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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

O PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO UNIVERSITÁRIO: UMA PESQUISA NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS (UFT) E NA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE GOIÁS (UFG)
Esdra Basilio
Núbia Nogueira Nascimento

RESUMO
Neste trabalho buscamos observar como os bibliotecários (as) são compreendidos pelos
usuários de bibliotecas universitárias federais. O estudo foi realizado em duas bibliotecas
universitárias, na região norte, Universidade Federal do Tocantins (UFT). E na região centro
oeste, Universidade Federal de Goiás (UFG). A metodologia utilizada possui uma abordagem
pelo método quantitativo (survey) e qualitativo. Para a coleta de dados foram aplicados
questionários nas respectivas bibliotecas das instituições (UFT) e (UFG). A amostra foi
composta por seis perguntas fechadas, as perguntas compõem uma relação direta sobre a
profissão do bibliotecário (a) bem como as características sobre o seu perfil, relacionado à
construção da autoimagem do bibliotecário universitário.

Palavras- Chave: Bibliotecas universitárias ; Bibliotecário (a); Perfil; Representações sociais.

ABSTRACT
In this work we try to perceive how librarians are understood by users of libraries of federal
university. The study was conducted in two university libraries in northern Universidade
Federal do Tocantins (UFT) and in the Central-West Region: Universidade Federal de Goiás
(UFG). The methodology used by the study was ‘Survey’, known as quantitative and
qualitative method. For data collection, questionnaires were applied in the respective libraries
(UFT) and (UFG). The questionnaire consists of six closed questions, these questions
comprise a direct relationship on the profession of the librarian and its features on your profile
related to construction of the self-image like university librarian.

Keywords: University libraries; Librarian; Profile; Social representations.

1 INTRODUÇÃO
A profissão do bibliotecário (a) bem como o seu perfil, ainda nos dias atuais é um
tabu, quando o assunto está diretamente relacionado à sua autoimagem. Um dos propósitos
deste trabalho é refletir sobre a imagem do profissional bibliotecário (a) universitário e
também perceber a relação entre a construção e a reafirmação dos estereótipos estabelecidos

3214

�pela sociedade contemporânea. Também, compreender a percepção dos usuários em relação
às competências e habilidades dos bibliotecários atuantes nas seguintes bibliotecas
universitárias: Universidade Federal

de Goiás, Campus universitário de Catalão e

Universidade Federal do Tocantins Campus universitário de Porto Nacional. Neste sentido
teremos uma visão geográfica sobre a opinião de uma amostra dos universitários da região
norte e da região centro-oeste. Para obter as respostas foram distribuídos questionários aos
estudantes universitários, de forma aleatória, nas duas universidades, contabilizados um total
de vinte questionários respondidos.
A figura do bibliotecário enquanto guardião da informação está obsoleta, com as
tecnologias da informação e novas sociabilidades, o profissional da informação deve se
adequar ao novo cenário da sociedade da informação. De acordo com Castells (2000, p.17) “ a
revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma
nova forma de sociedade, a sociedade em rede’’, onde a informação esta alocada em
diferentes mídias interativas. Entendemos que é imprescindível

que o profissional

bibliotecário possua competências necessárias para lidar com as mudanças tecnológicas.
Segundo Morigi e Pavan (2004, p.123) ''as bibliotecas universitárias, ao utilizar e incorporar
em suas práticas cotidianas as tecnologias de informação e comunicação alteraram as formas
de

sociabilidade,

implicando

o

redimensionamento,

construindo

novas

formas

de

sociabilidade''.

2 REVISÃO DE LITERATURA
A interação face a face foi durante muito tempo o meio de comunicação mais usual, os
grupos tribais se interagiam em um mesmo espaço e tempo, assim, a linguagem era o
principal meio de comunicação. O aparecimento da escrita provocou transformações na forma
de transmitir o conhecimento. Com a invenção da imprensa por Gutenberg no século XV e a
revolução do computador no século XX, sem dúvida foi o início para a explosão da
informação e os variados tipos de mídias existentes na atualidade. À medida que aconteciam
mudanças na informação, à sociedade, de certa maneira, sentiu-se a necessidade de
acompanhá-la especialmente para adequar as novas tecnologias.
Entendemos que o bibliotecário (a) e/ou profissional da informação deve facilitar o
acesso a informação e procurar atender as demandas dos usuários. Para tanto o bibliotecário
(a) deve ser proativo e procurar a atender os usuários de acordo com as demandas específicas
de cada um, compreendendo a sua individualidade. Segundo Ortega y Gasset (2006) o
surgimento do bibliotecário é uma herança da Renascença, quando o livro, este visto como

