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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DOS WEBSITES DOS CENTROS CULTURAIS
DO BANCO DO BRASIL, DA JUSTIÇA FEDERAL E DOS CORREIOS

Maria Irene da Fonseca e Sá
Mariana Hardman Vianna da Cunha

RESUMO
O trabalho avalia a usabilidade de três websites de centros culturais, sendo eles: o Centro
Cultural do Banco do Brasil (CCBB), o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) e o Centro
Cultural dos Correios. Para tal se fez uso da Avaliação Heurística de Nielsen, com a aplicação
das dez diretrizes e aplicando o Grau de Severidade. O resultado final é apresentado em uma
tabela de comparação para propiciar um melhor entendimento. O estudo conceitua a
usabilidade e aborda a importância da Arquitetura de Informação no contexto de excesso de
informação na sociedade da informação, o que afeta os usuários por não alcançarem seus reais
objetivos. O trabalho aponta para a importância do profissional de informação no estudo das
necessidades dos usuários e na organização da informação dos websites de forma a estimular
os usuários a acessar os websites e propiciar o alcance de seus objetivos.

Palavras-Chave: Usabilidade; Avaliação Heurística; Websites; Centros Culturais.

ABSTRACT
This paper assesses the usability of three websites of cultural centers, which are: Centro
Cultural Banco do Brasil (CCBB), Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) and o Centro
Cultural dos Correios. For such use was made o f the Heuristic Evaluation of Nielsen, with the
application of the ten guidelines and applying the Severity Level. The final result is shown in
a comparison table to provide a better understanding. The study conceptualizes usability and
addresses the importance of information architecture in the context of information overload in
the information society, which affects users for not reaching your real goals. The work points
to the importance of the information professional in the study of user needs and information
organization of websites in order to encourage users to access the websites and encourage the
achievement of its objectives.

Keywords: Usability; Heuristic Evaluation; Websites; Cultural Centers.

2218

�1 INTRODUÇÃO
Na Idade Média as informações eram restritas apenas aos mosteiros e à nobreza dessa
época, porém com o surgimento da imprensa de Gutenberg foi permitida a reprodução em
grande escala do conhecimento registrado.
Com o avanço das tecnologias, a informação se expandiu de tal forma que seu
acúmulo tornou-se um grande problema para a atual sociedade. Saber definir o que é válido
ou não para o usuário, gera uma grande preocupação, sendo então um amplo campo de
trabalho para os bibliotecários que precisam ajudar o usuário a encontrar as melhores fontes,
com resultados mais precisos.
Segundo Agner (2012), vivemos em uma sociedade do conhecimento e a crise
contemporânea seria justamente a de como transformar informação em conhecimento. São
despejadas em cima dos usuários milhares de dados e noticias, a uma rápida velocidade,
porém essa quantidade não significa qualidade, e ocorre em excesso.
A tecnologia da informação tem proporcionado grandes vantagens como enfatiza
Braga [s.d] ao descrever que são enormes os benefícios que a tecnologia da informação tem
proporcionado a todos: como acessar em tempo real informações sobre quase tudo que existe
no mundo e poder estabelecer contato direto com as fontes de informações que representa
uma drástica mudança de paradigma na sociedade humana. Porém o maior acesso à
informação tornou visível a parte “submersa do iceberg ’ - há informação demais e tempo de
menos.
Assim, a sociedade na qual vivemos - a sociedade do conhecimento, segundo Gouveia
e Gaio (2004) seria uma sociedade que predominantemente utiliza o recurso das tecnologias
da informação e comunicação para a troca de informação em formato digital e que suporta a
interação entre indivíduos com recurso a práticas e métodos em construção permanente.
De acordo com Agner (2012), o modo como a informação é organizada e acessada,
assim como a quantidade de informação disponível são questões importantes. Portanto, ocorre
a necessidade de uma nova disciplina para lidar com essas questões que é a Arquitetura de
Informação. O bibliotecário então pode se especializar nessa área para atender à necessidade
no mercado atual.
Para Galdo (2009) o bibliotecário trata e organiza documentos em diversos suportes,
gerencia estoques de informação, dissemina e recupera informações.

