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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

CATALOGAÇÃO DE PARTITURAS NA BIBLIOTECA DA ECA: RELATO DE
EXPERIÊNCIA

Marina Marchini Macambyra
Sarah Lorenzon Ferreira

RESUMO
A catalogação de partituras, a partir dos conceitos propostos pelo RDA, passará por mudanças
significativas. O objetivo deste trabalho é apresentar uma nova proposta de representação
descritiva de partituras para o Banco de Dados Bibliográficos da USP, utilizando os campos
Medium of performance e Gênero/Forma do formato MARC, incorporando ao processo o
conhecimento de catalogação de documentos musicais da Biblioteca da ECA. Diante da
insuficiência das normas e regras utilizadas para a descrição dos documentos musicais, as
normas internacionais têm passado por revisões sistemáticas com foco no usuário. A partir da
revisão de literatura sobre documentação musical, apresentamos as características específicas
para a descrição de obras musicais. Como resultado são apresentadas principais dificuldades
do mapeamento dos campos da base de dados Acorde para o formato MARC, e as soluções
encontradas dentro dos campos recentemente criados e ou atualizados pela Library of
Congress. São explicadas as futuras aplicações do tesauro Library of Congress Genre/Form
for Library and Archival Material (LCGFT) e do vocabulário Library of Congress Medium of
Performance Thesaurus for Music (LCMPT), previstas para 2015.
Palavras-Chave: Catalogação de partituras; Meio de expressão; Assunto; Gênero/forma;
Biblioteca da ECA/USP; Formato MARC.

ABSTRACT
The cataloging of music scores, from the concepts proposed by the RDA, will undergo
significant changes. This paper presents a new proposal for description of scores for the
Banco de Dados Bibliográficos da USP, using the Medium of performance and Genre /
MARC format fields. The specific features of the bibliographic description of musical works
are discussed. The main difficulties of mapping the fields of database Acorde to MARC
format and the solutions proposed recently by the Library of Congress are presented. The
Library of Congress Genre / Form for Library and Archival Material (LCGFT) and the
Library of Congress Thesaurus Medium of Performance for Music (LCMPT), planned for
2015, are explained.
Keywords: Cataloging of music; Scores; Medium of performance; Subject indexing; Genre /
Form; Library of ECA/USP; MARC format.

2336

�1 INTRODUÇÃO
Desde sua inauguração oficial, em 1970, a Biblioteca da Escola de Comunicações e
Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) tem se dedicado a formar acervo destinado a
atender aos cursos de artes oferecidos pela Escola, cujas necessidades específicas de
informação não poderiam ser supridas unicamente por documentos textuais. Assim, para
apoiar as atividades de ensino e pesquisa do curso de música, começaram a ser formadas
coleções de discos e partituras musicais.
Hoje o acervo de partituras já conta com mais de 20.000 peças musicais de diversos
períodos, da música medieval à contemporânea, cobrindo ampla gama de formações
instrumentais. Destacam-se, na coleção, os manuscritos de música sacra mineira recolhidos
por professores da Escola nas cidades de Ayuruoca, Brasópolis e Campanha, as obras de
Henrique Oswald, Fructuoso Vianna, Fúrio Franceschini e Lycia de Biase Bidart, que incluem
manuscritos autógrafos e edições raras, além da obra completa de Gilberto Mendes, doada
pelo compositor.
Os profissionais que deram início, ainda nos primeiros anos da década de 1970, à
organização do acervo de partituras, se depararam com o problema do descompasso entre os
padrões de catalogação então existentes e as necessidades reais de informação do músico e do
pesquisador da área. Os primeiros ensaios de catalogação, elaborados após a realização de
pesquisas entre bibliotecas de música de vários países, não foram considerado adequados
pelos alunos e professores de música (MILANESI, 1997). A partir dessa descoberta, o foco
do trabalho se deslocou para os usuários do serviço e começaram a ser desenvolvidas normas
para catalogação de partituras que, mesmo obedecendo aos princípios básicos de organização
da informação usados em bibliotecas, procuram falar a linguagem do pesquisador da área de
música (RECINE; MACAMBYRA, 2006).
Em 1998 a Biblioteca da ECA lançou a primeira versão destinada à distribuição
pública de seu manual de catalogação de partituras - atualizada em 2010 - no qual descreve a
metodologia de trabalho cujos pontos altos são: a descrição e a indexação do meio de
expressão, ou seja, os instrumentos, vozes, grupos vocais e instrumentais para os quais foram
escritas as obras musicais; e as regras detalhadas para uniformização dos títulos, incluindo a
ordem dos elementos constitutivos (RECINE; MACAMBYRA, 2010).
O processamento das partituras sempre foi automatizado, nunca existiu um catálogo
em fichas. Em 1978, quando foi criada a primeira base de dados para catalogação de partituras
da Biblioteca da ECA, a USP ainda não possuía um banco de dados para cadastrar seu acervo,
e os detalhes do formato MARC para música ainda estavam sendo trabalhados. Os registros

