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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

TRÊS ANOS DE REDES SOCIAIS NA BIBLIOTECA DA UNESPE DE ILHA
SOLTEIRA: AVALIAÇÃO NA PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS
Raiane da Silva Santos
João Josué Barbosa
Sandra Maria Clemente de Souza

RESUMO
Este estudo objetivou avaliar a importância da implantação das redes sociais na Biblioteca da
Unesp de Ilha Solteira, a partir da percepção dos usuários. Utilizou-se, como método, a
realização de uma pesquisa através de um formulário onde foram questionados os
conhecimentos dos perfis da biblioteca nas redes sociais e levantadas a visão de importância
para a melhoria dos serviços biblioteconômicos. Resultou-se no retorno de 216 respostas,
onde a maioria dos usuários colocou-se a favor dos serviços implantados na biblioteca.
Considera-se, portanto, que a biblioteca está no caminho certo por se integrar as redes sociais,
onde estão presentes a maioria de seu público alvo, e por sempre propor inovações em prol
dos usuários.

Palavras-Chave: Biblioteca 2.0; Redes sociais; Disseminação da informação; Percepção dos
usuários.
ABSTRACT
This study aimed to evaluate the importance of the implementation of social networking in the
Library o f UNESP Single Island, from the perception of users. Was used as a method to
conduct a survey using a form where they were questioned the expertise o f library profiles in
social networks and raised the importance of vision for the improvement of library services.
Resulted in the return of 216 responses, where most users put themselves in favor of services
implemented in the library. Therefore it is considered that the library is on the right path by
integrating social networks, which are present most of his audience, and always propose
innovations for the benefit of users.

Keywords: Library 2.0; Social networks; Dissemination of information; Perception of users.

1 INTRODUÇÃO
Desde 2011, a Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (Biblioteca F.
E.) introduziu, como produtos e serviços, os perfis de redes sociais a fim de maximizar a
disseminação da informação e a interação biblioteca/usuário.

3834

�A fim de justificar esta necessidade, Santos, Souza e Barbosa (2012, p. 2) afirmam
que:
O público usuário da biblioteca é composto, em sua maioria, por alunos de
graduação e pós-graduação, cujas gerações predominantes compreendem as
chamadas Y e Z. Tais gerações apresentam perfis que denotam o alto uso de
recursos eletrônicos como principal meio de acesso às informações. Deste
modo, cabe aos profissionais da informação à adaptação a esse novo contexto,
valendo-se das vantagens advindas do surgimento das ferramentas 2.0, tais
como blog, facebook, twitter, orkut, flicker, youtube, e issuu, que possuem
características interativas e participativas, além de possibilitar a
disponibilização de informações em formato dinâmico, acelerado e eficaz,
permitindo a participação dos usuários na construção do conhecimento.
Nesta perspectiva, o projeto foi instituído e está em atividade até os dias atuais. No
entanto, surgiu alguns questionamento referente à opinião dos usuários durante os 3 (três)
anos de aplicação destas ferramentas na biblioteca:
a) os usuários consideram importante a biblioteca possuir estes perfis nas redes
sociais? Por quê?
b) os usuários conhecem os perfis da biblioteca nas redes sociais? Como
conheceram?
A fim de responder estas e outras indagações, este trabalho realizou uma pesquisa de
opinião através de um levantamento de dados com usuários da Biblioteca F. E.
Assim, este estudo será apresentado em 6 capítulos, iniciando-se por esta introdução,
passando para o capítulo 2 em que trará um breve histórico dos 3 (três) anos de redes sociais
da biblioteca. Posteriormente, apresenta-se o capítulo 3 com os materiais e métodos utilizados
para a pesquisa. Depois, expõe-se os resultados parciais e finais no capítulo 4. Já, no capítulo
5, coloca-se as considerações parciais e finais e finaliza-se, no capítulo 6, com as referências
utilizadas para a elaboração deste trabalho.