2219

�Com a Internet, o problema da classificação e recuperação da informação
ganha complexidade. Além do volume informacional, a informação digital
se prolifera em diferentes formatos, como música, vídeos, imagens,
transbordando as técnicas de recuperação de informações textuais. As
folksonomias (ou classificação social da informação são ferramentas
eficazes para classificar informações não textuais como imagens ou
músicas). (GALDO, 2009, p. 1).
As técnicas clássicas de recuperação da informação continuam sendo
necessárias na recuperação web, mas já não são suficientes em uma rede de
informações sem precedentes em escala, sem uma coordenação centralizada
na sua criação, e com uma enorme diversidade de cenários e objetivos de
seus usuários. (MANNING apud GALDO, 2009, p. 1).
Portanto, surge um novo cenário no trabalho dos profissionais da informação,
impondo novas capacidades para o tratamento de informação. O acesso à informação se torna
cada vez mais rápido e instantâneo. Visto que as tecnologias da informação, de forma
acelerada, permitem uma crescente disponibilização dos documentos, gera-se um acúmulo de
informações, pois são facilmente encontradas em suportes eletrônicos, como websites.
Esse excesso de informação faz com que muitos usuários encontrem dificuldades em
achar o que realmente desejam, e vários websites acabam contendo mais informações do que
realmente o necessário. Segundo Agner (2012, p. 11): “Os meios de comunicação de massa
(como o rádio, os jornais e a televisão) e os próprios websites da internet (...) despejam em
cima de nós volumes cada vez maiores de dados e de informações irrelevantes, a velocidades
estonteantes” . A cada dia mais pessoas se conectam a internet. Porém essa popularidade não
significa qualidade. De acordo com W inckler ([s.d], p. 1): “Observa-se que tal popularidade
não implica necessariamente em satisfação dos usuários, que confrontam-se muito
frequentemente com problemas de usabilidade” .

Muitos dos fracassos dos empreendimentos da web pode ser atribuída à
desconsideração das necessidades, dos objetivos e das características dos
usuários [...] Ergodesigners acreditam que os sites têm baixa usabilidade
porque desconsideram princípios básicos relacionados ao usuário [...] O
sucesso do empreendimento online depende da clareza e da simplicidade
com que o usuário inicia e completa a sua tarefa. (AGNER, 2012, p. 47).
Outro contratempo do uso da internet seria a sua liberdade, pois segundo Bambauer
(2010, p. 4) “o conceito de “liberdade de internet” traz em si um conjunto de conflitos sobre
como a internet deveria funcionar” . O acesso à rede é um pré-requisito para aproveitar a
liberdade na internet, independente da sua definição. Alguns países vêm o acesso à internet
como um direito, enquanto outros o consideram um privilégio.

2220

�A Finlândia, por exemplo, determinou que ter uma conexão de 1 MB é um
direito humano básico aos seus cidadãos , como da mesma forma o Conselho
Constitucional da França declarou que o acesso à internet é um direito legal,
enquanto o Estados Unidos , ao contrário, encaram a conexão à internet
como um produto de mercado igual a todos os outros em vez de vê-la como
um direito. (BAMBAUER, 2010, p. 4).
Essa diferença faz com que alguns países impeçam o uso total da internet impedindo
que os usuários acessem todos os conteúdos disponíveis na rede, por considerar impróprios,
uma violação de direitos autorais on-line, ou agressivos à inteligência do governo.
Surgem então novos papéis para o usuário que deixa de ser um “consumidor da
informação” e torna-se um produtor de conteúdos, exigindo do profissional da informação
novas atitudes e olhares para a disponibilização das coleções, quanto ao atendimento ao
usuário. É necessário então que o bibliotecário possua novas capacitações de trabalho, com
uma diferente postura, sendo importante visar a capacidade de ação e flexibilidade de
disseminar a informação e se comunicar com o usuário.
A disciplina Arquitetura de Informação contribui para que o diálogo do profissional da
informação com o usuário seja mais adequado, pois aborda a usabilidade, que é uma das
maneiras de avaliar e facilitar a interação do usuário com as diversas interfaces, evitando a
crise na sociedade atual que para Agner (2012) está na questão de como fazer para
transformar a informação em conhecimento.
Segundo Agner (2012, p.11), “O ergodesign visa a tornar as interfaces fáceis e as
informações acessíveis. O objetivo é entender por que as pessoas utilizam (ou não utilizam)
os computadores, qual o grau de dificuldade que possuem ou sua facilidade.” Portanto, o

ergodesign tem a responsabilidade de analisar e possibilitar que websites sejam úteis à real
necessidade dos usuários.
O profissional da informação pode se especializar nessa área que está em grande
desenvolvimento e crescimento. A biblioteca como instituição deve ter uma visão como
geradora, conservadora e disseminadora do conhecimento, sendo importante no alicerce da
sociedade da informação. Nela encontra-se também a cultura que segundo Tylor apud Laraia
(1986, p. 28), é: “Todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independente de uma
transmissão genética” . Ou seja, ajuda na formação de usuários, dos seus padrões de
alfabetizações como melhor explicitado por Hall (2006, p.13): “As culturas nacionais são
compostas não apenas de instituições culturais, mas também de símbolos e representações” .