2337

�desse primeiro catálogo foram migrados, em 1991, para uma base de dados em Micro-ISIS
que recebeu o nome de Acorde e desde 2000 está acessível pelo website da Biblioteca da
ECA 277
Na Universidade de São Paulo, o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) é
responsável pela manutenção do Banco de Dados Bibliográficos da USP (Dédalus), que adota
o formato MARC, e poderia, em princípio, conter registros de partituras. Entretanto, o
conteúdo da base Acorde, até o momento da redação deste texto, ainda não foi migrado para o
Dédalus. Embora a possibilidade técnica exista desde 1996, quando foi implantado o software
Aleph pela Universidade de São Paulo, a questão não entrou na lista de prioridades do
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP antes de 2013.
Uma das dificuldades técnicas do processo de migração são as diferentes concepções
existentes entre a metodologia de descrição de partituras da Biblioteca da ECA e o formato
MARC, utilizado pelo banco Dédalus. Até recentemente faltavam no formato campos
fundamentais para descrição do documento musical, notadamente o meio de expressão,
introduzido apenas em abril de 2012, pela Library o f Congress.
Tendo como ponto de partida as atualizações ocorridas no processo de catalogação de
obras musicais, este artigo tem como objetivo apresentar uma nova proposta de representação
descritiva de partituras no Dédalus, utilizando os campos Medium o f performance e
Gênero/Forma do formato MARC e incorporando ao processo o conhecimento de catalogação
de documentos musicais da Biblioteca da ECA.

2. REFERENCIAL TEÓRICO
Na era do catálogo impresso o grau de controle utilizado na catalogação dos materiais
era muito alto, principalmente porque o ‘ponto de acesso principal’ das fichas era identificado
e definido pelo catalogador. A própria terminologia utilizada, “entrada principal” e “entrada
secundária” teve origem nos catálogos impressos. Nos dias atuais, com os catálogos online, a
recuperação pode ocorrer por palavras de todo registro bibliográfico. Mas, este tipo de
recuperação da informação pode ser uma ‘faca de dois gumes’, pois a busca por palavras em
‘todos os campos’ do registro não é controlada, podendo retornar informações incompletas
ou resultados enganosos. Embora os catálogos online tenham removido os limites impostos
pelos pontos de acesso das fichas manuais, muitos catalogadores ainda seguem as regras das
Anglo American Cataloging Rules, second edition (AACR2). Segundo Boyd (2005), os

