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                  <text>XVIII Seminário Nacional d Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

COMPETÊNCIA INFORMACIONAL EM SAÚDE: UM ESTUDO COM
GRADUANDOS DO OITAVO PERÍODO EM ODONTOLOGIA DA UFRN

Mônica Karina Santos Reis
Cecília Isabel dos Santos
Hadassa Daniele Silva Bulhões
Cláudia Christianne Barros de Melo Medeiros
Anderson Nicoly Fernandes da Costa

RESUMO
Compreender o comportamento informacional da comunidade na qual se está inserido é foco
do bibliotecário. Objetivando-se delinear o comportamento informacional dos alunos do curso
de graduação em Odontologia da UFRN, no que diz respeito a pesquisa, avaliação, tratamento
e comunicação e difusão da informação sob a perspectiva da motivação, autoeficácia e fonte
de aprendizagem utilizada. Para tanto utilizou-se metodologia quantitativa e como
instrumento a aplicação de um questionário a 35 alunos do oitavo período, posteriormente os
dados foram analisados pelo software estatístico SPSS 20.0. Os resultados evidenciam que os
alunos estão mais motivados a buscar as informações em fontes convencionais, apresentaram
bons conhecimentos no uso das ferramentas tecnológicas e internet, porém demonstram
dificuldades em relação a avaliação das fontes de informação, uso das ferramentas de
tratamento da informação e as formas de comunicação e difusão da informação científica
produzida durante seu período de formação. O fator motivação se mostrou relevante uma vez
que pode ser considerado como operador de potencialidade para a autoeficácia Pode-se
concluir que a formação de competências éticas e informacionais exige dedicação e
persistência por parte dos educadores e bibliotecários, mas acreditamos que a tarefa será
facilitada pela motivação dos alunos e pelo empenho das universidades. Os jovens, uma vez
motivados, modificarão, com consciência crítica, sua atitude perante a pesquisa, o tratamento
e o uso da informação.
Palavras-Chave: Comportamento Informacional; Comportamento de busca; Fonte de
aprendizagem ; Avaliação.
ABSTRACT
Understanding the information behavior of the community in which it is inserted is the focus
of the librarian. Aiming to outline the information behavior of students of undergraduate
dental UFRN, regarding the research, evaluation, treatment and communication and
dissemination of information from the perspective of motivation, self-efficacy and learning
source. For this we used quantitative methodology as a tool and applying a questionnaire to
35 students in the eighth period, subsequently the data were analyzed by SPSS 20.0 statistical
software. The results show that students are more motivated to seek information of

2379

�conventional sources, showed good knowledge in the use of technology and Internet tools, but
have difficulties in relation to assessment of the sources of information , use of information
processing tools and forms communication and dissemination of scientific information
produced during his training period. The motivation factor was also relevant since it can be
considered as operator capability to self-efficacy can be concluded that the formation of
ethical and informational skills requires dedication and persistence on the part of educators
and librarians , but we believe that the task will be facilitated by student motivation and
commitment of universities . The young, once motivated , modify , with critical awareness ,
attitude towards research , treatment and use of information .
Keywords: Information Literacy; Skills Informational; Graduates of Dentistry; Evaluation.

1 INTRODUÇÃO
É possível identificar, em diversos momentos históricos, a evolução da humanidade
sob a ótica da produção do conhecimento científico. As transformações sociais são marcadas
pela mudança no papel que a informação desempenha sob os focos econômicos, social e
cultural. A sociedade da qual fazemos parte vem sendo denominada nas últimas décadas de
sociedade da informação ou do conhecimento, caracterizada pela avalanche de dados e
informações disseminadas em uma ferramenta propagada pelo título de internet e exigindo de
nos indivíduos o acesso a certos códigos, procedimentos, assim como a aquisição de
competências e habilidades para lidar com este recurso.
No caso da Sociedade da informação tais procedimentos, versam em torno de um
conjunto de habilidades necessárias ao manuseio do complexo universo informacional
denominado competência informacional. Cada vez mais é preciso que os sujeitos saibam
aprender a selecionar o que conhecer, compreender fatos e fenômenos, estabelecer relações,
formular hipóteses, analisar, refletir e agir sobre essa nova organização mundial
Saber buscar, localizar, avaliar e usar a informação com eficiência e eficácia tornou-se
condição sine qua non para produção de conhecimento em uma sociedade que assim se
denomina e que têm em sua base conceitos tais como cybercultura, virtual, digital, internet,
intranet, web 2.0, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade, dentre outros.
Entretanto na prática o que se pode constatar é que o indivíduo se depara com um
mundo de informações lançadas na rede, acessada incessante e mundialmente, e após uma
breve análise fica claro que são necessárias competências e habilidades para extrair desse
montante as informações, aquelas julgadas relevantes para a construção do conhecimento
novo.
A competência em informação engloba ações desde a criação até o uso da informação
e traz em suas definições palavras de ordem do tipo: tomada de decisões, resolução de

