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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E MÍDIAS SOCIAIS: análise sobre o uso do
Twitter pelas Bibliotecas das Universidades Públicas do Rio de Janeiro

Soraia Santana Capello
Alberto Calil Junior

RESUMO
Promove uma investigação em torno da utilização e dos tipos de apropriações da mídia social
Twitter, por parte das Bibliotecas de Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro,
considerando o contexto atual no qual o uso de mídias sociais vem crescendo
exponencialmente, através de análise dos ambientes virtuais das referidas bibliotecas
classificando-os em estático, dinâmico ou colaborativo, avaliação da utilização da ferramenta
por parte destas bibliotecas. A pesquisa é de caráter exploratório, e busca trazer benefícios
para o universo em questão, que ainda é pouco explorado.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias; Mídias sociais; Twitter

ABSTRACT
Promotes research into the use and types of appropriation of social media Twitter, by the
Libraries of Public Universities of the State of Rio de Janeiro, considering the current context
where the use of social media has grown exponentially, analyzing the virtual environments of
those libraries classifying them into static, dynamic or collaborative; analyzing the libraries
from the public universities of Rio de Janeiro participating in Twitter, in addition to
evaluation has been going on use of the tool by such libraries. The research is exploratory in
nature and seeks to bring benefits to the universe in a matter that is still unexplored.
Keywords: University libraries; Social media; Twitter.

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho busca investigar de que forma as Bibliotecas de Universidades Públicas
(BUPs) do Estado do Rio de Janeiro vêm atuando no ciberespaço, através de um
aprofundamento sobre uso de mídias sociais, tendo como foco a ferramenta de rede social na
internet Twitter.272

272 Endereço eletrônico: https://www.twitter.com/

2296

�O trabalho tem como base parte da pesquisa iniciada em 2011 no Projeto de pesquisa
em Iniciação Científica (IC da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO,
orientado pelo professor Alberto Calil Junior (2010), intitulado “Bibliotecas e Bibliotecários
no ciberespaço: a construção da Biblioteca 2.0”. Este projeto se propõe a investigar a relação
que as bibliotecas e bibliotecários do Brasil vêm construindo com as tecnologias 2.0.
Na primeira etapa do projeto foi realizado um mapeamento da utilização de
ferramentas da Web 2.0 pelas BUPs em toda a região Sudeste, a etapa seguinte (apresentada
nesta comunicação) teve como foco as BUPs do estado do Rio de Janeiro.
Verificou-se que a mídia social Twitter é uma das mais utilizadas pelas bibliotecas
analisadas e que ela possui características convenientes para utilização em bibliotecas
universitárias, onde grande parte dos usuários encontra-se cada vez mais conectada à internet,
seja através de seus computadores pessoais, computadores compartilhados ou através de
dispositivos móveis, por exemplo, os smartphones. (CALIL JUNIOR, CAPELLO E
SANTOS, 2012).
A fim de trazer contribuições para o universo analisado, os dados encontrados ao
longo do processo de pesquisa foram atualizados, sistematizados e tabulados para
apresentação neste estudo.
O trabalho tem como objetivo geral promover uma investigação em torno da utilização
e dos tipos de apropriações da mídia social Twitter, por parte das Bibliotecas de
Universidades Públicas (BUPs) do Estado do Rio de Janeiro. Como objetivos específicos a
pesquisa se propôs a mapear as BUPs da região Sudeste; identificar as BUPs do Rio de
Janeiro e seus ambientes virtuais; mapear quais bibliotecas do universo analisado participam
da mídia social Twitter; analisar qual o tipo de apropriação que vem sendo realizado pelos
bibliotecários através desta mídia social; avaliar a frequência no uso do Twitter por parte
destas bibliotecas e avaliar se os usuários destas bibliotecas estão seguindo a biblioteca no
Twitter.

