugares e modos de aprendizagem, de
alfabetização. Mas até que ponto todos os problemas referentes à alfabetização tradicional

434 GARNHAM, N. La Sociedad de la Información como ideologia: Una crítica. Artículo publicado en el libro.
Primer foro de las comunicaciones: Desafios de la Sociedad de la Información em América Latina y Europa,
UNICOM / Lom Ediciones, Santiago de Chile, 2000. p. 57-68.
435 LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: 34, 2004.

3876

�seriam solucionados com a ajuda da tecnologia? Decodificar o texto na tela será suficiente
para que o indivíduo seja letrado?
A discussão pertinente acerca dos termos: alfabetização e letramento, para alguns
autores, passa pelo processo social da escrita e da leitura. Para Soares (2002), letramento é um
estado que vai além do saber ler e escrever. Trata-se, segundo a autora, do uso social da
escrita no papel, apesar de sua etimologia remeter a idéia de letra escrita.
Não basta somente dominar a técnica ou aprender o sistema de escrita - que remete ao
conceito de alfabetização, conhecer as letras - é necessária uma participação nas práticas
sociais que envolvem a cultura escrita e a construção de conhecimentos a partir destas.
Somente o aprendizado do sistema de escrita sem uma integração com valores e
sociabilidades, não garante a inserção do sujeito no contexto social conforme atesta Frade
(2006, p.61): “E como essas práticas não se disseminam igualmente para todos, constatamos,
cada vez mais, o fenômeno da exclusão”.
De forma análoga, nas sociedades que utilizam a escrita, o analfabetismo está
relacionado com a falta de domínio e aprendizagem do sistema de escrita da linguagem. Isso
pressupõe a compreensão do funcionamento de um sistema, bem como sua relação com a
pauta sonora dos signos deste sistema - manifestação oral. (SOARES, 2002)
Sendo assim, as tecnologias alteram o modo como nos relacionamos com a escrita e a
leitura, Frade (2006, p.68) reforça: “Em síntese, podemos dizer que, para cada alteração nas
tecnologias de escrita, deveríamos pensar em novos gestos e possibilidades cognitivas e, por
extensão, em novas pedagogias”.
Na atualidade, os entusiastas (e mesmo os críticos) das novas tecnologias defendem a
posição de que os aparatos tecnológicos transformaram a relação entre cultura linguagem e
escrita. Através do uso de recursos multimídias é possível mesclar várias formas de
comunicação, criando uma terceira, híbrida - oral, visual e escrita: “Contar com a
simultaneidade de recursos, como o oral, o escrito e a imagem fixa e em movimento, talvez
seja uma grande novidade[...] possível de ser materializada na tela com as múltiplas
linguagens de que dispomos (FRADE, 2006, p.81).
O uso da imagem fixa, com o apoio de legendas, já era bem utilizado em textos
impressos e sua convergência com o texto narrado, propicia ao leitor, o desenvolvimento
cognitivo oriundo dos primórdios do aprendizado pautado em uma leitura oralizada pelo
mestre para fixação do texto pelo aprendiz, um “ouvinte exclusivo” - daí a palavra exclusivo
remeter aos dois sentidos - o de totalidade e o de exclusão. Segundo os autores que assim
pensam como Chartier (1999), a tecnologia não rompeu, mas transformou os novos modos de