2380

�problemas, aprendizado ao longo da vida. Visa preencher as necessidades ocasionadas pelo
excesso de informação da atual sociedade, a qual requer que as pessoas aprendam a lidar com
o universo informacional e seus processos de maneira eficiente e eficaz, tal exigência
sustenta-se no aprender a aprender e no aprendizado ao longo da vida.
No contexto da educação superior são crescentes as preocupações com a formação dos
nossos futuros profissionais e com as competências que estes devem desenvolver para
fazerem frente ao mercado de trabalho e viver como cidadãos críticos numa sociedade em
constante mudança.
Nessa perspectiva justifica-se a importância da competência informacional no âmbito
universitário como importante ferramenta na realização das pesquisas, na construção do
conhecimento científico e de forma geral no processo de aprendizagem, uma vez que não
basta ter acesso e saber fazer uso das tecnologias de informação e comunicação hoje
disponíveis.
Face ao exposto este artigo se propõe de forma geral verificar a competência
informacional dos graduandos do oitavo período do curso de graduação em Odontologia da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e para tanto buscou-se averiguar se os
mesmos conseguem identificar e utilizar as fontes e recursos informacionais existentes em
formatos físicos e virtuais, se possuem competência suficiente para avaliar a confiabilidade
das fontes utilizadas, se compreendem os aspectos éticos e legislativos que envolvem todo o
processo de busca e utilização de informação.
Almejando a obtenção de fundamentação teórica no que diz respeito ao tema e a
metodologia de pesquisa utilizou-se a pesquisa bibliográfica em fontes convencionais e
eletrônicas para construção do referencial teórico aliado a utilização de um questionário
elaborado com base no IL-HUMASS e adaptado as necessidades do presente estudo como
instrumento para obtenção dos dados a serem analisados.

2 REVISÃO DE LITERATURA
A revisão de literatura sobre a avaliação da competência informacional em graduandos
traz alguns exemplos de pesquisas desenvolvidas em âmbito nacional e internacional, em que
os estudos sobre esta temática já estão mais avançados e consolidados. Algumas pesquisas
avaliam a competência informacional propriamente dita, outras o comportamento
informacional dos estudantes de determinados cursos de graduação durante o processo de
busca da informação como objetivo de intervir posteriormente com iniciativas que desenvolva
e aprimorem a competência informacional dos indivíduos.

2381

�A competência informacional está para sociedade atual, assim como o conhecimento
acerca da agricultura estava para sociedade agrícola, o conhecimento e as competências para o
manuseio das máquinas industriais estavam para a sociedade industrial, pois hoje, possuir as
habilidades para lidar com o complexo universo informacional exige dos indivíduos
autonomia e aprendizado contínuo. Assim,
La producción excesiva de información y el transporte de la misma mediante
los sistemas de información a través del mundo a velocidades sin
precedentes, exige una mayor capacidad de adaptación al medio, reflejada en
la autonomía requerida para llevar a cabo los procesos que hacen parte de la
cotidianidad. Exige autonomía en el trabajo, autonomía para pensar y, en el
marco de la educación, autonomía para aprender (CISNEROS
VELAZQUEZ, 2009).
A avaliação das competências relacionadas a dos indivíduos se tornou alvo de estudos
e pesquisas devido a necessidade de se desenvolver formas concretas e mensuráveis de lidar
com um bem intangível que domina a sociedade atual. De acordo com Lecardelli e Prado
(2006), “[...] o uso e domínio da informação em qualquer formato que se apresenta tornou-se
fundamental na sociedade da informação e do conhecimento”.
O termo Information Literacy surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos na década
de 70 extremamente ligado ao ambiente biblioteconômico e mais precisamente no Brasil ao
estudo de usuários. Desde seu surgimento a conceituação da IL foi expressa de forma
indefinida, apresentando a ocorrência de neologismos quanto a sua nomenclatura, e buscando
sempre antes uma fixação de uso da expressão do que uma conceituação propriamente dita.
Depois de um numero considerável de publicações que apenas tratavam de estabelecer
uma nomenclatura e definição e revisões sistemáticas sobre o tema, nasce uma nova vertente
o número de pesquisas com enfoque na mensuração da competência informacional de
estudantes de nível superior. Tais pesquisas revelam uma preocupação na formação de
profissionais que sejam capazes de tomar uma decisão adequada em relação ao uso da
informação. Esse crescimento mostra também o interesse que há na padronização e
comparabilidade internacional dos instrumentos de avaliação da competência informacional
(OLINTO; HATSCHBACH, 2008).
Dentre as iniciativas internacionais que objetivavam verificar o nível de competência
informacional dos indivíduos podemos destacar a pesquisa de Christine Susan Bruce, em seu
estudo ela propôs uma teoria baseada em sete concepções da competência em informação: a
da tecnologia da informação, a das fontes de informação, a do processo de informação, a do

2382

�controle da informação, a da construção do conhecimento, a da extensão do conhecimento e
da inteligência. (BRUCE, 2003).
Numa biblioteca universitária do Canadá, realizou-se uma pesquisa sobre competência
informacional através da aplicação de questionários com os estudantes e realização de
entrevistas com bibliotecários e gestores de bibliotecas. As questões se concentravam nos
quesitos de estratégias de busca, registros de leitura de catálogos e banco de dados, a
compreensão geral de tipos de fontes e os critérios de avaliação da informação (JULIE;
BOON, 2004).
Reis (2006) realizou um estudo teórico onde relacionou a competência informacional e
o capital intelectual. Nele destacava-se a competência como mola propulsora da Sociedade da
Informação e potencializadora do capital intelectual. Como forma de sintetizar os padrões de
comportamento informacional exigido em documento da ALA, a autora idealizou um
fluxograma onde explicitou as principais competências exigidas para o individuo ser
considerado competente em informação.

