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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

MEDIAÇÃO DOCUMENTÁRIA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: ESTUDO
COMPARATIVO BRASIL/FRANÇA
Martha Suzana Cabral Nunes
Kátia de Carvalho
Viviane Couzinet
RESUMO
Este trabalho teve como objetivo compreender a realidade das bibliotecas universitárias na
França e no Brasil. Com base no atual contexto internacional que promete a "sociedade da
informação", o estudo aqui proposto compreende uma pesquisa exploratória, a qual busca
esclarecer os respectivos contextos entre os dois países a fim de analisar os primeiros
elementos de um estudo comparativo sobre a mediação no âmbito das bibliotecas
universitárias francesas e brasileiras. Este projeto faz parte de uma pesquisa de doutorado que
envolve uma universidade brasileira e um laboratório francês e se baseia em uma rede de
pesquisadores franco-brasileiros ligados a instituições de ensino e pesquisa nos dois países e
criada a partir de pesquisas em ciências humanas e sociais.
Palavras-chave: Biblioteca universitária; informação; mediação; treinamento de usuários.

ABSTRACT
This study aimed to understand the reality of university libraries in France and Brazil. Based
on the current international context that promises "information society", the study proposed
here comprises an exploratory research, which seeks to clarify the respective contexts
between the two countries in order to analyze the first elements of a comparative study on
mediation in context of university libraries in France and Brazil. This project is part of a
doctoral research, which involves a Brazilian university and a French laboratory and relies on
a network of French-Brazilian researchers linked to research and educational institutions in
the two countries and created from research in the humanities and social.
Keywords: University Library; information; mediation; training users.

1 INTRODUÇÃO
A formação de usuários das bibliotecas compreende uma das missões dos profissionais
da informação. Na França ela suscita numerosas pesquisas em Ciência da Informação e
Comunicação, mas também no campo da Educação. Tais pesquisas demonstram, a partir da
observação de coortes de estudantes, que a inserção nos cursos universitários de atividades

2925

�voltadas para a iniciação em recuperação e uso da informação foi fator de sucesso entre eles.
(COULON, 1993).
A American Library Association (ALA) produziu recomendações para destacar as
seções de aprendizagem nas bibliotecas que servem como modelo ou inspiram os
bibliotecários em escala internacional, mas que são aplicadas de maneiras diversas. Ora, no
contexto atual onde se pretende uma “sociedade da informação”, mantêm-se a confusão entre
acesso generalizado feito pelas redes digitais e a prática da exploração da informação. Que
esperam as autoridades universitárias dos profissionais da informação, bibliotecários e
documentalistas, produtores de ferramentas intermediárias (análises, catálogos)? Qual
mediação documentária esses últimos asseguram aos usuários? Como se configuram nas
universidades os espaços de mediação documentária como as bibliotecas?
Essa problemática preliminar serve para explorar tais questionamentos com o objetivo
de compreender a realidade das bibliotecas universitárias na França e no Brasil a fim de
elaborar uma hipótese geral que orienta uma pesquisa de doutorado em Ciência da
Informação. Tal pesquisa deverá precisar, a posteriori, o modelo francês de formação dos
usuários para compará-lo com o modelo brasileiro. Esta investigação, donde a parte
exploratória se apresenta aqui, inscreve-se nas temáticas de pesquisa da rede Mediação e Usos
Sociais dos Saberes e Informação (MUSSI) de pesquisadores franco-brasileiros em
cooperação com o Laboratório de Estudos e de Pesquisa Aplicada em Ciências Sociais da
Universidade e do Instituto de Tecnologia Paul Sabatier (LERASS/UPS-IUT), e o Programa
de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia
(PPGCI/UFBA).
Após precisar os conceitos empregados e ter descrito o contexto dos dois países em
questão, uma apresentação do conjunto de dados pesquisados até o momento nos documentos
oficiais, para esta fase preliminar, servirá para aprofundar o questionamento e para definir o
fio condutor da pesquisa.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Informação, documento e Ciência da Informação
Segundo o Dictionnaire encyclopédique de l ’information et de la documentation o
termo informação é definido como “o registro do conhecimento com o objetivo de sua
transmissão” (CACALY et al., 1997, p.297, tradução nossa). Essa definição implica que esse
conhecimento esteja inscrito sobre um suporte e dotado de uma representação capaz de
reproduzir o real de maneira simbólica.