3215

�um símbolo sagrado, legislativo, torna-se um aspecto social no qual a partir deste momento
necessita de um profissional diferenciado com objetivo de facilitar a informação de forma
rápida e precisa, surge então o Bibliotecário (a).
Nas Bibliotecas Universitárias o público e bem heterogêneo cada usuário tem as suas
particularidades como denomina Bourdieu (2001) cada indivíduo possui um “ Capital
Cultural’’, que é constituído a partir da nossa trajetória de vida e o lugar em que ocupamos na
sociedade. Neste sentido, pensamos o conceito de representação a partir de Roger Chartier
(2001) um historiador cultural, para este autor, a representação é pensada como um sistema de
valores onde é constituído pelo imaginário social que é formado a partir de nossas
sensibilidades e também através dos símbolos. Podemos observar que as representações do
profissional bibliotecário (a) é reafirmada através dos estereótipos que são observados e
criados pela sociedade e pela mídia massiva.
Para Pesavento (2005) as representações são portadoras do simbólico, ou seja, dizem
mais do que aquilo que mostram ou enunciam, carregam sentidos ocultos que são construídos
social e historicamente. A imagem do bibliotecário (a) e reafirmada pelas reproduções que
constituem os estereótipos, por exemplo, a figura do bibliotecário (a) do sexo feminino que
impreterivelmente usa óculos, cabelos presos à maioria das vezes com penteados estilo
coques, com roupas antiquadas

, na maioria das vezes consideradas muito séria ou mesmo

“brega e cafona” como vestidos e saias longas. São essas características que ainda permeiam o
imaginário da sociedade, ao nosso ver, esse estereótipo é concretizado pelas mídias e pela
atual sociedade, de certa forma, acaba influenciando a percepção dos alunos gerando assim
um sentimento de opressão diante destes profissionais. Neste sentido, torna-os préconceituosos, ou seja, estabelecem conceitos abstratos e previamente interpretados na maioria
imposta pela mídia massiva sem nenhum rigor ou mesmo com definições e conceitos prontos
com afirmações negativas e cristalizadas. Walter e Galvão (2007, p. 28) esclarecem que ''os
estereótipos só têm interesse se compartilhados pelos membros do grupo e é importante
compreender porque e como eles são compartilhados''. No cenário atual também podemos
usar essas características mencionadas anteriormente vista de forma negativa, agora, como
reafirmações positivas do estereótipo do bibliotecário por usar esses adereços atribuem à
imagem de “certinho (a), sério (a), inteligente, responsável” entre outras qualidades.

370 Usamos a expressão antiquada, não no sentido etimológico e negativo da palavra, mas para descrever aquele
indivíduo que possui uma identidade e características próprias e que não acompanha o que a indústria cultural
oferece bem como as “tendências da moda”.

3216

�Dentre os estereótipos, situam-se aqueles que definem o bibliotecário como
profissional apático, passivo, com pouca capacidade de articulação política e
de organização com seus pares em entidades de classe. Sua imagem também
é associada àquela pessoa mal humorada e antipática, que impõe normas e
sanções aos usuários, se relacionando com eles de maneira autoritária em
vez de carismática (SOUTO, 2005, apud FRAGA; MATTOS; CASSA,
2008, p. 153).

Ainda conforme os autores Walter e Baptista (2007, p. 29) salientam que “ deve-se
ressaltar que os estereótipos não devem ser associados apenas a conceitos negativos, como
nas origens dos estudos sobre eles, mas por aquilo que é entendido e expresso pelo senso
comum’’. Assim, entendemos que a imagem do bibliotecário (a) está intrínsecamente
relacionada a relações de poder, e este poder está diretamente relacionado à sua autoestima.
Segundo Grandall (1973 apud OLIVEIRA, 1983) define autoestima como o gosto e o respeito
que o indivíduo tem por si, também a “valorização de si mesmo” (FERREIRA, 2008, p. 155).
Ou seja, o bibliotecário (a) é aquilo que representa, a forma de agir, pensar, autonomia de
decisão e suas vestimentas, são valores que estão diretamente relacionados às características
próprias do indivíduo, impossível de ser comparada, mensurada ou transmitida.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Conforme Fachin (2003) o questionário consiste em um enumerado de questões que
são submetidas a um determinado grupo com objetivo de obter respostas para a coleta de
informações. A metodologia utilizada para esta pesquisa foi o instrumento de coleta de dados
e a técnica dos questionários que foram aplicados no primeiro semestre de 2014 em dias
aleatórios. De acordo com Freitas et. al (2000, p. 105) o método survey “aborda
principalmente via questionário ou guias de entrevista” ainda segundo o autor este tipo de
método é apropriado quando a pesquisa deseja responder questões do tipo: “o quê? por quê?
como? e quanto?” . Nas respectivas bibliotecas das instituições Universidade Federal do
Tocantins (UFT) Campus de Porto Nacional e Universidade Federal de Goiás (UFG),
Regional Catalão. O questionário utilizado foi composto por perguntas fechadas, totalizando
seis perguntas. A população participante foi compreendida por vinte usuários universitários,
distribuídos em dez participantes da regional de Catalão é dez do campus Porto Nacional.
Para concretização da pesquisa foram aplicados aleatoriamente esta amostragem de
questionários para alguns universitários, com objetivo de obter resultados sobre o perfil do
bibliotecário nas bibliotecas universitárias. Para ampliar a nossa discussão segue no (Quadro
1), as seis perguntas que foram aplicadas aos universitários.