Figura 1: Fluxograma da Competência Informacional

Fonte: (REIS, 2006)
Outra iniciativa muito importante foi a da IFLA que publicou o Guia em competência
informacional para a aprendizagem ao longo da vida (Guidelines on Information Literacy for

2383

�Lifelong Learning) onde fornece uma estrutura pragmática para os profissionais interessados
em constituir programas de competência informacional apresentando os conceitos, os
princípios e os procedimentos necessários para aplicá-los (LAÚ, 2006).
Outro exemplo de experiência que envolve avaliação de estudantes se deu no Sistema
de Bibliotecas da Universidade Autônoma da Cidade de Juarez, no México, através da
realização de uma disciplina oferecida por dois semestres, com caráter opcional, mas com
valor de créditos, onde a avaliação dos estudantes se deu através de exames parciais,
participação em sala de aula, portfólio, projeto final e exposição do projeto final (CORTÉZ
VERA, 2007).
Carranga (2008) realizou um estudo com alunos do último ano do curso de
Biblioteconomia de duas universidades estaduais, nomeadas pela autora como universidade A
e B utilizando com instrumento um questionário elaborado com base nos padrões da ACRL e
objetivando aferir a competência informacional dos estudantes. Os resultados mostraram que
no geral, as habilidades dos alunos respondem aos indicadores solicitados no padrão da
ACRL. E as principais dificuldades apresentadas são em torno das questões que envolvem
normalização e formulação de estratégias de buscas.
Mata (2009) realizou em sua dissertação uma pesquisa que buscou avaliar a
competência informacional de graduandos de biblioteconomia da região sudeste do Brasil em
2009 através de um questionário com características survey elaborado com base nos padrões
da ACRL com 22 perguntas. Em síntese, os resultados constataram que os participantes
atendem aos requisitos mínimos para serem considerados competentes em informação,
possuem hábitos de pesquisa da informação, procurando-a em variadas fontes e recursos
informacionais para explorar um tema de interesse, possuem critérios de avaliação para filtrar,
possibilitando a recuperação de informações relevantes, preocupam-se em verificam a
confiabilidade das fontes e utilizam-nas respeitando os direitos éticos e legais que envolvem o
uso da informação (MATA, 2009).
As pesquisas elencadas dão conta da importância da temática, assim como a
diversidade de instrumentos metodológicos aplicados até então para se averiguar a
competência informacional dos estudantes de nível superior.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
O universo da pesquisa é constituído por 35 alunos do oitavo período do curso de
graduação em Odontologia da UFRN no semestre levito de 2012.1, e esta escolha se deu por
acreditar que os alunos pré-concluintes já tenham vivência acadêmica suficiente acerca da

2384

�relevância das habilidades sugeridas na competência informacional. Optou-se pela utilização
de um questionário como instrumento de coleta de dados, por identificar como vantagens o
fato deste manter o anonimato dos sujeitos da pesquisa e apresentar uma taxa elevada de
respostas.
O questionário utilizado na presente pesquisa foi criado com base no formato ILHUMASS sobre literácia da informação, concebido e desenhado para ser aplicado à
população de estudantes, professores e bibliotecários dos diversos níveis na área das ciências
sociais e humanidades nas universidades espanholas e portuguesas, acrescido das adaptações
necessárias de forma a atender as especificidades do estudo (LOPES; PINTO, 2010).

Tabela 1: Caracterização da amostra quanto ao sexo e idade. Natal, RN, 2014.
n
%
Sexo
17
Masculino
48,6
18
Feminino
51,4
Idade
33
21 a 25 anos
94,3
2
26 a 30 anos
5,7
O produto final foi um questionário composto por um total de 26 perguntas, onde as de
numero 1 a 8 tratam da pesquisa da informação, de 9 a 13 critérios de avaliação da
informação, de 14 a 19 questões sobre o tratamento da informação e por fim de 19 a 26 as
perguntas versam sobre a difusão da informação, acredita-se que este conjunto apresente as
questões chaves na construção de um perfil para o individuo competente em informação,
todas avaliadas em três dimensões a saber: motivação, auto-eficácia e fonte de aprendizagem,
A coleta de dados foi realizada em um único momento, em sala de aula, onde
inicialmente foi explicitado os objetivos do estudo e a escala de valores atribuídos aos
resultados, posteriormente os dados coletados foram tabulados e submetidos à análise
estatística programa SPSS 20.0

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
A apresentação dos resultados tem início com a caracterização dos respondentes de
forma a identificar e formular um perfil geral dos alunos do oitavo período do curso de
graduação em odontologia da UFRN. Os sultados encontrados e demonstrados na tabela 1
apresentam uma turma equivalente em relação ao sexo e com faixa etária predominante entre
21 a 25 anos.