2221

�A formação de uma cultura nacional contribuiu para criar padrões de
alfabetização universais, generalizou uma única língua vernácula como o
meio dominante de comunicação em toda a nação, criou uma cultura
homogênea e manteve instituições culturais nacionais, como, por exemplo,
um sistema educacional nacional. Dessa e de outras formas, a cultura
nacional se tornou uma característica-chave da industrialização e um
dispositivo da modernidade. (HALL, 2006, p. 13).
E o centro cultural é o lugar, que em conjunto com a biblioteca, propicia que a cultura
seja mostrada através da arte: como cinemas, exposições, apresentações de músicas etc..
A pesquisa sobre usabilidade de websites de Centro Culturais é de suma importância
para a identificação dos problemas e a real compreensão das informações contidas no mesmo,
possibilitando a geração de conhecimento e apreciação da cultura pelos usuários de uma
maneira qualitativa e que os usuários consigam acessar e compreender o real conteúdo que os

websites disponibilizam. Assim, o trabalho tem como objetivo analisar a apresentar os
resultados comparativos da usabilidade de websites de centros culturais, que abrangem
usuários de diversas áreas.

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Arquitetura de Informação
O arquiteto de informação é o especialista em Arquitetura de Informação e é ele que
deve tornar os websites mais simples para os usuários, como afirma Agner (2012, p. 78): “O
arquiteto da informação seria o individuo com a missão de organizar padrões dos dados e de
transformar o que é complexo ou confuso em algo mais claro” .
O profissional arquiteto de informação faz estruturas conhecidas como mapas que
contribuem para que os usuários possam chegar ao conhecimento desejado, como é descrito
por Agner (2012, p. 78): “Em que o arquiteto da informação seria a pessoa que mapeia
determinada informação e nos disponibiliza o mapa, de modo a que todos possam criar nossos
caminhos próprios em direção ao conhecimento” .
A Arquitetura de Informação, segundo Agner (2012), tem como tarefas: observar as
necessidades informacionais (e tarefas) dos usuários, durante todo o processo de design e
desenvolvimento e “traduzir” a necessidades informacionais e os objetivos dos usuários para
os clientes, financiadores e para os demais membros da equipe.

2222

�2.2 Usabilidade
Para saber se um website é útil ao usuário, utilizam-se técnicas para avaliar a
usabilidade. Segundo Winckler (2002, p. 1): “Usabilidade é o termo técnico usado para
descrever a qualidade de uso de uma interface” .
É de suma importância que os websites tenham boa usabilidade, pois aumentam a
produtividade dos usuários, e segundo Winckler (2002, p. 2): “Isso faz com que diminua a
ocorrência e erros (...) e contribuem para a satisfação dos usuários” .
Não apenas a satisfação do usuário é o único critério a ser respeitado. Na realidade ele
é apenas uma medida para que o usuário possa compreender o website e diminuir o seu tempo
para obter a informação que ele deseja, fazendo com que o usuário se sinta “acolhido” e
retorne a utilizar o website e em muitas vezes até indicar a outros usuários. Como melhor
exemplificado por Winckler:
A satisfação é um critério importante, embora não o único, para a
determinação da qualidade global da aplicação. De um modo geral, este é
um critério final para que o usuário adquira um software ou visite
regularmente um site. (...) Quando a usabilidade é levada em conta durante o
processo de desenvolvimento de interfaces web, vários problemas podem ser
eliminados como, por exemplo, pode-se reduzir o tempo de acesso à
informação. (WINCKLER, 2002, p. 2).
O excesso de informação pode não propiciar a compreensão da mesma e nem sua
qualidade, como dito por Agner nas citações:
A informação deveria ser aquilo que leva à compreensão e o grande volume
de informações as tornam grande parte delas inúteis. O exagero típico na
nossa era apagou as diferenças entre dados e informação, entre fatos e
conhecimento. (AGNER, 2012, p. 115)
A confusão entre transmitir dados e criar mensagens com significado pode
ter sido sua origem na atenção demasiada dada aos computadores
(máquinas) e na pouca atenção dada aos usuários (seres humanos). Isso nos
aponta para problemas da usabilidade de interação humano-computador. (...)
É justamente nessa hora que entra a arquitetura de informação em defesa do
usuário (...) os testes de usabilidade. (AGNER, 2012, p. 115)
Os testes de usabilidade servem para testar se o usuário está conseguindo atingir os
seus objetivos corretamente nos websites. Existem algumas maneiras de testar a usabilidade,
entre elas o questionário, o card sorting, a pesquisa em grupo e a Avaliação Heurística. Agner
(2012, p. 115 e 116) descreve: “Os testes de usabilidade são o mais indicados para medir a
taxa de sucesso da busca de informações e para pesquisar o comportamento dos indivíduos
durante a interação com os sistemas informatizados” .

2223

�Além disso, a avaliação identifica possíveis problemas, e com isso torna-se possível
buscar soluções e como na internet o tempo passa rapidamente, descobrir os erros o mais cedo
possível é o melhor caminho para o sucesso de um website.