2 MÍDIAS SOCIAIS E BIBLIOTECA
De acordo com Santos e Andrade (2010, p. 120) as plataformas tecnológicas da Web
2.0 podem proporcionar maior eficácia no envolvimento dos usuários de bibliotecas, pois a
utilização de serviços 2.0 se torna fundamental para sua renovação, frente às exigências da
sociedade atual. “As bibliotecas deparam-se com uma nova geração de utilizadores online que
possuem uma particular inteligência tecnológica e integram o acesso à informação e o seu uso
em todas as esferas da sua vida”. Jack Maness (2007) afirma que as mudanças nos paradigmas

2297

�da Web têm efeitos significativos para as bibliotecas. Segundo o autor a aplicação das
tecnologias e valores da Web 2.0 aos serviços e coleções de bibliotecas ficou conhecida como
Biblioteca 2.0273.
Ao explorar as novas ferramentas que a Web 2.0 nos fornece, dentro do contexto de
uma biblioteca, encontramos diferentes formas de uso em seus serviços eletrônicos. Para Alex
Primo (2009) as novas tecnologias em formato de aplicativos são dispositivos funcionais, em
que cada ferramenta possui características peculiares que variam de acordo com sua função e
com a necessidade do usuário que a utiliza. Entretanto elas possuem um propósito único que
vai além de suas peculiaridades: servir como instrumento de participação dos usuários da
plataforma 2.0. Alguns exemplos destas ferramentas são: blogs, redes sociais, streaming de
áudio e vídeo, wikis, dentre outras. Na literatura encontramos algumas denominações para
tais dispositivos, como: ferramentas 2.0, ferramentas colaborativas, ferramentas sociais,
mídias sociais. Para fins deste estudo utilizaremos o termo mídias sociais. Tais ferramentas
permitem alta interação e colaboração, além do compartilhamento simplificado de conteúdos.
Por esta pesquisa ter como ênfase a utilização do Twitter, que é considerado uma
ferramenta de rede social na internet, dar-se-á ênfase na abordagem sobre o que se
compreende por redes sociais e redes sociais na internet, bem como sobre o Twitter, seu
funcionamento e as possibilidades de uso desta ferramenta dentro de uma biblioteca.

2.1 Redes sociais
Antes de abordar o fenômeno das redes sociais na internet é importante contextualizar
o surgimento do termo, que ficou popularmente conhecido apenas por redes sociais.
De acordo com Marteleto (2007) esta ambientação histórico-epistemológica da noção
de rede é essencial para que o conceito não seja naturalizado como um fenômeno da
atualidade. A autora afirma que apesar de percorrer diversos campos científicos e culturais
contemporâneos, o conceito de rede “viajou ao longo dos séculos, acumulando e
abandonando diversos significados, na medida da sua extensão e aclimatação em novas
ambientações disciplinares e discursivas”. A noção de rede estava relacionada, até o final do
século XVIII, estreitamente com o que era orgânico, ao corpo. Já na concepção moderna esta
noção se caracteriza como uma “matriz técnica de arranjo do território, quando ele se separa
do fato observado e da sua conivência com o corpo físico para tornar-se um objeto construído
e autônomo” (MARTELETO, 2007, p. 7).
273 Michael Casey (2005) foi o primeiro a postar em seu blog “Library Crunch” sobre Biblioteca 2.0, desde então
o termo vem sendo amplamente utilizado na literatura.

2298

�A autora supracitada apresenta uma definição para rede baseando-se em Barel e
Cauquelin (1993, p. 274) que consideram a rede como “uma estrutura de interconexão
instável, composta de elementos em interação, cuja variabilidade obedece a alguma regra de
funcionamento”.
O conceito de rede aplicado ao contexto social pode ser entendido como um sistema
em que os nós e as conexões são representados pelos atores sociais (indivíduos, grupos,
organizações, etc), interconectados através de algum tipo de relação. Watts (1999) citado por
Marteleto (2004, p. 41) advoga que o estudo destas redes visa entender o funcionamento do
sistema através da análise de como as conexões têm influencia no comportamento de uma
determinada rede social.
A análise de redes estabelece um novo paradigm a n a pesquisa sobre a
estrutura social. Para estudar com o os com portam entos ou as opiniões dos
indivíduos dependem das estruturas nas quais eles se inserem , a unidade de
análise não são os atributos individuais (classe, sexo, idade, gênero), m as o
conjunto de relações que os indivíduos estabelecem através das suas
interações uns com os outros. A estrutura é apreendida concretam ente com o
um a rede de relações e de lim itações que pesa sobre as escolhas, as
orientações,
os
com portam entos,
as
opiniões
dos
indivíduos.
(M ARTELETO , 2001, p. 72)

