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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SN0BU 2014

O
SERVIÇO DE REFERÊNCIA E A EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS FRENTE ÀS
NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇAO E DA COMUNICAÇÃO: um estudo na
Biblioteca Central da UFMA
Tatiana Cotrim Serra Freire
Kelia Rachel Alves da Silva
Maria Stela Martins Veloso
RESUMO
Analisa a forma como o serviço de referência da Biblioteca Central da Universidade Federal
do Maranhão (UFMA) desenvolve as atividades de educação de usuários tendo em vista a
implementação das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). Trata-se de
uma pesquisa de cunho qualitativo que utilizou como instrumento de coleta de dados
entrevistas semiestruturadas com os bibliotecários do Setor de Referência. Os resultados
revelaram que o referido setor desenvolve atividades de educação de usuários somente com os
alunos recém-chegados na universidade. Constata que a falta de interesse dos usuários é um
dos principais fatores que contribui para a não efetividade das ações planejadas e conclui que
há necessidade de conquistar o usuário estabelecendo um canal de comunicação eficaz deste
com o Setor de Referência.
Palavras-chave: Educação de usuários; Serviço de referência; Biblioteca universitária;
Tecnologias da informação e da comunicação; Sistemas de informação.

ABSTRACT
Examines how the reference service of central library of Universidade Federal do Maranhão
develops activities of user education with a view to implementation of new Information
Technologies and Communication (TICs). It is a qualitative study that used as instrument to
data collection semi structured interviews with librarians of reference sector. The results
revealed that the sector develops educational activities only with the news students of the
university. Notes that the lack of interest of the users is a factor that contributes to the planned
actions do not become effective and concludes that is necessary to conquer the user
establishing a channel of effective communication with the sector this reference.
Keywords: User education; Reference service; University library; Information technologies
and communication; Information systems.

3335

�1 INTRODUÇÃO
O advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) ocasionou mudanças
significativas nos hábitos de uso da informação nas bibliotecas universitárias, impulsionandoas a buscarem processos de modernização de suas estruturas, assim como maior otimização na
prestação de serviços à comunidade usuária.
Diante disso, a educação de usuários tem se tornado imprescindível à medida em que
viabiliza a comunicação e a interação entre bibliotecário e usuário. Por isso, não basta apenas
ter acesso as TICs, sobretudo, é preciso saber utilizá-las eficazmente.
Neste contexto, a Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
vem disponibilizando, cada vez mais, produtos e serviços por meio da implementação das
TICs. Por esse motivo, esta pesquisa pretende identificar a forma como a Biblioteca Central
vem desenvolvendo atividades voltadas para a educação de usuários no que diz respeito à
integração usuário/TICs/bibliotecário, visando estabelecer um canal de comunicação que
permita oferecer um serviço mais ágil de busca e uso da informação.

2 REVISÃO DE LITERATURA

As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) causaram importantes
mudanças para as bibliotecas, especialmente as universitárias, pois à medida que foram se
expandindo, novos recursos informacionais foram sendo criados e incorporados às
bibliotecas, trazendo inovações em seus suportes informacionais e em suas estruturas,
“passando do pergaminho ao CD-ROM, das fichas perfuradas ao catálogo online, das estantes
em madeira às bases e bancos de dados.” (RIBEIRO, 2011, p. 1).
O aumento exponencial da informação científica, fato também relacionado com o
desenvolvimento das TICs, provocou um grande acúmulo de novos conhecimentos, fazendo
com que as bibliotecas adotassem diferentes suportes informacionais para armazenamento,
tratamento e disseminação da informação. Esta nova conduta da biblioteca rompeu com um
dos maiores paradigmas existentes nessas instituições: a posse da informação, que antes era
resguardada e restrita a poucos leitores, começa a ceder espaço para movimentos cuja
finalidade é promover o acesso daqueles (CUNHA, 2000; SOUTO, 2004).
No Brasil, as primeiras experiências relacionadas à educação de usuários iniciaram-se
em 1955 com a bibliotecária Terezine Arantes Ferraz, a qual instaurou os primeiros cursos de
orientação de usuários para a pesquisa bibliográfica em bibliotecas universitárias (OTA,
1990). Ao longo do tempo e de acordo com a finalidade, a educação de usuários passou a