2385

�O questionário foi dividido em 04 fases distribuídas em proposições gerais sobre
pesquisa, avaliação, tratamento e comunicação e difusão da informação localizada e escopo
mais específicos que se traduzem em ações realizadas ao se efetivar cada uma das etapas,
analisadas acerca da motivação, da autoeficácia e por fim da fonte de aprendizagem.
No item que se refere à pesquisa de informação buscou-se averiguar sobre a utilização
de fontes formais e informais de informação, impressas e eletrônicas, conhecimento de
terminologia da sua área de formação, habilidades e estratégias necessárias para realizar
buscas na internet. No item seguinte referente a avaliação de informação apresentam-se
indagações acerca da tipologia de documentos científicos, identificação de autores e
instituições relevantes para área e avaliação crítica e atualidade da informação. A temática
tratamento da informação versa sobre habilidades de manuseio de softwares estatísticos,
gerenciadores de referência e capacidade de síntese e resumo. E por fim a temática
comunicação e difusão da informação busca averiguar se os alunos apresentam às habilidades
necessárias a sistematização do conhecimento produzido para posterior disseminação.
Os resultados serão apresentados através de uma interseção entre o quesito motivação
e autoeficácia, com o objetivo de verificar se existe uma relação diretamente proporcional, ou
seja, se a motivação pode ser aqui traduzida como resultados positivos e posteriormente
verificar-se-á qual fonte de aprendizagem prevalente.
Com base nos dados obtidos a partir da análise do questionário IL-HUMASS, com
resposta tipo Likert com 5 posições (onde 1 corresponde a baixa competência e 5 a alta
competência)

no

domínio

“Pesquisa

da

Informação”,

verificamos

que

na

competência/habilidade de “Motivação” os 35 alunos se encontram num nível de valor
elevado em todos os itens, com destaque para o item Utilização de fontes de informação
impressas que apresenta o maior valor médio (4,51). Menos significativos apresentam-se os
itens: Utilização de fontes eletrônicas de informação informal (3,14) e Pesquisar em catálogos
automatizados (3,29). Relativamente à competência/habilidade “Autoeficácia”, também o
item Utilização de fontes de informação impressas apresenta o maior valor médio (4,20). O
item Pesquisar em catálogos automatizados é o que apresenta menor valor médio,
apresentando na Motivação (3,29) e na Autoeficácia (2,71).

2386

�Tabela 2: Pesquisa da informação: Motivação x Autoeficácia
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
Utilização de fo * tes de * informação impressas (ex.
livros)
Pesquisar em catálogos automatizados
Consultar e usar fontes eletrônicas de informação
primárias (ex. revistas)
Utilização de fontes eletrônicas de informação
secundárias (ex: bases de dados)
Conhecimento da terminologia da sua área de estudo
Saber pesquisar e recuperar informação na internet
Utilização de fontes eletrônicas de informação
informal (ex. blogs)
Conhecimento de estratégias de pesquisa de
informação (ex. descritores, operadores boleanos)

MOTIVAÇÃO
n
dp

AUTOEFICÁCIA
n
dp

35

4,51

±0,742 35

4,20

±0,759

31

3,29

±1,371 31

2,71

±1,346

34

4,00

±1,206 34

3,21

±1,321

35

4,09

±1,173 35

3,46

±1,172

34
32

4,12
4,38

±1,122 34
±0,907 33

3,56
3,94

±1,050
±0,966

35

3,14

±1,574 35

3,54

±1,314

35

4,11

±1,183 35

3,37

±1,190

No que diz respeito à “Fonte de Aprendizagem”, os alunos valorizam em quase todos
os itens, de modo muito significativo, a Aula e Biblioteca. No domínio “Pesquisa da
Informação” os itens: Utilização de fontes eletrônicas de informação secundárias e
Conhecimento de estratégias de pesquisa de informação destaca a Biblioteca como fonte de
aprendizagem mais utilizada. E fazendo correlação com o item Utilização de fontes de
informação impressas, no qual os alunos apresentaram maior motivação e autoeficácia à fonte
de aprendizagem mais destacada neste item foi a Biblioteca e a Sala de aula.
Tabela 3: Pesquisa da informação: Fonte de Aprendizagem
A
n (%)
Utilização de fontes de informação impressas (ex.
9 (37,5)
livros)
Pesquisar em catálogos automatizados
7 (26,9)
Consultar e usar fontes eletrônicas de informação
7 (22,6)
primárias (ex. revistas)
Utilização de fontes eletrônicas de informação 9 (40)
secundárias (ex: bases de dados)
Conhecimento da terminologia da sua área de estudo 13 (41,9)
Saber pesquisar e recuperar informação na internet
6 (21,4)
Utilização de fontes eletrônicas de informação
3 (9,4)
informal (ex. blogs)
Conhecimento de estratégias de pesquisa de
8 (27,6)
informação (ex. descritores, operadores boleanos)
A-Aula; B-Biblioteca; Au-Autoaprendizagem; O-Outros.