277 http://www.eca.usp.br/biblioteca-bases/acorde/search.htm

2338

�catálogos online são uma mistura de cabeçalhos controlados e não controlados: índices com
entradas padronizadas para nomes e títulos, mas com palavras-chave não controladas para as
outras informações do registro bibliográfico.
As regras da AACR2 “são baseadas em suposições pragmáticas, onde os catalogadores
iniciam o processo de descrição e escolha dos pontos de acesso com o objeto físico em mãos”
(BOYD, 2008, p.26). Atualmente temos que lidar com mídias digitais e com a World Wide
Web, e, muitas vezes o documento em mãos não é autodescritivo, exigindo mais
conhecimento e destreza do catalogador para entender o documento em mãos. Essas
mudanças motivaram a Joint Steering Committee, responsável por manter a AACR2, a revisála.
No contexto da documentação musical, Assunção (2005) constata em sua pesquisa a
insuficiência das normas e regras utilizadas para a descrição dos documentos musicais.
Segundo a autora, as regras de catalogação para música utilizadas nas bibliotecas são muito
generalistas. Em contrapartida, Assunção (2005) vislumbra novas perspectivas para o
tratamento desses documentos, pois as normas internacionais para descrição bibliográfica têm
sido alvo de revisões sistemáticas onde o foco está sendo o usuário. Esta mudança se deve,
principalmente, às novas possibilidades trazidas pelas tecnologias associadas ao ambiente
eletrônico.
A partir da revisão de literatura sobre documentação musical descrevemos, a seguir, as
características específicas para descrição de obras musicais segundo especialistas da área, as
normas existentes e as novas perspectivas para a catalogação de partituras visando o
desenvolvimento sistemas de busca mais eficientes para a recuperação de documentos
musicais. Smiraglia (1997), por exemplo, considera a catalogação de partituras um desafio,
pois determinar os pontos de acesso de uma obra musical pode ser complicado e confuso para
quem não está fundamentado na bibliografia da área de música.
Segundo Gentili-Tedeschi (2004), a principal característica da música escrita, ou seja,
da partitura, é ser tocada. Enquanto atividade artística, a música é uma arte imaterial que só
tem existência real quando é executada e os documentos musicais (sejam estes notações
musicais ou gravações sonoras) não passam, na verdade, de sinais, de instruções para sua
execução (caso da música impressa), ou para a sua reprodução através de um aparelho de
leitura (ASSUNÇÃO, 2005).
As obras musicais apresentam algumas características típicas que as diferenciam dos
documentos literários, pois a música escrita é muito mais complexa do que um texto escrito.
A concepção de “unidade literária”, comum às monografias, é entendida de forma diferente

2339

�nas obras musicais, pois cada interpretação, cada variação e cada transformação podem
constituir uma “expressão” distinta da “obra” musical, ou dar lugar a uma nova “obra”
musical, consoante o grau de modificação envolvido (ASSUNÇÃO, 2005).
Outra característica da obra musical, que a distingue do documento textual, diz
respeito ao título uniforme. Assunção (2005) explica que o título uniforme das obras musicais
é um dos principais instrumentos de organização do catálogo e destina-se a identificar uma
obra de forma clara e inequívoca, independentemente das formas como possa ser descrita
bibliograficamente, associando-a univocamente a um autor. Na maior parte das vezes, os
pontos de acesso das obras musicais são definidos a partir dos cabeçalhos de compositores,
geralmente em conjunto com um título uniforme, e dos intérpretes, mas também podem ser
feitos pelos cabeçalhos de editores, compiladores, títulos e séries.
Segundo Gentili-Tedeschi (2004), as questões relacionadas ao controle de autoridade
vão além do controle do título uniforme da obra musical, envolvendo elementos como o meio
de expressão, a forma musical, o número de opus, o número da editora, o arranjador, etc. De
acordo com o autor, a preocupação em se normalizar os títulos uniformes vem desde a criação
do Code International de catalogage de la musique, publicado pela International Association
o f Music Libraries (IAML), na década de 1950. Nesta época, as regras de catalogação já
prescreviam que no título uniforme, os termos genéricos deveriam ser escritos no idioma da
agência catalogadora. Uma sinfonia, por exemplo, será apresentada como Symphonie ou
Symphony; um concerto para violino poderá ser descrito como Violinknzert ou Concert für
Geige, dependendo do idioma falado pela agência catalogadora. Neste sentido, o controle de
autoridade e a padronização do título uniforme são fundamentais.
A transcrição do título de uma partitura, por exemplo, não é suficientemente relevante
para se encontrar e identificar determinada obra musical. Isso ocorre porque os documentos
musicais possuem características únicas, como por exemplo a indicação dos instrumentos e
vozes que serão usados para executar a música - seu meio de expressão.
O incipt musical também deve ser considerado na descrição das obras musicais, para
distinguir diferentes expressões da mesma obra. Gentili-Tedeschi (2004) recomenda que o
incipt musical seja introduzido nos sistemas automatizados como uma imagem ou como um
conjunto de dados codificados, mas, no segundo caso, seria necessário configurar a interface
de pesquisa para que esses dados possam ser recuperados.
A identificação, descrição e recuperação do meio de expressão - questões centrais na
organização de partituras - não tiveram um tratamento adequado pelas regras de catalogação
convencionais nem pelas bases de dados das bibliotecas. Não havia um campo específico para