2926

�A informação é considerada como elemento fundamental da sociedade da informação
e do conhecimento, cuja importância é ressaltada por impulsionar o desenvolvimento
econômico e social, agregando valor a quem a possui, seja pessoa física ou jurídica. Porém, a
essa visão sobre a informação vem sendo agregada outra que advém de pesquisas e estudos
que a consideram não como elemento isolado, mas como pertencente ao processo
comunicacional, o qual mobiliza diferentes elementos, processo este que está inserido num
contexto social, que é dinâmico e que tem modificado também o perfil dos profissionais da
informação.
Para Jean Meyriat, um dos fundadores da Ciência da Informação e Comunicação (SIC)
na França, a informação é um “connaissance transmise et acquise, constitutive de savoirs”. O
autor destaca o valor comunicacional da informação e sua importância para a pesquisa em
SIC, por considerar o processo no qual ela se insere que leva à aquisição de conhecimentos
não apenas num movimento mecânico, mas por meio dos sentidos que nela estão implicados e
que são decifrados pelos atores na comunicação. Diferentemente de renseignement
(informação), cuja utilidade é imediata, Meyriat aponta para a utilidade durável da
informação, indispensável por definir como o conhecimento será adquirido. (MEYRIAT,
1981).
Conforme Senie-Demeurisse e Couzinet, a noção de informação apresenta-se sob duas
vertentes: uma voltada para a ótica da prática profissional, e outra como o conjunto de
conhecimentos a serem transmitidos. Baseando-se em Jean Meyriat, as autoras destacam o
conceito de informação e seu valor comunicacional, pois, em sua visão, a informação não tem
nenhum efeito se não for efetivamente apreendida. Ela deve ser capaz de modificar o saber de
quem a recebe, seja implícita ou explicitamente. (SENIE-DEMEURISSE; COUZINET, 2011,
p.21)
Ao discutir o passado, o presente e o futuro da noção de informação, Rafael Capurro
(2008) analisa etimologicamente a origem do termo, identificando uma dimensão passada,
cuja época reporta-se à Grécia antiga e aos filósofos gregos, demonstrando a importância da
ontologia e epistemologia grega para o entendimento do termo informação. Nesta etapa, a
informação está ligada não apenas aos discursos orais, mas também aos documentos oficiais
escritos e de acesso público. Para demarcar a informação no tempo presente, o autor aponta o
surgimento da sociedade da informação a partir da segunda guerra mundial, destacando a
informação como um elemento fundamental para o funcionamento da sociedade, da mesma
forma que o capital, o trabalho e as matérias primas. Nessa perspectiva, a informação é o novo
motor da sociedade, e daí decorre o sentido objetivo empregado à informação na era moderna

2927

�(tempo presente). Para o futuro, a noção de informação ainda requer uma maior
sustentabilidade, principalmente considerando a apropriação dada a este conceito pela Ciência
da Informação. Para tanto, ele destaca o princípio da recursividade introduzido por Sócrates
como fundamental para a noção atual de informação. Destaca também, o conceito de
mensagem, e em especial as mensagens digitais e o perigo de restringir o conceito de
informação apenas como recurso necessário para a transmissão de mensagens.
Em se tratando do documento, Paul Otlet o compreende como “o suporte de uma certa
matéria e dimensão [...] ao qual são apresentados os signos representativos de dados
intelectuais”. (OTLET, 1989, p. 211, tradução nossa).
Já Meyrat (1981, p. 143, tradução nossa) define documento como um “objeto que
suporta a informação, que serve para comunicá-la, e que é durável”. Nessa definição, é
possível identificar dois aspectos intrínsecos: um que trata o documento como suporte em sua
dimensão material, e o outro que o insere no processo comunicacional, a partir do conteúdo
que ele porta, ou seja, a informação.
Desta forma, é no âmbito da Ciência da Informação que a informação e o documento
ocupam lugar de destaque por estarem presentes no processo comunicacional. Para gerar
conhecimento, a informação requer que alguém lhe dê sentido, lhe transforme de um estado
latente para um estado ativo propício à apropriação de conteúdos. Esse processo, que se dá
por meio da comunicação, realiza-se a partir de mecanismos que são capazes de promover a
mediação da informação, daquele que a criou para aquele que dela necessita. Analisando
sobre esse ponto de vista, vê-se a importância do profissional da informação e da biblioteca
universitária na construção do conhecimento individual e coletivo por meio da mediação
documentária, a qual será explorada conceitualmente a seguir.