Como afirmado na citação

abaixo:
A Tendência atual em avaliação é tentar identificar os problemas de
usabilidade tão cedo eles possam ser detectados na interface. Uma vez
identificado, o problema pode ser solucionado ou, ao menos, seus efeitos
podem ser minimizados. (...) Contudo observa-se que em aplicações web as
atualizações são muito mais frequentes que em outros tipos de interface.
Além disso, o caráter distribuído das aplicações web distância os usuários
dos desenvolvedores, e por vezes, torna-se difícil de identificar quem são de
fato os reais usuários da aplicação e quais são suas expectativas. Existem
uma série de métodos de avaliação que podem ser utilizados em diferentes
etapas do desenvolvimento de interfaces web. (AGNER, 2012, p. 116).
2.3 Avaliação Heurística
A avaliação heurística é a técnica de análise de usabilidade abordada neste trabalho,
aplicando suas dez diretrizes. Ela é baseada na idéia de identificação de problemas de
usabilidade, como melhor explicado por Santinho:
As Análises Heurísticas, “desenvolvido por nomes como Rolf Molich e o
mais famoso Jakob Nielsen, baseia-se na ideia de identificar problemas de
usabilidade sem os custos de efetuar testes com utilizadores, recorrendo a
um conjunto de regras (as Heurísticas) com as quais é confrontado o sistema
em análise. Este método, rapidamente popularizado pela sua relativa
simplicidade, tem sido posto em causa, com argumentos fortes, nos tempos
mais recentes. (SANTINHO, 2001, p. 4).
A análise da usabilidade visa melhorar a interação entre o Homem e a máquina e é
uma maneira de facilitar essa comunicação, e tornar possível o uso para seu devido fim.

A determinação da usabilidade é aqui considerada como um conjunto de
práticas (metodologias) de análise sistemática da relação (aparente) entre o
homem e a máquina, mas que é sobretudo uma relação entre indivíduos,
uma relação predominantemente comunicacional. (SANTINHO, 2001, p. 4).
Existem três técnicas de avaliação, segundo Santinho (2001): A primeira técnica diz
respeito às Técnicas Diagnósticas que são baseadas no conhecimento e na competência do
avaliador com os modelos preditivos, checklists e normas e Avaliações Heurísticas; a segunda
é representada pelas Técnicas Definitivas que são baseadas na observação da interação com os
ensaios de interação e, a terceira usa as Técnicas Prospectivas que são baseadas na opinião do
usuário com os questionários e a pesquisa de satisfação.

2224

�Existem dez diretrizes, segundo Nielsen (1999), que são:
a) Visibilidade do status do sistema: O sistema deve sempre manter os usuários informados
sobre o que está acontecendo através de feedback apropriado, em um tempo razoável.
b) Compatibilidade entre sistema e mundo real: O sistema deve utilizar a linguagem do
usuário que são as palavras, frases e conceitos familiares para ele, ao invés de termos
específicos de sistemas. Devem-se seguir convenções do mundo real, fazendo com que a
informação apareça em uma ordem lógica e natural.
c) Controle e liberdade para o usuário: Usuários frequentemente escolhem as funções do
sistema por engano. É importante oferecer “saída de emergência” claramente definida para
sair do estado não desejado sem ter que percorrer um longo diálogo.
d) Consistência e padrões: Os Princípios da Anotação ocorre quando os usuários não
deveriam ter acesso a diferentes situações, palavras ou ações representando a mesma coisa. A
interface deve ter convenções não ambíguas.
e) Prevenção de erros: Os erros são as principais fontes de frustração, ineficiência e ineficácia
durante a utilização do sistema. É importante evitar entregar sistemas com erros.
f) Reconhecimento em lugar de lembrança: Tornar objetos, ações, opções visíveis e coerentes.
O usuário não deve ter que lembrar informações de uma parte do diálogo para outra. As
instruções para o uso do sistema devem estar visíveis ou facilmente acessíveis.
g) Flexibilidade e eficiência de uso: O sistema deve ser adequado tanto para usuários
inexperientes quanto para usuários experientes. A ineficiência nas tarefas pode reduzir a
eficácia do usuário e causar-lhes frustração.
h) Projeto minimalista e estético: Os diálogos não devem conter informações irrelevantes ou
raramente necessárias. Pois cada unidade extra de informação em um diálogo compete com
unidades relevantes e diminui sua visibilidade relativa.
i) Auxiliar os usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar erros: As mensagens de erro
devem ser expressas em linguagem natural (sem códigos), indicando precisamente o erro e
sugerindo uma solução.
j) Ajuda e documentação: mesmo em sistemas simples e \ ou fáceis de usar é necessário
fornecer informações de uso. As informações devem ser fáceis de encontrar, centradas na
tarefa do usuário, listar passos concretos a serem seguidos e não ser muito grandes. A ajuda
deve estar facilmente acessível e on-line.
Para a aplicação das Heurísticas existem quatro etapas: a primeira etapa é quando um
problema qualquer for detectado e é necessário que seja classificado em uma das dez
heurísticas de Nielsen; a segunda etapa é anotar o problema detectado na tabela

2225

�correspondente; a terceira etapa é atribuir o grau de severidade (0 até 4) para tal problema, e a
quarta etapa é recomeçar até não encontrar mais problemas de usabilidade.