3217

�Quadro1 - Questionário aplicado aos universitários da UFT e UFG
1 Qual seu grau de instrução?
(
) Graduação
(
) Mestrado

(

) Doutorado

2 V ocê conhece o bibliotecário (a) da sua instituição?
(
) sim
(
) não
3 N a sua opinião como é visto o bibliotecário (a) na sua instituição de ensino?
(
) ativo
(
) obsoleto
(

) regular

4 Você sabe quais os serviços e atividades desenvolvida pelos bibliotecários (as) no interior da
biblioteca?
(
) sim
(
) não
5 Quais os serviço que você mais usa no interior da biblioteca?
( ) empréstimo
(
) consulta local
(
) Portal Capes
6 Em sua opinião, qual o estereótipo do Bibliotecário (a) nos dias atuais
( ) jovem
(
) meia-idade - 35 aos 58 anos
(
) terceira-idade

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Para melhor compreensão, segue o (Gráfico 1), com as respostas obtidas pelos
universitários da região norte e centro-oeste. Quanto ao grau de instrução, podemos verificar
que a maioria dos universitários que participaram da pesquisa são alunos da graduação em
ambas as instituições.
Gráfico 1 - Grau de instrução

Fonte: Elaborado pelas autoras.

A segunda pergunt está diretamente ligada ao conhecimento que os alunos têm sobre
o bibliotecário (a) e os serviços que são realizados no interior da biblioteca. No (Gráfico 2),
podemos analisar que na (UFT) todos os alunos entrevistados conhecem o bibliotecário (a), ao
ponto que na (UFG), em um montante de dez alunos, apenas sete estudantes conhecem o
bibliotecário (a) e tem conhecimento sobre as atividades desenvolvidas na unidade de

3218

�informação. Este se torna um ponto positivo, aqui podemos verificar a participação atuante do
bibliotecário (a), a ponto de ser visto e reconhecido pela comunidade acadêmica.
Gráfico 2 - Bibliotecário (a) e os serviços

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Ainda no (Gráfico2), corresponde a pergunta dois e quatro disponível no (Quadro 1),
as duas perguntas estão diretamente relacionadas. A pergunta faz menção se os usuários
conheciam o bibliotecário (a) e os serviços por eles realizados. Para este gráfico podemos
observar que na (UFT) todos os indivíduos que participaram da pesquisa conheciam o
bibliotecário (a) em contrapartida na (UFG) apenas 40%. Já os serviços desenvolvidos pelos
profissionais houve um resultado inverso. A (UFG) houve um índice de 70% dos
entrevistados conheciam as atividades que o bibliotecário (a) desenvolve no interior da
biblioteca, enquanto a (UFT) houve um índice inferior, apenas 40% tem conhecimento sobre
as atividades, aqui podemos mencionar a falta de informação e/ou interesse dos universitários
sobre alguns serviços ainda pouco utilizados ou desconhecidos pela comunidade acadêmica
como: Portal Capes, Bases de Dados, Comut, Normalização de trabalhos acadêmicos entre
outros. Neste sentido:
Segundo a percepção dos usuários, o bibliotecário ainda se encontra nos
níveis de organizador de documentos, ainda não é visto como um
profissional com capacidades pedagógicas que possa orientar ou mesmo
aconselhar o pesquisador nas fases de desenvolvimento de suas pesquisas,
visto que sua formação na graduação lhe possibilita espaços de
aprendizagem para acompanhar pesquisas mais especificas nas diversas
áreas do conhecimento em que possa atuar. O seu conhecimento em tais
áreas acontece quase que de forma intuitiva e através da experiência
profissional vivenciada em seu cotidiano (SOUSA, 2009, p. 79).

