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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

DIGITALIZAÇÃO DE OBRAS RARAS DA BIBLIOTECA CENTRAL CESAR
LATTE S/UNICAMP: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Isabella Nascimento Pereira
Fernanda Cristina Festa Mira

RESUMO
A questão da digitalização dos acervos de obras raras é um assunto que envolve diversos
aspectos, tais como: preservação, acesso, direitos autorais, novas tecnologias, profissionais
especializados etc. Portanto, nesse trabalho nosso objetivo é compartilhar os primeiros passos
na digitalização de obras raras. Através de levantamentos estatísticos, bibliografia e consulta à
comunidade acadêmica elaboramos cinco etapas de trabalho no processo que envolve a
digitalização. Atualmente estamos desenvolvendo a primeira etapa que consiste na preparação
e seleção das obras que serão digitalizadas. Dessa etapa gerou-se um formulário para análise
bibliológica e uma lista de obras com potencial para digitalização e que serão avaliadas
minuciosamente. A partir dessa experiência concluímos que o compartilhamento de
informações entre as bibliotecas deve ser incentivado no sentido de poupar esforços, recursos
e facilitar o acesso aos usuários.

Palavras-Chave: Obras raras; Digitalização; Biblioteca Digital; Acesso.

ABSTRACT
Digitizing rare books collections refers to a complex issue encompassing preservation, access,
authors’ rights, new technologies and specialized library staff. Considering this fact, our
objective here is to share our first experiences regarding the process of digitizing rare books.
By using statistical analysis, bibliographical research and consultation to the academic
community, we propose five steps for book digitization. Currently we have been developing
the first step, i.e., the preparation and selection of the books that will be digitized. From this
step, we created an application form to be used during bibliological analysis, including a list
of books to be potentially digitized and evaluated in detail. Interlibrary information sharing
should be encouraged since it can spare time and resources, enabling the very access of
library users.

Keywords: Rare Books; Digitizing; Digital Library; Access.

2546

�1 INTRODUÇÃO
Desde sua formação a Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP adquiriu
relevantes bibliotecas particulares com o objetivo de subsidiar o desenvolvimento de
pesquisas de graduação e pós-graduação dentro e fora da universidade. Tais coleções estão
abrigadas na Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras, localizada junto à Biblioteca
Central Cesar Lattes.
Foram reunidas as coleções de grandes expoentes e pensadores brasileiros como
Sérgio Buarque de Holanda, Paulo Duarte, Eugênio de Toledo Artigas, Theodor Peckolt e
Oswald Peckolt, Aristides Cândido de Mello e Souza, Alexandre Eulálio, Coleção Oficina do
Livro “Rubens Borba de Moraes”, entre outras. O acervo é formado por 14 coleções que
juntas representam cerca de 80 mil volumes distribuídos entre livros, folhetos, periódicos,
separatas e microfichas, juntamente com o acervo de obras raras que conta com
aproximadamente quatro mil volumes correspondentes aos séculos XVI a XX.
Em 2009 a UNICAMP iniciou um projeto para implantação e construção do prédio da
Biblioteca de Obras Raras - BORA. Este projeto contou com o patrocínio da FINEP Financiadora de Estudos e Projetos e seu planejamento buscou atender todos os requisitos
técnicos que visam a preservação, organização e divulgação do acervo. O prédio já está em
construção e estima-se que até 2015 esteja concluído.
A universidade tem o compromisso de ampliar e compartilhar o conhecimento
tornando-se urgente a criação de condições para que pesquisadores, geograficamente
distantes, tenham acesso aos acervos aqui depositados; e mesmo aqueles que estão no campus
tenham flexibilidade de local e horário para consulta, bastando somente uma conexão de
internet.
Tendo em vista essa necessidade, as universidades estaduais paulistas (USP,
UNICAMP e UNESP) se uniram a fim de criar condições e infraestrutura necessárias a
captação, organização, preservação, armazenamento, gerenciamento e disseminação dos seus
acervos raros e especiais, através do projeto CRUESP/BIBLIOTECAS314. Este esforço contou
com o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para
aquisição dos equipamentos tecnológicos, tais como scanner planetário, computadores,
softwares etc.

314 Infraestrutura para a pesquisa de obras raras e coleções especiais da USP/UNESP/UNICAMP: recolhimento,
preservação, organização e disponibilização para acesso à comunidade científica nacional e internacional. São
Paulo, 2009.