2 AS REDES SOCIAIS NA BIBLIOTECA F. E.: um breve histórico dos 3 anos de
implantação
Desde 2011 a Biblioteca F. E. tem trabalhado em ambiente 2.0 através da implantação
dos perfis de redes sociais da biblioteca. Esta implantação se deu por meio da elaboração de
um projeto que teve início por um levantamento com os usuários a fim de identificar quais
redes sociais eram mais utilizadas pelo público alvo.
Santos, Souza e Barbosa (2012) afirmam que o levantamento contou com uma amostra
de 146 usuários, resultando na criação do perfil da biblioteca no facebook, orkut e twitter.
Posteriormente, com a decadência do orkut nestes últimos anos, desativou-se o perfil da

3835

�Biblioteca F. E. nesta rede, mantendo-se somente as outras duas. Atualmente, o facebook é a
rede social mais utilizada pelos os usuários para se contatarem com a biblioteca.
A Biblioteca F. E., a partir do surgimento de outras necessidades - armazenamento e
compartilhamentos de suas produções de fotos, vídeos e arquivos em pdf - criou-se outras
três redes sociais: flickr, youtube e issuu. Contudo, ainda considerou-se necessário a
elaboração de um Blog para a biblioteca, a fim de que este se tornasse o principal meio de
disseminação da informação devido às suas características que permitiam as postagens de
informações com a possibilidade de compartilhamento em todas as redes sociais. Ademais, as
fotos, vídeos e arquivos em pdf armazenados nas redes flickr, youtube e issuu,
respectivamente, poderiam ser incorporados em um só ambiente.
A função do blog na Biblioteca F. E. é apresentada por Santos, Souza e Barbosa
(2013, p. 5):
[...] disponibilizar informações relevantes à seus usuários, em todos os seus
aspectos. Tais informações postadas são compartilhadas nas duas redes de
relacionamento que a biblioteca está inserida: facebook e twitter. Os vídeos
que estão no youtube, bem como as fotos do flickr e os arquivos do issuu estão
armazenados no blog para ser facilmente visualizados pelos leitores, e também
compartilhados nas redes de relacionamento.
A figura 1 é capaz de ilustra o fluxo informacional da Biblioteca F. E., com todas as
suas redes sociais, em ambiente 2.0.

Figura 1 - Fluxo informacional da Biblioteca F. E. em ambiente 2.0

Fonte: Santos, Souza e Barbosa (2013, p. 6)
Desta forma, observa-se que o youtube, flickr e issuu atuam somente como
armazenadores de arquivos para serem inseridos no blog e não com a função de redes de
relacionamentos. Estes arquivos são levados aos usuários através do próprio blog, onde os

3836

�leitores interagem por meio de seus comentários, como também através das redes de
relacionamento - facebook e twitter - propiciando a interação de maneira informal. (SANTOS,
SOUZA, BARBOSA, 2013)
Desde o início do projeto, as ferramentas de redes sociais sempre estiveram se
inovando, implementando informações ou novos serviços. A estatística de visualização ou de
utilização do serviço de referência virtual sempre esteve em uma constante crescente. Para
melhor ilustrar esta afirmativa, considera-se importante apresentar as figura 2, onde
demonstra os números de visualizações do Blog desde seu início.

Figura 2 - Estatística de visualização do Blog

Fonte: Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação (2014)

Com a imagem acima, é possível verificar que o Blog da Biblioteca F. E. recebeu, até
este mês (maio de 2014), 73. 642 visitas. Este número equivale há uma média de 2.231 visitas
mensais, já que teve início em agosto de 2011. Todavia, são necessários novos estudos que
apresentam o número de visitas ideal para a página da Biblioteca F. E. O que se tem de
concreto é o retorno positivo por meio dos usuários, o que já se faz acreditar que desde a
implantação do projeto, obteve-se um bom resultado.

3837

�3 MATERIAIS E MÉTODOS
Neste capítulo serão apresentados os materiais utilizados e os procedimentos adotados
para o desenvolvimento deste estudo.

3.1 Caracterização e instrumento de coleta de dados
Este trabalho caracteriza-se como pesquisa descritiva que, segundo Cervo, Bervian e
Silva (2007, p. 61), “ [...] observa, registra, analisa e correlaciona os fatos ou fenômenos
(variáveis) sem manipulá-los. Procura descobrir com maior precisão possível, a frequência
com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e
característica” .
Quanto a sua forma, caracteriza-se como pesquisa de opinião, pois “ [...] procura saber
atitudes, pontos de vista e preferências das pessoas a respeito de algum assunto, com o
objetivo de tomar decisões” . (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007, p. 62)
O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário, elaborado através
da ferramenta online Google Docs e enviado por e-mail a todos os discentes, docentes e
servidores técnico-administrativos, como também disponibilizado no blog, facebook e twitter.
Ademais, impresso e fornecido na biblioteca, com o intuito de atingir o maior número de
usuários.
Como vantagens, este instrumento apresenta a facilidade de tabulação e a análise dos
dados como um todo, e a não exigência da participação ativa do pesquisador, o que ajuda a
reduzir a influencia deste sobre os resultados. (MASCARENHAS, 2012)
Contudo, é oportuno afixar as considerações de Diehl e Tatim (2006) que alertam que
boa parte dos questionários nunca é devolvida para o pesquisador (cerca de 70%). Outra
desvantagem apontada por eles é a incerteza de quem realmente respondeu as questões.

