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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES ELETRÔNICAS: QUESTÕES DE
AQUISIÇÃO
Marianna Zattar
Stella Dourado

RESUMO
Os parâmetros de aquisição utilizados em bibliotecas universitárias devem ser revistos
periodicamente, já que a aquisição é um processo em constante atualização. Nesse contexto
objetiva-se no presente trabalho a apresentação de uma abordagem complementar aos
parâmetros já utilizados. No intuito de demonstrar essa abordagem mostrou-se importante,
primeiramente, apresentar o processo de aquisição na Administração Pública e, em seguida,
utilizar como abordagem um relato de experiência da indicação de diferentes formas de
aquisição, para a formação, e no desenvolvimento de coleções. Para finalizar, observa-se
especificamente a aquisição de coleções eletrônicas e indica-se a necessidade de estudos sobre
o assunto.
Palavras-chave: Desenvolvimento de coleções; Livro eletrônico; Livro digital. Aquisição.

ABSTRACT
The acquisition parameters used in university libraries should be reviewed periodically, as the
acquisition is a process in constant update. In this context we aim of this work was to present
a complementary approach to the parameters already used. In order to demonstrate this
approach proved to be important, first, to present the acquisition process in the Public
Administration and then use approach as an experience report of the indication of different
forms of acquisition, for the training and development of collections . Finally, it is noted
specifically the acquisition of electronic collections and indicates the need for studies on the
subject.
Keywords: Collection development; Electronic book; Digital book; Acquisition.

1 INTRODUÇÃO
No contexto das bibliotecas universitárias brasileiras é notável a modificação da
chamada natureza do objeto nas áreas de formação e desenvolvimento de coleções. Isso
porque os chamados objetos dos processos de aquisição, dos elementos que compõe os
acervos universitários, são cada vez mais denominados serviços (contratação, assinatura etc.),
em contraposição ao que anteriormente possuía maior incidência, ou seja, a compra de
produtos.

2490

�Além disso, o que parece uma mudança terminológica ou conceituai pode ser, na
verdade, uma alteração que impacta e impactará na origem e do desenvolvimento de coleções,
especialmente, no que tange às bibliotecas universitárias brasileiras. Se as bibliotecas
universitárias passam a mobilizar esforços e verbas para a contratação de serviço elas podem,
no que diz respeito a sua coleção, passar da perspectiva de gerenciadoras/provedoras de
produtos para serem prioritariamente gerenciadoras/provedoras de serviços.
Dessa forma, a elaboração desse trabalho parte das necessidades constatadas na
aquisição de coleções eletrônicas em bibliotecas universitárias

, especificamente na

descrição dos critérios utilizados para aquisição por compra desses formatos. Espera-se, com
essa contribuição, uma maior discussão em torno dos diferentes parâmetros utilizados na
composição/elaboração dos termos de referência.

2 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
A evolução da formação e do desenvolvimento de coleções é situada, na literatura
especializada, em dois diferentes modelos e épocas. O primeiro modelo baseado na
armazenagem (até a idade moderna) e o segundo modelo baseado no acesso (desde a idade
moderna até a atualidade) (WEITZEL, 2012). Estes modelos diferem, entre outras coisas, no
enfoque estratégico de produção e disseminação da informação.
Sabendo que biblioteca é uma interface entre os recursos de informação disponíveis e
a comunidade de usuários a ser servida (LANCASTER 2004), acredita-se que o
desenvolvimento de coleções pode ser observado como a “ação” biblioteconômica que
possibilita a disponibilização de um acervo a uma comunidade específica.
Deve-se considerar que o desenvolvimento de coleções não pode ser discutido de
maneira estática e semelhante em todas as instituições bibliotecárias. (VERGUEIRO, 1993).
Isso porque, levando em consideração os princípios da formação e desenvolvimento de
coleções, deve-se ressaltar a influência da tipologia da biblioteca, do seu público-alvo,
(também chamado de usuários potenciais) e o planejamento estratégico da organização.
Destaca-se assim que mesmo que uma biblioteca tenha similaridades com outra, ela é formada
essencialmente por pessoas e expectativas próprias e isso lhe trará terá diferenciais e
identidade.