2.2 Mediação Documentária
A mediação implica em intervenção, e aparece nos dicionários ligada ao ato ou efeito
de mediar, termo também utilizado no jargão do Direito para significar as situações que
envolvem intervenção judicial.
Na Ciência da Informação, a discussão sobre a mediação tem se inserido no bojo das
mudanças pelas quais esse campo vem observando, principalmente relativas às preocupações
de profissionais e pesquisadores com os estudos de usuários. Essas mudanças, segundo
Couzinet, convergem para a análise de vários aspectos, como a formação profissional, o
fortalecimento das associações profissionais e dos veículos de difusão das pesquisas, dentre
eles as revistas científicas, como espaços de mediação híbrida onde circulam profissionais e

2928

�pesquisadores em busca de fortalecimento para suas atividades. Observa-se, assim, uma
mudança de paradigma, o qual caminha agora para identificar o usuário como ator no seu
contexto de aprendizagem e pesquisa, transpondo-se um paradigma centrado no sistema
propriamente dito para outro paradigma orientado para o indivíduo, destacando a capacidade
do usuário em selecionar a informação e tratá-la, e relacioná-la com outro conjunto de
conhecimentos, e por fim, construir sua própria cultura da informação. (COUZINET, 2008).
Uma das correntes que trata sobre a mediação foi fundada por Reuven Feuerstein. Para
ele, a mediação ocorre a partir de um processo de interação entre o mediador e o mediado,
mas levando em consideração os aspectos cognitivos que envolvem esses dois sujeitos,
integrando as experiências de mundo, mas também a aprendizagem mediada. Conforme
Souza:
A aprendizagem mediada é o caminho pelo qual os estímulos são
transformados pelo mediador, guiado por suas intenções, intuições, emoções
e cultura. O mediador seleciona os estímulos mais apropriados, filtra-os,
elabora esquemas, amplia alguns, ignora outros. É por meio desse processo
de mediação que a estrutura cognitiva da criança adquire padrões de
comportamento que determinarão sua capacidade de ser modificada.
(SOUZA, 2004, p.41)
Ampliando a proposta de aprendizagem Piagetiana, a qual é considerada como
“aprendizagem direta” por ocorrer a partir da resposta do homem aos estímulos do ambiente
de maneira incidental, Feuerstein propõe um esquema de aprendizagem não incidental, que
parte da relação interpessoal entre os sujeitos, onde o mediador possui um papel primordial na
experiência de aprendizagem do mediado, pois ele “[...] seleciona, assinala, organiza e planeja
o aparecimento do estímulo, de acordo com a situação estabelecida por ele e com a meta de
interação desejada.”. (SOUZA, 2004, p.40).
No esquema que Feuerstein propõe para a mediação, “[...] o mediador aparece em dois
momentos: primeiramente entre o estímulo (S) e o organismo (O) e depois entre o organismo
(O) e a resposta (R)”. Desse modo, a mediação combina as experiências adquiridas com a
interação ao ambiente, mas também é decorrente da aprendizagem mediada. (SOUZA, 2004,
p.39)
Essa aprendizagem pode ser desenvolvida em diferentes ambientes, assim como nas
bibliotecas, onde a interação do bibliotecário com o usuário se faz necessária para a plena
disseminação da informação, papel preponderante na atuação desse profissional.
Régimbau (2011) descreve a mediação como um dos conceitos fundamentais do
domínio da Ciência da Informação, como uma conjunção de etapas utilizadas no processo de

2929

�recuperação da informação. Ampliando a noção que considera a mediação como um
movimento mecânico entre emissor e receptor, o autor explora o conceito de mediação
documentária, sublinhando que ele é compreendido no processo de comunicação e que ele
tem por objeto o utilizador, as ideias, o contexto técnico, o conteúdo e a prática (social e
econômica). Neste sentido, ele explica a importância de Otlet a partir de 1934, o qual deu ao
documento seu valor social.
Tratando a informação em sua esfera documentária, Courbières destaca que a
abordagem documentária na Ciência da Informação não se constrói dissociando-se a noção de
signo e significado que envolve a informação, mas envolve a representação que permeia o
processo de comunicação documentária, o qual é capaz de transformar a informação
midiática, mesmo em sua interface virtual, em informação especializada. (COURBIÈRES,
2010)
Esses autores e outros, que têm lançado seu olhar sobre o documento e sua função
social, estabelecem uma ligação direta com a mediação. Assim, o papel do profissional da
informação é colocado em evidência por sua capacidade de conduzir, por meio de sua prática
profissional, o processo de mediação.
Como a mediação documentária intervém na formação dos usuários das bibliotecas
universitárias? Podemos perceber práticas de mediação diferentes entre Brasil e França? Para
responder a essas questões é preciso definir o contexto no qual ela se desenvolve nesses dois
países e definir como esse assunto será explorado.