2340

�essa informação no formato MARC, pois o meio de expressão era registrado nos campos para
título e assunto tópico. A utilização do conceito de meio de expressão como assunto é
bastante questionável, visto que não se pode considerar que a partitura de um concerto para
violino, por exemplo, seja um documento sobre violino.
A noção de assunto das obras musicais é complexa. Por ser uma arte eminentemente
abstrata, a possibilidade de se exprimir um conteúdo musical por palavras não pode ir muito
além da forma, do gênero e da expressão (ASSUNÇÃO, 2005). Qual seria então o assunto da
música? Svenonius (1994) entende que, embora o tema ou frase melódica possa ser
considerado assunto da obra musical, o termo “assunto” está sendo usado com sentido
diferente de quando pensamos no assunto de um texto científico.
Um músico brinca com temas musicais, da mesma forma em que um artista brinca
com formas e linhas ou um poeta com as palavras. Os elementos desse léxico
funcionam mais com brinquedos do que como ferramentas. Seria incorreto dizer que
uma peça musical representa esses brinquedos no sentido de se referir a eles ou falar
a respeito deles. (SVENONIUS, 1994, p.605).
Neste sentido, Assunção (2005) afirma a importância de se ter uma boa linguagem de
indexação para obras musicais. A autora explica que as peculiaridades da terminologia
musical, as sutilezas das classificações por forma e gênero, a sua variabilidade no tempo e no
espaço, têm impedido que se constituíssem bons sistemas de análise e descrição de conteúdo
para os documentos musicais. A música, complementa Assunção (2005), tem todo um aparato
técnico que consiste de códigos escritos, não verbais, nem dependentes da língua e
terminologias específicas. Assim, veremos mais adiante que é possível fazer a representação
descritiva das partituras identificando essas características únicas, mas essas informações
precisam ser indexadas numa base de dados para que possam ser recuperadas. Portanto, é
fundamental que se desenvolvam sistemas de busca eficientes para a recuperação de
documentos musicais.
Dentre as principais normas e regras utilizadas para a catalogação de documentos
musicais, podemos citar: a International Standard Bibliographic Description for Printed
Music - ISBD(PM), utilizada para a descrição de documentos musicais impressos; o
Répertoire International des Sources Musicales - RISM, destinado à identificação de
manuscritos musicais, concebido inicialmente para se fazer o inventário de fontes musicais,
não tendo propriamente a função de catalogação.
Mas as regras de catalogação, assim como os sistemas de busca da informação, estão
mudando rapidamente, pois é muito difícil, a partir das normas descritas acima, estabelecer

2341

�com clareza a relação entre obras musicais e suas distintas “expressões”, ou a relação entre
várias obras musicais. O Resource Description &amp; Access (RDA), por exemplo, é um novo
padrão para catalogação de documentos, concebido para o mundo digital, baseado nos
modelos conceituais Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) - publicado
em 1998, e Functional Requirements for Autority Data (FRAD) - publicado em 2000, ambos
desenvolvidos pela International Federation o f Library Association and Institutions (IFLA).
Velluci (c2007) considera o modelo conceitual FRBR um passo importante para o
entendimento das complexidades do universo bibliográfico musical, oferecendo aos catálogos
de documentos musicais a habilidade de separar as entidades Obra, Expressão, Manifestação e
Item, facilitando a identificação e o agrupamento de materiais relacionados. Para a autora, os
catalogadores de música anteciparam o modelo ao distinguirem a Obra do Item. A
metodologia de catalogação da Biblioteca da ECA, que enfatiza a necessidade de registrar os
dados da obra, ainda que não constem do item que está sendo catalogado, exemplifica a
afirmação de Velluci (2007).
A abordagem feita pelos FRBRs é abrangente e estruturada para a própria análise do
documento, centrando-a no usuário da informação musical. Os FRBRs, assim como a
atualização do código de catalogação para o RDA e a criação de novos tesauros, como o
Music Genre/Form da Library of Congress, nos faz olhar para as normas já existentes de outra
forma e nos estimula a querer aperfeiçoar cada vez mais nossos catálogos. Serão apresentadas,
a seguir, as novas perspectivas para a catalogação das partituras a partir do formato MARC.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Ao trabalhar com obras musicais deve-se entender sua natureza, ou seja, como ela
pode existir de forma abstrata, separadamente da sua forma física. Essa dicotomia do
‘conteúdo versus suporte’ é patente para os profissionais acostumados a catalogar obras
musicais. Trabalhar com música impressa significa saber que uma obra poderá ter arranjos
diferentes para diferentes instrumentos ou vozes, ou seja, distintas ‘expressões’. E os usuários
que buscam por obras musicais precisam encontrar as diferentes ‘expressões’ e
‘manifestações’ da obra. Essas informações, afirma Velluci (1998), precisam estar presentes
nos catálogos das bibliotecas.
Assim, a complexidade para se tratar obras musicais, de acordo com Assunção (2005,
p. 46), envolve um conjunto de problemas relacionados com:

