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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

BIBLIOTECÁRIAS EM SALA DE AULA: GRANDES PARCERIAS

Ana Rachel Fonseca
Thais Ferreira Vieira

RESUMO
O relato de experiência apresenta a disciplina ministrada por bibliotecárias dentro de um
programa de pós-graduação. Ressalta a importância do trabalho em parceria entre biblioteca
universitária e programas de pós-graduação. Apresenta a metodologia utilizada nos módulos
da disciplina e seus resultados e desdobramentos. Aponta as demandas do bibliotecário frente
às novas tecnologias e novos desafios no contexto educacional.
Palavras-Chave: Biblioteca universitária;
informacional; Capacitação de usuários.

Perfil

do

bibliotecário;

Competência

ABSTRACT
This experience account presents the course taught by university librarians in a graduate
program. It emphasizes the importance of partnership work between the university library and
graduate programs. It describes the methodology adopted in the course modules and its
outcomes and developments. It indicates the librarian's new challenges before the new
technologies and demands in the educational context.
Keywords: University library; Librarian Profile; Information literacy; User training.

1 INTRODUÇÃO
As funções desempenhadas pelo bibliotecário dentro das Bibliotecas Universitárias
(BUs) têm evoluído de maneira considerável nas últimas décadas. Essas transformações das
atividades biblioteconômicas

ocorrem

à medida que inovações

tecnológicas

são

desenvolvidas no âmbito informacional e educacional. Sendo assim, em paralelo às novas
tecnologias de informação e comunicação (TICs) propõe-se a reengenharia das bibliotecas, de
suas funções e suas ferramentas.
A mudança de postura das BUs já é percebida há tempos e, nesse sentido, Carvalho
(1980) afirma que as Bibliotecas Universitárias devem se integrar ao ambiente universitário

2251

�que as cerca sempre avaliando seus serviços e redefinindo ao longo do tempo seus objetivos e
atividades para que sejam coerentes com os objetivos e atividades da própria instituição.
A Universidade, juntamente com seu corpo docente, tem percebido a importância e a
multiplicidade que este profissional pode (e deve) desempenhar dentro deste contexto e
possibilita ao bibliotecário um papel ímpar no ensino superior: o papel de educador. A
interação e cooperação entre professores e bibliotecários facilita o processo de ensinoaprendizagem proporcionando aos alunos serviços de maior qualidade dentro e fora da
biblioteca.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Uma avaliação de destaque em relação às bibliotecas universitárias foi feita por
Carvalho (1980), que, nos idos de 1980, desenvolveu um estudo que apontava os déficits nas
bibliotecas universitárias brasileiras e procurava fornecer um instrumento de planejamento
visando seu desenvolvimento e sua eficiência. Ainda neste tema, a leitura de Dib; Silva
(2006) contribui para reestruturar o foco de atuação das BUs adotando um modelo de unidade
de negócio em informação (UNInf), no qual a biblioteca passa a assumir uma postura mais
dinâmica e proativa, mas sempre visando o apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão
da Universidade. Reforçando essa ideia, as autoras abordam também a questão das parcerias
entre UNInfs e Universidade no intuito do crescimento da disseminação do conhecimento na
comunidade acadêmica.
A visão sobre as novas tendências do bibliotecário 2.0, assim denominado por Vieira;
Baptista; Cerveró (2013), foi muito engrandecedora no sentido de direcionar a carreira deste
profissional como um facilitador da informação. Desta forma, o bibliotecário oferece aos
usuários os recursos tecnológicos disponíveis, assim como, treinamento e orientação para
maior aproveitamento das novas tecnologias. O tema sobre novo perfil do bibliotecário é
desenvolvido ainda no trabalho de Schweitzer (2008), que define as atuais competências e
habilidades que precisam ser desenvolvidas por este profissional da informação. A autora
enfatiza também o papel do bibliotecário como educador, afirmando que

Os cursos de capacitação de usuários são atividades que vem
sendo desenvolvidas por diversas bibliotecas universitárias. Os
professores têm no bibliotecário um colaborador nas tarefas de
ensino-aprendizagem, principalmente, nas técnicas de pesquisa.
Desta maneira, sala de aula e biblioteca se unem para maior
utilização de recursos informacionais. (PASSOS; SANTOS,
2005, p. 25 apud SCHWEITZER, 2008)