2.3 Bibliotecas universitárias
Ao longo da sua história, as bibliotecas foram evoluindo e adaptando-se às mudanças
que estabeleceram suas características e seu papel social. Elas estão ligadas historicamente ao
desenvolvimento humano e social, e neste sentido também exercem uma importante tarefa
para a mediação da informação, acompanhando não apenas a evolução da produção escrita e
da circulação do conhecimento, mas também a evolução tecnológica que favorece o processo
comunicacional.
No âmbito das bibliotecas, as classificações são variadas, e dentre elas estão as
bibliotecas universitárias. Elas são ligadas a instituições de ensino superior, e estão voltadas a
atender às necessidades de todos os membros da comunidade acadêmica da qual fazem parte,
mas num processo dinâmico, onde cada uma de suas atividades não é desenvolvida de
maneira estática e mecânica, mas com o intuito de agir interativamente para ampliar o acesso
à informação e contribuir para a missão da universidade.

2930

�Segundo Otlet uma biblioteca universitária se destina aos estudantes, aos professores,
aos especialistas e aos pesquisadores. Além delas, as bibliotecas científicas se organizam
dentro de institutos de pesquisa. (OTLET, 1989, p.341, tradução nossa).
As bibliotecas universitárias foram sendo criadas à medida que as primeiras
universidades foram surgindo desde o fim do século XI, tais como as de Bolonha, Paris e
Oxford. Porém, segundo Barbier (2013, p. 88), elas não forneciam os serviços necessários aos
alunos e mestres, que muitas vezes usavam as bibliotecas das abadias e das escolas
monásticas, como as bibliotecas das ordens dos Dominicanos e dos Franciscanos, a fim de
atender suas necessidades.
Segundo Santos, Gomes e Duarte, a biblioteca é um espaço de interação, próprio para
o desenvolvimento intelectual dos membros da comunidade acadêmica na medida em que:
[...] favorece o processo dialógico entre sujeitos, seja em um mesmo
momento histórico, com os debates e trocas de informações que podem
ocorrer em seus espaços físicos e/ou virtuais, ou ainda em tempos históricos
distintos, quando os usuários da informação têm acesso aos conhecimentos
registrados. (SANTOS; GOMES; DUARTE, 2014)
Nesta perspectiva, as bibliotecas universitárias favorecem a aprendizagem dos
estudantes, não apenas oferecendo o conhecimento que está acumulado nos diversos
documentos os quais ela administra, mas também a partir de ações concretas que visam
otimizar o desenvolvimento de estudantes e de equipes de pesquisadores no espaço
informacional, através de ações de ensino e aprendizagem.
Santos destaca que as bibliotecas universitárias funcionam mais do que simples
espaços de busca de informação, mas em todas as etapas de sua atividade está implícito o
objetivo de “favorecer o crescimento social e cognitivo dos sujeitos”. Desta forma, seja
através da organização, representação, disseminação e uso da informação, as bibliotecas
universitárias facilitam o acesso à informação e contribuem para que os sujeitos que a buscam
possam se apropriar dos recursos informacionais que ela gerencia. (SANTOS, 2012).

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Este trabalho apresenta uma pesquisa de doutorado sanduíche que vem sendo
desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade
Federal da Bahia (PPGCI/UFBA) e no Laboratório de Estudos e de Pesquisa Aplicada em
Ciências Sociais da Universidade e do Instituto de Tecnologia Paul Sabatier (LERASS/UPSIUT).

2931

�Caracteriza-se como pesquisa exploratória e documental, que se utiliza nesta fase de
documentos escritos, primários e secundários, consultados em bases de dados e centros de
documentação no Brasil e na França.
Prevê a realização de entrevistas em Serviços Comuns de Documentação na França e a
aplicação, posterior, de questionários junto às bibliotecas universitárias brasileiras.

4 RESULTADOS PARCIAIS
4.1 Contexto das bibliotecas universitárias francesas
A tradição francesa para as bibliotecas ligadas às universidades data do antigo regime.
Todavia, a expressão “biblioteca universitária” foi utilizada a partir do século XIX e seus
primeiros regulamentos foram estabelecidos em 1855.
Segundo Casseyre e Gaillard, as primeiras bibliotecas universitárias francesas foram
oficialmente criadas por decisão ministerial de 18 de março de 1855, que instituiu uma
biblioteca central em cada universidade, denominada de biblioteca da academia, e com o
objetivo de reagrupar em um só espaço as bibliotecas especiais das diferentes faculdades. Em
1886, outra decisão ministerial substituiu a anterior prevendo a criação de um regulamento
geral das bibliotecas universitárias, cujo texto contemplava seu orçamento, a comissão da
biblioteca, o regime de aquisições, o serviço de leitura, o empréstimo a domicílio e entre
bibliotecas. Tais características forneceram as bases para as bibliotecas universitárias ao longo
do século XX, até 1962. (CASSEYRE; GAILLARD, 1992, p.7-8)
Em 1945, ano da criação da Direction des bibliothèques de France et de la lecture
publique (DBLP), o gerenciamento das bibliotecas passou a ser realizado por um escritório da
Direção de Ensino Superior, e a DBLP disponibilizava os meios e pessoal responsáveis por
desenvolver uma política no domínio das bibliotecas e da leitura pública.

