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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

COMUNICAÇÃO NA BIBLIOTECA: UMA REFLEXÃO SOBRE O MODELO DE
COMUNICAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFG

Rose Mendes da Silva
Maria Francisca Magalhães Nogueira

RESUMO
Relato acerca da pesquisa que está em curso no mestrado em Comunicação na Universidade
Federal de Goiás (UFG). O objeto teórico da pesquisa é a análise da comunicação emitida
pelo Sistema de Bibliotecas (Sibi) da UFG a partir de três setores como parâmetro e
representação: a Seção de Referência, a Gerência de Circulação e o Setor de Comunicação,
todos instalados na Biblioteca Central - que se constitui no objeto empírico da pesquisa.
Nesta pesquisa a biblioteca e a comunicação emitida por ela estão sendo vistas de forma
multidimensional, partilhando do pensamento sobre complexidade de Edgar Morin, um dos
autores-base para este estudo. Além da análise em si da comunicação emitida pela
organização Sibi/UFG, são objetivos: verificar se a cultura (filosofia, valores, política,
objetivos) da instituição está realmente sendo expressa através da comunicação que ela emite;
levantar meios, fluxos e redes de comunicação nos setores selecionados; verificar quais
meios, dentre os utilizados, são mais eficazes no quesito alcance dos públicos do Sibi/UFG;
identificar se a linguagem e as estratégias utilizadas para emitir a comunicação estão
adequadas a estes públicos, tendo como parâmetros os setores selecionados. O método que
está sendo utilizado é o estudo de caso, fazendo-se uso do diário de campo, das pesquisas
documental e institucional e de entrevistas. Pretende-se, como resultados, projetar ângulos e
facetas da comunicação do Sibi/UFG com seus públicos se valendo da dimensão institucional
da comunicação administrativa, interna e institucional.
Palavras-chave: Comunicação organizacional. Biblioteca. Biblioteca universitária.

ABSTRACT
Report about the research that is currently underway in the masters in communication at
Universidade Federal de Goiás (UFG). The theoretical object of the research is the analysis of
the communication issued by the library system (Sibi) of UFG from three sectors as parameter
and representation: the reference section, circulation management and the communications
sector, all installed in the Central Library - which constitutes the object of empirical research.
In this research the library and the communication issued for her are being multidimensional
form views, sharing thoughts on complexity of Edgar Morin, one of the authors-the basis for
this study. In addition to the analysis itself of the communication issued by the Sibi/UFG
organization, are objectives: verify if the culture (philosophy, values, politics, objectives) of
the institution is really being expressed through the communication which it emits; lift,
streams media and communication networks in selected sectors; check which means, one of
those used, are more effective in terms of achievement of the public Sibi/UFG; identify

2403

�whether the language and the strategies used to issue the communication are suitable to these
audiences, having as parameters the selected sectors. The method that is being used is the case
study, making use of the field journal, documentary research and institutional and interviews.
It is intended, as a result, design angles and facets of Sibi/UFG communication with its
stakeholders if worth of institutional dimension of administrative communication, internally
and institutional.
Keywords: Organizational communication. Library. University library.