2.4 Tabela de Grau de Severidade
A seguir a tabela de grau de severidade que adotamos neste estudo.

Tabela 1 - Grau de Severidade
Grau de
Tipo
severidade

Descrição

0

Sem
importância

Não afeta a operação de interface.

1

Cosmético

Não há necessidade imediata de solução.

2

Simples

Problema de baixa prioridade (pode ser
reparado).

3

Grave

Problema de alta prioridade (deve ser
reparado).

4

Catastrófico

Muito grave. deve ser reparado de qualquer
forma.

Fonte: SANTINHO, 2001.

2.5 Centros Culturais Analisados
Os websites escolhidos para a pesquisa foram os websites do Centro Cultural do Banco
do Brasil (CCBB) 264, Centro Cultural dos Correios (CCC) 2 e o Centro Cultural da Justiça
Federal (CCJF) 3.
Estes três Centros Culturais encontram-se situados no centro da cidade do Rio de
Janeiro. Eles foram escolhidos por serem centros culturais de áreas distintas como: a área
financeira, área de comunicação e área Jurídica, apresentando então três visões diversificadas
e atingindo milhares de usuários.
264http://www.bb.com.br/portalbb/home21.128.128.0.1.1.1 .bb.
2http://www.correios.com.br/sobreCorreios/educacaoCultura/centrosEspacosCulturais/CCC RJ/Centro
Cultural dos Correios.
3http://www .ccj f.trf2,gov .br/default.htm .

2226

�2.5.1 História do Centro Cultural Banco do Brasil
De acordo com o website do Centro Cultural Banco do Brasil (2013), o Centro
Cultural Banco do Brasil localiza-se na Rua Primeiro de Março, número 66. O prédio de
linhas neoclássicas desde a década de 20 passou a pertencer ao Banco do Brasil. Em 1960, o
prédio cedeu lugar à Agência Centro do Rio de Janeiro e depois à Agência Primeiro de
Março, ainda em atividade. No final da década de 80, resgatando o valor simbólico e
arquitetônico do prédio, o Banco do Brasil decidiu pela sua preservação ao transformá-lo em
um centro cultural. Inaugurado em 12 de outubro de 1989, transformou-se em polo
multimídia e fórum de debates. Com 17 mil metros quadrados, o CCBB RJ integra muitos
espaços num só, onde a arte está permanentemente em cartaz.

2.5.2 História do Centro Cultural dos Correios
Conforme o website do Centro Cultural dos Correios (2013), o imóvel foi inaugurado
em 1922. Ele foi construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro, mas não ocorreu e o
prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e
operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo
reaberto em dois de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição
Ecológica 92". A inauguração oficial do Centro Cultural Correios aconteceu em agosto de
1993 com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural
Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em
áreas diversas, em atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas
de expressão artística. O Centro Cultural Correios, em média anual, recebe um público de 400
mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança,
cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

2.5.3 História do Centro Cultural da Justiça Federal
Segundo o website do Centro Cultural da Justiça Federal (2013), tem-se que o antigo
prédio do Supremo Tribunal Federal foi reaberto no dia 4 de abril de 2001 como Centro
Cultural Justiça Federal. A coordenação do restauro esteve a cargo do Instituto Herbert Levy,
com apoio do Tribunal Regional Federal da 2a Região e respeitou as características históricas
da construção, conforme orientação do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional
(IPHAN) e com o patrocínio da Caixa Econômica Federal. O processo de restauraçãoadaptação constituiu-se no mais complexo e original da América Latina. E a obra fez com que
o edifício contenha uma vasta e moderna infraestrutura predial em termos de refrigeração,

2227

�instalações elétricas, telefonia, sistema hidráulico etc. Atualmente, o CCJF dispõe de treze
amplas salas de exposições, teatro, biblioteca, cinema e cafeteria.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Os métodos de procedimento escolhidos foram a revisão bibliográfica, os estudos de
caso e observação. Dentro da técnica de observação ocorreu a Avaliação Heurística, seguindo
suas dez diretrizes e utilizando o grau de severidade para mostrar a importância de cada
problema encontrado.
A pesquisa se concentrou em avaliar três websites de Centros Culturais, visando sua
usabilidade.
Após a análise de usabilidade dos três websites em estudo, através da aplicação da
Avaliação Heurística, a partir dos resultados que foram gerados, a pesquisa construiu a tabela
de número 2, baseada na tabela 4 do artigo Avaliação Heurística e Testes com Utilizadores:
dois métodos, dois resultados de Santinho (2001, p.15) e que representou