(CASSEYRE;

GAILLARD, 1992, p.8)
Em 1968, a Lei Faure (n. 68-978 de 12 de novembro de 1968) promoveu uma reforma
no âmbito das universidades, onde foi priorizada a autonomia universitária e criado o
Conselho Universitário, do qual passaram a participar representantes dos estudantes, dos
técnicos, e outros membros da comunidade universitária interna e externa. Essa lei favoreceu
igualmente a integração das atividades de ensino e de pesquisa. Para atingir seus objetivos de
elaboração e transmissão do conhecimento, do desenvolvimento da pesquisa e da formação
dos homens, as universidades deveriam oferecer condições para gestão dos Serviços Comuns
(SC) em diferentes unidades de ensino e pesquisa. Tais serviços estavam diretamente

2932

�relacionados com as bibliotecas universitárias e foram alvo de mudanças realizadas
posteriormente pela Lei Savary. (FRANCE, 1968)
A lei Savary n. 84-52 de 26 de janeiro de 1984 foi marcada pela criação da noção de
serviço público de ensino superior que visou reagrupar os diferentes cursos e fixar quatro
missões: formação inicial e contínua, pesquisa científica, difusão da cultura científica e
técnica, cooperação internacional. Nela também se constata a ênfase na organização de
Serviços Comuns, que sejam capazes de assegurar a organização das bibliotecas e dos centros
de documentação nas universidades, o desenvolvimento da formação permanente, o
acolhimento, a informação e orientação dos estudantes, além da exploração de atividades
industriais e comerciais. (FRANCE, 1984).
Mas, tratando-se especificamente das bibliotecas universitárias francesas, dois
decretos são importantes: o decreto 85-694 de 4 de julho de 1985 e o decreto 2011-996 de 23
de agosto de 2011. O primeiro, baseado na lei Savary, estabeleceu os parâmetros da atividade
do Serviço Comum de Documentação (SCD), criado por deliberação estatutária do Conselho
de Administração da Universidade a fim de colocar em prática a política documentária do
estabelecimento. O segundo decreto, referindo-se ao Código de Educação, prevê que as
bibliotecas universitárias contribuam para as atividades de formação e de pesquisa do ensino
superior. As bibliotecas universitárias devem, assim, colocar em prática a política
documentária da instituição e, por conseguinte, preocupar-se não somente com o acolhimento
dos usuários, mas também em adquirir, gerir e transmitir os documentos e os recursos de
informação ao seu público. (FRANCE, 2010, 2011)
Além disso, elas devem permitir o desenvolvimento dos recursos documentários
digitais, incentivar aos usuários a participar de atividades culturais, científicas e técnicas da
universidade, promover a cooperação entre as bibliotecas e formar os usuários para utilização
de novas técnicas de acesso à informação científica e técnica.
Porém, um dos documentos mais impactantes para a modernização das bibliotecas
universitárias francesas é o relatório conhecido como Rapport Miquel, originalmente
denominado “Les bibliothèques universitaires” e publicado em 1989 a partir do trabalho de
uma comissão dirigida por André Miquel344 e endereçado ao Ministro da Educação Superior
Lionel Jospin durante o governo de François Mitterand, cuja política mostrava-se a favor das
bibliotecas universitárias e da construção da futura Biblioteca Nacional da França.

344
André Miquel era historiador e recebeu de Leonel Jospin a missão de coordenar uma comissão de
universitários e profissionais das bibliotecas para realizar um panorama da situação das bibliotecas universitárias
francesas e propor soluções aos problemas encontrados. (NEZET, 2009)