1 INTRODUÇÃO
A introdução de ações sistematizadas de comunicação nas bibliotecas no Brasil, de
modo geral, é recente. No caso específico do objeto desta pesquisa esta realidade não é
diferente, pois somente após 19 anos de criação do órgão ‘biblioteca’ na Universidade Federal
de Goiás (UFG) ela teve seu primeiro trabalho sistematizado de comunicação. A importância
de implementar novos processos e políticas de comunicação cada vez mais integrado nas
organizações, em especial, na biblioteca, motivou a realização deste trabalho.
O objeto empírico deste estudo é a Biblioteca Central, que, neste caso, representa o
todo do Sistema de Bibliotecas da UFG (Sibi/UFG) e me permite apontar indicadores para o
sistema como um todo. E, no âmbito da Biblioteca Central, a pesquisa empírica está focada
em três grandes setores: a Seção de Referência, a Gerência de Circulação e o próprio Setor de
Comunicação. A escolha da Biblioteca Central como representação se justifica no fato de que
esta é a unidade mais antiga do Sibi/UFG e é onde estão instaladas as gerências dos setores de
interesse nesta pesquisa. Também não se tem a intenção de captar todo o universo das oito
bibliotecas que compõem o Sibi/UFG hoje - são quatro unidades na capital do Estado e
quatro em cidades do interior, com a perspectiva de criação, em médio prazo, de outras duas.
Vale ressaltar que, apesar de fisicamente instalado na Biblioteca Central, a atuação do Setor
de Comunicação compreende as oito unidades do Sibi/UFG com o apoio das gestões locais.
As atividades básicas das bibliotecas - tais como aquisição, processamento e
atendimento aos usuários - objetivam, em última instância, comunicar o conhecimento. Logo,
impõe-se a elas a imprescindibilidade de manter efetivos programas de comunicação, pois a
comunicação, por facilitar o estabelecimento e a manutenção do diálogo entre as partes
interessadas em qualquer tipo de organização300 - e as bibliotecas são um tipo de organização,
possibilita o ajustamento e a coordenação de todos os tipos de relações. Razão pela qual
nenhuma organização pode depreciá-la ou ignorá-la.
300 Considerando-se que ‘organização’, como sinônimo de empresa/instituição/empresa/corporação, é “[...] um
sistema social e histórico, formal, que obrigatoriamente se comunica e se relaciona, de forma endógena, com os
seus integrantes, de forma exógena, com outros sistemas sociais e com a sociedade.” (NASSAR, 2009, p. 62).

2404

�Outro aspecto a se considerar é que a informação se efetiva somente a partir do
momento em que é comunicada. Ela, em si mesma, nada significa, nada tem de real se não for
captada, se não for compreendida por quem a recebe. A informação, para ter valor, precisa,
portanto, ser comunicada e fazer sentido para quem a recebe ou dela necessite. Neste sentido,
é preciso haver um trabalho de comunicação constante e planejado da biblioteca e de seus
produtos e serviços. O descuido com a comunicação pode levar, entre outras coisas, à
subutilização dos produtos e serviços colocados à disposição dos usuários pelo simples
desconhecimento dos principais interessados, por exemplo.

2 COMUNICAÇÃO E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL
Considera-se, nesta pesquisa, o pensamento de Nassar (2009), que diz que a
comunicação é o componente mais importante para estabelecer relações nas organizações com
os mais diversos públicos, além de facilitar o diálogo acerca de suas políticas, ações e
pretensões. Diz ele: “É por meio da comunicação que ela [a organização] [...] informa,
organiza e reconhece os seus públicos de interesse, entre os quais seus colaboradores; legitima
a sua existência; e trabalha pela melhoria do ambiente de trabalho, entre outros objetivos.”
(NASSAR, 2009, p. 64).
Se no meio empresarial, “[...] o papel estratégico da Comunicação é auxiliar
internamente, motivando os empregados a uma ação produtiva e, externamente, ajudando a
posicionar a empresa junto aos seus públicos externos.” (CORRADO, 1994, p. 35), também o
é nas bibliotecas. Neste sentido, o papel do profissional de comunicação atuando em uma
biblioteca é o de desenvolver, mediar e avaliar os processos de comunicação internos e
externos da organização, possibilitando não só a criação de uma imagem positiva da mesma,
bem como a livre circulação das informações, a promoção do conhecimento e,
consequentemente, a produção de efetiva comunicação.
Nos modelos integrados de comunicação organizacional - também chamada de
comunicação empresarial ou institucional, a área abrange o espectro das atividades de
imprensa, relações públicas, propaganda, editoração, identidade visual e ainda programas
relacionados à captação, armazenamento, manipulação e disseminação de informações. A
comunicação organizacional objetiva criar sentimento de pertencimento nos colaboradores,
propiciar o intercâmbio de ideias, promover a integração, influenciar atitudes e preferências e,
ainda, colaborar para que as estratégias e ações estejam em sinergia com os objetivos
programados pela organização. Na sua face voltada para o público externo à organização
objetiva também promovê-la, visando obter uma atitude favorável deste público para com ela.