3219

�Assim, podemos afirmar que os usuários da (UFT) tem pouco conhecimento sobre as
atividades e as áreas que o profissional da informação atua, pois ainda permanecem préconceitos que o bibliotecário é apenas um guardião de livros e não de informação.
Gráfico 3 - Perfil do bibliotecário

3
0
8

2
5

Reg­
ObsAtivo

UFT

UFG

Fonte: Elaborado pelas autoras.
Nesta pergunta fia evidente a percepção dos usuários em relação à figura do
bibliotecário (a) da sua instituição, tornando positiva ou negativa. Ao observar o (Gráfico 3)
podemos verificar que os usuários em sua maioria, nas duas instituições consideram o
bibliotecário (a) um indivíduo ativo, ou seja, atuante na sua área de trabalho. Aqui, podemos
mencionar uma contradição visível no (Gráfico 2), em que os alunos entrevistados da (UFT) a
maioria não conhecem os serviços do bibliotecário, entretanto, consideram como profissionais
ativos. Podemos observar que a imagem do bibliotecário (a) e/ou profissional da informação
nas duas instituições pesquisadas (UFT) e (UFG) está sempre exercendo suas atividades, a
ponto de oferecer informações bem como mostrar os resultados do trabalho desenvolvido na
comunidade acadêmica.
Com o resultados obtidos no (Gráfico 4), é perceptível que a maioria dos usuários
utilizam o empréstimo domiciliar como o serviço mais utilizado na biblioteca das instituições
(UFT) e (UFG). Na segunda opção destaca-se o serviço de consulta local. Assim, podemos
afirmar que o livro físico é de fácil locomoção e leitura acessível em diversos locais, ainda é
uma das principais fontes consultadas pelos alunos universitários nessas instituições.
Enquanto as informações digitais, serviço ainda pouco conhecido e/ou utilizado pelos
usuários dessas instituições como: e-books, artigos, resumos, entre outros, por depender de

3220

�uma fonte de energia e um suporte físico para transmitir a informação como: computador,
notbook, tablete, torna-o inacessível a vários lugares.
Gráfico 4 - Serviço utilizado na biblioteca

Conforme Silva, Conceição e Braga (2004, p. 135),
A biblioteca universitária está diretamente ligada ao ensino superior e é
uma instituição fundamental para auxiliar no processo de aprendizagem.
Sua influência está ligada ao auxílio, ao ensino, à pesquisa, ao atendimento
a estudantes universitários e à comunidade em geral. Seu papel é suprir as
necessidades de informações técnicas, científicas e literárias ao ensino, à
pesquisa e à extensão.

Podemos mencionar que nas duas instituições o serviço de empréstimo está como o
mais “utilizado” pelos usuários, percebemos que ocorre uma falta de conhecimento e
informação da comunidade acadêmica dos demais serviços que a biblioteca oferece e que o
profissional da informação pode auxiliar. Essa discussão está diretamente relacionada o que
foi analisado no (Gráfico 2), sobre os serviços da biblioteca e as atividades desempenhadas
pelos bibliotecários (as).
Gráfico 5 - Faixa etária do bibliotecário

3221

�A ltima pergunta do questionário corresponde a idade média do bibliotecário nos dias
atuais visto pela comunidade acadêmica. A maioria dos usuários tanto a (UFT) quanto a
(UFG) responderam que o bibliotecário (a) da instituição possui meia idade, o que
corresponde de 35 á 58 anos, este foi o índice de maior resposta. Para nossa surpresa, isso
revela que o estereótipo do bibliotecário (a) com idade avançada o “idoso” está modificando o
imaginário da sociedade acadêmica. O perfil de bibliotecário (a) jovem está presente na
contemporaneidade e no cenário das bibliotecas universitárias brasileiras, com forte tendência
ao crescimento. O estereótipo do profissional bibliotecário (a) é ressignificado pela sociedade
através das nossas práticas sociais, no sentido de, talvez mudar um pouco o pensamento das
pessoas de que o bibliotecário (a) são velhos, desatualizados e atrasados. Também somos
jovens, atuais, informados cientificamente e tecnologicamente.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Em um estudo realizado por Oliveira (1983), identificou três fatores que são
responsáveis pelas atitudes profissionais do bibliotecário: natureza do trabalho bibliotecário, o
salário e por fim o comportamento profissional. Ao dar ênfase ao terceiro item
“comportamento profissional” que atribuímos valor ao de “perfil profissional” nos dias atuais.
Neste estudo a autora afirma que o tipo de biblioteca influencia o comportamento profissional
do bibliotecário que também “contribuem para a variação na opinião dos profissionais as
variáveis seleção, chefia e idade” (OLIVEIRA, 1983, p. 64).
O fato dos bibliotecários possuírem uma autoestima positiva em relação à
sua profissão indica que eles acreditam na natureza e na importância do
trabalho bibliotecário, baseado em valores ocupacionais e pessoais
(inovação, independência, cultura, profundidade, criatividade, desenvoltura,
espirito liberal e liderança). (OLIVEIRA, 1983, p. 66).