2252

�3 REDE SIRIUS E A BIBLIOTECA BIOMÉDICA A (CB/A)
As bibliotecas da UERJ surgiram junto com a Universidade em 1950 e hoje formam a
Rede Sirius. As bibliotecas que compõem a Rede são organizadas por área de conhecimento e
ficam situadas geograficamente próximo às Unidades de Ensino e Pesquisa. A biblioteca
Biomédica A (CB/A) está situada próximo ao Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes
(IBRAG) e Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e seu acervo é composto por fontes de
informação na área Biomédica. Além de prestar serviços e produtos como as demais
bibliotecas integrantes da Rede Sirius, possui um diferencial, resultado da parceria com o
Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas (PGCM).
O público-alvo da Biblioteca CB/A são os alunos de graduação e pós-graduação das
áreas de Medicina e Ciências Biológicas (Saúde e Biotecnologia), embora atenda fortemente a
comunidade interna das áreas de Enfermagem, Odontologia, Nutrição, Psicologia e Educação
Física.

4 A ORIGEM DA DISCIPLINA BASE DE DADOS E NORMALIZAÇÃO
ACADÊMICA
No início do ano de 2012, durante a Reunião Anual dos Orientadores da PósGraduação em Ciências Médicas (PGCM), as bibliotecárias responsáveis pela coordenação da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ (BDTD-UERJ) e integrantes do Núcleo
de Processamento Técnico (NPROTEC) da Rede Sirius-UERJ realizaram uma apresentação
sobre a BDTD-UERJ que foi fundamental para a criação da disciplina. A apresentação
destacou a importância da normalização dos trabalhos acadêmicos defendidos na instituição,
assim como todas as etapas e fluxos para disponibilização online das dissertações e teses.
A reboque da repercussão positiva da apresentação mencionada, a Biblioteca CB/A
lançou ao Coordenador desta pós-graduação a ideia de uma palestra para capacitar os alunos
da PGCM na parte de normalização acadêmica. E, em troca veio uma pergunta: e por que não
uma disciplina?
E logo em seguida a disciplina Normalização Acadêmica para Teses e Dissertações já
estava selada junto a Sub-Reitoria de Pós-graduação da UERJ e a Coordenadoria de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), dentro de uma grande disciplina
“guarda-chuva” de nome Tópicos Especiais em Ciências Médicas (TECM) que
posteriormente passou a ser denominada TECM: Bases de Dados e Normalização Acadêmica.

2253

�5 EVOLUÇÃO DA DISCIPLINA
A disciplina começou como um projeto piloto e evoluiu conforme o quadro abaixo.

Quadro 1 - Evolução da disciplina
2° sem. 2012

Descrição

Nome e tema da Tópicos especiais
disciplina
em
Ciências
Médicas:
normalização para
teses e dissertações
da UERJ

1° sem. 2013

2° sem. 2013

1° sem. 2014

Tópicos especiais
em
Ciências
Médicas: Base de
dados
e
normalização
acadêmica

Tópicos especiais
em
Ciências
Médicas: Base de
dados
e
normalização
acadêmica

Tópicos especiais
em
Ciências
Médicas: Base de
dados
e
normalização
acadêmica

FCM01923

FCM01923

Código
da
disciplina na UERJ
03

03

02

02

01

02

02

02

Carga horária

15h

30h

30 h

30 h

Classificação

Eletiva

Eletiva

Eletiva

Eletiva

Local

Biblioteca CB/A e
Sala
de
treinamento UERJ

Biblioteca CB/A e
Laboratório
Médico
de
Pesquisas
Avançadas
LAMPADA
UERJ

Biblioteca CB/A e
Laboratório
Médico
de
Pesquisas
Avançadas
LAMPADA
UERJ

Universidade
Aberta do SUS/
Universidade
Federal
do
Maranhão
UnaSUS/UFMA

Número de vagas

10

10

15

15

Avaliação

Frequência mínima
em 85% das aulas;
Participação
e
Exercícios

Exercícios
práticos;
Frequência
mínima em 75%;
Participação
em
aula

Exercícios
práticos;
Frequência
mínima em 75%;
Participação
em
aula

Exercícios
práticos;
Frequência
mínima em 75%;
Participação
em
aula.