310 Já que é cada vez mais evidente o número de bases de dados que possuem o mesmo foco/área do
conhecimento/público.

2491

�O processo de desenvolvimento de coleções em uma unidade de informação deve estar
em consonância com o planejamento estratégico da organização. Isso porque é necessário que
a coleção e os recursos ofertados nas bibliotecas/unidades de informação contemplem, como
item primário, as necessidades dos usuários/clientes.
Nesse contexto, o desenvolvimento de coleções é um processo de identificação das
forças e das fraquezas das coleções de uma biblioteca, em relação às necessidades dos
usuários e dos recursos da comunidade, na tentativa de tentar corrigir as fraquezas e manter as
forças (EVANS, 2000).
Para Maciel e Mendonça (2006) o processo de formação, desenvolvimento e
organização de coleções são encaradas e equacionadas como uma atividade de planejamento.
Dessa forma, pode-se visualizar que o trabalho em torno da formação e do desenvolvimento
de coleções está diretamente relacionado à tomada de decisão, principalmente se pautadas nas
políticas.
No caso específico das bibliotecas universitárias, o desenvolvimento de coleções deve
ter como objetivo central o atendimento à comunidade da universidade. E se a universidade
está baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão, o desenvolvimento da coleção desta
biblioteca deve ser organizado para suportar todas as atividades relacionadas.

3 COLEÇÕES ELETRÔNICAS
O livro digital está alicerçado nas tecnologias da informação e na internet, como uma
das formas de registro de informações que possibilita a transmissão do conhecimento de
forma mais rápida e dinâmica ao, por exemplo, fazê-lo circular nas redes e sistemas de
informação. Sendo assim, o livro digital promove mudanças quanto ao acesso e uso dos
suportes informacionais.
Por ser um artefato cultural relativamente novo, ainda existem diversas controvérsias
em relação ao conceito de livro digital e de livro eletrônico. Segundo o Conselho Nacional de
Arquivos (Conarq) há diferença entre os termos “eletrônico” e “digital” sob o ponto de vista
tecnológico:
Um documento eletrônico é acessível e interpretável por meio de um
equipamento eletrônico (aparelho de videocassete, filmadora, computador),
podendo ser registrado e codificado em forma analógica ou em dígitos
binários. Já um documento digital é um documento eletrônico caracterizado
pela codificação em dígitos binários e acessado por meio de sistema
computacional. Assim, todo documento digital é eletrônico, mas nem todo
documento eletrônico é digital (CONARQ, 2012)

2492

�Uma das definições para livro digital é que este pode ser uma versão do livro impresso
por meio da digitalização. Earp e Kornis (2005, p. 146) abordam esse conceito quando dizem
que:
[...] livros digitais cobrem um amplo espectro de material, indo de uma
conversão literal de livros impressos, por meio de escaneamento de páginas
ou da criação de arquivos PDF311, a complexos trabalhos digitais que não
podem ser convertidos em forma impressa. De modo geral, eles existem
independentemente dos aparelhos que podem ser usados para acessá-los.

O livro eletrônico pode ser entendido como aquele que é acessado somente em
aparelhos de leitura específicos ou dedicados, como por exemplo, o Kindle, Sony E-Reader,
entre outros. O aparelho de leitura “funciona como um hardware, que tem como finalidade a
leitura do livro digital, em local remoto ao computador, no qual possui recursos específicos
para a exibição do arquivo digital” (SILVA; BUFREM, 2001. p. 7).
Percebe-se uma tendência, sobretudo em outros países, de usar a denominação “livro
eletrônico” como padrão terminológico, apesar do termo “livro digital” ser mais abrangente,
como comprovou-se com as definições acima. “Livro eletrônico” é usado comumente para
designar conteúdo, formato, software de leitura e devices ou e-readers. Com isso, o termo é
mais utilizado por editores e fornecedores nacionais e internacionais de bases de dados para
vender seus produtos digitais.
Rao (2005) afirma que há diferentes tipos de definições encontradas na literatura:
mídia (um tipo de objeto), formato (diferentes formas de livros que vão desde representação
até distribuição, a exemplo de textbooks, picture books, talking books, multimedia books,
cyberbooks etc, além de device ou e-reader (equipamento com software de leitura portátil) e
delivery (livro que pode ser publicado numa página da web).
Cabe aqui ressaltar que recentemente, foi criado o Projeto de Lei 4534/2012 que altera
o artigo 2.° da lei n° 10.753, de 30 de outubro de 2003, que institui a Política Nacional do
Livro, que ainda está em tramitação no governo. Neste projeto de lei o livro é considerado
para efeito de lei como
[...] publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica,
grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em
brochura, em capas avulsas, em qualquer forma ou acabamento, assim como
a publicação desses textos convertidos em formato digital, magnético ou
ótico, ou impressos no sistema Braille (BRASIL, 2012).
311 O formato PDF é um formato de padrão aberto. Foi criado pela Adobe em 1993 como formato proprietário,
mas em 2008 se tornou oficialmente um formato aberto e sua especificação está disponível na ISO 32000­
1:2008 Document management -- Portable document format -- Part 1: PDF 1.7. (INTERNATIONAL
ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION, 2008).