3.2 Elaboração das perguntas
A pré-elaboração do questionário buscou definir os tópicos a serem investigados,
enunciando 4 (quatro) deles: a) identificação do usuário (excluídas as pessoais); b) utilização
de redes sociais; c) percepção sobre a importância dos perfis da biblioteca nas redes sociais; e
d) identificação das fontes de tráfegos para as ferramentas 2.0 da biblioteca.
Partindo desta premissa, o questionário foi elaborado contendo 10 questões mistas
(abertas e fechadas), com perguntas claras e objetivas, evitando-se frases ambíguas para
facilitar a compreensão. O layout foi desenvolvido com aparência simples e espaço suficiente
para o preenchimento das questões abertas.

3838

�Outro ponto executado anteriormente a aplicação da pesquisa foi a realização de um
estudo piloto a fim de identificar possíveis falhas de ortografia e/ou linguagem. Para tanto, foi
enviado o questionário aos 13 (treze) colaboradores técnico-administrativos lotados na
biblioteca, cuja função foi a realização de uma análise crítica no instrumento.

Os

procedimentos adotados nos parágrafos supracitados foram embasados no estudo de
Mascarenhas (2012, p. 72, grifo do autor), onde orienta:

O primeiro passo é dividir uma lista em tópicos. [...] é essencial que os tópicos
listados estejam de acordo com os objetivos gerais e específicos [...]. A partir
daí, podemos criar duas ou três perguntas para cada tópico. [...] dependo do
objetivo de sua pesquisa, é natural que esses números variem um pouco. O
layout do questionário é outro ponto fundamental. É importante deixar espaço
suficiente para as respostas e distribuir bem as perguntas pela página,
facilitando ao máximo a leitura. Antes de você chamar os participantes que
você quer pesquisa de verdade, faça um estudo piloto para verificar se algum
errinho passou despercebido.

Ainda, considera-se importante ressaltar as vantagens e desvantagens da utilização de
perguntas abertas e fechadas em um questionário. A primeira permite que o participante fique
livre para responder o que quiser. No entanto, o desafio está na análise dos dados. Já, a
segunda, facilita a compilação dos dados, contudo, apresenta um número limitado de escolha
das respostas. (MASCARENHAS, 2007)
O autor ainda relembra que “as perguntas fechadas são divididas em quatros subtipos
principais: dicotômicas; múltipla escolha; ordinais; e intervalares” . (MASCARENHAS, 2007,
p. 73). Nesta pesquisa, foram utilizados nas perguntas fechadas os tipos dicotômicos e de
múltipla escolha, que são, respectivamente, quando o pesquisado só tem duas opções (sim ou
não) e quando oferece uma lista com mais de duas opções. Abaixo, na figura 3, segue a
imagem do questionário aplicado aos usuários.

3839

�Figura 3 - Questionário aplicado
Pesquisa sobre as Redes Sociais utilizadas pelos
usuários da Biblioteca F.E.
‘ O b r ig a tó r io
Q u a l o a n o d o s e u n a s c im e n to ? '

V o c ê é: •

G

A lu n o d e G ra d u a ç ã o
A lu n o d e P ó s -g ra o u a ç à c

G

D o c e n te
F u n c io n á r io

V o c ê u tiliz a R e d e s S o c ia is ? •

G S im
O

N ão

Q u a is ?
M a rq u e q u a n ta s a lte rn a tiv a s fo re m n e o e ssá ria s
Faœ boor
Q

T w itte r

□

Oricut

□

Y o u tu b e

O B log
G o o g le -*
M yS pace

Lintedin
S

A s * fm

0

O u tro

C o m q u a l fr e q u ê n c ia ?
O

D ia r ia m e n te - d e 1 a 2 hora s

O

D ia r ia m e n te - d e 2 a * h o ra s

O

D ia r ia m e n te - d e * a t hora s
D ia r ia m e n te • a c im a d e € h o ra s

G S e m a n a lm e n te • a té 5 hora s
O

S o m e n te n o s fin a is d e s e m a n a

G

O u tro |

|

V o c ê a c h a im p o rta n te q u e a B ib lio te c a F. E. e s te ja in s e r id a n a s R e d e s S o c ia is ?