2405

�Em resumo, pretende “[...] assegurar fluxos regulares de informação entre a organização e
seus públicos, de forma a manter o equilíbrio do sistema.” (REGO, 1986, p. 67).
As organizações modernas possuem diversas formas de se comunicar com a sociedade
e estabelecer sua imagem e conceito. Manter um Setor de Comunicação - que pode ter outros
nomes, como Assessoria, Departamento ou Divisão de Comunicação - é uma delas. Seu
funcionamento deve ser como o de um termômetro, medindo a temperatura da organização.
Características como capacidade de detectar previamente situações, de mapear angulações e
pontos de vista, de planejar, enfim, são bem vindas.
O planejamento, aliás, é um dos pontos que diferenciam um simples trabalho de
divulgação de um trabalho coordenado de comunicação organizacional. E um dos maiores
desafios da comunicação é compatibilizar a imagem da organização com a sua identidade.
Enquanto a identidade corresponde à personalidade da organização - que pode ser
decomposta na sua linha de produtos, na cultura organizacional, tradição e história, entre
outros aspectos -, a imagem advém dos públicos. A imagem é formada a partir do material
que o público possui sobre a organização. E não raro acontece um desajuste entre a identidade
e a imagem da corporação, podendo prejudicar o desenvolvimento da mesma, gerando uma
crise de imagem (REGO, 1986).
Wolton (2004) observa ainda que não se pode esquecer um item bastante relevante no
processo de comunicação com os públicos: a padronização da comunicação emitida. Não no
sentido de pasteurizar o processo, mas sim no sentido de que a padronização facilita a
previsibilidade, um dos facilitadores do processo de comunicação. E o planejamento de
comunicação permite certa previsibilidade a partir das rotas e caminhos a tomar, previamente
analisados e desenvolvidos, inclusive, para as crises. Estas podem ser de diversos tipos, como,
por exemplo, uma pane no sistema de gerenciamento dos serviços de empréstimo e devolução
de material.

3 OS OBJETIVOS, O MÉTODO E AS TÉCNICAS
Na pesquisa em questão, inicialmente foi feita uma incursão na história a partir do
surgimento do Sibi com o objetivo de melhor situá-lo no contexto da UFG. Além disto, tevese o cuidado de conhecer sua estrutura para, a partir daí, analisar a comunicação emitida pela
biblioteca a seus públicos. Os objetivos empreendidos estão indo no sentido de verificar se a
filosofia, os valores, a política, os objetivos inerentes à instituição estão realmente sendo
expressos através da comunicação que ela emite. Além disto, estão sendo levantados os meios
e verificados quais, dentre os utilizados, são mais eficazes no quesito alcance dos públicos do

2406

�Sibi/UFG e, ainda, verificadas se a linguagem e as estratégias utilizadas para emitir a
comunicação estão adequadas a seus públicos, tendo como parâmetros os setores
selecionados.
Quanto à metodologia, escolheu-se um caminho que se faz enquanto se caminha, no
processo de produção do conhecimento que se deseja. As técnicas de pesquisa selecionadas
são instrumentos de coleta de dados em consonância com o método, a metodologia, o
problema em foco e os resultados que se deseja alcançar. Tendo em vista esta concepção, a
escolha do método se deu pelo estudo de caso, que “[...] enquadra-se em uma abordagem
qualitativa e é frequentemente utilizada para a coleta de dados na área de estudos
organizacionais [...].” (CESAR, 2005, p. 3). Neste método os dados são coletados a partir de
múltiplas fontes e o foco temporal é bastante amplo, pois se pode estudar o fenômeno com
base em situações contemporâneas ou passadas, mas que sejam importantes para a
compreensão das questões colocadas.
Assim, o que se propôs realizar nesta pesquisa, que é de natureza qualitativa, envolve
grande variedade de materiais empíricos que, de certa forma, descrevem a rotina e os
significados da comunicação dentro do Sibi/UFG. A caminhada está estruturada em partes
que só se separam por uma questão metodológica. São elas: a) revisão bibliográfica; b) diário
de campo; c) pesquisa documental; d) pesquisa institucional ou administrativa; e) entrevista.
O diário de campo é uma ferramenta útil para não se perder de vista o que acontece no
dia-a-dia do órgão - a Biblioteca Central, no caso, que é o objeto empírico deste trabalho e
onde atuo, pois sou servidora da instituição. Este tem permitido fazer anotações, observações
e levantar questões no cotidiano da pesquisa, ou seja, na vivência da instituição. Não se está
aqui propondo nenhuma pesquisa etnográfica - com informantes previamente selecionados,
como propõe DaMatta (1987); são anotações informais, porém valiosas percepções de valores
e ideias da realidade do Sibi/UFG que estão sendo utilizadas na redação da dissertação.
A pesquisa institucional ou administrativa é a “[...] compilação de dados resultantes de
atos administrativos ou opiniões de diretores, chefes e funcionários, bem assim a sua
interpretação e apresentação inteligente [...].” (ANDRADE, 1988, p. 52 apud FORTES, 1990,
p. 20). Esta tem permitido conhecer mais sobre o Sistema de Bibliotecas: sua história,
estrutura física, estrutura de funcionamento, relacionamento entre as pessoas, produtos e
serviços oferecidos, bem como informações acerca dos setores selecionados especificamente
para esta pesquisa.
Já a pesquisa documental está permitindo estudar documentos que fazem parte da
comunicação administrativa de modo geral e, em particular, dos setores selecionados. Bem