3877

�ler e escrever em superficies multifacetadas, diminuindo o esforço físico e intelectual do
sujeito leitor.
No tocante à desigualdade de pessoas com deficiência, a história não os tratou como
seres em igualdade de condições com os outros indivíduos. Alguns relatos históricos são
impressionantes sob o ponto de vista da sociedade moderna em relação ao tratamento que o
surdo recebia no seio de diversas civilizações. Na Grécia, berço da democracia, eles eram
recomendados a se unirem a outros na mesma situação (surdos) e que seus filhos não fossem
criados. Em caso de guerra, esses “inúteis” deveriam morrer para dar salvaguarda a sobrevida
dos “perfeitos”. O código de Manu (códigos de preceitos), não dava aos surdos direitos
sucessórios por conta da “deformidade” física igualando-os aos loucos. Na Índia antiga,
pessoas deficientes eram atiradas no rio Ganges. A eutanásia também foi utilizada para a
“purificação” da nação alemã durante o regime nazista, que eliminava os deficientes, velhos e
loucos (NOVAES, 2010).
Hoje, apesar de notar-se uma evolução, afinal ninguém mais mata uma pessoa por ser
surda ou a envia primeiro à guerra, os deficientes atualmente são tratados de forma
assistencialista, sem o devido cuidado por sua integridade intelectual e capacidade criativa.
Para se estabelecer a comunicação entre a comunidade surda e seus pares, bem como os
ouvintes, foi necessário o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) através
da Lei Federal 10.436, de 24 de abril de 2002, assinada, pelo então, presidente Fernando
Henrique Cardoso. Esta Lei discorre sobre o uso de LIBRAS no País, reconhecendo-a como
meio legal de comunicação e expressão, só assim, o surdo pode aprender em seu próprio
idioma. Três anos depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva regulamentou a referida lei
pelo Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005. No capitulo 8, artigo 26 e parágrafo 1° do
decreto fica claro que o poder público, empresas concessionárias de serviços públicos e os
órgãos da administração pública federal, direta e indireta, devem garantir às pessoas surdas o
tratamento diferenciado, por meio do uso, difusão, tradução e interpretação de LIBRAS,
realizados por servidores e empregados capacitados para essa função. O parágrafo primeiro
registra: “As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos, cinco por cento
de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação de LIBRAS”.
Como vemos, o Estado vem implementando diretrizes legais para tornar mais acessível
a informação a esse tipo de cidadão.

Nossa preocupação gira em torno das diretrizes

estabelecidas de forma legal, enquanto manifestação de políticas públicas, se estas geram
ações práticas no cotidiano dos órgãos públicos, mais particularmente, na biblioteca
universitária. Se leis existem para garantir o acesso do cidadão com deficiência, então como

3878

�órgãos públicos ainda carecem de pessoal especializado? E nos ambientes virtuais, as
instituições estão preparadas para atender e orientar esse tipo de usuário? Partindo da
afirmativa, baseada na literatura que trata do tema de comunicação do surdo, de que este
indivíduo necessita de uma linguagem diferenciada para compreender determinados
conteúdos, chegamos a seguinte questão: os sites das bibliotecas estão adequados ao universo
deste usuário?
A informação tem sido referida como primordial para a inserção do ser humano como
cidadão na fruição das oportunidades que são oferecidas pela cidade e o Estado de acordo
com Souza (2007, p.13):
A capacidade de obter informação e gerar conhecimento é atualmente um
fator fundamental a toda a comunidade, pois se apresenta como ferramentas
indispensáveis à efetividade da cidadania fundamentada no poder que a
informação tem para a atual sociedade.

Sendo assim, a inexistência e/ou inadequação de mecanismos eficientes para a inclusão
do usuário surdo nas instituições sociais torna-o, de certo modo, um ser vivente - não
qualificado para viver em uma comunidade política - na concepção de Agamben (2002, p.9),
uma pessoa reduzida à mera existência biológica: “zoé, que exprimia o simples fato de viver
comum a todos os seres vivos (animais, homens e deuses)" contra uma "bíos, que indicava a
forma ou maneira de viver própria de um indivíduo ou de um grupo”.
O surdo aprende mais lentamente em um mundo predominantemente escrito, por e estar
em desvantagem em relação ao ouvinte pois não recebe a mesma quantidade de estímulos
para que articule o pensamento e forme os conceitos (CAMPBELL, 2009). Com a inclusão do
surdo na escola regular e também, no ensino superior, o problema da compreensão dos
conteúdos se agravou, os motivos são óbvios: nem todas as escolas possuem intérprete de
LIBRAS, e a maioria dos professores não está preparada para este tipo de aluno.
O histórico da educação de surdos foi de fato permeado de atos institucionais que em
nada melhorava a visão estigmatizada de um ser inferior aos demais, considerados como
“normais”.
Para Foucault (2001, P.81) eram considerados anormais todos que não se enquadravam
em um modelo proposto pela sociedade. Deveriam ser curados para voltarem ao convívio
social ou serem punidos com o rigor da lei por atos hediondos (monstruosos) praticados
contra um sistema de normas já estabelecido. Veiga-Neto (2012, p.73) menciona a partir das
reflexões Foucaultianas, que a anormalidade teve até certo ponto características peculiares
que a credenciou como modelo negativo e positivo das instâncias de poder. Ao mesmo tempo