B
n (%)

Au
n (%)

O
n (%)

7 (29,3)

6 (25)

2 (8,3)

7 (26,9)

5 (19,2)

7 (26,9)

8 (25,8)

8 (25,8)

8 (25,8)

13 (43,3)

3 (10)

5 (16,7)

7 (22,6)
7 (25)

6 (19,4)
9 (32,2)

1 (3)

14 (43,8)

5 (16,1)
6 (21,4)
14
(43,8)

13 (44,8)

4 (13,8)

4 (13,8)

No que diz respeito ao domínio “Avaliação da Informação” vemos que na
competência/habilidade “Motivação” os 35 alunos encontram-se em um nível de valor

2387

�considerado alto, visto que os valores oscilam ente 4,20 e 4,57. Os itens Reconhecer as ideias
do autor e Ser capaz de identificar uma informação atualizada apresentam médias levemente
acentuadas. Com relação a “Autoeficácia” ocorre situação semelhante, uma vez que os itens
que os alunos apresentam maior motivação de forma correspondente apresentam maior valor
médico de autoeficácia.
Tabela 4: Avaliação da Informação: Motivação x Autoeficácia
AUTOEFICÁCIA
MOTIVAÇÃO
n
n
dp
dp
35
4,40
±0,847
35
3,89
±0,758
* ualida * e dos recursos de

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

Saber avaliar a
informação
Reconhecer no texto as ideias do autor
Conhecimento da tipologia da informação científica
(ex: teses, dissertações)
Ser capaz de identificar uma informação atualizada
Conhecimento de autores ou instituições mais
relevantes na sua área

35
35

4,57
4,20

±0,655 35
±0,901 35

4,03
3,86

±0,822
±1,004

35
35

4,43
4,23

±1,008 35
±1,215 35

4,06
3,60

±0,873
±1,218

No tocante a “Fonte de Aprendizagem” os alunos valorizam em todos os itens, de
modo significativo, a Autoaprendizagem, apresentando o maior valor médio no item Ser
capaz de identificar uma formação atualizada. De modo menos relevante os alunos atribuíram
pouca importância a Biblioteca nesse domínio. Fazendo correlação com os itens Reconhecer
as ideias do autor e Ser capaz de identificar uma informação atualizada, apresentado como
mais relevante tanto na motivação quanto na autoeficácia pelos alunos, teve como fonte de
aprendizagem mais relevante a Autoaprendizagem.
Tabela 5: Avaliação da Informação: Fonte de Aprendizagem
A
n (%)
11 (36,7)
9 (29)

Saber avaliar a qualidade dos recursos de informação
Reconhecer no texto as ideias do autor
Conhecimento da tipologia da informação científica
10 (33,3)
(ex: teses, dissertações)
Ser capaz de identificar uma informação atualizada
4 (14,8)
Conhecimento de autores ou instituições mais
9 (32,1)
relevantes na sua área
A-Aula; B-Biblioteca; Au-Autoaprendizagem; O-Outros.

B
n (%)
5 (16,7)
3 (9,7)

Au
n (%)
7 (23,3)
14 (45,2)

O
n (%)
7 (23,3)
5 (16,1)

5 (16,7)

8 (26,7)

7 (23,3)

5 (18,5)

14 (51,9)

2 (7,2)

7 (25)

4 (14,8)
10
(35,7)

Com relação ao domínio “Tratamento da Informação” levando em consideração a
competência/habilidade “Motivação”, verificamos que os 35 alunos de forma geral se
encontram num nível de média de valor elevado em todos os itens, com destaque para o item

2388

�Saber resumir e esquematizar a informação e Ser capaz de reconhecer a estruturação de um
texto. E corroborando com os resultados apresentados até o momento constata-se nestes itens
o maior valor de média na competência/habilidade “Autoeficácia”.
Tabela 6: Tratamento da Informação: Motivação x Autoeficácia
MOTIVAÇÃO
n
dp
35
4,20
±1,052
Saber resumir e * squema * izar a informação
34
4,12 ±1,066
Ser capaz de reconhecer a estruturação de um texto
3,74 ±1,462
Utilização de gestores de bases de dados (ex: Access, 35
Oracle, MySQL)
3,51 ±1,560
Utilização de gestores de referências bibliográficas 35
(ex: Endnote,...)
3,86 ±1,375
Utilização de programas estatísticos e folhas de 35
cálculo (ex: SPSS, Epinfo, Stata)
35
3,57 ±1,461
Saber instalar programas informáticos
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

AUTOEFICÁCIA
n
dp
35
3,69 ±0,993
35
3,37 ±1,165
35
2,66 ±1,282
35

2,60

±1,418

35

2,80

±1,346

35

2,89

±1,451

No que diz respeito à “Fonte de Aprendizagem” os 35 alunos foram praticamente
uniformes nos percentuais máximos referidos aos itens Aula e Outros. Com destaque
podemos ressaltar o item Utilização de programas estatísticos e folhas de cálculo que
apresentou o percentual mais elevado para sala de aula e Saber instalar programas
informáticos para outras fontes de aprendizagem.
Fazendo a correlação deste mesmo domínio com as competências/habilidades
“motivação” e “autoeficácia” o item que apresentou maior valor de média, a saber, Saber
resumir e esquematizar a informação e Ser capaz de reconhecer a estruturação de um texto
tem como fonte de aprendizagem mais indicada a sala de aula e a autoaprendizagem. Neste
domínio a fonte de aprendizagem menos destacada foi a Biblioteca.
Tabela 7: Tratamento da Informação: Fonte de Aprendizagem
A
n (%)
8 (24,2)
16 (55,2)

