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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

PANORAMA DOS PROGRAMAS DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS DAS
BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Daniele da Fonseca
Alberto Calil Junior

RESUMO
Traça um panorama quali-quantitativo das ações de capacitação de usuários realizadas pelas
bibliotecas que compõe o Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ - SIBI. A população
analisada foi composta por 24 bibliotecas, o equivalente a 56% do total da rede. A pesquisa
empírica foi realizada através da aplicação de questionários on-line, encaminhados aos
bibliotecários responsáveis por cada uma das bibliotecas. Os resultados demonstraram que são
executadas atividades voltadas para a educação de usuários, porém os programas existentes
não estão padronizados e não possuem as fases de planejamento, execução e avaliação bem
delineadas, conforme exposto na literatura.
Palavras-Chave: Biblioteca universitária. Educação de usuários. Programa de educação de
usuários.
ABSTRACT
The current research shows a quantitative and qualitative overview of the users training
activities executed by the libraries that takes part of the Sistema de Bibliotecas e Informação
da UFRJ - SIBI. The study sample consisted of 24 libraries, the equivalent of 56% of the total
network. The empirical research was carried out as an on-line form applied to the librarians
responsible for each library. The results demonstrates that activities are executed in order to
educate the users, although the existing programs are not standardized and do not presents an
outlined planning, implementation and evaluation phases, as stated in the literature.
Keywords: University library. User education. User education program.

1 INTRODUÇÃO
As práticas voltadas para promover a aproximação entre os serviços e recursos
informacionais de uma unidade de informação e seus usuários já se constituem elementos
importantes, tanto da reflexão quanto das atividades dos bibliotecários. Dentre esses, a
educação de usuários, que é entendida em linhas gerais, como o processo que visa promover
nos usuários de bibliotecas, o desenvolvimento de habilidades voltadas para a otimização dos
recursos informacionais, já é parte do cotidiano das bibliotecas universitárias brasileiras.

3411

�Ao longo dos anos, tais ações vêm ganhando importância no quadro geral dos serviços
oferecidos pelas bibliotecas universitárias. Particularmente, porque tais ações estão entre as
que permitem às bibliotecas oferecer aos usuários a oportunidade de desenvolver a
competência em informação. Nesta perspectiva, compreendemos que o cenário das bibliotecas
universitárias, por sua dinâmica e perfil, se apresenta como um espaço adequado para o
desenvolvimento de tais competências, cada vez mais imprescindíveis na sociedade atual.
A motivação pela escolha deste tema surgiu a partir da experiência profissional nos
últimos anos, capacitando o corpo discente na busca por insumos informacionais para o
desenvolvimento de suas pesquisas, bem como de projeto de pesquisa atualmente
desenvolvido no âmbito do Mestrado Profissional em Biblioteconomia da UNIRIO.
O objetivo geral da pesquisa, é traçar um panorama quali-quantitativo das ações de
capacitação de usuários oferecidas pelas bibliotecas que integram o Sistema de Bibliotecas e
Informação da UFRJ - SIBI, para que possamos futuramente traçar um perfil e desenvolver
uma proposta de melhoria para os programas de capacitação já existentes.

2 REVISÃO DE LITERATURA
O termo educação de usuários é definido por Cunha e Calvacanti (2008, p. 142) como
sendo "os programas que ajudam a alcançar a destreza na utilização do potencial
informacional existente no acervo."
Belluzzo (1989) conceitua os programas de educação de usuários como o conjunto de
ações planejadas e desenvolvidas continuamente de acordo com as características e
necessidades do usuário para que a biblioteca facilite a interiorização de comportamentos
adequados ao uso eficiente de seus recursos informacionais.
A mesma autora afirma que a formação de usuários pode ser trabalhada através de
quatro diferentes tipos de ações: educação de usuários, treinamento de usuários, instruções
aos usuários e orientações aos usuários. Podemos verificar a descrição de cada uma destas
ações o no quadro abaixo:

3412

�Quadro 1 - Ações para a educação de usuários
Educação de usuários

Desenvolvimento das habilidades informacionais de cada
indivíduo, além do conhecimento relativo a conduta no uso da
biblioteca.