Q S im
O M io

P or quê?

_______________________________________ á
V o c ê c o n h e c e o s p e rfis d a B ib lio te c a F E n a s R e d e s S o c ia is ? *
O S im
O Mão
Q u a is ?
□

B lo g

F sceboos
□ T w itter
L . Y o u tu b e
F lic *r
L . Issuu

Com o os conheceu? *
O O rie n ta d o p o r fu n c io n á rio s n a B ib lio te c a F.E
A tra v é s d a p a g in a da B ib lio te c a n o s ite da FE IS
In d ic a ç ã o d e a m ig o s
O P esq u isa - o G o o g le

C o m p a rtilh a m e n to d e a m ig o s n o F ace b o o k
Q M ão m e le m b re
O M ão c o n h e ç o os p e rfis d a B ib lio te c a F. E. na s R edes S o c ia is
G O u tro : |

|

E n v iar |
N u n e s e n v ie s e n h a s e m F o rm u lá rio s G o o g le

Fonte: Elaboração do autor.

3840

�3.3 Análise e interpretação dos dados
A análise e interpretação dos dados teve início após o recebimento dos questionários
respondidos, os quais ficaram disponíveis aos usuários pelo período de duas semanas.
Todavia, este trabalho não é tão simples, exigindo do pesquisador um planejamento a fim de
conseguir uma maneira eficiente de trabalhar com todas as informações obtidas. Assim sendo,
a análise e interpretação foram organizadas baseando-se nos estudos de Mascarenhas (2007)
em que divide esta etapa em quatro fases: a) seleção; b) classificação; c) codificação; e d)
representação.
As orientações para estas fases são apresentadas pelo autor, como:
Seleção - o objetivo é verificar os dados com cuidado para detectar se há erros
ou informações confusas ou incompletas.
Classificação - os dados são divididos em categorias de acordo com um
critério. Dados qualitativos são classificados com base na ausência ou
presença de determinada qualidade. [...] já a classificação dos dados
quantitativos leva em consideração valores numéricos [...]. Nenhum dado
pode ficar de fora das categorias. Além disso, as categorias devem ser
definidas de tal forma que cada dado só pertença a uma delas.
Codificação - quando usamos o método quantitativo, devemos usar símbolos
(letras ou números) para representar cada categoria que usamos. Mais adiante,
isso facilita o tratamento dos dados. E se o método for qualitativo? Nesse
caso, devemos dar um nome para cada categoria. A escolha do nome deve
refletir o tipo de dado que agrupamos na categoria em questão.
Representação - a representação ajuda a enxergar com clareza como os dados
se relacionam com nossa pergunta de pesquisa. Dados quantitativos são mais
fáceis de visualizar em gráficos ou tabelas. Já, os dados qualitativos podem ser
representados nas formas de textos, itens ou quadros comparativos [...].
(MASCARENHAS, 2007, p. 83-84, grifo do autor).
Deste modo, na fase de seleção, foram analisadas todas as respostas com a finalidade
de identificar e corrigir, se necessário, possíveis erros em informações, como também, buscar
o entendimento para as informações confusas.
Na fase de classificação, foram criadas as categorias dos dados qualitativos,
dividindoas em: a) idade (pergunta 1); e b) importância das redes sociais (pergunta 7). Para os
dados quantitativos, os critérios foram classificados em: a) categoria de usuário (pergunta 2);
b) utilização das redes sociais (perguntas 3, 4 e 5); c) consideração de importância das redes
sociais para a biblioteca (pergunta 6); e d) conhecimentos dos perfis da biblioteca nas redes
sociais (perguntas 8, 9 e 10).
A codificação dos dados qualitativos utilizou-se dos nomes das categorias citadas
acima. Já, para os dados quantitativos, foram definidas as letras A, B, C e D, respectivamente,

3841

�para cada categoria.
Na representação, optou-se por utilizar textos para os dados qualitativos e gráficos
para os quantitativos, por considerar que estes tornarão a análise mais clara e objetiva.
No próximo capítulo, a partir da visualização dos dados utilizando os métodos
sobreditos, facilitará o entendimento do leitor para o formato adotado nesta pesquisa.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Os usuários da Biblioteca são compreendido por cerca de 2.320 alunos de graduação,
866 pós-graduandos, 233 docentes e 367 servidores. Durante as duas semanas de aplicação da
pesquisa, obteve-se como retorno 216 questionários respondidos (165 online e 51 impressos).
Este número representa 5,7% do universo da pesquisa.