2933

�Neste documento, destaca-se a situação caótica na qual se encontravam as bibliotecas
universitárias francesas, considerando-se que havia problemas generalizados e de toda ordem,
principalmente relacionados aos baixos investimentos orçamentários, à carência em relação à
aquisição de obras e formação de coleções, ao quantitativo de pessoal por estudante, aos
horários de abertura das bibliotecas, e espaços disponíveis por estudante. “La situation
d ’ensemble des bibliothèques universitaires s ’est extrêmement dégradée : saturation complète
des capacitès d ’accueil, focntionement des services de plus en plus fondé sur des expédients,
horaires d ’ouverture très insuffisants". (NEZET, 2009).
Todos os problemas que foram detectados pela comissão demonstravam o atraso em
que a França se encontrava em relação a outros países europeus e demandavam medidas
urgentes que pudessem reverter essa situação no curto prazo. Porém, mesmo com a
implantação de planos de construção de bibliotecas ao longo da última década do século XX e
a partir do século XXI (alguns desses planos denominavam-se U2000), observava-se ainda
um progresso lento (NEZET, 2009). Essas observações foram decisivas para a modernização
das bibliotecas universitárias francesas, como será analisado mais adiante.
Uma tipologia particular é atribuída às bibliotecas universitárias francesas. Assim,
conforme o Decreto n. 2011-996, art. 4, “toda biblioteca ou todo centro de documentação da
universidade tem vocação a ser integrado em um serviço comum”. Isso significa que nas
instituições de ensino superior, uma biblioteca é dita integrada ao SCD se seu pessoal e seu
orçamento dependem diretamente deste serviço, e por consequência, da universidade.
(FRANCE, 2011)
Segundo o mesmo artigo do decreto 2011-996, os outros centros de documentação da
universidade que não são a ela integrados são considerados associados ao serviço comum
(SCD). Assim, uma biblioteca associada participa do SCD e de sua política documentária para
acesso a suas coleções e seu catálogo comum, mas depende de um componente da
universidade, que pode ser um instituto de pesquisa ou um laboratório. (FRANCE, 2011)

4.2 Contexto da Biblioteca Universitária Brasileira
No Brasil, a evolução educacional é marcada pela influência advinda da colonização
portuguesa, assim como das correntes pedagógicas que foram se adaptando à realidade da
sociedade brasileira ao longo do tempo. A legislação educacional, acompanhando essa
dinâmica, moldou no século XX o modelo educacional brasileiro, que hoje se apresenta a
partir da oferta de cursos em todo o território nacional, seja em nível de ensino básico, que

2934

�compreende o ensino infantil, fundamental e médio, ou do ensino superior, englobando a
graduação e a pós-graduação.
As bibliotecas começaram a ser criadas no Brasil a partir do período colonial nos
colégios dos jesuítas. A chegada da família real Portuguesa em 1808 ao Rio de Janeiro
marcou um período importante: o príncipe D. João VI trouxe consigo a Biblioteca Real
Portuguesa, instalando-a no Rio de Janeiro, criando, assim, a primeira biblioteca real do
Brasil, atualmente conhecida como Biblioteca Nacional (BN), assim como as academias de
ensino superior, que visavam atender às necessidades de pessoas para ocupar os cargos
públicos. Para formação de seu quadro profissional, organizou-se em 1911 na BN o primeiro
curso para formação de bibliotecários no Brasil.
Ao longo do século XX várias iniciativas foram tomadas visando a elevar o nível de
formação educacional brasileiro como um dos projetos da república. Assim, foram
empreendidas reformas educacionais que visavam aumentar o nível de instrução da população
e para isso foram criadas as primeiras universidades, a exemplo da Universidade de Manaus
em 1909 e da Universidade do Rio de Janeiro em 1920, a qual passou a denominar-se
Universidade do Brasil em 1937, e com elas a criação de suas bibliotecas universitárias.
Uma maior expansão das Bibliotecas Universitárias deu-se a partir do final da década
de 1960 quando ocorreu também o boom da criação de muitas universidades a partir da
junção de faculdades isoladas. Elas passaram a constituir-se como bibliotecas centrais, e
absorveram os acervos das bibliotecas de cada faculdade dispostos num grande prédio, mas ao
longo do tempo, nesse processo de desenvolvimento e crescimento, passaram igualmente a
enfrentar problemas estruturais, tais como a falta de estrutura física e administrativa, a falta de
profissionais capacitados para desenvolvimento dos processos técnicos, principalmente
relativos aos serviços de seleção e referência, dentre outras (MIRANDA, 2006).
Ao fim do século XX, a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (BRASIL, 1996), em seu Capítulo IV, trata dos objetivos, modalidades e critérios
relativos ao ensino superior, destacando que ele deve “encorajar o trabalho de pesquisa e
investigação científica visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e a criação e
difusão da cultura, e assim desenvolver uma compreensão de homem e do meio onde ele
vive”. Para atender esse objetivo, dentre outros, os estabelecimentos de ensino superior,
públicos e privados, deveriam organizar suas bibliotecas mantendo-as à disposição da
comunidade acadêmica, e por isso, a contribuição da biblioteca para a missão da universidade
colocou-se em ordem de relação direta.