Atualmente tornou-se comum falar em redes sociais ao fazer alusão as mídias que
permitem o relacionamento online, entretanto as chamadas redes sociais não se restringem a
comunicação mediada por computador (CMC), mas sim a uma estrutura social, em que não é
possível dissociar os atores sociais de suas conexões, sejam online ou off-line (RECUERO,
2009, p. 24).
De acordo com Calil Junior, Correa e Spudeit (2013, p. 3) deve-se reconhecer que esta
conformação do termo, como vem sendo utilizado hoje, não se dá de maneira aleatória.
Segundo os autores, a internet tem o seu poder e a “conjunção de determinadas formas de
apropriação dos artefatos tecnológicos com a constituição do ciberespaço como uma das
principais arenas contemporâneas para o fluxo de informações, conformam um campo
propício para a proliferação da comunicação em rede”.
Considerando a conectividade atual, nota-se que conforme as mídias de comunicação e
informação crescem e vão se tornando populares, acabam se tornando fundamentais para a
sustentação das diversas conexões do nosso dia-a-dia (online ou off-line), pois elas
proporcionam uma redução nas barreiras espaço-temporais (HAYTHORNWAITE, 2005 apud
CALIL JUNIOR; CORREA; SPUDEIT, 2013). Destas mídias, tem ganhado evidência as
ferramentas de redes sociais na internet.

São os sites de redes sociais na Internet as

2299

�ferramentas que permitem a expressão das redes sociais na Web, se tornando um espaço de
sociabilidade.
Ativism o político, espaço de consum o, m ural de fotos, central de notícias,
balcão de inform ações, arena para reclam ações, fonte de inform ação,
biblioteca, palco de serviços, cam po de disputas. M uitas são as funções
atribuídas as cham adas “redes sociais” [...] (CALIL; CORREA ; SPUDEIT,
2013, p . 2)

Boyd e Ellisson (2008) apud Recuero (2009, p. 102) definem estes sites como sistemas
que permitem: a construção de uma personalização, através de um perfil; a interação através
de comentários; e a exposição pública da rede social de cada ator. Para elas, a maior distinção
entre os sites de redes sociais e outras formas de CMC é a maneira que permitem a
visibilidade e interação das redes sociais e a possibilidade de manutenção dos laços sociais
estabelecidos fora da Web.
Assim , nessa categoria estariam os fo to lo g s (como o Flickr e o Fotolog, por
exem plo); os w eblogs [...]; as ferram entas de m icrom essaging atuais (como o
Twitter e o Plurk), além de sistem as com o o O rkut e o Facebook, m ais
com um ente destacados n a categoria. Esses sites poderiam ser enquadrados
dentro de todas as categorias elencadas pelas autoras, pois possuem
m ecanism os de individualização [...]; m ostram as redes sociais de cada ator
de form a pública e possibilitam que os m esm os construam interações nesses
sistemas. (RECUERO, 2009, p. 103, grifo nosso)

Cabe destacar, que os sites de redes sociais atuam como suporte para as dinâmicas
interacionais das redes sociais. Eles não podem ser considerados como redes sociais, porque
são apenas sistemas ou ferramentas que permitem que os atores sociais constituam as redes
em que interagem (RECUERO, 2009, p. 103).

2.2 Sobre o Twitter
Como visto acima esta é uma plataforma considerada como ferramenta de rede social
na internet.
O Twitter foi fundado em 2006 como um projeto da empresa Odeo, por Jack Dorsey,
Biz Stone e Evan Williams. Segundo o site Tecmundo

, o projeto inicial do Twitter foi de

Dorsey, que idealizou um serviço de troca rápida de status, como uma mensagem de texto
SMS

. A plataforma é considerada um serviço de microblogging pela sua propriedade de

permitir que sejam enviados pequenos textos, com o limite de 140 caracteres. Esta limitação
de caracteres se deve ao conceito inicial da ferramenta ser baseado em mensagens SMS.2745
274 Site sobre tecnologias digitais. Endereço eletrônico: http://www.tecmundo.com.br
275 ShortMessage Service, popularmente conhecido como mensagens de texto.