os níveis de

gravidade dos problemas detectados em cada website, seguindo as 10 diretrizes Heurísticas.
Em seguida, foi desenvolvida outra tabela, a tabela de número 3, aonde foi relacionado
o número de vezes que cada site apresentou os problemas mais e menos graves, baseado na
tabela 5 do mesmo artigo de Santinho (2001, p. 15) .
Segundo Agner (2012), amostragem é um conjunto de procedimentos através dos
quais se seleciona uma amostra de uma população. A amostra pode ser probabilística ou não probabilística. Na maior parte dos estudos de usabilidade, entretanto, a amostra é do tipo nãoprobabilística.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Em seguida, apresenta-se a análise das dez heurísticas de Nielsen, com o problema
destacado e a aplicação do grau de severidade das dez heurísticas. Cada heurística foi
analisada conforme a verificação descrita, e assim, o grau de severidade está com as devidas
notas e com a descrição dos problemas encontrados.
a) Primeira Heurística - Os usuários são mantidos informados sobre o progresso do sistema
com apropriado feedback em um tempo razoável ?

2228

�Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Falta o botão de voltar. Ao clicar na tecla Home volta-se à página inicial do
website do Banco do Brasil e não ao do Centro Cultural. Se o usuário for iniciante irá sentir
dificuldade. Grau de Severidade: Grave - 3.

Centro Cultural dos Correios
Problema: Não tem feedback. O usuário tem que clicar no que deseja, o caminho percorrido
não está definido.

O usuário tem a sensação de que está perdido. Grau de Severidade:

Catastrófico - 4.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Contém o feedback, porém falta o mesmo na página principal, e a tecla de voltar
também não se encontra. A tecla Home volta à página inicial do website do Centro Cultural.
Se for um usuário novo irá sentir dificuldade. Grau de Severidade: Simples-2.

b) Segunda Heurística - O sistema utiliza conceitos e linguagem familiar com o usuário em
vez de termos orientados ao sistema? O sistema utiliza convenções do mundo real, exibindo
informações com uma ordem lógica e natural?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Utiliza sua sigla no decorrer de praticamente todo o website como CCBB,
trazendo uma dificuldade aos novos usuários que não saibam fazer essa relação. Deveria
primeiro aparecer a sigla por extenso, para dar essa informação ao usuário. Soube descrever o

link : Consulte as especificações técnicas de cada espaço, trazendo as plantas desenhadas do
espaço, não provocando confusão de entendimento ao leitor. Grau de Severidade: Grave - 3.

Centro Cultural dos Correios
Problema: As palavras em geral são de fácil entendimento, porém a sigla sem a descrição
dificulta o entendimento. Como na descrição do link: Confira a programação do CCC/RJ,
primeiro deveria vir o link escrito por extenso: Confira a programação do Centro Cultural do
Correios / Rio de Janeiro (CCC/RJ). Outro problema é que colocaram no link: Veja a planta,
que seria ver o desenho do mapa do centro cultural; esse link está logo abaixo da história do
Centro Cultural, dificultando o entendimento do usuário. Grau de Severidade: Grave - 3.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Sem dificuldades no website em relação a essa heurística. Seria agradável colocar
por extenso a sigla CCJF que está no decorrer do texto que explica a restauração que foi
executada no centro cultural. Porém ao contrário do website dos Correios, a sigla não está no
tópico e então a dificuldade de associação é menor. Grau de Severidade: Cosmético -1.

2229

�c) Terceira Heurística - Os usuários podem fazer o que querem quando querem?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Não contém uma “saída de emergência” claramente definida. Contém no feedback
a tecla Home , que seria para voltar ao inicio, porém volta ao inicio da página do Banco do
Brasil e não do Centro Cultural, sendo um grande problema ao entendimento do usuário que
queira voltar. Grau de Severidade: Catastrófico - 4.

Centro Cultural dos Correios
Problema: Não contém nenhuma tecla Home e nem uma “saída de emergência” claramente
definida. Grau de Severidade: Catastrófico - 4.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Não contém uma “saída de emergência” claramente definida. Grau de
Severidade: Catastrófico - 4.

d) Quarta Heurística - O projeto de elementos como objetos e ações tem o mesmo significado
ou

efeito

em

diferentes

situações?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Está com essa heurística corretamente. Os termos não são ambíguos e as mesmas
palavras apresentadas nos tópicos de acesso, encontram-se nos tópicos descritos com os
textos. Grau de Severidade: Sem importância - 0.

Centro Cultural dos Correios
Problema: Está com essa heurística corretamente. Os termos não são ambíguos e as mesmas
palavras apresentadas nos tópicos de acesso, encontram-se nos tópicos descritos com os
textos. Grau de Severidade: Sem importância - 0.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Está com essa heurística corretamente. Os termos não são ambíguos e as mesmas
palavras apresentadas nos tópicos de acesso, encontram-se nos tópicos descritos com os
textos. Grau de Severidade: Sem importância - 0.

e) Quinta Heurística - Os usuários podem cometer erros dos quais bons projetos poderiam
prevenir?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Não há erros durante a utilização do sistema, como página not found (página não
encontrada) ou qualquer outro tipo de erro de utilização do sistema. Grau de Severidade:
Sem importância - 0.