4.1 Dados quantitativos
Para a apresentação dos resultados quanto aos dados quantitativos, conforme explanado no
capítulo anterior, utilizou-se da classificação em categorias e da codificação alfabética,
ficando da seguinte forma:
a) a categoria A representa a classe de perguntas “categoria de usuários”;
b) a categoria B representa a classe de perguntas “utilização das redes sociais”;
c) a categoria C representa a classe de perguntas “consideração de importância das
redes sociais para a biblioteca”;
d) a categoria D representa a classe das perguntas “conhecimentos dos perfis da
biblioteca nas redes sociais” .
Deste modo, o gráfico 1 apresenta as respostas da categoria A.

Gráfico 1: Categoria A: categoria dos usuários

3842

�Com o gráfico acima foi possível verificar que a categoria que mais respondeu ao
questionário foi a de alunos de graduação. No entanto, foi explanado anteriormente que esta é
a maior categoria.
A categoria B representa a utilização das redes sociais pelos usuários. Para tanto,
segue o gráfico 2, 3 e 4 para estas apresentações.

Gráfico 2: Categoria B: utilização ou não das redes sociais

Fonte: Elaboração do autor.

Gráfico 3: Categoria B: redes sociais utilizadas

Fonte: Elaboração do autor.

3843

�Gráfico 4: Categoria B: frequência de utilização de redes sociais

Fonte: Elaboração do autor.
Com os gráficos acima, ficou nítida a grande utilização das redes sociais pelos
usuários da biblioteca, tendo como as redes mais utilizadas o facebook e o youtube. A
frequência com que estes usuários estão conectados é de 1 a 2 horas diariamente, seguido de 2
a 4 horas, todos os dias.
Para ilustrar a percepção de importância da Biblioteca F. E. por estar presente nas
redes sociais, segue o gráfico 5, apresentando os dados:

Gráfico 5: Categoria C: importância da Biblioteca nas redes sociais

Fonte: Elaboração do autor.
Acima, foi possível verificar que a grande maioria dos usuários considera importante a
Biblioteca F. E. presente nas redes sociais.
A fim de identificar o conhecimento dos usuários sobre os perfis da biblioteca nestas
redes, apresenta-se os gráficos 6, 7 e 8.

3844

�Gráfico 6: Categoria D: conhecimento ou não dos perfis da Biblioteca F. E.

Fonte: Elaboração do autor.

Gráfico 7: Categoria D: perfis conhecidos

■ Blog
■ Faoebook
■ Twitter
■ Yúulubc
■ Flitkr
■ IttUII

Fonte: Elaboração do autor.

Gráfico 8: Categoria D: forma de conhecimento dos perfis da biblioteca

Fonte: Elaboração do autor.

3845

�Com os gráficos acima, pode-se verificar que a maioria dos participantes não conhece
os perfis da biblioteca nas redes sociais. No entanto, as redes conhecidas são somente o blog e
o facebook. Ainda, dos usuários que conhecem os perfis da biblioteca, estes informaram que a
página da biblioteca foi o principal meio de divulgação destes perfis, seguido de orientações
dos funcionários, compartilhamento nas redes sociais e indicação de amigos.

4.2 Dados qualitativos
Para a apresentação dos resultados quanto aos dados qualitativos, utilizou-se da
classificação e da codificação em duas categorias: idade e importância das redes sociais.
Para tanto, os dados serão representados em forma de texto, conforme explicado no
capítulo anterior.

1 ) Idade
A idade dos participantes da pesquisa ficou entre 18 e 50 anos, compreendendo, portanto, dos
alunos de graduação aos docentes.

2) Importância das redes sociais
Dos participantes que consideraram importante que a Biblioteca F. E. tenha os perfis nas
redes sociais, os motivos foram:
a) canal de comunicação que atinge todos os alunos;
b) maior número de pessoas que recebem as informações;
c) meio de interação capaz de receber críticas, elogios e sugestões;
d) meio rápido de comunicação;
e) melhora a aproximação com os usuários;
f) facilita a divulgação de informações;
g) facilita o fluxo de informação entre os alunos;
h) ser o meio de comunicação mais utilizado pelos jovens;
i) melhor visibilidade.