2300

�Consequentemente, o Twitter se tornou uma rede de informação em tempo real. A rede social
é composta pelos followers e following que são, respectivamente, os seguidores e as pessoas a
quem seguir. Estes usuários se conectam as histórias, ideias, opiniões e notícias que mais se
identificam (RECUERO, 2009; TECMUNDO, 2010; TWITTER, 2013).
O Twitter oferece uma gama de possibilidades de uso para serviços de biblioteca.
Alguns autores já descrevem algumas das possíveis aplicações da ferramenta em unidades de
informação. Calil Junior, Almendra e Silva (2010, p. 10) sugerem o uso do Twitter no serviço
de referência; na divulgação de eventos da biblioteca e/ou da instituição em que ela está
inserida; na divulgação de informação sobre seminários e congressos relacionados à sua área
de atuação, além de retweets de informações que sejam convenientes para a comunidade que a
biblioteca atende. De acordo com os autores ainda há a possibilidade de os seguidores
followers) de um determinado perfil serem estimulados a fazer comentários sobre as
temáticas relativas ao universo em que a biblioteca atua como, por exemplo, “os serviços
oferecidos ou ainda quaisquer demandas existentes”, oferecendo um feedback ao
bibliotecário.
Segundo Gomes, Prudêncio e Conceição (2010) a utilização de dispositivos como o
Twitter como um canal para a interlocução direta da biblioteca com seus usuários é muito
importante, pois através da plataforma pode-se atuar na mediação da informação, operando
ações que buscam atender as necessidades informacionais dos usuários, bem como
subsidiando a apropriação das informações acessadas.
O Twitter é um meio simples e conciso de enviar informações para as pessoas, de
acordo com Giustini e Wright (2009) os usuários da biblioteca podem obter ajuda dos
bibliotecários on-line, a partir de uma conta no Twitter. Os usuários podem enviar mensagens
tirando dúvidas sobre o funcionamento da biblioteca, sobre acervo, políticas de empréstimo,
etc, e a equipe podem retornar com um tweet fornecendo a informação requisitada. Para os
autores, ao usar o Twitter para anunciar eventos; workshops; fazer lembretes aos usuários;
fornecer informações sobre novas aquisições; etc., a biblioteca está fortalecendo suas relações
com sua comunidade usuária, bem como sua prestação de serviços, de forma inovadora.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Por se tratar de um estudo resultante de um projeto de iniciação científica, foi
necessário fazer um recorte no universo total da pesquisa inicial, cuja abrangência era o
território nacional como um todo. Portanto optou-se por aprofundar a pesquisa trabalhando na
coleta e análise de dados relativos às BUPs do Estado do Rio de Janeiro, com intuito de trazer

2301

�alguma contribuição para a região em questão, já que podemos nos considerar parte dos atores
ligados a este cenário. Outro fator de motivação, que resultou na escolha das bibliotecas
universitárias, foi o aumento considerável na literatura sobre a presença destas bibliotecas no
universo da Web 2.0.
Para dar suporte a etapa de revisão de literatura sobre o tema abordado, foi realizado
um levantamento bibliográfico em bases de dados276; livros; e-books; pesquisas estatísticas
sobre uso da internet; apresentações em anais de eventos; teses e dissertações.
A etapa seguinte foi uma revisão dos dados encontrados no primeiro ano da pesquisa
no projeto de IC, onde foi realizada uma busca no ambiente virtual do Ministério da Educação
- MEC, no intuito de identificar quantas eram as universidades públicas situadas na região
sudeste do país. O que encontramos no site do MEC foi um documento - Sinopse da
Educação Superior - no qual estavam listadas as Instituições de Ensino Superior (IES) do
país. Estas universidades foram identificadas e separadas, para que no momento seguinte
fossem visitados seus ambientes virtuais. Nas visitas aos ambientes virtuais das universidades
procuramos verificar de que modo o sistema / rede de bibliotecas estava visível na homepage
da universidade. Os referidos ambientes virtuais e seus links foram capturados, para posterior
análise. A próxima etapa foi a visita aos endereços eletrônicos de cada biblioteca, dando
inicio efetivo ao mapeamento do uso das mídias sociais pelas bibliotecas da universidades
públicas da região sudeste e buscando identificar os tipos de ambientes virtuais encontrados.
Feito mapeamento, passou-se para a análise de quais eram as ferramentas mais utilizadas.
Deste modo, seguimos para a etapa subsequente, onde foram identificadas as BUPs do
Estado do Rio de Janeiro e seus ambientes virtuais. Delas, foram selecionadas as que possuem
perfil no Twitter. Além disto, foram coletados dados como números de seguidores que o perfil
da biblioteca possuía e o número de perfis que ela é seguidora. Outro método de coleta de
dados foi entrevista realizada através de e-mails enviados diretamente para as bibliotecas.