2407

�como documentos que fazem parte da comunicação institucional (interna) dividida em mídias
do tipo tecnológicas, escrita dirigida, visuais e outras. Nas mídias escritas se está buscando
materiais tais como: folders, panfletos, memorandos e outros pertinentes. Tendo claro que a
comunicação do Sibi/UFG está sendo observada do ponto de vista do emissor.
A próxima etapa dentro da pesquisa documental é a análise do site do Sibi e também o
da UFG, este é gerenciado pela Ascom/UFG. Para a análise de ambos os sites, em particular,
buscar-se-á autores que versam sobre a temática ‘avaliação de fontes de informação na
internet’, tais como Tomaél et al (2004), que propõem critérios de avaliação para este tipo de
fonte por entenderem que os sites devem permitir que a recuperação das informações seja de
qualidade.
A última etapa metodológica prevista são as entrevistas, as quais serão realizadas com
dois grupos. O primeiro é composto pelos colaboradores que atuam nos setores selecionados,
entre servidores efetivos e terceirizados. O segundo é composto por alguns dos usuários dos
mesmos setores, são estudantes e servidores da UFG que têm por hábito utilizar a Biblioteca
Central e que serão selecionados através do software gerenciador que o Sibi/UFG utiliza.
Pretende-se levantar o que os dois grupos pensam sobre os referidos setores a partir da
comunicação que é emitida pela Biblioteca Central - que, como dito, constitui-se no objeto
empírico deste estudo. Esta pesquisa já passou pelo Comitê de Ética da UFG, tendo sido
aprovada. Bem como também já foram realizados os pré-testes com os questionários para a
pesquisa empírica e sua execução está prevista para a segunda semana do mês de agosto.
Ressalta-se que esta é uma pesquisa que prescinde de autores das áreas de Ciência da
Informação/Biblioteconomia e da área de Comunicação, pois há uma convergência das
mesmas no trabalho realizado no Setor de Comunicação do Sibi/UFG. E, no dia-a-dia do
trabalho em si, em determinados momentos, existe até mesmo a exigência de que o
profissional que ali atua conheça mais a fundo sobre aspectos específicos da área de
Biblioteconomia para que o trabalho flua.

4

PESQUISANDO

O

PROCESSO

DE

COMUNICAÇÃO

NO

SIBI/UFG:

RESULTADOS INICIAIS
A partir da pesquisa documental levantou-se a história não só do Sibi/UFG como
também do Setor de Comunicação, que é o ponto de partida do projeto que deu origem à
pesquisa em curso. As duas narrativas estão entrelaçadas no primeiro capítulo da dissertação,
concluído e apresentado na qualificação desta pesquisadora em março deste ano.