2342

�- a natureza da obra musical: a sua natureza intrínseca, enquanto ‘unidade literária’ na
multiplicidade das suas ‘expressões’ e a sua natureza extrínseca, enquanto produto de uma
atividade artística (criativa ou executante);
- os aspectos técnicos da sua representação, ou seja, da impossibilidade de se exprimir
um conteúdo musical por palavras, mas sim descrevendo sua forma, gênero e meio de
expressão;
- a sua potencial utilização: para execução, para estudo e para investigação.
O desenvolvimento deste artigo foi balizado pelo estudo da literatura sobre tratamento
do documento musical, com destaque para Assunção (2005), Boyd (2005, 2008), Smiraglia
(1997), Gentili-Tedeschi (2004), Velluci (1998, 2007), Music Library Association (2012) e
Library of Congress (2012). De posse desse referencial, foi realizada a análise do formato
MARC, a partir da documentação enviada pela Divisão de Música e Divisão de Políticas e
Padrões da Library o f Congress

, com esclarecimentos de como o novo campo MARC 382

será utilizado na catalogação das partituras, a partir de 2015. Depois dessa última atualização
do formato, foi possível realizar o mapeamento completo dos campos da base Acorde para o
MARC, incluindo a descrição do meio de expressão.

4 RESULTADOS
A catalogação de partituras, a partir dos conceitos propostos pelo RDA, passará por
mudanças que afetarão diretamente os catalogadores, a começar pela definição dos pontos de
acesso para recuperação de partituras, que passarão a incluir a forma musical e o meio de
expressão. A base Acorde conta com listas de termos bastante detalhadas e já testados para
essas categorias de informação, que possibilitam recuperação da informação satisfatória para
os usuários da área de música. É, portanto, imprescindível que a mudança para o formato
MARC não cause perda de qualidade nesse aspecto.
Abaixo, são descritas as categorias de informação presentes na base Acorde que
apresentaram mais dificuldades no mapeamento para o formato MARC, e as soluções
encontradas dentro dos campos recentemente criados e ou atualizados pela Library of
Congress.

278 Documentação recebida via e-mail, em abril de 2014: - Descriptive Cataloging Manual - 382 Medium o f
performance; - Provisional best practices for using LCMPT.

2343

�a)

Meio de expressão

O meio de expressão é um atributo singular para música, pois os usuários buscam
frequentemente obras musicais para um determinado instrumento ou voz, sem um compositor
ou peça musical em mente.
Na base Acorde o meio de expressão é registrado em dois campos específicos: um
para descrição em forma de nota, outro para registro dos termos controlados para busca. Essa
informação, nos catálogos da Library o f Congress e WorldCat

, por exemplo, nunca foi

descrita de forma clara e distinta dos outros campos do registro bibliográfico. Observa-se
atualmente a descrição do meio de expressão em campos MARC/AACR2 para título (130,
240, 7XX), assunto tópico/gênero (650/655), codificada no campo 048 (número de
instrumentos musicais ou voz) ou em campos como 008/18-19 e 047 (forma de composição).
Para resolver essa questão, em abril de 2012 a Library o f Congress implantou o campo
MARC 382 - Medium o f Performance, cujo uso efetivo nos catálogos da Library o f Congress
está previsto para 2015. Quando isso ocorrer, os instrumentos e vozes (meio de expressão)
descritos atualmente no campo 650 serão movidos para o campo 382.
Esse campo ainda não está definido na estrutura do Dédalus, mas durante o processo
de discussão da migração dos registros da base Acorde, ficou decidida sua inclusão.

b)