2547

�3

MATERIAIS E MÉTODOS

O cerne da biblioteca passou a ser o acesso, e não mais o acervo. Passou a
ser a informação, não mais o documento. (NARDINO; CAREGNATO,
2005, p.393).
A Unicamp adquiriu dois scanners planetários que atualmente estão entre os indicados
para a captação de imagens de materiais especiais tais como livros, folhetos, jornais e mapas,
sejam eles de pequeno ou grande formato. O diferencial desses equipamentos é sua
funcionalidade adequada à preservação, tais como: compensador de lombada, baixa exposição
à luz (iluminação só é ativada quando está digitalizando), sem radiação UV e IRV e software
para tratamento das imagens.
São usados para digitalização de documentos planos em folhas simples, de
documentos encadernados que necessitem de compensação de lombada, de
forma a garantir a integridade física dos mesmos, bem como para os
documentos fisicamente frágeis, já que não ocorre nenhuma forma de tração
ou pressão mecânica sobre os documentos. [...] Sempre que possível, deve-se
privilegiar sistemas planetários de captura para evitar riscos de manuseio dos
originais a serem digitalizados, principalmente quando se tratar de
documentos frágeis e encadernados (CONARQ, 2010, p. 9).

Scanners planetários

O projeto de digitalização das obras raras e especiais da Unicamp visa divulgar e
preservar o patrimônio cultural bibliográfico da Universidade e permitir o acesso on-line
integral ao conteúdo. Atualmente apenas os dados descritivos das obras estão disponíveis
através do catálogo on-line, sendo o acesso restrito à consulta local. Outra questão é que as
obras depois de digitalizadas sejam preservadas mediante manuseio restrito, permanência
contínua em ambiente monitorado com controle de temperatura e umidade e protegido da luz.

2548

�Nardino e Caregnato (2005, p. 402) mencionam as vantagens do acesso digital, especialmente
em relação às obras raras, são elas:
•

Preservação dos originais quanto ao manuseio incorreto;

•

Preservação quanto aos danos oriundos de furto ou vandalismo;

•

Possibilidade de impressão do documento acessado;

•

Facilidade de consulta desde que o usuário possua um ponto de rede;

•

Múltiplo acesso, ou seja, vários usuários podem consultar o mesmo
documento simultaneamente;

•

Flexibilidade de horário de acesso;

•

Ausência de custos e tempo de deslocamento;

•

Manipulação digital possibilitando correções na imagem a fim de
representar com maior clareza o conteúdo da obra digitalizada;

•

Acesso mais interativo através de recursos de navegação e zoom.

Inicialmente mapeamos o quantitativo de títulos das nossas coleções separados por
século de publicação, incluindo os que não apresentam data, posteriormente levantamos dados
que pudessem ser cruzados com os dados de consulta dos usuários.

Gráfico 1: Número de títulos de obras raras no acervo

•

Fonte: Dados extraídos doSophiA

315

em fevereiro de 2014

As obras do século XIX correspondem a 74% e as do século XX a 20% do acervo
raro, isso foi um indicativo de que elas seriam as primeiras a serem digitalizadas, mesmo
porque representam a maior parcela do acervo e também são obras produzidas num momento
de grande expansão e barateamento da produção de livros, “nesse período, o livro impresso 315

315 Software corporativo de gerenciamento do Sistema de Bibliotecas da Unicamp-SBU.

2549

�ganhou face industrial, quando sua produção em papel artesanal perdeu representatividade”
(RODRIGUES, 2006, p. 118). A qualidade do papel utilizado na confecção dos livros foi
proporcional aos custos de produção, isto é, passou-se a utilizar um papel industrial de menor
custo de produção, com muitas impurezas e de baixa qualidade em relação aos papéis
artesanais. Essa característica intrínseca do papel, por si só, já é um elemento suficiente para
promover a sua acidificação e deterioração, por isso muitas obras do século XIX tem urgência
de serem digitalizadas antes que se percam.
Foi no século XIX que as referências que confrontaram a explosão
bibliográfica com a necessidade de guardar o livro para futuras gerações,
passaram a ser relevadas, configurando-se as primeiras denúncias relativas
ao caos, como consequência da falta de pertinência sob o dilúvio
informacional, que poderia inviabilizar a recuperação e o acesso à
informação, no século XX. (PINHEIRO, 2003).
Algumas das obras dos séculos XVI ao XVIII pertencentes às nossas coleções já
foram digitalizadas através do projeto CRUESP/Bibliotecas; são 44 obras no total e elas estão
disponíveis no portal Biblioteca Digital da Unicamp316. De fevereiro de 2013, início do acesso
on-line, a março de 2014 houve um total de 18.995 visualizações e 9.492 downloads dessas
obras. Esse quantitativo é muito positivo e reforça a necessidade de estendermos o acesso on­
line para o maior número possível de obras do acervo.
Graças ao documento eletrônico e às redes de informação, hoje podemos
organizar bibliotecas digitais de obras raras, reformatando digitalmente o
conteúdo de documentos impressos ao longo dos séculos e disponibilizandoos em rede. Modificam-se também os hábitos de acesso. A consulta à obra
rara esteve sempre condicionada à presença física do pesquisador na
biblioteca; as salas que abrigam estes acervos são geralmente lugares
fechados, onde ao usuário não é permitido entrar. Com as bibliotecas digitais
de obras raras é possível abrir as portas dessas coleções e permitir a entrada
de todos aqueles que compartilham do desejo de preservar o conhecimento
registrado pelo homem ao longo de sua existência. (NARDINO;
CAREGNATO, 2005, p.393).