Treinamento de usuários

Desenvolvimento de competência para a utilização de determinado
produto informational (Ex: uso de bases de dados e Portal Capes)

Instruções aos usuários

Apresentação dos recursos informacionais da Biblioteca, para que
estes possam ser utilizados da melhor forma pelos usuários.

Orientações aos usuários

Apresentação do modo como a biblioteca funciona. Nesse
momento são oferecidas informações pontuais, como horário de
funcionamento, acesso as redes wifi, etc (Ex. visita guiada)

Fonte: Belluzzo, 1989

Segundo Dias e Pires (2004) os programas de educação de usuários podem ser
divididos em dois grupos: os formais e os informais.
Para as autoras, os programas informais têm como objetivo a divulgação dos serviços
e produtos da Biblioteca. Enquadram-se nesse perfil as visitas guiadas e as palestras. Nesse
momento ocorre o primeiro contato entre usuários e funcionários.
Já os programas formais de educação de usuário são considerados por Dias e Pires
(2004) como um processo contínuo, que tem como principal objetivo a interação entre o
usuário e a biblioteca e a busca pelo uso eficaz das fontes de informação disponibilizadas.
Dentro dos programas formais de educação de usuários, se enquadram as orientações para
normalização de trabalhos acadêmicos.
Lau (2007) afirma que um bom programa de habilidades informacionais para usuários
inclui um amplo leque de opções regulares e complementares para apoiar a aprendizagem, as
quais incluem:
a) oferecer sessões de capacitação, quando solicitadas pelo pessoal docente;
b) preparar e distribuir material impresso para cada atividade;
c) realizar as sessões nas aulas ou em outros cenários que possam estar também
adequados como a biblioteca;
d) identificar os docentes que oferecem oportunidades de habilidades informacionais
à biblioteca;
e) reservar datas para realização das atividades com os usuários.

3413

�As autoras, Dias e Pires (2004), ainda apontam três fases como diretrizes para a
elaboração de um programa de educação de usuários: o planejamento, a execução e a
avaliação.
No momento do planejamento, cada ação deve ser elaborada através de etapas lógicas
como: conhecer o ambiente institucional, os meios disponíveis para a execução das atividades
e o público alvo; definir os objetivos; determinar conteúdo; selecionar os procedimentos
(palestras, exercícios a serem oferecidos) e recursos de ensino (material audiovisual, folhetos,
computadores); elaboração de um plano de ensino (definição de carga horária, seleção do
instrutor, data/ período, etc).
Na fase de execução é realizada a divulgação do programa e providenciado o material
a ser utilizado, como slides, os folhetos ou apostilhas explicativas e aplicação das práticas.
A etapa de avaliação tem como objetivo verificar como o programa muda o
conhecimento e aptidões dos participantes. Também é nesse momento que se deve verificar a
eficácia das atividades determinando se ela deve ou não ser redefinida e aperfeiçoada.
Considerando como missão da biblioteca universitária a promoção do acesso e uso das
fontes de informação, e tendo o objetivo de subsidiar a construção do conhecimento, esta
passa a exercer uma função de mediadora da informação, disponibilizando além de
serviços/produtos à comunidade acadêmica, um arcabouço teórico e informações estratégicas
para o desenvolvimento das pesquisas científicas e tecnológicas, assumindo o papel de um
espaço de práticas de aprendizagem. (NOVELLI, 2012)
Dessa forma podemos considerar a educação de usuário como uma das funções de
destaque da biblioteca universitária, sendo esta considerada como um lugar apropriado para
que esses pesquisadores em formação desenvolvam suas habilidades informacionais.
Segundo Pasquarelli (1993 apud HATSCHBACH, 2002, p. 13):
"A Universidade tem como responsabilidade estimular a curiosidade
intelectual do estudante estimulando a verificação das constantes expansões
no seu campo de estudo. Este ponto é fundamental para evitar que um
egresso da universidade caia em processo de desatualização, devido à
incapacidade de trabalho intelectual sem a presença de um professor e pelo
desconhecimento de como e onde colher informações, analisá-las e utilizálas".

Uma vez que a informação se tornou o principal insumo para a geração de
conhecimento, o uso independente e crítico dos recursos informacionais surge como um
diferencial.