Saber resumir e esquematizar a informação
Ser capaz de reconhecer a estruturação de um texto
Utilização de gestores de bases de dados (ex: Access,
5 (16,2)
Oracle, MySQL)
Utilização de gestores de referências bibliográficas 8 (25,8)
(ex: Endnote,...)
Utilização de programas estatísticos e folhas de 18 (60)
cálculo (ex: SPSS, Epinfo, Stata)
Saber instalar programas informáticos

5 (16,1)

B
n (%)
2 (6,1)
1 (3,4)

Au
n (%)
15 (45,5)
4 (13,8)

9 (29)

4 (12,9)

9 (29)

3 (9,7)

O
n (%)
8 (24,2)
8 (27,6)
13
(41,9)
11
(35,5)

4 (13,3)

1 (3,3)

7 (23,4)

3 (9,7)

9 (29)

14
(45,2)

A-Aula; B-Biblioteca; Au-Autoaprendizagem; O-Outros.

2389

�Por fim no domínio “Comunicação e difusão da Informação” com relação a
“Motivação” nas competências/habilidades exigidas, os alunos assim como nos outros
domínios apresentam domínio elevado de motivação visto que a média varia entre 3,63 a
4,50. Com destaque para os itens Saber fazer apresentações acadêmicas e Conhecer a
legislação sobre o uso da informação e direitos autorais.
E corroborando mais uma vez com os domínios anteriores é no domínio que os alunos
relatam ter maior motivação que estes conseguem maior autoeficácia. Aqui destacamos como
item de menor valor médio a comunicação em outros idiomas.
Tabela 8: Comunicação e Difusão da Informação: Motivação x Autoeficácia
C O M P E T Ê N C IA S E H A B IL ID A D E S

Saber comunicar * m públ * co
Saber comunicar noutros idiomas
Saber redigir um documento científico
Conhecer o código ético e deontológico da sua área de
estudo
Conhecer a legislação sobre o uso da informação e
direitos autorais
Saber fazer apresentações acadêmicas
Saber difundir a informação na internet (ex: webs,
blogs.)

M O T IV A Ç Ã O
n
dp

A U T O E F IC Á C IA
n
dp

35

4,23

±1,262

35

3,66

±1,027

35
35
35

3,69
4,23
4,34

±1,549
±0,973
±0,906

35
35
35

3,03
3,26
3,40

±1,505
±1,172
±1,035

35

4,43

±0,815

35

3,74

±0,950

34
35

4,50
3,63

±0,749
±1,308

33
35

3,88
3,26

±0,927
±1,400

No que diz respeito a Fonte de aprendizagem no domínio “Comunicação e Difusão da
Informação” os alunos apontam a sala de aula como momento mais significativo para
aquisição das habilidade necessárias a divulgação da produção científica, e em
complementação a este aponta a autoaprendizagem no desenvolvimento de tais habilidades.
Com destaque a fonte de aprendizagem “Saber fazer apresentações acadêmicas que
apresentam médias próximas nas duas fontes de maior destaque.
Tabela 9: Comunicação e Difusão da Informação: Fonte de Aprendizagem

Saber comunicar em público
Saber comunicar noutros idiomas
Saber redigir um documento científico
Conhecer o código ético e deontológico da sua área de
estudo
Conhecer a legislação sobre o uso da informação e
direitos autorais
Saber fazer apresentações acadêmicas
Saber difundir a informação na internet (ex: webs,
blogs.)
A-Aula; B-Biblioteca; Au-Autoaprendizagem; O-Outros.

A

B

Au

O

n (% )

n (% )

n (% )

n (% )

4 (12,9)
6 (20)
11 (47,8)

1 (4,3)

18 (58,1)
15 (50)
2 (8,7)

9 (29)
9 (30)
9 (39,1)

25 (80,6)

-

3 (9,7)

3 (9,7)

18 (60)

3 (10)

2 (6,7)

7 (23,3)

12 (41,4)

-

13 (44,8)

4 (13,8)

3 (10,3)

-

16 (55,2)

10 (34,5)

2390

�5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Este estudo surgiu do questionamento se os alunos do curso de graduação em
Odontologia tem conseguido desenvolver as habilidades e competências necessárias para se
navegar nesse oceano de informações com que nos deparamos atualmente, assim como na
perspectiva de apresentar as reflexões realizadas até o momento de estudos que tenham como
objetivo mensuar a competência informacional de estudantes de nível superior.
Apesar