3336

�receber outras denominações, tais como orientação, treinamento, formação, ensino,
aprendizagem (MENDES; PEREIRA, 2008; OTA, 1990).
A educação de usuários pode ser entendida como um processo onde o usuário adquire
comportamentos adequados em relação à utilização da biblioteca e desenvolve habilidades
necessárias para a interação permanente com os sistemas informatizados (BELLUZZO,
1989).
Os programas destinados à educação de usuários podem ser classificados em formais e
informais: os formais podem ser treinamentos, capacitações etc. e os informais ou não
institucionais, que surgiram com a evolução das tecnologias e a grande demanda pela
informação, são desenvolvidos online por meio da educação à distância (DIAS; PIRES, 2004;
MELLO et al., 1999).
Para Oliveira e Bertholino (2000), a educação de usuários é importante porque tem
uma relação direta com o uso eficaz que estes usuários podem fazer da biblioteca, evitando
assim a subutilização das mesmas e dos centros de informação.
Na opinião de Garcêz e Rados (2002), a gestão e o planejamento bibliotecário voltado
para a educação de usuários tornam-se ainda mais importante pelo fato das formas
tradicionais de aquisição de informação estarem sendo substituídas pelos formatos online,
pelos downloads e pelas pesquisas científicas desenvolvidas nas bibliotecas universitárias,
sendo que as pesquisas realizadas por meio das ferramentas de busca da internet precisam
avançar para a utilização dos portais e bases de dados referenciais de periódicos.
No entanto, enfatiza-se aqui que a educação de usuários para o uso da informação
mediada pelas TICs não deve se preocupar apenas com o saber-fazer e com o tecnicismo, mas
também em promover o uso eficaz da informação online e dos sistemas de informação
adotados pelas bibliotecas. Para Cunha et al. (2005), a capacitação dos usuários para o uso das
TICs é o primeiro passo para que se possibilite a inserção destes na cultura digital.
A dificuldade em localizar a informação mediada por essas novas tecnologias pode
revelar uma falta de habilidade em lidar com as ferramentas, fato que pode ser observado no
dia a dia do usuário na biblioteca: grande volume de informações recuperadas, demora na
localização do material identificado na busca, informações não relevantes ou que não
correspondem ao que este usuário procura, entre outros.
Nesse contexto, Souto (2004) comenta a necessidade de desenvolver projetos de
educação de usuários, pelo fato de uma grande quantidade de informação encontrar-se
disponível em meio eletrônico, dificultando o acesso daqueles que não possuem o domínio
das formas, das técnicas e métodos de acesso. Este pensamento também é compartilhado por