2493

�De acordo com essa definição do projeto de lei, só é considerado “livro” os livros
eletrônicos originados do processo de digitalização, sendo desconsiderados os livros digitais
e/ou eletrônicos que são chamados de “nascidos digitais”, ou seja, que não possuem uma
versão impressa. Por ser uma discussão muito nova em nosso país, escolhe-se aqui o não
aprofundamento dessas questões em torno das particularidades sobre a futura lei. Como
recurso metodológico será considerado coleção eletrônica aquela que é formada por livros
eletrônicos.

4 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES ELETRÔNICAS
A grande quantidade de tipos de livros digitais e eletrônicos é resultado do processo
contínuo de inovação tecnológica na sociedade. Vive-se um momento de mudanças de
paradigmas e de comportamentos viabilizadas pelo meio eletrônico. Cada vez mais os livros
digitais e eletrônicos estão mais acessíveis online e com isso há uma maior produção e
circulação desse novo artefato cultural.
A variabilidade de formatos disponíveis em termos de recursos informacionais sempre
foi uma realidade. Como exemplo, as bibliotecas que possuem em seu acervo periódicos e
livros etc. Neste contexto enquadram-se também diferentes acessos, como é o caso das
coleções eletrônicas e digitais. De tal forma que nota-se que o desenvolvimento de coleções
em uma biblioteca universitária deve incorporar em suas atividades diferentes formatos e
acessos que atendam sua comunidade.
No Brasil o desenvolvimento de coleções eletrônicas foi iniciado a partir da
identificação de um aumento das formas de acesso e uso das coleções disponíveis no mercado
editorial. Esperava-se que diferentes formatos em uma coleção pudessem atender às “novas”
necessidades de acesso da comunidade ao acervo do sistema de bibliotecas.
Por ser a alta produção uma natureza da área do conhecimento, pode-se notar que as
primeiras coleções adquiridas em bibliotecas universitárias tinham como objetivo específico o
atendimento aos usuários dos cursos das áreas de saúde. Esta escolha se deu em função das
demandas da própria comunidade que, entre outras coisas, precisava de um acesso mais
rápido à publicação científica da área.
Quando novos formatos chegaram às bibliotecas brasileiras, especialmente no início
dos anos 2000, o modelo de negócio dos fornecedores e representantes focava na venda de
coleções exclusivas de editoras, sem qualquer análise/seleção particular e específica dos
solicitantes. Era o tempo do chamado “pacote”.

2494

�Nesse início dos anos 2000, na administração pública brasileira, quando se dava a
aquisição deste formato, em vistas do modelo disponível, os processos eram formados com
vistas à inexigibilidade de licitação. Isto porque o fornecedor possuía a exclusividade na
disponibilização das coleções. Quanto ao modo, tratava-se de compra, pois os livros
eletrônicos aqui eram adquiridos como produtos, visto que naquele momento comprava-se a
coleção e não o seu acesso.
Já em meados da primeira década dos anos 2000 presenciou-se um aumento das
demandas de uma maior variabilidade de formatos por parte das comunidades das bibliotecas.
Deixava-se de ser uma alternativa a coleção em formato eletrônico para ser, em muitos casos,
o formato único em determinadas unidades de informações. Essa mudança provocou a
necessidade de novos modelos de negócios oferecidos por fornecedores/representantes das
questões ligadas a essa prática. Em especial nas bibliotecas universitárias que priorizam o
atendimento ao usuário com a provisão de informações correntes

.

Esse aumento de interesse nos diferentes formatos da comunidade bibliotecária e a
disponibilização de novas formas de aquisição promoveu novas formas de compra e modelos
de negócios.