3414

�Para Campello (2009), com a crescente demanda de utilização de fontes de
informação, o usuário tem a oportunidade de praticar suas habilidades informacionais,
tornando-se um pesquisador cada vez mais competente e eficaz, auxiliado por professores e
bibliotecários, que podem contribuir, cada um, em pontos específicos do processo.
Nesse cenário, de emergência das tecnologias da informação e da comunicação e de
conformação da chamada sociedade da informação, surge o termo competência em
informação, que segundo Dudziak (2003, p. 28), pode ser definido com “um processo
contínuo de internalização dos fundamentos de conceito, atitudes e de habilidades necessárias
à compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica, de
modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida".
Ainda de acordo com segundo Dudziak (2001), uma das definições mais disseminadas
para o termo competência em informação é a elaborada pela ALA - American Library
Association (1989, p. 1) segundo a qual:
“Para ser competente em informação, uma pessoa deve ser capaz de
reconhecer quando a informação é necessária e ter a habilidade para
localizar, avaliar e usar efetivamente a informação [...] Pessoas competentes
informacionais são aquelas que aprenderam a aprender”. (AMERICAN
LIBRARY ASSOCIATION, 1989, p. 1)

Nesse contexto, ressalta-se que o processo de capacitação deve tornar os usuários
agentes ativos e independentes, para que vislumbrem em seus conhecimentos adquiridos e
suas competências a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento de soluções que
possam ser úteis à sociedade.
Desta forma, a presente pesquisa busca delinear o panorama das atividades de
capacitação de usuários desenvolvidas pelas Bibliotecas da UFRJ, baseando-se nos conceitos
apresentados na literatura estudada.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
A pesquisa empírica foi realizada tendo como universo as bibliotecas que fazem parte
do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ - SIBI.
O estudo foi estruturado em duas etapas: o embasamento teórico, através da revisão de
literatura e o estudo exploratório junto as 43 bibliotecas do Sistema. 387
387 O Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ possui 46 Unidades de Informação, incluindo 43
Bibliotecas, 1Central de Memória Acadêmica, 1 Seção de Memória e Arquivo do Museu Nacional e 1 Centro de
Memória de Documentação de línguas indígenas. Para efeito dessa pesquisa consideraremos apenas as
Bibliotecas.

3415

�Como instrumento de pesquisa, foi adotado um questionário on-line, com dez
perguntas abertas sobre as atividades desenvolvidas para usuários dentro das Bibliotecas.
O questionário era composto das seguintes questões:
1) Nome da biblioteca;
2) Centro a qual pertence;
3) N° de usuários cadastrados na Biblioteca;
4) A Biblioteca oferece algum tipo de atividade relacionada com a educação de
usuários?
5) Como são oferecidas estas atividades?
6) Qual o conteúdo dessas atividades?
7) Qual a periodicidade das atividades?
8) Que categoria de usuários são beneficiados por estas atividades?
9) Existe algum plano/planejamento pré-estabelecido pela biblioteca para a realização
dessas atividades?
10) É realizado algum tipo de avaliação após a atividade? Como ocorre esta avaliação?
Esse instrumento foi encaminhado aos bibliotecários responsáveis por cada Biblioteca.
Sendo que dos 43 questionários enviados, obteve-se um retorno de 24 respostas, ou seja, 56%
do total de bibliotecas da UFRJ, em um prazo de 20 dias.
A avaliação dos questionários se deu através de uma análise quali-quantitativa das
respostas, visando traçar um panorama das ações que envolvem a educação de usuários dentro
das bibliotecas da UFRJ.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
A seguir, apresentaremos o resultado das respostas aos questionários.
Das 24 bibliotecas que responderam a pesquisa, 21 promovem algum tipo de atividade
relacionada a educação de usuários. Esse total equivalente a 88% do universo das respostas,
como podemos observar no gráfico abaixo:

Gráfico 1 - Bibliotecas que realizam atividades

Sim

Fonte: Os Autores (2014)

3416

�Dentre as atividades oferecidas pelas bibliotecas identificou-se sete diferentes tipos
que se enquadram nas ações especificadas na literatura por Belluzzo (1989). São elas:

Quadro 2 - Atividades oferecidas
Atividade

Descriçã o das atividades

Treinamento

Apresentação do Portal Capes, bases de dados, bases de
livros eletrônicos assinadas pela Universidade e
orientações sobre serviços, produtos oferecidos e uso da
biblioteca

20

Visita Guiada

Visita as instalações físicas, apresentação das políticas
de uso e setores da biblioteca e informações sobre o
acervo e localização espacial dos documentos.