3337

�Bax (1997), que afirma que a grande quantidade de coleções de dados interligados por redes
de computadores está longe de implicar em acessibilidade natural e sem esforço por parte dos
usuários.
Cunha (2000) destaca que, mesmo com os mecanismos de busca disponíveis na
internet, muitos usuários ainda necessitam do apoio do bibliotecário para otimizarem suas
navegações. Há também uma quantidade crescente de clientes que desejam aprender a ir
direto às fontes de informação.
O mesmo acontece com os sistemas de informação adotados pelas bibliotecas. Como
afirma Bax (1997), desde a década de 1980, com o advento da microinformática, as interfaces
dos sistemas informacionais têm conseguido obter sucesso quanto ao provimento de
facilidades para a manipulação de objetos, mas o crescente aumento, tanto da complexidade
como de dados disponíveis nos sistemas, acabou tornando essa manipulação direta
insuficiente.
No entanto, alguns autores têm demonstrado que as bibliotecas universitárias estão se
preocupando mais com a funcionalidade do sistema adotado ou com a sua infraestrutura do
que com a chegada da informação até o usuário. Figueiredo (1987) e Mello et al. (1999)
afirmam que, atualmente as bibliotecas escolhem os seus sistemas de informação baseando-se
na lei do menor esforço, isto é, os sistemas são escolhidos muito mais em função de seu
acesso físico ou da facilidade no uso, do que por conter a informação que será útil ao usuário.
Esta lei também é aplicada aos usuários quando buscam a informação, pois “muitas vezes o
usuário só reconhece uma necessidade de informação quando os meios de satisfazê-la estão
acessíveis”. (ALMEIDA; AITA, 2009, p. 236).
Para Garcêz e Rados (2002, p. 46):
Os gerenciadores de informações estão muito preocupados em conceituar
bibliotecas, nomeando-as das mais variadas formas, de acordo com suas
características. Porém, o que os usuários realmente querem é que suas
expectativas sejam atendidas, não lhes importando [...] se a biblioteca é
virtual, eletrônica, digital, convencional e assim por diante. E, se estas
mídias não estiverem integradas, sempre existirão falhas na prestação dos
serviços, e o atendimento às expectativas dos usuários não terá a qualidade
esperada.

Quanto aos sistemas de informação das bibliotecas, Figueiredo (1987, p. 76) destaca
que, em muitas bibliotecas, “após o estabelecimento do serviço de informação, pouco esforço
é desprendido para promovê-lo e para atrair os usuários, e para avaliar a eficiência no uso dos
serviços/produtos que estão sendo oferecidos.”

3338

�A educação de usuários apresenta-se, portanto, como o meio encontrado pelas
bibliotecas para suprir a lacuna que separa a informação do usuário. Educá-lo para o uso
eficaz da informação mediada pelas novas tecnologias significa prepará-los para serem
capazes de desenvolverem aptidões necessárias para localizar e recuperar a informação de que
realmente necessitam, diminuindo o tempo entre a busca e a localização de tal informação.
Entende-se, portanto, que a educação de usuários tem como objetivo principal
maximizar o uso da informação pelo usuário, pois o ciclo informacional só tem suas
eficiência e eficácia garantidas quando este usuário apresenta aptidão em recuperar a
informação de que realmente necessita.
Daí a importância da biblioteca universitária voltar sua gestão para a educação do
usuário, de modo que o ciclo da busca, recuperação e uso da informação realmente alcance o
resultado esperado.
A melhoria da qualidade dos serviços disponibilizados para os usuários de uma
biblioteca universitária é esperada com a implementação de novas tecnologias, as quais, além
de possibilitarem o aumento da produtividade, facilita a armazenagem, a recuperação e a
disseminação da informação, bem como a colaboração entre bibliotecas de qualquer lugar do
mundo.
Ao longo dos anos, as atividades das bibliotecas vêm evoluindo juntamente com o
avanço das tecnologias. Cunha (2000, p. 75) comenta sobre esses avanços:
A passagem dos manuscritos para a utilização de textos impressos, o acesso
a base de dados bibliográficos armazenados nos grandes bancos de dados, o
uso do CDROM e o advento da biblioteca digital, no final dos anos 90,
altamente dependente das diversas tecnologias de informação, demonstram
que, nos últimos 150 anos, as bibliotecas sempre acompanharam e venceram
os novos paradigmas tecnológicos.