3879

�em que excluem o anormal em dois casos distintos: o monstro - o indivíduo normal - que
infringiu a norma da lei e o pestifero - o enfermo - sendo este último curável e por isso, está
fora do âmbito jurídico, ao contrário do monstro que deve ser afastado do convívio social.
Embora ambos sejam anormais. Entretanto, estão debaixo de uma mesma norma: “O normal
e o anormal, estando previstos pela norma, são casos da norma, isto é, estão na norma, sob
uma mesma norma.” Um se localiza em uma noção jurídica, enquanto o outro, na noção
médica. (FOUCAULT, 2001). O surdo se encaixa na descrição de anormalidade foucaultinana
do curável por isso, as ações advindas da médica para torná-lo “aceitável” aos padrões de
“normalidade” impostos pela sociedade.
No espaço virtual esse quadro não muda muito, se este indivíduo tem dificuldade de
leitura, imagine na Web, que é um espaço predominantemente escrito? Por isso é necessário,
que assim como os ambientes físicos necessitam de um intérprete, os espaços virtuais também
devem criar meios para que o conteúdo seja compreensível para este tipo de usuário.
Não se trata apenas de criar mecanismos de acesso, mas também, analisar as práticas
sociais no decurso do ciclo informacional. Partimos da reflexão do ambiente físico e
identificamos uma lacuna na atenção para minorias na prestação de serviços. Em um mundo
em que as Tecnologias de informação e comunicação ampliam o ambiente de vivência e
convivência do cidadão. Nossa reflexão, dirigir-se-á para a preocupação de que haja também
ambientes virtuais acessíveis, nos quais o acesso seja possível e o cidadão obtenha a
informação de que necessita.
As bibliotecas universitárias acompanham o ritmo desses sistemas de processamento e
gerenciamento da informação, com foco em uma recuperação cada vez mais eficiente. Sua
virtualização visa apresentar

ao usuário remoto seus serviços bem como auxiliá-lo na

recuperação mais precisa da informação e na utilização eficiente de suas fontes para pesquisa
através de seu site, promovendo acessibilidade para que pessoas com necessidades especiais,
possam usufruir dos serviços e produtos de informação através de interfaces amigáveis e
utilizáveis.
O objetivo deste trabalho foi investigar quantas e quais bibliotecas de universidades
federais brasileiras aplicam as recomendações internacionais de acessibilidade sugeridos pelo
World Wide Web Consortium (W3C) para Web 2.0 e padrões de usabilidade para facilitar a
navegação em seus sites pelo cidadão surdo. Os objetivos específicos

voltaram-se

a

quantificar absoluta e relativamente as bibliotecas de universidades federais brasileiras que
disponibilizam sites acessíveis; identificar quais as bibliotecas de universidades federais
brasileiras que disponibilizam sites acessíveis a surdos; analisar as interfaces com base nos

3880

�padrões de acessibilidade e usabilidade dos sites considerados acessíveis em uma amostra
delimitada do conjunto de bibliotecas de universidades federais brasileiras que possuem
somente um site para todo o sistema de bibliotecas.

2 Revisão de Literatura
Foram utilizadas para a fundamentação do trabalho, fontes da área de Educação que
tratam a aquisição da linguagem pela criança surda, as dificuldades de leitura e escrita como
também a evolução dos suportes e a discussão sobre letramento e alfabetização. Dentro dessa
discussão, foram levantadas também questões sobre a legislação vigente e suas implicações
na vida do cidadão surdo. Também foi consultada a literatura que ressalta os conceitos
metodológicos sobre usabilidade e acessibilidade, bem como as técnicas de avaliação e
problemas de interação na interface homem-computador agregadas as recomendações de
acessibilidade para surdos em ambientes virtuais de aprendizagem, baseadas no trabalho de
Abreu (2010) e no W3C, para avaliação dos sites das bibliotecas universitárias federais
brasileiras.

3 Materiais e Métodos
Para a elaboração da pesquisa, foi realizada uma pesquisa bibliográfica com uma
abordagem interdisciplinar, com possibilidades de diálogo entre os campos da Ciência da
Informação, da Informática, do Direito e Educação. O aporte foi transversal de maneira que o
estudo teve um caráter teórico bibliográfico sobre temas específicos como as recomendações
de acessibilidade, os padrões de usabilidade, o direito de acesso advindas de outras áreas,
como a Informática e a Educação, porque a própria cobertura temática interdisciplinar da
Ciência da Informação assim permite e necessita. Em um segundo momento, foi necessária
uma abordagem de cunho teórico-experimental com o objetivo de analisar a acessibilidade e
usabilidade como pontos principais para o exercício do direito à informação no contexto
virtual. Dentro deste contexto, foi realizado um levantamento dos sistemas de bibliotecas
universitárias federais brasileiras que possuem um site para seu sistema de bibliotecas através
de navegação e verificação pelo pesquisador. Os dados foram transcritos formulário para
identificação das instituições que se encontravam nessa situação. O formulário para a
avaliação das heurísticas baseado nas pesquisas de Nielsen (1993), nos estudos de usabilidade
de Dias (2006) e Torrezan (2009). Este foi aplicado na segunda fase da pesquisa para avaliar a
usabilidade dos sites dos sistemas baseado nas dez (10) heurísticas de usabilidade de Nielsen.
Esse instrumento de coleta para a avaliação heurística foi construído à luz da literatura que