Dos participantes que não consideraram importantes, os motivos foram:
a) sem identificação de vantagens;
b) comunicação através de e-mail já é suficiente;
c) nem todos usam redes sociais;
d) não faz diferença.

3846

�Após estas apresentações, o próximo capítulo explana as considerações a partir destes
resultados.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
A primeira consideração que é possível se fazer é que apenas uma pequena porção do
público alvo da biblioteca não utiliza redes sociais. Só por este motivo, já acredita-se
importante que a Biblioteca F. E. esteja presente neste ambiente.
Logo, esta afirmativa foi confirmada também na percepção dos usuários, ficando
apenas uma pequena minoria que não concorda com isso.
Neste momento, é importante trazer os números onde demonstram que a maioria dos
usuários participantes (114) não conhecem os perfis da biblioteca nas redes sociais. Desta
forma, é correto afirmar (e é visível nos dados recebidos) que os usuários que não consideram
importante a presença da biblioteca nas redes também não tem conhecimento destes perfis.
Ainda assim, muitos, mesmo sem conhecer os perfis, acreditam que é importante por
já possuírem a percepção da facilidade e rapidez de comunicação e a possibilidade de atingir
um grande número de leitores.
Outro aspecto é quanto às redes sociais mais conhecidas. Os usuários que conhecem os
perfis da Biblioteca F. E. apontaram somente o facebook e o blog. Como foi explicitado no
capítulo 2, que as outras redes sociais (flickr, youtube e issuu) serviam apenas como
armazenadores de conteúdos para serem postados no blog e compartilhados no facebook e
twitter, o objetivo era que apenas estas três fossem conhecidas.
Deste modo, acredita-se que há a necessidade de um novo estudo a fim de identificar a
necessidade de manutenção do twitter como ferramenta da biblioteca, pois, como pode ser
visto no gráfico 7, esta rede também não é muito utilizada pelos publico alvo.
Ainda, ao verificar as fontes de tráfego para as redes sociais, foi perceptível que a
página da biblioteca no site da universidade tem fundamental importância para a divulgação
das redes sociais da biblioteca. Neste cenário, foi identificado também que o trabalho de
informação prestado pelos funcionários também teve grande valia para que os 102
participantes conhecessem anteriormente os perfis da biblioteca.
Todavia, acredita-se que seja necessário um trabalho mais eficiente de divulgação, já
que a maioria dos participantes ainda não conhecem as redes sociais da biblioteca, que está
em funcionamento há três anos.
Finalmente, acredita-se que os profissionais da informação tem o dever de se adequar
às necessidades dos usuários com o intuito de atender as demandas e se justificar como uma

3847

�unidade de informação. Desta forma, considera-se que a Biblioteca F. E. está no caminho
certo devido aos servidos de inovação implantados em prol dos usuários.

6 REFERÊNCIAS
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Pearson, 2007.
DIEHL, A. A.; TATIM, D. C. Pesquisa em ciências sociais aplicadas: métodos e técnicas. São
Paulo: Pearson, 2006.
MASCARENHAS, S. A. (Org.) Metodologia científica. São Paulo: Pearson, 2012.
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&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/viewFile/10236/pdf_9&gt;.

Acesso em: 18 abr. 2014.
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3848

�</text>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Três anos de redes sociais na Biblioteca da UNESPE de Ilha Solteira: avaliação na percepção dos usuários</text>
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              <text>Santos, Raiane da Silva, Barbosa, João Josué, Souza, Sandra Maria Clemente de</text>
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              <text>Este estudo objetivou avaliar a importância da implantação das redes sociais na Biblioteca da Unesp de Ilha Solteira, a partir da percepção dos usuários. Utilizou-se, como método, a realização de uma pesquisa através de um formulário onde foram questionados os conhecimentos dos perfis da biblioteca nas redes sociais e levantadas a visão de importância para a melhoria dos serviços biblioteconômicos. Resultou-se no retorno de 216 respostas, onde a maioria dos usuários colocou-se a favor dos serviços implantados na biblioteca. Considera-se, portanto, que a biblioteca está no caminho certo por se integrar as redes sociais, onde estão presentes a maioria de seu público alvo, e por sempre propor inovações em prol dos usuários. </text>
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