As tecnologias provocaram alterações em todos os setores das bibliotecas e no
desenvolvimento das técnicas praticadas na instituição. O setor de referência é um dos que
mais tem sofrido mudanças ao longo dos tempos, tanto pela implementação de novos serviços
como pela reformulação dos que já existem. Diante desse panorama, cabe ao serviço de
referência expandir suas fronteiras para além do balcão de atendimento e da coleção de
referência. Por isso, o compartilhamento de recursos deve ser a nova tônica de tal serviço na
biblioteca.
A inclusão das novas tecnologias na área de referência das bibliotecas expande o
universo de busca à medida que potencializa o atendimento das necessidades informacionais
da clientela e provoca uma significativa mudança no perfil de seus usuários. Com uma

3339

�comunidade usuária mais atuante, mais preparada e, consequentemente, mais exigente, muda
a fisionomia do serviço de referência.
Atualmente, cada vez mais as buscas informatizadas fazem parte do cenário do serviço
de referência, alterando substancialmente a imagem que o usuário tem da biblioteca. São
inúmeros os buscadores ou motores de busca (search engines) nacionais e internacionais
disponíveis na internet (Yahoo, Google Acadêmico, Hotbot, Inktomi, Infoseek,, Bookmark’s,
Excite, Metaminer, Radaruol, Ask, Prossiga etc.), bem como inúmeras são as bibliotecas
virtuais nas mais diversas áreas e com os mais diversos serviços, dentre eles os repositórios
institucionais, os portais de periódico eletrônico, os e-books, o correio eletrônico, a
transferências de arquivos, as listas de discussão etc., todos sempre com ênfase na World
Wide Web (WWWou simplesmente Web), uma verdadeira cadeia de informações.
Diante dessa proporção, é preciso saber garimpar a informação, pois, segundo Souza
(1997, p. 101), “[...] não existe ferramenta perfeita. É nesta perspectiva que se insere o papel
do profissional da informação cuja competência técnica poderá superar as deficiências que o
uso inadequado de ferramentas digitais pode representar ao resultado da busca de informações
na internet.”
Entretanto, entende-se que a internet não é uma estrutura perfeita, acabada, visto que
os processos de busca apresentam ainda muitas falhas, tais como: oferta excessiva de dados,
informações equivocadas, falta de informação, carência de precisão etc.
Nesse sentido, Cunha (1999, p. 83), acrescenta que, “devido à precariedade dos
mecanismos ou ferramentas de busca utilizadas para recuperar informações relevantes, ainda
há muita coisa que o intermediário da informação precisa fazer.”

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Para analisar a forma como o serviço de referência da Biblioteca Central da UFMA
desenvolve as atividades de educação de usuários tendo em vista a implementação das novas
Tecnologias da Informação e da Comunicação, optou-se por uma pesquisa descritiva de
cunho qualitativo, onde foi utilizado como instrumento de coleta de dados um questionário
com perguntas abertas e fechadas, aplicado a 06 (seis) bibliotecários do Setor de Referência.
Foram escolhidos os profissionais responsáveis pelo setor pelo fato de que, segundo
Rostirolla (2006, p. 30), “o setor de referência de uma biblioteca universitária é o local onde o
usuário busca orientações e auxílio dos bibliotecários para satisfação de suas necessidades de
informação.”

3340

�4 RESULTADOS FINAIS
Para melhor alcance dos objetivos da pesquisa, optou-se, primeiramente, por
caracterizar o público potencial da Biblioteca Central e os profissionais que realizam o
atendimento no Setor de Referência.

4.1 Caracterização do público e dos profissionais
Após análise dos dados coletados, evidenciou-se que a grande maioria dos usuários da
biblioteca é dos cursos de graduação.
No tocante às pessoas que trabalham na Biblioteca, identificou-se que as atividades do
serviço de referência são desenvolvidas por 04 (quatro) bibliotecários especialistas, 02 (dois)
bibliotecários com mestrado, 01 (um) técnico administrativo de nível médio e 28 (vinte e oito)
bolsistas. Entretanto, destaca-se que o bibliotecário é o profissional capacitado para o
atendimento no referido setor por ter, de acordo com Terra (2001, p. 71), "conhecimento,
competências e habilidades necessárias para informar sobre o uso da biblioteca, sobre os
produtos bibliotecários disponíveis, sobre a coleção de referência e sobre a própria
biblioteca."