2408

�Criado em 1992 a partir de um projeto experimental de alunos do curso de Relações
Públicas da UFG, o Setor de Comunicação é hoje um departamento consolidado na estrutura
do Sibi/UFG. O setor funcionou, durante seus primeiros anos, como parte da Seção de
Referência e sob a coordenação de uma bibliotecária. A partir de 1997 uma profissional de
jornalismo, lotada na Biblioteca Central, assumiu a função de gerir o processo de
comunicação nas bibliotecas e o setor foi desmembrado, tomando corpo próprio.
No entanto, isto não significa que o setor atue de forma independente - uma das
constatações já possíveis na pesquisa. Pelo contrário, a maior parte de suas atividades é
interligada à Seção de Referência e à Gerência de Circulação, por estes serem os dois setores
que oferecem a maioria dos produtos e serviços da biblioteca - e é tudo corroborado, é claro,
pela direção do Sibi/UFG. É perceptível também que há um modelo de comunicação do
Sibi/UFG e que este está impregnado do modelo de gestão da biblioteca, o qual é baseado na
participação, nas decisões colegiadas e na corresponsabilidade. De modo que as decisões
inerentes ao Setor de Comunicação, e ao processo de comunicação em si, também são
tomadas de forma colegiada, com participação e corresponsabilidade da direção do Sibi.
Mesmo porque, não faria sentido algum o planejamento de comunicação não estar alinhado às
propostas, ideias e visões da gestão da biblioteca.
Também entre os dados inicialmente levantados na pesquisa em curso, tem-se que o
Setor de Comunicação do Sibi/UFG - cuja implantação completa 22 anos em 2014,
atualmente reúne e executa 38 atividades, entre permanentes e esporádicas. Tais atividades
são previamente definidas em um plano anual de comunicação que é construído em conjunto
com a direção do sistema e as gerências das seções. Este plano reúne desde as atividades mais
simples - como elaborar a lista de aniversariantes e o envio de agradecimentos por doações
recebidas, até as mais complexas - como a produção do vídeo institucional da biblioteca (do
roteiro à finalização), a manutenção do site do Sibi/UFG, incluindo aí o contato com os
usuários pelo Fale Conosco, entre outros.
Está claro que a responsabilidade principal do Setor de Comunicação do Sibi/UFG é a
de gerir a comunicação das bibliotecas com seus públicos, facilitando o diálogo entre um lado
e outro. Para tanto, utilizando-se das ferramentas disponíveis, tais como as mídias tradicionais
- boletim informativo, cartaz, panfleto e folder; bem como as mídias mais recentes: website,
intranet, rede social e e-mail.
No caso do Sibi/UFG, os públicos com os quais o Setor de Comunicação trabalha está
separado em três categorias bem definidas: a) público interno - composto pelos colaboradores
das bibliotecas (que inclui servidores do quadro permanente, terceirizados, bolsistas,

2409

�estagiários, pessoal da limpeza e da segurança); b) público misto - composto pelos
funcionários da UFG do quadro permanente, terceirizados e visitantes, e pelos estudantes da
instituição de todos os níveis - da creche até a pós-graduação, passando pelos intercambistas
e oriundos de projetos; e c) público externo - todo aquele que não tem vínculo algum com a
UFG, denominado ‘comunidade em geral’.
A partir do levantamento já realizado para a pesquisa em questão - utilizando-se da
pesquisa institucional, compreendida em entrevistas com ex-diretores e servidores mais
antigos de casa que atuam na Biblioteca Central - foi possível inferir que a inserção do
trabalho de comunicação, desde o princípio foi bem aceita pelo grupo de colaboradores. Ou
seja, havia uma lacuna a ser preenchida. E, talvez por isso, conseguiu-se firmar sua
necessidade na estrutura da biblioteca, de forma que as equipes já não veem a organização
sem o Setor de Comunicação. Também foi possível concluir que, apesar de o setor não existir
oficialmente no organograma do Sibi/UFG, cujo desenho utilizado ainda é baseado no
primeiro regimento, que é de 1980, não há conflitos acerca de sua necessidade e de sua
atuação, seja dentro do Sistema de Bibliotecas, seja na instituição maior, a UFG.
Pelo contrário, o Setor de Comunicação do Sibi é reconhecido institucionalmente e,
inclusive, atua em parceria com a Assessoria de Comunicação da universidade - a
Ascom/UFG. Assim, não é demais afirmar que a comunicação na biblioteca se constitui em
um processo no qual todo o Sibi/UFG participa, de forma direta ou indireta, e que foi sendo
constituído e consolidado ao longo destes anos na cultura