Público

Pós-graduandos do Pós-graduandos da
PGCM a partir do Faculdade
de
2° ano - UERJ
Ciências Médicas UERJ e ouvintes

Pós-graduandos da Pós-graduandos do
Faculdade
de PGCM e ouvintes
Ciências Médicas,
ouvintes e externos

Alunos inscritos

09

15

Bibliotecárias
instrutoras
Número
créditos

de

10

12

2254

�6 METODOLOGIA
O prisma metodológico da disciplina engloba: a) oferecer ao aluno informações sobre
de fontes de informação online; b) apresentar ao aluno ferramentas para que obtenha
conhecimento de técnicas de busca e recuperação de informações nas bases de dados da área
biomédica e acadêmicas; c) explorar os recursos existentes de alguns gerenciadores de
referência; d) mostrar a necessidade de utilização das normas de padronização de trabalhos
acadêmicos segundo o roteiro adotado na Universidade.
A disciplina é oferecida em quatro módulos instrucionais e independentes estruturados
da seguinte maneira:
a) Módulo I - Base de dados
b) Módulo II - Programa de elaboração de referências
c) Módulo III - Normalização de trabalhos acadêmicos
d) Módulo IV - Procedimentos para depósito de teses e dissertações

É importante destacar que os Módulos I e II são cem por cento práticos, nos quais os
alunos são incentivados a realizar pesquisas nas bases de dados de acordo com o tema
estudado por cada um. As aulas são realizadas em laboratórios de informática com um
microcomputador disponível para cada aluno, com acesso à internet.
Por conta do espaço físico, da disponibilidade de máquinas funcionando em perfeito
estado e principalmente para melhor aproveitamento da disciplina, são oferecidas apenas 15
vagas para cada turma. Acredita-se que dessa forma as instrutoras possam atender às duvidas
dos alunos com maior rapidez e excelência.
Em se tratando de uma disciplina da pós-graduação, os alunos devem ser avaliados ao
final do curso mediante entrega de trabalhos propostos. A avaliação é feita por meio de
conceitos para os quais a frequência e a participação em sala de aula também servem como
parâmetros.

6.1 Conteúdos abordados
As ementas passaram por modificações e adaptações ao longo da evolução da
disciplina conforme quadro a seguir.

2255

�Quadro 2 - Ementas
Ementa

Objetivos

2012
Projeto
Piloto

Apresentar aos alunos de pósgraduação (stricto sensu) o processo
de normalização adotado na UERJ e
orientá-los quanto ao uso dos
procedimentos estabelecidos para
depósito de teses e dissertações na
Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações - BDTD/UERJ

2014

Capacitar
pesquisadores
na
utilização
de
técnicas
para
recuperação de informações precisas
e eficazes em bases de dados
acadêmicas e da área biomédica.
Apresentar aos alunos de pósgraduação (stricto sensu) o processo
de
normalização
adotado
na
Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ), e orientá-los quanto
ao
uso
dos
procedimentos
estabelecidos para depósito de teses
e dissertações na Biblioteca Digital
de
Teses
e
Dissertações
BDTD/UERJ.

Tópicos programáticos
Apresentação do histórico e dos recursos de
pesquisa da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações (BDTD/UERJ); procedimento para
depósito de teses e dissertações (fluxograma);
apresentação das partes que compõem o
trabalho acadêmico (pré-textual, textual e póstextual) com base no Roteiro para apresentação
das teses e dissertações da UERJ; elaboração de
referências: modelo
ABNT
e modelo
Vancouver; elaboração de citações e notas de
rodapé; noções sobre as bases de dados na área
de saúde
Apresentação da proposta da disciplina, do
conteúdo programático, entrevista com os
discentes; pesquisa em bases de dados
acadêmicas e da área biomédica (Portal de
Periódicos CAPES, Google Acadêmico; Scielo;
BVS/Bireme; DECS, PubMed/ MESH, BDTD);
Apresentação do histórico e utilização da
Biblioteca
Digital
de
Teses
e
Dissertações/UERJ; Descrição das partes de um
trabalho acadêmico (pré-textuais, textuais e póstextuais); utilização de máscaras para elaboração
da tese; Tipos de referência bibliográficas
(ABNT; Vancouver) ; Uso das normas NBR
6023, NBR 6028, NBR 10520; Elaboração de
citações e referências; Programa para elaboração
de referências (Endnote Web); Procedimento
para depósito de teses e dissertações;
preenchimento de formulários; Deliberação
006/2009; AE-16/Reitoria/2005.