3881

�trata do tema de usabilidade, baseado em Dias (2006), Torrezan (2009) e Nielsen (1993);
(2007)436. O recurso de Breadcrumbs (“migalhas de pão”) foi inserido na lista do formulário,
por ser considerado por Torrezan (2009, p.39) como um item utilizado com mais freqüência
pelos usuários de sites para uma navegação mais eficiente. Sua estruturação se desenvolveu
da seguinte forma: relação das heurísticas de usabilidade, relação dos recursos a serem
verificados no site, comentários do avaliador e nível de satisfação. Em relação ao nível de
satisfação do avaliador, foi atribuída uma escala de pontuação baseado no modelo de Nielsen
(2005) apud Pereira (2011, p.60) que vai de 0 (zero) à 3. Pela característica da pesquisa de
apenas verificar e não corrigir os problemas encontrados nos sites, foco específico da escala
de pontuação em Engenharia de Sistemas, optou-se por uma pontuação mais simplificada, em
que zero (0) significa que o recurso não atende a heurística correspondente, um (1) atende à
heurística descrita e dois (2) atende parcialmente a recomendação descrita no formulário. Em
uma última fase do trabalho, foi feita a avaliação das recomendações de acessibilidade do
W3C adaptadas para o usuário surdo, conforme trabalho de Abreu (2010, p.37). A adaptação
se deu em razão da generalidade das recomendações do W3C, direcionadas para vários tipos
de usuários com dificuldades diversas. Ambas as verificações se completam, pois mesmo que
elementos de acessibilidade façam parte da interface de alguns sites pesquisados, a utilização
correta ou não desses ambientes, dependerá da facilidade no uso por quem navega.

4 Resultados Parciais/Finais
O levantamento foi realizado com 63 universidades federais brasileiras, de acordo com
o site do Ministério da Educação. Foram encontradas 51 Instituições Federais de Ensino
Superior com site que agrega todas as unidades informação de seus sistemas de bibliotecas, o
que representou um percentual de 89% do total pesquisado. Os resultados das verificações de
acessibilidades nos sistemas selecionados, foram baseados no trabalho de Abreu (2010) que
adaptou das recomendações do W3C, oito (8) recomendações de acessibilidade para usuários
surdos em sites na web a saber: Transcrição de textos para arquivos de MP3, Equivalentes
textuais para conteúdo visual, documentos adaptados para Libras-Português, Tutorial em
vídeo legendado ou "avatar" em Libras, descrição de vídeos com legendas simplificadas ou
em LIBRAS, divisão da informação em pequenos blocos com linguagem simples, opção de
informação Libras-Português transcrito ou em LIBRAS e, finalmente, se o site possui algum
aplicativo tradutor em LIBRAS.

436 NIELSEN, J. ; LORANGER, H. - Usabilidade na web. Rio de Janeiro : Elsevier, 2007.

3882

�Dentre os 51 sistemas pesquisados, somente sete (7), foram selecionados pois
atenderam pelo menos a duas (2) recomendações de acessibilidade: "Equivalentes textuais
para conteúdo visual" e "Divisão da Informação em Pequenos blocos de linguagem simples".
Do restante dos sistemas da pesquisa, vinte e cinco (25), atenderam

a somente uma

recomendação. Enquanto que, os outros dezenove (19), não contemplaram nenhuma
recomendação em suas interfaces. Foram descartadas para a avaliação de usabilidade,
realizado posteriormente, dois sistemas de bibliotecas, um da Região Sul e outro da Região
Sudeste, por apresentarem poucos links e/ou comandos, bem como a necessidade de login e
senha para acesso a determinadas áreas, o que inviabilizou a navegação naquele momento. A
avaliação heurística de usabilidade, foi realizada através de formulário estruturado com as dez
(10) recomendações segundo Nielsen (1993) para a construção e utilização de sites:
Visibilidade do estado atual do sistema, Compatibilidade do sistema com o mundo real,
Controle e liberdade do usuário, Consistências e padrões, Prevenção de erros,
Reconhecimento ao invés de memorização, Flexibilidade e eficiência no uso, Projeto estético
e minimalista, Diagnostica e corrige erros e Ajuda e documentação. A interface do site do
sistema de bibliotecas da universidade federal de ciências da saúde de porto alegre (UFCSPA)
foi a que demonstrou através da avaliação de usabilidade, ser o site mais utilizável conforme
as heurísticas. Entretanto, sua interface é essencialmente escrita, o que conforme a literatura
que trata do desenvolvimento da linguagem no surdo, pode prejudicar a navegação já que
este tipo de usuário utiliza da Linguagem de Sinais para compreender o mundo.