4.2 Desenvolvimento de programas que habilitem os usuários para utilizarem os serviços
e recursos disponibilizados pela Biblioteca
Perguntados sobre se a Biblioteca Central desenvolve algum programa ou atividade
que capacite os usuários para utilização dos produtos, serviços e recursos informacionais,
90% dos entrevistados responderam que sim. Entretanto percebeu-se que estas se restringiam,
na maioria das vezes, a visitas orientadas e palestras.

4.3 Aspectos a serem priorizados nos programas de educação de usuários
Perguntou-se para os sujeitos se eles consideravam necessária a educação de usuários
e que aspectos deveriam ser priorizados nos treinamentos. Todos os entrevistados
responderam positivamente à primeira questão justificando que apenas uma minoria dos
usuários da Biblioteca consegue ser independente na utilização dos recursos tecnológicos,
enquanto a grande maioria não consegue satisfazer suas necessidades informacionais,
solicitando quase sempre o auxílio do funcionário que se encontra no balcão de referência.
Os sujeitos consideram que, nos treinamentos, devem ser priorizadas orientações para
a utilização eficaz das ferramentas tecnológicas disponibilizadas e orientações para busca do

3341

�material bibliográfico no acervo, tendo em vista que a biblioteca recebe usuários com perfis
diferenciados, conforme enumerados por Carvalho (2008, p. 89):
a) os experientes: usuários de bibliotecas que, pelo hábito de utilizar seus serviços
frequentemente, encontram exatamente o que procuram, ou quando precisam de ajuda,
conseguem formular perguntas com clareza;
b) os com objetivos definidos, mas com dificuldades de expressão: são os grupos de
usuários que sabem o que querem, mas não conseguem expressar adequadamente suas
palavras;
c) os inexperientes: grupos de usuários que não têm certeza - clareza, quanto ao que
precisam.
De acordo com esse pensamento, Garcêz e Rados (2002, p. 47) complementam:
As bibliotecas acadêmicas, para competir no mercado, devem flexibilizar suas
operações de serviços e, com isto, ampliar sua faixa de mercado, ou seja, elas
devem possuir operações diferenciadas para cada tipo de usuário (eficácia),
uma vez que estes possuem necessidades e expectativas individualizadas.

Assim, compreende-se que são necessárias algumas habilidades para que os usuários,
independentemente da categoria, consigam recuperar a informação em qualquer formato, de
forma rápida, precisa e eficaz.
Corroborando com esse pensamento, Bertholino (1999), afirma que os usuários
precisam conhecer as estratégias de busca para obter resultados relevantes. E é nesse contexto
que se insere o bibliotecário de referência, que é o profissional capacitado para orientar e
treinar sua comunidade acadêmica de forma simples e objetiva a utilizar os recursos
disponíveis.

4.4 Existência de programas de educação de usuários
Com esta pergunta, procurou-se investigar a existência de programas de educação de
usuários na biblioteca, porque, segundo Rostirolla (2006), a educação de usuários é valiosa
para ensinar uma comunidade de usuários a ser mais produtiva, reflexiva e capaz de explorar
mais eficientemente a informação.
Apenas dois dos entrevistados consideram que a biblioteca não realiza educação de
usuários, contrapondo-se aos demais, que afirmam que apesar da pouca expressividade, as
atividades de educação de usuários estão presentes no dia a dia da biblioteca.

3342

�Em se tratando da existência de um programa específico de educação de usuários,
identificamos, por meio das entrevistas, que os bibliotecários realizam formalmente algumas
atividades de educação de usuários (visitas orientadas e palestras) e, outras vezes, de maneira
informal, de acordo com as necessidades apresentadas no momento do atendimento.
Portanto, em linhas gerais, as conversas com os sujeitos da pesquisa deixaram claro o
reconhecimento da importância dos programas de educação de usuários, o que nos leva a
inferir que os profissionais entrevistados têm conhecimento dos benefícios e das melhorias
que podem advir com o desenvolvimento desses programas, que, de acordo com o
pensamento de Belluzzo (1989, p. 48) devem partir de
Ações planejadas e desenvolvidas continuamente, de acordo com as
características e necessidades do usuário para que a biblioteca seja um
instrumento educativo facilitador da interiorização de comportamentos
adequados ao uso eficiente de seus recursos informacionais e da interação
permanente com os sistemas de informação.