316 Disponível em: &lt;http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/.

2550

�Lista de títulos disponívei na Biblioteca Digital - UNICAMP

Entretanto, como definir o que digitalizar primeiro? Esta é uma tarefa delicada e por
isso buscamos experiências de outras instituições para melhor organizar nosso processo de
digitalização. Para isso delimitamos cinco etapas de trabalho, conforme sintetizado no quadro
abaixo:

Quadro 1 - Etapas de trabalho
28.

P re p a r a çã o
seleção

e

-

29.
30.

31.
32.

Raridade da obra;
Estado de conservação da obra;
Obras em domínio público, sendo que os demais casos
serão avaliados de acordo com a Lei de direitos
autorais n. 9.610/98;
Não existência da obra em bibliotecas brasileiras;
Não existência de exemplar digitalizado da obra na
Internet.

T ra ta m en to técn ico d as in fo rm a çõ es dos livros selecio n a d o s
D ig ita liza çã o

x
x
x
x
x
x
x
x
x

Captura digital;
Processamento da imagem;
Conversão da imagem;
Indexação da imagem
Inserção de metadados;
Certificação de qualidade;
Inserção do arquivo em banco de dados;
Backup dos arquivos;
Disponibilização na internet.

M ig ra çã o de a rq u iv o s e in teg ra çã o de d ados
L a n ç a m en to e d iv u lg a çã o do p ro jeto e coleção

-------------------------------------- •— •-----------------.------------------------3TT

Fonte: Adaptado de Biblioteca Mário de Andrade

317 Disponível em: &lt; http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma/noticias/?p=9543&gt;.

2551

�Começamos a etapa de Preparação e Seleção com o levantamento de dados de uso do
acervo. Todas as consultas ao acervo são monitoradas através de um formulário de consulta
que o usuário preenche quando solicita uma obra. A partir do número de tombo do livro
consultado é inserido um dado de consulta local no software SophiA, isso permite a geração
de relatórios estatísticos de uso. Utilizando esse recurso geramos um relatório que nos
permitiu levantar os dados de uso dos livros e folhetos raros de nossas coleções entre os anos
de 2011 e 2013. Através dos números percebemos que as obras raras mais consultadas
encontram-se entre os séculos XIX e XX, conforme observado no gráfico abaixo.

Gráfico 2: Consulta de títulos de Obras Raras entre os anos de 2011 e 2013

Fonte: Dados extrídos do software SophiA

Optamos por priorizar a digitalização das obras publicadas nos séculos XIX e XX,
pois muitas não são facilmente encontradas em outras bibliotecas e aos poucos estão sendo
reveladas pelos pesquisadores; não são obras de autores clássicos, algumas delas são “livros
técnicos”, como por exemplo, as que tratam da exploração de minerais e de madeiras no
Brasil.
Outra estratégia que utilizamos para auxiliar nessa definição foi consultar alguns
usuários das coleções, em sua maioria pesquisadores, no intuito de buscar sugestões e
indicações de obras que pudessem fazer parte de um primeiro lote de digitalização. Boeres e
Mardero Arellano (2005, p. 7-9 apud GREENHALGH, 2001, p. 4) apontam que no caso de
bibliotecas universitárias as necessidades do corpo acadêmico devem ser consideradas a fim
de sustentar as produções acadêmicas. Cabe ressaltar que essa consulta foi crucial para que
iniciássemos uma listagem das potenciais obras a serem digitalizadas e que a parceria entre
pesquisadores e a biblioteca é uma das vias para que possamos auxiliar no desenvolvimento
das pesquisas acadêmicas.