5 Considerações Parciais/Finais
Nos dias atuais é fato que, as tecnologias nas áreas de comunicação e informação têm
provocado mudanças no desempenho das atividades das bibliotecas e conseqüentemente na
política de prestação de serviços exigindo uma nova postura do profissional da informação.
Apesar de todas as previsões sobre a extinção do livro e da própria biblioteca, este espaço tem
sobrevivido e agregado a seu rol de serviços, bases de dados, novos suportes e ambientes de
informação através da rede mundial de computadores. Não serão as tecnologias que trarão o
fim nas bibliotecas, estas mudarão seu perfil e a cada dia, ampliarão seu leque de atividades.
Contudo, apesar da maioria dos sistemas de bibliotecas pesquisados atenderem as
heurísticas de usabilidade que são de certa forma, utilizáveis para usuários ouvintes, pode-se
observar que o surdo não foi privilegiado na construção de interfaces compatíveis com suas
necessidades. Somente sete sistemas em um universo de cinqüenta e um, apresentaram duas
recomendações de acessibilidade. Porém não basta somente delegar responsabilidades à

3883

�tecnologia, o domínio e compreensão da linguagem nos ambientes virtuais é primordial para o
uso e acesso, e isso, passa pela educação, que também é um direito a ser garantido através de
ações públicas promovidas pelo Estado para a inclusão do cidadão surdo.

6 REFERÊNCIAS
ABREU, Pollyanna Miranda de. Recomendações para projetos de tics para apoio a
alfabetização com libras. Dissertação (Mestrado) em Ciência da Computação. UFMG, 2010.
Disponível em: &lt; http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/SLSS-895K2Z&gt;.
Acesso em: 26 de abr. 2014.
AGAMBEN, Giorgio. Homo sacer: o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: UFMG,
2002. 207p.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília:
Senado

Federal,

2012.

Disponível

em:

&lt;http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_05.10.1988/index.shtm&gt;.
Acesso em: 12 maio 2014.
_________. Lei n° 10.436 de 24 de abril de 2002. In: BRASIL. Presidência da República.
Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências.Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10436.htm&gt;. Acesso em: 15 abr. 2014.
_______. Decreto n. 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24
de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei
no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil.
Brasília, DF. 22 dez. 2005. Disponível em: &lt; http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/ ato20042006/2005/decreto/d5626.htm&gt;. Acesso em: 20 abr. 2014.
_________. Lei n 12.527 de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto
no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da
Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei
no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá
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              <text>Trata da temática que inclusão do surdo em ambientes virtuais e dos padrões de acessibilidade e usabilidade como essenciais para o exercício do direito à informação deste cidadão. Para tanto aborda questões  à aquisição da linguagem da leitura, do domínio da escrita, da alfabetização e do letramento para enfatizar a dificuldade encontrada por este usuário nos ambientes tanto físicos quanto virtuais. Aborda o conceito de direito à informação co-relacionando com o direito ao acesso a documentos de cunho público, bem como todo tipo de informação contida em espaços físicos ou não, e que não tenham caráter sigiloso. Aponta para os ambientes virtuais das bibliotecas federais brasileiras a fim de verificar pelas recomendações de acessibilidade e heurísticas de usabilidade, se estes ambientes informacionais proporcionam uma interação com a interface de seus sites que permitam navegabilidade deste tipo de usuário. Enfoca a questão da legislação como princípio norteador para que o surdo exerça seus direitos de acesso e uso à informação em todos os setores de cunho público. O recorte foi realizado nos sistemas de bibliotecas universitárias federais que agrupem em seu site, todas as unidades de informação das Universidades Federais pesquisadas, a fim de para mapear se este espaço atende às recomendações e padrões que permitam o acesso e navegação para inclusão do usuário surdo nos espaços acadêmicos virtuais. </text>
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