Gênero/forma

“Assunto” é um conceito problemático para as obras musicais, pois, geralmente
música não tem assunto, e sim forma, gênero e instrumentação. Na base Acorde, o campo
assunto é preenchido quase sempre com termos de gênero ou forma, jamais com assuntos
tópicos.
A lista de cabeçalhos de assunto da Library o f Congress (LCSH) inclui, em sua
estrutura, cabeçalhos que representam o gênero/forma de obras musicais concomitantemente
com o meio de expressão, no mesmo campo - por exemplo, Sonatas (Trombone e órgão);
Concertos (Baixo, Clarinete, Trompa, Flauta) - ou cabeçalhos que representam o meio de
expressão sozinho. Esta estrutura de cabeçalho pode, às vezes, não ser útil para o pesquisador
que estiver mais interessado em encontrar uma partitura para uma combinação específica de
instrumentos ou vozes, independentemente da forma musical.
Até recentemente esses cabeçalhos foram preenchidos nos campos para assuntos
tópicos, ou seja, no campo 650 (registros bibliográficos) e no campo 150 (registros de
279O WorldCat é um catálogo em linha gerido pelo Online Computer Library Center e considerado o maior
catálogo em linha do mundo. Foi criado no ano 1971.

2344

�autoridade). Mas, a Library o f Congress está trabalhando no desenvolvimento do tesauro
Library o f Congress Genre/Form for Library and Archival Material (LCGFT), que irá separar
dos assuntos tópicos os cabeçalhos de gênero/forma, que passarão a ser codificados no campo
655 (registros bibliográfico) e no campo 155 (registro de autoridade).
Desde 2010, a Library o f Congress, em conjunto com o Bibliographic Control
Committee, Subject Access Subcommittee, da Music Library Association estão trabalhando no
desenvolvimento do Library o f Congress Medium o f Performance Thesaurus for Music
(LCMPT). O LCMPT é um vocabulário de termos para descrever os instrumentos, vozes, etc.,
ou seja, o meio de expressão das obras musicais. O vocabulário, que está em pleno
desenvolvimento, possui atualmente 802 termos, que serão utilizados no campo 382 dos
registros bibliográficos do formato MARC.
A implantação final do tesauro LCGFT e do vocabulário LCMPT está prevista para
2015. Com isso, os cabeçalhos da LCSH para obras musicais deixarão de ser utilizados em
novas catalogações e, o campo 650 (para preenchimento dos assuntos gênero/forma e meio de
expressão) será descontinuado. Uma sonata para flauta e contínuo que é atualmente
catalogada assim:
382 01 $$a flauta $$a continuo $$a lcmpt
650 #0 $$a Sonatas (flauta e continuo)
passará a ser catalogada assim:
382 01 $$a flauta $$acontínuo $$2 lcmpt
655 #7 $$a Sonatas. $$2 lcfgt.

Os campos 382 e 655, juntos, substituirão o campo 650.
Segundo Stephen Yusko

, da Divisão de Música da Library o f Congress e Janis L.

Young, da Divisão de Políticas e Padrões da LC:
- Ambos os campos (650 e 382) poderão ser utilizados simultaneamente, em qualquer
registro bibliográfico;
- Muitos sistemas automatizados de bibliotecas estão se preparando para indexar o
campo 382, assim, o campo 650 será desnecessário;

280 y u s k O, Atephen. LCMedium o f Performance Thesaurus, 382, and guidance [mensagem pessoal]. 2014.
Mensagem recebida por &lt;syus@loc.gov&gt; em 02 abr. 2014.
YOUNG, Janis. LCMPT - MARC Field for registration o f subjects [mensagem pessoal]. 2014. Mensagem
recebida por &lt;javo@loc.gov&gt; em 01 abr. 2014.

2345

�- Com a implementação do tesauro de gênero e forma pelo LCFGT (previsto para
2015), esta informação será cadastrada no campo 655. Para o controle de autoridade, esta
informação será cadastrada no campo 155;
- Os termos do vocabulário de meio de expressão (LCMPT) serão inseridos no campo
382 do registro bibliográfico. Para o controle de autoridade, serão cadastrados no campo 162.

c)