2552

�Elaboramos uma listagem prévia e as obras elencadas passarão por uma revisão de
seus registros na Base Acervus e análise bibliológica. Para isso criamos um formulário
baseado nas diretrizes de análise bibliológica de livros raros, que também funciona como um
recurso de segurança, uma vez que nele são descritas todas as marcas de propriedade, grifos,
anotações, ex-libris etc. que caracterizam a unicidade de cada exemplar. A análise
bibliológica nos permite mapear o estado de conservação da obra e avaliar a necessidade de
intervenções para sua preservação.
O propósito da analise bibliológica está em constituir-se como recurso de
segurança, porque, mediante o registro de todas as informações intelectuais e
materiais no livro raro, caracteriza-se sua individualidade - condição
essencial para identificar o exemplar possuído e garantir sua propriedade.
(RODRIGUES; CALHEIROS; COSTA, p.15).

Nesta ficha utilizamos dados bibliográficos extraídos da Base Acervus, catálogo on­
line do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), características físicas, estado de
conservação, características intrínsecas, e um campo aberto para observações, além de um
campo para assinatura da pessoa responsável pela análise.

Imagem 1 - Modelo de ficha de análise bibliológica
Projeto de Digitalização de Obras Raras
UNICAMP
Etapa: P ré-digitalização - A ná lise B iblio ló g ica
D A D O S NO S IS T E M A
N° de chamada+Coleçâo
Código de titulo
N° de tombo
C A R A C T E R ÍS T IC A S B IB LIO G R Á FIC A S
Autor
Titulo
Ano
Edição
N° de páginas+volume
Editora/lmpressor
Local de publicação
C A R A C T E R ÍS T IC A S F ÍS IC A S
Encadernação
□ couro ntecido npa pel npercalux noutros
Dimensões
comprimento:
largura:
N°Gravuras
coloridas:
pSb:
N°llustrações
coloridas:
p&amp;b:
Caracteres especiais
Marcas tipográficas
E ST A D O DE C O N SE R V A Ç Ã O
Papel
□ escurecido □ amarelecido nquebradiço nfrágil
Costura - abertura
□ total
aparcial
□ restrita
Capa
Contracapa
Lombada
C A R A C T E R ÍS T IC A S IN T R ÍN SE C A S
Falhas na paginação
Páginas furadas
Páginas manchadas
Páginas rasgadas
Páginas soltas
□ d comprometimento do texto Qs/ comprometimento do texto
Refilamento
Riscos
Marcas de propriedade
(assinaturas, carimbos, exlibris) etc.
Grifos ou anotações
O BSERV AÇ Õ ES
Conferido por:

/

/

Fonte: Elaborada pela Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras

2553

�3 RESULTADOS
Neste momento estamos realizando os últimos ajustes na listagem dos títulos a serem
digitalizados, pesquisando nos catálogos de outras instituições, nacionais e internacionais as
obras que já se encontram disponíveis on-line; dando prioridade para a digitalização das que
ainda se mantém restritas ao acesso local; avaliando o estado de conservação dessas obras e
por fim verificando a possibilidade ou não de digitalização quanto aos aspectos dos direitos
autorais.
Já iniciamos a digitliazação de algumas obras do nosso acervo, e neste momento
estamos trabalhando de acordo com as demandas dos usuários, seguindo os critérios citados
acima, mas que toda via não se encontram disponíveis na página da Biblioteca Digital.
Estamos estudando a melhor forma e formato para disponbilzar esses materiais, além do
tratamento da imagem e dos metadados.

ALG U M AS ED IÇ Õ E S

/

VÜ[_T 0

P A /A M PAULI/TA

Plácido e Silva &amp; Com p. Ltda.

Tanque de Jerusalem
de ALCEU CHICHORO
■
Uma cxcellenle collecção de contos humorísticos
proiusamenle illustrada
4 $000

Enredos Futeis
dfc LAERTES MUNHOZ
Leves phantasias de fino lavor

2-1500

Noções Praticas de Direito Commercial
do OR. PLÁCIDO E SILVA
Um livro indispensável a todo commercianle. con­
tendo todas as indicações necessárias á pratica de
actos mercantis
ÍOSOOO

Analyse Qualitativa Inorgânica
do DR. J, C. RODRIGUES PINHEIRO
Manual perfeito para os trabalhos práticos dc labaralorio e indispensável a c &lt; estudnme
•