5 DESENVOLVIMENTO

DE

COLEÇÕES

ELETRÔNICAS:

FORMAS

DE

AQUISIÇÃO
Após pesquisa com diferentes fornecedores que atendem ao mercado brasileiro e
prática profissional, chegou-se à identificação de quatro diferentes formas de aquisição compra, assinatura, acesso perpétuo e compra com assinatura - das coleções eletrônicas com
maior incidência nas bibliotecas universitárias da administração pública. Dessa forma, segue
abaixo a apresentação ilustrativa das identificações feitas.

Quadro 1 - Formatos de aquisição
A quisição

Tipo

D espesa

P o s s e (backup)

Compra
Assinatura
Acesso perpétuo
Compra com assinatura

Produto
Serviço
Serviço
Produto e Serviço

Despesa de capital
Despesa corrente
Despesa corrente
Despesa de capital e corrente

Sim
Não
Às vezes
Às vezes

Fontes: As autoras.

312 Há que se considerar que muitas bibliotecas universitárias possuem um acervo histórico e de memória
primoroso. Contudo, destaca-se aqui que o objetivo deste trabalho é tratar de coleções correntes, novas e
atuais.

2495

�Na forma de aquisição por compra, o produto é adquirido permanentemente pela
instituição, isto é, a aquisição é perpétua e a posse dos materiais é da requerente. A escolha
dos títulos pode ser feita por pacote (coleção fechada) ou por título e não são feitas
atualizações automáticas das edições.
A aquisição por assinatura consiste na contratação do serviço para o acesso é realizada
por um período de tempo e que pode ser renovado. A escolha dos títulos pode ser feita por
pacote ou por título e as atualizações das edições são automáticas. Contudo, a posse do
material é do fornecedor, salvo em alguns casos, após o fim do contrato e caso não haja
renovação, onde o fornecedor pode ou não disponibilizar os títulos ou o acesso aos títulos
assinados no período da assinatura vigente, interrompendo a atualização das edições.
No formato de acesso perpétuo é feita a contratação do serviço para o acesso. É
considerada como aquisição perpétua, mas o que se adquire perpetuamente é a licença de uso,
pois a posse dos materiais continua sendo do fornecedor. A escolha pode ser feita por pacote
ou por título e não há atualizações automáticas das edições.
A última forma de aquisição é a compra com assinatura, onde o serviço para o acesso
é contratado e há a aquisição permanente do produto. Isto quer dizer que a instituição compra
o produto e ao mesmo tempo contrata o serviço para ter acesso aos livros na plataforma do
fornecedor. A posse dos materiais é da requerente, mas esta não administra as obras
adquiridas, que são acessadas diretamente na plataforma do fornecedor. A escolha das obras
pode ser por título ou por pacote e a atualização das edições pode ser automática ou não.
As diferenças entre os principais de formatos de aquisição estão, entre outras coisas,
no tipo, na despesa e na posse do item.
Com relação ao tipo, se produto ou serviço está atrelado essencialmente à questão da
necessidade de utilização de software para acesso ao conteúdo. Em geral, quando se utiliza o
modelo de serviço, prioriza-se a intermediação entre o conteúdo e o usuário, sendo
frequentemente associado ao software, plataforma etc. Já o produto estaria associado ao título
propriamente dito. Quanto à variação dos “tipos”, a diferença, com relação ao conteúdo de
determinado título, está na possibilidade de atualização contínua dos títulos. A coleção será
impactada, caso tenha essa previsão, podendo ser mais atual e corrente.
Com relação à despesa pode-se visualizar a questão da ordenação/classificação das
despesas. Despesas de capital são “despesas relacionadas com aquisição de máquinas
equipamentos, realização de obras, aquisição de participações acionárias de empresas,
aquisição de imóveis, concessão de empréstimos para investimento. Normalmente, uma
despesa de capital concorre para a formação de um bem de capital, assim como para a