2935

�Assim, observa-se que as bibliotecas universitárias têm um papel importante na
difusão do conhecimento, na ampliação do acesso à informação e no apoio à promoção do
ensino e da pesquisa.
O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), criado por Decreto Presidencial
n.520 de 13 de maio de 1992 como um órgão subordinado diretamente a Fundação Biblioteca
Nacional (FBN), define a biblioteca universitária como uma instituição ligada a uma unidade
de ensino superior, seja pública ou privada, com o objetivo de “apoiar as atividades de ensino,
pesquisa e extensão por meio de seu acervo e dos seus serviços. Atende alunos, professores,
pesquisadores e a comunidade acadêmica em geral.”. (SNBP, s/d)
Conforme Anzolim e Serman (2006), a biblioteca universitária é um órgão que atua
em instituições de ensino superior com a finalidade de oferecer “suporte informacional,
complementando as atividades curriculares dos cursos, oferecendo recursos para facilitar a
pesquisa científica”.
A Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU) é responsável no Brasil
por organizar um banco de dados com informações relativas às bibliotecas universitárias
brasileiras. Ela foi criada em 1987 durante a realização do V Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias (SNBU), após algumas tentativas institucionais de criação de
organismos exclusivamente voltados para o debate a respeito da Biblioteca Universitária, tais
como o Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU), em 1986, e o Programa
Nacional de Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior (PROBIB), ambos extintos em
1995. (RUSSO, 2003).
A CBBU, vinculada à Federação Brasileira de Bibliotecários, Cientistas da Informação
e Instituições (FEBAB), possui como missão “a elaboração de diagnósticos da situação das
BUs brasileiras, com a finalidade de mapear suas características e disponibilidades visando à
intensificação de intercâmbio e de programas cooperativos entre elas.”. (RUSSO, 2003). Para
tanto, ela organiza uma base de dados denominada BIBES, a qual disponibiliza atualmente
uma relação de 606 bibliotecas universitárias, desde bibliotecas centrais ou setoriais de
instituições de ensino federais, estaduais, institutos federais de tecnologia, vinculados às
universidades públicas ou privadas.
As bibliotecas universitárias são organizadas e dirigidas por bibliotecários, bacharéis
em Biblioteconomia formados em instituições de ensino superior brasileiras, conforme a Lei
N° 9.674, de 25 de Junho de 1998 (BRASIL, 1998), e seu acervo é construído visando atender
às demandas de informação para produção de conhecimento pelos diferentes agentes, sejam
professores, pesquisadores, alunos da graduação ou da pós-graduação.

2936

�Cada Biblioteca Universitária, seja pública ou privada, organiza-se usando como
parâmetro os critérios de avaliação institucional definidos pelo Sistema Nacional de Educação
Superior (SINAES) criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004 (BRASIL, 2004). Tratase de um sistema responsável pela avaliação das instituições, cursos e estudantes do ensino
superior, considerando os aspectos que giram em torno de eixos principais, tais como o
ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão
da instituição, o corpo docente, as instalações. Ele avalia, também, as bibliotecas
universitárias, onde são observados critérios como recursos humanos, política de coleções,
estrutura física, recursos de informação e comunicação, serviços aos usuários, dentre outros
aspectos.
Carvalho (2008) analisou o perfil de 96 bibliotecas universitárias brasileiras e concluiu
que a maioria dessas unidades a nível nacional adota uma postura democrática de atendimento
a usuários, porém ainda possui muitos entraves a serem superados, como o quantitativo de
recursos humanos, pois apesar da maior parte possuir o mínimo de 4 bibliotecários para cada
grupo de 10.000 alunos, há muitas bibliotecas com apenas um profissional, o que representa
uma preocupação para o desenvolvimento contínuo dos serviços dessas unidades. Dentre
esses serviços está a educação de usuários, pois alguns problemas são apontados pelos
gestores das bibliotecas como obstáculos tais como a insuficiência de recursos humanos para
dar conta de atividades de aprendizagem junto ao público.
Outrossim, discute-se não apenas o aspecto quantitativo, mas o papel social do
bibliotecário na sociedade da informação, assim como as competências que ele deve
desenvolver para trabalhar eficazmente com a mediação. Trata-se, conforme Carvalho (2002),
de um “humano multifacetado”, cuja formação exige um perfil adequado à transformação no
mundo do trabalho e às exigências de mercado, que alteraram sobremaneira a caracterização
desse profissional, em especial com a difusão das tecnologias da informação.
Observa-se que ainda são muitos os desafios que vivenciam as bibliotecas
universitárias, considerando-se que as discussões desenvolvidas nas esferas acadêmica e
profissional nem sempre encontram eco junto aos poderes públicos, tanto em relação a
investimentos como a continuidade de políticas públicas que deem maior suporte às
bibliotecas universitárias.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Após esta breve descrição da história e das características das bibliotecas
universitárias brasileiras e francesas, é possível identificar as similitudes e as diferenças. O