Iniciação Militar
do TENENTE TH
Um compêndio necessar

Alguns exemplo de obras já digitalizadas

4 CONSIDERAÇÕES
Estamos fazendo este trabalho prévio com intenção de prever e/ou minimizar
eventuais dificuldades para que não tenhamos que realizar um retrabalho, causando possíveis
danos às obras e para que os usuários tenham acesso a cópias de qualidade, cumprindo nossa
missão de preservar para dar acesso e dar acesso para preservar.
Hoje em dia trabalhamos com uma equipe de bibliotecários, técnicos, estagiários e
bolsistas, além da ajuda da Diretoria de Tecnologia da Informação da BCCL. Esperamos que
no próximo ano, com a conclusão do prédio da Biblioteca de Obras Raras possamos contar
com uma equipe mais completa e multidisciplinar, com mais bibliotecários, historiadores,

2554

�pesquisadores, conservadores, pessoal de informática especializados nestas questões, entre
outros.
No Brasil temos ótimos exemplos de bibliotecas e arquivos que tem trabalhado com
competência nas questões relativas à digitalização, acesso e preservação dos acervos de
memória brasileiros. No entanto, o real muitas vezes pode estar distante do ideal, sabemos e
entendemos nossas dificuldades, por isso temos sempre em vista o trabalho em cooperação. É
importante que as bibliotecas compartilhem informações e experiências no intuito de poupar
esforços, recursos e assim facilitar o acesso aos usuários.

5 REFERÊNCIAS
CONARQ.

Recomendações

permanentes.

para

Abr.

a

digitalização

2010.

de

documentos

Disponível

arquivistícos
em:

&lt;

http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/media/publicacoes/recomenda/recomendaes_para_
digitalizao.pdf&gt;. Acesso em: 16 ago. 2013.
GREENHALGH, Raphael Diego. Digitalização de obras raras: algumas considerações.

Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.16, n. 3, p. 1-6, jul./set. 2011.
Disponível em: &lt; http://www.scielo.br/pdf/pci/v16n3/10.pdf&gt;. Acesso em: 18 mar. 2014.
NARDINO, Anelise Tolotti Dias; CAREGNATO, Sônia Elisa. O futuro dos livros do
passado: a biblioteca digital contribuindo na preservação e acesso às obras raras. Em questão,
Porto

Alegre,

v.

11,

n.

2,

p.

381-407,

jul./dez.

2005.

Disponível

em:

&lt;

http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/126/84&gt;. Acesso em: 14 abr. 2014.
PINHEIRO, Ana Virgínia. O espírito e o corpo do livro raro: fragmentos de uma teoria para
ver e tocar. Revista Museu : cultura levada a sério, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=1674&gt;. Acesso em: 18 mar. 2014.
RODRIGUES, Alessandra Hermógenes; CALHEIROS, Mariana Fernandes; COSTA, Patrícia
da Silva. Análise bibliológica de livros raros: a preservação ao “pé da letra” . Anais da

Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, v. 123, p. 33-48, 2003 [2007]. Disponível em:
&lt;http://www.bn.br/planor/documentos/anais_123_2003.pdf&gt;. Acesso em: 14 abr. 2014.
VIEIRA,

Letycya

Cristina

Barbosa.

DIGITALIZAÇÃO

DE

DOCUMENTOS

HISTÓRICOS : uma alternativa para a preservação e disseminação da memória e patrimônio
cultural. In: ENCONTRO REGIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO, CIêNCIA DA INFORMAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 14.,
São Luís. Ma. 2011. 14 p.

2555

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Digitalização de Obras Raras da Biblioteca Central Cesar Lattes/UNICAMP: relato de experiência</text>
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          <name>Creator</name>
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          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
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          <name>Date</name>
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              <text>A questão da digitalização dos acervos de obras raras é um assunto que envolve diversos aspectos, tais como: preservação, acesso, direitos autorais, novas tecnologias, profissionais especializados etc. Portanto, nesse trabalho nosso objetivo é compartilhar os primeiros passos na digitalização de obras raras. Através de levantamentos estatísticos, bibliografia e consulta à comunidade acadêmica elaboramos cinco etapas de trabalho no processo que envolve a digitalização. Atualmente estamos desenvolvendo a primeira etapa que consiste na preparação e seleção das obras que serão digitalizadas. Dessa etapa gerou se um formulário para análise bibliológica e uma lista de obras com potencial para digitalização e que serão avaliadas minuciosamente. A partir dessa experiência concluímos que o compartilhamento de informações entre as bibliotecas deve ser incentivado no sentido de poupar esforços, recursos e facilitar o acesso aos usuários.</text>
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