da organização como um setor

que é imprescindível para o bom desenvolvimento de suas atividades.
Outro aspecto já identificado - a partir da pesquisa documental, utilizando-se de
relatórios gerais e das seções, quanto das entrevistas, é que a implantação de um novo
software gerenciador nas bibliotecas do Sibi/UFG em 2004 contribuiu para o fortalecimento
do Setor de Comunicação em sua estrutura, de forma direta e indireta. Conforme os relatos
coletados entre os servidores, a partir daquele ano o setor passou a atuar de forma mais
integrada às demais seções da biblioteca, em particular no que diz respeito à divulgação de
produtos e serviços novos propiciados pelo software recentemente implantado. Percebe-se
que, por um lado, tal integração aumentou significativamente o montante de serviço do setor;
por outro, acabou por reforçar sua importância na estrutura da biblioteca.

301 Está-se usando a definição de Morin (2002) para a cultura, o qual diz que esta “ [...] caracteriza as sociedades
humanas é organizada/organizadora via o veículo cognitivo da linguagem, a partir do capital cognitivo coletivo
dos conhecimentos adquiridos, das competências aprendidas, das experiências vividas, da memória histórica, das
crenças míticas de uma sociedade. [...] E, dispondo de seu capital cognitivo, a cultura institui as regras/normas
que organizam a sociedade e governam os comportamentos individuais.” (MORIN, 2002, p. 19, grifo do autor).

2410

�Daí se pode inferir que o setor foi fortalecido com a mudança de software, pois teve
sua importância ampliada, alcançando todas as instâncias do órgão ‘biblioteca’, ao ponto de
algumas das outras unidades do Sibi/UFG terem a preocupação de ter um Setor de
Comunicação presente em suas estruturas para assessorá-las. Como já dito, atualmente o setor
está fisicamente instalado na Biblioteca Central e realiza suas atividades com o apoio das
gestões locais de cada biblioteca.
O que, aliás, é um dado encontrado e que pode ser considerado um ponto fraco - a
ausência de um setor, ou de uma pessoa dedicada, para gerenciar o processo de comunicação
em cada uma das bibliotecas de acordo com suas necessidades locais, visto que a quantidade
de serviço tem aumentado e que as bibliotecas setoriais têm sentido a necessidade de ter um
apoio mais próximo para suas atividades de comunicação. Até 2005 o Sibi/UFG era composto
por três bibliotecas, todas em Goiânia, hoje já são oito, com previsão de mais duas serem
construídas em curto prazo. O novo software gerenciador permitiu a incorporação das
unidades setoriais ao sistema, o que levou ao aumento do raio de atuação tanto do Sibi/UFG
quando do próprio Setor de Comunicação, alcançando também o interior do Estado.
Outro aspecto já detectado do fortalecimento do Setor de Comunicação na estrutura do
Sibi/UFG é que o setor integra a proposta de novo regimento do órgão, que está em fase de
aprovação na instituição, a UFG. O documento traz uma proposta de organograma que inclui,
de forma definitiva, o Setor de Comunicação como uma instância de assessoria para todo o
sistema, vinculado à direção do Sistema - institucionalizando uma prática já existente, na
verdade. A aprovação institucional deste documento, com o novo desenho de organograma
proposto, trará a possibilidade de a biblioteca pleitear, para seu quadro de pessoal efetivo,
profissionais da área de comunicação, bem como também de vagas para estagiários da área.
Possibilidades que hoje não existem.
Na pesquisa até agora empreendida se pode considerar que o fato de a comunicação,
como processo de mediação, interação e integração para melhor servir o usuário, ser bem
aceita pelos colaboradores e gestores das bibliotecas da UFG em muito facilita qualquer
atividade de comunicação. No entanto, isto não é o suficiente. Quanto mais a biblioteca como
emissora de comunicação tiver consciência das causas que pesam sobre um ato seu, ou,
sobretudo, sobre a identificação de seus públicos com sua filosofia, políticas e objetivos, mais
adequado será o processo de comunicação às necessidades de seus usuários. E é este o sentido
de comunicação proposto por Wolton (2010), que considera que a comunicação só acontece
na relação com o outro, ou seja, implica dizer que sempre há um emissor e pelo menos um

2411

�receptor - que no caso da biblioteca são seus usuários, e um receptor que está cada vez menos
passivo mediante as novas tecnologias de informação e comunicação.