5

Aula ministrada Construção de pesquisa bibliográfica, apresentação do
dentro
de uso de operadores booleanos; apresentação do Portal
disciplina
Capes e principais bases de dados; acompanhamento na
elaboração dos protocolos de busca para publicação e
revisões sistemáticas.

1

Curso

Apresentação das principais fontes de informação;
tipologias de bases de dados; gerenciadores de
referências, discussão sobre o uso e acesso as fontes
informacionais eletrônicas.

1

Tutorial
internet

na Guia para normalização de trabalhos acadêmicos;
material didático sobre bases de dados

2

Oficina

Consolidação das informações fornecidas pelo guia de
normalização de trabalhos acadêmicos, buscas no Portal
Capes

1

Atividades
cultural

Não especificada

1

Quantitativo

Fonte: Os Autores (2014)

Ressalta-se que as referidas atividades, para o caso das bibliotecas pesquisadas, não
são excludentes, ou seja, ocorreram casos em que uma biblioteca adota mais de uma
modalidade no que se refere as atividades oferecidas para os usuários.
Já em relação ao conteúdo ministrado durante as atividades de capacitação foi
possível, a partir das respostas apresentadas, identificar seis categorias, conforme podemos
visualizar no quadro abaixo.

3417

�Quadro 3 - Conteúdo oferecido
Conteú do

Quantitativo

Acesso ao Portal Capes

11

Acesso a bases de dados ligadas as áreas afins

14

Apresentação de serviços e produtos oferecidos pelas Bibliotecas

13

Utilização de operadores boleanos

2

Apresentação das instalações da biblioteca e utilização do acervo

4

Normas para trabalhos acadêmicos

2

Fonte: Os Autores (2014)

A respeito da periodicidade das atividades oferecidas: nove bibliotecas indicam
práticas semestrais; oito realizam conforme a demanda de usuários e professores; duas
afirmam que as ações ocorrem tanto semestralmente, quanto sob demanda e outras duas
bibliotecas oferecem as atividades apenas anualmente.

Em relação ao público alvo das ações de capacitção, apenas uma biblioteca declarou
que oferece as atividades unicamente para os alunos de graduação; três afirmam que somente
os alunos de pós graduação são o seu público alvo e 16 direcionam as ações tanto para
discentes de graduação, como os de pós-graduação. Uma biblioteca ressalta que também é
oferecido um curso de capacitação em fontes de informação científica para a comunidade
acadêmica em geral, a fim de prepará-los para os processos seletivos de mestrado e
doutorado.

3418

�Figura 2 -Público Alvo

Fonte: Os Autores (2014)

Três bibliotecas mencionaram, mesmo não sendo uma questão levantada durante a
pesquisa, que disponibilizam material didático com conteúdo informativo, como por exemplo:
folders, guias de uso e tutoriais em blogs.
Em relação ao planejamento das ações de capacitação de usuários, apenas três
bibliotecas afirmaram que não realizam nenhum tipo de planejamento. As demais possuem
calendários pré-estabelecidos com as atividades a serem desenvolvidas durante o
ano/semestre; além de um roteiro a ser seguido durante as apresentações.
Quanto a avaliação realizada após as atividades com usuários, apenas cinco bibliotecas
aplicam algum tipo de verificação a respeito da qualidade das capacitações realizadas.

Gráfico 2 - Bibliotecas que realizam avaliações após as atividades

Fonte: Os Autores (2014)

Em relação ao número de usuários cadastrados nas Bbliotecas, três informaram que
possuem menos de 100 inscritos. Treze bibliotecas possuem mais de 100 usuários cadastrados
e sete possuem mais de 1000. Uma biblioteca pesquisada não forneceu esta informação.