2230

�Centro Cultural dos Correios
Problema: Não há erros durante a utilização do sistema, como página not found (página não
encontrada) ou qualquer outro tipo de erro de utilização do sistema. Grau de Severidade:
Sem importância - 0.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Não há erros durante a utilização do sistema, como página not found (página não
encontrada) ou qualquer outro tipo de erro de utilização do sistema. Grau de Severidade:
Sem importância - 0.

f) Sexta Heurística - Os elementos de projeto como objetos, ações e opções são possíveis? O
usuário é forçado a relembrar informações de uma parte do sistema para outra?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Tem as imagens devidamente linkadas e disponíveis. Grau de Severidade: Sem
importância - 0.

Centro Cultural dos Correios
Problema: Melhorar a divisão de links, colocando mais links disponíveis, porém tem as
imagens devidamente linkadas e disponíveis. Grau de Severidade: Simples-2.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Tem as imagens devidamente linkadas e disponíveis. Grau de Severidade: Sem
importância - 0.

g) Sétima Heurística - As tarefas de usuário são eficientes e podem se adaptar ao gosto do
usuário em suas ações mais frequentes ou ele utiliza atalhos?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Não existe atalho para os usuários mais avançados, e talvez os usuários iniciais
sintam uma certa dificuldade para interagir com o website, pois não existe nenhuma tecla
clique aqui, porém existe o feedback em todo o decorrer do website. Seria mais para um
usuário intermediário. Grau de Severidade: Grave - 3.

Centro Cultural dos Correios
Problema: Não tem atalhos e nem feedback ou seja não mostra o caminho percorrido pelo
usuário e nem atalhos ao usuários.

Só tem o atalho de voltar ao topo, que seria voltar ao

inicio da página, porém encontra-se no meio do website também sendo um pouco confuso.

Grau de Severidade: Catastrófico - 4.

2231

�Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: O usuário iniciante poderá sentir certa dificuldade na página inicial por só ter a
palavra Centro Cultural e Atividades, sendo que o usuário deve clicar em cima e abrirá novos
tópicos. É um modo mais clean.

Para usuários intermediários e avançados é muito bom,

porém para os iniciantes pode ser confuso. Porém o website tem feedback, facilitando o
usuário iniciante. Não foram encontrados atalhos para o usuário avançado. Grau de

Severidade: Grave - 3.

h) Oitava Heurística -

Os diálogos contêm informações irrelevantes ou raramente

necessárias?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Não foram encontradas informações irrelevantes ou sem ser necessárias. Grau de
Severidade: Sem importância - 0.
Centro Cultural dos Correios
Problema: Não foram encontradas informações irrelevantes ou sem ser necessárias. Grau de
Severidade: Sem importância - 0.
Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Não foram encontradas informações irrelevantes ou sem ser necessárias. Grau de
Severidade: Sem importância - 0.

i) Nona Heurística - As mensagens de erro são expressas em linguagem simples (sem
códigos) descrevendo exatamente o problema e sugerindo uma solução?

Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Não há nenhuma mensagem diagnosticando erros. Porém não foram encontrados
erros no sistema. Grau de Severidade: Cosmético -1.

Centro Cultural dos Correios
Problema: Não há nenhuma mensagem diagnosticando erros. Porém não foram encontrados
erros no sistema. Grau de Severidade: Cosmético -1.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: Não há nenhuma mensagem diagnosticando erros. Porém não foram encontrados
erros no sistema. Grau de Severidade: Cosmético -1.

j) Décima Heurística - São fornecidas apropriadas informações de ajuda, e estas informações
são fáceis de procurar e de focalizar nas tarefas do usuário?

2232

�Centro Cultural do Banco do Brasil
Problema: Tem informações relevantes, porém o website contém muitas informações e
imagens, podendo ser um pouco confuso ao usuário iniciante. Poderia ser mais clean.

Grau de Severidade: Simples-2.
Centro Cultural dos Correios
Problema: Tem textos muito longos e para leitura em internet é um pouco cansativo. O único
atalho é voltar ao topo que volta ao inicio do texto. Grau de Severidade: Grave - 3.

Centro Cultural da Justiça Federal
Problema: É o que melhor aplica nessa heurística, pois é o que contém informações mais
precisas do conteúdo. Grau de Severidade: Sem importância - 0.

A tabela 2 apresenta as notas obtidas por cada website em cada uma das heurísticas.
Para um melhor entendimento a explicação das siglas: Centro Cultural do Banco do Brasil
(CCBB), Centro Cultural dos Correios (CCC), Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF). Os
sinais + (mais) e - (menos) são em relação de maior e menor grau de severidade.