Fonte: As autoras

6.2 Público-alvo
O Projeto Piloto da disciplina possuía um pré-requisito segundo o qual somente alunos
pós-graduandos (stricto senso), a partir do segundo ano, poderiam se inscrever. Ao fim do
Projeto Piloto chegou-se à conclusão de que o módulo de pesquisa em bases de dados era
essencial para a coleta de material cientifico para elaboração do trabalho acadêmico. Sendo
assim, o pré-requisito foi retirado.
A PGCM é um programa de pós-graduação multidisciplinar, ou seja, além de alunos
com formação profissional nas áreas de saúde e biológica, recebe também alunos de outras
áreas, desde que suas experiências sejam relevantes para a investigação científica em
problemas de saúde humana. Portanto, os alunos inscritos na disciplina têm perfis variados

2256

�como: Biólogos, Dentistas, Médicos, Nutricionistas, Psicólogos, Profissionais de Educação
Física, Estatísticos, Pedagogos, Profissionais de Comunicação Social e Biblioteconomia. Vide
figura a seguir.

Figura 1: Formação/ocupação dos alunos inscritos (2012-2014)
■

A d m i n i s t r a d o r (2 )

■

B ió lo g o (3 )

■

C i r u r g i ã o - d e n t i s t a (2 )

B i b lio t e c á r io ( i )

■

D e s ig n e r e d u c a c i o n a l
(i)

F is io t e r a p e u t a (3 )
■

M é d ic o (2 1 )

■

N u tr ic io n is ta (i)

■

P ed agogo (i)

■

P s ic ó lo g o (6 )

Fonte: As autoras.

6.3 Exeriência com Universidade Aberta do SUS - Universidade Federal do Maranhão
(UNASUS-UFMA)
A UNASUS, Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde, foi criada pelo
Ministério da Saúde para atender às necessidades de capacitação e educação permanente dos
profissionais de saúde que atuam no SUS. Firmou-se um termo de cooperação
interinstitucional entre a UERJ e UNUSUS-UFMA. Como resultado desta cooperação, surgiu
a parceria com a PGCM para qualificar profissionais da UNASUS-UFMA.
A experiência em sala de aula além dos muros da Universidade Estadual do Rio de
Janeiro serviu para ampliar a visão das instrutoras, já que a temática pesquisada estava focada
de um modo geral na Educação em Saúde. Posto isto, o material apresentado na disciplina foi
alterado para suprir as necessidades de pesquisa dos alunos. Além das bases de dados
trabalhadas desde a criação da disciplina, foram apresentadas bases na área de Educação.
A oportunidade de trabalho com alunos de outra Instituição foi extremamente
gratificante e gerou novos contatos e futuras parcerias.

7 RESULTADOS PARCIAIS
No módulo final da disciplina, a cada semestre, é aplicado um questionário para
avaliação da mesma. Os resultados são tabulados e estudados e as sugestões obtidas ajudam a
aprimorar o conteúdo programático e a metodologia da disciplina.

2257

�Após o encerramento de cada disciplina, é realizada uma reunião com os
Coordenadores da PGCM para feedback dos resultados e para discussão de propostas e
inovações.
As expectativas e mudanças para os próximos semestres são:
a) Estender a disciplina a todos os programas de pós-graduação incluindo
os do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes;
b) Oferecer a disciplina para Residentes e curso de atualização para
docentes e profissionais de saúde trabalhando juntamente com o
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE);
c) Elaborar um curso de extensão para profissionais externos;
d) Tornar a disciplina obrigatória;
e) Inserir novas bases de dados no conteúdo programático;
f) Trabalhar com alunos de graduação.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A biblioteca tem como característica ser um espelho da Universidade, sendo assim, a
eficiência dos serviços prestados pelas BUs qualificam também a própria Universidade. O
olhar crítico das instrutoras juntamente com as avaliações feitas pelos alunos norteiam
objetivos e propósitos para a constante evolução da disciplina. A capacitação contínua das
bibliotecárias em função da demanda e de novidades relacionadas ao contexto informacional e
tecnológico mais que necessária, torna-se obrigatória. Para isso, essa formação continuada
exige prospecção e engajamento por parte das bibliotecárias e da própria instituição.
Não podemos deixar de ressaltar que o êxito da disciplina trouxe maior visibilidade
não só para as profissionais envolvidas neste trabalho, mas também para a Biblioteca CB/A e
para a Rede Sirius de Bibliotecas de maneira geral. A aproximação das bibliotecárias com os
alunos num diferente contexto, fora da biblioteca e dentro de sala de aula, criou outro tipo de
relação interpessoal na qual a máxima do “ask a librarian” voltou a ser necessária e
confiável, mesmo diante de inúmeras opções e facilidades de pesquisa disponíveis na internet.
O que se espera com a disciplina é, além de capacitar os alunos para
executarem pesquisas de forma eficaz e eficiente, formar multiplicadores. Para muitos alunos
a experiência da disciplina foi um salto muito grande nas atividades decorrentes da vida
acadêmica. A otimização do processo de busca de informações reforçou a veia pesquisadora
dos alunos.