5 AS PERSPECTIVAS DA PESQUISA SOB O OLHAR DO PARADIGMA DA
COMPLEXIDADE
Nesta pesquisa a biblioteca está sendo compreendida no quadro formalizado, ou, como
diz Castoriadis (1986), no imaginário instituído. Isto quer dizer: no ambiente onde ela está
inserida, que é a UFG, e ela própria em sua cultura, onde se manifestam e presentificam um
conjunto de elementos e de fenômenos passíveis de descrição e de investigação - nos fatos da
vida cotidiana da instituição, nas formas de organização do sistema e da própria biblioteca,
nas rotinas de trabalho, na maneira de os funcionários se vestirem, comportar-se e se produzir,
nas mídias utilizadas. O que significa que a biblioteca e a comunicação emitida por ela estão
sendo vistas de forma multidimensional, partilhando da ideia de paradigma da complexidade
de Edgar Morin - um dos autores-guia deste estudo.
O paradigma da complexidade, de Morin (2005a), tem permitido perceber a
importância de reassociar o que está dissociado, comunicar o que está incomunicável, bem
como religar o que está separado. O que significa, então, que acontecimentos, fatos e
organizações devem ser estudados a partir do intercâmbio dos fenômenos, fugindo da
simplificação de entendê-los em separado e sem neles se aprofundar. Ou seja, ao se estudar o
Sibi se deve fugir do paradigma oposto, que é o da simplificação, pois o Sibi se desenvolve
mediante interações complexas, tanto endógenas (dentro delas mesmas) quanto exógenas
(com o meio ambiente). Todo o conhecimento gerado e adquirido nestas interações é
incorporado pela cultura da instituição, um processo através do qual o conhecimento
individual se converte em conhecimento de toda a organização.
Neste estudo se está partindo da ideia de que a biblioteca é uma organização
complexa. Considera-se ela complexa em si mesma, como organização, pois reúne e realiza
todas as funções administrativas - de planejamento, organização, direção, coordenação e
controle. E também mantém relações de complexidade quando se observa o ambiente do qual
faz parte, que, no caso, é a UFG.
Neste paradigma o Sibi está sendo visto como sistema vivo, que interage com o meioambiente, estabelecendo relações de causalidade linear, circular e retroativa. As organizações,
ao serem vistas a partir da lente deste paradigma, estão em constante processo de ordem e
desordem, de junção e disjunção, de certeza e incerteza, provocando e estimulando
movimentos simultâneos de auto-organização e autoprodução. É o caso, por exemplo, das

2412

�bibliotecas, que estão em contínuo processo de organizar e reorganizar acervos; de unir e
separar atividades conforme as necessidades; de produzir de acordo com as demandas ou
previamente a elas, entre outras ações diárias.
A compreensão destes movimentos simultâneos requer uma visão complexa,
multidimensional, pois há, entre os componentes de um sistema complexo, uma
interdependência. O que reforça o que diz o princípio hologramático