3419

�5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Com base nas repostas obtidas através da pesquisa, ressaltamos alguns pontos que
merecem ser destacados
Constatou-se que os treinamentos para o Portal Capes e bases de dados, seguidas pelas
visitas guiadas e apresentação de serviços e produtos oferecidos, são as ações mais praticadas
pelas Bibliotecas.
Verificou-se que na maioria dos casos esses treinamentos ocorrem semestralmente ou
sempre que solicitados por professores ou alunos, em qualquer época do ano.
Percebeu-se ainda que as bibliotecas que afirmaram não realizar nenhum tipo de
atividade (três) são unidades pequenas, com menos de 100 usuários inscritos. Uma das
hipóteses é que essa demanda seja suprida pelas bibliotecas de maior porte dos respectivos
centros acadêmicos ou através dos treinamentos oferecidos diretamente pelo SIBI.
Os treinamentos organizados pelo SIBI tem o objetivo de suprir a demanda
informacional da comunidade acadêmica da UFRJ como um todo. O conteúdo dessas
capacitações é composto pelas informações gerais sobre o SIBI, utilização do Portal Capes e
de bases de dados específicas assinadas pela Instituição. São ministrados por bibliotecários
multiplicadores, representantes de bibliotecas da UFRJ de diferentes áreas, capacitados em
diversas bases de dados. Em geral, estes bibliotecários são os responsáveis pelas ações de
educação de usuários dentro de suas respectivas bibliotecas. Essas atividades ocorrem ao
menos duas vezes a cada semestre, nos dois maiores Campus da Universidade: Praia
Vermelha e Fundão.
De modo geral, constatamos que as bibliotecas da UFRJ trabalham a educação de
usuários baseando-se nas ações indicadas por Belluzzo na literatura apresentada, como: os
treinamentos e cursos onde são desenvolvidas competências para o uso do Portal Capes e de
outras bases de dados assinadas pela Instituição; orientações sobre serviços e produtos
oferecidos e sobre uso da biblioteca; visitas guiadas, onde são apresentadas as instalações
físicas das bibliotecas, políticas e informações de uso sobre o acervo e os recursos
informacionais oferecidos; tutoriais e oficinas com orientações para elaboração de trabalhos
acadêmicos e uso de operadores booleanos.
No entanto, percebemos que, apesar de oferecerem atividades que se enquadram tanto
em programas de educação aos usuários formais como informais, as bibliotecas não possuem
a fase de avaliação bem delineada, conforme exposto na literatura por Dias e Paes. Podemos
averiguar que, conforme apresentado no universo estudado, somente cinco bibliotecas

3420

�realizam algum tipo de verificação a respeito da qualidade e resultados obtido através das
ações de educação para usuários.
Dessa forma, devido a ausência de uma avaliação regular das práticas de capacitações,
não é possível mensurar de forma concreta se os objetivos estão sendo alcançados e
efetivamente quais os resultados obtidos.
As etapas correspondentes as fases de planejamento são observadas através da
preparação de um calendário prévio para a execução das atividades e da elaboração de um
roteiro com o conteúdo para as apresentações. Já a fase de execução pode ser evidenciada pela
aplicação das capacitações de usuários em si e distribuição de materiais de apoio.
Diante do exposto, fica claro que as práticas de educação de usuários são consideradas
relevantes dentro do Sistema de Bibliotecas da UFRJ, por serem uma das principais
contribuições das Bibliotecas à produção do conhecimento e circulação da informação no
mundo acadêmico. Porém consideramos importante uma padronização básica da fase de
avaliação dos programas, visando melhorar cada vez mais os serviços oferecidos a fim de
atender da melhor maneira possível os usuários.
As informações apresentadas neste artigo representam apenas um levantamento de
dados inicial sobre o panorama das atividades de educação de usuários desenvolvidas pelas
bibliotecas da UFRJ, podendo servir de referência para o desenvolvimento de propostas de
melhorias das políticas para a educação de usuários dentro da Universidade.

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3422

�</text>
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Panorama dos programas de capacitação de usuários das Bibliotecas da Universidade Federal do Rio de Janeiro</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Traça um panorama quali-quantitativo das ações de capacitação de usuários realizadas pelas bibliotecas que compõe o Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ – SIBI. A população analisada foi composta por 24 bibliotecas, o equivalente a 56% do total da rede. A pesquisa empírica foi realizada através da aplicação de questionários on-line, encaminhados aos bibliotecários responsáveis por cada uma das bibliotecas. Os resultados demonstraram que são executadas atividades voltadas para a educação de usuários, porém os programas existentes não estão padronizados e não possuem as fases de planejamento, execução e avaliação bem delineadas, conforme exposto na literatura.</text>
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