Corroboramos com o pensamento de Belluzzo (1989), acreditando que no âmbito
universitário, a educação de usuários tem grande representatividade para a comunidade
acadêmica como um todo, pois é no ambiente da biblioteca que eles devem encontrar o apoio
bibliográfico que irá suprir suas necessidades de informação e/ou de pesquisa.

4.5 Existência de um planejamento voltado para programas de educação de usuários
Conforme declarado nas entrevistas, existe um planejamento voltado para o
desenvolvimento das atividades de educação de usuários destinado somente aos alunos
ingressantes na universidade. Entretanto 70% dos profissionais entrevistados afirmaram que
há um total desinteresse dos alunos em participar nessas atividades, fator que influencia na
falta de estímulo dos bibliotecários.
Mesmo considerando os fatos citados, acredita-se que há, no meio acadêmico, o
interesse em utilizar os recursos disponíveis na rede. Desse modo, cabe à biblioteca
empenhar-se em oferecer treinamentos e capacitações à sua comunidade, visto que, no atual
contexto onde predominam as tecnologias da informação, esses usuários tornam-se também
cada vez mais exigentes com a qualidade dos serviços oferecidos, fazendo, segundo Cuenca,
Noronha e Alvarez (2008, p. 11), com que “as bibliotecas busquem cumprir seu papel
educacional, apoiando as atividades institucionais e centrando seus serviços nas necessidades
informacionais de seus usuários.”

3343

�Baseado nisso, entende-se que a biblioteca universitária deve gerir com competência a
educação de usuários, analisando seus interesses e dificuldades, para então habilitá-los para
utilizar os serviços e produtos oferecidos, inclusive orientando-os quanto às estratégias que
compõem o processo de busca e recuperação da informação. Assim a biblioteca estará
cumprindo seu verdadeiro papel que é:
[...] estar voltado para o ensino e à pesquisa e aos serviços prestados à
comunidade ‘em função do atendimento das necessidades e solicitações’ da
comunidade como um todo e, especialmente, da comunidade acadêmica,
proporcionando a esta o acesso imediato ao conhecimento e à informação.
(BELLUZZO, 1989, p. 74).

Assim, a biblioteca funcionará não somente como um ambiente de apoio ao processo
ensino-aprendizagem, mas também contribuirá para a inserção do usuário no universo da
pesquisa acadêmica.

4.6 Avaliação dos programas de educação de usuários
Questionados sobre como avaliavam os programas de educação de usuários, os dados
demonstram que 30% dos entrevistados consideram razoável a educação de usuários da
Biblioteca Central e os outros 60% avaliam como fraco. Os sujeitos consideram que a grande
demanda

de

usuários

na

referida

biblioteca

sobrecarrega

os

profissionais

e,

consequentemente, influencia na ineficácia dos programas de educação de usuários.
Diante do exposto e baseado em estudos de alguns autores, infere-se que a realidade
da Biblioteca Central da UFMA é a mesma da maioria das bibliotecas universitárias
brasileiras, as quais passam ainda por um processo de adaptação para atender a demanda
dessa nova sociedade da informação que surgiu com o acelerado avanço das tecnologias.
Atualmente,
as
bibliotecas
universitárias
brasileiras
convivem
constantemente com problemas estruturais e organizacionais, com
orçamento reduzido e pessoal insuficiente. Esta situação lamentável
obrigatoriamente influencia negativamente na gestão da informação
armazenada e no modo como as instituições produzem, obtêm, distribuem e
usam a informação e o conhecimento, sendo os recursos tecnológicos o
instrumento facilitador deste processo. (MIGUEL; AMARAL, 2008, p. 3).