Data de composição

A data em que foi composta a obra musical é uma informação relevante e bastante solicitada
pelo usuário de música. Na metodologia de catalogação da Biblioteca da ECA, sempre que a
informação pode ser identificada, é registrada junto ao título da música. No modelo FRBR é
um dos atributos da entidade Obra, mas, até o momento da redação deste trabalho, não
conseguimos identificar uma solução adequada na estrutura do formato MARC para essa
questão.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Além das questões da catalogação, é necessário atenção à interface de busca do
Dédalus. Para que a busca de partituras atenda de forma satisfatória às necessidades dos
usuários do acervo, alguns ajustes mínimos, porém importantes, ainda devem ser feitos, entre
os quais: o meio de expressão precisa constar da lista de campos para busca; deve ser
configurada a busca pelo campo Gênero / Forma separadamente do campo assunto tópico.
A abordagem pioneira do tratamento de partituras da Biblioteca da ECA fica evidente
quando observamos que as inovações propostas atualmente no cenário da catalogação
internacional já eram parte de sua metodologia há muito tempo. Também o foco nas
necessidades do usuário, mesmo princípio que orientou a criação do modelo FRBR, é uma
prática adotada na Biblioteca da ECA desde os primórdios da organização de seu acervo de
partituras.

Proposta da nova planilha MARC para a catalogação de partituras no Dédalus
Com a migração da base Acorde para o Dédalus, mudanças significativas deverão ser
realizadas no formato da planilha MARC para catalogação de partituras utilizada atualmente.
Apresentamos abaixo, em destaque, os campos que deverão ser acrescentados e/ou alterados.

2346

�Tabela 1 - Planilha para catalogação de partituras (formato MU)
Campo MARC
Subcampo MARC
LDR
LDR/05: n
LDR/06: c
LDR/07: m
LDR/08 e LDR/09: #
LDR/17: I
LDR/18: a
[007]
[008]

LDR/19: #
[007/00=q]
[007/01=u]
[008/06=s ou p]
[008/07-10] e [008/11-14]
[008/15-17]
[008/18-19] =verificar tabela
[008/20]= |
[008/21]= |
[008/22]= #
[008/23]=r ou |
[008/24-29]=#
[008/30-31]=#
[008/32] e [008/34]=#
[008/331=|
[008/35-37]=zxx

024 2#
041 ##

[008/38]=#
[008/39]=d
$a

$a
$b

Descrição
Status do registro: novo registro
Tipo de registro: partitura
Nível bibliográfico: monográfico
Tipo de controle e Esquema de caracteres:
[branco]
Nível de catalogação: Completo, usado pelas
bibliotecas cooperantes OCLC
Formato catalogação descritiva: Parte da
descrição é feita conforme normas AACR2
Ligação de registro: [branco]
Categoria do material: Notação musical
Designação do material: não especificado
Tipo de data: data conhecida/provável
Data 1 e Data 2
Lugar de publicação
Forma de composição. Para múltiplas formas
usar o código 'mu'
Formato da música
Partes da música (especificar: parte instrumental
e voz, só instrumental, só voz, etc.)
Público alvo: não especificar
Forma do item (r= reprodução impressa regular,
impressão legível como uma fotografia; |= sem
tentativa de codificar)
Material complementar
Texto literário para gravação sonora
Indefinido
Transposição e arranjo
Idioma: Geralmente a partitura não tem texto,
assim, usar zxx. O idioma dos textos do título,
notas, etc deverão ser indicados no campo 041,
subcampos a, d, e, j e k.
Registro modificado: [branco]
Fonte de catalogação: está default
International Standard Music Number (ISMN)
OBSERVAÇÃO CAMPO 041: 1) Este campo
é obrigatório, mas o subcampo '$a' NÃO!!! Pois,
se a partitura (ou gravação) não tiver texto
cantado ou falado, deverá ser utilizado o código
ZXX (que deverá ser acrescentado na tabela de
códigos de idioma). Usar UND para vocalizes,
zumbidos e outros textos sem palavras ou
quando consistir de texto sem sentido. 2)
Partituras de música instrumental não deverão
ter o subcampo '$a', pois a língua se refere às
instruções de performance. Assim, o subcampo
que deverá ser preenchido será o $g, ou o $m
Código do idioma da faixa de texto / som ou
título separado
Código do idioma do sumário ou resumo