2496

�expansão das atividades do órgão.” (BRASIL, 2014b). E despesas correntes são “despesas de
custeio de manutenção das atividades dos órgãos da administração pública [...]. Estão nesta
categoria as despesas que não concorrem para ampliação dos serviços prestados pelo órgão,
nem para a expansão das suas atividades.” (BRASIL, 2014a). No que tange a ordenação de
despesa, os itens adquiridos por compra/acesso perpétuo são classificados em "despesa de
capital". Essa diferenciação influencia diretamente o tipo de acordo firmado entre a instituição
que adquire os itens e a instituição fornecedora. Como por exemplo, se é adquirido por
contratação de serviço ou compra de produto.
Com relação à posse a diferença está em quem detém os direitos do conteúdo do
material e do acesso. Por exemplo, quando a aquisição se dá por compra, as obras são
entregues às instituições em forma de back-up e são por elas administradas, porém quando
são adquiridas por qualquer uma das três outras formas, embora tenha a posse, a instituição
deve pagar um preço para ter acesso ao conteúdo.
A compreensão das formas de aquisição de formatos eletrônicos, bem como das
terminologias - despesa de capital e despesa corrente - possibilita a elaboração de parâmetros
a serem utilizados na composição/elaboração dos termos de referência, de forma mais precisa
e contundente.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Procurou-se aqui apresentar um panorama do desenvolvimento de coleções eletrônicas
dentro o recorte proposto. No âmbito das transformações sociais e culturais acarretadas pela
inserção do livro no formato digital/eletrônico na sociedade, tornou-se imprescindível uma
mudança nos processos de formação e desenvolvimento de coleções, sobretudo em bibliotecas
universitárias.
Buscou-se elucidar a questão terminológica ou conceitual sobre livros digitais e
eletrônicos, mostrando que este último é mais comumente usado. Essa elucidação evidencia o
conhecimento dessas terminologias é de fundamental importância para o desenvolvimento de
coleções eletrônicas para que, entre outras coisas, se saiba que há diferença entre um arquivo
em pdf (livro digital) ou um arquivo em epub (livro eletrônico).
Com isso, percebeu-se a necessidade de se ter maiores discussões a respeito da
conceituação de livros digitais/eletrônicos e até mesmo uma reformulação do PL 4.534/2012,
para que os livros nascidos digitais sejam contemplados. Outra discussão importante seria a
diferenciação dos livros digitais/eletrônicos do objeto livro, pois se tratam de objetos com
naturezas e suportes distintos.

2497

�Observou-se que com o tempo e com as demandas, novos modelos de negócios
(serviços) foram surgindo e se adequando às necessidades dos compradores, neste caso,
bibliotecas universitárias. Esses novos modelos de negócio possibilitam o acesso perpétuo às
obras adquiridas, em alguns casos com back-up, e representam um grande avanço para o
desenvolvimento de coleções eletrônicas em bibliotecas, pois demonstram que os
fornecedores devem estar em constante atualização e transformação para atender às
necessidades dos compradores - gerenciadores/provedores de serviços, e não o contrário como
era feito no início, quando a compra era feita por uma coleção pré-determinada.
Pretendeu-se com este trabalho, atenuar algumas dificuldades na aquisição de coleções
eletrônicas em bibliotecas universitárias, apresentando esses novos modelos de negócios e as
suas implicações no processo de desenvolvimento de coleções eletrônicas. Ressalta-se que um
maior entendimento desses modelos de negócios e das terminologias relacionadas à
ordenação/classificação das despesas, pode auxiliar o desenvolvimento de critérios e
parâmetros para a aquisição de coleções eletrônicas. Acredita-se que ainda há muito a ser
feito, e, por isso, se faz necessário o desenvolvimento de estudos que tragam cada vez mais
critérios de aquisição de coleções eletrônicas, para a obtenção de parâmetros a serem
utilizados na composição/elaboração dos termos de referência.

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DF,

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2500

�</text>
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Documentação&#13;
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Os parâmetros de aquisição utilizados em bibliotecas universitárias devem ser revistos periodicamente, já que a aquisição é um processo em constante atualização. Nesse contexto objetiva-se no presente trabalho a apresentação de uma abordagem complementar aos parâmetros já utilizados. No intuito de demonstrar essa abordagem mostrou-se importante, primeiramente, apresentar o processo de aquisição na Administração Pública e, em seguida, utilizar como abordagem um relato de experiência da indicação de diferentes formas de aquisição, para a formação, e no desenvolvimento de coleções. Para finalizar, observa-se especificamente a aquisição de coleções eletrônicas e indica-se a necessidade de estudos sobre o assunto.</text>
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