Nesse contexto de mudanças os recursos tecnológicos precisam ser democratizados.
Entretanto, para isso, é necessário que haja uma adequação de infraestrutura física e
tecnológica nas bibliotecas universitárias; da mesma forma, os profissionais que nelas
trabalham precisam ter uma nova postura diante dos desafios que se apresentam.

3344

�[...] a explosão informacional, ampliada pelas tecnologias de informação e
da comunicação, criou inúmeras barreiras de acesso á informação com o
número ilimitado de falta de informação e falta de competência dos usuários
da informação, perante as novas ferramentas de acesso disponíveis.
(CARVALHO, 2008, p. 99).

Portanto, para que sejam transpostas as barreiras no uso dos sistemas informacionais, a
gestão da biblioteca precisa primeiramente entender a importância da interação do usuário
com os sistemas, a fim de evitar a subutilização das tecnologias, e, então, elaborar estratégias
e procedimentos focados na capacitação para utilização das ferramentas disponíveis. Daí
espera-se que o bibliotecário, que está na linha de frente no atendimento a esse usuário, tenha
não somente competência, mas também, e principalmente, esteja ciente do seu papel enquanto
orientador no uso dos sistemas de informação e/ou executor da pesquisa.
Nesse sentido Tarapanoff et al. (1997), considera que os bibliotecários são os
mediadores entre o mundo digital e o real, cabendo a eles portanto garantir a comunicação e a
satisfação do usuário no momento do uso das necessidades informacionais.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As TICs trouxeram avanços para todos os serviços bibliotecários e promoveram
mudanças em todos os setores das bibliotecas e, principalmente, em seus setores de
referência.
A sociedade atual exige uma renovação das bibliotecas universitárias e dos
profissionais da informação, visto que os usuários têm uma nova postura, são mais exigentes,
não tem tempo a perder e requerem uma busca de informação de forma segura e precisa.
Nesse sentido, Ferreira et al. (2006, p. 25) comenta:
A chamada Sociedade da Informação demanda um novo modelo de
biblioteca universitária. Ele imprime novas formas de desenvolvimento de
serviços; pressupõe uma biblioteca com profissionais capacitados para
interagir com as fontes de informação on-line, além de dispor de uma
infraestrutura compatível com expansão da informação em meio digital, que
proporcione aos usuários a interação com as fontes de informação on-line
como suporte de aprendizagem e pesquisa.

Dessa forma, torna-se necessário que as atividades desenvolvidas pela biblioteca
visem à plena utilização da informação em qualquer que seja o seu suporte. A biblioteca
universitária, enquanto principal vetor de disseminação da informação no meio científico,
precisa acompanhar todo esse processo evolutivo de inovação tecnológica e adequar seus