4 RESULTADOS
4.1 BUPs do Rio de Janeiro e seus ambientes virtuais
Nesta etapa da pesquisa foi realizada uma visita aos ambientes virtuais das BUPs,
visando mapear quais ferramentas da Web 2.0 são utilizadas por estas bibliotecas.

276 O levantamento bibliográfico foi realizado através dos descritores: biblioteca 2.0; mídias sociais; redes
sociais; ferramentas colaborativas; social media e library 2.0.

2302

�Conforme a visita aos sites das bibliotecas foi acontecendo, pôde-se verificar que
havia discrepância entre os números de bibliotecas e de ambientes virtuais. Notou-se que esta
diferença entre os dados ocorre por diversos fatores, podendo ser por que os sistemas / rede de
bibliotecas são compostos por várias bibliotecas setoriais, que em alguns casos possuem
apenas um site oficial para o sistema como um todo, ou por outro fato que pudemos notar, que
foi a existência de blogs ao invés de sites paras as bibliotecas setoriais, dentre outras
ocorrências.

Pode-se observar, nesta análise, que não

há um padrão a ser seguido pelas bibliotecas, elas optam em criar sites, blogs, perfis em redes
sociais online, etc., de acordo com suas necessidades particulares.
Verificou-se então, que três situações se configuram neste sentido. Para tal definimos
três classificações para os ambientes de bibliotecas encontrados no ciberespaço (CALIL
JUNIOR, 2013), a saber:

Quadro 1: Classificação dos ambientes virtuais
Estáticos

A m bientes virtuais que trazem inform ações factuais sobre
a biblioteca contendo inform ações sobre o sistem a / rede
de bibliotecas e as respectivas bibliotecas setoriais.

Dinâmicos

A m bientes virtuais que além de conterem inform ações

(ou interativos)

factuais são atualizados constantem ente com notícias
sobre a biblioteca e de interesse dos usuários, e tam bém
com

outros

recursos,

com o

stream ing

m edias

que

garantem dinam icidade ao am biente virtual.

Participativos

A m bientes

(ou cooperativos)

possibilitam a interlocução do usuário com a biblioteca,

virtuais

que

oferecem

recursos

que

levando-os a participar e a colaborar nas atividades desta,
bem com o no próprio am biente virtual. P or exemplo:
blogs; perfis em redes sociais online; serviço de referência
via chat, etc.

Fonte: elaborado pelos autores

Dentre as 107 unidades de bibliotecas em universidades públicas no estado do Rio de
Janeiro, foram encontrados 120 ambientes no ciberespaço. Segue uma tabela que contém o
quantitativo de unidades de bibliotecas por sistema / rede, além do quantitativo de ambientes
virtuais encontrados por tipo, separados por cada sistema de bibliotecas.

2303

�Tabela 1: Tipologia dos ambientes das BUPs no ciberespaço
Universidade

Sistema / rede de biblioteca

Unidades

Am b.

Am b.

Am b.

de BCAs E stá tico D in â m ico P a rticip a tiv o
U FRRJ

B ib lio te c a C e n tra l

1

U N IR IO

S is te m a de B ib lio te c a s da U N IR IO

9

UFF

S u p e r in te n d ê n c ia de D o c u m e n ta ç ã o

25

UFRJ

S is te m a de B ib lio te c a s e In fo rm a ç ã o

U EN F

B ib lio te c a s U EN F

U ER J

R e d e S iriu s

TOTAL

1

1
1

1

1

1

20

47

29

8

17

5

5

20

20

107

56

15

10

54

Fonte: elaborado pelos autoes

Em termos quantitativos é possível notar que grande parte dos ambientes virtuais das
BUPs do Rio de Janeiro ainda utilizam ambientes estáticos, que podem ser comparados aos
ambientes da Web 1.0, em que “não favorecem a interlocução, a participação e a colaboração”
de seus usuários (CALIL JUNIOR, 2013). Podemos encontrar abaixo um gráfico com a
proporção dos ambientes virtuais encontrados por tipo: estático (47%); dinâmico (8%) e
participativo (45%).
Figura 1: Diagrama de setores. Distribuição dos ambientes virtuais por tipo