2258

�Espera-se que o aluno tenha conseguido alcançar um nível de competência
informacional no qual seja capaz de conduzir seu processo investigativo de maneira ativa e
independente, já que, citando a American Library Association (1989, p.1 apud. Cunha;Orelo,
2013)
para ser competente em informação a pessoa deve ser capaz de reconhecer
quando precisa de informação e possuir habilidade para localizar, avaliar e
usar efetivamente a informação. Para produzir esse tipo de cidadania é
necessário que escolas e faculdades compreendam o conceito de competência
informacional e o integrem em seus programas de ensino e que desempenhem
um papel de liderança preparando indivíduos e instituições para aproveitarem
as oportunidades inerentes à sociedade da informação. Em última análise,
pessoas que têm competência informacional são aquelas que aprenderam a
aprender. Essas pessoas sabem como aprender porque sabem como a
informação está organizada, como encontrar a informação e como usar a
informação, de tal forma que outros possam aprender com elas.

Por ultimo, mas não menos importante, reforçamos a ideia de que é preciso
(re)descobrir as mil possibilidades de intervenção da biblioteca dentro do ambiente
universitário. Parcerias entre Biblioteca e Unidades de Ensino devem ser propostas e
sugeridas, a fim de que deixemos de lado a classificação da biblioteca como um mero
“elemento de apoio”, para ocupar ativamente o posto de elemento essencial e primordial
dentro do processo educativo e do saber técnico-científico.

6 REFERÊNCIAS
ALVES, Maria Bernadete Martins; BEM, Roberta Moraes de. Capacitação de usuários: um
serviço em expansão.

In: AMBONI, Narcisa de Fátima (Org.).

Gestão de Bibliotecas

Universitárias: experiências e projetos da UFSC. Florianópolis, 2013. p.46-58. Disponível
em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/99534/gestaobibliotecasuniver
sitarias bu ufsc.pdf?sequence=1&gt;. Acesso em: 21 jan. 2014.
CARVALHO, Maria Carmen Romcy de. Estabelecimento de padrões para bibliotecas
universitárias. Brasília: ABDF, 1981.
CUNHA, Miriam Figueiredo Vieira da; ORELO, Eliane Rodrigues Mota. O bibliotecário e a
competência informacional. Informação &amp; Sociedade, v. 23, n.2, p.25-32, maio/ago. 2013.
Disponível em: &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/12892/9682&gt;. Acesso
em: 17 mar. 2014.
DIB, Simone Faury; SILVA, Neusa Cardim. Unidade de Negócio em Informação (UNInf): o
futuro das bibliotecas universitárias na sociedade do conhecimento. Perspectivas em Ciência

2259

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Bibliotecárias em sala de aula: grandes parcerias</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Fonseca, Ana Rachel, Vieira, Thais Ferreira</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFMG</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2014</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O relato de experiência apresenta a disciplina ministrada por bibliotecárias dentro de um programa de pós-graduação. Ressalta a importância do trabalho em parceria entre biblioteca universitária e programas de pós-graduação. Apresenta a metodologia utilizada nos módulos da disciplina e seus resultados e desdobramentos. Aponta as demandas do bibliotecário frente às novas tecnologias e novos desafios no contexto educacional.</text>
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