Na citação anterior podemos observar que mesmo com o passar dos anos os termos
utilizados que representa a autoestima como: desenvoltura, espirito liberal, cultura. É o que
hoje está representado pela competitividade na organização,

cultura organizacional,

empreendedorismo,

e/ou

ações

desenvolvidas

pelos

bibliotecários

profissionais

da

informação, capazes de proporcionar o entusiasmo e admiração da equipe de trabalho, neste
sentido elevando sua autoestima.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Os bibliotecários (as) são agentes educadores, que tem como função principal
intermediar a informação junto ao usuário. Nessa perspectiva, podemos ressaltar a ampla

3222

�responsabilidade que o profissional da informação possui. Todo bibliotecário (a) deve
desenvolver habilidades para ser proativo sensível à realidade sociocultural que o cerca e
refletir sobre os seus valores ocupacionais. O perfil do bibliotecário (a) bem como suas
características e suas necessidades de mudança é um tema que estará sempre em discussão.
Neste sentido, podemos afirmar que o perfil do profissional está no próprio indivíduo e a
maneira de como se vê e como os outros veem. Torna-se uma questão pessoal por isso
impossível de ser transmitida e transferida como se existissem uma fórmula certa de se vestir
e uma lista de critérios e combinações a serem seguidas.
Em nossa profissão, a existência das normas é de suma importância para que existam
padrões e métodos. Diferentemente na vida pessoal do bibliotecário (a) no qual pode ser
confundido com sua prática diária de trabalho aplicado às regras, métodos e padrões,
comparando-nos aos códigos internacionais padronizados, umas das principais fontes de
trabalho. Pertencemos à geração contemporânea, ainda somos metódicos e padronizados.
Somos uma mistura de praticidade, teoria e habilidades.
Com os resultados obtidos pela pesquisa por meio das respostas podemos verificar
que ainda nos dias atuais o bibliotecário (a) ainda é visto como uma pessoa de meia a terceira
idade faixa etária dos 35 aos 58 anos. Isso nos faz refletir nas inversões de conceitos sobre o
estereótipo do bibliotecário (a) por meio da mídia massiva apresentadas pelos meios de
comunicação em alguns programas televisivos como os filmes, seriados, novelas o
personagem do bibliotecário (a) aqui especificadamente do gênero feminino, tinha uma forte
tendência negativa. Na maioria, destacava adereços que identificava como: coques no cabelo,
óculos de grau, roupas antigas entre outros. Características psicológicas como pessoas
introvertidas, tímidas, ainda tais características, sem dúvida reafirma o estereótipo que
personifica o profissional bibliotecário (a) ainda permanecem com as pessoas. Com esta
pesquisa podemos afirmar que a visão negativa do Bibliotecário (a) e/ou profissional da
informação está cada dia menos, e que os jovens bibliotecários (as) estão mudando os
conceitos negativos impostos pela sociedade tanto em seu estereótipo quanto ao que diz
respeito ao velho, atrasado e desatualizado por jovem, atuais e capazes.

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3223

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3224

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O perfil do bibliotecário universitário: uma pesquisa na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e na Universidade Federal de Goiás (UFG)</text>
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              <text>Neste trabalho buscamos observar como os bibliotecários (as) são compreendidos pelos usuários de bibliotecas universitárias federais. O estudo foi realizado em duas bibliotecas universitárias, na região norte, Universidade Federal do Tocantins (UFT). E na região centro oeste, Universidade Federal de Goiás (UFG). A metodologia utilizada possui uma abordagem pelo método quantitativo (survey) e qualitativo. Para a coleta de dados foram aplicados questionários nas respectivas bibliotecas das instituições (UFT) e (UFG). A amostra foi composta por seis perguntas fechadas, as perguntas compõem uma relação direta sobre a profissão do bibliotecário (a) bem como as características sobre o seu perfil, relacionado à construção da autoimagem do bibliotecário universitário.</text>
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