Fonte: elaborado pelos autoes

4.2 Uso do Twitter pelas bibliotecas das universidades públicas do Rio de Janeiro
Encontramos dentre as 107 unidades de bibliotecas no Estado do Rio de Janeiro,
apenas 15 participando do microblog: 4 UERJ; 0 UENF; 0 UNIRIO; 4 UFF; 6 UFRJ; 1
UFRRJ.

2304

�Tabela 2: Bibliotecas no Twitter
U n iv e r s id a d e

S is t e m a / r e d e d e b ib lio t e c a

U n id a d e s

Twitter

de BCAs

UFRRJ
UNIRIO
UFF
UFRJ
UENF
UERJ

Biblioteca Central
Sistema de Bibliotecas da UNIRIO
Superintendência de Documentação
Sistema de Bibliotecas e Informação
Bibliotecas UENF
Rede Sirius

1
9
25
47
5
20

1
0
4
6
0
4

Fonte: elaborado pelos autores

Após tabularmos as bibliotecas e seus @username no Twitter, passamos para a coleta
de dados no perfil de cada uma das bibliotecas. Foram capturadas para análise todas as
postagens realizadas por cada biblioteca em seu perfil no Twitter durante três períodos letivos:
1) 2° semestre de 2012 (novembro de 2012 à março de 2013)
2) 1° semestre de 2013 (abril de 2013 à agosto de 2013)
3) 2° semestre de 2013 (setembro de 2013 à janeiro de 2014)

4.3 Tipo de apropriação do Twitter
A apropriação de uma ferramenta de rede social na internet é o sistema utilizado para
manter e dar sentido ao uso de uma rede social. Portanto, a apropriação é indicativa ao “uso
das ferramentas pelos atores, através de interações que são expressas em um determinado tipo
de site de rede social” (RECUERO, 2009, p. 103).
Após análise dos tweets capturados nos períodos supracitados, entende-se que a
apropriação do Twitter por parte das BUPs do Rio de Janeiro, pode ser categorizada através
dos diferentes tipos de conteúdos que vêm sendo publicados por estas bibliotecas. Foram
encontradas as seguintes categorias na análise do período de 2012.2 :

a) Divulgação de eventos e cursos relacionados a área de atuação da biblioteca;
b) Informações sobre a universidade da qual a biblioteca faz parte;
c) Divulgação de serviços da biblioteca;
d) Divulgação de notícias pertinentes ao público-alvo da biblioteca;
e) Informações sobre o acervo da biblioteca;
f) Informações sobre o horário de funcionamento da biblioteca;
g) Retweets de assunto pertinentes à área de atuação e aos usuários da biblioteca.

2305

�Segue um gráfico que contém o quantitativo de bibliotecas utilizando estas categorias

Figura 2: Gráfico de barras. Tipos de tweets realizados pelas bibliotecas em 2012.2
Informações sobre o acervo da bib.
Divulgação de serviços da bib.
Informações sobre horário de funcionamento da
Divulgação de eventos e cursos relacionados a área
Informações sobre a Universidade
Divulgação de notícias pertinentes
Retuites de assuntos pertinentes
0

5

10

15

Fonte: elaborado pelos autoes

Nos períodos letivos subsequentes, referentes ao 1° e ao 2° semestre de 2013, foram
encontradas mais três categorias para os conteúdos publicados pelas referidas bibliotecas:
a) Divulgação de eventos e cursos relacionados a área de atuação da biblioteca;
b) Informações sobre a universidade da qual a biblioteca faz parte;
c) Divulgação de serviços da biblioteca;
d) Divulgação de notícias pertinentes ao público-alvo da biblioteca;
e) Informações sobre o acervo da biblioteca;
f) Informações sobre o horário de funcionamento da biblioteca;
g) Retweets de assunto pertinentes à área de atuação e aos usuários da biblioteca.
h) Divulgação de curso (workshop, oficinas, minicursos, treinamentos) de capacitação
que possam ser de interesse da comunidade usuária.
i) Divulgação de Programas de Pós Graduação
j) Divulgação de informações que sejam de interesse da comunidade “Bbliotecária”, e
não da comunidade usuária.