2937

�denominador comum é a localização em um estabelecimento de ensino e pesquisa, donde sua
missão é fornecer as informações necessárias ao desenvolvimento das atividades de base da
comunidade universitária.
Pode-se, neste estado exploratório, precisar alguns parâmetros a observar. Entretanto,
os documentos disponíveis nos dois países não são idênticos. Para a França um relatório
encomendado pelo Ministério do Ensino Superior e da pesquisa, publicado em janeiro de
2010, apresenta os resultados de um estudo comparativo conduzido entre 26 bibliotecas
universitárias. O corpus estudado se divide da seguinte maneira: 14 bibliotecas são
estrangeiras (11 da Europa, 2 dos Estados Unidos e 1 do Canadá) e 13 são francesas. O
objetivo desse estudo era analisar como a avaliação pode se inserir na avaliação internacional
das universidades. Foram analisados, a partir desse estudo de caso, aspectos diversos tais
como os meios a disposição, os serviços propostos e as estratégias. Pode-se dizer, em resumo,
que as despesas destinadas pelas universidades a sua biblioteca variam de 1,5 a 6,5% de seu
orçamento total. Para algumas, o destaque em relação às despesas documentárias quanto ao
volume de aquisições mostra que esta não é uma despesa prioritária. Por exemplo, no caso das
bibliotecas francesas da Universidade de Sorbonne e da Biblioteca Nacional e Universitária
de Strasbourg, não mais de 100 euros por ano e por estudante são destinados. (FRANCE,
2010)
Porém, muitas questões ainda restam postas: qual o orçamento que as grandes
universidades do Brasil, país emergente, reservam a suas bibliotecas? Como esse orçamento é
dividido entre elas? Pode-se comparar os modos de funcionamento das bibliotecas
universitárias entre os dois países? Como os profissionais são formados para sua missão?
Como eles a preenchem? Além das denominações, bibliotecário, técnico de biblioteca,
documentalista, quais especialidades recobrem cada estatuto? Sabe-se, por exemplo, que
existe na França uma divisão entre o bibliotecário, mais voltado para a conservação, e o
documentalista, mais voltado para a indústria, a pesquisa e a formação. Como essas diferenças
se traduzem na função profissional no Brasil? Quem se encarrega e como é desenvolvida a
formação dos usuários?
Pode-se dizer que este tema, tal como se apresenta, em sua dimensão comparativa, é
rico de questionamentos. É possível interrogar o modelo francês e o brasileiro a fim de
perceber o que os diferencia e lhes dá sua identidade própria. Assim, pode-se definir como
hipótese geral que a maneira de integrar a biblioteca ao seio da universidade, se ela é ligada a
condições financeiras, depende da história e da cultura universitária na qual ela se insere.
Percebe-se que ela está fortemente dependente do contexto nacional, entendido como seu

2938

�desenvolvimento econômico e demográfico e precisa de capacidades de adaptação
importantes. Isso tem consequências sobre a formação dos profissionais e sobre sua
implicação para a mediação e a formação dos usuários. É possível analisar que agora o
bibliotecário pode ser considerado como um ator importante na formação dos estudantes e
que sua preparação deve estar voltada para uma sociedade de matriz informacional e de
compartilhamento de saberes. São as hipóteses que estão ainda em análise.

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              <text>Nunes, Martha Suzana Cabral, Carvalho, Kátia de, Couzinet, Viviane</text>
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              <text>Este trabalho teve como objetivo compreender a realidade das bibliotecas universitárias na França e no Brasil. Com base no atual contexto internacional que promete a "sociedade da informação", o estudo aqui proposto compreende uma pesquisa exploratória, a qual busca esclarecer os respectivos contextos entre os dois países a fim de analisar os primeiros elementos de um estudo comparativo sobre a mediação no âmbito das bibliotecas universitárias francesas e brasileiras. Este projeto faz parte de uma pesquisa de doutorado que envolve uma universidade brasileira e um laboratório francês e se baseia em uma rede de pesquisadores franco-brasileiros ligados a instituições de ensino e pesquisa nos dois países e criada a partir de pesquisas em ciências humanas e sociais. </text>
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