2347

�$d
$e
$f
$g
$h
$j
$k
$m

047 ##

$n
$2
$6
$8
$a

048 #7

$2=marcmusperf
$a

100 1
245 1
246 1
260
300
382

$2=marcmusperf
$a
$a$b$c
$a$b$c
$a$b$c
$a$b$c$e

$a
$b
$d
$n

Código do idioma do texto cantado ou falado
Código Língua libretos
Código do idioma do índice
Código da língua de outro material que não
acompanha libretos
Código do idioma de origem
Código do idioma de legendas ou legendas
Código da língua de traduções intermediárias
Código do idioma de origem que não
acompanham libretos
Código Língua libreto originais
Fonte de código
Linkage
Número ligação Campo e sequência
Código da forma de composição musical
(mesmo código preenchido na posição [008/1819] - tabela pré-definida dos códigos).
Número de instrumentos ou vozes (campo
utilizado quando o meio de expressão está
explícito e pode ser facilmente identificado). A
LC possui uma tabela de códigos que é possível
adaptar para os instrumentos utilizados pela
ACORDE. Assim, cada código de instrumento
de um registro da ACORDE equivalerá a um
subcampo $a. O preenchimento da quantidade
de instrumentos não será possível, a não ser nos
casos de registros que possuam os códigos para
Duo, Trio, Quarteto, Quinteto, Sexteto, Octeto e
Noneto.
Compositor
Título, subtítulo e descrição da responsabilidade
Formas variante do título
Dados de publicação
Descrição física
382 - Medium of Performance (Meio de
expressão) - campo utilizado para manifestações
(o meio instrumental, vocal e/ou outra
performance incorporada), ou obras e expressões
(o instrumento, vocal, e/ou outra expressão para
o qual uma obra musical foi originalmente
escrita ou para os quais a expressão musical é
escrita ou executada. Pode ser usado para
diferenciar obras musicais ou expressões com o
mesmo título.
Sugestão: criar tabela de instrumentos/vozes,
para serem inseridos por tabela (Ctrl+F3), de
forma controlada.
Meio de expressão
Solista
Instrumentos duplicados
Número de intérpretes para o mesmo meio de

2348

�$p
$s
$v
$0

490 0
500
505 8
655

$2
$6
$8
$a
$a
$a
$a$z$7

700 1
773
856

$a$4$6
$t
$u
$z

$3
Fonte: Elaborada pelas autoras, 2014.

expressão
Meio de expressão alternativo
Total de intérpretes
Notas
Número de controle do registro de autoridade ou
número padronizado
Fonte do termo
Ligação
Campo de ligação e número seqüencial
Série/coleção
Notas gerais
Nota de conteúdo
Assunto Gênero/Forma (não indexamos os
gêneros ou estilos musicais, como barroco,
clássico, romantismo, etc., porque não são
formas de acesso solicitadas por nossos usuários,
que procuram, prioritariamente, por autor e meio
de expressão. Além disso, a informação gênero
ou estilo raramente está explícito na partitura,
causando um problema: enquadrar cada obra
dentro de um estilo, tarefa difícil até para
especialistas em música).
Autor de texto, Arranjador, Transcrição, etc.
Fonte
Nome do arquivo que contém o incipit musical,
a descrição detalhada da obra e o arquivo
sonoro.
Preencher automaticamente com a informação:
"Descrição, incipit e arquivo sonoro"
Especificação do material

REFERÊNCIAS
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music. CAML Review, Ottawa, v. 33, n. 3, p. 20-26, 2005. Disponível em:
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2350

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              <text>A catalogação de partituras, a partir dos conceitos propostos pelo RDA, passará por mudanças significativas. O objetivo deste trabalho é apresentar uma nova proposta de representação descritiva de partituras para o Banco de Dados Bibliográficos da USP, utilizando os campos Medium of performance e Gênero/Forma do formato MARC, incorporando ao processo o conhecimento de catalogação de documentos musicais da Biblioteca da ECA. Diante da insuficiência das normas e regras utilizadas para a descrição dos documentos musicais, as normas internacionais têm passado por revisões sistemáticas com foco no usuário. A partir da revisão de literatura sobre documentação musical, apresentamos as características específicas para a descrição de obras musicais. Como resultado são apresentadas principais dificuldades do mapeamento dos campos da base de dados Acorde para o formato MARC, e as soluções encontradas dentro dos campos recentemente criados e ou atualizados pela Library of Congress. São explicadas as futuras aplicações do tesauro Library of Congress Genre/Form for Library and Archival Material (LCGFT) e do vocabulário Library of Congress Medium of Performance Thesaurus for Music (LCMPT), previstas para 2015. </text>
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