, que diz que o todo

está gravado na parte que está incluída no todo. “[...] assim, a complexidade organizacional do
todo necessita da complexidade das partes, a qual necessita retroativamente da complexidade
organizacional do todo.” (MORIN, 2005b, p. 114). Este princípio considera que a parte está
no todo e o todo está na parte, mas não significa que a soma das partes seja igual ao todo.
Trazendo para a pesquisa, observa-se que a biblioteca tem uma cultura própria, que afeta e é
afetada pelo meio em que ela está inserida, ou seja, pela cultura da UFG; e, se ampliarmos o
olhar, a biblioteca também é afetada pela cultura da sociedade goiana enfim.
A cultura da biblioteca diz muito sobre o modelo de comunicação vigente considerando-se aqui que a cultura produz a comunicação, que também é produtora de
cultura, também conforme orienta Morin (2002). Ao focar no sistema de significações que já
estão formalizadas se acredita que será possível responder questões acerca do modelo de
comunicação da biblioteca, ou seja, sobre as formas de conceber, construir, estabelecer
objetivos e estratégias, selecionar seus públicos e suas mídias.
Refletir sobre a comunicação do Sibi/UFG permite observar, entre outras coisas, se a
filosofia da instituição está realmente sendo expressa através da comunicação que ela emite e
se está atendendo aos diversos públicos ou, quem sabe, se não está - em particular ao público
interno, que está sendo privilegiado nesta pesquisa. E ainda, se a cultura da biblioteca
efetivamente se reflete no processo de comunicação, olhando a partir da emissão.
Ao final, como resultados, pretende-se projetar ângulos e facetas da comunicação do
Sibi/UFG com seus públicos, valendo-se da dimensão institucional da comunicação
302 Segundo Morin (2005a), três princípios servem de base para o paradigma da complexidade: hologramático,
dialógico e de recursão organizacional. O princípio dialógico “[...] nos permite manter a dualidade no seio da
unidade. Ele associa dois termos ao mesmo tempo complementares e antagônicos.” (MORIN, 2005a, p. 74). Ou,
ainda, “A dialógica permite assumir racionalmente a inseparabilidade de noções contraditórias para conceber um
mesmo fenômeno complexo.” (MORIN, 2000, p. 96). O princípio da recursão organizacional é um processo
onde “[...] os produtos e os efeitos são ao mesmo tempo causas e produtores do que os produz. [...] a sociedade é
produzida pelas interações entre os indivíduos, mas a sociedade, uma vez produzida, retroage sobre os
indivíduos e os produz.” (MORIN, 2005a, p. 74). E continua: “A idéia recursiva é, pois, uma idéia em ruptura
com a idéia linear de causa/efeito, de produto/produtor, estrutura/superestrutura, já que tudo o que é produzido
volta-se sobre o que o produz, num ciclo ele mesmo autoconstitutivo, auto-organizador e autoprodutor.” (Idem,
ibidem).

2413

�administrativa, interna e institucional. E, quem sabe, apontar para uma política de
comunicação mais voltada para o espírito do tempo - dinâmico, técnico, tecnológico e
antropológico, não meramente tecnicista, que exprima um homem ao mesmo tempo lúdico,
imaginário, afetivo, econômico, consumidor, entre várias outras de suas facetas. Não se
esquecendo de que tudo isto necessita estar em consonância com o perfil e o estado das coisas
no Sistema de Bibliotecas da UFG.

REFERÊNCIAS
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Terra, 1986. (Rumos da Cultura Moderna, v. 52).
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Acesso

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Sulina, 2002.
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Comunicação na Biblioteca: uma reflexão sobre o modelo de comunicação do Sistema de Bibliotecas da UFG</text>
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              <text>Relato acerca da pesquisa que está em curso no mestrado em Comunicação na Universidade Federal de Goiás (UFG). O objeto teórico da pesquisa é a análise da comunicação emitida pelo Sistema de Bibliotecas (Sibi) da UFG a partir de três setores como parâmetro e representação: a Seção de Referência, a Gerência de Circulação e o Setor de Comunicação, todos instalados na Biblioteca Central – que se constitui no objeto empírico da pesquisa. Nesta pesquisa a biblioteca e a comunicação emitida por ela estão sendo vistas de forma multidimensional, partilhando do pensamento sobre complexidade de Edgar Morin, um dos autores-base para este estudo. Além da análise em si da comunicação emitida pela organização Sibi/UFG, são objetivos: verificar se a cultura (filosofia, valores, política, objetivos) da instituição está realmente sendo expressa através da comunicação que ela emite, levantar meios, fluxos e redes de comunicação nos setores selecionados, verificar quais meios, dentre os utilizados, são mais eficazes no quesito alcance dos públicos do Sibi/UFG, identificar se a linguagem e as estratégias utilizadas para emitir a comunicação estão adequadas a estes públicos, tendo como parâmetros os setores selecionados. O método que está sendo utilizado é o estudo de caso, fazendo-se uso do diário de campo, das pesquisas documental e institucional e de entrevistas. Pretende-se, como resultados, projetar ângulos e facetas da comunicação do Sibi/UFG com seus públicos se valendo da dimensão institucional da comunicação administrativa, interna e institucional.</text>
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