de

estarmos

de

fato

e

direito

vivendo

na

Sociedade

da

Informação/conhecimento é errônea e distorcida a visão de que o simples acesso a informação
implica necessariamente na produção do conhecimento. Ambos, informação e conhecimento,
fazem parte de uma cadeia de retroalimentação, partindo do pressuposto de que a obtenção da
informação e a aplicabilidade destas produzem o conhecimento que consequentemente gerará
novas informações.
Refletindo sobre o trabalho desenvolvido, a partir da nossa investigação que tinha
como problema a necessidade de se desenvolver a competência informacional no ensino
superior diante do complexo e vasto universo informacional, a análise descritiva tendo como
suporte o questionário IL-HUMASS na competência/habilidade “Motivação” e “Capacidade”,
mostrou que o valor apresentado foi o valor alto (valor 3/4 na escala de Likert:1-5).
Relativamente à “Fonte de Aprendizagem” os alunos valorizaram prioritariamente a Aula
seguida da Auto Aprendizagem. A Biblioteca e demais fontes foram pouco privilegiadas.
O fator motivação se mostrou relevante uma vez que pode ser considerado como
operador de potencialidade para a autoeficácia. Conforme exposto nos resultados nos
domínios onde os estudantes apresentaram maior motivação consequentemente também
apresentaram maior média de autoeficácia.
Em face ao exposto, ao analisar a Competência Informacional dos graduandos de
Odontologia os resultados evidenciam que os alunos estão mais motivados a buscar as
informações em fontes convencionais, apresentaram bons conhecimentos no uso das
ferramentas tecnológicas e internet, porém demonstram dificuldades em relação ao uso das
ferramentas de tratamento da informação e aos critérios de avaliação das fontes
informacionais.
Analisando os resultados obtidos em tais pesquisas podemos considerar que apesar do
argumento de que os avanços tecnológicos facilitaram o acesso à informação, existe uma
preocupação constante porque os estudantes universitários não possuem competências e
habilidades suficientes para gerir e usar a informação. Gerem quantidades enormes de
informação através da Internet, mas não sabem o que fazer com ela, como avaliá-la de forma

2391

�crítica, de que modo devem usá-la ou aproveitá-la de forma estratégica e ética. Acumulam
muitos dados, mas não sabem como estruturar e interrelacionar, como construir conhecimento
pertinente.
Adquirir a competência informacional para a utilização da informação de maneira
eficiente é atualmente uma real necessidade para viver na sociedade da informação, pois esta
agrega valor ao conhecimento prévio através da utilização dos recursos informacionais,
visando desenvolver o aprender a aprender e o aprendizado ao longo da vida.
Pode-se concluir que a formação de competências éticas e informacionais exige
dedicação e persistência por parte dos educadores e bibliotecários, mas acreditamos que a
tarefa será facilitada pela motivação dos alunos e pelo empenho das universidades. Os jovens,
uma vez motivados, modificarão, com consciência crítica, sua atitude perante a pesquisa, o
tratamento e o uso da informação.

6 REFERÊNCIAS
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Information literacy competency standards for
higher

education.

Chicago,

ACRL/ALA,

2000.

Disponível

em:

&lt;http://www.ala.org/ala/mgrps/divs/acrl/standards/standards.pdf&gt; Acesso em: 30 mar. 2011.
BRUCE, Christine Susan. Las siete caras de la alfabetización en información en la ensenanza
superior. Anales de documentación, Murcia, Espanha, n.6, p. 289-294, 2003.
CARRANGA, Gisele Alves. Competência informacional no contexto acadêmico: um
estudo com concluintes do curso de Biblioteconomia. 2008. 114 f. Trabalho de Conclusão
de Curso (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade Estadual Paulista, Marília, 2008.
CISNEROS VELAZQUEZ, Sania. Alfabetización informacional em salud. Biblios, n. 33-34,
p. 1-9, 2009.
CORTÉZ VERA, José de Jesus. El desarrolo de competencias em estudiantes universitários
através de um curso com valor em créditos. Biblios, n. 29, jul./dez. 2007.
HATSCHBACH, Maria Helena de Lima; OLINTO, Gilda. Competência em informação:
caminhos percorridos e novas trilhas. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação: Nova Série, São Paulo, v. 4, n. 1, p. 20-34, jan. jun. 2008.
JULIEN, Heidi; BOON, Stuart. Assessing instructional outcomes in Canadian academic
libraries. Library &amp; Information Science Research, v. 26, p. 121-139, 2004.
LAÚ, Jesús. Learning Assessment. In: Guidelines on Information Literacy for lifelong
learning. Universidad Veracruzana, Unidad de Servicios Bibliotecarios y de Información,

2392

�2006. Boca del Río, Veracruz, México Reviwed, 2006. cap. 9, p. 42-47. Disponível em:
&lt;http://www.ifla.org/Vn/s42/pub/IL-Guidelines2006.pdf&gt;. Acesso em: 11 abr. 2012.
LECARDELLI, Jane; PRADO, Noêmia Schoffen. Competência informacional no Brasil: um
estudo bibliográfico no período de 2001 a 2005. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação: Nova Série, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 21-46, dez. 2006.
LOPES, C. PINTO, M. IL-HUMASS - instrumento de avaliação de competências em
literacia da informação: um estudo de adaptação à população portuguesa (parte I).
Disponível em:&lt; http://www.bad.pt/publicacoes/index.php/congressosbad/article/view/181&gt;.
Acesso em: 11 abr. 2012.
MATA, M. L. A competência informacional de graduandos de Biblioteconomia da região
sudeste: um enfoque nos processos de busca e uso ético da informação. Dissertação (Mestrado
em Ciência da Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual
Paulista, São Paulo, 2009.
ORTOLL ESPINET, Eva. Competencia informacional en el contexto de las Ciencias de La
Salud. In: LAU, Jesús; CORTÉZ, Jésus (Comps). Normas de Alfabetización Informativa
para el aprendizaje. Cidade de Juarez, México: Universidade Autonoma de Juaréz, 2004. p.
45-56.
REIS, M. K. S. Information literacy ou competência informacional como elemento promotor
do desenvolvimento do capital intelectual. Trabalho de conclusão de curso (Monografia) Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2006.