Vejamos a seguir os dados referentes a esta categorização nos períodos letivos de
2013.1 e 2013.2:

2306

�Figura 3: Gráfico de barras. Tipos de tweets realizados pelas bibliotecas em 2013.1

Fonte: elaborado pelos autoes

Figura 4: Gráfico de barras. Tipos de tweets realizados pelas bibliotecas em 2013.2

Fonte: elaborado pelos autoes

Considerando os dados encontrados, nota-se que as bibliotecas vêm utilizando a
ferramenta mais como um mural de “noticias pertinente” à área que a biblioteca atende, do
que efetivamente como um serviço em que a biblioteca poderia fazer sua própria divulgação e

2307

�utilizar como um canal de interlocução com seus usuários - fornecendo informações sobre seu
acervo, horário de atendimento, solicitando sugestões ou fazendo enquetes, por exemplo.

4.4 Frequência no uso do Twitter por parte das bibliotecas
Considerou-se importante avaliar a frequência das postagens no Twitter pelas bibliotecas
investigadas, para verificar se há uso efetivo da ferramenta ou se existe apenas um perfil que
não esteja sendo utilizado e acompanhado com constância pela biblioteca. Neste caso
classificamos a frequência com que os tweets são realizados em 4 tipos :
1 - Diário (publicações realizadas por no mínimo 5 vezes por semana)
2 - Semanal (publicações realizadas no mínimo 1 vez por semana)
3 - Esporádico (publicações realizadas sem um frequência definida)
4 - Nenhum (nenhuma publicaçõa encontrada no período analisado)

Como resultado desta análise, obtiveram-se os seguintes resultados no período de
2012.2: 33% de tweets diários; 20% de tweets semanais; 40% de tweets esporádicos e 7% não
postou nenhum tweet no período analisado. Vejamos o gráfico a seguir.

Figura 5: Gráfico de setores. Frequência de postagem no Twitter em 2012.2

■ Semanal
■ Esporádico
■ Nenhum
■ Diário

Fonte: elaborado pelos autoes

O primeiro semestre letivo do ano de 2013 apresentou como resultado a maioria
(33%) das BUPs do Rio de Janeiro não utilizando seus perfis no Twitter, a utilização semanal e diária - tiveram a mesma frequência de publicação (27%) e a publicação esporádica
chegou a 13% dos perfis de bibliotecas. Vejamos:

2308

�Figura 6: Gráfico de setores. Frequência de postagem no Twitter em 2013.1

No segundo semestre letivo do ano de 2013 o resultado obtido foi: 20% de tweets diários;
40% de tweets semanais; 7% de tweets esporádicos e 33% não postou nenhum tweet no
período analisado

Figura 7: Gráfico de setores. Frequência de postagem no Twitter em 2013.2

Pode-se inferir através de uma análise quantitativa dos dados obtidos que não há um
controle nas publicações de conteúdo na mídia por parte das bibliotecas como um todo, já que
ao longo de três períodos subsequentes a periodicidade variou em todas as categorias

2309

�classificadas. Verificou-se a necessidade de um aprofundamento destes dados para que se
possa analisar qualitativamente.

4.5 Análise de usuários seguindo a biblioteca no Twitter
Para esta etapa foram coletados dados como números de seguidores que o perfil da
biblioteca possuía no período analisado, além dos dados coletados através de entrevista
realizada por meio de e-mails enviados diretamente para as bibliotecas. Foram obtidas 11
respostas dentre as 15 bibliotecas entrevistadas.
Esta análise é relativa à quantidade de seguidores do perfil da biblioteca no Twitter
versus a quantidade de usuários reais. Compete ressaltar que estes dados são uma estimativa,
pois não podemos considerar que todos os seguidores do perfil sejam necessariamente
usuários reais. Abaixo um gráfico que apresenta a porcentagem de usuários que seguem,
estimativamente, a biblioteca no Twitter (as bibliotecas que não possuem dados são as que
não responderam a entrevista):