Tabela 2 - Comparação da Avaliação Heurística.
Heurística

CCBB

CCC

CCJF

+

-

1

3

4

2

CCC

CCJF

2

3

3

1

CCBB|CCC

CCJF

3

4

4

4

IGUAIS

IGUAIS

4

0

0

0

IGUAIS

IGUAIS

5

0

0

0

IGUAIS

IGUAIS

6

0

2

0

CCC

CCBB|CCJF

7

3

4

3

CCC

CCBB|CCJF

8

0

0

0

IGUAIS

IGUAIS

9

1

1

1

IGUAIS

IGUAIS

10

2

3

0

CCC

CCJF

Fonte: O AUTOR, 2013.

Foi feita uma nova tabela, a tabela de número 3 em que foi relacionado o número de
vezes que cada website apresentou os problemas mais e menos graves, baseado na tabela 5 do
mesmo artigo de Santinho (2001, p. 15).

2233

�Tabela 3
Relação do número de vezes em que cada site aparece o problema mais e menos grave

CCBB

CCC

CCJF

Mais Grave

1

5

0

Menos Grave

2

0

5

Fonte: O AUTOR, 2013.

Os resultados apontam que os websites devem melhorar, em relação à aplicação das
heurísticas, pois dentre as dez heurísticas, apenas três heurísticas tiveram o grau de severidade
0 (zero) ou seja sem importância.
Dentro das 10 heurísticas analisadas o Centro Cultural do Banco do Brasil, obteve uma
heurística sendo a mais grave, e duas vezes sendo o menos grave, em comparação com os
outros websites analisados. O website do Centro Cultural dos Correios obteve o grau mais
severo em cinco das heurísticas analisadas, e em nenhuma vez sua heurística foi o menor em
relação aos outros websites. O website do Centro Cultural da Justiça Federal não obteve
nenhuma vez o grau de severidade mais grave em relação aos demais, e em cinco vezes sendo
o menor em relação às heurísticas.
O website que teve o menor grau de severidade, ou seja, que em média segue melhor
as dez heurísticas é o website do Centro Cultural da Justiça Federal e o que encontra maior
grau de severidade é o website do Centro Cultural dos Correios.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Através do trabalho de pesquisa foi possível compreender melhor o que é usabilidade
de websites, a importância de conhecer o desejo dos usuários e de como transformar as
informações em conhecimento. Os bibliotecários que irão trabalhar com o excesso de
informações precisam se preparar para atuar no mercado, se aliando e especializando em áreas
que visam à importância do usuário, como a Arquitetura de Informação. Segundo Gouveia
(2008) a Gestão do Conhecimento é/deve ser uma preocupação das organizações, e deve
incluir as pessoas e as redes de relacionamento, com base no meio digital.
É importante que o avanço tecnológico estimule esses usuários a acessarem os

websites e facilitem o trabalho do profissional da informação. Lembrando que é necessário
que se estimule a cultura do país, estimulando a arte, disseminando as informações contidas
nos centros culturais a um só clique, fazendo com que a arte esteja sempre presente.

2234

�Os resultados da pesquisa foram importantes para demonstrar que os desenvolvedores
de websites ainda têm um longo caminho a percorrer, pois os websites analisados, em média,
tiveram resultados insatisfatórios em relação ao quanto os problemas são severos, ou seja,
com isso os usuários podem encontrar muitas dificuldades, fazendo com que não retornem e
nem se sintam satisfeitos. Passar a informação corretamente ao usuário é o principal objetivo
de um website e em muitos momentos isso não ocorre.
É necessário que novos estudos sejam realizados para que soluções sejam propostas
para resolver os problemas detectados, e que os desenvolvedores dos websites possam
aperfeiçoar os websites para que seja feita uma nova análise, até que em algum momento o
teste contenha em média na maioria dos resultados o grau de severidade 0 (zero) ou seja sem
importância.
Com um website, limpo, com feedback, com atalhos e se preocupando que os usuários
consigam navegar perfeitamente encontrando a informação que necessitam, faz com que os
usuários retornem, e se sintam satisfeitos.

6 REFERÊNCIAS
AGNER, Luiz. Ergodesign e arquitetura de informação: trabalhando com o usuário. 3. ed.
Rio de Janeiro: Quartet, 2012. 193 p.
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CENTRO

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DA

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2236

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O trabalho avalia a usabilidade de três websites de centros culturais, sendo eles: o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) e o Centro Cultural dos Correios. Para tal se fez uso da Avaliação Heurística de Nielsen, com a aplicação das dez diretrizes e aplicando o Grau de Severidade. O resultado final é apresentado em uma tabela de comparação para propiciar um melhor entendimento. O estudo conceitua a usabilidade e aborda a importância da Arquitetura de Informação no contexto de excesso de informação na sociedade da informação, o que afeta os usuários por não alcançarem seus reais objetivos. O trabalho aponta para a importância do profissional de informação no estudo das necessidades dos usuários e na organização da informação dos websites de forma a estimular os usuários a acessar os websites e propiciar o alcance de seus objetivos.</text>
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