ANEXO

QUESTIONÁRIO

IDENTIFICAÇÃO DO USUÁRIO
FAIXA ETÁRIA
15 a 20
O 21 a 25 O
26 a 30 O
Avalie a importância das seguintes competências para o seu
MOTIVAÇÃO
desenvolvimento acadêmico.
AUTOEFICÁCIA
Avalie o seu nível de destreza nas seguintes competências.
Onde aprendeu estas competências? (Aulas, Biblioteca, AutoFONTE DE APRENDIZAGEM
aprendizagem, Outros). Selecione a opção(es) mais adequada.
SEXO
F EM O

MASCO

2393

�MOTIVAÇÃO
1A 5

C O M P E T Ê N C IA S E H A B IL ID A D E S

AUTOEFICÁCIA
1A 5

FO N T E
DE
A P R E N D IZ A G E M
A A ula
B B iblioteca
A u A utoaprendizagem
O O utros

P E S Q U IS A D A IN F O R M A Ç Â O

Utilização de fontes de informação impressas (ex.
livros)
Pesquisar em catálogos automatizados
Consultar e usar fontes eletrônicas de informação
primárias (ex. revistas.)
Utilização de fontes eletrônicas de informação
secundárias (ex. bases...)
Conhecimento da terminologia da sua área de estudo
Saber pesquisar e recuperar informação na Internet
Utilização de fontes eletrônicas de informação
informal (ex. blogs, l...)
Conhecimento de estratégias de pesquisa de
informação (ex. descritores)
A V A L IA Ç Ã O D A IN F O R M A Ç Ã O

Saber avaliar a qualidade dos recursos de informação
Reconhecer no texto as ideias do autor
Conhecimento da tipologia da informação científica
(ex. teses, dissertações)
Ser capaz de identificar uma informação atualizada
Conhecimento dos autores ou instituições mais
relevantes na sua área
T R A T A M E N T O D A IN F O R M A Ç Ã O

Saber resumir e esquematizar a informação
Ser capaz de reconhecer a estruturação de um texto
Utilização de gestores de bases de dados (ex. Access,
Oracle, MySQL,)
Utilização de gestores de referências bibliográficas
(ex. Endnote, ...)
Utilização de programas estatísticos e folhas de
cálculo (ex. SPSS, EpiInfo, Stata)
Saber instalar programas informáticos
C O M U N IC A Ç Ã O
IN F O R M A Ç Ã O

E

D IF U S Ã O

DA

Saber comunicar em público
Saber comunicar noutros idiomas
Saber redigir um documento científico
Conhecer o código ético e deontológico da sua área
de estudo
Conhecer a legislação sobre o uso da informação e
direitos autorais
Saber fazer apresentações acadêmicas
Saber difundir a informação na Internet (ex. Webs,
Blogs)

Muito obrigado pela sua
colaboração.

2394

�</text>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Competência Informacional em Saúde: um estudo com graduandos do oitavo período em Odontologia da UFRN</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Reis, Mônica Karina Santos, et al.</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
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          <description>An account of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="75264">
              <text>Compreender o comportamento informacional da comunidade na qual se está inserido é foco do bibliotecário. Objetivando-se delinear o comportamento informacional dos alunos do curso de graduação em Odontologia da UFRN, no que diz respeito a pesquisa, avaliação, tratamento e comunicação e difusão da informação sob a perspectiva da motivação, autoeficácia e fonte de aprendizagem utilizada. Para tanto utilizou-se metodologia quantitativa e como instrumento a aplicação de um questionário a 35 alunos do oitavo período, posteriormente os dados foram analisados pelo software estatístico SPSS 20.0. Os resultados evidenciam que os alunos estão mais motivados a buscar as informações em fontes convencionais, apresentaram bons conhecimentos no uso das ferramentas tecnológicas e internet, porém demonstram dificuldades em relação a avaliação das fontes de informação, uso das ferramentas de tratamento da informação e as formas de comunicação e difusão da informação científica produzida durante seu período de formação. O fator motivação se mostrou relevante uma vez que pode ser considerado como operador de potencialidade para a autoeficácia Pode-se concluir que a formação de competências éticas e informacionais exige dedicação e persistência por parte dos educadores e bibliotecários, mas acreditamos que a tarefa será facilitada pela motivação dos alunos e pelo empenho das universidades. Os jovens, uma vez motivados, modificarão, com consciência crítica, sua atitude perante a pesquisa, o tratamento e o uso da informação.</text>
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