Figura 8 Gráfico de barras. Usuários versus followers
@bibliomeduff
@rsirius
@bibuff
@BibliotecaCehc
@btdireito_uerj
@BIQUFRJ
@bibliotecaippur
@bibnursinguff
@bibliotecaim
@BiblioCEHA
@ufrrjbc
@bor_ct
@bibecocfch
@bcguff
0%

5%

10%

15%

20 %

25 %

30 %

35 %

40 %

Fonte: elaborado pelos autoes

Conclui-se que não há ampla divulgação da existência da ferramenta por parte das
bibliotecas, já que dentre as bibliotecas analisadas a que tem maior índice de usuários
seguidores é a Biblioteca CEH/A da UERJ, que soma um total de 37,7%.

2310

�5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Pode-se concluir que dentro do recorte realizado não há muita adesão da rede social
Twitter. Além disto, verificou-se que não há uma frequência definida para estas postagens.
Considera-se que esta baixa aderência seja decorrente da falta de seguidores/usuários
utilizando o Twitter como canal de comunicação com a biblioteca. Outro ponto que se deve
levar em conta é o tipo de informação publicada no Twitter, nota-se que as bibliotecas vêm
utilizando a ferramenta mais como um mural de informações do que, efetivamente, um
serviço em que a biblioteca poderia utilizar como canal de interlocução com seus usuários,
além de fazer deste um lugar para a divulgação de seus serviços, acervo ou horário de
atendimento, por exemplo.

A rede social em questão pode ser utilizada em prol de uma

maior exposição da biblioteca para seus usuários, pois este é um ambiente altamente
dinâmico, onde aqueles que fazem parte da rede estão conectados todo o tempo. Todavia, para
que seja funcional, é necessário o uso efetivo e constante da ferramenta.
Para Santos e Andrade (2010) é fundamental que as bibliotecas tenham capacidade de
acoplar ferramentas 2.0 aos seus serviços, visando uma “renovação” que se enquadre às novas
exigências da sociedade, pois os usuários 2.0 “possuem uma particular inteligência
tecnológica e integram o acesso à informação e o seu uso em todas as esferas da sua vida”
(LIU, 2008 apud SANTOS; ANDRADE, 2010, p. 117). Os autores acreditam que as novas
tecnologias devem fazer parte da rotina de trabalho do bibliotecário e devem também estar
diretamente relacionadas aos produtos e serviços da biblioteca.

A

valorização

da

informação, como consequência da chamada Sociedade da Informação, gerou grandes
mudanças nas bibliotecas como, por exemplo, as melhorias nos serviços através da utilização
das TICs. Carvalho e Silva (2009) citam uma ‘crise de paradigmas’, potencializada através
das questões relativas aos novos procedimentos que serão, ou que já estão sendo, realizados
principalmente nas bibliotecas com relação às novas tecnologias digitais. Estas inovações
transformam todo o contexto em que essas bibliotecas ou centros de documentação estão
mergulhados, pois o que antes era estático, local, hoje pode ser móvel, dinâmico, ou seja,
compatível com o ideal das ferramentas 2.0. Por isso, estas se tornaram tão importantes na
inserção das bibliotecas no contexto social atual, onde os usuários procuram estar integrados,
interagindo uns com os outros através da web, utilizando como um dos principais meios as
mídias sociais.Tendo como base a concepção de Passarelli (2009), acredita-se que os
bibliotecários devem desenvolver novas competências para poder atuar com gestores da
informação nos novos ambientes virtuais em rede. Sendo assim é fundamental que o
bibliotecário se adapte às necessidades informacionais atuais de seus usuários.

2311

�6 REFERÊNCIAS
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2313

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              <text>Promove uma investigação em torno da utilização e dos tipos de apropriações da mídia social Twitter, por parte das Bibliotecas de Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro, considerando o contexto atual no qual o uso de mídias sociais vem crescendo exponencialmente, através de análise dos ambientes virtuais das referidas bibliotecas classificando-os em estático, dinâmico ou colaborativo, avaliação da utilização da ferramenta por parte destas bibliotecas. A pesquisa é de caráter exploratório, e busca trazer benefícios para o universo em questão, que ainda é pouco explorado.</text>
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