3345

�serviços e produtos visando possibilitar ao usuário cada vez mais o uso dos recursos
informacionais contemporâneos.
O profissional da informação, frente a essas mudanças, deve estar preparado para
executar as atividades que surgem a cada dia, utilizando novas ferramentas e desenvolvendo
novas metodologias. O bibliotecário deve, portanto, inovar suas práticas, com o objetivo de
otimizar o uso dos recursos informacionais disponibilizados na biblioteca, focando não
somente o processo de busca e acesso à informação, mas também a criação de uma
infraestrutura de pesquisa e o desenvolvimento de programas para a capacitação dos usuários.
Assim, se antes a atividade do bibliotecário era restrita apenas aos limites físicos de
uma biblioteca ou de uma coleção, hoje, com a difusão das tecnologias, os serviços da área de
informação devem transpor as barreiras físicas e institucionais, pois o usuário também deixa
de ser passivo e passa a ser interativo.
Nesse contexto, uma das funções desse profissional frente às mudanças é participar da
construção do conhecimento de seus usuários e, para isso, precisa ser diferenciado, ter
dinamismo e não estar restrito ao universo de quatro paredes de uma biblioteca.
À luz das respostas obtidas, conclui-se que as atividades de educação de usuários na
Biblioteca Central da UFMA são desenvolvidas de forma quase imperceptível, provavelmente
pelo fato do público alvo restringir-se aos alunos recém-chegados na universidade, e também
pela falta de interesse dos usuários em participar dos treinamentos, ou mesmo pela falta de
iniciativa dos profissionais. Todos esses fatores podem ter gerado um círculo vicioso de
acomodação.
Diante desse contexto, acredita-se que os profissionais que estão à frente do Setor de
Referência da Biblioteca Central devem desenvolver uma gestão focada primeiramente em
uma política de divulgação dos serviços oferecidos pela biblioteca e, adotar uma postura próativa em relação à comunidade acadêmica, buscando reconquistar aqueles usuários que, por
algum motivo, se afastaram pela falta de habilidade para utilizar as novas tecnologias, ou
conquistar aqueles que ainda não conhecem os serviços e produtos disponibilizados,
estabelecendo um canal de comunicação eficaz entre os dois.
Após conquistas e reconquistas, o bibliotecário de referência deverá utilizar
metodologias adequadas para capacitar esses usuários para o uso correto dos recursos
informacionais disponibilizados pela Biblioteca Central, pois é essencial que o usuário tenha
habilidades para satisfazer suas necessidades informacionais de forma autônoma.
Daí a importância do planejamento de um programa sistematizado de educação de
usuários que trará benefícios tanto para os que disponibilizam quanto para aqueles que

3346

�utilizam os produtos e serviços da Biblioteca Central. Para o sucesso desse programa, o
planejamento deve levar em consideração as características e as necessidades informacionais
daqueles que utilizam tais produtos e serviços.
Com o usuário capacitado, será suprida uma lacuna existente entre este e os materiais
disponibilizados na biblioteca universitária. Assim, a biblioteca universitária deixará de ser
vista pelo velho paradigma de guarda e conservação do acervo para ser reconhecida como de
espaço de apropriação do conhecimento e gerenciamento de acesso à informação.
Diante de tal realidade, sugerem-se algumas ações que, se desenvolvidas poderão
constituir instrumentos fundamentais para otimizar os serviços oferecidos no serviço de
referência:
a) promoção de mudanças não somente na estrutura física e organizacional da
biblioteca, mas e, principalmente, na ampliação e na gestão de seus serviços;
b) disponibilização de recursos que possibilitem a recuperação da informação de
forma a atender às necessidades de seus usuários;
c) desenvolvimento de atividades que estimulem a utilização dos recursos digitais,
possibilitando aos usuários uma maior compreensão das suas características e
aplicabilidade;
d) desenvolvimento de programas de educação de usuários voltados para alunos de
graduação e pós-graduação visando capacitá-los para o uso das ferramentas
informacionais disponíveis na biblioteca;
e) disponibilização de um número maior de bibliotecários para o Setor de Referência,
que consiga atender a demanda de usuários.
Enfim, acredita-se que o cenário atual exige dos gestores das bibliotecas uma reflexão
e principalmente uma revisão dos métodos adotados de forma que possam assegurar aos seus
usuários a oferta de produtos e serviços de excelência que proporcionem as mesmas facilidade
e flexibilidade no acesso à informação.

6 REFERÊNCIAS
ALMEIDA, M. A.; AITA, T. B. Usuários da informação, tecnologia e educação.
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              <text>Analisa a forma como o serviço de referência da Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) desenvolve as atividades de educação de usuários tendo em vista a implementação das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo que utilizou como instrumento de coleta de dados entrevistas semiestruturadas com os bibliotecários do Setor de Referência. Os resultados revelaram que o referido setor desenvolve atividades de educação de usuários somente com os alunos recém-chegados na universidade. Constata que a falta de interesse dos usuários é um dos principais fatores que contribui para a não efetividade das ações planejadas e conclui que há necessidade de conquistar o usuário estabelecendo um canal de comunicação eficaz deste com o Setor de Referência. </text>
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